Durante o jantar, Edward sentou ao lado de Bella. A família conversou e riu, mas Bella mal podia pensar com o pêlo de seu antebraço roçando o braço dele toda vez que ele se movia.
Ele pressionou sua perna à dela debaixo da mesa, e mesmo quando passou ela se moveu em sua cadeira, ele ainda conseguiu arrumar um jeito de se esfregar contra ela.
Ela estava excitada pelo breve contato, que só podia rezar para que ninguém notasse seus mamilos rígidos sob a blusa. Foi quase um alívio quando o jantar acabou e ela pôde escapar de sua presença constante.
Depois que todos ajudaram Esme limpar a mesa e arrumar a cozinha, Anthony agarrou a mão de Edward e puxou-o para a porta de trás.
— Venha, pai. Vamos mostrar a Bella meu esconderijo.
— Você joga? — Edward perguntou, olhando para Bella de uma forma que fez seu coração saltar uma batida. Ela sorriu e deu de ombros.
— Claro. Eu adoraria ver o seu esconderijo, Anthony.
— Tudo certo! — O menino agarrou sua mão e puxou-a e Edward fora da porta. Ela riu e olhou por cima da cabeça de Anthony em Edward.
— Você tem o dínamo totalmente aqui.
— Você não tem idéia. — A covinha de Edward se apareceu quando ele sorriu, e o estômago dela deu cambalhotas.
A mão do menino pareceu pequena e quente na de Bella quando ele a arrastou através de pomar de Esme e no quebra-vento. O sol de fim de tarde há pouco pendurou em cima das montanhas e o ar cheirava a grama cortada e calêndulas. Uma brisa esfriou as bochechas dela, e deixava folhas mastigadas sob os pés enquanto eles caminharam por choupo-do-canadá, eucalipto e árvores de junípero. Quando alcançarem uma área gramada, Anthony apontou a uma piscina barrenta de água.
— Essa é a Lagoa da vovó pato.
Cheirava a musgo e algas, e o som de patos grasnando encheu a clareira.
— Não soam como se eles estivessem contando segredos? Isso é o que sempre diz a vovó. E olha, ali está Mamãe pato e os bebês dela. — Bella sorriu.
— Eu aposto que a Mamãe pato está falando sobre como adorável os bebês dela são.
Eles pararam quando a família de pato andou em frente a eles, em torno de uma dúzia de patinhos cobertos com penugem seguindo a mãe.
— Vamos, — Anthony puxou a mão de Bella e levou-a mais no quebra-vento.
— Aqui está! — Ele anunciou quando eles chegaram a uma casinha de brinquedos pintada em alegres cores primárias. — Meu pai fez para mim quando eu tinha cinco anos e pintou nas minhas cores favoritas. É no chão porque as árvores por aqui não são grandes o suficiente paraconstruí-la bem alto, por isso não é uma casa na árvore, é uma casa de chão, mas euchamo de meu esconderijo.
A casa amarela tinha cerca de um metro e meio de altura, tinha uma chaminé verde, porta vermelha, eguarnição azul brilhante em torno das janelas e beirais. Era perfeito para um uma criança ter grandes aventuras dentro
— A arte é linda. — Bella olhou para Edward. — Seu pai deve ser talentoso com as mãos.
No momento que ela disse isto, um rubor quente varreu por cima dela, e era tudo que ela poderia fazer para não bater a mão sobre a boca. Em vez disso, ela estudou o teatro, tentando recuperar a compostura. Edward riu e inclinou-se perto.
— Ora, obrigado, querida.
— Venha para dentro! — Anthony esquivou através da porta. — Eu quero mostrar todas as minhas coisas.
Bella o seguiu, fazendo o seu melhor para ignorar Edward. Não era tarefa fácil, considerando o efeito que sua presença tinha em seu pulso irregular.
A casa era apertada, mas os três conseguiram espremer se e sentar no chão verde. Ela escapou ao lado da mesa e cadeiras, de criança, e teve a certeza de que Edward fez questão de se pressionar tão próximo dela quanto possível.
O calor de sua pele a queimava quando seu braço esfregava contra o dela, e seu jeans, era áspero contra sua coxa nua. Seu perfume masculino a cercava. Ela considerou lhe dizer para se afastar, mas tinha medo que sua voz traísse os sentimentos devassos por ele que mexia dentro dela.
— Este é um ótimo lugar para se esconder, é por isso que eu chamo de meu esconderijo. — Anthony abriu janelas azuis e apontou para fora da janela. — Você pode ver a entrada de automóveis daqui e a porta da frente, mas ninguém pode nos ver. Então, se eu quero ser um espião, eu posso ver as coisas por aqui. — Ele cavou numa arca de brinquedo sob a janela, jogando os brinquedos de um lado a outro. Uma bola laranja saltou através da sala e figuras de ação caíram ruidosamente no chão. — Eu tenho estes velhos binoc — binoco — como se diz isto, papai?
— Binóculos.
— Oh, sim, binóculos. De qualquer forma, eu posso ver muito longe com estes. Vovô me deu. Eu tenho todos os tipos de material de espionagem. Papai disse que se alguma coisa acontecer e eu precisar encontrar um esconderijo, para vir aqui e ele vai saber onde estou.
Bella capturou a bola laranja, com uma mão quando rolou pelo chão. — Você joga muito aqui fora?
Anthony assentiu com a cabeça, o cabelo cobre caindo em seus olhos. Ele bateu o cabelo longe com a sua mão suja. — Principalmente quando a avó diz que as orelhas precisam de uma pausa.
Bella riu e Edward riu. Ele disse:
— Por que não vamos mostrar a Bella o rancho?
— Claro! — Anthony colocou a cabeça para fora da porta.
— Espere, Companheiro — disse Edward. — Você não está esquecendo de algo?
Anthony voltou.
— O que?
— Seus brinquedos.
— Eu precisooooo? — O menino choramingou.
— Sim.
Com um suspiro, Anthony pegou todos os seus brinquedos e jogou-os na caixa, o impacto alto o suficiente para colocar o telhado para baixo. Ele virou-se e correu para a porta e desapareceu no quebra-vento.
Bella jogou a bola laranja na caixa de brinquedo e saiu depois, se perguntando para onde Anthony tinha desaparecido.
Enquanto saía pela pequena porta, em suas mãos e joelhos, sentiu o olhar de Edward em seu traseiro. Ela não sabia o que entrou nela, mas fez uma pausa por um momento, os seus joelhos afastados. Imaginou a palma de Edward em seu traseiro, esfregando lentamente que fez Bella querer gemer. O calor queimou-a e ela subiu com dificuldade nas árvores.
Depois que Edward rastejou fora, ele fechou a porta e estirou seus membros. Seus músculos ondularam embaixo da sua apertada camiseta, e ela não pode deixar de lembrar o quão bom tinha sido quando o viu mais cedo, vestindo apenas cuecas. Anthony desabou pelo quebra-vento, agarrou a mão de Bella, trazendo de volta sua atenção para o garoto.
— Papai, vamos mostrar-lhe o avião.
— Avião? — Ela ouviu o nervosismo na própria voz quando olhou a Edward. Ele encolheu os ombros.
— Eu lhe falei, eu sou um piloto. Eu tenho um Cessna bimotor.
— E é realmente muito legal! — Anthony puxou seu braço. Ela obrigou-se a ir com ele através das árvores até que viu a embarcação pequena pousada na suja pista de pouso
Bella parou abruptamente e Anthony quase caiu para trás.
— É, ah, legal. — Enquanto ela agarrava os ombros do menino e o firmou, seu coração martelava, e ela sentia o sangue drenar de sua face. Ela engoliu, tentando forçar o caroço fora em sua garganta. — Alguma outra coisa que você quer me mostrar? O jardim de sua avó? — Anthony puxou a mão dela.
— Eu vou lhe mostrar o interior do avião.
O pânico tomou conta dela.
— Ah. Bem, eu...
— Anthony! — O grito de Esme veio da casa. A mulher tinha um calmo, moderado comportamento sobre ela, mas ela sempre poderia gritar. Edward assistiu Bella enquanto ela batia levemente no ombro do seu filho.
— Melhor ver o que Vovó deseja. — Anthony fez uma careta e pôs as mãos nos quadris.
— Mas, pai. Eu quero mostrar o avião para Bella.
— Vá. — O Tom de Edward era um que significava que ele não esperava qualquer outro argumento. — Você sabe que sua avó não gosta quando você não responde de imediato.
— Anthony! — Esme chamou novamente.
— Mas, Papai!
— Agora.
— Certo, — o menino murmurou e foi para a casa.
Edward estudou Bella por um momento antes de dizer:
— Você gosta de pequenos aviões menos do que linhas aéreas comerciais.
— Muito menos. — Ela alisou um fio de cabelo atrás da orelha e tentou impedir suas mãos trêmulas. Ela virou as costas para o avião e fez um gesto em direção a casa. — Por que você não me mostra mais alguma coisa?
— Quer falar sobre isso? — Sua voz era calma. Estabelecida. E ela quase desejou, poder dizer a ele.
Ela balançou a cabeça e começou a andar pelo quebra-vento.
— Não.
Seus olhos estavam escuros, preocupados.
— Certo.
Aos poucos, seus músculos tensos descontraíram enquanto ele a levou em uma excursão pela fazenda. Quanto mais distante do avião, mais fácil se tornou. Ele mostrou-lhe a estufa de Esme, o jardim, o galinheiro e currais. Bella riu quando viu a família de porcos barrigudos de Anthony, e à travessura dos bebês de cabras alpinas de Esme.
Quando estava entardecendo, eles caminharam em direção a casa.
— Aproveitando a sua estadia? — Edward perguntou, olhando para ela com olhos semi-abertos.
— Muito. — Ela sorriu e acenou com a cabeça. — É maravilhoso aqui.
— Jante comigo. — Sua voz era baixa e rouca, emitindo arrepios abaixo da espinha dela. — Nós iremos à cidade a um pequeno restaurante agradável que eu conheço. Só você e eu. — Uma sensação tremulante se agrupou em sua barriga e ela lutou para se acalmar. Ela tomou uma respiração profunda de ar limpo da noite e disse,
— Eu, Eu não sei.
Eles pararam em frente a casa, apenas fora da varanda. Luz filtrava através das janelas e provocou o ouro nos cabelos castanhos de Edward. Um impulso irresistível veio sobre ela, correr os dedos dentro daquele cabelo grosso, apertar firme contra o corpo duro dele e o beijar como se o mundo estivesse em chamas. Como se não houvesse amanhã, apenas hoje. Apenas os dois.
Edward arrastou o dedo debaixo do braço dela e ela ofegou ao contato sensual.
— É apenas um jantar, Bella.
Ela deu um passo para trás, longe do seu toque perturbador.
— Vou pensar nisso. — Ela se forçou a dar a volta nele, e correu para a casa.
Ao mesmo tempo em que ela o deixou fora, se perguntou por que não podia se soltar e passar algum tempo com esse homem.
O que está errado comigo?
Por que eu apenas não vou nessa?
E a resposta veio a ela clara como o dia. Não queria perder seu coração, e com o Edward, aquilo era algo que ficaria muito fácil de fazer.
Bella guardou seus óculos no estojo, então esfregou a ponta do nariz. As têmporas latejavam de passar a tarde transcrevendo anotações de sua entrevista com Carlisle. Considerando que o seu prazo final era em duas semanas, ela ainda tinha tempo para começar a escrever a coluna. Ela fechou os olhos e relaxou na cadeira de couro do escritório. Contra sua vontade, seus pensamentos vagaram para ontem à noite, quando Edward tinha sugerido que ela fosse jantar com ele. Sozinhos.
Não importa o quanto ela tentou dizer-se que seria um erro, não podia deixar de imaginar o que seria estar com ele. Aquele beijo que ela compartilhou com Edward tinha desvendado a ela mais do que qualquer quantidade de intimidade que compartilhou com Jacob. Com Jacob não tinha sido fazer amor, tinha sido apenas sexo, e ela nunca gostou. Ele a chamou de peixe frio. Disse que ela era terrível na cama. Ela nunca sabia o que fazer, e com ele estava acabado antes de começar as preliminares. Nenhuma preliminar. Nenhum abraço. Só Jacob aliviando as necessidades dele.
Ela pensou que era tudo o que havia para o sexo até que Jess e sua amiga Angela tinham começado com o tema um dia na hora do almoço. Bella começou perguntando se ela tinha alguma coisa que estava faltando. Talvez Jacob tivesse sido não só uma desculpa para um marido, mas um mau parceiro sexual também. Por que ela acreditava que seria diferente com Edward?
Bem, vamos ver. O modo que ele tinha a beijado, como se ele a quisesse provar em todos os lugares. O modo que ele a tocou, e como era cuidadoso e protetor com ela. A maneira que ele olhava para ela como fosse à única mulher na Terra. A maneira como ele a fez sentir, como um incêndio queimando dentro de sua alma, uma dor, uma necessidade que só ele poderia preencher...
E ela poderia imaginá-lo enchendo-a em todas as formas possíveis. Com um arrepio e um suspiro, Bella abriu os olhos e olhou pela janela. Era um dia bonito, e estava cansada de estar engaiolada. Ela se levantou e esticou os membros rígidos, então saiu do escritório para a cozinha. Delicioso cheiro enchia a cozinha, aparentemente vindo de uma panela de carne moída chiando no fogão, ao lado de um pote de molho vermelho borbulhando.
— Necessita de ajuda? — Bella perguntou quando viu a mãe de Edward no balcão retalhando em tiras uma alface.
— Pode apostar. Você rala o queijo. — Esme apontou para um bloco de queijo no balcão enquanto escorria a alface em um coador. — Eu estou fazendo um monte de enchiladas para a Homemakers Frontier dança e comida hoje à noite.
Após Bella lavar e secar as mãos, ela começou a ralar queijo no prato fornecido por Esme.
— Parece divertido.
Esme tomou um punhado de cebolas verdes e cortadas em pedaços pequenos em uma tábua de madeira.
— Eu estava esperando que você gostasse de se juntar a nós.
Bella olhou para cima do monte crescente de queijo.
— Eu não sei dançar música country.
— Nada para isto. — Esme encolheu os ombros e raspou cebolas em uma tigela pequena.
— Se Edward não estiver muito cansado depois do trabalho, tenho certeza que ele não se importaria de mostrar a você dois passos.
O calor aqueceu a face de Bella no pensamento de dançar com Edward.
— Eu não gostaria de importunar. — Ela terminou a tarefa e colocou abaixo o ralador. — O que mais eu posso fazer para ajudar?
— Você se importaria de cortar estes? — Esme entregou a Bella dois tomates gordos. — É tolice sobre importunar tenho certeza que Edward apreciaria. Ele é muito bom.
— Tenho certeza que ele é, — Bella murmurou enquanto pegou a faca e tábua que Esme entregou-lhe.
Esme untou uma assadeira enorme sobre o balcão.
— Além disso, você terá uma oportunidade de conhecer algumas pessoas que você estará entrevistando.
— Verdade. — Bella assentiu com a cabeça enquanto fatiava um dos tomates. Quem sabe, ela poderia se divertir. A imagem de Edward segurando-a perto, brilhou em sua mente, e suas mãos tremeram. A faca escorregou e ela apenas evitou cortar seu polegar.
Precisava tirar seus pensamentos de Edward ou acabaria cortando um dedo fora. Mas antes que pudesse pensar melhor nisto, Bella perguntou:
— Edward normalmente vai?
— Quando eu posso convencê-lo. — Esme começou a encher e rolar tortilhas, colocando na panela. — Ele tende a afastar-se destas coisas.
Bella deu um suspiro interior. Por que ela sentiu uma sensação tão apurada de decepção ao saber que Edward podia não ir ao baile? Não era isso o que queria? Manter sua distância dele?
Sim. Era para o melhor. Ela não podia permitir-se confiar tão facilmente e querer tanto tão cedo. Especialmente, um homem que invadia continuamente seus pensamentos e a fazia sentir como se estivesse derretendo por dentro cada vez que ele a olhava. Ela só ficaria lá por três semanas e, em seguida, ela teria ido e Edward estaria fora de sua vida para sempre. Porque é que o pensamento a fazia se sentir tão vazia?
Após debater sobre a possibilidade de usar uma saia ou calça comprida, Bella optou por uma nova calça jeans e uma blusa de seda em cor de rosa.
Seu estômago apertou no pensamento de Edward pedindo-lhe para dançar com ele, se ele fosse. Ela quase podia sentir o calor do seu corpo próximo ao dela, os braços envoltos em torno dela, os lábios alisando sua orelha...
Pelo amor de Deus! Ela estava agindo como se estivesse no segundo grau novamente, preparando-se para ir a uma festa onde os meninos se reuniam numa parede, e as meninas contra outra. Memórias da primeira dança de sua irmã mais nova de repente vieram a Bella. Ela fechou os olhos, lembrando quão bonita Nessie tinha parecido em seu vestido anil. Como seus olhos castanhos brilhavam nervosos e como ela tinha estado a primeira vez que um menino pediu-lhe para dançar.
Bella havia sido ferozmente protetora com sua irmã mais nova e se recusou a deixar Nessie fora de sua vista naquela noite. Mas no final, apenas um par de anos mais tarde, Bella não tinha sido capaz de protegê-la. Ela não tinha podido fazer nada para impedir a morte de sua irmã. Enxugando uma lágrima, Bella forçou os pensamentos fora de sua mente. Não fazia nenhum bem se estender sobre o passado. Bem nenhum.
Enquanto ela empurrou uma escova nos cabelos, estudou seu reflexo no espelho.
Não podia deixar de ver a si mesma como Jacob fez, lembrando todas as vezes que ele lhe disse como ela estava gorda.
Pare com isso!
Ela respirou fundo, e tentou relaxar. Engraçado que ele costumava dizer que ela era bonita antes deles serem casados. Mas a rapidez com que as coisas mudaram, e quão controlador ele se tornou. Ela tinha sido estúpida, ingênua.
Bateu com a escova para baixo sobre a mesa e apertou os punhos e...
Entendeu. Ela tinha finalmente chegado a seus sentidos e abandonou o imbecil. Tomando diversas respirações profundas, ela limpou sua mente de todas as lembranças indesejadas.
O único problema era que a imagem que encheu sua mente, foi a de Edward andando pela casa de cuecas ontem. Deus, mas ele era bom de olhar. Sem mencionar bom de provar. Com um gemido, ela retocou a maquiagem, colocando um pouco de esforço extra em sua aparência. No último minuto, ela decidiu pintar as unhas dos pés de rosa brilhante com o esmalte polonês de secagem rápida. Quando terminou, ela enfiou a blusa dentro da calça jeans, deslizou sobre um par de sandálias e foi para a cozinha.
— Bem é você uma bela visão, — Carlisle disse quando ela entrou na sala.
Bella sorriu, desfrutando o charme country dele.
— Você está um cavalheiro muito elegante.
— Ei, Bella. — Anthony rodopiou na sala. Seu cabelo estava penteado e separado de lado, e ele vestia calça jeans e uma camisa country. — Você vai com a gente?
— Sim, senhor. — Pôs a mão em seu ombro e sorriu. — Você está tão bonito. Você vai guardar uma dança para mim?
— Ok. — Anthony saltou na ponta dos pés e se virou para sua avó. — É hora de sair? Bobby Torres está vindo e eu quero lhe mostrar meu chocalho de cobra. Eu tenho dentro meu bolso.
— Nós estamos prontos. — Esme apanhou a tampa e cobriu a panela de enchiladas.
— Carlisle, você pode levar isso para o carro?
— Claro, querida. — Beijou Esme e pegou a panela.
Esme pegou uma caneta e bloco de notas fora do balcão e rabiscou uma nota rápida, então colocou sobre a mesa.
— Eu estou avisando Edward onde vamos estar. Quem sabe se ele vai lembrar sobre a noite de dança. Desde que ele está atrasado, é possível que esteja muito cansado. — Bella apenas balançou a cabeça. Que diferença faria para ela se Edward aparecesse no baile ou não?
Eles saíram de dentro do SUV de Esme depois de dirigirem as duas milhas para o clube. Era início da noite e as luzes estavam acesas pelas janelas, o sujo estacionamento de cascalho cheio de veículos. O clube não era muito de se olhar por fora, um prédio longo e estreito que devia ter pelo menos cinqüenta anos de idade e tinha as cicatrizes para provar isso. Desordenadas árvores cresciam atrás da sede do clube, e se Bella não se enganava, lá estavam Eles e Elas os banheiros externos na parte de trás.
Ela escondeu um sorriso enquanto seguia os Turners subindo os degraus de concreto para o clube. Música country tocava na noite, junto com risos e conversas. Quando eles entraram no prédio, todos que passavam cumprimentavam Esme e Carlisle, e a cabeça de Bella girou com os nomes de todas as pessoas para quem ela foi apresentada. A sede cheirava galinha frita, serragem e suor. Casais dançavam no chão coberto de serragem de madeira, as pessoas estavam rindo, conversando e comendo, e as crianças se esquivavam no chão. No canto uma banda foi montada com um par de fardos de feno ao redor deles, para a atmosfera, ela supôs.
— Este é Sal, Agente de Patrulha da Fronteira e amigo de Edward, — Esme disse quando o homem de cabelos-escuros caminhou até eles. — Sal, esta é Bella, a repórter que está ficando conosco.
— Olá Sal. — Bella teve que levantar sua voz para ser ouvida sobre o sapateado da canção da banda.
— Buenas Noches. — Seu bigode curvou para cima quando ele apertou a mão dela.
Bella virou a Esme e explicou como eles tinham se encontrado no posto de fiscalização de Patrulha da Fronteira fora de Tombstone. A canção terminou e a banda começou outra melodia.
— Gostaria de dançar? — Sal convidou Bella. Seu rosto ficou quente.
— Ah
— Vá para lá — Esme riu e os conduziu em direção à pista de dança.
— Eu vou me assegurar que Carlisle coloque as enchiladas na mesa do Buffet. Eu não ficaria surpresa se esse homem decidisse manter a panela inteira para ele.
O olhar de Bella arremessou de Sal à pista de dança e atrás.
— Eu, ah, não sei como...
— É bastante fácil. — Linhas finas nos cantos dos olhos de Sal ondularam e o bigode dele se contraiu quando ele a guiou sobre o chão.
Sal acabou por ser um excelente professor, e não pareceu se importar por Bella pisando em suas botas, pelo menos, meia dúzia de vezes. Logo ela estava começando a entender, e realmente se divertindo. De vez em quando, porém, ela não podia deixar de olhar para a porta, perguntando se Edward ia aparecer.
Quando eles pararam para beber um ponche, Bella foi chamada para dançar por um homem que estava mastigando um palito. Estava mastigando um palito. Antes que soubesse o que estava acontecendo, ela foi levada para a pista de dança novamente.
John Stevens apresentou-se enquanto eles dançavam ao redor da sala. Um homem de aparência agradável, ele era construído como uma escavadora, tinha olhos castanhos, uma leve calvície e longas costeletas. Inclinou-se para perto e disse sobre a música:
— Eu ouvi que você está ficando com os Turners.
Bella sorriu e inclinou a cabeça, tentando evitar ser espetada pelo palito.
— Esme o mencionou. Você não possui uma fazenda com o nome Doce...
— Água doce. — Ele puxou-a para fora do caminho de um casal rodando em seu caminho.
— Eu estou entrevistando fazendeiros sobre a situação de imigrantes ilegais. Você estaria livre para falar comigo? — Um lampejo de algo que passou através de sua fisionomia, mas foi muito breve para Bella ter uma sensação do que poderia ser. Ele deu de ombros e disse:
— Você é bem-vinda para entrar a qualquer hora em Água Doce. Apenas me dê o alerta.
No momento em que ela finalmente fez a sua fuga para pegar algo gelado para beber, Bella tinha dançado com alguns homens, após John Stevens, bem como uma vez com Anthony. Seu rosto estava quente, e gotas de suor escorriam entre seus seios e as costas, e seus calcanhares certamente tinham bolhas. Sal deu passagem a ela quando colocou com a concha o ponche em seu copo.
— Esgotada da dança?
Bella riu e tomou um gole do ponche. — Eu não tive muita diversão assim há anos.
Ela aceitou mais uma dança, mas quando ele a conduziu a pista, ela percebeu que banda tocava uma música lenta. Uma pontada de nervosismo apertou seu estômago. Tinha sido bom dançar números rápidos, mas estar muito perto de qualquer homem a incomodava. Qualquer homem menos Edward, os pensamentos dela se corrigiram, e então ela se castigou imediatamente. O que havia com aquele homem, que ela não podia tirá-lo da cabeça? Felizmente, Sal a segurou a uma distância respeitável, uma mão no ombro dela e uma à cintura, com bastante espaço entre eles.
— Eu estou surpreso que Edward não está aqui, — Sal disse enquanto eles moveram pelo chão. Bella encolheu os ombros, enquanto fingia que não importava.
— Aparentemente ele teve que trabalhar até tarde. Ele está provavelmente muito cansado, de qualquer maneira.
Sal piscou.
— Eu aposto meu salário do próximo mês, que nada iria impedi-lo de vir, apenas sabendo que você está aqui.
Corando, ela balançou a cabeça.
Formigamentos surgiram na base do pescoço de Bella. Ela cortou o olhar para a porta e prendeu a respiração. Edward tinha seu ombro contra o batente da porta, com os braços cruzados sobre o peito. Seus olhos se concentravam sobre ela, sua expressão ilegível. Ele parecia tão bom, todo vestido de preto da camisa country e jeans até as botas e chapéu de cowboy.
Bom o suficiente para comer.
Inteiro.
Sal inclinou-se mais perto, e ela se forçou a desviar para ouvir o que ele tinha dito. Quando olhou de volta para a porta, Edward tinha sumido.
O intestino de Edward queimou com se estivesse pegando fogo. Ele trincou sua mandíbula enquanto assistia Bella dançar com Sal, seu rosto ruborizou e seus olhos brilharam. Ele a viu rir e ruborizar com algo que Sal falava. Era obvio que ela estava gostando de estar com ele. Ela mal se dando conta que Edward estava lá, dançando muito próxima do seu amigo.
Ele estudou Bella por um tempo antes dela o notar, e então seus olhos se fecharam. Até Sal dizer algo no seu ouvido. Embora Edward soubesse que ele não estava pensando claramente, naquele momento não haveria nada melhor que quebrar a mandíbula de Sal com um murro.
Com uma determinação terrível, ele jogou o seu chapéu de vaqueiro em cima da estante e se moveu até os dançarinos, ficando atrás de Sal. Bella estava olhando para a porta de entrada, onde ele tinha ficado. Ele tocou o ombro de sal, tentando não olhar para ele como se quisesse matá-lo. Seu amigo olhou e com um aceno de cabeça, e deixou que Edward interrompesse os dois. Bella voltou seu olhar da porta bem na hora em que Edward substituía Sal. Sua mandíbula se abriu de surpresa.
— Edward — Ela disse. Seus olhos estavam arregalados.
— Eu posso interromper? — Ele murmurou, estudando aqueles olhos marrons incríveis. — Ou você prefere a companhia de Sal?
— Não. Eu quero dizer sim. — Bella agitou sua cabeça, fechou os olhos mostrando uma bonita sombra de cor-de-rosa. — Sim, eu gostaria de dançar com você, e não, eu não prefiro companhia do Sal.
— Bom. — Ele sorriu e colocou suas mãos ao redor sua cintura. — Eu odiaria sair daqui sozinho.
A canção terminou, mas eles permaneceram no centro da pista de dança enquanto uma alegre música tocava. Edward puxou Bella para ele, a cabeça dela debaixo de seu queixo, seu corpo perto de seu.
Ela se afastou o suficiente para poder olhar nos olhos dele. — Eu não sei se isto é uma boa idéia. — Sua voz era baixa e trêmula.
— Confie em mim — Edward sussurrou em seu ouvido. — É uma grande idéia.
Ela permaneceu tensa em seus braços, enquanto ele a movia no ritmo da música, mas gradualmente Bella foi relaxando. Sua cabeça contra seu tórax, os braços dele ao redor dela. Ele bebeu do cheiro dela, deleitando-se com a sensação de seu suave corpo contra o dele. Os peitos de Bella contra seu tórax, a curva de sua cintura embaixo de suas mãos. Seus quadris e coxas estava tão perto dele que eu só pensava em deitá-la e fazer amor com ela na pista de dança.
Bem, inferno. Merda, ele estava duro só por dançar com ela. Ele resmungou outro xingamento sussurrado e se soltou dela quando a música terminou e a banda parou para um intervalo.
— Você disse algo? — ela perguntou enquanto eles se separavam.
Ele respirou fundo e ordenou a seu corpo que se comportasse. — Você gostaria de beber algo?
Ela acenou com a cabeça, seu cabelo se arrastou por seus ombros.
Edward colocou sua mão no cotovelo dela e a guiou para a mesa do bufê. — Parece que o pessoal está pronto para sair com Anthony — Ele inclinou sua cabeça na direção onde seus pais permaneciam conversando com Stan e Marnie Torres, e seu filho Bobby. Esme estava segurando sua bandeja de enchilada vazia e Anthony estava mostrando para Bobby seu chocalho de serpente.
— Você gostaria de ficar? — Edward perguntou, esperando que ela falasse sim. — Eu te levarei para casa.
Bella deu uma olhada rápida para ele antes de desviar o olhar. Era aquele medo misturado com desejo que ele viu em seus olhos? — Eu deveria voltar com os outros.
— Por quê? — Edward balançou sua cabeça e deu a Bella aquele sorriso sensual que fazia os dedos de seus pés se enrolarem e seu interior derreter. — Com medo de ficar sozinha comigo? — Seu tom era baixo e rouco.
Bella suspirou. — Sim. Eu estou.
— Não fique. — Ele tomou sua mão, seus olhos verdes incríveis olharam para ela como se eles fossem as únicas pessoas que existiam. — Eu serei um perfeito cavalheiro.
— Eu sei. Mas… — Seu coração bateu enquanto ela dava uma olhada na direção de seus pais. — Está tarde.
Ele apertou sua mão, enviando calafrios ao longo do corpo dela. — A dança não irá durar muito mais tempo. Eu prometo levar você direto para casa.
— Você dois vão ficar? — Esme perguntou enquanto surgia atrás deles.
Bella saltou e puxou sua mão de Edward, e era certo que ela tinha conseguido mostrar dez tons de vermelho pela enésima vez.
— Eu estava convencendo Bella a ficar, — Edward disse, nunca tirando os olhos de Bella.
Bella olhou para Esme e então para Edward. — Talvez um pouco mais, — ela respondeu, apesar de sua dúvida. — Mas não muito tempo. Eu estou cansada de tanto dançar.
— Maravilha. — Esme bateu levemente braço de Bella e sorriu. — Nós deixaremos a luz acesa.
— Obrigado, — Bella murmurou enquanto Edward atou seus dedos com os dela e a levou até o Buffet.
Ele pegou uma concha de ponche, colocou em um copo de plástico e deu para ela. Ela aceitou, sua mão estava tremendo um pouco enquanto ela tragou a bebida que tinha sabor de abacaxi e sorvete de frutas. Quando ela terminou, ele lançou seus copos no lixo, e a levou até a pista de dança.
Uma canção com uma batida rápida estava tocando, e ela disse, — eu aprendi a dançar música country essa noite, então é bem provável que eu pise em seus pés.
Ele sorriu e deslizou seu braço ao redor sua cintura. — Você pode pisar neles o tanto que quiser.
— Pisarei. — Bella deu um sorriso travesso quando eles começaram a dançar de um lado para o outro. — Eu achei que devia informar você.
Edward riu. — Obrigado pela advertência.
Depois que eles dançaram um par de músicas, ela já estava relaxada e se divertindo. Edward era um dançarino e um professor excelente, muito melhor que Sal, e ela tomou cuidado para pisar em suas botas somente duas ou três vezes.
No fim de uma música rápida que ela levou um bom tempo para aprender, Bella estava rindo tanto que quando pisou no pé de Edward, ela quase caiu. Ele a pegou e deslizou seus braços ao redor sua cintura. Seu riso morreu em sua garganta enquanto as luzes diminuíam e uma música lenta começava. Ela viu o olhar de Edward. Tão intenso. Queimando de desejo. Por ela.
Ela tentou se afastar dele, mas ele a segurou bem perto. — Eu estou toda suada, Edward.
— Eu também — Ele moveu seus lábios para sua orelha e murmurou — Só relaxe e aprecie a dança.
Bella movimentou a cabeça, o topo de sua cabeça roçou o queixo de Edward. Ela permitiu que ele a segurasse contra ele e descansou sua cabeça contra seu tórax. Edward era sólido e morno, seu odor masculino era forte.
A respiração de Edward alisava o cabelo de Bella enquanto o seu corpo fundia com o dela no calor que ela podia sentir através de sua blusa. Seus mamilos inchados roçavam contra o tórax de Edward e ela sentia a excitação entre suas coxas.
Se ela não estava enganada, ele estava muito atraído por ela, julgando por sua ereção contra o seu quadril. Ela ruborizou e ficou contente porque ele não podia ver o seu rosto. Apesar de seu desejo óbvio, ela não se sentiu ameaçada. No fundo ela sabia que ele não a pressionaria.
Quando a música terminou, Edward ergueu a cabeça e ligeiramente acariciou os ombros de Bella.
— Pronta para ir para casa?
— Sim. — Bella deixou que Edward tomasse a mão dela e entrelaçasse seus dedos enquanto ele sorria para ela.
Ele pegou seu chapéu de cowboy que estava na estante. Uma única luz iluminava o pequeno estacionamento enquanto ele a levava até sua caminhonete. Os pedregulhos faziam barulho e a música que tocava na casa enchia a noite. Ele abriu a porta do passageiro e ajudou Bella a entrar, então ele foi para seu lado e ligou o veiculo.
Bella estudou Edward através da luz âmbar do painel enquanto eles voltavam para o rancho. Ela estava fascinada pela força de seus braços enquanto ele dirigia, o pêlo escuro que ia de seu pulso até seu braço. Seu perfil masculino, sua mandíbula forte. Bella sentiu algo vibrando dentro dela. Não sentia só a luxuria. Era também o desejo de ser desejada, necessitada e amada.
Não. Ela pensou melhor antes de começar a deixar que seus pensamentos fossem por esse caminho.
O desejo queimou dentro dela enquanto ele flagrava o olhar dela. — Eu tive uma ótima noite, — ela disse, sua voz estava levemente rouca.
Edward esticou a mão pelo estofado para alcançar a mão dela. Seu toque a eletrificou.
Ele soltou a mão dela para pegar o volante e voltou sua atenção para a estrada. Quando eles chegaram em casa, Roxie pulou na estrada. Edward estacionou a caminhonete e Bella desceu, só para ser surpreendida pelo Rottweiler que lhe dava boas vindas.
— Nossa, obrigado, — Bella murmurou. — Só o que esta calça jeans precisava era de baba de cachorro.
Com uma risada suave, Edward surgiu ao lado dela e se debruçou para acariciar o cachorro atrás de suas orelhas. — Roxie é um bom monstro babão.
Edward tomou mão de Bella antes dela poder se livrar dele, e eles caminharam de mãos dadas para a porta da frente. Ele parou ao lado da porta de tela, debruçou contra uma pilar, e trouxe Bella para seu abraço. — Você me deixa louco, mulher.
Ela relaxou por um momento e então olhou para ele. — Eu só vou estar aqui por algumas semanas.
Ele não se preocupou em responder. Ao invés disso, ele abaixou seu rosto, lento suficiente para ela poder se virar caso não aceitasse o que ele estava oferecendo.
— Edward, — ela sussurrou antes dele beijar o canto de sua boca. Ela suspirou. Ele beliscou ligeiramente o lábio inferior dela e ela deu um gemido.
Ela cheirava a madressilva e tinha um cheiro próprio e único e ele a queria tanto agora que tudo o que ele podia fazer era se deixar levar.
Ele deslizou a língua em sua boca e ela prontamente o aceitou. Ele apreciava o gosto doce dela misturado com o gosto de abacaxi e sorvete de frutas. Ela se debruçou sobre ele, os braços de Bella agarravam os seus músculos.
Droga, ele queria colocar a mão naqueles seios firmes, chupar aqueles duros cumes enquanto ele deslizava entre suas coxas. Como ele podia manter suas mãos longe dela enquanto ele a queria tanto?
Bella empurrou Edward, seus lábios se separaram e o beijo úmido parou, seus olhos estavam brilhando na luz escura. — Eu não posso fazer isso, Edward, — ela disse enquanto saia de perto de Edward.
Ele enganchou seus dedos no seu cinto. — Fazer o que, Bella? Beijar?
Mesmo na escuridão ele podia ver o rubor aparecendo em suas bochechas.
— Uma relação casual. Eu não sou o tipo de garota casual.
— E eu não sou um tipo de homem casual. — Edward tentou andar em direção a Bella, mas ela foi para trás.
— Tudo bem, querida. Vamos do começo. Vamos ser amigos primeiro e ver se isso nos leva a algum lugar. O que você acha?
— Amigos. — Bella tirou o cabelo do rosto. — Ce-certo.
Edward segurou a porta de tela aberta. — Você pensou sobre jantarmos juntos?
— Não. — Evitando seus olhos, ela passou pela porta e entrou na casa.
Ele entrou e fechou a porta cuidadosamente para ela não bater. — Por que não?
Bella assistiu Edward tirar as botas e deixar seu chapéu em cima da prateleira. — Isso não é uma boa idéia.
— Você fica dizendo isso. — Ele pegou a mão dela e a puxou para ele. — Mas eu ainda não ouvi uma única boa razão. Nós podemos ir como amigos.
Bella estudou suas unhas do pé pintadas de rosa, lutando para controlar seus desejos. Ela tentava se lembrar porque não podia desenvolver uma relação com ele.
Ele levantou o queixo dela com seu dedo, fazendo ela encarar os olhos azuis celeste dele.
— O que é preciso para atravessar essa sua fronteira, Bella?
Com um calafrio leve, ela se afastou e puxou sua mão para longe dele — Esta fronteira está fechada. Indefinidamente.
Edward sorriu e olhou para ela com um olhar que fez seu coração virar do avesso. — Eu posso esperar.
Douglas tinha visto os seus melhores dias, pelo menos há três décadas. Memórias da infância de Edward cintilaram em sua mente como uma série de cartões postais. Enquanto ele andava em direção ao lugar que algum dia tinha sido apenas a drogaria da cidade.
O edifício tinha mudado, inferno, a cidade inteira tinha mudado, desde aqueles tempos em que ele se empoleirava no balcão, do lado de seu pai, bebendo milk-shake.
Todo sábado, quando ele era uma criança, essa tinha sido sua rotina, quando o homem que ele chamava de pai ainda estava por perto.
O cheiro de cigarro e cerveja encheram suas narinas enquanto ele ainda parava de frente para a cantina de Mario, a drogaria tinha se tornado um bar. Ele esperou seus olhos se acostumarem, e se forçou a se focar na reunião com Jorge Juarez, um contato excêntrico que ele tinha arrumado.
A miserável taverna/discoteca não tinha nenhuma semelhança com aquela ensolarada lanchonete que vendia milk-shake em sua infância. Cadeiras vermelho claro tinham sido substituídas por tamboretes pretos de vinil, rachados pela negligência e com queimaduras por causa dos cigarros. Era meio tarde, e os únicos clientes do local era um casal que ele reconheceu de visitas prévias. Eles estavam encolhidos nos tamboretes, se amamentando de cervejas.
Edward deslizou para um canto onde ele podia manter um olho na porta da frente, mas manteve-se próximo o suficiente da porta de trás do bar, para que ele pudesse escapar pela porta traseira, se necessário. Ele colocou uma mão sobre a mesa marcada, o acúmulo de cera sob a sua palma era uma boa indicação de que a superfície não havia recebido uma lavagem decente há muito tempo.
A garçonete era nova, mais jovem que a mulher que normalmente trabalhava no turno do dia. Com um olho experiente em detalhes, ele deu uma olhada para ela de cima até embaixo – Jovem e acostumada a usar o seu corpo para conseguir o que ela queria.
Não mais que um metro e meio, ela vestia uma blusa apertada, desabotoada só o suficiente para expor os topos de seus seios fartos. Sua saia parava em suas coxas e abraçava seus quadris tão alto que pouco foi deixado para a imaginação. O cabelo preto corria até o meio de suas costas, e ela tinha colocado uma maquiagem forte. Se Edward não a notasse melhor, se ele não percebesse as linhas finas nos cantos de seus olhos e boca, ele teria se perguntando se a mulher era velha suficiente para ser empregada no bar.
Ela lançou seu cabelo para trás e parou com uma mão em seu quadril, empurrando seus seios para frente. — Uma bebida?
Ele movimentou a cabeça. — Me dê uma cerveja.
Depois de alguns minutos, a garçonete retornou com uma caneca e a deslizou na frente dele. A fileira de pulseiras de ouro se moveu enquanto ela se mexia. Ela estava tão perto, ele podia sentir o cheiro do perfume barato que ela usava. — Você está só?
— Sim. — Com sua bebida em sua mão esquerda, Edward se debruçou de volta na cadeira e sentiu sua arma apertar na parte inferior de suas costas. Pelo hábito, ele manteve sua mão direita perto de seu quadril, ao alcance da arma escondida debaixo de uma camisa de brim desabotoada que ele usava em cima da camiseta.
— Mari! — um homem gritou da parte de trás.
A mulher chamada Mari fez uma careta e então roçou seu quadril contra Edward enquanto se virava. Diversão cintilou dentro dele com a não-tão-sutil mensagem. Seus pensamentos foram para Bella e ele sorriu. Porra, ela estava tão bem em seus braços enquanto eles dançavam. Era uma pena que ele tivesse que trabalhar até tão tarde na última noite antes de passar pelo clube. Não existiria nada melhor do que estar com ela a noite toda. Ela estava lutando contra ele, mas ele sabia que a atraía. Ele podia ver em seus olhos, e na forma que ela olhava para ele quando achava que ele não estava observando.
Ele olhou para o relógio, e no momento em que ele estava se perguntando se seu contato iria aparecer, Juarez apareceu na porta aberta.
Com um olhar nervoso em torno do bar, o homem foi para a mesa de Edward rapidamente.
— Juarez. — Edward tomou um gole de sua cerveja.
O homem respondeu em espanhol, seu olhar negro andava por toda sala. — Isto é perigoso. Eu poderia estar morto.
— Diga-me o que você sabe. — Edward respondeu no mesmo idioma, mantendo o nível de sua voz e nunca tirando os olhos de seu informante. O homem devia demais para desistir agora.
Juarez se mexeu em sua cadeira. — O traficante é alguém que há muito tempo é conhecido nessa cidade. Eu ainda não sei seu nome, mas eu tenho medo. Eu ouvi muitas histórias de como ele lida com aqueles que cruzam o caminho dele.
— O que você sabe? — Edward repetiu enquanto via Sal Valenzuela e Don Mitchell entrar na cantina. Nenhum dos homens fez mais que olhar em direção de Edward antes de tomar o assento em uma mesa no canto do bar. Ambos sabiam melhor que reconheciam Edward e tomar a chance de interromper seu trabalho.
Juarez lambeu seus lábios. — Este homem. Ele é dono de alguns negócios e tem muitos amigos. Poucos inimigos porque ninguém sabe o que ele verdadeiramente é. — Ele cerrou os punhos, e seu rosto se contorceu, mas ele manteve sua voz baixa. — Um monstro que pouco se importa se as pessoas que contrabandeiam irão morrer. Como se eles não fossem nada mais do que peles de animais para colocar no chão e pisar.
Edward segurou a alça de sua caneca de cerveja ainda completa. — Eu não posso trazer de volta Maria, mas eu posso fazer justiça contra esse lixo. O que mais você tem?
— Um dos coiotes chamou El Torero — Juarez sussurrou. — O matador, um assassino. Eu estou com muito medo, amigo.
— O que mais?
— Nada.
O barulho de saltos no linóleo marcado alertou Edward para o retorno de Mari. Antes de Edward poder agradecer, Juarez escapou pela porta da frente, desaparecendo no calor da tarde.
Mari parou na mesa de Edward e apertou sua pélvis para a extremidade da mesa. — Você precisa de mais alguma coisa? — O olhar de bronze em seus olhos disse a ele exatamente o que ela queria dizer.
Ele se levantou, elevando-se sobre a mulher delicada. — Não obrigado. — Ele soltou uma nota de dez na mesa e foi embora.
Mais tarde aquela noite, quando Edward chegou em casa, ele ficou desapontado por saber que Bella ainda não tinha voltado de sua entrevista. Ele não tinha percebido o quanto estava ansioso para vê-la.
Quando ele subiu no chuveiro, colocou a água tão quente quanto possível, limpando a sujeira do dia de seu corpo. Tudo em que ele podia pensar era Bella. Aquele beijo na noite que eles se encontraram, aquele depois da dança. As chamas se alastram por baixo de sua pele e o deixou queimando.
Ele teve que trocar a água de quente para fria. Aquilo ou ele teria que cuidar do problema dentro do chuveiro. Novamente. Depois que ele colocou tão frio quanto pode, ele terminou e se enxugou com uma toalha.
Seus pensamentos nunca deixavam Bella, e seu pênis estava duro enquanto ele ia até o espelho e penteava o cabelo. Ele estava pelado quando a porta se abriu e Bella entrou no banheiro.
Ela congelou, seu olhar correu até embaixo da cintura de Edward, para a ereção que ele tinha tido por pensar nela. Seus olhos dispararam para o rosto dele e ela se tornou uma profunda sombra de carmesim.
Edward levantou uma sobrancelha, e tentou esconder um sorriso.
— Oh, meu Deus, — Bella disse com uma expressão horrorizada. — Eu sinto muito. — Ela saiu e fechou a porta atrás dela, e então ele ouviu a porta dela se fechar no corredor.
Edward vestiu uma calça jeans limpa e uma camiseta, e se sentiu muito melhor, sem mencionar muito mais excitado após o encontro com Bella. Ele ainda estava sorrindo quando ele entrou na cozinha e viu Bella na mesa. Ela estava de óculos o que a fez parecer muito mais sexy.
Ele se escorou na porta e ficou assistindo ela escrever algumas notas em uma agenda. Um fio de cabelo caiu sobre a testa e os lábios franziam enquanto ela se concentrava. Seus mamilos estavam duros por baixo da blusa rosa e ele se perguntou se ela estava pensando nele nu.
— Edward. — Ela olhou para cima de seu notebook e ficou vermelha de novo. — Eu sinto muito. Eu não ouvi o chuveiro e eu esperava que ele estivesse trancado se estivesse ocupado.
Ele deu seu um sorriso preguiçoso, assistindo as curvas e os lábios sensuais de Bella. — Sem problemas.
— Outro dia difícil? — Ela parecia desesperada para mudar de assunto.
— Sim, mas ele tem ficado melhor a cada minuto. — Ele piscou.
Mordendo os lábios, ela pegou seu caderno e um gravador de mesa e se levantou da cadeira. — Você tem tempo para a nossa entrevista?
— Eu sempre tenho tempo para você, querida. — Edward se afastou da parede e ficou tão perto de Bella que ela tinha que olhar para cima para ver seu rosto.
Ela colocou as mãos nos quadris e estreitou seus olhos castanhos aveludados, como se estivesse irritada. — Ouça, cowboy. É melhor você se comportar. — Mas ele viu o calor e humor que guerreou com o desejo de mantê-lo à distância.
— Vamos lá para fora e eu te mostrarei a lagoa de peixes dourados da mãe. — Ele sacudiu a cabeça em direção a porta da frente. — Nós podemos sentar no balanço, e você pode perguntar o que quiser.
Ela hesitou, depois assentiu. Em silêncio confortável, eles caminharam pela a casa e saíram pelas portas da frente, e então seguiram até a lagoa que estava a uma distância curta.
O céu estava nublado e o ar estava abafado e quente. Flores brotavam da lagoa de Esme e os lírios flutuavam na superfície. Edward e Bella pararam diante da pequena queda d'água que caia na lagoa, e a água espirrava sobre seus sapatos.
Bella ajoelhou ao lado da lagoa. — Eu não sabia que peixes dourados podiam ser tão grandes.
Edward agachou ao lado dela e apontou para um peixe quase transparente salpicado de preto e azul. — Aquele e o preto com listras douradas são carpas japonesas.
— Isso tudo é muito lindo. — Ela suspirou. — Eu amo isto aqui na fazenda. É tão relaxante e pacífico. Que diferença de viver na cidade.
Com sua cabeça inclinada para o lado, Edward a estudou. Tudo que ele podia pensar era sobre o quanto ele a queria desde o dia em que ele a pegou olhando para ele no restaurante chinês. Ela não era uma mulher para só apreciar no momento do sexo. Ela era uma mulher para se passar a vida toda junto.
— Você acha que uma garota da cidade como você podia se acostumar a viver no campo? — ele perguntou.
— Quem sabe. — Bella pareceu inconsciente com o desejo que queimava embaixo de suas palavras, embaixo de sua pele. Ela encolheu os ombros e se levantou. — Eu só tenho estado aqui alguns dias, mas eu acho que podia facilmente me apaixonar por essa parte do mundo. Entretanto eu provavelmente sentiria falta das compras e também de ir no cais para tomar sopa de mariscos com pão.
Ela passou a língua pelo lábio inferior, e ele fez tudo o que podia para não se levantar e beijar Bella.
Edward mais que qualquer pessoa gostou do pensamento de Bella permanecer no Arizona. — Pensando sobre mudar de Frisco?
Bella permaneceu quieta por um momento, como se estivesse decidindo sobre o tanto que ela deveria falar. — Antes de eu partir, eu considerei me mudar para Tucson, mas eu não estava certa se gostaria do Arizona. Agora que eu estou aqui, eu sei que eu iria gostar, e eu estou pronta para uma mudança. Quando eu terminar este artigo, eu planejo fazer entrevistas com Tucson Today Magazine.
Com um suspiro, ela se virou para Edward. — Agora minhas perguntas para você…
— Por que nós não nos sentamos no balanço e você pode disparar? — Ele enganchou seus dedos polegares em seu cinto, se forçando a manter as mãos longe de Bella. Ele provavelmente só a assustaria e afastaria, e isso era a última coisa ele queria.
Ela deu uma olhada no balanço e voltou o olhar para Edward.
Ele sorriu. — Eu prometo que não mordo.
— Eu sei de fato que você morde, — Bella replicou, então o calor aqueceu o seu rosto quando ela lembrou-se de seus beijos e como ele beliscou o seu lábio inferior.
Com uma risada, Edward facilitou sua moldura grande para o balanço do que foi suficientemente ampla para três adultos crescidos. — E eu prometo que não vou morder... agora.
Ela tentou olhar para ele, mas o brilho travesso nos seus olhos a desarmou.
Seu rosto tornou-se sério quando ela sentou no balanço almofadado. — Eu posso contar-lhe sobre a Patrulha da Fronteira, e algumas das coisas que fazemos, mas devido à natureza do meu trabalho não é possível usar meu nome.
— Você se importaria se eu perguntar por quê?
— É um trabalho de inteligência, — ele respondeu. — Muito do que eu faço é confidencial. — Ela concordou. — Eu entendo. — Edward estendeu suas longas pernas. — Eu posso colocar você em contato com Miguel Martinez, Supervisor de Operações Especiais. — Você pode falar com ele sobre o registro.
— Obrigado.
Bella pegou o seu gravador. — O que você fez hoje? —
— Entre outras coisas, monitoramento e assinar o corte, — respondeu Edward. Bella ajeitou os óculos e olhou para ele. — Você pode explicar? — A trilha começa quando localizar o sinal de pessoas que atravessam o deserto. Geralmente, começamos nossa pesquisa ao longo de estradas que mantém a Patrulha da Fronteira.
— Que tipos de sinal?
— O sinal pode ser pegadas, um pedaço de roupa, ou o lixo que foi descartado.
— Bella rabiscou uma nota em seu bloco de papel. — Como você mantém os caminhos?
— Puxando pneus de trás do veículo. Isso faz com que a superfície fique relativamente lisa e nos permite ver facilmente pegadas. Mesmo se os UDAs tentam eliminar o seu sinal andando de costas, ou usando outros métodos, podemos determinar normalmente onde eles atravessaram.
— Quando você localiza o sinal como sabe quanto tempo ele tem?
Edward passou sua mão por seu cabelo espesso. — Por uma variedade de fatores. Nós olhamos para ver o efeito que o tempo pode ter causado nos caminhos, como pingos de chuva e vento. Se tiver sido há algum tempo, o detalhe diminuirá. Nós podemos até dizer se o UDAs está entrando a luz do dia ou depois de escuro.
Bella olhou a nota que ela escreveu em seu bloco. — Como você iria fazer isto?
— Se as pistas se dirigem a um arbusto, a pessoa possa ter andado em volta dele, é mais do que provável que eles andavam à noite.
Ela mastigou o fim do seu lápis, fitando as suas notas. — Algum outro método?
— Os caminhos dos animais ajudam a envelhecer a trilha. A maioria de animais do deserto move-se a noite, então se nós acharmos sinal de animal na trilha às cinco horas da tarde, não pode ser fresco.
— O que acontece uma vez que você acha uma trilha?
— Nós temos que descrever isto para outros perseguidores que não viram.
— Ao invés de vários tipos de afinação sobre o rádio, podemos localizar as faixas mais distintas e descrevê-los. Outros agentes trabalham na frente para encontrar o atalho nas estradas que cruzam o caminho. Se um agente pega a pista, ele vai tentar combinar o sinal descrito pelo agente que originalmente encontrou o sinal. Continuamos até pegar o UDAs, ou até que não possamos seguir as faixas por mais tempo. — Fez uma pausa enquanto ela anotava. — São grandes os grupos que topam com a fronteira?
— Estes dias vinte a trinta UDAs de cada vez é normal.
Por uma porção de tempo, Edward continuou a responder as perguntas de Bella, dando uma idéia melhor sobre a Patrulha da Fronteira.
De alguma maneira a entrevista se desvaneceu, e eles mudaram para outros tópicos. Ele compartilhou informações com ela sobre o sudoeste e sua família, e ela conversou sobre seu trabalho e sua vida em San Francisco. Ela estava surpresa em como era fácil falar com Edward, e o quanto gostava de sua companhia.
Uma porta abriu-se e então Anthony apareceu em torno do canto da casa, acenando um pedaço de jornal. — Bella Bella Bella! — ele gritou então deslizado para uma parada. — Olhe o que eu desenhei.
Ela sorriu e pegou o papel que Anthony empurrou em seu colo.
— É um retrato de você e papai que eu mesmo desenhei. Você gosta disto? — Ele pulou para cima e para baixo em um pé, olhos brilhando e cabelo balançando com seus movimentos.
Com um dedo Bella localizou as figuras de crayon, surpreendida com o detalhe que o menino de quase nove anos de idade tinha desenhado. No retrato, Edward vestia uma camisa e calça jeans azul, com Bella de rosa, e eles estavam lado a lado. — É maravilhoso. — Ela olhou para o desenho e para o menino. — Você é muito talentoso.
Anthony sorriu de orelha a orelha. — Você realmente gostou?
— Amei.
Edward pegou o retrato. — Vejamos Filho. — Ele estudou com a seriedade de um conhecedor verdadeiro. — Uma obra de arte boa.
— Eu desenhei isto para Bella. Eu posso fazer um para você também, Papai.
— Quando você fizer, eu pendurarei isto em minha parede. — Edward embrulhou seus braços ao redor Anthony e colocou seu filho sobre seu colo.
Depois de dar a seu pai um abraço rápido, Anthony ziguezagueou livre. — Podemos conseguir tudo pronto para amanhã?
Edward movimentou a cabeça e arrepiou cabelo do seu filho. — Certo, Thony.
Um nó formou-se na garganta de Bella quando ela observou o afeto entre pai e filho.
— Nós estamos indo pescar em meu aniversário. — Anthony saltou de cima para baixo como um Jack na caixa com uma overdose de cafeína. — Quer vir? Seria tão bom se você viesse conosco. Por favor?
Ela olhou para Edward e depois para Anthony. — Certo, se estiver bem para todo mundo.
— Por mim tudo bem, — Edward disse.
— Certo! — Anthony girando em círculos, e Bella perguntou-se como ele conseguia manter o seu equilíbrio. — Isto é tão legal. Eu vou dizer a Vovó que embale um almoço para três.
Quando o menino correu para longe, o estômago de Bella sacudiu. — Esme e Carlisle não estão indo?
Edward deu um sorriso lento, sensual que formigou de sua cabeça até seus dedões do pé.
— A mãe e Carlisle têm amigos de fora da cidade visitando-os durante o dia, então será somente nós três.
— Oh. — Ela tentou soar casual, para não deixá-lo perceber que a perspectiva de passar o dia com ele, sem Esme e Carlisle ao redor, a fazia sentir-se um pouco nervosa.
— Nós teremos Anthony como acompanhante, se você estiver preocupada sobre nós ficarmos sozinhos, — ele disse quando a estudou.
— Eu não estou preocupada. — Ela agitou sua cabeça. — Mas eu estarei interferindo? Você não pretende que amanhã seja um dia de pai e filho?
Ele sorriu seus olhos mornos e de boas-vindas. — Você não está interferindo. Anthony quer que você venha e eu também.
— Obrigado. — Ela respirou fundo e sorriu em retorno. — Parece divertido.
Edward permaneceu e olhou para ela. — Está na hora de jantar. Você vem?
— Esme fez lasanha. — Bella desligou o seu gravador, pegou o seu bloco de notas e ficou em pé. — Sua mãe sempre cozinha bem.
— Você tem direito. — Edward bateu levemente seu estômago. — Eu poderia ter que começar a contar calorias como minha irmã.
— Ha. Você não tem uma grama de gordura em qualquer lugar em seu corpo, — Bella replicou.
Ele riu. — Eu acho que você saberia isto, não é?
— Oh, deus. — Ela escondeu seu rosto com seu bloco de notas, tentando cobrir seu rubor furioso.
— Não era o que eu quis dizer, e você sabe isto.
Mas sim, ela reconheceu o fato que Edward era músculo sólido. Em todos os lugares.
— Grande jantar, Mãe, — Edward disse depois que ele comeu a última mordida de sua terceira porção de lasanha.
Ele não podia evitar olhar os lábios de Bella quando ela enxugou sua boca com um guardanapo de pano.
— Estava maravilhoso, — ela concordou. — E eu amei o molho picante que você temperou a salada.
— Fico contente que você tenha gostado, — Esme respondia quando o telefone tocou. — Eu atenderei ao telefone.
Ela empurrou de volta sua cadeira, e deixou a sala.
— Quanto tempo você ficará aqui, Bella? — Anthony perguntou.
Ela deu ao filho de Edward um sorriso morno. — Meu vôo está marcado para o dia dezoito.
Anthony bebeu seu suco de maçã, sorvendo com um canudinho. Então ele perguntou, — quantos dias é isto?
— Um pouco mais de duas semanas, — Bella respondeu.
— Oh. — O menino armou sua cabeça. — Isto não é muito longo não é?
Ela permaneceu e começou a juntar pratos sujos para levar para a pia. — Quinze dias.
— Edward. — Sua mãe apareceu na entrada segurando o telefone. — É sua irmã.
— Certo. — Edward levantou, tomou o telefone de Esme, e rumou para o escritório. — Oi, Sis.
— Ei mano, grande, — Alice respondeu. — Então, mamãe me disse que há uma mulher ficando com todos vocês na fazenda.
Sabendo o que estava vindo em seguida, ele olhou fixamente para o teto. — Sim.
— Ela disse que a Bella é inteligente, atraente e boa, e Anthony realmente gosta dela.
Ele rolou seus olhos. — Uh-huh.
— E que você tem tesão por esta mulher.
Bem, inferno. Edward agitou sua cabeça. — Não pode acreditar em tudo que você ouve.
Alice deu uma risadinha e ele lembrou seu sorriso endiabrado. — Senhor Solteirão está tendo dúvidas, não é?
Edward olhou pela porta e viu Bella que conversava com Anthony. Ele gostou como ela abaixava até nível do seu filho de forma que eles ficavam olho-a-olho quando conversaram, e ela prestava atenção como se ele fosse a única pessoa na sala.
— Não se deixe levar, — ele disse.
— Ha! — Alice riu, e então ela falou baixinho como se alguém pudesse escutar.
— Então, diga a mim, você já deitou com ela? Beijou-a?
— Nunca a beijei, — Edward disse, ainda observando Bella que conversava com Anthony. — Você só queira me aborrecer ou tem algo a me dizer?
— Nah, só queria me gabar. — Alice riu. — Preciso colocar os gêmeos na cama. Dê a Anthony um beijo para mim, e o amor para papai.
Depois que ele disse seu adeus e enviou seu amor para sua sobrinha e sobrinho, Edward desligou o telefone. Ele foi para a cozinha onde Bella conversava com Anthony. Ela estava sentada em uma cadeira, suas costas para Edward.
— Sim, papai me leva muito para pescar, — Anthony estava dizendo. — Ele sempre brinca comigo, de captura, jogos e caminhões.
Edward permaneceu atrás de Bella, respirando o seu perfume inebriante. Ele quis correr seus dedos no cabelo sedoso.
'Ela endureceu e girou o olhar nele. — Edward.
— Não me interrompa. — Ele segurou a cadeira de Bella e se debruçou adiante.
Ele sentiu a tensão nela e como sua presença a enervou.
Anthony sacudiu seu cabelo fora de seus olhos. — Eu estava dizendo a Bella que papai legal você é e como você está sempre fazendo coisas comigo. Você é muito mais legal que o papai do Bobbie.
— É isto mesmo? — Edward lançou a cadeira e caminhou ao redor de Bella para arrepiar o cabelo do seu filho.
Ele podia sentir a diferença em Bella assim que se moveu tão audível quanto um suspiro.
— Sim. — Anthony deu um aceno com a cabeça entusiástico.
Edward abaixou ao lado de seu filho. — Eu estava no telefone com sua Tia Alice. Ela disse para dar a você uma beijoca bem grande na bochecha.
Anthony atarraxou em cima seu rosto. — Ewwwww!
Edward riu. — Que tal um abraço de urso? E nós diremos a ela que eu dei a você um beijo.
— Certo. — Anthony lançou seus braços ao redor seu papai e o apertou bem apertado.
Deus, ser abraçado por seu filho, era um dos maiores sentimentos sobre a Terra, Anthony mesmo cheirando a sujeira, suor e cachorro, e Edward não podia imaginar nada melhor.
Quando Anthony afastou-se, Edward disse, — É hora de dormir e nós precisamos levantar cedo para ir pescar.
Seria melhor se você tomasse seu banho e escovasse seus dentes. — E não se esqueça de lavar seu rosto.
Anthony gemeu e fez beicinho. — Ah, paiiiiiiiiiiiiii. Eu quero jogar um jogo de vídeo.
— Não. — Edward levantou e forçou ele mesmo para parecer duro. — No banheiro. Rapidamente.
— Mas
— Agora.
Anthony olhou para Edward entrou no banheiro, e fechou a porta.
Sorridente, Bella chegou a seus pés. — É melhor ir para a cama antes que eu fique em apuros.
Ele pegou seu pulso e a puxou perto dele. — Se você não se comportar, eu teria que te colocar sobre o meu joelho.
— Tente isto, vaqueiro, — Bella murmurou, mas suas bochechas ficaram vermelhas e ele tinha certeza que ela estava imaginando se completaria sua ameaça.
Maldição, ela é atraente.
Ele riu quando ela se esquivou e escapou para o seu quarto.
— Pai, pai, pai, pai! — a voz do Anthony quebrou o sono de Edward. — Acorde, papai. É meu aniversário. Desperte uuuuup!
Edward fingiu estar adormecido quando Anthony o agitou. Finalmente, ele abriu um olho.
— Filho, você está certo que hoje é seu aniversário? Eu podia jurar
— Paaaaii. É quatro de julho, meu aniversário, e você prometeu me levar para o lago hoje, lembra? — Anthony saltou na cama e pulou no tórax de Edward, e o cabelo do menino voando em todas as direções. — Vamos, papai. Levanta!
Edward olhou no relógio. — É apenas cinco. Você não pensa que está um pouco cedo? Por que nós não voltamos para a cama?
Anthony rolou seus olhos e pulou em seu pai. — Vamos, vamos, vamos. Você prometeu me levar para pescar. Você prometeu.
— Oh, sim? — Edward fez cócegas em seus lugares mais sensíveis até o que o menino gargalhou, se contorcendo como um peixe fora da água.
Anthony saiu da cama, fora do alcance de Edward, e disparou pela porta.
— Bella, Bella,Beeeeeeeeeellllllllllllaaaaaaaaaa! É hora de ir pescar. — Ele abriu sua porta e correu.
Edward levantou uma sobrancelha. Depois da primeira noite, ele notou que ela mantinha sua porta bloqueada por causa dele.
Não que ele se convidaria. Ela teria que fazer o convite.
— Feliz aniversário. — a voz sonolenta de Bella veio de seu quarto, e então Anthony entrou puxando ela pela porta. Edward viu que ela vestiu a mesma camiseta e boxer rosa que ele a vira usando no hotel.
— 'Bom dia ', — Edward disse, notando todas suas curvas sensuais que as roupas não podiam esconder.
— Demasiado cedo para dizer. — Ela agradou o cabelo de Anthony. — Ei, Taz, que tal um banho primeiro?
— Você está ótimo. Basta ir assim. Vamos!
Edward acariciava com o olhar. — Você está linda.
Bella corou, e Anthony disse: — Como é que você está ficando toda vermelha?
— Não importa. Dê-me dez minutos para tomar banho. — Bella mergulhou de novo em seu quarto. Depois que todo mundo estava pronto e o caminhão carregado, o trio foi para o lago Parker nas Montanhas Huachuca, mal o sol subia ao longo do horizonte. Na noite anterior, Esme tinha embalado uma cesta de piquenique cheia de sanduíches de presunto e queijo para Bella e Edward, manteiga de amendoim e geléia de Anthony, e fatias grossas de seu bolo de café polonês. Edward tinha carregado as varas de pesca. Eles compensaram o tempo, e quando chegaram, descobriram que tinham o lago só para eles por um tempo. Depois que ela pegou uma longarina cheio de peixes, e Anthony tinha quebrado a sua linha, pela terceira vez, Edward se sentou amarrando com barbante a linha. Bella sentou próxima a ele no cobertor do piquenique e abraçou seu joelhos nus.
Rosa. Ela sempre vestia rosa, ele pensou. Ela usava uma camisa de botão e calção azul, mostrando as pernas longas. Uma cicatriz grossa corria ao longo de sua coxa, parcialmente escondida por seus shorts. Ela suspirou e virou o rosto para o céu. — Mmmm, tem um cheiro maravilhoso aqui. Eu amo a fragrância do pinheiro e do ar puro da montanha. — Ele se forçou a desviar o olhar para verificar o seu filho, que estava ocupado pulando as pedras em volta do lago, certamente assustando todos os peixes. Mas que diabos. O garoto estava se divertindo e era seu aniversário. Anthony era um nadador forte, e ele sabia que as regras sobre não entrar no lago sem um adulto, mas Edward não quis arriscar. Ele começou a amarrar a linha de Anthony, olhando para o menino de vez em quando, ele e Bella conversaram.
— Você fez um trabalho maravilhoso como pai solteiro, — Bella disse enquanto observava seu filho.
— Ele é um doce de criança. — Edward sorriu. — Eu sempre me preocupei com ele por não ter uma mãe ao redor, mas ele parece estar indo muito bem.
— Deve ter sido difícil, perder alguém que você amou quando ainda era tão jovem. — Sua voz era suave e pensativa.
Edward não sabia o que possuía. Ele nunca discutiu sobre Irina, mas conversar com Bella era fácil. Natural.
Ele encolheu os ombros e disse, — Foi triste, mas mais triste ainda que fosse sua própria culpa. — Ela estava bêbada e quase levou outras vidas junto com ela.
Bella pôs a mão em seu braço, a preocupação nos seus olhos. — Você não tem que me dizer isto.
— Está tudo bem. — Edward respirou fundo e esfregou seu pescoço, liberando a tensão em seus músculos. — Graças a Deus, Anthony e aqueles outros terem vivido. É uma verdadeira vergonha Lorraine morrer, mas o que está feito está feito.
— Eu sinto tanto. — Bella apertou braço de Edward, e para sua surpresa, ele podia ver lágrimas reluzindo em seus olhos. Sua garganta apertada, e o lamento derramou em suas entranhas.
— Não há nada a lamentar, — ele suavemente disse. — Eu tenho Anthony, e ele é o mundo para mim.
Ele decidiu que seria melhor mudar o assunto. — Você já pescou antes?
— Anos e anos atrás.
Edward olhou para Anthony depois para Bella e viu um olhar assombrado em seus olhos.
— Com minha irmã, mãe e até meu pai. — Sua voz era tão distante quanto seu olhar.
— Onde seus pais vivem agora?
Bella estava quieta, e então ela disse, — Eles morreram seis anos atrás.
— Eu continuo pensando que eu vou me recuperar, mas não passa um dia sem que eu sinta a falta de minha mãe e Nessie. Que eu… que eu não me pergunte por que sobrevivi ao impacto, e eles não. Por que não eu em vez deles?
— Eu sinto muito, mel. — Edward abaixou a vara de pesca, colocou seus braços ao redor de Bella e abraçou-a apertado, segurando sua cabeça contra seu tórax. Sentiu seu sangue gelar de pensar nela estando em um acidente tão trágico, e o conhecimento que ela podia ter morrido.
Acariciando o cabelo dela, respirou seu perfume de morango e sol e sentiu suas lágrimas em sua camisa. Ele olhou para Anthony quando ele balançou Bella, grato que seu o filho sobreviveu à colisão que tirou a vida de Lorraine, mas desejando que a família de Bella tivesse sido tão afortunada quanto seu filho.
— Oh, Edward. Desculpe-me por chorar em cima de você. — Ela tentou se afastar, mas ele a segurou, e ela relaxou contra ele novamente.
— Isto tudo faz sentido. É por isso que você tem medo de voar.
Palavras derramadas de seus lábios em uma pressa, quando ela estava exorcizado os seus demônios.
— Especialmente aviões pequenos. Eu nunca entrarei em um novamente. O avião perdeu a força e bateu na pista. Eu posso sentir ainda o cheiro da fumaça… e sentir as chamas… e ouvir os gritos.
Ela virou seu rosto de listrado de lágrimas para Edward. — Eu ainda não entendo por que eles morreram, e eu vivi. Por que eu sai só com esta cicatriz. — Ela esfregou sua perna como se tentando esfregar longe as lembranças do acidente.
Ele beijou sua testa e olhou para seu filho que estava na extremidade da água. — Você foi escolhida para sobreviver. Como Anthony. Eu estou certo que sua família queria que você vivesse. Para ter sua vida.
— Eu sei que você está certo, mas é tão duro.
Ela estava quieta, como se procurasse através dela sentimentos , tentando entender a realidade que ela teve que enfrentar quando tudo acabou.
Quando ela finalmente falou, sua voz era suave e cheia de remorso. — é por isso que eu caí em uma relação com Jacob. Por que ele me enganou tão bem. — Ela suspirou e agitou sua cabeça.
— Eu tolerei seu abuso por tanto tempo porque eu estava muito devastada para perder novamente. A verdade é que eu era estúpida em não perceber que deixar Jacob seria a melhor coisa que eu podia fazer para começar a viver.
Edward enganchou um dedo debaixo de seu queixo, e enxugou longe suas lágrimas com a palma da mão. — Você não é estúpida, Bella. Você é inteligente e bonita. Este bastardo aproveitou-se de você em um momento frágil de sua vida. E se eu o encontrar, eu gostaria de fazê-lo pagar.
O canto de sua boca se contorceu. — Eu posso imaginar você, vestido de branco e vindo em meu socorro.
— Eu visto principalmente preto. — Edward deu um sorriso gentil. Mas seu sorriso enfraqueceu a medida que ele procurou os seus olhos e a próxima pergunta veio para seus lábios. — Ele bateu em você?
Bella endureceu e olhou. — Jacob esmurrou-me com palavras Ele soube exatamente como para rasgar-me em pedaços sem colocar um dedo em mim. — Um suspiro estremecendo sobre dela.
— Ele tentou controlar todo aspecto de minha vida. Eu era uma idiota para não perceber isso mais cedo.
Era um esforço para Edward controlar a raiva que o queimava. Ele jurou sobre a sua respiração e puxou-a para mais perto. — Então me ajude, e que este bastardo nunca atravesse o meu caminho.
— Por que eu acabei de dizer a você a história da minha vida? — Ela desenhou longe e encontrou seu olhar. — Por que faz com que eu confie em você?
Ele escovou seus lábios através de seu cabelo, respirando seu perfume. Tão bonito, tão sensual, tão doce.
— O que você quer de mim? — a voz tremida de Bella, dizendo mais que suas palavras, dizendo a ele de seu medo de perda e traição. Seu medo de repetir os enganos passados.
Edward correu seu dedo polegar acima de seu antebraço, para dentro de seu cotovelo e atrás, sentindo a suavidade de sua pele contra seus calos.
— O que eu quero de você? Nada. Tudo. — O que você me der.
