Preparada para o que reservei à você, Jéssy?

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Capítulo III – Poço de sensibilidade

Saga e Jéssica

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Por entre ruas, entre carros e placas

Luzes, cheiros e toques

Eu sou um poço de sensibilidade

Te buscando na cidade

Eu sou um poço de sensibilidade

Deixou Silvana tomando banho e foi para seu quarto trocar de roupa. Sobre a cama, pelo menos três combinações para aquela noite, ainda não se decidira qual iria vestir. Suspirando, Jéssica fitou o quadro que pintara de Saga há alguns meses atrás e que agora enfeitava a parede atrás de sua cama. Sorriu, decidindo-se por fim.

Uma calça social preta, sapatos envernizados e camisete prateada, com detalhes em glitter nos punhos e botões. Escovou os cabelos ruivos, prendendo-os em duas mechas na nuca, com uma presilha de libélula. Maquiagem perfeita, realçando os traços finos, e estava pronta para a noite de festa.

Sobre a poltrona, o presente que daria ao geminiano. Pegou-o, segurando o pacote junto ao peito e desceu as escadas quando ouviu o som de uma buzina. Ele chegara!

Entre veludos e cetins

Fantasias e brinquedos

Desejos e um certo medo

Cheiros e toques

Estacionou o Masserati azul conversível no portão de entrada da casa e recostou-se no capô, ajeitando a gola da camisa branca. E conferindo pela milésima vez se o presente de sua menina estava mesmo guardado no bolso da calça social. Sorriu, aquela noite tinha tudo para ser perfeita!

Logo ela saiu, acompanhada de Samara e arrastando Silvana pelo braço, a libriana bufava. Cumprimentou as duas com um sorriso e Jéssica com um beijo rápido, ainda tinham toda a noite pela frente.

Eu sou um poço de sensibilidade

Te buscando na cidade

Eu sou um poço de sensibilidade

O salão estava cheio. Cavaleiros, amazonas, serviçais e gente de fora que havia sido convidada. Jéssica comia e bebia de tudo, rindo, apoiando Aiolia e Saga no intuito de ambos em fazer Aiolos e Shina ficarem juntos, afinal, eram o únicos solteiros "encalhados" da festa.

Estava bebendo um ponche quando avistou Milo, foi até ele muito curiosa.

-Milo!

-O que foi, Jéssy?

-Onde está o Camus? Ele não vai participar da ceia?

-O iceberg? Bom... – o escorpiano sorriu, travesso – Ele resolveu passar o natal em Londres este ano...

A jovem riu, pelo visto alguém teria uma grande surpresa neste Natal. Continuou conversando com Milo, até que Saga apareceu, puxando a jovem para uma das varandas. Era quase meia noite.

O seu sorriso no meu dia-a-dia

A sua palavra em meu vocabulário

Minha professora

Eu aprendi tudo errado

Deixou-se levar por ele, ainda segurando sua taça de ponche. Saga entrou pela varanda, recostou-se na amurada e fitou Jéssica intensamente. A lua brilhava lindamente, como se feita especialmente para aquele momento.

-Jéssica... – Saga começou, alisando os longos cabelos, meio nervoso – Eu quero lhe dizer algo, muito importante...

-E o que é, Saga? Alguma novidade ou missão especial?

Saga sorriu, negando com um aceno. Pegou a taça que Jéssica segurava e a deixou sobre a amurada. Então, com um brilho intenso no olhar e a voz um tanto embargada, ele tirou de seu bolso o presente que escolhera com tanto esmero. Era uma caixa pequena, de veludo negro.

-Jéssica...

Te buscando na cidade

Eu sou um poço de felicidade

Com seu nariz furando o vento

Com um certo ar de autoridade

Eu fico louco, louco de saudade

Respirou fundo, enquanto a jovem pintora mantinha sua respiração suspensa. Será que aquela caixa continha o que estava imaginando?

-Eu sei que nos conhecemos a cerca de seis meses apenas... – ele retomou a palavra – E para muitos pode parecer pouco tempo, mas não para mim. Eu já vivi de um tudo, já traí e fui traído, desci ao inferno e voltei e... Eu nunca fui tão feliz como sou agora, com você ao meu lado. Por isso, eu quero te fazer uma pergunta...

-Di-diga, Saga...

-Você... Você aceita se casar comigo?

As palavras ficaram presas à garganta de Jéssica, ela não sabia se ria ou se chorava, se saía correndo dali ou se atirava nos braços do cavaleiro... Então, as doze badaladas da meia noite começaram a soar e foi entre lágrimas que ela finalmente conseguiu dizer algo.

-Si-sim... Sim! Sim!

Atirou-se nos braços de Saga, beijando o cavaleiro com paixão, ambos rindo e chorando ao mesmo tempo.

Sou um cara afortunado

Perto de ti

Eu sou um poço de sensibilidade

Afastou-se parcialmente da jovem, tomando sua mão direita. Tirou da caixinha o anel em ouro branco, com um corte diagonal dividindo-o em fosco e brilhante e pequenos diamantes na diagonal fosca. Colocou-o no dedo da brasileira, que sorria abertamente.

-Eu te amo, Jéssica, e juro que vou te fazer muito, mas muito feliz... Feliz Natal, meu amor...

-Feliz Natal, Saga...

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Saga, que lindo! Ai, se fosse verdade, né Jéssy? Feliz Natal, miga e um super 2008 para ti!!!

E no derradeiro capítulo... Será que Camus e Sheila finalmente se acertam? Veremos...