AVISO: este capítulo contém cena de lemon. Está avisado.

2. Feliz 4 de julho

Já haviam se passado dois meses da chegada de Alfred e Matthew à casa de Arthur e agora os garotos curtiam as férias de verão. Além de manter a amizade com o grupinho que os recebera bem no primeiro dia de aula, Alfred começou a se tornar popular entre os outros alunos. Aqueles que riam de seu sotaque americano agora queriam jogar no time dele nas aulas de educação física. Matthew agradeceu quando as férias começaram, já que Alfred só se lembrava dele na hora de pedir emprestado os deveres que se esquecia de fazer. O canadense notou que o comportamento do primo em relação a ele havia mudado, às vezes o americano parecia se esquecer dele.

- Hey, Matthew, o que houve? – Arthur perguntou um dia quando estavam vendo TV depois do almoço. – Você parece desanimado.

- Não é nada.

- Estamos em plenas férias de verão e você está nesse desânimo. Alfred sai todo dia.

- Prefiro ficar em casa.

Arthur olhou para o garoto, que assistia à TV abraçando uma almofada. Puxou assunto de novo.

- Um garoto te ligou hoje mais cedo.

- Quem? – Ele pareceu interessado.

- Um italiano que queria te convidar para comer pasta.

Matthew sorriu.

- Deve ser o Feliciano. Ele é tão simpático.

- Aí, vai jantar com ele. Você está precisando sair de casa.

- Está querendo me ver fora de casa, Arthur?

- Na verdade... Meus amigos vão vir aqui à noite jogar baralho e tomar umas. Como você não gosta de bagunça, acho melhor você aceitar o convite do seu amigo italiano.

Matthew concordou com Arthur e ligou para Feliciano para dizer que iria comer pasta com ele. O italiano ficou radiante e prometeu um jantar com a melhor pasta que ele poderia preparar.

Mais tarde, o canadense foi se arrumar antes que os amigos de Arthur chegassem. Nessa hora, Alfred chegou em casa.

- Aonde você vai?

- Jantar com um amigo.

- Com quem?

- Feliciano.

- Ah, tá. E precisa se arrumar tanto?

- Não estou "me arrumando tanto", só estou colocando uma roupa melhor do que as que eu uso em casa. Pare de me encher o saco, Alfred.

- Não estou enchendo. Por que está tão irritado comigo?

Matthew parou de procurar sua carteira e olhou para o primo, sentado em sua cama.

- Acha que eu estou irritado com você? Nossa, pelo menos uma coisa você percebeu.

- O que há com você, Mattie?

- Você pergunta o que há comigo? Eu quero saber o que há com você, Alfred!

- Não há nada de errado comigo.

- É claro que não, nunca há nada de errado com você! O problema é sempre comigo, não é?

- Mattie, para, você está nervoso.

- Agora você repara em mim, não é? Se eu não tivesse feito amigos na escola, provavelmente ficaria sozinho o tempo todo.

- Eu nunca te deixaria sozinho. Mattie... – Alfred se levantou e tocou o rosto de Matthew. – Eu nunca vou te deixar.

Matthew afastou a mão dele.

- Você já me deixou, Alfred.

Virou-se e saiu do quarto sem esperar resposta. Alfred levou alguns segundos para perceber o que tinha acontecido e saiu atrás de Matthew.

- Mattie! Mattie, espera!

Ele desceu as escadas a tempo de ver o primo bater a porta da rua. Arthur, que saía da cozinha com uma xícara de chá, olhou para ele.

- O que aconteceu?

- Não sei. Arthur, eu fiz alguma coisa de errado?

- E eu é que sei? Isso você que tem que saber.

oOoOo

Matthew correu quase o caminho inteiro até a casa de Feliciano. Quando chegou lá, já estava arrependido de ter feito isso.

- Matthew, que bom que veio! – Disse o italiano, dando-lhe um abraço depois de abrir a porta. – O que houve? Você não parece bem.

- Estou só cansado, tive que correr uma parte do caminho.

- Vem cá, vou pegar um copo de água para você.

Ele levou o amigo até o sofá e buscou um copo de água.

- Aqui. Espero que esteja com fome, estou preparando a melhor pasta do mundo.

- Obrigado. Acho que estou com fome, sim.

- Fiquei tão feliz de você ter aceitado meu convite. Meu irmão saiu com o namorado dele e me deixou sozinho em casa.

- Não sabia que o Lovino tinha um namorado.

- Ele não comentou? Ah... – Feliciano parou para pensar se tinha dito besteira. – Agora eu já falei.

- Não tem problema, se ele não quiser que ninguém saiba, eu não digo nada.

- Não é isso, é que ele namora um cara mais velho e não goste que ninguém fique olhando para ele.

- Tudo bem, não vou ficar olhando.

- Matthew, você é um amigo tão legal! – Ele deu outro abraço no canadense. – Vem, vamos comer.

Feliciano serviu o macarrão com molho branco e, realmente, Matthew achou que era o melhor macarrão que já comera. A comida italiana era uma das melhores que ele já experimentara. Depois do jantar, Feliciano serviu um vinho de sua terra natal.

- Matthew... O que você acha do Ludwig? – O italiano perguntou, depois de algumas taças.

- O Ludwig? Ele é bem bonito, mas tem um jeito meio assustador.

- Acha que ele sairia comigo?

- Por que não?

- Lovino me contou que ele sai com caras mais velhos... E disse que eu não tenho chance nenhuma e que ele não gosta de mim e que eu sou um idiota que só faz besteira...

- Peraí, para. Você não é nada disso. Eu sei que às vezes o Ludwig te xinga, mas você já percebeu quantas vezes já fez ele rir? Já percebeu a paciência que ele tem pra te ensinar as coisas na aula?

- É... Você está certo. Será que ele gosta de mim?

- Aí eu não sei. Isso você tem que descobrir.

- Farei o possível! E você?

- Eu o que?

- Você gosta do Alfred, não gosta?

- Gosto, ele é meu primo...

- Estou falando de gostar como eu gosto do Ludwig.

Matthew corou.

- Eu... Eu gosto, sim. Já ficamos juntos, mas não sei mais o que ele sente por mim.

- Eu sabia que tinha alguma coisa entre vocês dois.

- É fácil assim, perceber?

- Eu sou italiano, sou romântico por natureza. Percebo quando rola alguma coisa.

- Mas não conseguiu perceber que o Ludwig pode gostar de você.

- Às vezes é mais fácil perceber os outros do que o que está em volta de nós mesmos.

Matthew não esqueceu essa frase.

Já era tarde da noite quando Lovino chegou em casa e viu o irmão com o canadense no sofá bebendo vinho.

- Feliciano! Che diavolo stai facendo?

- Bebendo vinho. Pegue uma taça para você e junte-se a nós, maninho!

- Agora que vocês já beberam a garrafa toda? Não, obrigado. E acho melhor eu levar Matthew para casa, ele não está em condições de ir sozinho.

- Mas está cedo...

- E quando eu chegar, quero ver você dormindo, capito?

- Capito... Boa noite, Matthew.

- Boa noite, Feliciano, e obrigado pelo jantar.

Lovino levou Matthew para a casa de Arthur e ele agradeceu por ter lhe feito companhia.

- Não foi nada. Não deixe meu irmão te embebedar desse jeito da próxima vez.

- Pode deixar. Boa noite.

Ele entrou e não viu Arthur em parte alguma da casa. Supôs que ele já estivesse no quarto e foi direto para o seu. Alfred já estava lá, com seu videogame.

- Mattie, você demorou.

- Perdi a hora. Alfred...

O americano tirou os olhos do videogame e viu que Matthew estava ao seu lado. Também notou que ele estava bem corado.

- Mattie? Você está bêbado?

- Só um pouco.

- Um pouco? Aquele italiano sem noção deve ter te enchido de vinho.

Alfred pegou Matthew e o levou até o banheiro.

- Alfred, o que vai fazer?

- Vou te dar um banho frio, senão você não vai conseguir dormir direito.

E nem eu, pensou enquanto abria o chuveiro. Quando se virou para o primo, ficou surpreso. Ele tinha tirado a roupa toda.

- Mattie?

- Você não vai me enfiar debaixo desse chuveiro de roupa.

- Mas não precisava tirar tudo. Vem cá.

Alfred segurou os braços de Matthew e o colocou dentro do box.

- AH! Isso tá gelado, Alfred!

Com o choque da água fria, ele tentou se desvencilhar e escorregou.

- Mattie!

O americano conseguiu segurá-lo a tempo, mas acabou caindo dentro do box e prensando o outro contra a parede.

- Alfred?

- Me molhei todo, mas pelo menos você não caiu.

Estavam muito próximos. Alfred sentia a respiração alterada de Matthew. Há quanto tempo não ficamos assim? Mattie, há quanto tempo você não me enlouquece desse jeito?, pensou ele, olhando nos olhos do primo. Então segurou levemente o rosto dele e o beijou. Matthew correspondeu na mesma intensidade, abraçando-o.

- Alfred... – Sussurrou ele, interrompendo o beijo. – Tira essa roupa molhada.

- Como quiser, Mattie. – Ele sussurrou de volta, lambendo o lóbulo da orelha de Matthew.

Matthew ofegou e puxou Alfred mais para junto dele. Logo o americano também estava sem roupa. Alfred beijava o pescoço de Matthew quando notou que ele estava ofegante demais.

- Mattie? Você está bem?

- Estou. Não para agora, Alfred.

- Não, Mattie.

Ele o soltou e viu que o canadense ainda estava vermelho.

- Não deveríamos estar fazendo isso, você não está bem. Vem.

Ele desligou o chuveiro e enrolou Matthew numa toalha, levando-o até o quarto depois de enrolar uma toalha na própria cintura. Secou os cabelos dele e o colocou na cama.

- Outro dia a gente continua, tá? – Disse, beijando a testa dele.

- Não vou esquecer. – Matthew respondeu antes de fechar os olhos.

Alfred foi secar a bagunça que tinham feito no banheiro, não queria que a primeira coisa que visse na manhã seguinte fosse Arthur irritado por causa do chão molhado. Terminou de secar o chão, pendurou as toalhas no lugar e secou os cabelos antes de voltar para o quarto. Quando finalmente se deitou em sua cama, ia apagar o abajur quando viu que Matthew estava ofegante.

- Mattie? – Ele se levantou e foi até a outra cama. – Mattie, você está bem?

Ele não respondeu. Alfred colocou as mãos em seus ombros e sacudiu de leve.

- Mattie!

O alívio de Alfred ao vê-lo abrir os olhos não durou muito.

- Alfred... – Ele disse com a voz fraca. – Não consigo respirar.

- Mattie, se acalma. Cadê a sua bombinha?

Ele olhou na mesinha de cabeceira e não encontrou. Procurou nas gavetas da mesinha, na cômoda do quarto, sem sucesso.

- Mattie, onde está? – Ele estava quase gritando.

Matthew não respondia. Fazia muito esforço tentando respirar. Alfred saiu correndo do quarto e começou a bater na porta do quarto de Arthur.

- Arthur! – Tentou abrir, mas estava trancada. – Arthur, acorda! Arthur!

Parou de bater quando ouviu alguém destrancando a porta e, quando abriu, viu Arthur e Francis olhando confusos para ele.

- É o Mattie! Ele está passando mal e eu não consigo encontrar a bombinha dele em lugar nenhum! Arthur, faz alguma coisa!

Os dois correram para o quarto dos garotos e viram Matthew, pálido, inconsciente. Francis correu até a cama e o pegou no colo.

- Matthew! – Gritou Arthur. – Matthew, acorda!

Sem reação. Arthur se virou para Alfred.

- Alfred, vá buscar a caixa de remédios do meu banheiro. Rápido!

O americano não pensou duas vezes e saiu correndo do quarto. Enquanto isso, Francis colocava Matthew de volta na cama.

- Francis, o que vai fazer?

- Respiração boca-a-boca. Pode funcionar.

Funcionou um pouco. Matthew abriu os olhos, mas ainda sentia muita dificuldade para respirar. Alfred voltou com a caixa de remédios e Arthur começou a procurar alguma coisa com pressa. Tirou uma seringa e um frasco.

- Você sabe aplicar isso? – perguntou Francis, que ainda segurava Matthew em seus braços.

- Não pode ser tão difícil.

- Arthur, você pode matá-lo!

- Ele vai morrer é se eu não fizer nada, Francis!

Alfred viu que Matthew começava a perder os sentidos novamente.

- Arthur. Arthur, me dá, deixa que eu faço isso.

- O quê?

- Eu já vi meus pais fazendo várias vezes e também já fiz isso eu mesmo. Pode deixar comigo.

Ele não teve tempo de pensar se confiaria em Alfred para fazer isso, pois Francis disse:

- Anda, Arthur, deixa o Alfred aplicar!

Arthur passou a seringa para Alfred, que se ajoelhou ao lado da cama e aplicou em Matthew. Demorou alguns minutos, mas ele abriu os olhos.

- Mattie?

Ele sorriu para o primo e disse com a voz fraca:

- Obrigado, Alfred...

Alfred sorriu de volta e passou a mão nos cabelos dele.

- Não me assuste mais desse jeito. Eu já volto.

Ele se levantou e saiu do quarto, junto com Arthur.

- Alfred, o que aconteceu para ele ter uma crise dessas? Ele não passou mal desse jeito desde que vocês chegaram aqui.

- Eu não sei, Arthur. – Ele não ia contar ao inglês que Matthew andara bebendo. Ele mesmo cuidaria do sermão sobre isso depois. Sem contar que também tinha uma parcela de culpa por tê-lo deixado nervoso antes de sair de casa e, provavelmente, pelo que ocorrera no chuveiro.

- Está certo, mas, se acontecer qualquer coisa, não hesite em me chamar.

- Ok.

Alfred foi ao banheiro jogar uma água no rosto quando viu a bombinha de Matthew em cima da pia. Então estava aqui esse tempo todo. Mattie devia estar com ela quando eu o trouxe para cá. Droga, se eu tivesse percebido... Ele levou o remédio de volta para o quarto e colocou na mesinha de cabeceira do primo antes de ir para sua cama. Ia puxar as cobertas, mas teve uma ideia melhor. Pegou seu travesseiro e foi para a cama de Matthew.

oOoOo

Dois dias depois da crise de Matthew, os amigos ainda vinham visitá-lo, preocupados.

- Feliciano não para de chorar e dizer que foi culpa dele. – Disse Ludwig. – Eu já tentei convencê-lo do contrário, mas não adianta muito, então é melhor você mesmo dizer, Matthew.

O canadense foi até o italiano que escondia o rosto nas mãos.

- Feliciano, eu estou bem. Você não teve culpa de nada. Se alguém teve culpa de alguma coisa, fui eu.

- Matthew...

Ele abaixou a voz antes de dizer:

- Sem contar que Ludwig está ficando preocupado com você.

Feliciano abriu um sorriso que fez Ludwig perguntar a Matthew o que ele tinha dito para deixá-lo assim.

- Nada demais, só o ajudei a perceber uma coisa.

- Ah, tá. Seu aniversario e o de Alfred são daqui a uma semana, o que vocês estão pretendendo?

- Ainda não sei. Provavelmente Alfred vai querer dar uma festa, mas eu não gosto disso. Prefiro só chamar vocês para jantar fora, sair para algum lugar ou coisa parecida.

- Pelo visto temos gostos parecidos. – Disse Kiku. – Também não gosto muito de festas.

Os garotos ficaram conversando sobre os aniversários da próxima semana até Alfred chegar.

- E aí, sobre o que estão falando?

- Sobre o que vamos fazer nos nossos aniversários.

- Ah... Acho que não vou fazer nada, não.

- O quê? – Todos disseram juntos.

- Como assim um dos caras mais populares da escola não vai nem dar uma festinha? – Perguntou Lovino, visivelmente interessado em uma festa para ir.

- Esse ano, não. Ainda não estou acostumado.

Matthew sabia do que ele estava falando. O aniversário de Alfred era 4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos, e todo ano eles saíam para ver as paradas comemorativas da cidade e os shows de fogos de artifício no fim do dia. Agora que viviam na Inglaterra, não havia mais comemoração do 4 de julho. Seria a primeira vez que Alfred passaria o aniversário em branco. Foi então que teve uma ideia.

- Gente, eu já volto. Preciso falar uma coisa com o Arthur.

Alfred ficou conversando com os outros.

- O que será que ele está planejando?

- Não sei, mas eu confiaria nele. – Disse Feliciano, piscando um olho.

Matthew arranjou coisas para fazer durante toda a semana. Alfred sabia que ele estava planejando alguma coisa, mas não conseguia descobrir o que. No aniversário de Matthew, 01/07, eles se reuniram com os amigos para jantar em um restaurante que servia comida canadense. Em certo momento, Alfred derrubou seu copo de refrigerante sem querer e acabou molhando a roupa de Kiku.

- Nossa, foi mal, cara. – Disse ele, pegando vários guardanapos. – Molhei sua blusa. Se quiser, te empresto meu casaco para você trocar.

- Posso?

- É claro. Vamos ali no banheiro que eu passo uma água nessa blusa enquanto você veste o meu casaco.

Os dois se levantaram e foram até o banheiro. Alfred tirou o casaco.

- Tá aqui, me dá sua blusa.

- O quê?

- Fanta uva mancha, ainda mais se for tecido branco, eu vou passar água para você.

- Ah, certo. – O japonês corou, mas tirou a blusa. – Aqui está.

Alfred se virou para a pia, mas Kiku notou que ele o observava do espelho e vestiu logo o casaco.

- Você é bonito, Kiku.

- O quê? Ah, obrigado.

Ele parecia sem jeito. O americano riu.

- Não precisa ficar vermelho, eu só fiz um comentário.

- Não, é que eu...

- Ei. – Alfred chegou mais perto dele. – Eu já te vi me observando nas aulas de educação física, por trás do seu livro. Você me acha bonito?

- Eu... Acho.

Alfred deu um beijo rápido em Kiku e saiu para voltar à mesa. O japonês levou alguns minutos para cair na real e esperou a vermelhidão de seu rosto diminuir para voltar.

Matthew não tinha visto Alfred sair da mesa, muito menos acompanhado, mas viu quando Kiku chegou usando o casaco dele.

- Ei, Matthew... Matthew!

Ele se assustou com Ludwig chamando.

- Desculpa, me distraí.

O resto da noite foi excelente na opinião dos garotos. Matthew acabou se esquecendo do ocorrido estranho.

oOoOo

- Mattie, você vai me falar onde estamos indo ou não?

Alfred estava no carro de Arthur com Matthew, indo para algum lugar que nenhum dos dois quis dizer onde era.

- Você vai saber quando chegarmos.

Arthur levou os garotos até uma bela casa de campo à beira de um lago e parou.

- Bem, é aqui. Bem vindos à minha casa de campo. Matthew, tem certeza que posso deixar vocês aqui sozinhos até amanhã?

- Tenho, Arthur. Alfred está comigo. Qualquer coisa, eu te ligo.

- Certo. Alfred, cuide dele.

- Pode deixar.

Quando Arthur seguiu viagem, Alfred olhou para o primo.

- E agora, vai me dizer por que estamos na casa de campo do Arthur?

- Alfred, não vai me dizer que esqueceu que dia é hoje. – Ele respondeu, abrindo a porta da casa.

- Eu sei que dia é hoje, hoje é meu aniversário. – Ele parou para pensar. – Espera aí, Mattie, você me trouxe aqui para a gente comemorar o meu aniversário?

Matthew apenas sorriu, pegando a mão dele para levá-lo até o quarto.

- Olha que vista linda. – Disse, abrindo as cortinas.

Aquele era o quarto principal, que Arthur usava quando ia para lá. Uma das paredes era uma grande janela que tinha vista para o lago.

- Realmente, é muito bonita. Mattie, você planejou tudo isso? Seu espertinho.

Os dois passaram o dia juntos e, mais tarde, Matthew preparou o jantar.

- Depois que você terminar, vamos dar uma volta lá fora.

- Você acha que consegue me surpreender mais?

- Não duvide, Alfred.

Depois do jantar, os dois saíram e foram até o lago. Alfred se sentou na grama e fez sinal para Matthew sentar ao seu lado.

- Eu estou adorando isso, Mattie. Não é a mesma coisa que lá, mas esse aniversário está ótimo. Exceto pelo fato de você quase ter queimado os hambúrgueres...

Os dois riram.

- Preciso prestar mais atenção na cozinha. Alfred, olha...

Ele olhou para o lago e viu um brilho azul na água. Olhou para o céu e descobriu que o brilho tinha sido um fogo de artifício que alguém soltara da outra margem. Logo o céu estava cheio de fogos azuis, vermelhos e brancos. Alfred não conseguia parar de sorrir.

- Mattie... Mattie, você...

- Feliz 4 de julho, Alfred. – Disse Matthew, abraçando-o.

- Como conseguiu isso?

- Arthur tem um amigo de Hong Kong que mexe com essas coisas. Alguns telefonemas e aqui está. Seu presente.

- Eu adorei! Mattie, nunca mais subestimo sua capacidade de me surpreender. Obrigado.

Matthew sorriu e puxou Alfred para um beijo, deitando na grama com ele por cima.

- Mattie...

- Você está me devendo uma, Alfred.

O americano se levantou e pegou o outro no colo.

- Alfred! Me coloca no chão.

- Ah, deixa eu te levar lá para cima...

- E se você me derrubar?

- Confie em mim, Mattie. – Ele sussurrou próximo ao seu ouvido, fazendo Matthew se arrepiar.

Alfred levou Matthew até a cama do quarto principal. Da janela, ainda viam os fogos. Alfred se deitou ao lado do canadense, abraçando-o e puxando-o para mais um beijo, dessa vez, mais intenso.

- Alfred... – Disse Matthew, enquanto tirava a blusa do outro. – Prometa que nunca vai me deixar.

- Eu nunca vou te deixar, Mattie. – Disse, jogando a blusa do primo para o lado e já tirando sua calça.

- Eu quero que você prometa.

- Eu prometo.

- Alfred...

A visão de Matthew nu sobre a cama estava deixando Alfred louco, ainda mais com ele dizendo seu nome dessa forma, como se estivesse chamando-o, pedindo por mais. Era provocante. O americano terminou de tirar sua roupa rapidamente e se deitou sobre Matthew, beijando-o. Ele sabia que o canadense nunca tinha feito isso antes, então começou devagar, mas sua vontade era de agarrá-lo e tomá-lo para si o mais rápido possível. Suas mãos bagunçavam os cabelos loiros, um pouco mais longos que o seus, enquanto seus beijos se tornavam cada vez mais intensos. Alfred passou a beijar o pescoço de Matthew e mordeu-o, fazendo o garoto gemer, o que deixava o americano excitado. Olhou surpreso para Matthew quando ele passou as pernas em volta de sua cintura, puxando-o mais para junto de si.

- Mattie...

- Eu... Eu quero você, Alfred...

Ele o beijou novamente, uma das mãos apoiava a cabeça de Matthew e a outra segurava uma de suas coxas. Alfred podia perceber a excitação de seu primo. Avançou devagar, sentindo o canadense apertar seus ombros enquanto fechava os olhos com força.

- Quer que eu pare?

- Não...

O americano sorriu, satisfeito. Continuou, ouvindo Matthew gemer alto.

- Ah, Alfred...

Alfred não pôde se conter com o jeito como ele falava seu nome. Segurou a cintura de Matthew e aproximou mais seus quadris dos dele. Sentiu-o apertar mais forte seus ombros enquanto se mexia devagar e depois aumentando o ritmo. Ele se aproximou do rosto do primo e passou o dedo por seus lábios.

- Vamos, Mattie... – E então sussurrou em seu ouvido: - Quero ouvir você gritar meu nome.

Aumentou um pouco mais a velocidade dos movimentos até sentir Matthew estremecer em seus braços e gritar:

- Aaahhh, Alfred!

Aquilo fez Alfred atingir seu clímax quase que no mesmo instante. Em seguida, desabou sobre Matthew, ambos ofegantes. O americano rolou para o lado e passou a mão pelo rosto do primo, acariciando-o. O canadense fez o mesmo e sorriu, mas fechou os olhos, ofegando mais forte.

- Você está bem, Mattie? – Alfred se sentou, preocupado.

- Mais ou menos. Me dê meu remédio, Alfred.

Ele fez o que o outro lhe pediu e ficou observando-o até que sua respiração voltasse ao normal. Então, se levantou e estendeu a mão para ele.

- Vem, Mattie. Vamos tomar um banho.

Matthew aceitou o convite. Alfred foi andando na frente, ainda segurando a mão dele, quando ele disse em voz baixa:

- Eu te amo, Alfred.

O americano parou de andar, olhou para trás e sorriu para o primo. O canadense notou que ele não lhe disse nada de volta. Matthew sabia que ele não era muito bom em demonstrar sentimentos, com exceção de ciúmes, então considerou seu sorriso como resposta.

oOoOo

N/A: Nem preciso comentar quanto tempo eu levei pra escrever esse lemon. Terminei a fic (sim, ela está completa), mas ficou faltando so essa parte. XD Culpa da falta de técnica da autora para escrever lemons.

Bom, no geral, espero que tenham gostado do capítulo. ^^ Reviews?

Ah, e um obrigado especial a todo mundo que deixou review. ~.o