Hello pessoas fofinhas!
Peço desculpas pela demora... Mas acabei viajando no Carnaval e tive uma apresentação no teatro, então só agora consegui terminar o capítulo...
Espero mesmo, do fundo do meu pâncreas que apreciem o capítulo!
Let's go! 8D
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Minha melhor amiga: insana, bêbada e boa de cama
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Capítulo três – Que se dane!
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Sakura não mandou mais notícias depois daquela perturbadora noite. Nem uma visita, nem um telefonema, nem um sinal de fumaça, scrap ou qualquer outra coisa. Nada durante três dias! Claro, você deve estar pensando que eu enlouqueci... Afinal, o que são míseros três dias? Eu não me preocuparia se ela tivesse ido dormir na casa de uma amiga ou saído para viajar com a mãe ou qualquer coisa normal.
Mas ela foi vender o corpo por alguns dólares para um completo estranho... e sumiu!
Quando eu estava praticamente confirmando minha teoria de que o cara era um serial killer que a tinha assassinado e estava a algumas horas de ligar para a polícia, ensandecido, ela resolveu aparecer na saída da escola como se absolutamente nada tivesse acontecido.
- Oi Sasuke-kun! - disse animada quando veio até na calçada.
- Oh, então você lembra meu nome! - disse numa mistura de ironia e irritação.
- Você tá bravo, neah?
- Claro que não! Eeeeu teria motivos para estar bravo contigo? - disse, cruzando os braços sem encará-la e andando em direção a minha casa.
- Sasuke, deixe-me explicar... Algumas coisas aconteceram, sabe...
- É, eu notei que você prolongou sua advertência de três dias e faltou hoje também quando deveria estar aqui aprendendo um pouco de ética e tendo aulas de educação sexual! Não, porque você precisa... agora que é tão ativa, minha querida! - eu estava surtando novamente, então tentei respirar fundo e me acalmar, ignorando minhas mãos que começavam a tremer.
- Eu posso explicar! Eu só não posso chegar perto de casa... - ela gritou, fazendo com que eu parasse e a encarasse finalmente.
- Do que você tá falando? Você deveria ir para casa já que sumiu e...
- Sasuke, me ouve! - ela gritou novamente. - Vem comigo e a gente conversa decentemente... - disse e seus olhos imploraram.
Obviamente em alguns minutos eu estava sentado numa mesa da lanchonete mais próxima, encarando Sakura e esperando pelas respostas que ela havia adiado durante todo o percurso, enquanto ela fazia cara de "estou escolhendo bem as palavras para usar."
- Eu vou querer um capuccino grande com chantilly e algumas panquecas com mel, por favor. - ela disse à garçonete que anotava o pedido num bloquinho de comandas. - E você, Sasuke... o que quer? - perguntou me encarando gentilmente.
- Quero explicações recheadas com bons motivos! - disse encarando-a de volta com um ar mal-humorado.
- Certo, é só isso mesmo. Obrigada! - ela disse à moça que se retirou no mesmo instante. - Minha vida tá uma correria, foi por isso que eu sumi! Minha mãe me expulsou de casa... - disse e soltou um longo suspiro. Por mais que ela estivesse no meio de um surto psicótico em meio a doenças como bipolaridade e outras ainda não explicadas, tinha um pouco de razão guardada em algum canto e não estava contente em brigar com a própria mãe.
- Como isso aconteceu? Pensei que você brincasse com seus clientes dentro do bordel e não em casa... - disse para provocar.
- Sasuke, você não está ajudando. - ela me olhou com desaprovação, arqueando as sobrancelhas. - Bom, eu passei a noite fora como você sabe... E quando apareci por lá no dia seguinte ainda estava um pouco bêbada... Então ela estava em casa, preocupada! Nós tivemos uma briga e eu me descontrolei, disse alguns palavrões e ela me deu um tapa. Depois disso eu disse que não ficaria sob o teto de alguém que me bateu e ela disse que não fazia mesmo questão... Então eu peguei algumas roupas no meu quarto e saí de casa.
Quando eu acho que ela passou dos limites ela vem com uma coisa pior... Céus, onde isso vai parar? A mãe de Sakura é uma boa pessoa e sempre fez o possível para cuidar da filha da melhor forma possível, mesmo depois de ter se separado do marido. Bom, mas considerando que Sakura trabalha num bordel no período da noite, mais cedo ou mais tarde a mãe dela ia achar estranho o fato da filha sumir todas as noites...
- Sua idiota, não pensou que ela iria notar sua falta de noite quando aceitou o maldito serviço? - ela abaixou a cabeça e ficou em silêncio. Obviamente ela não estava pensando em nada quando aceitou essa vida... Eu suspirei tentando colocar os pensamentos em ordem.
- Obrigada... - ela disse num sussurro quando a garçonete trouxe o capuccino e as panquecas, deixando-os sobre a mesa. Levou a caneca até a boca e tomou um gole do líquido.
- E onde você está morando? - eu perguntei, preocupado.
- No apartamento do Sai... - ela disse, comendo um pedaço de uma panqueca.
- Sai?
- O garoto que me comprou no leilão... - as palavras saiam de sua boca com naturalidade e eu tinha vontade de estapeá-la. - Ele tem dezesseis anos também e é muito rico... Morava sozinho no apartamento e quando eu contei que havia sido expulsa de casa ele me acolheu...
- Espera! Você é amiga desse cara? - perguntei arqueando as sobrancelhas.
- É, ele me tratou muito bem naquela noite e de certa forma eu fiquei agradecida por isso... Conversamos bastante no dia seguinte e nos tornamos amigos. Claro, ele é bem arrogante às vezes, assim como você, mas é uma boa pessoa... - ela começou a comer as panquecas compulsivamente enquanto falava e acabou com elas em segundos, me deixando um pouco assustado. - Ah não me olha assim, eu tava com fome já que não comi nada hoje...
- Então você dormiu com um cara que te comprou como uma mercadoria e fica feliz por ele ser gentil... E como se não bastasse virar amiga dele, agora mora com ele!
- Exatamente! Ele me entende Sasuke... Pelo jeito, ao contrário de você que só me julga... - ela disse, irritando-se e terminando com o capuccino de uma vez só. Claro que eu estava estupefato com toda a história e principalmente por ela ter tomado um capuccino ao invés de álcool. Seria um progresso? - Peraí, você tá com ciúmes? - ela riu em deboche.
- O-o quê? - eu gaguejei sem querer. - É claro que não! Eu só estou preocupado com você... - disse, abaixando a cabeça e me odiando por que isso era como um sinal de concordância.
- Ah, que fofo... Então você tá com ciúmes! Que bonitinho! - disse, rindo e inclinando-se sobre a mesa para colocar uma das mãos no meu cabelo numa espécie de cafuné.
- Que porra Sakura! Para com isso! - eu gritei, tirando a mão dela com força. Ela me encarou assustada e depois com uma expressão irritada.
- Eu pensei que você, sendo meu melhor amigo, me entenderia ao invés de... - ela começou, tentando me convencer de que eu estava errado. Isso era tão típico dela, uma das poucas características que a bebedeira não tinha apagado.
Mas eu interrompi. - Ao invés de que? Me diz o que eu fiz de errado? O que queria que eu fizesse hein? - eu comecei a me exaltar e como conseqüência a tremer. - Eu sempre estive do seu lado e sempre apoiei o que você fazia, até mesmo as coisas mais insanas como deixar que você vendesse seu corpo dessa forma! Olha, eu não sei que confusão houve aí na sua cabeça, mas você passou dos limites faz tempo e eu não vou me preocupar mais com isso, Sakura! - eu ainda não estava gritando, mas faltava muito pouco. Eu via a expressão dela oscilar de acordo com minhas palavras e em todos os momentos eu podia ver na testa dela "você é o errado aqui", mas eu ignorei isso.
- Não acredito em tudo que estou ouvindo... Eu vim aqui dividir com você a minha vida pra você ver como eu estou feliz e você vem com esse discurso enciumado pra cima de mim, Sasuke?
- Sakura, você consegue ouvir o que está dizendo? Onde na sua maldita vida há felicidade? Começou a beber, praticamente largou a escola, foi expulsa de casa, vende o corpo todas as noites pra se auto-afirmar e mora com um cara que você mal conhece e idolatra porque é bom de cama! E pra completar quer acabar com a minha vida, me deixando louco também... Onde tem a porra da felicidade aí? - agora eu estava gritando e tremia muito, eu mal conseguia olhar nos olhos dela sem querer socá-la.
Pelo menos agora sua expressão havia mudado, parecia que ela lutava desesperadamente contra o choro e algumas lágrimas apareceram nos cantos dos olhos, mas ela não as deixou cair. Ah, eu conhecia aquela expressão... Um pouco de sanidade a havia invadido, ainda que ela não admitisse e provavelmente, apenas por orgulho, me xingasse na próxima frase.
- Tudo bem, isso significa que eu não posso mais contar com você, né?
Eu havia chegado no meu limite e então tentei me acalmar. Mas eu sabia que com ela ali na minha frente não teria sucesso. Eu respirei fundo e a encarei firmemente, tentando parar de tremer. - Você podia contar comigo enquanto dava valor para nossa amizade... Mas você escolheu jogar ela no lixo! Então pega esse seu corpinho lindo e volta pro seu amiguinho novo e para aquele bordel imundo que é o máximo que você merece agora, Sakura! - eu me levantei e dei-lhe as costas antes que ela pudesse dizer algo. Se a Sakura que eu conheci ainda morasse dentro dela, com certeza ela se permitiria chorar e finalmente cairia em si. Eu espero sinceramente que isso aconteça, porque obviamente eu não queria ter brigado com ela... Mas um banho de realidade não mata, afinal.
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Mais alguns dias se passaram sem que eu tivesse notícias dela. Eu tentava afastar os pensamentos relacionados à Sakura da minha cabeça e tentava inutilmente me concentrar nas matérias que cairiam nas próximas provas. Era idiotice da minha parte tentar fazê-lo, já que os malditos pensamentos sempre davam um jeito de voltar e sondar a minha mente, e isso estava me estressando! Aquela insana fazia falta, eu tinha de admitir. Mas eu precisei fazer aquilo... Todas as palavras que eu lhe disse ecoavam na minha cabeça e o rosto triste de Sakura aparecia diante de mim toda vez que eu fechava os olhos. E mesmo que eu tentasse negar, no fundo eu sabia que queria apenas um sinal de vida dela. Eu precisava saber se ela estava bem...
Meu celular tocou enquanto eu separava uma roupa limpa para o banho. Eu o peguei ansioso e fiquei feliz em ver que era ela ligando. Ela estava viva e era tudo que eu precisava saber. Então, ignorei a ligação e entrei no banheiro com os pensamentos que começaram a me perseguir. Droga, droga, droga!
Eu deveria ter atendido? Será que não foi o bastante ter dito tudo que ela precisava ouvir? Ah céus, onde será que aquela idiota se meteu?... Uchiha Sasuke, você está proibido de pensar em Haruno Sakura a partir de agora! Ok, eu tenho prova de matemática na semana que vem e preciso estudar mais... E tem um filme bom que vai passar hoje à noite, eu preciso vê-lo. Será que tem alguma revista interessante no quarto do Itachi? Pelo menos a Sakura não saiu pelada numa revista! Isso sim seria ABSURDO! Droga! Eu NÃO posso pensar nela... Ok!... Droga, droga... merda!
Eu desliguei o chuveiro, irritado e enrolei a toalha na cintura, voltando para o quarto. O celular estava jogado em cima da cama e ainda tocava insistentemente. Sasuke, você está proibido de atender esse maldito telefone! Você não vai de modo algum falar com ela...
- Alô? - eu não agüentei e corri para atender. Meu coração disparou ao ouvir a voz embargada dela.
- Sasu-kuun! - disse animada e completamente bêbada. - Preciso de você, docinho... - ela riu.
Que merda! Por que ela sempre faz isso? Só lembra de mim quando fica bêbada e alterada... Como ela consegue lembrar do meu número? Eu respirei fundo tentando decidir entre desligar o telefone na cara dela e realmente ajudá-la novamente. - Ok, onde você está?
- Eu não sei... mas quero que você venha... Sei que tá puto comigo, mas, por favor, Sasu-kun... - mais uma risada.
Ótimo! Além de bêbada estava perdida! Eu desliguei o telefone e vesti um jeans qualquer e uma regata branca e sai pelas ruas escuras à procura dela. Dez horas da noite e eu estava procurando por minha amiga muito insana nos bares das redondezas. Que vida emocionante! Eu realmente estava irritado, agora comigo, por ser tão idiota a ponto de obedecê-la todas as malditas vezes que ela ligava... Perguntei a todos que encontrei próximo aos bares se tinham visto uma garota estranha de cabelos róseos e finalmente um senhor que estava na porta de um barzinho razoável apontou lá pra dentro e eu finalmente a encontrei, sentada numa das mesas ao fundo. Me aproximei e me sentei na cadeira ao lado dela, que não parara de observar o copo cheio de bebida. Havia garrafas vazias sobre a mesa, de vodka e vinho. A encarei por um tempo, esperando que ela me olhasse.
- Que bom que você veio... O mundo começou a girar... - disse, comprimindo os olhos e então levando o copo a boca para acabar com o líquido num só gole.
- Vamos embora, Sakura... - eu disse firme.
- Ok, acho que consigo me levantar... - ela riu e então se levantou, segurando a cadeira com uma das mãos para tentar se manter em pé.
Foi uma cena deprimente. Tive que passar um dos meus braços pela cintura de Sakura e apoiar a outra mão em seu ombro, segurando seu peso toda vez que ela cambaleava para os lados. Após alguns minutos e depois da cena constrangedora da Sakura gritando com o homem atrás do balcão e o acusando de ter cobrado mais do que ela havia bebido, saímos dali.
- Vou levá-la para minha casa... Você precisa de um banho e de uma boa noite de sono... - eu disse, mas ela começou a andar pelo lado contrário da rua, automaticamente me levando junto.
- Me leve para o apartamento... - ela pediu.
- Onde fica isso? - perguntei, morrendo de medo de ela responder "não sei" ou "não me lembro".
- Vamos pegar um táxi, eu explico o caminho... - disse fazendo um esforço visível para tentar lembrar o endereço correto.
Então eu a carreguei até o ponto de táxi mais próximo e nós adentramos o primeiro que passou.
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- Sakura, dá essa chave aqui! - disse tirando o objeto de sua mão algum tempo depois dela errar o buraco da fechadura diversas vezes. Abri a porta e nós entramos no belo e famoso apartamento de Sai.
Realmente era um lugar bacana e o cara devia ter mesmo muito dinheiro. Os sofás de veludo vermelho davam um toque especial à sala que no mais era repleta de quadros e possuía um móvel cheio de bebidas. Eu deixei Sakura sentada no sofá maior e me larguei no outro para descansar um pouco.
Precisava voltar para casa...
Ela ficou sentada e em silêncio com um olhar estranho até que levantou com certa dificuldade e foi até o bar, pegando uma garrafa de vinho. Eu a observei com olhar de desaprovação, mas isso não foi suficiente. Ela mal conseguia se manter em pé, mas sorriu e abriu a garrafa rapidamente, virando o líquido na boca e tomando uma boa quantidade.
- Você não devia beber mais... - disse, mas sabia que era o mesmo que não dizer nada.
- Relaxa um pouco Sasuke... - ela disse, aproximando-se de mim e me entregando a garrafa. - Segura... Tô com calor... - disse, respirando fundo.
- Quer que eu ligue o ar condicionado, ventilador, ou sei lá o quê? - depois de beber tanto, obviamente estava queimando... Eu ia me levantar quando ela começou a tirar a blusa sem mangas que vestia, com a maior naturalidade, jogando-a num canto qualquer em seguida. Eu arregalei os olhos, surpreso com aquilo. Claro que a Sakura não tinha uns peitos grandes, mas ainda assim eram peitos... e de verdade! Mas ainda cobertos e moldados à forma do sutiã preto de renda. Num impulso eu levei a garrafa à boca e tomei pelo menos metade do vinho que havia ali, enquanto ela se largava no sofá do meu lado me encarando. Ela retirou a garrafa da minha mão e tomou mais alguns goles, sorrindo pra mim. Então se aproximou lentamente e... me beijou? Seus lábios estavam muito quentes e eu podia sentir o gosto de vinho inundar minha boca novamente, enquanto o beijo macio dela ficava mais intenso.
Eu me separei dela, ainda surpreso e agora ofegante, sentindo minhas bochechas queimarem assim como meu corpo. Ela estava realmente bêbada, meu Deus!
- Sa-Sa-kura... Eu-u preciso ir embora, tá tarde... - eu gaguejei um pouco, me levantando.
Ela se levantou também e me encarou com uma risada maliciosa. - Relaxa Sasuke... - ela beijou delicadamente meu pescoço me causando um leve arrepio. - Eu nem lembro onde deixei a chave... - ela riu novamente e me puxou pelo braço, me levando em direção a um quarto de cama redonda. Sakura ainda segurava a garrafa de vinho e eu a tomei dela, tomando quase todo o vinho que restara. Meu coração estava acelerado e antes que eu pudesse pensar em algo, eu já estava deitado na cama com Sakura sentada sobre meu quadril e retirando minha camiseta. O que eu estava fazendo? Ela estava bêbada e alegre graças ao álcool e além desses motivos não havia mais nenhum que a fizesse querer transar comigo! Certo, além de insana e bêbada... será que ela era boa de cama também? Bom, o que eu poderia perder afinal? Só havia um jeito de descobrir...
Sakura me beijou novamente, desta vez de uma forma mais intensa, enquanto eu retirava o sutiã dela finalmente. Ela beijou meu pescoço e depois minha barriga, deixando-me completamente entorpecido e então abriu o zíper do meu jeans, tirando-o de mim rapidamente. A essa altura minha vontade de resistir já tinha se apagado há muito tempo. Ainda que fosse errado me aproveitar do estado alcoólico dela... Gente boa só se fode!
Ah... Que se dane!
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Isso é tudo pessoal!
Espero que tenham gostado e não estejam com vontade de me matar! Ò.ó
Conto com reviews e suas opiniões sobre o capítulo!
Kisses and bubais minna.
