Primeiramente, mil perdões pela demora ABSURDA em continuar. Tinha travado numa parte do capítulo.

À partir desse capítulo, as coisas já começam a se desenrolar, pra infelicidade da Vanda e dos nossos elfos queridos.

Enfim, até o fim do capítulo...

E avisando: Itálico, à partir de agora, é alguma língua que não o Sindarin ou então sonhos.

DISCLAIMER: Senhor dos Anéis e seus personagens pertencem ao grande J. R. R. Tolkien. Eu não ganho nada escrevendo histórias à não ser a satisfação de saber que alguém leu e gostou, ou então críticas que me enchem até o pescoço. Se desejar me xingar porque odiou a história, à vontade. É seu direito de expressão que estará sendo exercido. Quanto aos personagens originais, são meus, mas se desejar utilizá-los, basta colocar os devidos créditos e me avisar.

PORQUE ELA ERA A COTOVIA PEREGRINA QUE CARREGAVA O DESTINO DA TERRA-MÉDIA

VANDA

CAPÍTULO II:

OESTE IMORTAL

Não demorou muito, a jovem de cabelos vermelhos havia terminado a sopa. Deixou o prato onde Celebrian pedira para deixar e andou até a janela, contemplando a terra dos Elfos onde estava. Apoiou os cotovelos no batente, o queixo descansando nas mãos. Respirou fundo o ar puro, um cheiro de grama recém-cortada misturado à orvalho matutino pairando, o perfume de diversas flores infestando o ar de forma doce e suave. Era renovador. A paisagem, então, era de tirar o fôlego para quem via pela primeira vez. O céu azul de verão, levemente rosado pela aurora, em contraste com os diversos tons de verde da floresta era lindo, algumas árvores à esmo, espalhadas pelas cidades do continente, embelezando ainda mais os muros brancos, cinzentos e azulados das casas e prédios. Elfinhos brincavam nas ruas brancas, elfos e elfas conversavam em sacadas e varandas. A cidade transpirava vida e paz.

Observou melhor as árvores. Casas grandes, brancas como nuvens com detalhes azuis como o céu de verão nas copas das árvores. Eram muito parecidas com as casas que sua avó lhe descrevera que existiam em Lothlórien, onde sempre era primavera, em uma das muitas histórias de família que ouvia quando pequena.

As árvores estavam floridas ou carregadas de frutos. Um belo colorido que embevecia os olhos.

Reparou que as roupas que todos usavam não eram coloridas como as suas, ao invés disso, túnicas de alguma cor ou outras cores que, de algum jeito, realçassem o elfo, como suas raízes, a cor de seus olhos ou de seus cabelos. Embelezavam ainda mais aquele belo povo.

Virou-se, percorrendo o quarto, observando-o melhor. Havia um espelho de corpo inteiro com moldura de prata cuidadosamente feita como se fossem galhos finos de flores se entrelaçando. Ia passar direto, quando reparou em algo que fez seu coração saltar. Suas mechas azuis haviam sumido. Seu cabelo estava inteiramente vermelho, como era até seus onze anos, quando começou a fazer as mechas. Olhou as pontas, vendo que não havia nem vestígios dos fios azuis. Levou uma das mãos às costas, onde tinha seu piercing. Como desconfiava, não havia nada. Seu anel continuava repousando em seu anelar. Franziu o cenho. Seu piercing sumira, mas o anel não. E, por alguma razão, suas orelhas estavam furadas. E ela nunca o fizera.

Sentiu uma espécie de queimação no pescoço e afastou os cabelos para ver o que era no espelho. Sua marca de nascença, um quase perfeito anel com traços dentro de si que ela não entendia, mas agora, era quase como se os traços e o anel brilhassem. Percebeu também que a marca estava mais escura, mais visível contra sua pele moreno-claro. Antigamente, era quase do mesmo tom de sua pele.

- Vanda? – a voz de Legolas lhe chamou, fazendo-a virar-se de repente para o elfo, escondendo a marca com o cabelo sutilmente. Não sabia porque, provavelmente Celebrian, Galadriel ou algum curador já tinha visto a marca, mas não queria que vissem, não Legolas. Sentiu aquela situação como um instinto animal de preservação.

Fez com as mãos um sinal que indicava claramente que prosseguisse. Legolas sorriu então, refletindo o sorriso suave que se desenhara nos lábios carmim da jovem.

- Dan e Ro estão esperando-nos para que você conheça a cidade, ou pelo menos, uma parte.– disse, oferecendo o braço para Vanda segurar, para acompanhá-la para fora do quarto. A jovem aceitou, o rosto ruborizando levemente. Enquanto caminhavam pelos corredores de paredes brancas com desenhos de rodapé de tons de azul e verde, Legolas recomeçou a falar. – Estávamos conversando, eu, os gêmeos, Elrond, Celebrian, Celeborn e Galadriel, sobre qual quarto você gostaria. Aquele quarto onde você está é provisório, sabe... Você nos pegou de surpresa ao aparecer tão de repente... Nunca um edáin pisou no Oeste Imortal...Temos muitos quartos vagos, mas como provavelmente você irá ficar aqui por um tempo, gostaríamos que ficasse em um quarto que lhe agradasse, que combinasse com você. Por enquanto, aquele quarto é o que, concluímos, combinava mais com você.– terminou de falar, deixando Vanda surpresa, os lábios levemente soltos. Tinham eles tamanha consideração por ela, sendo que nem se conheciam direito? Incrível.

Enquanto desciam a escada, encontrando Elrohir e Elladan no hall de entrada da casa que Vanda não tinha idéia de a quem pertencia; a islandesa observava o lugar de formas e cores suaves e harmoniosas. Transmitia paz, com toda a certeza, diferente daquilo que ela estava acostumada. Era uma paz autêntica, não falsa como os hospitais tentavam passar.

Elladan e Elrohir sorriram para os dois quando terminaram de descer as escadas, e assim que Vanda soltou o braço de Legolas, Elrohir aproximou-se, envolvendo os ombros da islandesa, sorrindo.

- E então, Vanda? Espero que Las não tenha falado muita besteira...– disse com aquele sorriso bobo e tranquilizante que Vanda só vira nele, provocando seu próprio sorriso num reflexo.

- Las? – entoou em tom de pergunta. Las seria um apelido de Legolas? O elfo loiro apenas bufou levemente, girando os olhos, enquanto Elladan balançava a cabeça numa leve negativa.

- Legolas.– apontou com a cabeça para Legolas, ainda sorrindo. Vanda então fez que não com a cabeça. Foi a vez de Elrohir girar os olhos, enquanto Legolas permitia um leve sorriso vitorioso desenhar-se nos lábios. A jovem ainda não compreendera a necessidade de provocar o elfo de Mirkwood que o de cabelos escuros tinha. Mas ela aprenderia e o ajudaria em suas muitas brincadeiras, e então, pobre do filho de Thranduil.

- Chega por enquanto, Ro. Vamos mostrar logo o lugar para Vanda.– Elladan falou, sinalizando para seguirem pelos portais de entrada, que se encontravam abertos. O gêmeo mais novo ao lado de Vanda afirmou, começando a andar com a jovem na direção dos portais de entrada, Legolas indo logo atrás dos gêmeos.

Não é necessário descrever, em seus mínimos detalhes, o agradável passeio que fizeram.

Elrohir brincou à todo momento, provocando risos nos demais, e logo Vanda compreendeu o quanto ele gostava de provocar o elfo louro, assim como começou a participar nas provocações.

Ela amou tudo o que viu, e em certo momento, enquanto contemplavam de um ponto alto o mar ligeiramente distante, Elrohir cantou alguns versos de uma canção que falava do mar e seus habitantes. A voz dele, aliada à bela música, fez com que Vanda fechasse os olhos por um instante. Nesse único instante, pôde sonhar que mergulhava no mar. Esperava se afogar, mas não. Apenas sentiu guelras se abrirem em seu pescoço, seus pés substituídos por nadadeiras e finas membranas ligando os dedos das mãos. Mas quando abriu os olhos novamente, estava de novo em terra firme, com Elrohir pronunciando as últimas palavras da canção.

Os demais elfos olhavam com para Vanda com uma curiosidade disfarçada, exceto por algumas crianças. Sem medo, elas se aproximaram e perguntaram por que ela tinha cabelos tão vermelhos e bonitos. Vanda riu com o elogio, enquanto Legolas dizia que era por causa dos antepassados dela.

Divertiram-se tanto mostrando a cidade para a jovem, que ao voltarem para a mesma casa de onde tinham saído, o sol já estava se pondo, e Celebrian e Galadriel olhavam para os três elfos de forma séria, mas com um sorriso querendo saltar-lhe aos lábios.

- Eu jurava que tinha dito para que eles não a cansassem... – comentou Celebrian com Galadriel de modo casual, enquanto os quatro se aproximavam.

Elrohir não fez caso do comentário da mãe, enquanto cumprimentava à ela e a avó, assim como Elladan e Legolas. Vanda ficou incerta sobre como cumprimentá-las, por isso apenas sorriu e fez uma leve reverência a ambas, que riram enquanto a puxavam para dentro da casa.

- Vamos, está quase na hora do jantar, e vocês todos devem estar famintos! – foi Galadriel quem disse, fechando as portas com a ajuda de Legolas quando todos entraram.

De fato, os quatro estavam famintos. E, à partir daquele dia, Vanda sentava-se ao lado deles em todas as refeições, sempre animadas graças à Elrohir.

Por dois meses, ou ao menos era o tempo que parecia à ela, Vanda viveu entre eles, aprendendo sindarin e conhecendo mais do Oeste Imortal. Já não eram necessários sinais para que se comunicassem, embora às vezes ela ficasse em dúvida quanto à qual palavra usar. Celebrian, Galadriel e outras elfas teceram-lhe vestidos simples mas belos: azul-lago bem claro, em sua maioria, com alguns bordados prateados em alguns vestidos. Realçavam, de algum jeito, seus cabelos vermelhos e seus olhos verde-mar.

E, claro, ela foi para outro quarto. O teto era muito semelhante ao do anterior, com uma enorme janela com cortinas avermelhadas. Aliás, no geral, ele era muito semelhante ao quarto onde ela acordara. Era apenas um tanto maior, com um armário, um espelho muito semelhante, mas maior, e um aparador com escovas e pentes. Havia ainda outra porta, que levava ao banheiro.

Foi um tempo tranquilo, no qual ela sentiu seu carinho por aqueles Elfos cada vez maior, à ponto de que já os considerava sua família. Elrohir e Elladan eram seus irmãos, Celebrian e Elrond eram como seus pais, Galadriel e Celeborn, não sabia dizer se seriam seus tios ou avós. E Legolas...

Ela não sabia definir o tipo de sentimento que tinha por ele. Sabia que seu coração palpitava quando estavam sozinhos observando as estrelas do jardim ou quando ele estava muito perto dela, mas não sabia dizer. Queria que ele estivesse sempre bem, e sabia que não suportaria vê-lo chorar ou ser ferido.

E, de certa forma, o sentimento era recíproco. O Elfo sentia-se cada vez mais próximo da jovem, embora não soubesse porque. Queria-a bem, e vê-la sorrir cada vez que Elrohir aprontava uma das suas era bom.

E Elrohir e Elladan cada vez mais sentiam-na como a irmã que há tanto tempo ficara na Terra-Média, ao lado de Aragorn. E sentiam que, o dia que ela partisse – fosse de volta para o lugar de onde tinha vindo, fosse o lento passar do tempo – iriam chorar tanto como quando Arwen não partira para o Oeste Imortal.

Mas, ela despertou naquele dia... E soube que havia perigo...

"Vanda..."

Aquele sussurro suave e traiçoeiro a acordou no meio da noite. Não queria despertar, mas sentia que, se não o fizesse, algo ruim aconteceria.

Ainda com os olhos mais fechados que abertos devido ao sono, ela sentou-se na cama e buscou a fonte do sussurro.

"Vanda..."

Seus olhos passaram direto pelo espelho, mas voltaram quase imediatamente. Esperava ver a cama com ela sentada refletida, mas não era isso.

Ela lembrava-se daquela imagem. Era um quadro que ficava em cima da lareira da sala de sua casa. Era sua antepassada que encontrara o Anel que repousava em seu anelar. Era estranho como somente naquele momento podia perceber o quanto eram parecidas. Ela estava em primeiro plano, e, ao fundo, havia uma lareira acesa.

Mas a imagem não ficou parada. No pescoço da mulher repousava uma corrente com o anel encontrado. A mulher ergueu a mão e arrancou o Anel do pescoço e atirou no fogo, que parecia ter ficado ainda mais forte.

Vanda havia se levantado e se aproximado do quadro, com medo do que veria. Lembrava bem da parte da história que falava que o fogo revelava as palavras gravadas no Um Anel.

Sua antepassada usou um atiçador para tirar o Anel do fogo, e Vanda abafou um grito ao andar para trás e bater com as pernas na cama. As letras estavam ali, brilhantes e vívidas.

E então, acordou. Sua marca ardia e o Anel queimava em seu dedo. Arrancou-o e o atirou no guarda-roupa. As letras estavam ali, visíveis e maléficas, brilhando como fogo.

E ao olhar-se no espelho, para seu horror, percebeu que as marcas estavam mais definidas do que nunca, e viu: as marcas no interior do Anel de sua marca de nascenças eram as mesmas do Anel que acabara de tirar.

Sentiu as pernas fraquejarem. Sua marca de nascenças era o Anel de Sauron. E então, sua cabeça rodou.

O Anel não tinha sido destruído?

SadieSil: O fato de você gostar do meu texto também me enche de alegria *-* Agradeço os elogios! E espero que esse capítulo não tenha ficado tão água com açúcar como acho que ficou...

Jeh Halle: Puxa. Sério? *-* Em todo o caso, agradeço o elogio. Espero que tenha gostado do cap ^^

Duachais: Fico filiz que tenha gostado *-* Espero que esse capítulo não tenha ficado tão "ãhn" como eu acho que ficou i_i Sim, eu me inspirei no Elrohir, Elladan e Legolas da Sadie *-* Eu amo aqueles elfos!

Tsunay Nami: fico feliz que tenha gostado *-* e espero que esse capítulo agrade também.

xBookwormGirlx: Aqui está a continuação =D

Maria: Claro que vou continuar! Saiba de uma coisa sobre Tenshi: Posso demorar pra postar, mas continuo u.u Sério que você crê que ela promete? *-*

Mil perdões pela demora novamente. Creio que o próximo capítulo não vai demorar tanto, já o tenho na minha cabeça.

E prometo que vou compensar a demora u.u

Beijos

Tenshi Aburame