N/A: Como eu cheguei a marca de dez reviews, aqui esta o capitulo. Vou ser breve pois estou lendo um livro e quero saber muito o que vai acontecer no final hahaha, então só vou parar quando acabar (e comer e ir ao banheiro, mas isso é obvio) e quero acabar rapido para eu ler a continuação do livro hahaha, pretendo acabar hoje ainda, então vou direto para as dedicações!

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Capítulo dedicado à tami-suchi, Lorena, Joana e Gabitcheen.

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Bon appétit.


Capítulo Dois

Houve um momento de silêncio na sala depois do anúncio daquela mulher imponente. Rosalie ficou olhando com perplexidade à dama, e moveu os olhos involuntariamente para o Emmett.

- Eu... né... -gaguejou, e notou que avermelhava de pés a cabeça.

- Não, ele não! - exclamou lady Jane, e soltou uma gargalhada- estive tentando isso com este durante mais de quinze anos. Inclusive eu abandonei toda esperança. Não, a linhagem dos Swan terá que continuar com esse idiota do Bertrand, se é que continua - disse, e suspirou.

- Sinto-o - disse Rosalie, com as faces acesas - Não queria... não estou segura de entender o que quer.

- Estou falando do neto de minha irmã.

- Ah! Já entendo. Acho que... né... não conheço sua irmã, milady.

- Pansy - disse lady Jane, e suspirou outra vez - Éramos quatro. Eu era a mais velha, e depois vinha meu irmão, que logicamente se converteu no duque. Era o avô do Emmett. Depois dele ia nossa irmã Mary, e depois, a pequena, Pansy. Pansy se casou com lorde Radbourne, Gladius. Um nome muito tolo. Sua mãe o escolheu, e eu nunca conheci a uma mulher mais boba. Mas não é essa a questão. O problema é o neto de Pansy, Jacob. O filho de lorde Cecil.

- Oh! - disse Francesca, que reconhecia o nome - Lorde Radbourne.

Lady Jane assentiu.

- Vejo que agora me entende. Ouviu as falações.

- Bom...

- Não tem sentido que tente negá-lo. Não se falou de outra coisa nos últimos meses.

Lady Jane estava certa. Rosalie tinha ouvido aquela história. Jacob Black, o herdeiro do título Radbourne e de seu patrimônio, tinha sido seqüestrado junto a sua mãe muito tempo antes, quando só tinha quatro anos. Nunca se havia voltado a saber nada da mãe nem do filho. Então, quando todo mundo o dava por morto há anos atrás, Jacob Black tinha aparecido de novo. Aquele reaparecimento e o fato de que tivesse herdado o título e o patrimônio tinham sido a fofoca da cidade durante muitas semanas. Todos aqueles a quem Rosalie conhecia tinham opinião própria sobre o assunto: falavam sobre como era o herdeiro, sobre onde tinha estado durante todos aqueles anos e sobre se era ou não um impostor. Tudo eram conjeturas mais que fatos, porque muito poucos tinham conhecido ao novo conde, e daqueles, muito poucos mais tinham contado detalhes.

Rosalie olhou de novo ao duque. Tinha-o visto em várias festas durante os meses anteriores, mas nunca lhe havia dito nenhuma só palavra sobre o herdeiro perdido e sua volta à família. De fato, ela nem sequer se deu conta de que Emmett tivesse parentesco com a família Black. Aquele fato não servia mais que para confirmar sua opinião de que o duque do Rochford era o homem mais reservado que ela conhecia. Típico dele, pensou Rosalie com irritação.

- Estou certa de que o que ouviu é mentira - disse lady Jane - Eu posso lhe contar a verdade.

- Oh, não, não é necessário - disse Rosalie; sentia-se dividida entre a curiosidade e um forte desejo de ver-se livre de lady Jane.

- Tolices. Tem que saber as coisas como são.

- Será melhor que deixe que lhe conte isso - aconselhou Emmett a Rosalie - Sabe que será mais fácil.

- Não seja impertinente, Emmett - repreendeu sua tia avó.

Rosalie se deu conta, com certo mau humor, de que Emmett não tinha muito medo a formidável mulher.

- Bem - disse lady Jane - Estou segura de que não o recorda, porque você também era uma menina então, mas a esposa e o filho de meu sobrinho Cecil foram seqüestrados faz vinte e sete anos. Foi algo horrível. A família recebeu uma carta em que lhes exigiam o pagamento de um resgate: um colar de rubis e diamantes que era horroroso, mas que valia uma fortuna. A família o possuía a várias gerações. A lenda dizia que o tinha dado a rainha Elizabeth quando foi coroada. Cecil deu aos seqüestradores o que pediam, mas eles não devolveram a sua mulher e a seu menino. Todos pensamos que os assassinaram a ambos. Cecil ficou destroçado e fundo, mas nunca perdeu a esperança de que um dia voltariam. Passou muito tempo antes que voltasse a casar-se. É obvio, quando o fez teve que levar o processo legal para declarar morta ao Selene, que tinha desaparecida mais de vinte anos. Entretanto, não fez nada quanto ao menino. Suponho que não foi capaz de admitir que seu filho estava morto.

A dama encolheu os ombros e continuou:

- Mas então, faz um ano, quando morreu Cecil, eu pensei que teria que fazer algo. Se Jacob estava vivo em algum lugar, então ele seria o herdeiro. Entretanto, a segunda esposa do Cecil, Teresa, tinha-lhe dado um filho, assim se Jacob estava verdadeiramente morto, Timothy seria o herdeiro. Antes que começássemos o procedimento legal, eu pedi ao Emmett que averiguasse o que pudesse sobre Jacob.

Rosalie olhou ao duque.

- Então, é você quem o encontrou?

Emmett encolheu os ombros.

- O mérito não é meu. A única coisa que fiz foi contratar a um detetive para que levasse a cabo a investigação. Encontrou ao Jacob em Londres. Tinha tomado o nome do Jacob Wolf, e tinha reunido uma fortuna por si mesmo. Não tinha nem idéia de quem era em realidade.

- Não recordava nada? - perguntou Rosalie, surpreendida.

- Parece que não. Só recordava seu nome de batismo. Só tinha quatro anos quando o levaram. Não recorda nada do que ocorreu antes de ser um maroto que vivia na rua.

- Mas alguém teve ter que acolhê-lo, que cuidar dele - protestou Rosalie - Não sabem nada de como chegou até eles aquele menino? De onde provinha?

- Nada - interveio lady Jane com desgosto - Ele diz que nunca teve pais, que cresceu com um bando de meninos no leste de Londres - explicou, sacudindo a cabeça de modo que as plumas de seu toucado se balançaram violentamente.

- Mas, como se sabe que é Jacob? - perguntou Rosalie - Se ele não recordar nada, e ninguém o criou...

- Oh, é ele -respondeu lady Jane - Tem uma marca de nascimento, uma mancha como um morango junto à omoplata esquerdo. Jacob tinha a mesma marca quando nasceu. Pansy e eu o recordamos perfeitamente. É inconfundível. E, é obvio, parece-se muito aos Black. E tem a mandíbula e o cabelo dos Swan.

- Entendo - disse Rosalie, embora não com total sinceridade. A verdade era que, embora a história de lady Jane fosse muito interessante, Rosalie não entendia por que a tinha contado. Titubeou e disse - Estou segura de que se sentem muito feliz por havê-lo recuperado depois de tanto tempo. Entretanto, não estou segura de por que... bom, de por que necessitam de minha ajuda, ou a de qualquer outra pessoa, para lhe encontrar uma esposa adequada a lorde Radbourne. Vocês conhecem todo mundo, e melhor que eu.

- Não é questão de encontrar uma esposa adequada. Temos que encontrar uma jovem que esteja disposta a ser sua esposa - respondeu lady Pencully.

Rosalie ficou olhando-a com desconcerto.

- Mas, com seu título e suas propriedades...

- Lorde Radbourne não teve muito contato com nosso círculo social. Sem dúvida, terão comentado - disse lady Jane, com seu penetrante olhar cravado em Rosalie.

- Bom, né... -Rosalie tentou encontrar uma resposta apropriada.

A verdade era que as fofocas tinham sido profusos com respeito à ausência do conde dos eventos sociais. Corriam rumores de que sofria uma espantosa deformidade, de que era um criminoso e de que estava completamente louco.

- Não tem que espremer tanto a cabeça para saber como dizer-me - disse lady Jane com brusquidão. – Acredite-me, eu também ouvi todas essas historietas. Jacob não é um corcunda, nem é raquítico, nem está coberto de furúnculos. Tampouco está louco. Entretanto, a verdade é que... bom, ele é... bastante comum.

Lady Jane pronunciou aquelas palavras em um sussurro, como se estivesse admitindo o mais escuro dos segredos, e ergueu os ombros enquanto olhava para Rosalie, esperando sua resposta.

- Tia Jane, não lhe parece que é um pouco dura com ele? - protestou Emmett - Me parece que Jacob se arrumou muito bem por si mesmo, sobre tudo, tendo em conta suas circunstâncias.

- Sim, se está falando de ganhar dinheiro. - replicou lady Jane com desdém - Ganhou muito, certamente. Entretanto, essa não é a marca de um cavalheiro. Tem um passado... bom, desagradável. Não estou a par dos detalhes, e francamente, não me interessam. Viveu com a pior classe de gente, afastado de sua família e de seus iguais, e o resultado é que carece das qualidades que definem a um cavalheiro. Sua fala e suas maneiras carecem de refinamento, e sua educação é escassa.

- Jacob tem lido muito, tia - insistiu Emmett, defendendo seu primo.

Entretanto, sua tia descartou aquele argumento com um desdenhoso gesto da mão.

- Ora! – exclamou - Não estou falando de livros, Emmett. Estou falando de sua educação nas coisas importantes. Por exemplo, não sabe dançar. Não sabe montar a cavalo. É muito familiar com os criados e os arrendatários da propriedade, e mal fala com sua própria família nem com os membros de seu círculo. Felizmente, arrumamos para que fique na casa familiar a maior parte do tempo, mas agora insiste em voltar para Londres.

- Tem aqui seus negócios - assinalou suavemente o duque.

- E se alguém conhecido o vê dirigindo seus negócios? - inquiriu lady Jane com um estremecimento.

- Tia Jane, não acredito que ninguém tenha nada que dizer se vá a um homem entrar em um banco ou encontrar-se com seus empregados - protestou Emmett, com um ligeiro tom de irritação na voz - Vamos, vai conseguir que lady Hale pense que Jacob deveria estar encerrado no porão.

- Eu poderia encerrá-lo no porão - replicou lady Jane.

O duque arqueou as sobrancelhas e tomou ar antes de responder. Rosalie pensou que os dois iriam discutir ali mesmo, em seu salão.

- Mas, lady Jane - interveio ela rapidamente. - Receio que ainda não entendo o que tenho eu que ver em tudo isto. Como vou apresentá-lo a alguém se não tem interesse em freqüentar a sociedade?

- Quer que a ajude a organizar a vida do pobre homem - respondeu Emmett.

- Não é que eu tenha mania ao menino - seguiu explicando lady Jane, fazendo caso omisso do comentário do duque - Depois de tudo, é meu sobrinho, e eu jamais hei dito nada que pudesse denegrir a meu próprio sangue, embora Deus sabe que Bertrand pôs minha paciência a prova muitas vezes. Entretanto, Jacob é um Swan, ao menos em parte, e não é sua culpa o fato de não saber como agir. Assim eu me pus a pensar para resolver o problema, e dei com a solução - disse. Olhou a Rosalie e anunciou - Jacob deve casar-se. E você é justamente a mulher que necessitamos.

- Oh!

Referia-se a dama a que ela mesma se casasse com lorde Radbourne? Perguntou-se Rosalie com horror.

- Devemos emparelhá-lo com uma moça completamente respeitável. Uma de linhagem e gosto indisputáveis. É de esperar que sua esposa possa exercer uma influência benéfica em meu sobrinho, que limete suas asperezas e dissimule seus defeitos. E se não puder fazê-lo, bom, ao menos se assegurará de que seus filhos recebam a educação adequada.

Lady Jane fez uma pausa, e depois continuou didaticamente:

- Com um bom casamento, conseguirá superar o matiz de escândalo. Se uma mulher de boa família está disposta a casar-se com ele, então todo mundo se verá inclinado a passar por cima de seus diversos problemas.

- Bem - disse Rosalie cautelosamente - Como já disse, acredito que vocês não terão problema para encontrar a uma candidata apropriada. Deve haver muitas mulheres de bom nome que se sentiriam felizes de poder casar-se com um homem que pertence às famílias Black e Swan.

- Claro que há! - disse lady Jane com impaciência - Eu levei pelo menos cinco moças ao Radbourne Hall e as apresentei. O problema é que a metade delas fugiu depois de conhecê-lo, e o resto das moças foi rechaçada por Jacob. Imagine… jovens que eu mesma selecionei, e ele as desaprova.

- Oh! Sinto-o - murmurou Rosalie.

- A moça Bennington tem um pronunciado bico - interveio Emmett - A senhorita Farnley é uma gansa, e lady Helen é muito aborrecida.

- Bom, e o que importa? - perguntou lady Jane - Jacob não tem que falar com elas.

Rochford torceu o gesto, mas se limitou a responder:

- Sim. Bom, suponho que teria que fazê-lo em algum momento.

- Deveria ter esperado algo assim do Jacob - disse sua tia avó, sem prestar atenção a seu comentário - Só o Senhor saberá qual é seu tipo de mulher. Essa é outra das razões pelas quais é tão importante que lhe encontremos uma esposa rapidamente. Quando penso em quem poderia nos trazer para casa se deixarmos que escolha por si mesmo... - lady Jane sacudiu a cabeça - Claro que não podemos obrigá-lo que se case com ninguém - continuou, irritada por aquele obstáculo - Assim decidimos vir a você.

E olhou a Rosalie.

- Todo mundo diz que você tem muito êxito nisto. Bom, só tem que pensar em como emparelhou essa moça Brandon com seu irmão, embora eu não entenda por que não procurou a alguém com mais dinheiro.

- Quer que encontre uma esposa para lorde Jacob? - perguntou Rosalie com um grande alívio ao dar-se conta de que lady Jane não estava tentando convencê-la de que se casasse com seu sobrinho.

- Claro, menina. Do que estamos falando há mais de meia hora? De verdade, Rosalie, tem que prestar mais atenção.

- Sim, sinto muito - respondeu Rosalie rapidamente.

- Embora não sei como você vai conseguir casá-lo, quando todos nossos esforços fracassaram - continuou lady Jane - Entretanto, Emmett me assegurou que você era a melhor pessoa para levar a cabo esta empresa - acrescentou a dama.

- Seriamente? - perguntou Rosalie com surpresa, olhando ao duque.

- Sim - respondeu ele, e se inclinou para diante com o semblante grave - Espero que possa encontrar à pessoa mais adequada para Jacob. Esse homem já sofreu o suficiente em sua vida. Merece um pouco de felicidade.

Tinha os olhos negros cravados no rosto de Rosalie. Ela se tinha perguntado como tinha podido conseguir lady Jane envolver ao Emmett naquele assunto, mas naquele momento se deu conta de que o duque tinha uma preocupação verdadeira por lorde Jacob. Ele também esperava que Rosalie encontrasse uma esposa para o Jacob, mas ao contrário de sua tia avó, era para ajudar a seu primo, não para satisfazer à família.

- Se pudesse vir a Radbourne Hall e conhecer Jacob, ver como é em realidade, acredito que poderia dar com a mulher adequada para ele - continuou o duque.

- Já vejo - disse Rosalie. Sentia-se estranhamente comovida; antes daquela reunião, ela teria pensado que ele via seus esforços de emparelhar a outros como uma estupidez.

- Exato - concordou lady Jane-. Deve vir a Radbourne Hall e conhecê-lo. Assim entenderá tudo. E possivelmente possa poli-lo um pouco antes que conheça as moças que você escolher. Digam o que digam sobre você, suas maneiras são impecáveis.

- Ah, obrigado - respondeu Rosalie ironicamente-. Mas não estou segura de se deveria fazê-lo, nem de se serei capaz...

Olhou lady Jane, com seu vestido de cetim arroxeado, passado de moda, e aquele penteado tão exagerado, e pensou em como seria ter que tratar com ela todos os dias. Não duvidava que aquela mulher colocasse o nariz em tudo o que ela fizesse, e que questionaria tudo. Além disso, não parecia que lorde Jacob fosse uma pessoa muito agradável. E se, além disso, tinha que tratar também com o duque?

Rosalie o olhou de esguelha. As coisas nunca fluíam com suavidade com o Emmett. O instinto lhe dizia que não aceitasse à pretensão de lady Jane. Por outra parte, Rosalie se dava conta de que seria uma tolice não aceitar o encargo. Depois de tudo, um momento antes se estava perguntando como ia conseguir sobreviver até a primavera seguinte. Parecia que aquela era a resposta a todos seus problemas. Sabia que lady Jane lhe faria um bom presente se cumprisse sua tarefa, e, além disso, se passava umas semanas no Radbourne Hall, seus gastos daquele inverno se reduziriam grandemente.

Além disso, pensava na forma em que o duque lhe tinha rogado que ajudasse a encontrar uma boa esposa para Jacob. Como ia negar se?

- Muito bem – disse - Farei o que puder.

- Excelente! - exclamou lady Jane, assentindo com veemência - Emmett disse que poderíamos contar consigo.

- Seriamente? - perguntou Rosalie, olhando ao duque com surpresa.

- Claro que sim - respondeu ele com aquele sorriso lento e malicioso que sempre irritava a Rosalie.

- Sabia que não poderia resistir a algo tão claramente destinado ao fracasso.

- Vamos - disse lady Jane, resolvendo a conversa entre eles dois - Vamos aos detalhes.

Rapidamente, começou a enumerar as muitas qualidades que queria encontrar na esposa de seu sobrinho neto, muitas das quais eram contraditórias. Enquanto, Rosalie sorria educadamente. Quando terminou de enumerar as qualidades, começou a recitar uma lista de possíveis candidatas; não obstante, a criada apareceu de novo para anunciar uma nova visita.

- O conde do Radbourne, milady - disse.

Inclusive lady Jane ficou em silêncio ao ouvi-lo. Os três ocupantes da sala se voltaram para a porta, e um homem entrou por ela.

- Jacob! - exclamou lady Jane com assombro.

Rosalie observou ao visitante com interesse. Era um homem alto e forte, e levava um traje bem talhado, simples, de cor negra. Tinha uma aura de riqueza e de fortaleza. Entretanto, apesar da roupa de boa qualidade e de seu ar de confiança em si mesmo, tinha algo indefinível que insinuava que não era um cavalheiro. Talvez fosse seu espesso cabelo negro, que levava ligeiramente mais longo do que o convencional, ou talvez fosse a dureza de seu belo rosto, que estava mais bronzeado do que o normal em um aristocrata. Mas não. Rosalie se deu conta de que a diferença estava em seus olhos. Tinha um olhar frio e ligeiramente desconfiado, de uma dureza que falava de uma vida difícil na rua, não entre algodões.

Quando abriu a boca, confirmou-se a impressão de que não se criara entre nobres. Sua gramática era correta, e seu sotaque do leste de Londres era muito leve, mas sua fala tinha algo que teria indicado a qualquer interlocutor ardiloso que não se educara em uma família aristocrática.

- Lady Jane - disse Jacob, e saudou brevemente a sua tia avó. Depois acenou para o duque - Emmett.

- Jacob - respondeu Emmett com um ligeiro sorriso - Que surpresa mais inesperada.

- Sem dúvida - respondeu Jacob. Finalmente, voltou-se para Rosalie e lhe fez uma reverência - Milady.

Rosalie se levantou e lhe estendeu a mão.

- Milord. Por favor, sente-se conosco.

Ele assentiu e caminhou pela sala para sentar-se junto a lady Jane.

- Bem, tia – disse - Me parece que uma vez mais está tentando me organizar a existência.

Lady Jane ergueu o queixo e olhou ao Jacob com certo desafio. Rosalie se deu conta, com certa perplexidade, de que aquela mulher intimidante tinha um pouco de medo de seu sobrinho.

- Quero lhe encontrar uma esposa adequada - respondeu lady Jane - Espero que se dê conta de que sua posição o requer.

- Sei muito bem o que requer minha posição - disse Jacob; Depois se virou para Rosalie – Sei que minha avó e minha tia avó estão me buscando uma noiva para tentar me domesticar. Para me Fazer mais apresentável porque não posso imaginar que alguma vez chegue a ser aceitável.

Jane emitiu um som de protesto, mas quando ele a olhou, ficou em silêncio.

Jacob se dirigiu novamente a Rosalie.

- Eu, é obvio, dou-me conta de que preciso me casar. Estou disposto a fazê-lo. Confio em que você consiga encontrar uma esposa idônea para mim, já que o duque me assegurou que sabe o que faz.

- Você disse a Jacob que viríamos aqui? - perguntou lady Jane olhando ao Emmett com estupefação.

- Pareceu-me justo, já que é algo que lhe concerne - respondeu Emmett com calma.

- Por favor, lady Hale, comece com sua busca - lhe pediu lorde Jacob - Entretanto, devo assinalar que a mulher em questão deve contar com minha aprovação, não com a de lady Pencully - disse, e depois de uma pausa, acrescentou - Verá, preferiria não ver-me atado a uma boba.

- É obvio - disse Rosalie - O entendo.

- Muito bem. E agora, se me desculparem, devo partir - disse Jaocb, e ficou em pé - Tenho que atender algumas questões relativas a meu negócio, algo que minha família desaprova tanto.

- É claro, milord. Sem dúvida, voltaremos a falar.

Ele assentiu brevemente a modo de despedida e depois caminhou para a porta. Entretanto, antes de sair deu a volta e olhou a Rosalie.

- Lady Hale… posso sugerir o nome de uma mulher a quem eu gostaria que tomasse em consideração?

Rosalie viu pela extremidade do olho a expressão de completo assombro de lady Jane, mas manteve a vista fixa no Jacob e se limitou a dizer:

- É claro, milord. A quem quer sugerir?

- Lady Leah Clearwater - respondeu ele.


N/A: Finalzinho legal né? Hahaha, esse Jacob é direto :D Pulando meu blá blá blá usual, quero saber o que a Heather Wells vai fazer. Sim!, eu estou lendo a continuação de 42 não é gorda e quando acabar vou ler o terceiro. Estou um tempão dizendo que vou ler mas não leio, e agora que começei não posso parar. Mal posso esparar para saber o final. To pulando na cadeira de ansiedade (ta eu não estou, mas eu estou anciosa)

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Joana: Sua professora esta lendo? o.O, legal, hahaha, fico feliz que ela esteja gostando, manda um oi pra ela :D hahaha, sim vai ser uma Blackwater, adoro essa junção de nomes, é tãooo legal, tá parei. Vamos ter muita Lady Jane ao longo da história. Adoro o Emmett com medo dela hahaha.

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Para duvidas posteriores (deu uma vontade louca de usar essa palavra), sim a Leah é loira, achei melhor, mas o temperamento é o mesmo :D

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Adorei seperar as coisas por pontos, hahaha, só vou fazer assim agora. Reviews? Ela vão me fazer para de ler, só para saber a opnião de vocês
Vou para Heather Wells agora, bye bye! Tem alguem da França lendo o.O!