Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence à BelieveItOrNot, a mim só pertence à tradução.
All characters belong to Stephenie Meyer and the story belongs toBelieveItOrNot, only the translation belongs to me.
Capítulo 3: Donos da Lua
(Tradutora: Mili YLJJ)
Na sexta-feira à noite, a noite do baile, Edward me levou a um pub em Port Angeles que oferecia música ao vivo. Eu vestia uma calça jeans, um suéter e Vans, ao invés de um vestido formal e saltos – bem melhor do que o homecoming*. The Cliffs** estavam tocando hoje à noite e, como todos estavam abaixo de dezoito, o pub estava deixando os menores entrarem, mas não sem um careca sentado em um banquinho carimbando uma grande e vermelha palavra em sua mão que dizia: MENOR. Acho que eu deveria ter ficado aliviada por não estar escrito, PERDEDOR.
*Homecoming: é o tipo do baile, este geralmente está ligado a um evento esportivo. Normalmente, ocorre no Outono/Inverno, mas algumas escolas também o fazem na primavera,geralmente usado como um momento em que todos os ex-alunos podem voltar e revisitar os seus dias de glória e verem alguns velhos amigos. Há frequentemente cerimônias de premiação (para os alunos atuais) ou um tipo de boas-vindas aos ex-alunos que "fizeram algumas conquistas."
** The Cliffs: Os Penhascos
Paramos no fundo onde era escuro e úmido, esperando no bar por nossas Cocas, enquanto a banda tocava. Eles eram uma confusão barulhenta tocando rock, e eu meio que gostei mesmo sabendo que meus ouvidos certamente ficariam com raiva de mim dentre em breve. O cantor realmente não cantava, ele rosnava suas letras, e os ouvintes mais pulavam do que dançavam. Era ainda mais seguro para eu estar onde eu estava.
Edward, atrás de mim, descansou o braço na minha cintura, seu polegar fazendo cócegas no meu cotovelo. Ele parecia não saber da sua própria ação. Ele se inclinou no meu ouvido. "Como você acha que eles escolheram esse nome, The Cliffs?"
"Um, talvez um sobrenome?" Eu perguntei, porque todos eles se pareciam, poderiam ser parentes com o seus cabelos pretos e peles escuras.
"Não."
"Eles gostam dos penhascos na praia?" Eu me virei para ele e, na sequência imediata, lamentei por ele não ter removido os dedos, porque agora já não tocava mais meu cotovelo.
"Acertou", ele disse. "O nome deles era "Go jump off a cliff!"*. Mas era muito comprido para as pessoas dizerem, por isso involuntariamente foi encurtado para The Cliffs."
*"Go jump off a cliff!" – Vá Pular de um Penhasco!
"Eu realmente deveria adivinhar isso?"
Ele riu e balançou a cabeça.
"Como eu poderia saber se você só não mencionou isso para saber se eu conhecia a banda ou algo assim?"
"Bella, por que eu iria querer me gabar sobre esta banda?"
Ele tinha um ponto. Mas então, no final... da música... Eu acho que você poderia chamá-la assim, o cantor gritou: "Vá pular de um penhasco!" Imaginei que talvez eles realmente quisessem que este nome original fizesse seu retorno.
As nossas Cocas bateram no balcão do bar atrás de nós. Pegamos nossos copos com as tampas, a fim de evitar os respingos, e nos dirigimos para uma mesa, realmente não foi a melhor ideia porque a música só ficava mais alta lá perto. Felizmente para os meus ouvidos, The Cliffs fez uma pausa. O vocalista, ou o Rosnador, se aproximou da nossa mesa, sem camisa, musculoso e suado. Eu não podia deixar de olhar para o seu conjunto. Quero dizer, ele não era Edward, mas ele tinha corpo e eu era uma menina de dezessete anos de idade, com hormônios e olhos.
"Edward, obrigado por vir cara." Ele deu a Edward um aperto de mão que os meninos dão um ao outro a o fazem se sentirem legais ou durões. Bateram seus dedos fechados no final.
"Sem problemas, Jake. Esta é Bella, ela é uh, ela é, bem, ela é minha esposa."
Jake franziu a testa para Edward e estendeu sua mão para um cumprimento tradicional. "Prazer em conhecê-la, Sra. Cullen, certo?"
"Bella Swan, na verdade."
"De jeito nenhum! A filha do Chefe Swan? Eu sei quem é você. Nós nos conhecemos. Sou Jacob Black."
"Cale-se! Eu nunca mais vi você. Eu jamais teria te reconhecido." Levantei-me para abraçar o seu corpo suado. "Nós costumávamos brincar juntos quando crianças", eu disse a Edward. "Nossos pais são velhos amigos."
"Ah, interado com o chefe de polícia?" Edward se inclinou para trás em sua cadeira. "Deve ser bom."
Jacob puxou uma cadeira de uma mesa próxima - não se incomodando em pedir aos ocupantes da mesa ou perguntar se alguém a estava usando - e sentou-se conosco. "Hei, desculpe por esse lugar cara, a acústica aqui é uma merda. Vocês devem vir nos ver tocar na First Beach em algum momento próximo. Lá é onde a nossa música brilha. Como você esta Bella? Você ainda cai por todos os lugares?"
Eu olhei para as minhas mãos tentando lutar contra a minha própria reação de corar. Lembrei-me de que não havia necessidade de constrangimento porque Edward já tinha me visto em toda a minha glória tropeçante. Ambos estavam rindo. "Eu não posso acreditar que isso é a única coisa que você se lembra de mim!"
"Você está brincando? Isso era você." Ele se virou para Edward. "Eu me lembro de uma vez: nós estávamos brincando no teto da viatura do seu pai. Quantos anos nós tínhamos? Dez? Onze?"
"Eu acho que sete", eu disse.
"Não, nós tínhamos no mínimo dez. Ela caiu do teto do carro, cara, ela caiu em cima do braço. Achei que estivesse quebrado, certo? Mas ela continuou dizendo que estava bem. Ela não queria que seu pai soubesse disso." Ele estava rindo agora – e tinha toda a atenção de Edward. "Ela passou o resto do dia com o braço pendurado lá todo mole. Finalmente, ela disse ao seu pai. Finalmente. E ele estava quebrado, não foi Bella?"
"Você quebrou o seu braço?" Edward perguntou, sua risada travada.
"Sim, Jake, obrigada por me lembrar da minha idiotice. Eu realmente aprecio isso."
"Ah, vamos lá, você não seria você, se não fosse por essas coisas." Ele ainda estava rindo - rindo mais forte agora.
"Eu sou mais do que apenas um desastre. "
"Eu sei, eu sei. Olha, eu tenho que voltar agora. Foi incrível ver vocês. Vou ligar para você em algum momento, Bella. Nós vamos nos ver."Jacob saltou para trás e para cima do palco. Ele estava usando calças rasgadas na altura do joelho revelando seus músculos da panturrilha quando flexionados, e eu podia jurar que seus dedos dos pés eram posicionados para trás por toda a graciosidade do seu salto.
"Parece que eu tenho conhecimento da banda, também." Eu disse. "Não está orgulhoso disso?"
"Como é que ele sabe que não estamos aqui em um encontro?" Edward perguntou.
"O que você quer dizer?"
"Ele só disse que iria ligar para você quando você pode muito provavelmente ser o meu encontro. Estou me perguntando se eu deveria ficar ofendido."
"Provavelmente sim porque você disse a ele que eu era sua esposa. Ou, ele não se importa. Isso não importa de qualquer maneira. Você não sabe que quando se diz 'eu te ligo depois" é seguido por um "vamos nos encontrar' que nunca acontece? As pessoas não têm qualquer intenção de cumprir com o prometido. Minha mãe me ensinou isso."
Então, toda a comunicação foi cortada porque The Cliffs começou de novo e se não queríamos gritar um com o outro ou dizer "o que?" umas cinquenta vezes em uma conversa, era melhor apenas sentar e ouvir.
Meus ouvidos estavam zumbindo no momento em que corremos para o carro em uma tentativa fracassada de fugir da chuva. Nós dois tínhamos nossos cabelos encharcados no momento em que batemos as portas fechadas. Poucos quilômetros percorridos pela estrada, minha velha-dama-interior fez sua presença cheia de rugas de preocupação avisando que a minha audição nunca mais seria a mesma. "Diga alguma coisa. Fale comigo, então eu saberei que meus ouvidos ainda funcionam."
Ele olhou para mim e pronunciou alguma coisa.
"Pare com isso", eu disse. "Você precisa manter seus olhos na estrada."
Ele riu e eu liguei o rádio, porque isso era mais fácil neste momento. Rage Against the Machine estava tocando. Eu a ouvi muito bem. Eles pareciam melodiosos.
"Você me beijou na sala de aula no outro dia", Edward disse me acompanhando pelo caminho escuro até a minha porta. Sim, como se ele precisasse me lembrar. Tentei pensar em uma desculpa rápida, que não parecesse muito como uma desculpa. Eu não encontrei nada, então eu só olhei para ele. Talvez isso funcionasse. Ele parecia diferente, com o cabelo todo alisado na cabeça devido à chuva.
"Fiquei surpreso", ele disse. Ok, ele não ia deixar isso pra lá, não importa o quanto eu olhasse para ele. "Eu gostei".
De alguma forma, eu encontrei a minha voz e as palavras, e elas saltaram para fora. "Você ficou surpreso porque gostou?"
"Não", ele disse com uma risada, e um aceno de cabeça. "Você me surpreendeu com o beijo. Eu sabia que iria gostar. Eu nunca imaginei que você faria isso." Isso significa que ele tinha pensado nisso? Em me beijar? Ele pensou em me beijar.
E então eu sabia que ele ia me beijar porque ele disse: "É a minha vez de te beijar." Seus olhos estavam nos meus e se eu achava que eles eram intensos antes, eu não sabia de nada. Eu queria olhar para longe, seu olhar era tão intenso, mas eu não conseguia, então eu olhei de volta para ele. No fim, seus olhos não eram totalmente verdes, eles pareciam ter um quase um amarelo dourado apenas ao redor de suas pupilas. Quanto mais ele se aproximava tudo o que eu conseguia pensar era: Eu espero que eu possa fazer isso, eu espero que ele goste, eu espero que eu seja boa nisso. Meus olhos se fecharam automaticamente e seus lábios encontraram os meus, e mesmo eu sabendo o que estava chegando, o toque de nossos lábios me assustou. Afastei-me, um pouco, mas seus lábios me seguiram, e sua mão que estava nas minhas costas me deteve. Depois eram seus lábios nos meus e os meus lábios nos dele. Eu senti uma vibração um formigamento pelo meu corpo - dos meus lábios até a ponta dos meus dedos. Meus dedos formigavam necessitando tocar em algo, e eu segurei em seus braços. Na parte superior de seu braços, e eu os senti flexionar.
De repente, nossos lábios que se beijavam transformaram-se em bocas que se beijavam, e línguas se misturaram fazendo cócegas. Sim, a sua língua fez cócegas na minha. E estas cócegas não me fizeram rir, me fizeram gemer em uma expiração - eu não pude evitar. Então sua mão saiu do meu pescoço e deslizou para o meu rosto, segurando delicadamente as minhas bochechas e ele me puxou para mais perto, beijando-me mais profundamente. O puxão foi tão forte que dei um passo em direção a ele e eu estava na ponta dos pés agora. Minhas mãos se mudaram para a sua cintura me mantendo firme em minha base. Minhas mãos, lá em sua cintura, me segurando, e eu o senti inalar. Ele me segurou tão perto que nossos peitos se tocavam. Eu podia sentir os nossos corações batendo em diferentes ritmos um contra o outro conforme nós nos beijávamos. De repente, as cócegas e o formigamento esvoaçante se transformaram em algo mais forte. Algo mais exigente e quase incontrolável. Eu me afastei, porque eu ainda podia e logo eu não seria capaz de fazê-lo. Nossas testas descansaram juntas, como se estivéssemos segurando um ao outro deixando a nossa respiração se acalmar. Eu nunca soube que havia tanto... sentimento envolvido em um beijo. Foi muito mais do que apenas lábios. Foi o corpo inteiro. Até os dedos do pé.
"E agora?" ele perguntou, ainda sem fôlego, o que me fez querer beijá-lo novamente.
Eu abri minha boca para responder e deixar sua respiração entrar em mim. "Eu não sei", eu disse, porque como eu poderia saber? Eu não tinha absolutamente nenhuma ideia do que ele estava pensando. "Você me beijou", eu disse a ele, e ele concordou, movendo minha cabeça junto com a sua. Então eu puxei a minha cabeça para trás, porque essa conversa já era estranha o suficiente. "Eu gostei", eu disse.
"Eu também"
"É mesmo?" Eu não achei que ele estivesse mentindo, mas eu realmente só queria ouvir isso novamente.
"Absolutamente. Devemos fazer isso novamente em algum momento."
"Ok," eu disse, ou perguntei. Foi mais como uma pergunta quando saiu. Eu fiquei na ponta dos pés e ajeitei seu cabelo, passando a ponta dos meus dedos, mas eles tornaram a se levantar novamente. A lua estava atrás dele, baixa no céu, lembrando-me de que o mundo ainda estava lá fora. Porque há um minuto não estava. Um momento atrás éramos apenas nós e possuíamos o mundo e a lua.
"Boa noite, Bella", ele disse, então me beijou novamente. Foi um beijo rápido e eu me inclinei para ele conforme ele se afastou. Eu me senti um pouco como uma pequena-menina-malvada e mordi meu lábio com um biquinho. Então eu fui para dentro esquecendo de dizer boa noite de volta, porque eu realmente não estava pensando claramente.
Naquela noite, fui direto para a cama. Tudo o que eu via era Edward em todos os lugares e eu só queria dormir para que eu pudesse sonhar com ele. Não foi de todo tão difícil dormir porque a minha cama era tão confortável. A única exigência que eu tinha feito para o meu pai depois que me mudei era de uma cama confortável. Logo depois ele me perguntou se estava tudo bem com a cor roxa, eu disse-lhe que a cor não importava - o conforto sim. Eu só fiz a exigência de adquirirmos um novo colchão já que era o que eu precisava. "Eu vou precisar de um colchão melhor do que este como presente, além de um confortável edredom roxo para por aqui." Ele me chamou de princesa. "Só não coloque uma ervilha debaixo do colchão". Querido-Velho-Papai gastou um bom pedaço do seu contracheque seguinte com os meus pedidos. Então, sim, minha cama era muito parecida com uma nuvem e ninguém deveria se deitar nela a não ser que estivesse pronto para ir dormir.
Edward me convidou para ir a sua casa no domingo para que pudéssemos trabalhar em conseguir para ele um emprego falso. Bem, ele não me convidou tanto assim na forma como disse, 'você virá para a minha casa no domingo'. Eu poderia ter dado um tempo difícil para ele fingido que tinha outros planos, mas eu não quis. Eu queria ajudar o meu pobre marido desempregado. Tínhamos um orçamento fixo, algum dinheiro em nossas economias e teríamos que diminuir seriamente os nossos gastos até encontrarmos um novo emprego. Como esposa de mentira, eu era realmente muito gastadora com as minhas manicures semanais, minha terapia e o que parecia ser uma obsessão por roupas. Eu não gostava muito do meu auto fingido (não é de se admirar que eu estava em terapia).
Fiquei aliviada quando minha picape começou a funcionar porque tinha se passado um longo período de tempo desde que eu a tinha ligado eu tinha quase certeza de que teria que ligar para Edward vir me pegar. Eu dirigi a velha vermelha e enferrujada Chevy para a periferia da cidade subindo por colinas passando por estradas estreitas com densas árvores de abeto. Uma imensidão de árvores cresciam aqui, uma depois da outra, quase em cima umas das outras – que apontavam para o céu. Edward morava em uma casa grande em uma colina, mais profundo na floresta, onde as casas eram todas muito mais distantes umas das outras. Ele me disse que sua mãe herdou esta casa o que realmente ajudou na sua atual situação financeira. Ele me apresentou ao Dr. lindo e Sra. Cullen. Eles eram jovens, na casa dos trinta, eu tinha certeza que o fato esclarecia por que o Dr. Cullen ainda era residente no hospital. Eles devem ter tido Edward por volta da nossa idade. Dr. Cullen, apesar de loiro e de olhos âmbar, me fazia lembrar de Edward. Ambos tinham aquele mesmo olhar intenso. O tipo de olhar que faz você se sentir corando ou desviando o olhar. Eu realmente não queria que o pai de Edward me fizesse corar então eu olhei para além dele, para Esme. Seu cabelo era de cor semelhante à de Edward e seus olhos eram verdes também. Seu sorriso era quente quando ela apertou minha mão suavemente com as dela e segurou um pouco. Ela me puxou com ela para a sala de estar, oferecendo-me leite e biscoitos. Pensei que leite e biscoitos era o lanche perfeito para procrastinar isso.
"Você gosta de Forks?" ela me perguntou quando ambas pegamos um Chips Ahoy*. Edward estava sentado no braço do sofá. Carlisle tinha ido para o hospital, ele estava de saída quando cheguei. Na nossa frente havia uma enorme janela, sem cortinas e eu podia ver as árvores, tão imensas, os topos desapareciam nas nuvens. Olhando daqui, parecia mais como se as árvores estivessem sendo cuspidas do céu, ao invés de crescerem a partir de suas raízes na terra.
*Marca de Cookies
"É pequena," eu disse, "e fria e molhada." Foi quando eu me toquei de que ela tinha perguntado a minha opinião sobre Forks, e não uma descrição da cidade que tinha vivido por toda sua vida. "Estou começando a gostar mais," eu disse, olhando para Edward. Foi automático. Eu não podia evitar. Ele estava sorrindo assim como eu. "Sua casa é bonita", eu disse, porque essa era a coisa educada de se dizer ao entrar na casa de alguém pela primeira vez. Minha mãe me ensinou muito sobre boas maneiras. Então eu olhei ao redor e afirmei. A casa era grande, aberta e cheia de luz. Se eu me recostasse no sofá, eu podia ver a cozinha. A mobília era modesta. Havia um piano de madeira contra uma parede azul acinzentada. Todas as paredes que eu podia ver eram de algum tom de azul, agradável silencioso e os tetos eram pintados de cinza claro, combinando com o céu de Forks. A parabenizei pela cor de suas paredes o que pareceu uma coisa estranha de se dizer, mas eu gostei delas. Ela me disse que ela e seus dois homens as haviam pintado no ano passado.
"Você toca piano?" Eu perguntei a Esme.
"Edward costumava tocar."
Eu olhei para Edward. "Você costumava tocar?"
"Hum, Nós não podemos mais pagar pelas aulas", ele disse. Esme olhou para suas mãos. Ela estava segurando um cookie. O colocou de volta no prato.
"Ele aprendeu muito em um curto espaço de tempo", ela disse. "Você deve tocar para ela Edward."
Ele foi até o piano e começou a tocar "Chopsticks". E então ele riu. "Em algum outro momento."
Subindo até o quarto de Edward, depois de ele fechar a porta, decidimos que o beijo era mais imperativo do que o trabalho escolar. Estávamos sentados em sua mesa, (eu no seu colo), onde os nossos livros e anotações estavam espalhados. Nossas intenções estavam no lugar certo, mas nossos hormônios tinham outras ideias. Tínhamos simplesmente entrado em seu quarto, viajado direto para a escrivaninha, jogado nossas anotações de Saúde e textos lá em cima, em seguida olhamos um para o outro. Isso foi quando nós soubemos que tínhamos que nos beijar. Se eu estivesse usando batom, todo o seu rosto teria ficado borrado. Eu tinha certeza de que o meu próprio rosto estava ficando vermelho com sua barba me arranhando. Ela parecia bonitos e tão masculina no início, mas quando ficava se esfregando contra os mesmos lugares começou a doer um pouco.
"Edward?"
"Sim, Bella."
"Você quer continuar a me beijar?"
"Sem dúvida".
"Então, por favor, faça a barba."
Eu não sei se os homens são realmente ansiosos para fazer a barba, mas Edward, eu classificaria como ansioso. Ele praticamente me jogou para fora do seu colo e correu para o banheiro. "Aqueça, aqueça", o ouvi dizer para água.
Eu tomei essa chance para olhar ao redor de seu quarto. Era um quarto de canto com janelas em duas das paredes. Ao contrário do resto da casa, suas paredes haviam permanecido brancas, mas assim como o resto da casa as janelas eram quase do chão ao teto, enormes e sem cortinas. De onde eu estava depois de voltar para sua escrivaninha, sua cama estava na minha frente, e para a direita dela, três janelas, lado a lado, cobriam a parede. Eu tinha que caminhar ao redor da cama para ver a base dessas janelas, elas eram tão grandes. Eu imaginava que quando deitado em sua cama, de frente para as janelas, ele podia ter a sensação de realmente estar dormindo na floresta.
Ao lado do seu armário, sua escrivaninha descansava contra uma janela do quarto assim, se ele precisasse de uma pausa em seus estudos, ele só tinha que olhar para cima e para fora para esta deslumbrante vista. Daqui de cima, parecia diferente. Uma árvore de abeto, elevando-se sobre a casa, que crescia diretamente fora da sua escrivaninha através da janela. Eu coloquei minha cabeça contra o vidro e olhei através dos ramos, tão densos, eu não podia ver o chão. A parede ao lado era sem janela. Ele tinha colocado uma prateleira, livro após livro ocupavam todo o caminho até o banheiro. Como a parede continuava do outro lado da porta do banheiro, então ele colocou outra prateleira, alinhada com CDs por todo o caminho até a porta. Eu fui atraída para os livros, a maioria de capas duras. Peguei o livro de Dickens e o abri. Era velho, as páginas eram quase como de papel seda fino e com as bordas douradas. Era uma primeira edição. Estes livros não foram feitos para serem lidos, eram itens de colecionador. Eu rapidamente tentei colocá-lo de volta na prateleira, antes que ele me pegasse o acariciando.
"Venha aqui", ele disse, saindo do banheiro.
"Você coleciona primeiras edições?"
"Você notou". Ele me puxou para mais perto pegando a minha mão. "Sim, meu pai comprou para mim quando eu tinha cinco anos. Foi um achado. Vale milhares agora. Desde então eu os coleciono."
"Você já leu todos eles?"
"É claro", ele disse. "Alguns mais do que outros."
Então ele me beijou antes que eu pudesse fazer outra pergunta, ou até mesmo agradecer-lhe por ter feito a barba. Edward te beijando - a melhor maneira de se calar uma pessoa, a melhor. Ele cheirava a limpeza, o cheiro do seu creme de barbear. Eu toquei e acariciei seu rosto suavemente e o senti sorrir.
Nós chegamos a deixar um pouco do dever de casa pronto antes de eu ir. Tivemos que nos forçar. Nós não podíamos nos tocar ou estarmos perto o suficiente para nos tocar acidentalmente, nem poderíamos nos encarar ou só olhar um para o outro, assim isso funcionou. Edward abriu a porta para tornar isso um pouco mais fácil para nós dois. Eu me perguntava como seria na aula de Saúde onde nos sentávamos tão perto.
N/T: A nota da autora traz uma pequena informação que diz sobre a presença deliciosa do Jake (gente ela tem olhos e nós imaginação, muito gostoso o referido como ela o descreveu) ela relata que talvez seja a sua única aparição! Algumas vezes acontece o fato de eu não ler a fic em inglês antes de traduzir, como o tempo esta curto pra mim e envolvida em outras traduções então estamos na mesma página eu leio traduzindo esta aqui!
Uma review para as tradutoras é tão bom quanto um Edward te beijando - a melhor maneira de se calar uma pessoa, a melhor! Calem as tradutoras aqui gente!
Bjos
Mili YLJJ
Complementando a nota da Mili, já que eu li a fic toda: para quem que como eu acha que o lugar de Jake é bem longe de Bella, não se preocupe - ele é apenas figurante aqui!
Quem aí se importa se Edward faz ou não a barba? O.o
Beijos e até terça!
Nai
