Capítulo 3

Narrado por Edward

Ter Isabella em meus braços enquanto eu a conduzia em uma dança lenta e envolvente foi o momento mais incrível de minha vida. Ter ela ali era a coisa mais confortável e agradável que já me aconteceu, e ver a maneira como ela mordia seus lábios, como me olhava timidamente e me olhava de uma forma meiga fez com que eu meu sentisse o homem de mais sorte do mundo por ter ela exatamente aonde todos queriam que ela estivesse: entre seus braços. Pois enquanto dançávamos, não pude deixar de perceber a maioria da ala masculina do local olhando com desejo para ela e um sentimento possessivo e corrosivo, me atingiu sentimento que queimava em meu interior de uma forma selvagem, eu queria reivindicá-la somente para mim, colá-la a mim, em meus braços, e não deixar que ela saísse dali nunca mais.

Mas em algum momento ela se foi e me senti vazio desde então.

Fazia uma semana desde a minha chegada e desde o momento que pus meus olhos em Isabella Swan pela primeira vez, e desde esse dia não teve uma noite que eu não sonhasse com ela e que meu corpo não ficasse em chamas ao relembrar dela mordendo seus lábios de um jeito inocente, puro e sexy, pois Isabella era sexy sem querer.

Todos os dias eu atropelava Alice e Emmett em busca de pequenos fragmentos sobre Isabella, sobre o que ela gostava de fazer, sobre como ela era com os amigos, eu desejava saber tudo sobre ela. Eu tinha ânsia por sua companhia, eu queria acordar com ela em meus braços depois de uma noite de paixão em que eu veria o prazer estampado em sua face enquanto eu a fazia minha, somente minha, a fazendo gemer o meu nome enquanto delirava em meus braços se entregando a mim de forma única. Eu queria tê-la em meus braços, sentir seu gosto em minha boca a ouvindo chamando meu nome com loucura. Eu a queria somente para mim e não ter que dividi-la com ninguém nunca mais. Isabella Swan fazia o homem das cavernas em mim aparecer.

Eu sabia que era loucura, mas eu a amava desde o momento em que a vi descer as escadas em seu vestido prateado, desde o momento que a vi corar a minha frente, desde quando dançamos com ela tímida em meus braços, e aquilo foi a gota d'água para minha sanidade, vê-la tão inocente nos braços de alguém que chegava a desejá-la de forma indecente. Ela era pura demais para os pensamentos que eu tinha com ela, mas era inevitável não pensar, não querer ela daquela forma, de todas as formas que um homem conhecia, com o corpo, mente, alma e coração.

Eu atendia a uma paciente que havia quebrado o braço ao cair de bicicleta.

–Da próxima vez mocinha, use proteção ok, não queremos mais visitas desse estilo por aqui não? –olhei para a pequena garotinha que agora eu terminava de colocar gesso nos braços.

–Ta bom doutor. –ela disse com sua voz angelical.

Terminei a ultima camada do gesso e fiquei a admirar a garotinha a minha frente. Desde muito pequeno sempre tive muita afinidade com as outras crianças e quando alguns de meus colegas se machucavam eu os ajudava a cuidar dos ferimentos repetindo tudo o que eu já havia visto meu pai fazer com outras crianças em seu consultório... E me peguei imaginando em como eu gostaria de cuidar dos meus filhos e acima de tudo de quem eu gostaria que fosse a mãe deles.

–Pode ir e se cuide ok! –eu disse enquanto bagunçava seus cabelos loirinhos e lhe dava um bombom.

–Ana tem mais pacientes para hoje? –perguntei para a secretaria.

–Não dr. Cullen, seu pai até já encerrou o expediente por hoje. –ela disse.

–Ok, farei o mesmo então. –fui até minha sala arrumando minhas coisas. –Você também já pode ir Ana. –falei. –Até amanhã.

Já dentro do conforto de meu carro uma loucura me abateu, olhei meu relógio de pulso para logo em seguida seguir em direção a Forks High School, eu precisava vê-la, mesmo que de longe e eu poderia usar a desculpa de que havia ido buscar meus irmãos.

Quando cheguei vi um amontoado de alunos saindo e indo em direção ao estacionamento e parei meu carro em frente aos portões da escola.

–Edward? –vi Alice vindo em minha direção. –Aconteceu alguma coisa? O que você faz aqui? –ela me olhava preocupada.

–Não aconteceu nada baixinha. –falei. –Só vim buscar você e Emmett, não posso mais? –sorri divertido.

–Poder, até pode. –ela riu. –Mas Emmett e eu temos nossos carros! –e apontou para a direção contraria a nossa e vi seu Porche amarelo estacionado ao lado do jipe de Emmett.

–Me esqueci. –cocei a nuca sentindo minha pele esquentar ligeiramente e nesse instante vi Isabella saindo da escola indo em direção ao carro de Alice, ela parou ali e ficou olhando a volta procurando por minha irmã.

–Sei que você veio buscar a gente. –ouvi Alice resmungar. –Bella! –ela gritou e então Isabella olhou a sua volta procurando por Alice e quando nos viu fez um ar de ligeira surpresa e seguiu lentamente até onde estávamos.

–Olá. –eu disse lhe dando um beijo na bochecha, sentindo um arrepio quando minha boca entrou em contato com sua pele macia.

–Olá. –a ouvi dizer baixinho. –A gente ainda vai ao shopping? –ela olhou muito corada para Alice.

–Vamos sim, só vamos esperar o resto de pessoal chegar.

–O Jacob vai também? –Bella perguntou para Alice e aquilo me irritou profundamente.

–Só o convidei por sua causa, odeio aquele garoto! –Alice disse.

–Não fala assim dele Alice! –Bella disse.

Eu não queria ouvir mais nada, tentei arrumar algum motivo para ir embora, mas fui ignorado completamente quando um grupo de jovens parou ao lado de Alice e Bella. Logo vi quem era o tal de Jacob ao ver Bella olhar hipnotizada para um garoto alto de cabelos curtos e pele morena, aquele olhar era só meu, ninguém mais tinha o direito de recebê-lo de Bella!

Enquanto eu dirigia de volta para casa uma idéia totalmente louca e sem sentido me surgiu em mente, mas aquela era a minha única opção no momento e eu não poderia pensar em mais nada que pudesse fazer com que Isabella fosse minha, ainda mais quando ela, claramente, era apaixonada por outro. Eu imploraria se fosse necessário e até me rastejaria aos seus pés se assim ela quisesse.

Narrado por Bella

Alice me levava para casa agora, havíamos passado o dia todo no shopping com a turma da escola.

–É serio Bella, é nojento ver o jeito que você olha pro Jacob, nojento mesmo. –ela disse.

–Aposto que não é diferente do jeito que você olha pro Jasper. –rebati.

–Mas Bella o Jasper me olha do mesmo jeito, ao contrario do Jacob que mal presta atenção em você. –ela me disse.

–Não precisa esfregar na cara que não sou bonita. –eu disse emburrada. –E essas roupas que compramos hoje farão com que ele passe a olhar para mim.

–Se você diz. –ela deu de ombros. –E não se menospreze por causa de um garoto, você é linda Bells e se você reparasse nisso aposto como qualquer um repararia.

–E fácil para você falar, você é linda!

–Nem vou discutir. –disse ela virando rapidamente na esquina. –Hey!

–O que foi? –olhei alarmada.

–O que os carros dos meus pais estão fazendo na sua casa?

–E eu é que sei. –eu disse enquanto ela estacionava o carro. –Corre vamos lá ver o que está acontecendo. –puxei Alice pelas mãos e ambas corremos em direção a minha casa, ao entramos com estrondo dentro da casa todas as cabeças se viraram em nossa direção.

–Meninas, eu já ia ligar para vocês. –minha mãe disse se levantando e vindo em minha direção toda sorrisos.

Olhei a minha volta reparando nas pessoas que ali se encontravam. E lá estavam os pais de Alice, Carlisle e Esme Cullen, e Edward seu irmão, e meus pais também estavam lá. Edward me olhava de um forma estranha, o sr. Cullen tinha um sorriso bondoso e a sra. Cullen um gentil, enquanto meus pais tinham sorrisos satisfeitos e vitoriosos estampados.

–O que esta acontecendo? –perguntei com suspeita, pois quando meus pais sorriam daquela forma coisa boa não era.

–Bella querida, temos uma noticia muito feliz para lhe dar. –minha mãe disse sorridente.

–Sério que legal... –sorri falsa, eu odiava aquele sorrisinho em minha mãe. –Então conta aí.

–Você vai se casar. –ouvi meu pai dizer e não acreditei.

–Há há há há... –eu gargalhei alto, Alice me acompanhou e quando vi que ninguém mais ria, eu parei, mas Alice continuou, ela se dobrava de tanto rir e então segurando o riso dei uma cotovelada nela.

–Aí. –ela gemeu de dor ainda se recuperando do acesso de riso. –Porque ninguém mais riu da piada? –Alice perguntou alto.

–Porque não é uma piada. –disse meu pai.

–Mais que mer... –eu me interrompi e olhei seriamente para cada rosto ali. Agora Esme e Carlisle mantinham o cenho franzido e Edward tinha uma cara de... Dor? –Eu não sei que tipo de brincadeira sem graça é essa, mas tou fora dela. Vem Alice. –peguei em sua mão a puxando em direção as escadas.

–Não é brincadeira. –meu pai se levantou. –Venha comigo Isabella.

Eu o acompanhei até a biblioteca, eu estava muito zonza com o que havia acabado de acontecer.

–Sente-se. –meu pai apontou para a poltrona.

–Pai me diz que é uma brincadeira. –implorei.

–Não é. – e então o cinco minutos seguintes foram destinados a eu saber que agora eu era noiva.

–O caralho! –gritei alto e tenho certeza de que todos me ouviram. –Não vou casar porra nenhuma! –sai da biblioteca enfurecida e bati a porta com estrondo, eu estava bufando de raiva e tenho certeza de que tinha até fumaça saindo das minhas orelhas, parei na sala de estar. –Não sei que tipo de palhaça vocês pensam que sou, mas não vou me casar nunca com você! –olhei para Edward com nojo. –Você é um idiota!

–Bella... –ouvi meu pai dizer da porta da sala, ele estava enfurecido.

–Eu vou me emancipar! –gritei. –Me forcem a me casar e vocês vão ver, vou tirar todo o dinheiro de vocês! –tenho certeza de que vi meu pai arregalar os olhos antes de eu pegar a chave do meu carro e sair de casa.

Não era certo dirigir nesse estado de nervos, mas eu tinha que sair dali. Eles pensavam que eu era o que agora? Um objeto de barganha do qual você pechincha o melhor preço!? Dirigi o mais rápido possível e eu via a cada vez mais o velocímetro subir.

Notas finais do capítulo

Ninas pq vcs são lindas ai esta mais um capitulo da fic espero que gostem, comentem muito okay!

bjus da Leh *-*

PS: Deem uma passadinha em minhas fics e ones tem de tudo quanto é tipo lá ok!