Sala de Wilson.

House entrou sem bater, como sempre. Wilson nem o encarou, já sabia quem era. House sentou-se no sofá de Wilson e ficou encarando a porta.

Wilson olhou para House esperando que ele dissesse algo.

- O que foi? – perguntou Wilson a House

- A Cuddy... – falou House

- O que tem ela?

- Eu... Beijei ela. – respondeu House.

Wilson ficou chocado.

- E agora? – perguntou Wilson

- Eu não sei.

- Pelo seu jeito tem algo mais.

House balançou positivamente a cabeça.

- O que é? – perguntou Wilson

- Eu a quero. – falou House fitando a porta

Wilson chocou de novo.

- Tá dizendo que... Espera você sempre quis.

- Mas tem algo mais. – House se levantou e saiu da sala.

Sala de Cuddy.

Ela estava mergulhada em seus pensamentos, quando ele entrou sem bater.

- O que você quer House? – perguntou ela tentando ignorar o que ocorreu anteriormente.

House não respondeu e só se aproximou perigosamente dela, que estava de pé perto de sua mesa.

- House o que você quer? – repetiu ela

Ele olhou nos olhos dela.

- Você. – respondeu ele.

Ele a puxou para si e a beijou de modo apaixonado. Cuddy estava cedendo, em sua cabeça algo dizia que aquilo não podia acontecer, mas outro lado também dizia que era para ela deixar-se levar.

House apreciava cada segundo daquele beijo, como se precisasse disso para sobreviver.

- Não podemos... – murmurou ela ao afastar-se um pouco

- Por que não? Por que evitar isso? Se sabemos que é o que vai acontecer mais cedo ou mais tarde. – falou ele, para variar com razão. – Quanto tempo faz que não te beijo? 20 anos?

Sim, ele sabia exatamente quanto tempo havia se passado.

- Uhum... – ela respondeu quase num gemido e isso serviu de estimulo para que ele tocasse seu pescoço com os lábios. Ele a guiou ate o sofá, onde a atirou e virou-se na direção da porta. Cuddy que já estava quase entregue, estranhou o ato.

- House... O que você...? – perguntou ela

Ele trancou a porta, fechou as persianas, enquanto dizia:

- Shh... Nossa "reunião" ainda não acabou.

Ele foi ate ela e voltou a beijá-la, enquanto a deitava no sofá. Num dos primeiros beijos ardentes, Cuddy se rendeu, não conseguia mais evitar.

Logo ele começou a abrir a blusa dela e ir beijando cada espaço agora exposto, fazendo-a estremecer ao primeiro contato. Ele logo se livra da blusa dela, enquanto ela fez o mesmo com a jaqueta e a camisa dele. House admira o corpo dela por um tempo e volta a beijá-lo. Beija os seios por cima do sutiã, enquanto suas mãos tiravam-no. Quando conseguiu tira-lo deu toda sua atenção aos "gêmeos", fazendo Cuddy dar um suspiro baixo. Sua calça que já estava "apertada" é aberta um pouco para aliviar a pressão. Ele desce as mãos pelo corpo dela ate achar o zíper da saia que logo é aberta, levando a peça a ser rapidamente descartada. Ele se livra de sua calça e da calcinha dela, logo seus lábios e língua dão atenção ao ponto sensível dela. Cuddy teve de se conter para não soltar um gemido alto ao sentir a língua dele masturbando-a. Quando ele voltou a unir seus lábios, ela aproveitou para se livrar da boxer dele. Ele a escuta gemer baixo seu nome e entende o recado. Ele a penetrou suavemente, mas ela sabia que aquele não era o ritmo dele e permitiu que ele aumentasse a freqüência de seus movimentos. Logo alcançaram o ápice e ele caiu exausto sobre ela.

Só depois de um tempo que conseguiram controlar a respiração.

House a beijou novamente.

- Agora... Você é minha. – sussurrou ele.

Ela não falou nada. Sabia que de certa forma ele estava certo, aquilo com certeza mudaria algo.

House deu selinho nela.

- Arrependida? – perguntou ele

Ela podia dizer que sim, mas não era a completa verdade, não deviam ter feito aquilo, mas havia sido bom, ela havia gostado.

- Não. – respondeu ela

Ele sorriu.

- Por que fez isso? – perguntou ela fitando o vazio.

- Porque eu te queria... Quero. – respondeu ele

- E se eu tivesse recusado?

- Você recusou, mas você queria tanto quanto eu... Seu corpo te entregou.

- Mas e se eu não quisesse?

- Você teria me impedido da pior forma possível e eu ia ficar com dores por um bom tempo, mas era um risco que eu estava disposto a correr.

- Como sabia que eu não recusaria?

- Porque você corresponde aos meus beijos, estremece ao menor contato e tivemos um romance há anos atrás.

- Isso muda algo entre nós?

- Se você quiser.

- Se eu quiser...?

- Isso, Less, depende de você... Se você quer que mude algo, vai mudar.

Ele se levantou e se vestiu. Ela se levantou e fez o mesmo.

- Só depende de você. – ele se aproximou dela, colocou uma das mãos em sua nuca e a puxou para um beijo, depois saiu.