Como eu quero

O que você precisa é de um retoque total, vou transformar o seu rascunho em arte final.

"Uau. Sol, calor e muitas gostosas na piscina. Eu to no paraíso."

Cuddy revirava os olhos enquanto House observava as meninas que estavam tomando sol de biquini.

Eles estavam em uma conferência em East Hampton, Cuddy o obrigou a dar uma palestra sobre Nefrologia e ele não discutiu, ela estava autoritária demais e ele estava agarrado ao seu emprego por um fio.

Na verdade ele se interessou pela palestra quando soube que ficariam em um Hotel 5 estrelas em uma das mais belas praias do Estado de Nova York, seria um final de semana inteiro de bela paisagem, ótima comida e ele poderia discursar por 15 minutos para ela não dar um ataque. Se existia uma vez na vida em que ele respeitava Lisa Cuddy, isso acontecia na TPM. Ninguém era capaz de segurar aquela mulher.

Subiram para o terceiro andar, onde seus quartos ficavam lado a lado. Cuddy o parou no corredor e pediu para arrumar rapidamente suas coisas e encontrá-la para almoçar.

"Sim, senhora."

Quando chegaram para o almoço House descobriu que aconteceria um show open mic durante o jantar. Esse tipo de show dava espaço para o público se apresentar durante os intervalos, eles podiam usar o microfone para qualquer coisa, cantar, declamar uma poesia, fazer um stand up.

House ficou interessado em fazer alguma apresentação, apenas para se divertir um pouco.

"O que você acha de nós fazermos uma parceria? Eu toco violão e você canta Linger?

"De jeito nenhum. Eu não sei cantar, House."

"Credo Cuddy, como você é chata, pára com isso. Nós podemos cantar alguma coisa do Elton John ou Billy Joel se você preferir."

"Não vou cantar, já disse, House."

"Ih, mas você está muito irritada. De onde eu venho dizem que isso acontece quando as mulheres são mal comid…"

Ela lhe lançou um olhar matador e ele parou a frase no meio.

"Tudo bem, eu canto sozinho."

Os dois terminaram o almoço e decidiram dar uma volta para conhecer todo o hotel. A palestra aconteceria no dia seguinte, no final da tarde.

"Hey Cuddy, você tem planos pra hoje à tarde?"

"Nada e você?"

"Eu estava pensando em ir na piscina tomar um sol. Quer ir comigo? Você está muito branquinha."

"É, pode ser."

House estranhou ela aceitar o convite mas não reclamou, enquanto ela não estava dando patadas tudo estava perfeito.

Os dois subiram para seus quartos e se trocaram, combinaram de se encontrarem na piscina.

House já estava lá, de camiseta e bermuda quando ela chegou com seu corpo perfeito em um biquíni com uma canga por cima.

"Queria falar com você sobre a palestra."

Cuddy se sentou em uma espreguiçadeira ao lado e soltou sua canga, fazendo com que os olhos dele percorressem o seu corpo.

"Cuddy, pelo amor de Deus, pára de falar um pouco, aproveita o hotel. A palestra é só amanhã, não precisamos falar sobre isso hoje... Com todo o respeito."

Ele sempre só percebia o que estava falando no final da frase, mas era uma coisa certa, Cuddy precisava relaxar um pouco.

"Tudo bem, eu só quero que você seja profissional."

"Eu vou ser."

"Nada de brincadeiras nem piadas. Você consegue agir como uma pessoa séria, não consegue?"

"Não se preocupe."

Ele olhou pra ela e colocou seus óculos de sol, virando-se para o outro lado apenas para não continuar a conversa.

Cuddy gostava de mandar e estava adorando ele obedecer, era uma forma de controlar seus próprios sentimentos, muitas vezes incontroláveis. O poder que ela tinha sobre ele acalmava seu coração, ela não se sentia tão dependente e fingia para si mesmo que podia controlar o que sentia.

Naquela noite House bateu em sua porta antes de descerem para o jantar. Ela estava vestindo um tomara que caia rosa claro, com uma fenda que deixava parte de sua coxa aparecendo, linda, mais que o normal.

House ficou um pouco desorientando, pensando imediatamente que ele a queria mais do que podia imaginar.

"Você está linda."

"Obrigada, você também."

Ela sorriu e eles foram juntos para o restaurante.

"Vai cantar hoje mesmo?"

"Sim, consegui um violão com um dos caras da banda de hoje à noite. Você só saberá o que é um show quando vir Greg House no palco."

Ela sorriu, imaginando que provavelmente só saberia o que era um show quando visse Greg House na cama. Seus hormônios estavam à flor da pele e a aproximação dos dois era dolorosamente excitante.

A banda tocou algumas músicas enquanto jantavam em um clima agradável. Quando abriram o microfone, House foi o primeiro a subir no palco.

Ele recebeu o violão e se sentou em um banquinho próximo ao microfone. As luzes diminuíram e ele começou a tocar uma melodia romântica, atraindo a atenção de todos do restaurante, ele era realmente bom.

See the stone set in your eyes, see the thorn twist in your side.I wait for you…

Cuddy olhou em volta e percebeu que todas as mulheres do recinto suspiravam por ele, ele era lindo, tinha uma voz linda e sabia tocar lidamente. Ele teria a mulher que quisesse aquela noite.

Sleight of hand and twist of fate, on a bed of nails she makes me wait. And I wait... without you.

Por um momento isso a incomodou um pouco, ela era completamente possessiva em relação a ele. Ele era seu, trabalhava pra ela e…Só. Ele não pertencia à ela, por mais que ela desejasse, ele poderia ficar com quem quisesse aquela noite e isso a deixava nervosa.

House percebeu a quantidade de mulheres completamente embaladas por sua voz e se sentiu poderoso.

O palco realmente faz mágica, ele pensava.

Infelizmente de lá de cima não conseguia ver como Cuddy estava reagindo à música, ele queria que ela estivesse tão apaixonada por sua voz quanto as outras mulheres.

..My hands are tied, my body bruised, she's got me with. Nothing to win

and nothing left to lose..

Aquela música era tão eles.

House esperava por ela, pacientemente, esperava pelo dia em que ela finalmente fosse se deixasse levar.

Cuddy estava encantada com aquele momento, era tudo perfeito, a música, o clima, ele.

Quando terminou de tocar foi aplaudido com direito a gritinhos e histeria da plateia feminina. Ele sorriu e voltou para sua mesa, sendo parado por algumas mulheres no meio do caminho.

"Gostou, doutora?"

"Foil indo. Parabéns."

"Quer dar uma volta?"

"Claro!"

Eles saíram juntos e foram até o jardim do hotel.

Existia um clima novo entre os dois que nenhum deles saberia explicar, de repente eles estavam mais próximos do que nunca, deixando claro através do olhar que se desejavam.

O passeio terminou na porta do quarto de Cuddy sem que eles ao menos percebessem que estavam indo para lá.

Eles estavam tão próximos que ela só se deu conta do que estava prestes a acontecer quando percebeu a respiração pesada de House.

Ela o desejava mais do que tudo, mas não poderia ser essa noite.

Cuddy se afastou e entrou em seu quarto sozinha, deixando House decepcionado e sem entender o que ela estava fazendo.

Cuddy tirou seu vestido e foi direto para um banho gelado, precisava acalmar seus ânimos.

Resistir à House foi a coisa mais difícil que ela conseguiu fazer na vida, se ela se deixasse levar eles estariam transando em sua cama nesse exato momento, mas isso não poderia acontecer agora.

Amanhã ele tinha uma palestra para fazer e ela precisaria agir como sua chefe, se eles se envolvessem essa noite ele teria um poder maior sobre ela e ela não iria conseguir colocá-lo nos trilhos.

O problema de se envolver com House foi sempre esse, quando ele tivesse a noção de que ela era completamente apaixonada por ele, ele iria fazer o que quisesse com ela.

House acordou irritado, ele tinha esperanças de que a noite terminaria de outra forma. Encontrou com Cuddy no café da manhã e mal falou com ela, quando respondia era meio agressivo, não se importou em nenhum momento em ser repreendido.

Os dois ficaram de briguinha a tarde toda até Cuddy se preocupar em como ele agiria na palestra.

"House, sério, eu não estou brincando. Se você aprontar qualquer coisa eu vou te demitir."

"Você nunca vai me demitir."

"Eu posso fazer pior, posso transformar sua vida num inferno. E isso não é uma ameaça, é uma constatação."

House sumiu até o final da tarde e apareceu apenas na hora de discursar. Quando foi chamado ao palco, Cuddy segurou em seu braço e fez uma última ameça:

"Não se esqueça do que eu disse."

Ele subiu e começou a contar sobre um dos casos que solucionou aquele ano, a menina tinha apenas dez anos e contraiu uma doença incomum para a idade, apresentando falência renal.

Cuddy estava assistindo à palestra junto com alguns médicos e respirou aliviada por ele estar agindo como um médico sério.

O House profissional era ainda mais sexy.

"O doutor House é um dos melhores médicos que eu já conheci, você tem muita sorte em tê-lo no seu hospital."

Cuddy recebia elogios de todos os médicos que estavam ali.

"Então você é a mulher por trás do doutor House? Aquela frase: 'Por trás de um grande homem sempre existe uma grande mulher' faz sentido pra mim agora."

Ela sorria, linsonjeada por ser a única superior que conseguia domar a fera.

"Eu só sou a chefe dele. Mas confesso que consigo mantê-lo do jeito que eu quero."

Domar a fera era uma coisa que a deixava realmente excitada.

Ao terminar a palestra, House passou por ela ainda agressivo.

"Incrível como eu consigo ser profissional, não? Ainda elevei o status do seu hospital."

"Você vai mesmo me tratar assim agora?"

"Eu estou te tratando do jeito que você merece."

"Por quê? Porque eu não te chamei pro meu quarto ontem à noite?"

Cuddy sabia exatamente como pegar no ponto certo.

"Não seja ridícula."

"Então vem comigo, eu quero conversar com você."

"Eu não quero conversar."

"Isso não é um pedido, é uma ordem. Você vai se arrepender se não aparecer no meu quarto em 10 minutos."

Cuddy saiu, deixando um House intrigado no saguão.

Em menos de 5 minutos ele estava batendo em sua porta, a curiosidade acabava com ele.

"Pronto, estou aqui, o que você quer?"

"Terminar o que não terminamos ontem."

Cuddy não aguentava mais segurar o que estava sentindo, mas não podia deixá-lo no comando. House tinha seu coração em suas mãos e ela precisava controlar o que iria acontecer a partir de agora. Só ela sabia como moldá-lo e sabia também que ele iria se tornar o que ela quisesse que ele fosse se apenas tomasse o controle da situação.

Os dois ganhariam com isso. Ela não se sentiria vulnerável à essa paixão que a consumia e ele se tornaria uma pessoa menos egoísta.

"O que você quer dizer com…"

Ele mal terminou a frase e ela já tinha pulado em seu pescoço, dando um beijo intenso e selvagem.

"É isso que eu quero dizer. Eu vou te dar o que você tanto quer, mas vai ser do meu jeito."

House se assustou com o ataque mas percebeu a necessidade que ela tinha em comandar e apenas obedeceu à tudo que ela pediu.

"Senta. Tira a roupa."

Ele se sentou em uma cadeira e começou a tirar sua camisa quando ela foi pra cima e sentou em seu colo, agarrando em seus cabelos enquanto dava chupões em seu pescoço.

House começou a tirar a roupa dela ao mesmo tempo em que ela desabotoou sua calça, percebendo que ele já estava excitado o suficiente.

Ela deixou que ele soltasse seu sutiã e começou a se esfregar nele, já completamente molhada.

House começou a sugar seus seios e, com uma ajuda dela, arrancou sua calcinha, deixando-a livre para se encaixar nele.

Finalmente depois de tanto tempo eles estavam juntos, em um sexo intenso. Cuddy o embalava em um ritmo quente e rápido e ele segurava em seu quadril puxando-a para ele com cada vez mais força, até terem um orgasmo explosivo, perdendo o fôlego e todas as forças.

Cuddy amoleceu nos braços dele ainda sentindo espamos. House estava ofegante e completamente realizado, podia ainda ouví-la gemendo seu nome, se entregando totalmente à ele.

Quando Cuddy se levantou ele a puxou de volta para beijá-la mais uma vez, a sensação de tê-la em seus braços correspondendo à sua lingua era quase um orgasmo pra ele.

"E agora?"

"E agora nós vamos tomar banho, jantar e pegar um avião. Anda, levanta."

"Sério, Cuddy, depois de tudo isso eu faço qualquer coisa que você quiser."

"É mesmo? Pena que eu não quero mais nada."

"Duvido. Se olha no espelho, vê como você ta olhando pra mim, não é só tesão, Cuddy, você me ama."

Ela sorriu pra ele.

"Se isso for verdade, você vai agir como um homem normal e tentar um relacionamento normal?"

"Se isso for verdade eu viro um santo e nunca mais te desafio."

"Eu to falando sério, House."

"Eu não. Mas tudo bem, eu aceito namorar com você, Não precisa me obrigar."

Ela se aproximou e ele se beijaram de novo, lentamente e completamente apaixonados.

"Do meu jeito?"

"Do jeito que sou apaixonado por você, você acha mesmo que eu vou perder a oportunidade?"

O coração dela bateu mais rápido que o normal, nunca a palavra 'apaixonado' mexeu tanto com ela.

Longe do meu domínio, cê vai de mal a pior.

Vem que eu te ensino como ser bem melhor.