Capítulo 3 - Dúvidas
"Esse gesto foi só teu, e cá dentro acendeu... a chama mais ardente"
Subi as escadas duas a duas, entrei em casa e encostei-me à porta. Tentava acalmar o meu coração que parecia ter acabado de correr uma maratona. Passei os dedos pelos lábios e fechei os olhos. Mamoru... ainda sentia os lábios dele. Sorri. Outra vez aquele sorriso tonto. Apetecia-me dançar, apetecia-me gritar, apetecia-me...
- Usagi!
Pulei de susto. Era a Mina que veio a correr até mim, me abraçou e começou a analisar-me cuidadosamente. Quando viu que estava tudo bem, suspirou e cruzou os braços.
- Onde estiveste até esta hora, minha menina?
Ri e abracei-me a ela.
- Bem... que alegria! Queres contar-me o motivo de tanta felicidade?
Sentámo-nos no sofá e contei-lhe toda a história. A boca da Mina estava cada vez mais aberta.
- M-mas... ele pediu-te mesmo isso? – perguntou atónita.
- Pediu.
- E-e... tu disseste que não, c-certo?
- Duh! É óbvio... Senão não estaria em casa, né?
- Pois, pois... Mas... Usagi! Isso não é nada o teu estilo! Esses casos de uma noite...
Paralisei com aquelas palavras. Caso de uma noite... Tinha sido apenas isso? Não... eu sabia que tinha sido mais... eu...
A verdade atingiu-me como um raio. Era verdade! Eu não tinha ficado com o número dele, não sabia onde ele morava... podia nunca mais o ver! Burra Usagi! Burra!
- E-eu... vamos dormir Minako, é tarde... Estou cansada.
- Mas...
- Boa noite! Amanhã falamos melhor, ok?
E saí em direcção ao meu quarto. Vesti o pijama e deitei-me na cama. Abracei a almofada, angustiada. Um caso... Eu não queria apenas isso...
Adormeci com este pensamento. Os meus sonhos foram povoados pelo Mamoru. Sonhos delirantes em que éramos muito mais do que um caso, sonhos em que ele era meu...
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Passou uma semana e nem sinal do Mamoru. Ainda voltei algumas vezes ao bar onde nos tínhamos conhecido, mas não o consegui encontrar. Apenas a Minako sabia o motivo de eu andar assim, o motivo da minha ansiedade... Não contei às outras. Como disse a Mina, aquilo não fazia o meu estilo.
- Bom dia, Usa!
- 'Mor!!! Bom dia – disse atirando-me para os braços dele.
Eleera Seya, um grande amigo. Conhecíamo-nos há relativamente pouco tempo, mas já tínhamos uma relação invejável. Ele era meu colega de turma, e quando não estava com as meninas, estava com ele. Toda a gente parecia achar que tínhamos uma relação, daí as nossas brincadeiras.
- E então? Muitas saudades minhas? – perguntou enlaçando-me pela cintura
- Oh! O meu pobre coração quase não aguentou! – eu respondi teatralmente, pondo a mão na testa.
Caímos na risada. Todos os dias fazíamos algo do género. Era bom saber que algumas coisas não mudavam.
Ao contrário de certos sentimentos...
Cala-te! Não penses nele!
Mas tu queres pensar nele!
Não, não quero!
Deixa de ser teimosa!
Eu...
- Hei! Usa! A aula já começou... Vamos? – Seya interrompeu a luta entre o meu coração e a minha cabeça.
- Hum... Sim, sim. Vamos!
- Às vezes gostava de saber no que tanto pensas – ele disse, dando-me a mão.
- Às vezes, eu também – disse baixinho, mais para mim do que para ele.
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No fim da aula, fomos até ao bar da faculdade ter com as meninas. Vi-as sentadas numa mesa ao fundo do bar e caminhei até elas, sempre de mão dada com o Seya.
- Olá!
- Oi! Bom dia Usagi! Bom dia Seya!
- E então? Já pediram? Estou cheia de fome!
- E tu que não estivesses com fome – provocou Rei.
- Hey! Não tenho culpa se tenho um estômago pequeno – respondi, fazendo beicinho
- Tu és mas é uma grande comilona!
- E tu és má – disse, mostrando-lhe a língua.
- Hey! Já chega... O empregado está à espera dos nossos pedidos – a Ami interrompeu a discussão.
Corei ao ver que o empregado nos olhava, divertido. Ele já nos conhecia há algum tempo, portanto já estava habituado às nossas brigas.
- Hey! Usagi! – A Mina deu-me uma cotovelada – aquele ali ao fundo não é o Mamoru? - perguntou baixinho
Olhei para onde ela apontava e, por momentos, o meu coração parou de bater. Sim, era Mamoru. Mais lindo do que nunca. E olhava para mim, também. O meu coração começou com a já habitual "corrida" louca quando os nossos olhares se cruzaram. Tenho a certeza que corei violentamente, apesar de não conseguir sentir o meu corpo. Apenas aquele formigueiro no estômago que só ele me conseguia fazer sentir.
Deus! O que faço? O que faço?
Vai falar com ele
Não posso! E se ele não se lembra de mim? E se ele se ri na minha cara? Não quero fazer figura de urso!
Deixa-te de ser parva! VAI!!!
Olhei para ele, nervosa. Ele sorriu... Aquele sorriso que fazia as minhas pernas ficarem bambas, aquele sorriso que fazia desaparecer qualquer pensamento coerente. Foi então que segui pela primeira vez a voz do meu coração. Levantei-me e dirigi-me a ele. Talvez se não tivesse dado esse passo a história fosse diferente... Talvez tivesse sido um caso de apenas uma noite e me tivesse poupado toda a dor que viria mais tarde...
Continua...
Oi oi! Bem, estou novamente a actualizar um dia mais cedo, porque amanhã não vou ter tempo.
Sei que este capítulo não está muito interessante, mas é importante para preparar os acontecimentos do próximo! De qualquer maneira espero que gostem /o/ Qualquer coisinha, já sabem... É só apertar aquele botãozinho ali em baixo e mandar uma review. É sempre bom saber as vossas opiniões, o que gostam, o que não gostam, o que gostariam que acontecesse... Enfim... Espero pelas vossas reviews! \O/
Agradecimentos:
Lilly Angel88: Claro. Podes chamar-me de Ju :D Ainda bem que estás a gostar. Ui! O Mamoru deixa qualquer uma sem ar! Quero um para mim xD Obrigada por acompanhares :D
Lunnaris: Obrigada por gostares /o/ Espero que também gostes deste capítulo :D
Bem, acho que é tudo. Até domingo/segunda... Ja ne
