Mais um capitulo bonitinhas!
Coments? Ideias e sugestões? Na caixinha abaixo! Hahaha!
CAPITULO 3
Subi tomar meu banho e me trocar, enquanto ele ficava lá embaixo com a minha filha. Por mais que ainda achasse tudo isso uma sandice absurda. Percebi que não conseguia parar de sorrir. Finn Hudson sempre fora para mim, um carma, um problema mal resolvido na minha vida, mesmo assim agora eu não consigo mentir o quanto ele tinha se tornado atraente.
Suspiro. Só posso ser uma retardada mesmo. Quem foi que falou que ele não tem namorada? Esposa? Eu nem sei de nada, e estou aqui. Feito uma boba, feito a mesma boba de 8 anos atrás.
C
Continuo brincando com Mel que logo me carrega para seu quarto. Consegui em pouco tempo perceber que o quarto grande e rosa, decorado com pequenas notas musicais na parede era na frente do da Rachel. Uma porta imensa que deve abrigar a suíte da estrela da Broadway.
Não consigo parar pensar o que ela deve estar fazendo lá dentro? Ela continuava linda, e imaginar aquele corpo, me deixava bastante sem ar.
Tento me concentrar nos jogos que a Mel me mostra, mas não consigo parar de pensar. Ela estava solteira? Ou melhor, ela tinha virado mãe solteira, porque?
Rachel continuava o mesmo mistério, um mistério que queria muito desvendar.
Flashback on – Dois dias antes as Nacionais
" – Sério isso Kurt?" – " – Coitadinha da Rachel".
Desci as escadas apenas de pijama e peguei o final dessa frase da minha mãe. O que ela estava falando da Rachel?
" – O que aconteceu?" – Perguntei enquanto servia um pouco da macarronada. Em dois meses, minha mãe e Burt já estavam morando juntos, e eu devo admitir, tem sido bem legal ter uma família completa novamente.
" – Filho, parece que os pais da Rachel acabaram de passar por um problema financeiro gravíssimo, e todo dinheiro reservado para a faculdade dela foi embora..."
" – É isso mesmo Carole, apesar dela só poder se candidatar ao longo do ano que vem, ela tem certeza que em um ano seus pais não vão conseguir juntar todo dinheiro novamente para ela ir para NY." – Kurt comentou também servindo o jantar.
" – Puxa, que pena..." Só consegui exprimir isso.
" – Mas ainda temos uma chance" – meu "meio – irmão" não deixou nem eu terminar.
"- As Nacionais em Chicago, para Rach se inscrever como bolsista em NYADA ela tem que passar por todos os testes um ano antes, do seu ingresso. Ou seja Rachel fará testes para bolsista, durante as Nacionais com Carmen Tibideaux que será uma das juradas Finn, ela vai fazer o teste da Rachel nesse dia."
" – Legal..." – Só consegui dizer.
" – Legal? Você não conhece a fera meu irmão – Ela tem que ser a melhor das melhores, Carmen Tibideaux é simplesmente divina, e não dá nenhuma segunda chance nessa vida."
Levantei meus ombros e continuei a comer, aquele papo não estava me fazendo bem. Alias desde que terminei com a Quinn, falar nome da Rachel não estava me fazendo nada bem.
Nacionais – Chicago
C
Entrei no banheiro feminino trancando todas as portas. Queria poder escapar no buraco da privada.
Era oficial. Rachel Berry estava em pânico.
Muito pânico.
Enrolei meus braços nos meus joelhos e continuei a chorar. Eu sabia que essa seria minha única oportunidade de sair de Lima, única. E eu podia estragar tudo. Tudo.
C
Aproximei da concentração do ND, fui com objetivo de dar boa sorte para o Kurt.
Kurt entendeu? Não Rachel... estou dizendo.
Cheguei e senti um clima super estranho no ar.
" – O que aconteceu Kurt?" – Olhei para o lado vi o técnico Will desesperado pedindo para todos irem procurar alguém.
" – Rachel SUMIU FINN! SUMIU, estamos desesperados".
Procurei acalma-lo, mas sabia que não era o melhor a se fazer.
Corri alguns cantos, até encontrar um banheiro feminino embaixo da coxia, que estava com a porta trancada. Aproximei meus ouvidos e ouvi um choro do lado de dentro.
O que fazer?
Se eu batesse ela jamais abriria, ainda mais para mim.
Puxei um alfinete que estava entre o cinto e a minha calça, graças a alguma costureira desastrada do colégio.
Pelo menos iria servir para alguma coisa.
C
Tento limpar minhas lágrimas quando escuto a porta se abrir.
" – Então você está ai?"
" – Enxergo quem eu menos queria ver na minha frente neste momento."
" – Finn...não me ve...m"
Ele não me deixa terminar, senta ao meu lado e coloca seu dedo nos meus lábios.
" – Está todo mundo atrás de você, todo mundo precisa de você, além do que o que você quer? Fugir? Ficar aqui para sempre?"
" – Não, eu...eu não vou conseguir...Fin...eu não...sou capa...z, e eu seu eu arruinar tudo? E se eu não for boa? E se..." – Fui tomada pelas lágrimas e pude sentir seu braço em volta de mim.
" – Rachel, presta atenção que eu só vou dizer uma vez. Você é a melhor aqui ok? Não tem nada, nem ninguém nesse universo que consiga deter esse sonho. Você vai subir naquele palco, soltar essa voz, e todos vão se sentir tocados, principalmente a jurada do NYADA, eu tenho certeza..."
" – Como...como você sabe disso?"
" – Porque é assim que eu me sinto quando escuto você cantar..."
Olhei para ele, que fixava todo seu olhar em mim. Me senti em outro mundo que não era aquele, e que eu não sabia nem qual era.
" – Você pode me beijar se quiser."
Enlouqueci. Endoidei, e agora foi.
" – Eu quero"
Foi um beijo lento e calmo. Com uma mão ele segurava meus braços enquanto outra rodeava a minha cintura e ia se inclinando pesadamente. Foi mais calmo que os outros dois, porém mais forte. Bem mais forte.
C
Devolvi a baixinha para oseu grupo. Senti vontade de dar mais um beijo nela, mas me contive na frente dos outros e só desejei mesmo um "boa sorte".
Vi a sua apresentação arrasadora. Ela foi linda, expendida cantando "My man", quando vi estava escondendo meu rosto para que os meus amigos não percebessem minhas lágrimas.
Já o ND não tinha ido tão bem assim. Foi uma apresentação normal, e eu sei como vencedor das Nacionais por três anos seguidos, e provavelmente vencedor este ano também, que é meu último nesta escola, que eles não poderiam ganhar. Quer dizer, talvez se eu fizesse algo. Isso seria possível.
Flashback off
Entrei no quarto da Mel após uns 10 minutos de risadas altas que eu conseguia ouvir do meu quarto.
" – Para tioooooooooo, tio para...por favor...HAHAHAHAH"
" – Não foi suficiente ainda bonitinha"...
Olhei para um gigante que conseguia com facilidade render minha filha
" – Ih acho que eu vou ter que defender minha filha"
" – Mamãaaaaaaaaae, me ajuda..."
" – Não se atreva Rachel que eu consigo com você também"
" – Como sempre, o rei dos desafios né Hudson?" – " Sabe que eu adoro uma boa briga e não fujo da raia."
Corri para separa-la dele.
Ilusão.
Obviamente.
Quando vi Finn estava completamente em cima de mim, e tinha largado Mel pedindo sua ajuda. E minha filha?
Ah essa sapeca vendida me pega, estava ajudando-o a fazer cocegas em mim.
Esgotados, paramos.
" – Eu me rendo" – Enquanto eu percebia que ele completamente em cima da mim, olhava nos meus olhos diretamente.
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Seu corpo estava bem encaixado ao meu, quando digo bem, é bem...e enfim, quando percebi estava ficando "animadinho".
Ela se contorcendo embaixo com um shorts jeans e uma camisetinha de malha branca fininha, não estava ajudando em nada.
Aliás, ela só escolheu essa roupa para me irritar né? Digam que sim, porque eu sei que é sim.
Olhei novamente para ela, e tive que me levantar, mais alguns momentos ali e isso iria acabar mal...bem mal para meu amigo...
C
Eu gosto muito do Tio Finn, às vezes eu penso se meu pai seria assim. Será?
Mamãe não teve muitos namorados. Às vezes aparece um tal de Jess aqui, e eu acho. Só acho que eles namoram, mas não tenho certeza.
A verdade é que estamos comendo eu contando coisas da escola, e os dois dão muitas risadas. E eles ficam lindos juntos.
Mamãe é linda assim, sem correria, e coisas pra fazer jantando comigo. Queria ela todos os dias.
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" – Então a Carol beijou o Jonathan na boca, NA BOCA mãe!" – Ai ou outros meninos foram implicar com ela e eu disse que beijar da sapinho, não da sapinho Tio Finn?"
Ela olhou para mim enquanto eu segurava meu riso.
" – Olha não entendo muito disso, eu acho que devia perguntar para sua mãe."
C
Olhei incrédula. Ele continuava os joguinhos de me deixar em saia justa com minha filha. E soltava algumas risadinhas.
Um retardado mesmo.
" – Ah quando duas pessoas se gostam elas se beijam" – Falei sem aprofundamentos.
" – Hmmmmm, eu gosto de todo mundo da sala, então quer dizer que amanhã eu posso beija todo mundo mamãe?"
" – NÃO!" – Gritei enquanto os dois me olhavam assustados.
" – Não filha, calma, você pode abraçar seus amiguinhos, e mais TARDE, mais tarde você pode conhecer alguém, e namorar etc."
" - Hmm entendi..."
" – Tio Finn você tem namorada?"
C
Estava difícil hoje hein? Uma para cada lado aquela menina soltava.
" – Não, não tenho Mel" – Respondi rapidamente sem olha-la
" – Ah minha mãe também não tem, vocês podiam namora né?"
Ela olhou com os olhinhos todo brilhante e cheio de ideias. Enquanto nos dois só nos entreolhávamos.
" – Chega, esta na hora de dormir mocinha, amanhã você tem balé, muito cedo". –
" – Ahhhh jáaaaaa? Não, quero ficar com Tio Finn" – Ela fazia manha enquanto era arrastada pela mãe.
" – Sim, ele volta, fique tranquila...vamos de boa noite, seja educada..."
" – Boa noite Tio, você vem depois né?"
Abracei a pequenininha com dó daquele olharzinho dela.
" – Claro, volto"
Vi Rachel se afastar e continuei naquela mesa de jantar. E agora? O que fazer? Ir embora? Descer pela parede? Correr? Esperar Rachel?
Decidi esperar... afinal já estava por aqui mesmo.
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Desci na esperança de encontra-lo ainda ali embaixo, deixei Mel com a babá enquanto dei uma rápida passadinha no banheiro me arrumar.
Nada a ver com segundas intenções, nada mesmo.
Cheguei sala e o vi sentado no sofá mexendo no celular.
" – Quer vinho?" – Perguntei enquanto ele levava um susto e virava automaticamente.
" – Pode ser..."
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Um vinho? A quem enganaríamos não é? Já estávamos na segunda garrafa. Conversávamos alegremente, rimos altíssimo. Trocamos confidências da faculdade, tudo sem falar do passado.
Podia notar sua ligeira inquietação, sem resistir muito. Aliás, vocês vão me dizer, como resistir com aquelas lindas pernas dobradas quase inteiras no sofá e quase em cima das minhas? Tem que ser muito forte, muito em um nível que eu não sou.
C
Em um momento ou outro sentia sua mão nas minhas coxas, seu braços acariciando minhas costas, estávamos a milímetros de distância para ser exata.
Eu estava excitada. Ok assumo eu estava bastante, excitada.
E contra todas as razões que a minha consciência permitia. Estar na minha casa, no sofá com minha filha no andar de cima. E com aquele que não merecia nada de mim, depois do que me fez.
Eu me entreguei.
Senti seus lábios nos meus. Nossos corpos colidindo, nossas bocas em um só ritmo. E 8 anos depois parecia igual, parecia semelhante, parecia uma música, parecia perfeito.
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