Disclaimer: Saint Seiya, muito infelizmente, não é de minha autoria
Disclaimer: Saint Seiya, muito infelizmente, não é de minha autoria. Quem me dera se fosse... Mas Saint Seiya tem dono sim! Como: Kurumada, Toei e Bandai. E essa fanfic não tem fins lucrativos.
Obs: O nome Camus Lefevre é de minha autoria (não é fácil encontrar sobrenomes franceses ¬¬). Se alguém já usou, ou quer usar (isso é, se alguém ler essa joça), contate-me, please.
CONTEÚDO YAOI
Pronto, está avisado. E que não me venham encher a paciência depois.
Boa leitura.
Capítulo II
-Mu... – Saga respirou fundo, já prevendo o que estava por vir. – Camus foi envenenado.
O ariano estagnou. Apesar de ter achado muito estranho o modo como o amigo havia morrido, o choque teve o mesmo efeito sobre ele. Camus havia sido assassinado... Mas por quem? E por quê? Mu ficou paralisado e inexpressivo fitando Saga. Perguntas ecoavam em sua mente que pendia hora para a racionalidade em perguntar mais detalhes à Saga, hora para a irracionalidade dos sentimentos, com uma vontade maior ainda de encontrar quem fizera aquilo, e matar a pessoa com requintes de crueldade.
-O quê? – Uma voz conhecida e incrédula tirou Mu de seus pensamentos. – Saga, você disse que o Camus foi envenenado? Isso... Isso é impossível! - A voz ainda assim suave era de Afrodite, que havia acabado de voltar para o velório e escutara as últimas coisas que Saga dissera a Mu.
O geminiano, respirando fundo, voltou-se para Afrodite, o olhando nos olhos e escolhendo bem as palavras. – Não, Dite, não é impossível. Acabei de chegar do IML, com os laudos da investigação. – Desviou o olhar para Mu por um momento. O viu com um olhar perdido no nada, como se estivesse novamente perdido em pensamentos. Aquele ariano não iria deixar isso barato, Saga o conhecia o bastante para dizer que Mu iria com isso até ter acabado com a vida de quem matou um de seus melhores amigos. Mas isso era claro para todos; qualquer um dos amigos faria isso pelo outro. A partir do momento que acontecia algo com um deles, todos os outros já estavam dentro do problema, tentando resolve-lo. Cresceram juntos, fazendo o que mais amavam. Mu, Shaka, Milo, Camus, Saga, Afrodite, Máscara, Kanon, Aldebaran, Shura, Aiolos. Cresceram juntos no teatro. Saga lembrava de como haviam ficado bravos com ele quando disse que faria Direito... Respirou fundo novamente. – Camus foi envenenado sim. Todos os exames apontaram altas doses de arsênico no sangue dele... Foi parada respiratória.
-Min Gud... – Afrodite, apertando mais ainda as mãos entrelaçadas às de Carlos, que estava em silêncio, exclamou. Realmente aquilo parecia coisa de outro mundo. Não havia motivos para alguém querer a morte do francês... A mídia pouco sabia sobre sua vida por trás dos palcos e da televisão. Camus era totalmente discreto e fechado quanto a isso: Falava superficialmente em entrevistas sobre sua vida real, usava respostas reticentes e pouco convincentes para aquelas perguntas mais atrevidas que os repórteres adoravam fazer.
Apesar de bastante famoso, tanto quanto os amigos, era quase que um "mistério" até mesmo para as fãs, que não eram poucas. Os longos cabelos ruivos, muito bem cuidados, chamavam a atenção dos espectadores. Camus era lindo... Os cabelos combinavam harmoniosamente com os olhos castanho-avermelhado e com os traços masculinos, porém finos e até delicados. Um excelente ator, além de todos esses atributos. Com apenas 25 anos, já era um dos mais famosos artistas do momento, tanto na televisão, quanto no teatro. Como todos os amigos, era muito requisitado para novelas, filmes e peças teatrais, chegando até a haver desavenças entre produtores e responsáveis por eventos, tanto de moda, quanto televisivos.
-E o que temos que fazer agora, Saga? – Mu perguntou, tornando seu tom de voz frio e distante.
-Bem, Mu... Eu já pedi a investigação criminal, a perícia no camarim e segurança reforçada para o Milo. Agora é só esperar, infelizmente esse tipo de coisa demora á ser concluída. – Respirou fundo, tentando deixar tudo o menos complicado possível.
Mu, e um mínimo gesto possível, assentiu com a cabeça, distanciando-se do grupo.
-Saga, você acha que tem como descobrir quem foi? – Máscara questionou o advogado, enlaçando pela cintura um Afrodite de braços cruzados e com o olhar perdido.
O geminiano, na verdade, não sabia como responder. – O assassino não deixou evidências fáceis, Máscara. É um profissional.
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Mu, durante todo o resto velório, não saiu um minuto sequer do lado de Milo. Shaka, que estava cuidando dos documentos de óbito e das despesas, havia acabado de sair para ir buscar o irmão mais novo de Camus, que acabara de chegar de avião da Rússia.
O carro que levaria o caixão até o cemitério, que não era muito longe do velório, desapontou na porta de saída do recinto, preocupando Milo por vários motivos.
-Mu... Não vai dar tempo, Mu... – Milo referia-se à Hyoga. Estava receoso de que não desse mais tempo de o garoto ver uma última vez o irmão mais velho, já que não se viam há mais de um ano. Mas também não queria ter que se despedir uma última vez do ruivo... Como poderia fazer isso? Olhar para ele no caixão, ali, inerte a qualquer coisa, morto? Ah, como doía pensar que teria de dizer adeus a quem amava mais que a si mesmo. Por que, por que levaram o Camus e não ele?
-Milo, acalme-se, por favor... É claro que vai dar tempo, o aeroporto não é longe e o trânsito está calmo hoje. – Ambos estavam ao lado do caixão de Camus, de onde Milo não queria mais sair, de forma alguma.
Nesse mesmo instante, Shaka estacionou frente ao velório. Hyoga desceu e, com a ajuda de Aldebaran, livrou-se dos repórteres. Shaka disse ao segurança que iria achar um lugar para estacionar e já voltava.
Afrodite estava esperando o garoto na porta de entrada. O olhou com pena... Camus era a única família que o garoto de apenas 16 anos tinha. Haviam perdido os pais em um acidente de trem, quando o mais novo tinha apenas 1 ano de idade e Camus tinha 10. A partir daí, ambos foram criados pelo avô paterno, um senhor muito rico, mas que prometeu cuidar dos dois como se fossem seus próprios filhos. Contratou babás para cuidar do mais novo, mas esteve sempre presente para fazer o papel de família. Deu os melhores estudos à Camus e o deixou escolher a sua profissão, que, por paixão, escolheu fazer teatro.
Hyoga aproximou-se para cumprimentar o loiro. Afrodite o abraçou, fazendo-o não agüentar e soltar toda a dor que segurara até ali. Fora o pisciano quem ligou para Hyoga e deu-lhe a notícia. Até aquele momento, o garoto não havia derramado uma lágrima sequer. Segurou toda a dor dentro de si, sufocou aquela vontade de gritar, de tirar satisfações com a própria vida por ter feito aquilo com ele. Mas, quando teve um abraço amigo, verdadeiro e carinhoso como o de Afrodite, um dos melhores amigos de seu irmão, não conseguiu mais. Caiu no choro no ombro do mais velho, enquanto este tentava acalmá-lo em vão.
-Dite... Dite, o que aconteceu? Por que, por que levaram meu irmão de mim, Afrodite? Por que...
-Ah, menino... Essa era a hora dele, por mais que tenha sido injusto, Oga.
-Mas ele nunca fez nada pra ninguém... – Hyoga dizia entre soluços – Ele era bom, sempre se importando comigo e com todo mundo, por mais quieto que fosse! Não é justo... Não é justo... – Continuou a chorar.
A atenção de todas as pessoas presentes no velório estava voltada para o garoto loiro chorando nos braços do mais velho. Via-se ali a verdadeira dor de quando se perde alguém tão querido, alguém tão próximo.
Milo, que havia se acalmado um tanto com as palavras de Mu, teve também a sua atenção chamada para o local e pôde ver a cabeleira loura de Hyoga ali na porta. Ambos nunca se deram bem como Camus gostaria. Mas por ele, apenas pelo francês, que era a única coisa que ligava o garoto ao escorpiano, eles resolveram ao menos tentar conviver.
Mas ali não era hora de pensar nas diferenças. Ao ver o irmão do namorado, as lágrimas vieram novamente aos olhos de Milo. Apesar de Camus ser ruivo e Hyoga loiro, os olhos eram os mesmos: castanhos 1, mas gélidos e inexpressivos ao extremo. Podiam tanto passar dureza como amor, que era como Camus olhava para Milo: Com uma paixão que só o escorpiano e Hyoga conheciam de verdade.
O loiro desvencilhou-se de perto de Mu e foi em direção a cunhado. Hyoga, que já havia saído do abraço de Afrodite, avistou o escorpiano aproximando-se e lhe doeu no peito ver o estado em que ele se encontrava. Ficou parado, esperando Milo chegar perto de si. O olhou nos olhos... Aqueles olhos azuis que derreteram o coração de Camus, aqueles olhos que deram tantos sorrisos e felicidades ao irmão, estavam tristes e desesperados, pedindo por ajuda, pedindo talvez para ir junto do aquariano.
-Milo... Eu.. Eu sinto muito... – Recomeçou a chorar e foi abraçado pelo mais velho.
O escorpiano, ao olhar para os olhos de Hyoga, não resistiu pensar em nunca mais poder ver o olhar de Camus sobre si. Aquele olhar que lhe despia de todas as maneiras, que lhe deixava na mais serena paz quando cruzava com o seu durante algo difícil... Aquele olhar que lhe fazia falta ali, naquele momento de dor, de angústia... E que não estava ali pelo simples fato de aquele momento ser o adeus ao dono desse olhar a causa da avalanche de paisagens cinza e dolorosas de se suportar.
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-Acabar com o seu pulmão não vai adiantar nada... – Aproximou-se a abraçou o namorado por trás, apoiando o queixo em seu ombro. – Mandaram o carro errado. O carro certo irá demorar mais uns trinta minutos.
Estavam na pequena área para fumantes do velório. Uma varanda com algumas plantas, no térreo do prédio, com vista para a cidade toda.
-Shaka, isso não vai ficar assim... – O ariano disse, em uma calma e frieza já conhecidas pelo virginiano: Ambas as coisas apenas superficiais. Shaka sabia que, por dentro, Mu estava em chamas de raiva, ainda mais depois da notícia que Saga deu.
O loiro respirou fundo, tirou o cigarro o cigarro da mão do namorado para jogar no lixo e o virou de frente para si. – E o que vai fazer, Mu? Sair por aí, rodar Athenas inteira, perguntando se alguém sabe quem matou o Camus? – Disse com calma e, segurando o rosto do ariano, este já com cara feia pelo o que ouviu do namorado, continuou. – Temos que deixar isso nas mãos do Saga e da polícia.
Mu respirou profundamente e abraçou o loiro. Era ali naquele lugar, naqueles braços, o melhor lugar no mundo. Encontrara em Shaka o que faltava em si.
-Do jeito que o Saga falou, não vai ser fácil, Shaka. E eu não quero nem saber... Se não encontrarem quem fez isso, eu mesmo o faço.
-E você acha que o Milo, depois de compreender e assimilar tudo, ficará de braços cruzados?
-É claro que não. - Afastou-se um pouco de Shaka, mas sem sair do calor humano entre eles. – E você acha que eu o deixaria sozinho nisso, Shaka?
-Só peço que tome cuidado, Mu. – Sim, estava preocupado. Haviam assassinado Camus, por Buda! Não teriam trabalho algum em fazer algo contra Mu, ou Milo. – Podem ser pessoas perigosas... – Observou a expressão de contrariedade de Mu. O conhecia como a palma de sua mão: Quando o ariano colocava uma idéia na cabeça, ia até o fim, fazendo o que tivesse que ser feito em qualquer situação. – Mas como eu sei que não vou conseguir convencê-lo a mudar de idéia, só peço que fale com Saga antes de qualquer coisa. – Deu um beijo carinhoso no topo da testa de Mu, voltando a abraçá-lo.
-Está bem, eu falo com Saga antes, mesmo que eu nem saiba o que vou fazer ainda. – Guardou o silêncio por alguns segundos e depois continuou. – Mas pode ter certeza de uma coisa, Shaka. Aqui se faz aqui se paga. E o responsável por isso vai pagar em dobro.
Continua...
N/A. 1:
Se esconde das milhares de pedradas
E eu que pensei que ia conseguir aproveitar minhas férias pra escrever... Zeus, que bloqueio mental foi esse? O ócio + o tédio tomaram conta da minha pessoa, me impedindo de fazer as coisas bem-feitas, que horror.
E agora que eu voltei às aulas, consegui finalmente acabar esse capítulo. Até que enfim.
N/A. 2:
Vamos às reviews...
cami cating - teh de boua: É, quem será que foi o FDP que matou o Camus?? O duro que nem eu sei, ninguém quis me contar (mentira! É que eu não decidi ainda...). Thanks pelo review, espero que goste do novo capítulo também.
P-Shurete: Eu me junto à vocês e o Mu também! ò.ó
Audácia é pouco, assassino atrevido, não? Mas deixa, ele vai ter o dele, ah se vai.
Obrigada pela review.
Mussha: Todos estão sofrendo muito mesmo pela perda do ruivo, até o máscara tá um tanto inconformado. Esse assassino, infelizmente, é esperto. e vai ser bem difícil Milo achar outro alguém. Mas quem sabe, non?
Mu é um amor, mas é ariano, tem sua parte do fogo na história. Ele pode parecer inofensivo por fora, mas pode ser muito perigoso quando mexem com quem ele gosta.
Valeu pela Review, beijos.
Kiara Sallkys: Pourra, esse cara que matou o Camus tá cheio de inimigos! medo da Kiara com essa bazuca na mão Mas é sério, eu também tô aqui com a minha metralhadora, esperando o safado aparecer. U.Ú
XD Thanks pela review adorável, até a próxima
kika-sama: Olá, tudo bem sim, apesar do mega bloqueio mental nas minhas decadentes férias –-'
Na verdade, eu quis meeesmo fazer algo diferente, pois, como você escreveu, a fórmula de fics felizes já tá meio gasta. Me doeu no coração matar o Camus, mesmo. mas eu precisava de algo diferente e, no que se formou na minha cabeça, só caberia um CamusxMilo mesmo.
Tinha mais alguma idéias na cabeça, mas elas não couberam nessa fic, talvez eu as coloque em algo novo.
Muito obrigada pela chance e pela review, foi muito gratificante.
Beijos e até a próxima.
Lhu Chan: Eu, particularmente, adoro descrever e mostrar os laços entre casais e amigos. Não gosto de coisa muito melada, como palavras românticas e apelidos carinhosos. Prefiro olhares, gestos e ações que demonstrem o afeto entre eles.
Que bom que tá gostando Valeu pela review, espero que goste do novo capítulo. Kissu.
Fabiana-sama: Demorou, mas chegou! Capítulo novo, espero que goste. Queria muito ter acabado antes, mas não tava conseguindo deixar como eu queria.
Thanks pelo coment, até a próxima. Beijos.
N/A. 3:
Bom, espero que tenham gostado do capítulo, apesar de não ser muito grande.
Não revelou nem mostrou muito coisa, apenas decisões e apresentação de mais alguns personagens. Espero realmente que gostem, foi muito difícil pra mim terminar ele.
Beijos.
Suenne Bardot
03.08.2008
16h06
