.
.
.
Capítulo 2: Caçando Inimigos
.
.
.
--
--
--
--
00oo00oo00oo00oo00
"Precisamos de um humano," informou Lorde Kouga enquanto sentava-se à mesa, encarando seus companheiros.
"Meu Senhor, em todo o Reino encontramos apenas youkais," Ginta retribuiu o olhar aberto de seu mestre, correndo uma de suas mãos pela mesa, sentindo algumas farpas prenderem-se em seus dedos. "Talvez o Lorde devesse trocar de mesa... com todo respeito, essa madeira é áspera e –"
"É, é, que seja," replicou Kouga, baixando seus olhos para a mesa, tentando demonstrar desinteresse. "Não podemos continuar atacando as Terras do Oeste e do Norte sem proposito algum. Temos que nos concentrar no Palácio do Leste."
Lorde Kouga, Rei das Terras do Sul, debruçou-se sobre a mesa de madeira e soprou alguns cupins para longe, sentindo-se completamente enfadado. Seu Reino estava cada vez mais pobre, sem recursos para sustentar-se. Usava roupas corroídas pelo tempo e sapatos enlameados pela terra úmida do dia anterior. Tempestades ocorriam freqüentemente naquela região, e, tinha de admitir, suas Terras eram tão ridiculamente pequenas que qualquer garoa inundava o Reino todo. Suspirou miseravelmente quando uma farpa cravou-se no seu indicador, levando o dedo à boca para puxar a lasca de madeira presa na sua carne.
"A questão é: estamos indo de mal a pior, estamos em época de seca e a única coisa que pode salvar o nosso Reino está nas mãos do nosso inimigo," ponderou Ginta, pendendo o queixo sob sua mão.
"Você quer dizer, a Shikon no Tama," completou Hakkaku, circundando a mesa na qual seus amigos sentavam-se.
"Exato," confirmou. "Se tivéssemos um humano por aqui poderíamos invadir as Terras do Leste e roubar a Shikon de Inuyasha."
"Hey, por que nós mesmos não fazemos isso?" sugeriu um dos diversos homens presentes no pequeno aposento. "Com certeza somos mais fortes que qualquer humano," finalizou orgulhoso.
"Porque, seu babaca, nós não podemos se quer pisar nas Terras do Leste," rosnou Kouga, seus olhos azuis faiscando. "Talvez, se prestasse atenção no que dizemos, você não faria colocações tão estúpidas."
"Perdoe-me, Vossa Alteza, mas... por que exatamente não podemos entrar nas Terras do Leste?" a ingenuidade do rapaz irritou o Lorde.
"Por que," respondeu estridente, as palavras escapando por entre seus dentes. "Aquela Jóia 'filtra' as auras corrompidas. Se parar para olhar, só verá youkais nesse Reino."
"Mmm mmm," fez um gesto com a cabeça, mostrando que entendia. "E daí?"
Kouga fincou suas unhas na mesa, e depois, puxou-as em sua direção, arranhando a madeira podre.
"E daí que não existem pessoas com aura pura aqui, maldito ignorante. Sei que sua capacidade de raciocínio é mais ou menos igual a zero, mais se esforce um pouco e pense," pausou para analisar a expressão dos outros homens e, verificando que estavam todos prestando atenção, prosseguiu. "Sem humanos no Reino, não existem auras puras, sem auras puras não podemos invadir as Terras do Leste. Se tentarmos, vamos ser mortos pela barreira criada pela Shikon."
Todos assentiram debilmente após piscarem repetidas vezes, captando a informação.
"Ahá, então aquele Inuyasha é um covarde! Se esconde atrás daquela barreira para não ter que lutar!" comentou um soldado, algo que fez Lorde Kouga levantar-se agitado.
"Exatamente! Bastardo covarde, se ele saísse por alguns minutos do palácio, tenho certeza que poderia matá-lo facilmente," completou o Rei dos lobos.
"Isso tudo nos leva a uma mesma pergunta," começou Hakkaku. "Como entrar no Palácio do Leste?"
Os presentes se entreolharam, sem resposta. Discutiam entre si possibilidades, mas os obstáculos pareciam sobrepor-se às idéias.
Lorde Kouga esmurrou a mesa somente para receber uma camada de farpas em seu punho. Grunhiu exasperado quando algumas partes da madeira, carcomidas pelos cupins, caíram no piso, putrefatas.
Talvez eu realmente devesse trocar de mesa...
00oo00oo00oo00oo00
"Não acredito nisso," Sango murmurou enquanto caminhava. "Inuyasha vai ficar fulo..."
Claro, não era sensato privar Inuyasha de comida, principalmente no seu humor atual. Por que Kaede teve que bancar a teimosa justamente hoje?
"Inuyasha, a situação é a seguinte... Kaede, você sabe, a cozinheira... não, não, assim não," a criada balançou a cabeça negativamente várias vezes, imaginando como daria a notícia à seu Mestre. "Hmmm, Inuyasha... a cozinheira recusa-se a trabalhar hoje porque diz que você é um ranheta esfomeado que só sabe reclamar de tudo que ela faz..." não, definitivamente não, pensou ao passo que enrolava alguns fios de seu cabelos em um dedo, ansiosa.
"Como é?!" esbravejou o Lorde com sua ressonante voz. "Ela fez o que?"
"Inuyasha!!" berrou a serva, depositando uma mão sobre seu peito. "Você é um cretino, quase me mata do coração!" resmungou ela, afrontando os olhares do Rei. "Por que fez isso?!"
"Nem pense em mudar de assunto," rosnou Inuyasha, juntando as sobrancelhas e curvando os lábios até formar uma careta mau-humorada.
Ok, plano A 'Finja-se-assustada-para-desviar-o-assunto' descoberto e arruinado... Estou perdida.
"Eu jamais faria isso!" defendeu-se Sango. "Você aparece do nada justa –"
"Que seja," interrompeu. "Me diga, o que aconteceu com a velha?"
"Bem, ela... eladissequenãovaitrabalharenquantovocêagircomoumdementeexingaracomidadela," falou o mais rápido que pode, olhando para o lado oposto à Inuyasha. "Já vou indo."
"Espere um maldito segundo," a voz de seu Lorde preencheu os corredores, machucando seus ouvidos.
Plano B 'Explique-a-coisa-toda-bem-rápido-pois-assim-ele-não-entenderá-absolutamente-nada' falido.
"Quem aquela velha retardada –"
"Se você não chamasse ela de coisas como essa, teríamos algo para comer hoje à noite," contou a moça, sacudindo os braços sob sua cabeça, zangada.
"E as outras cozinheiras?! Não me diga que todas decidiram se revoltar hoje," ironizou Inuyasha, avançando na direção de Sango.
"Não, Inuyasha, existem diversas cozinheiras no palácio, o problema é que Kaede supervisionava todas," revelou. "Não sei se você se lembra, mas, antigamente, as melhores cozinheiras do Reino trabalhavam aqui, mimando você," frisou a palavra 'mimar' antes de continuar. "Mas, sua fome descontrolada espantou as mulheres e tivemos que contratar essas, que mal sabem fritar um peixe. Kaede ajuda elas, mas Vossa Soberana Estupidez enfureceu a coitada, e agora, estamos sem cozinheira," parou por alguns segundos, antes de terminar. "É isso aí, sem cozinheira, sem comida."
"Mostre-se subordinada quando falar comigo," instigou Inuyasha, beneficiando-se de sua posição superior para destratar a jovem. "A velha cozinhava mal e eu cansei de engolir fios brancos na minha sopa. Quer saber, ela que se foda," arreganhou os dentes e ordenou. "Arrume uma nova cozinheira amanhã. Hoje, quem vai cozinhar é voce," vendo que Sango estava prestes a protestar, adicionou. "Sem cabelos na sopa, entendido?" ralhou, divertindo-se com o chispar irado dos olhos da criada.
"Claro, Lorde Inuyasha," cuspiu as últimas palavras e não esperou para ouvir a replica do Rei, mostrando suas costas à ele enquanto imaginava quanto cabelo deveria enfiar na sopa.
00oo00oo00oo00oo00
"timo... Isso é ótimo... Saímos de um período sinistro de seca para entrar em uma época de tempestades desgracenta... Miroku amaldiçoava sua falta de sorte enquanto virava-se de um lado para o outro na cama minúscula do abafado aposento. Pelo menos não vou ter que treinar hoje.
Era isso que o ex-monge pensava até que escutasse o familiar ranger da porta enferrujada sendo aberta.
"Para o campo, homens! Vistam suas armaduras e peguem suas armas," anunciou Bankotsu ao entrar no quarto, sujando o assoalho com a lama de suas botas.
Miroku sentiu sua boca ficar subitamente seca enquanto encarava sua armadura ornada e fosca. Era mais provável que ele morresse com aquele pedaço de lata no corpo do que sem ele.
Logo, o chiar da porta voltou a perturbar seus ouvidos, acompanhado do estrépito das armaduras chocando-se contra o metal dos escudos. Endireitou-se na cama, expulsando um bocejo enquanto estirava seus braços, espreguiçando-se. Girou os pulsos, estalando algumas articulações ao passo que tateava os lençóis, procurando o elástico com o qual amarrava seus cabelos. Sentiu seus músculos relaxarem ao escutar o confortante crepitar da fogueira, e lacrimejou.
Notou os passos surdos ao seu redor, e abriu os olhos para encarar o quarto vazio. Levantou-se com um salto, puxando suas ceroulas até o umbigo enquanto catava suas botas embaixo da cama desarrumada.
Apesar de alguns empecilhos, vestiu a pesada armadura de ferro, arrastando a espada até o campo. Ouviu o tinido agudo das espadas encontrando-se diante da força dos soldados e apavorou-se. Seu galinha... Abanou a cabeça, tentando evitar as zombarias desencorajadoras que ecoavam na sua mente. Não pode ser tão difícil.
As nuvens carregadas tingiram o céu, o frio arrepiava todos os pêlos do seu braço. Ergueu a espada com as duas mãos, ajeitando-a na bainha.
Encolhia-se cada vez que a chuva batia no seu corpo, tão forte que ardia. Andava em passos curtos por causa do peso em sua cintura, enquanto procurava... Bem, ele não sabia exatamente o que estava procurando.
"Problemas?" perguntou com tato um rapaz miúdo, escondido numa armadura gigante e em um elmo largo. Instantaneamente, lembrou-se do garoto que Bankotsu 'esquecera' de apresentar-lhe alguns dias atrás. A armadura era a mesma, adornada nas bordas com ouro e bronze, manchada pela ferrugem em alguns pontos.
"Nem perto disso," replicou, estufando o peito e erguendo a cabeça, sentindo seu rosto pintado pela vergonha.
"Sei," seu tom transbordava sarcasmo, e ele molhou os lábios antes de continuar. "Deixe eu te ajudar," ele disse, tirando a espada da bainha e colocando-a em seus estreitos ombros.
"Me chamo Miroku," apresentou-se, curioso com a aparência do soldado.
"Pode me chamar de... errr, pode me chamar de Você," Miroku arqueou uma sobrancelha, mas sorriu logo em seguida, perdendo o embaraço.
"Certo, Você," suspirou aliviado quando alcançaram a parte coberta do campo. O telhado quebrado permitia a passagem de gotículas de chuva, mas, nada é perfeito. "Cruzes, aquele Bankotsu é um retardado. O céu está caindo e ele quer que fiquemos aqui, batendo espadas uns contra os outros."
"Você deve ser novo por aqui, imagino," sorriu, mostrando seus dentes brancos. "Bankotsu sempre faz esse tipo de coisa. Algumas vezes ele se perde no meio do próprio ego," explicou, cravando a espada no chão enquanto deslizava seus finos dedos pela armadura, afastando a poeira.
"Ele é um babaca," Miroku girou os olhos, notando que as mãos de seu amigo não tinha calos, como a maioria dos soldados tinha. Perguntou-se se ele lutava mesmo.
"Suponho que ele não tenha sido muito amigável com você," gesticulou com uma das mãos. Só então, Miroku percebeu as marcas vermelhas na pele pálida do soldado, e as quase - invisíveis cicatrizes ao longo do seu pulso. Ok, talvez ele realmente lute. "Não que ele seja com alguém, de qualquer forma."
"Aww, pensei que fosse especial," brincou, tentando retirar a espada fincada na terra. "Ugh..." murmurou quando a espada permaneceu firme na terra.
"Ah, deixe que eu tiro," Você apressou-se em dizer, puxando a espada com a mão esquerda, arrancando a lâmina suja da terra úmida.
"Obrigado," Miroku sorriu agradecido, colocando a espada em seu ombro, imitado o gesto de seu amigo.
"Pronto para lutar?" testou Você, desembainhando a espada de aço. Wooow, isso deve pesar.
"Como sempre," mentiu.
00oo00oo00oo00oo00
"A barreira da Shikon fica mais forte a cada dia, Lorde Sesshoumaru," comentou Jacken, direcionando olhares invejosos para a pequena garota que penteava os cabelos de seu mestre.
"Entendo," declarou Sesshoumaru com os olhos fechados, aproveitando o momento em que as mãos de suas serva deslizaram por seus fios prateados, procurando por nós.
"Quando Inu no Taisho, pai de Vossa Soberania Sesshoumaru, presenteou Inuyasha com a Shikon no Tama, ela era tão fraca que poderíamos tê-la corrompido sem dificuldades," o sapo disse, com o simples objetivo de conversar com seu Lorde. "Ela ainda era frágil até que aquele hanyou se casasse com Lady Kikyou, a sacerdotisa do Reino vizinho. Foi ela, meu Lorde, com seus poderes de miko, que fortaleceu a Jóia. Devo admitir que Inuyasha agiu sabiamente ao comprometer-se com a Lady... unificou as Terras do Leste, para o prazer do pai de Kikyou, e purificou a Shikon, protegendo seu Palácio," ao terminar sua explicação, estava ao lado de seu superior, observando a jovem Rin com desconfiança.
"Não subestime minha inteligência, Jacken," replicou o Lorde, mexendo-se sobre a cadeira aveludada, analisando-se no espelho à sua frente. "Aonde quer chegar?"
"Correm rumores pelo Reino que, Lady Kikyou, foi assassinada misteriosamente há alguns dias atrás. Se os boatos forem verdadeiros, eu penso: quem irá purificar a Jóia?"
Aquilo chamou a atenção de Sesshoumaru.
"Não existem outras sacerdotisas no Reino?" perguntou, parando de admirar-se no espelho para encarar seu servo.
"Pelo que eu saiba não," suspirou subitamente. "Mas não podemos ter certeza de nada já que não podemos por espiões no castelo."
"Por que não, Senhor Jacken?" interrogou Rin, criada de Sesshoumaru.
O youkai engoliu sua resposta mal-educada ao interpretar o olhar severo de seu Mestre como uma advertência.
"Porque, Senhorita Rin, a Shikon no Tama, guardada no Palácio do hanyou Inuyasha, cria uma espécie de barreira ao redor das Terras do Leste, impedindo que seres com aura corrompida adentrem o castelo," articulou o servo. "Sendo assim, não podemos enviar espiões para lá já que todos no Reino são youkais e, conseqüentemente, têm aura corrompida," alguns minutos de silêncio se seguiram antes que ele completasse. "Com exceção da senhorita."
"Hmm, estou entendendo... os youkais seriam repelidos pela Shikon, certo?" indagou curiosa, mas sem parar de ajeitar o cabelo de seu Lorde.
"Certo."
Rin expandiu seu sorriso ao ouvir as próximas palavras de Sesshoumaru.
"Sem uma sacerdotisa, a Jóia enfraquecerá... e assim, poderemos atacar as Terras do Leste, finalmente," retornou sua atenção para as pequenas mãos de sua empregada, acariciando seu cabelo ternamente. "Roubaremos a Shikon e teremos o domínio completo do Japão," concluiu.
No Oeste, o poente pintava o céu com tons alaranjados, para a alegria de Rin. Tratou de terminar com o cabelo de seu mestre logo, para que pudesse observar o crepúsculo das gigantescas janelas do Palácio, seu passatempo predileto.
00oo00oo00oo00oo00
"SANGOOOOOOOO!!!" as paredes repercutiam a voz do Lorde, ao passo que os criados começavam a retirar-se da aristocrática sala de jantar, abandonando Inuyasha com seus berros incensáveis.
"Estou indo, estou indo," repetia a serva, carregando um balde de água morna em cada mão.
"Que merda você colocou na minha sopa, sua lunática?!" rosnou Inuyasha, tão alto que Sango estremeceu visivelmente.
"Oh, perdão, Inuyasha," redimiu-se ela, gargalhando internamente. "Você sabe, não sou uma cozinheira muito boa... deve ter caído algo na sopa enquanto eu –"
"'Enquanto eu' porra nenhuma!" ergueu-se, empurrando a cadeira para o lado brutalmente.
Talvez agora seja hora de começar a me preocupar...
"Eu sou Lorde Inuyasha, não Inuyasha," começou, realçando as diferenças. "O que diabos está fazendo em pé aí? Sente aqui e coma o que você cozinhou," mandou, orgulhoso das reações que causava na criada.
Eu sempre soube que ele não podia se transformar em youkai nesse momento... claro que eu sabia, enganou à si própria em pensamento, ao passo que largava os baldes no chão e dirigia-se até a cadeira jogada no chão. Levantou-a, sentando-se sobre ela em seguida.
Levou a primeira colherada à boca, provando o 'veneno' que tinha criado. Fez uma careta ao identificar os sabores, fechando os olhos como uma fútil tentativa de esquecer os ingredientes. Blaaaaargh, mas horrível do que eu pensei.
00oo00oo00oo00oo00
"Então, você era monge?" perguntou Você, enquanto manejava a espada de um lado para o outro, fazendo com que ela se chocasse com a de Miroku, em uma luta tranqüila.
"Era," respondeu, nunca desviando os olhos da sua pequena 'batalha' contra Você. O peso de sua arma era um obstáculo que estava sendo facilmente derrubado. "Mas aquele voto de castidade começou a me incomodar de uma maneira que você jamais imaginaria," complementou.
"Entendo," Você mudou o movimento, girando sobre os calcanhares para surpreender Miroku pelas costas. Ele parou e, copiando o gesto de seu adversário, virou-se com a espada torcida para que colidisse com a de seu rival. "Você aprende rápido, Miroku," elogiou, recomeçando a seqüência de antes. "Esquerda, direita, esquerda, direita..." comandava as direções nas quais o novato deveria atacar.
"E você, Você?" perguntou, seguindo as instruções de seu companheiro. "O que fazia antes de vir para esse lugar?"
"Na verdade, eu sempre vivi aqui," falou, sua voz embargada.
"Sempre?" curioso, repetiu.
"Sim," as lâminas bateram-se com mais intensidade dessa vez, e Miroku percebeu que talvez estivesse abrindo uma ferida, ou algo do tipo. "Não foi uma das melhores coisas do mundo, mas, eu sobrevivi," forçou um sorriso.
"Imaginei que não fosse," acrescentou com humor.
Um silêncio sobrepôs-se a ansiedade de Miroku, mas ele guiou a situação com facilidade.
"Pronto para dar uma mexida na água?" Você sorriu através do elmo prateado.
"Como?"
"Vamos agilizar essa luta," recuou alguns passos e retirou uma segunda espada da sua cintura, a lâmina nova tinindo ao sair da bainha. Torceu ambas com um movimento do pulso, deslizando pela terra enlameada.
Sem saída, Miroku simplesmente levantou o escudo, esperando o impacto. Percebendo que ele não chegara, olhou ao redor para procurar Você. Sentiu algo frígido escorregar por suas costas, e um arrepio correu pela extensão de sua espinha.
"Devia prestar mais atenção, Houshi," disse com falsa zombação. As informações atingiram Miroku mais do que rapidamente, e ele demorou um pouco para interpretá-las. O objeto gelado correndo por suas costas logo desapareceu, e ele percebeu que era apenas a lâmina da espada do seu adversário.
Apenas?! Essa coisa de lutar não é comigo.
"É, podia ter dito antes," replicou, tocando, com a ponta dos dedos, as costas.
"Não se preocupe, não cortei você," adiantou uma resposta, envergonhado.
Você arrumou o elmo em sua cabeça, de modo que escondesse seu rosto. Aquilo despertou a não – adormecida curiosidade de Miroku.
Mas, antes que pudesse perguntar qualquer coisa à Você, viu as mãos de Bankotsu caírem sobre os ombros do garoto.
"O Lorde quer vê-lo," falou o Capitão. "Vá logo," exigiu, enquanto fungava, dirigindo seu olhar à Miroku. "Fez algo útil no dia, vejo."
Diferente de você, vejo.
Seus olhos procuraram a figura delgada de seu amigo, sem sucesso. Tudo que pode captar foi um pontinho tirar um elmo prateado de sua cabeça, revelando cabelos negros. Então você é moreno, meu amigo...
O soldado andou em passos largos até seu Lorde, que o esperava sentado em sua ampla mesa de jantar.
"Pequeno, ficas tão melhor sem esse elmo na cabeça," ele informou, agitando-se com a presença do jovem.
"Direto ao assunto," não preocupou-se em retribuir o olhar do Rei.
"Isso foi muito grosseiro da sua parte," sorriu o Lorde, fingido insulto. "Não nos falamos desde que você foi as Terras do Leste, matar Lady Kikyou," Você deslizou as mãos pelos seus fios escuros, bloqueando a lembrança.
"O que quer dessa vez?"
"Tenho um serviço para você, pequeno," o Lorde aproximou-se do soldado, resvalando alguns dedos pela pele pálida. "Mais pessoas o acompanharão," Você fechou os olhos, nauseado. Odiava quando ele o tocava. Odiava quando ele se aproximava. Odiava.
"Como quiser, Naraku."
00oo00oo00oo00oo00
.
.
.
--
--
--
--
N/A: Reviews:
Ryeko-Dono: MUITO obrigada!! Fico tããão feliz que tenha gostado tanto! /o/ Sobre esse livro, devo confessar que nunca ouvi falar XD Não me baseei em nada pra escrever essa história, é tudo uma criação da minha mente insana xD (opa, eu disse insana?! o.o).
Você acreditaria se eu falasse que esse parágrafo que você mencionou, foi um dos que eu mais odiei? XDD Por favor, não se mate!! Depois eu vou ser acusada de assassinato T.T xD
Sobre o meu vocabulário... bem, eu leio autores básicos: Meg Cabot e J.K Rowling XD A claro, e muitas fics!
Que bom que gostou do meu Miroku! Normalmente, ele sempre faz papel de imbecil nas fics, e, na realidade, ele é tão inteligente Ç.Ç
Vou AMAR receber seus comentários! Vou fazer o possível e o impossível para agradá-la nos próximos capítulos o/
Caso você comente de novo, deixe seu MSN!
Até o prox cap! o/
Otaku-IY: Se depender de mim, essa fic vai ser um sucessooooo XDD Mas, só com o seu comentário poderei chegar lá (oops, a época de eleições já acabou! O.o)
See ya!
Dessa-chan: Que bom que gostou! A Kagome aparece no próximo capitulo, logo no inicio /o/
Estou postando o mais rápido que a minha capacidade mental permite XDD Non se preocupe, os cap's não vão demorar pra sair!
Continue deixando review's! (acho que estou me viciando nisso o.o)
Gente, se forem deixar reviews, aproveitem e deixem o MSN de vocês! Adoro conversar com meus 'fãs' XDDD
Até o próximo cap!! o/
Brandy
