A Chave para o seu Coração

Capítulo 3. "A Aposta"

Marin foi rumo a primeira aula, informática. Os computadores eram divididos por duplas. Ninguém quis sentar ao lado de Marin, ela pensou que talvez fosse porque era uma aluna nova e os colegas eram tímidos. Mas não ficou sozinha muito tempo, uns dez minutos após o começo da aula, Aioria chegou.

- Está atrasado. – disse o professor Saga.

- Desculpe, professor.

- Sente-se ao lado da aluna nova. Foi o único lugar que sobrou.

- Mas ele iria sentar comigo, professor! – reclamou Miro, que tinha dificuldades nesta matéria e queria a ajuda do amigo.

- Você já esta sentado com o Mu.

- Mas nós podemos trocar de lugar não é mesmo, Mu? – falou Aioria.

- Não! Os lugares devem ser os mesmos durante o ano inteiro. – respondeu o professor, dando o assunto por encerrado.

- Meu nome é Aioria! – apresentou-se ele, vendo que o professor não mudaria de idéia.

- Eu me chamo Marin.

- Você é a garota do chaveiro, não? – perguntou ele ligando o computador.

- É. A sua chave também não funcionou?

- Acho que aquele velho trocou as chaves.

- Espera... – disse Marin, mexendo em sua bolsa e tirando dela uma chave. – Toma, acho que essa é a sua chave. – ele também tira uma chave do bolso.

- Essa é a sua.- os olhos de Aioria se mantém fixos em Marin, que guarda a chave na bolsa.

- O que foi?

- Nada.

-Sabe, não entendo muito de computadores... – disse Marin encabulada.

- Não se preocupe, eu entendo por nós dois! Por que você acha que o Miro insistiu pra que eu sentasse junto com ele, aquele folgado? Por minha beleza é que não foi! – Marin abaixou a cabeça e riu. – Será q ele...?

Durante toda aquela aula, Saga percebeu que tomara a decisão certa. Marin, que nunca havia mexido em um computador, estava indo bem, Aioria entendia bastante e a ajudava muito.

As outras aulas passaram depressa, o dia passou e os alunos foram liberados um período mais cedo. Saori aproveitou e levou Marin até o restaurante do avô. Agora ela já tinha um trabalho.

Os meses passaram rápido e de Março para Abril e de Abril pra Maio foi questão de minutos!

Todas as amigas de Marin a invejavam por sentar ao lado de Aioria, os dois conversavam muito pouco. Em poucos meses, Marin já havia se tornado a melhor aluna em informática e também em todas as outras matérias. Passava o tempo todo estudando e trabalhando e os fins de semana já não existiam mais. Apesar de todo mundo achá-la uma "CDF" e esquisita, vários garotos pediam para sair com ela, mas Marin negava todos. Logo, receber um "sim" da garota virara um desafio para os garotos da escola.

Seika e Aioria namoraram exatamente um mês. Ele terminou. Miro foi um dos garotos que tentara a sorte com Marin.

- É impossível! Ela deve ser lésbica! – reclamava Miro jogando vídeo-game com Aioria.

- Não seja tão dramático, Miro! Ela tem um motivo pra não querer sair com nenhum de vocês! Não falo muito com ela, no início me pareceu uma garota legal, mas depois vi que era apenas mais uma "nerd" querendo agradar os professores. Apesar disso, acho que ela quer alguém melhor. – disse Aioria, não gostava de Marin, mas não a deixaria ser injustiçada.

- E você acha que uma "cdf" esquisita que nem ela merece alguém melhor do que eu ou os tantos outros que já tentaram sair com ela? – perguntou Miro, num tom quase imperceptível de desafio.

- Por que não? Você mal a conhece, como pode dizer quem ela merece ou não? – começou Aioria, motivado com a discussão. – E mesmo que a conhecesse, não pode julgar o que os outros merecem ou não, essa decisão não está em nossas mãos!

- Pra mim nem é questão de merecer ou não. É questão dela não gostar de caras, pelo menos não de caras normais. E se ela quer alguém tão bom assim, porque você não tenta? Afinal, você é o príncipe encantado de 99 das garotas da escola!

- Você tem razão, vou mostrar como ela apenas procura um cara especial, como eu. Lindo, inteligente, simpático, educado, carismático....

- Tá, tá. – interrompeu Miro, "tem gente que se acha!", pensou ele. – Quanto você aposta que ela não vai querer você?

- O quê? – indagou Aioria surpreso com a proposta do amigo. – Você está querendo que eu dê encima da Marin por causa de uma aposta?

- É! Porque? Você não se garante? – essas palavras fizeram o sangue de Aioria subir a cabeça, não gostava que duvidassem de sua capacidade de conseguir o que quer. Uma lembrança, a vida na casa dos tios...

Aioria estava tendo mais uma briga com os tios, a cada dia que ele passava, enclausurado naquela casa escura e fria, onde nem o sentimento mais caloroso e o sonho mais feliz entravam, mais o desejo de vingança crescia dentro dele.

- Vocês não tem o direito de me tratar assim! – gritava Aioria.

- Cale a boca! Agora desça para o seu quarto, antes que eu me irrite de verdade, moleque! – esbravejava o tio.

- Eu vou embora daqui! Vocês vão ver! – a tia o pegou pelo braço e o levava para o porão, o quarto do garoto. – Eu vou fugir, vocês nunca mais me verão, nem a mim, nem ao meu dinheiro! Vocês vão pagar por tudo isso que estão fazendo comigo!

- Não me faça rir, Aioria. Como você, um garotinho de sete anos que mal sabe amarrar os sapatos irá conseguir fugir e ainda por cima nos dar o troco? – "Vingança", a única palavra pela qual Aioria, com sete anos de idade, agüentara aquele tormento.

Os tios pagaram. Ele o irmão se mudaram para o Japão, os tios pararam de receber a pensão dos garotos, e agora estavam sendo processados, logo perderiam o pouco que lhes restara. E se conseguira fazer tudo aquilo com os tios, ficar com a garota mais difícil da escola era moleza. Não tinha nada a perder, dinheiro talvez, nada de importante. E tinha muito a ganhar...

- Tá certo! – falou Aioria, apertando a mão de Miro.

- Cinqüentinha?

- Combinado, se eu ficar com ela, a grana é minha...

- Olha que você só terá dois meses pra ganhar essa aposta! – avisou Miro. – Se não, eu ganho! – ele faz uma cara pensativa. – E os outros garotos da escola também podem participar!

- Fechado!

Era noite, Marin chegava em casa depois de mais um exaustivo dia. O jantar, como em toda a quarta-feira, estava maravilhoso, esse era o dia de Shunrei cozinhar. Após a refeição, June ficou com a louça pra lavar, Shunrei e Shina foram jogar um novo jogo, que Shina ganhara em uma gincana. Marin não quis jogar, estudou um pouco e resolveu escrever em seu diário, abriu na página de quando chegara, resolveu ler:

"Lembra daquele garoto bonito no chaveiro? Descobri que ele estuda na minha escola, na minha turma. Não admiti na frente das minhas amigas, mas assim como elas, acho ele lindo! O nome dele é Aioria, senta ao meu lado na aula de informática. Não que esteja gostando dele ou algo assim, mas passei o dia todo pensando nele."

- Parou, quanta baboseira! A Marin de agora não concordava com a de dois meses atrás! Desistiu do diário, talvez mais tarde. Agora olhava os carros que passavam pela avenida e as pessoas que seguiam apressadas para seu descanso. Marin lembra de Aioria, "não, eu não tenho tempo pra ficar pensando em garotos com um rostinho bonitinho!".

Aioria estava deitado na cama. Agora percebia no que tinha se metido. Sabia que teria muita encrenca para o seu lado por conta dessa aposta, mas já não podia voltar atrás. Apenas tentaria fingir para si mesmo que Marin não era uma aposta.

Mais um capítulo! Pekeno, mas ainda axim um capítulo!

A história tá monótona, mas ela melhora dpois, é que eu queria dexar a parte boa pro próximo capítulo!!! Por favor, digam se gostaram ou não (o q não importa muito pq vcs gostando ou não eu vou continuar escrevendo, pq exa fic é especial pruma amiga minha)!

Bjinhus,

.::.Sarah-chan.::.