Dirty Secrets

Autor: Yuuki no Hana

Capítulo III: Japão


Ino estava tão nervosa que não conseguira dormir aquela noite. Ela apenas cochilava por alguns minutos e acordava, zelava o sono de Seiji e tentava dormir novamente. Acordava, com Itachi a visitando em sonhos. Definitivamente aquela não fora a melhor noite de sono para Yamanaka Ino.

Ao raiar do sol ela já estava sentada ao lado da cama de Seiji. Ainda estava com a roupa do dia anterior, com o blazer dele a envolvendo. Ela sentia seu cheiro almiscarado - que havia a perseguido nos sonhos - a envolvendo. Seu cabelo estava despenteado e emaranhado, a maquilagem borrada e olheiras profundas nos olhos. Com certeza ela não deveria estar em seu melhor visual.

A enfermeira veio cedo, procedimento de praxe, para ver como o paciente estava. O menino logo despertou quando ela começou a examiná-lo.

- Docinho... – os olhos de Ino se iluminaram ao ver o filho despertando. – Está se sentindo melhor querido? – a mãe perguntou preocupada.

- Mamy... – ele começou rouco devido à falta de uso da voz. – Desculpa... não queria deixar vocês preocupados...

- Querido! Não há o que desculpar... O que importa é que você está bem! - a mãe segurou nas mãozinhas pequeninas do menino enfermo.

O resto da manhã se passou mais tranqüilo e relaxante para a loira. Seiji ainda estava no soro, pois não conseguia ainda ingerir alimentos muito sólidos. Ino já podia se sentir mais calma, então ligou para Sakura explicando o que acontecera na noite anterior com seu afilhado e pedindo a mesma que lhe trouxesse uma muda limpa de roupas.

No meio da manhã a madrinha de seu filho apareceu com uma sacola de roupas para ela e um pacote de balas para Seiji.

- Seiji-docinho! – a rosada o chamava assim, imitando a mãe do mesmo e também para provocá-lo, já que elas sabiam que ele não gostava mais do apelido carinhoso. – A dinda ficou tão preocupada, sua mãe desnaturada só me avisou agora. Trouxe suas balas favoritas para você comer quando melhorar. – Sakura ficou cuidando de Seiji enquanto a Yamanaka tomava seu banho e trocava de roupas.

Sakura fora sua vizinha na infância, elas se reencontraram por acaso no centro de Londres uma vez quando a loira voltou do Japão. Elas combinaram de sair e por a conversa em dia. Conversa de anos, Ino situou na época. Elas logo voltaram a ser melhores amigas como costumavam a ser na infância.

Ino lhe dissera que estava com um filho pequeno pra criar, a mãe falecera recentimente e o pai estava depressivo e resolvera voltar para o interior da Inglaterra. Claro que ele só fizera isso, porque Ino jurara que ficaria bem, que estaria financeiramente estável.

Porém ela não estava. O aluguel estava apertado, emprego difícil de conseguir, principalmente para uma mãe solteira. Então Sakura apareceu na sua vida e falou que sua antiga companheira de apartamento conhecera um homem rico e a deixara na mão.

Aluguel barato, apartamento razoável para duas mulheres. Perfeito. Ino então pediu ajuda em mais uma coisa, no emprego. Sakura então apresentou a ela o bar que ela trabalhava.

Ino, a principio, repudiou a idéia, parecia que elas seriam stripers ou garotas de programa. Então, vendo que não seria assim, que seriam apenas danças esporádicas, sem nenhum contato do público, ou nudez, ela aceitou. Afinal, era um trabalho relativamente fácil, poucas horas de expediente e que rendia um bom salário e ótimas gorjetas.

Ino saiu do banheiro, já sem a roupa colante de couro da noite passada. Usava jeans e regata. O rosto sem a maquilagem pesada e os cabelos loiros presos num rabo alto mostravam a verdadeira mulher que era.

Ela e a amiga ficaram conversando e brincando com Seiji por um tempo até que a enfermeira voltou já na hora do almoço para examinar o menino. Sakura aproveitou a deixa e disse que precisava ir, conversar com Tsunade, sua professora e mentora na faculdade de medicina que ela havia trancado, pois não poderia continuar a pagando.

Esse fora o motivo de Sakura trabalhar dançando num balcão. Depois das mortes prematura de seus pais ela não tinha mais como pagar a faculdade, pois tinham hipotecado tudo para pagar a dívida do pai e o tratamento da doença dele, e no final os dois morreram num acidente de carro.

Sakura trancou a faculdade e se mudou para Londres, agora juntando dinheiro suficiente para voltar a estudar e terminar logo o curso de medicina. Queria começar a salvar vidas o mais rápido possível.

Seiji melhorava rápido. Logo pelo almoço a enfermeira trouxe uma sopa e Ino foi dar ao filho a comida, seguindo as instruções da enfermeira, de que deveria dar em pequenas quantidades e aos poucos. Os dois se divertiam com pouco e isso não fez Ino perceber a presença do novo visitante.


O moreno não conseguira pregar o olho aquela noite, sua mente fervilhava. Resolveu, já que não conseguia dormir, passar a noite trabalhando. Virara a noite analisando papéis e mais papéis e quando chegou ao escritório percebera que não teria muito trabalho para aquela manhã, pois já o tinha adiantado na madrugada.

Tentou arranjar algo para fazer, adiantou mais relatórios, adiantou reuniões. Porém, nada o demovia de sues pensamentos. Não querendo esperar mais, achou que já era hora de fazer uma visita a sua ex-mulher no hospital.

Não sabia o que poderia dar a uma criança de cinco anos. Definitivamente ele nunca havia passado por algo assim antes. Decidiu passar numa loja de brinquedos. Comprou alguns que, com a ajuda da vendedora, achou que poderiam alegrar uma criança.

Foi direto para o hospital e com o consentimento e ajuda da enfermeira, seguiu em direção ao quarto do menino. Entrou calmamente ali e por uns segundo ficou analisando a cena comovente de uma mãe zelosa cuidando de seu filho doente.

- Mamy, tem um moço ali na porta. – o pequeno percebeu a presença dele antes que ela.

A loira se virou de súbito e teve que se controlar para não soltar uma exclamação de espanto. Havia se esquecido completamente que ele disse que voltaria.

- Itachi! O que faz aqui? – ela não conseguiu segurar as palavras aflitas. Eles estavam tão próximos, to parecidos. Pai e filho. Ela achava que ia enfartar devido a aceleração de seu coração aflito.

- Ola Seiji. – o moreno se aproximou confiante com um presente em mãos. – Soube que ficou doente. Espero que goste, isso é um presente pela sua melhora.

- Obrigada moço. – o menino abriu o pacote e agradeceu radiante o presente. – Você é um amigo da minha mãe? Você é meu pai? – o menino perguntou inocentemente, como se aquilo fosse algo comum.

- Seiji! – Ino protestou quase histérica. Por isso estava nervosa com o encontro dos dois. Desde que Seiji começara a perguntar sobre o pai, e ela não sabia o que dizer, que ele perguntava a toda figura masculina que se aproximava dela se ele era seu pai.

- Não sei Seiji. – o moreno encarou penetrante a loira que tremia a sua frente. – Sua mãe é que deve saber. – ele proferiu mortal. – Eu sou?

- Docinho... – a loira apertou o lençol da cama e respirou fundo, como se tivesse tomando forças. – Esse é Uchiha Itachi. Seu pai. – a loira disse finalmente, como se estivesse tirando um peso das costas.

Ela estava controlando o embargo na garganta e o estômago que revirava. Principalmente depois do olhar enigmático que ele lhe lançou. Pronto. Ele sabia, ela sabia do filho deles. Do filho que ele nunca pensou eu existia por cinco anos.

- Ola Senhor Itachi! Eu sou Seiji Yamanaka! – o menino sorriu pro moreno inocentemente e a loira podia ver o brilho de felicidade em sue olhar. - A gente vai poder jogar bola aos domingos né? Todos os pais dos meus amiguinhos fazem isso aos domingos! Só eu que ficava em casa porque não tinha pai pra jogar comigo! Vamos diz que sim Senhor Itachi!

- É claro que jogaremos Seiji. – ele lançou um olhar ferino para a loira. – Jogaremos o que você quiser todos os domingos, filho. Agora eu tenho que conversar com a sua mãe ok? – ele encostou os dedos na testa do garotinho que a esfregou depois de sentir o toque ali.

O moreno fez um sinal com a cabeça para que a loira o seguisse. Virou as costas e foi para o corredor, onde, em seguida, ela se juntou a ele.

- Só me diga uma coisa. – ele começou assim que ela fechou a porta atrás de si, não dando tempo da mesma dizer nada. – Você sabia que estava grávida quando se separou de mim? – a encurralou contra a parede.

- Não! – ela disse firme encarando-o nos olhos. – Eu só descobri minha gravidez quando já estava aqui na Inglaterra.

- Porque me escondeu a existência de Seiji Ino, sabe que eu tinha o direito de saber. – ele proferiu com os lábios crispados.

- Direito? – ela perguntou indignada, mas logo respirou fundo recuperando a racionalidade. – Talvez. Mas me desculpe ex-marido adultero e bandido, não queria estragar sua vida de mafioso bem sucedido que engravida a secretária para vir bancar de ser pai de um filho da sua ex-mulher! – ela vomitou sarcasticamente as palavras em sua cara.

Ele se aproximou mais ameaçadoramente, mas logo recuou, retomando sua postura altiva e inatingível.

- Tudo bem. – ele sorriu de canto. – Ainda tem raiva da Karin... Entendo... – fitou-a enigmático, para ele, aquilo era dor de cotovelo. – Esteja pronta querida. Viajaremos assim que Seiji melhorar. – ele abotoou o paletó pronto para ir embora.

- O que? Viajaremos pra onde? Nós não iremos para lugar nenhum com você! – a mulher ficou defensiva.

- Bom, você eu não sei... Mas Seiji virá comigo para o Japão. – calmamente ele disse. – Se quiser pode ir conosco, eu acho que deveria, não gostaria que Seiji crescesse sem a mãe por perto...

- Você só pode estar brincando! – ela exasperou. – De jeito nenhum! Seiji ficará comigo aqui na Inglaterra, sou a mãe dele!

- Querida e eu sou o pai e eu não pretendo ficar longe dele. – ele a ameaçou com os olhos. – Ele vai para onde eu for e eu estou dizendo que não abrirei mão dele, mas se quiser brigar... Poderemos ir para a justiça...

- Eu sou a mãe dele! Nenhum juiz tiraria um filho de uma mãe! – ela estava se desesperando. Estava tremendo de medo dele tirá-lo dela. Itachi era rico, poderoso e influente e o que ela era perto dele? Nada!

- Não? Tem certeza? – ele ironizou. – Acha mesmo que um juiz deixaria uma criança na guarda da mãe que dança num balcão todas as noites praticamente seminua como uma vagabunda? Quer pagar pra ver Ino? – ele estreitou as sobrancelhas partindo ameaçadoramente na direção dela.

- Eu apenas danço... – ela rebateu controlando a raiva e a vontade de estapeá-lo ali. – Pelo menos ganho meu dinheiro honestamente... Já o seu... – ela sorriu cínica.

Eles se encaram por um momento que pareceu interminável. Ele não se intimidava com ele, ela o desafiava. Esse fora um dos motivos porque se apaixonara por essa mulher. Ela não dependia dele.

Sorriu de canto, se afastou calmamente como se eles não tivessem tido aquela conversa e saiu dali não sem antes deixar de dizer:

- Não tente por meu filho contra mim. Não deixarei que me afaste dele de novo.


No dia seguinte Seiji teve alta e Ino pode levar o filho para casa. Ele estava bem melhor e como o prometido, Itachi não deixou de visitá-lo. Todos os dias daquela semana ele foi visitá-lo.

Ficava horas em sua casa brincando, conversando com o menino... Sempre levava presentes para ele. Às vezes o levava para brincar no parque. No domingo, Seiji quis joga futebol e arrastou Itachi pela mão e apresentou-o a todos os amigos do prédio o "seu pai".

Eu ficava sempre ao longe, acompanhando, observando. "O que era aquele sentimento que eu estava sentindo?", pensava a loira. Ciúmes. Ela se sentiu péssima ao constatar que estava com ciúmes do carinho e atenção que Seiji estava dirigindo ao pai. Ela estava se sentindo deixada de lado. Era pai pra cá, pai pra lá. Entendia aquele alvoroço todo por parte do menino, mas mesmo assim, não gostava de pensar que poderia perder seu docinho para Itachi.

"- Sexta-feira Ino. – o moreno disse. – Arrume tudo, não deixe nada pendente. Os documentos dele estão todos certos. Sexta-feira vamos voltar. – e foi embora deixando ela aquela noite."

Isso ele lhe disse na quarta-feira. Teve dois dias para arrumar tudo, despedi-se de Sakura e correr, pois a decisão que tomara, provavelmente não era a mais sensata, mas era a única que seu coração de mãe mandava fazer.

De manhãzinha, recolheu todas as coisas de Seiji e dela. Chamou um taxi. Fugiria para o interior e de lá para a Escócia. Não deixaria que Itachi os achasse.

- Hei mamy. Para onde vamos? Vamos encontrar o papai? – Seiji puxou a mão da mãe quando ela ia fechar a porta do prédio.

- Não docinho... Nós vamos... – a loira não pode terminar porque Seiji já corria para a voz grossa atrás de si que a fez gelar.

- Papai! – o menino pulou no colo do pai que o recebeu com um abraço e um cascudo na testa. – Isso dói!

- Hey garotão! Preparado para a viagem? – o pai sorriu para o filho o levando até a limusine que estava estacionada perto deles. – Venha Ino. – o moreno estendeu a mão para a loira lançando a ela um olhar enigmático. – Conversaremos mais tarde. – ele disse apenas antes dela entrar na limusine.


A viagem de volta para o Japão foi extremamente cansativa para Ino. Não só pela longa duração da viagem e a mudança de fuso horário, mas também pelo que aquilo representava.

Voltaria para a sua antiga casa. Viveria com sue ex-marido e sabe-se lá se ele já não se casara novamente ou ainda tinha um caso com a tal Karin! Não tinha parado para pensar nisso. E se eles fossem casados e ele a pusesse separada de Seiji? Não! Isso a loira não permitiria! Viraria um carrapato na vida dos dois, mas não sairia daquela mansão deixando seu filho com aquela vagabunda por perto!

E o filho dela? Pensou nele. Seiji tinha um irmão. Como será que ele reagiria a tudo isso, a loira pensava a todo segundo. Acarinhava o filho que dormia sereno ao seu lado na poltrona do avião. Fingia cochilar apenas para evitar um confronto, que ela sabia que viria mais cedo ou mais tarde, com ele.

No final da tarde daquele mesmo dia eles aterriçaram no aeroporto de Tóquio. Saíram direto para a limusine de Itachi. Seiji no colo do mesmo – ele fizera questão de carregá-lo – e Ino logo atrás com seus seguranças a sua cola.

O caminho até a mansão dos Uchiha foi completamente feito em silêncio, já que Seiji dormia e Ino evitava olhar para seu ex-marido fitando a movimentação da rua através da janela do automóvel.

Chegaram em poucos minutos a mansão, eles evitaram o transito caótico do centro de Tóquio, fazendo um percurso mais longo, mas que naquele momento seria feito mais rápido.

O motorista abriu a porta para eles e Itachi saiu primeiro com Seiji no colo sendo seguido por Ino. Ela já estivera acostumada com aquela vida uma vez, não seria nenhum problema re-acostumar a ela novamente.

- Onde ele ficará? – a mãe perguntou ao pai do menino.

- No quarto dele. – ele respondeu como se fosse óbvio.

- Não sabia que já tinha um quarto preparado para ele, espero que não seja junto do seu outro filho. – a loira alfinetou.

O moreno não respondeu apenas seguiu as escadas que davam para os quartos abrindo uma porta de um quarto que, em sua época, Ino julgava ser um quarto de hóspedes.

- Mandei que preparassem esse quarto para ele. – Itachi disse assim que entraram no quarto todo azul e espaçoso, com um banheiro num canto e decorado especialmente para um criança da sua idade, cheio de brinquedos e coisas que o menino nunca sonhara ter.

- Ele terá um susto quando acordar. – Ino disse quase repreendendo Itachi. – Temos que conversar.

- Concordo. Vamos ao escritório. – ele deixou o menino na cama antes de sair do quarto sendo seguido por ela.

Ela o seguiu de cabeça erguida, não se deixando intimidar por aquele momento que ela sabia que chegaria. Entrou no escritório e o ouviu fechando a porta atrás de si. Ele passou por ela, foi até o bar se servindo de whisky sem gelo.

- Servida? – ele perguntou apontando para o doze anos.

- Por que não? – ela sorriu de canto indo até ele e pegou o copo que ele colocou um pouco de whisky e o irou de uma vez.

- Outro? – ele perguntou com uma sobrancelha levantada. Ela fez que sim com a cabeça ainda fazendo uma careta pelo líquido forte que escorrera por sua garganta e então ele a serviu de mais. – Vamos ao que interessa Ino. – ele começou

- Onde está Karin e seu outro filho? – ela perguntou antes que ele falasse algo. Aquilo estava a atormentando desde o avião.

- E o que tem relevância isso nesse momento? – ele rebateu mordaz.

- Estou curiosa dele não estar aqui, ou você estar casado com ela... – disse tentando ficar indiferente, mas era difícil para ela, só de pensar que ela poderia ter conseguido o que queria, ou que ele tivesse se casado com ela...

- Karin eu não faço idéia de onde está. Se está viva ou morta não me importa. – o moreno disse enfadonho sentando em sua cadeira atrás de sua mesa. – Quanto ao bebê, não era meu. – ele mentiu. Não tinha dificuldades nisso, e nem descaramento quando era de seu interesse. E definitivamente não estava em seus planos contar para Ino que ele mandara a ex-amante abortar. – Vamos ao que interessa. – ele recomeçou. - Sabe muito bem que posso tirá-lo de você, então não tente mais nenhuma gracinha estamos entendidos? – aquilo estava mais para uma afirmação do que uma pergunta, seu tom imperativo demonstrava isso.

- Que seja, estamos aqui não estamos. – ela o encarou sentando a sua frente evitando discutir sobre aquilo. – Precisamos conversar com ele, explicá-lo tudo. Ele só tem cinco anos e sua vida mudou da noite para o dia. Não será apenas o "papai que vai jogar bola comigo aos domingos". Vamos fazer isso juntos, Ok? – Ino disse tentando ficar o mais racional possível, bebericou seu whisky, porém, o balançar de seu pé quando estava sentada denunciava o seu nervoso.

- "Fazer isso juntos" – ele zombou dela com um sorriso pequeno de canto – Me diga, pensou nisso agora só porque não tem escolha? – ele perguntou ácido.

- Você é o pai dele no final! – a loira proferiu – Não posso mudar isso e nem o fato que você nos achou, então vamos tentar fazer tudo certo ok?

- Algum dia passou na sua mente em me falar que havia tido um filho meu? – ele perguntou mordaz fitando seus olhos.

Incontáveis vezes, ela queria dizer, mas não conseguiu dizer a ele. Apenas ficou ali, calada, encarando seus profundos olhos negros. Ele sorriu sarcástico, ela falava dele, mas não era nenhuma pessoa perfeita para julgá-lo.

- Tudo por raiva porque dormi com outra mulher... – ele comentou rindo para si mesmo.

- Ok... Acho que terminamos essa conversa! – ela se levantou da cadeira indo para a porta já vermelha de raiva.

- Sente-se Ino! Ainda não terminamos! – ele ordenou.

- Quer saber? – ela recomeçou raivosa – Sim! Eu estava furiosa com você! Porque o homem que eu amei estava me traindo, mentindo, me enganando e ainda tinha engravidado outra! Então não venha me julgar como se você fosse algum poço de virtudes!

- Sim! Eu te traí. – ele se levantou indo até ela. Finalmente eles teriam a conversa que deveriam ter tido cinco anos atrás – E se eu soubesse que ia terminar do jeito que foi eu não teria o feito. Porque eu nunca teria trocado você por qualquer outra.

- ENTÃO PORQUE ME TRAIU! – ela gritou com ele histérica – PORQUE PROCURAVA POR ELA! – a loira já não continha mais sua aflição.

O moreno não tinha palavras apenas chegou perto dela em passadas rápidas, enlaçou-a pela cintura puxando-a para ele e a beijou. Ela tentou resistir a princípio, mas o fogo lhe subia e o desejo por ele aumentava. Por que sim, ela poderia estar raivosa e magoada, mas amava aquele homem como nunca conseguiu amar nenhum outro na vida.

O beijo era enfurecido. Eles se sugavam, se mordiam, os dentes se chocavam, mas nenhum dos dois parava com ele. O terno de Itachi foi pro chão e a blusa de mangas compridas de Ino também.

Itachi a arrastou para o sofá de couro que tinha ali no escritório e a deitou ali ficando por cima dela. Não se desgrudaram, as mãos um do outro deslizavam agressivas e possessivas por seus corpos redescobrindo o que era deles.

Os botões da camisa branca dele eram aberto com rapidez, o fecho do sutien não mais estava no lugar e o mesmo estava sendo arremeçado para algum canto. As mãos de Itachi desciam pelo corpo da loira, apertando com firmeza seus seios e seus beijos descendo para o mesmo.

- Itachi... – a mulher gemeu languidamente.

O moreno apenas a olhou com os olhos inebriados de paixão e desejo enquanto sugava e mordiscava seu seio. Só aquela mulher conseguia desnorteá-lo assim. Num minuto estavam brigando, no outro, estavam se beijando e atracando feitas duas pessoas que dependiam daquilo para sobreviver.

Itachi desceu seus beijos pela barriga esbelta da ex-mulher chegando ao cós da calça jeans, abriu-a com maestria e a desceu, porém foi barrado pelas botas que não deixavam ele prosseguir.

- Suas roupas sempre me atrapalhando... – disse rouco e ofegante.

Ele ia prosseguir quando ouviram alguém batendo na porta. Ignorou continuando a fazer o que estava fazendo. O bater continuou e ele revirou os olhos raivoso por estar sendo atrapalhado, odiava ser interrompido quando estava em seus escritório, principalmente então, quando estava num momento como aquele.

- O que é? – perguntou grosseiro.

- Senhor, desculpe interromper, sei que não gosta de ser interrompido quando está no escritório. – a governanta começou – Mas é importante, o menino acordou e está aos prantos, não consegui acalmá-lo ele chama pela mãe e pelo senhor. – ela disse aquilo tudo cautelosamente, seu patrão lhe dava medo.

Ino o empurrou saindo de baixo dele e começou a se recompor já recolocando a calça no lugar e saindo correndo atrás de seu sutien. Itachi suspirou resignado. Estava completamente aceso e louco por ela, mas definitivamente o filho viria em primeiro lugar.

Fechou a camisa abotoando os botões e foi até a porta a abrindo e dizendo a governanta para não sair do lado do menino que eles já estavam indo. Ino já colocava a blusa de mangas compridas quando ele se virou novamente para ela.

Ele suspirou desapontado por ter sido privado da visão de seu corpo belíssimo. Mesmo depois da gravidez Ino continuava maravilhosa na opinião de Itachi, ou até melhor, as curvas novas que ele não conhecia estavam o enlouquecendo.

Eles correram escada acima ainda meio descompostos e chegando na porta do quarto de Seiji Itachi a parou antes de entrarem.

- Vai à frente. Eu preciso tomar um banho antes. – sim realmente ele precisava de um banho frio, ele pensou – Acalme-o e explique tudo. – o moreno deu as ordens e saiu dali indo em direção ao seu quarto no fim do corredor.

Ino não fez objeção, entrou no quarto encontrando o menino abraçado a governanta que tentava ao máximo acalmá-lo. Bastou a mãe entrar no quarto que o menino saiu correndo para o meio de suas pernas, como se aquele lugar fosse o lugar mais seguro do mundo.

- Hei Docinho... Porque desse choro todo? – a loira se agachou e carinhosamente perguntou ao filho.

- Eu acordei e não te vi mamãe... – o menino falou ainda soluçando tentando secar as lágrimas com as palmas da mão – Achei que tinha me abandonado.

- Docinho como pode ter pensado isso! – a mãe fez uma careta de ultrajada, mas ainda assim sendo carinhosa com a criança amada – Mamãe nunca faria isso. É que você dormia tão tranquilamente que eu não quis te acordar. – acariciou os cabelos liso do filho.

- Onde estamos mamy? – o menino perguntou tímido.

- Essa é nossa nova casa meu amor – ela abraçou-o – Vamos morar aqui com seu pai agora, e iremos viver juntos e felizes aqui no Japão. – Ino beijou o topo da cabeça do pequenino.

- Sim meu filho. – Itachi proferiu assim que entrou no quarto – Você vai morar aqui agora. Nós três viveremos como uma família. – o moreno sentou ao lado da criança – Você irá para a creche amanhã e fará amigos novos. Você gostará daqui. – ele sorriu levemente para a criança, num dos raros momentos em que já o tinha feito. A loira não pode deixar de perceber e se assustar com o ato.

O pequeno abriu um grande sorriso para o pai o que deixou a mãe levemente enciumada, afinal, aqueles lindos sorrisos eram dedicados só a ela. Sentiu-se mal por um momento por ter sentido aquele sentimento e levantou-se para tentar disfarçá-lo.

- Estou com fome papai. – o menino disse abraçando o pai – Posso comer alguma coisa?

- Vou pedir que Shizune traga seu jantar – o moreno encostou seus dedos na testa do menino – E não precisa perguntar se pode comer filho. Você mora aqui, a casa é sua, sempre que precisar de algo Shizune o ajudará se sua mãe não estiver por perto tudo bem? – o homem levantou-se da cama e se dirigiu a sua governanta e encarregada do menino no momento.

Depois de deixar o menino com Shizune, ele e Ino saíram para o corredor. Ino tentava manter a distância. Ele estava maravilhoso com os cabelos molhados, a camisa desposada com os primeiros botões aberto e o perfume almiscarado invadindo suas narinas.

- Onde será meu quarto, Itachi? – Ino perguntou depois de notar que também precisava de um banho.

- Aqui. – ele parou em frente de uma grande porta no fim de um corredor e a abriu

- Mas aqui era o nosso antigo quarto... – inocente, ela não percebera suas intenções.

- Exatamente. Você vai ficar comigo. – Itachi a puxou pela cintura e a levou consigo para dentro do quarto.

A loira não teve tempo de reagir, pois antes que pudesse falar ou fazer algo já estava tendo seus lábios tomados pelo moreno que fechou a porta atrás deles. E mais uma vez ela cedia a ele, derretia-se em seus braços entregava-se aos seus beijos.

Ele andava com ela para a cama, para a sua cama, para a cama deles. Porém, Ino o empurrou, afastando-se dele.

- O que está fazendo Itachi! – Ino inquiriu arfante, as bochechas rosadas denunciavam sua excitação.

- Preciso dizer? – ele se aproximou com um sorriso de canto, como um predador encurralando sua presa.

- Sobre ficarmos no mesmo quarto! – ela fugiu novamente tentando manter uma distância segura – Não somos mais um casal, só estamos morando no mesmo teto por causa de Seiji, isso não quer dizer que tenhamos que dividir o mesmo quarto. Quanto mais a mesma cama!

- Não sei por que esse drama todo. Nós nos entendemos bem, ou você não sente mais nada por mim? – ele perguntou curioso.

- Você é lindo, atraente, gostoso... – começou a devanear – Mas não é certo que fiquemos na mesma cama, dividindo uma intimidade que não temos mais! – fitou-o segura. – Não vou me sujeitar a ser sua amante Itachi, seria até ridículo! – a loira foi até a porta e a abriu – Sim, eu sinto algo por você, e não é só o tesão e a química que ainda temos, mas isso não muda o passado Itachi e nem esses anos de distância. – encarou-o por uns segundos então suspirando resignada ela saiu do quarto.

O moreno passou as mãos no cabelo tentando se acalmar. A presença dela o inquietava ainda, o deixava arfante, cheio de desejo, só que ela recusava-se a ceder a ele. Resignado e pensativo, sentou-se na cama e tentou relaxar.

Ligou para a governanta e ordenou que e ela levasse as coisas de Ino que estavam em seu quarto para o melhor quarto de hóspedes da casa. Não a obrigaria a nada, mesmo que achasse ridículo todo aquele pudor quanto a dormir com ele, já que ele sabia que ela não resistiria casos ele tentasse algo.


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Bebel ^_^V