-Pesando bem, quero destronar Athena. – a italiana parecia mudar de opinião.

-Essa mulher é perturbada! – a inglesa de belos traços parecia cansada após passar pela casa capricórnio.

-Que voltar para Ártemis. – a grega resmunga e involuntariamente coça a tatuagem recém adquirida na nuca.

-Não coça, Lana! – Carol puxa o braço da amiga com violência – vai deformá-la!

-Ai! – a grega solta um grito de dor – vai deformar meu braço, isso sim.

-Não seja fresca. Delicada é a ultima coisa que você é, Lana – Carol pareceu não se abalar com o reclame da amiga.

-Podem parar de discutir?! – a inglesa parecia alheia a discussão, mas mostrava-se irritada – E quem é o infeliz que mora num lugar tão frio!? Só tem gente maluca nesse lugar! – Bella certamente não estava de bom humor e se pudesse explodira o primeiro que aparecesse.

-Preguiçosa e Abusada... como os anjos da Ártemis te agüentaram?

-Não provoque a Bella, Caroline. – Lana se manifestou – Por favor. Não vou mais coçar o grifo. Prometo.

Carol e Bella discutiam com certa freqüência, mas isso não quer dizer que não eram amigas. A inglesa era preguiçosa e alheia a realidade. A italiana era astuta, ativa e vingativa. A grega, apesar de bruta, era gentil e até sociável, mas sua língua afiada nunca descansava. Brigavam muito, mas no final sempre se entendiam.

A escadaria de Peixes terminara e o começo do templo de Athena pode ser visto.

As portas se abriram lentamente e os presentes no salão levantaram-se em saudação as recém chegadas.

Saga não mudara sua expressão. Permanecia sério e continuava achando aquilo uma sandice.

Athena levantou-se do trono e desceu escadas, sorridente.

-Sejam bem vindas ao meu santuário, amazonas. – a moça de cabelos lavanda usava um tom mais doce que o normal – agradeço a presença de vocês.

As três ajoelharam-se.

-É nosso dever protege-la. – Caroline arrastava as palavras – Juramos ser fies a deusa da sabedoria e a seus propósitos. Ou até quando acharmos que devemos ser. – completou em pensamento a italiana.

-Agradecemos o convite e as armaduras, senhorita. – Lana ergueu seus lindos orbes azuis.

Bellatrix parecia desligada e nada disse. A inglesa fitava o chão, mas logo um belo homem chamou sua atenção. Kannon estava ao lado do irmão e parecia intrigado com as novatas.

-Ora ora... gêmeos. – a jovem de cabelos castanhos, quase loiros, deixou um sorriso escapar – Caroline estava certa... vai ser MUITO divertido.

Athena fez sinal para que se levantassem.

As outras amazonas olhavam curiosas. Estavam posicionadas entre os cavaleiros e observavam as recém chegadas de formas diferentes. Nicky trocara sou olhar sedutor por um muito simpático; parecia estar porta para receber as novas meninas de braços abertos. Sah mantinha sua expressão séria e carrancuda, mas no fundo queria muito conhece-las. Lea e Mel tinham o olhar descontraído e pareciam loucas para falar com as novas amazonas. Luh melhorou o olhar melancólico, mas continuava cabisbaixa e parecia não ligar muito para as recém chegadas.

-Meninas. Sou Saori Kido, a reencarnação de Athena nessa era. – a moça conjurou o tão cobiçado báculo. – apresente-se, cavalheiros e amazonas.

Os cavalheiros presentes apresentaram-se. As amazonas repetiram o gesto logo depois. Por educação, as novatas foram às próximas.

-Sou Lana de Ônix – os olhos azuis da grega cintilavam e Saga não pode deixar de observa-la.

-Bellatrix de Jade – as palavras saíram quase que forçadas dos lábios da inglesa de olhos azuis esverdeados.

-Caroline de Âmbar – a moça de cabelos compridos, ondulados e castanhos quase cuspiu as ultimas palavras.

Athena voltou-se para todos presentes.

-Agora que estamos apresentados vamos ao que interaça. Pensei em fazer templos para cada uma de vocês, mas certamente passarão a maior parte das noites fora, então acabei descartando essa idéia. –Athena concluiu normalmente, ignorando as faces rubras dos casais presentes.

-Quer dizer que elas vão continuar morando com a gente? – Aiolia indagou com muita dificuldade.

-Exato. As novas amazonas ficaram residindo em gêmeos e câncer.

Saga já estava preparado pra isso, mas as palavras da moça caíram como um balde de água fria no homem. Kannon sorriu malicioso. Carlo pensou se a moça não se incomodaria com cabeças nas paredes.

-Estamos todos entendidos? – a deusa rumava para o interior do templo.

-Sim senhora. – responderam em uníssono.

Athena sumiu diante das cortinas e um silêncio se instalou no lugar. Ninguém sabia o que dizer.

Nicky resolve quebrar o silencio:

-Então... – muitas perguntas passaram pela mente da loira, mas todas pareciam tão bobas – já decidiram com quem vão ficar? – essa indagação foi à coisa menos idiota que passou pela cabeça de Nicky.

As três pareciam pensativas com a pergunta de Nicky. Mas Bella foi a primeira a escolher.

-Vou ficar com você. – o olhos da inglesa estreitaram-se e miraram o antigo general.

-Então eu vou ficar com o outro gêmeo. – Lana não ficava confortável perto de Saga, mas deixar aquelas duas juntas, sem ela por perto, não seria um ato sensato.

-Eu fico em câncer sem problemas. – Carol perecia mais interessada no dono da casa.

O silencio não voltou. As moças começaram a conversar e até estavam se dando bem. Concordavam em alguns pontos e até Bellatrix achou que elas eram boa companhia. Mas aos poucos o grupo foi de dispersando.

O sol já brilhava e esquentava ainda mais os casais. Dois anos e meio longe e sem nenhum tipo de contato corporal com ninguém. O que se passaria entre quatro paredes naquela manhã até Zeus duvidaria.

Aquário...

Adentraram a casa silenciosamente.

Kamus estranhava cada vez mais o comportamento de Lune. A japonesa sempre reclamava da temperatura do local, e agora que a casa estava fria até pra Kamus, Luh não fez uma única reclamação.

Lune observava toda a sala. Nada tinha mudado. O francês continuava o mesmo. A moça tomou o rumo do que, um dia, fora seu quarto, mas uma mão fria a segurou.

-Fiz alguma coisa, Lume? – foram as únicas palavras que vieram à mente de Kamus.

Lune... há quanto tempo ela não ouvia aquela voz fria e sensual pronunciar seu nome. A pergunta fez um arrepio descer pela nuca da japonesa.

-Claro que não fez nada. – respondeu virando-se para ele e surpreendendo-se ao ver o olhar preocupado do homem – Falo sério. É que o tempo que passei com Eos foi agradável... cresci muito. Mas o meu sentimento... – Ela fez uma longa pausa e o coração de Kamus pareceu parar junto – cresceu ainda mais. Não sabe como senti sua falta.

Kamus sentiu o corpo ser jogado na parede fria. Aqueles lábios que tanto desejava tocaram os seus. O beijo era frio, mas muito apaixonado. Agora os corpos possuíam igual temperatura e o frio trazia uma imensa sensação de prazer.

Lune explorava a boca do mestre com urgência e Kamus não ficava pra trás, retribuía na mesma intensidade.

A japonesa estava se irritando com aquela armadura. O elmo já estava no chão, a capa acabara de ser puxada e o restante da armadura estava deixando a garota sem paciência.

O vestido que a japonesa usava era muito semelhante ao da primeira noite que passaram juntos. No estilo japonês. Luh sabia que Kamus ficava excitado só de vê-la trajando roupas daquele tipo. E em especial aquele vestido possuía a fenda!

Finalmente despido da armadura, Kamus carregou a ex-pupila para o quarto.

-Saudades desse lugar? – Kamus sussurrou enquanto desabotoava os vestido de Lune.

-Saudades de você. – responde tirando a camisa do mestre e jogando-a para longe.

Só agora Kamus reparara direito. Lune tinha adquirido um corpo escultural, a postura estava elegante e os cabelos ondulados deixavam a japonesa muito mais feminina e sensual. Os olhos não estavam mais melancólicos, os orbes violeta transbordavam desejo.

Já Luh constatou que Kamus não havia mudado nada. O mesmo corpo escultural e digno de um deus, olhar frio, corpo frio, semblante misterioso e toque ardente. A contradição que Kamus era na cama fascinava a ex-pupila. Como alguém podia esconder tamanho desejo tão bem?

Quando Kamus terminou de despir a ex- aluna colocou-a na cama. Colocou seu corpo sobre o de Luh e passou a explorar o corpo da oriental com os lábios. O aquariono brincava com os seios da japonesa, esta soltava pequenos gemidos enquanto passava suas unhas pelas costas do cavaleiro. Conforme Kamus foi descendo seus lábios o corpo da garota contorcia-se de prazer.

Sem mais delongas. Kamus começou a penetra-la.

-Ka-Kamus... – o nome do parceiro saiu sem permissão dos lábios da japonesa.

Ao ouvir seu nome com tanta paixão ele aumentou o ritmo.

O olhar melancólico já não existia. A saudade estava indo embora aos poucos. Luh aproveitava cada segundo como se fosse o ultimo e agora que estava perto dele não queria sair, jamais...


A situação nas outras casas era bem parecida. Mel e Milo se divertiam com os morangos. Nicky matou as saudades do jeitinho tímido do mestre e colocou em pratica tudo que aprendera com a deusa do amor. Aiolia e Lea são um casal totalmente à parte; a belga colocou um conjunto completo de lingerie e a manhã foi vem longa. Sah estava quase matando o pobre loiro, o corpo da francesa estava quente e o conjunto de lingerie vermelho sangue fazia o antigo mestre esquecer Buda em segundos.

Gêmeos...

-Aqui está o quarto de vocês. As servas viram com as malas em alguns minutos. – informou Saga.

-Espero que não se incomodem de dividir o quarto. – Kannon parecia forçar o tom educado.

-Está perfeito. – Bellatrix só estava interessada na cama.

-Quando começam os treinos? – Lana pergunta sem voltar-se para Saga.

-Julgando pela hora que chegaram devem ser de noite. – Saga olhava pela janela existente no final do corredor.

-Mas normalmente são de manhã durante a semana e à tarde nos sábados. – Kannon completa.

-E domingo? – Lana voltou a perguntar.

-Dia de folga. – Kannon respondeu com prazer.

Bella e Lana ficaram atônicas.

-Algum problema, senhoritas? – Saga parecia descontente com a expressão das hospedes.

-Dia de folga? – Lana estava incrédula – não é sério, é?

-Claro que é. – Saga fitava a moça seriamente com seus orbes azuis.

-Você louca de reclamar?! – Bellatrix jogasse na cama fofinha – confortável... – murmurou a inglesa quase num gemido – tínhamos que treinar dez horas por dia no Santuário de Ares e sem folga. Está reclamando de que?

Saga e Kannon ficaram bobos com as palavras de Bellatrix. Dez horas de treino e sem folga? Somente crianças muito novas treinavam dessa forma.

-Não estou reclamando de nada. – Lana sentou-se e pela primeira vez olhou diretamente para Saga. A menina corou de leve quando os olhares se encontraram.

Kannon adentrou o quarto e abriu a janela. O sol quente entrou e iluminou a linda face do homem de cabelos azulados e lindos orbes de cor semelhante.

Bellatrix mordiscou o canto do lábio inferior de maneira discreta.

-Com licença. – três lindas mulheres adentraram o recinto. – trouxemos as malas.

Saga que estava próximo à cama de Lana rumou para a porta.

-Podem dormir. – Saga quase ordenou sem olha-las. – Vamos Kannon.

Kannon torceu o nariz para o gêmeo, mas deixou o local junto com as servas sem relutar. A porta se fechou.

-Nossa... Meu Zeus, minha Ártemis, meu Ares... – Bellatrix suspirou – que homem é esse.

-Eles são iguais, Bella. – a grega tentou disfarçar o interesse.

Os lindos olhos azuis esverdeados de Bella voltaram-se do teto para Lana.

-Minta que não viu diferença! – o olhar se estreitou – Kannon tem um olhar descontraído e é muito sedutor. O tal Saga é sério e rigoroso, típico homem difícil de ceder. Você vai ter problemas, Lana.

-O que disse?! – os olhos azuis gelo expressavam revolta.

-Não seja hipócrita. Só tome cuidado com nossa missão, ok? Acho não confia em nós. – foram as ultimas palavras de Bella antes de virar-se e pegar no sono instantaneamente.

Lana não demorou a dormir, mas antes pensou que a amiga estava certa. Tinha que tomar cuidado. Apaixonar-se por Saga não era difícil, mas a partir de agora tinham que se concentrar na missão.

- E afinal, que homem olharia para alguém como eu? – foram seus ultimos pensamentos antes de adormecer...

Câncer...

-Adorei a decoração. – o comentário de Carol fez Mascara da Morte estranhar a moça. Ninguém nunca tinha elogiado sua decoração. Nem mesmo homens. Mulheres passavam longe de sua casa e até mesmo Sah nunca foi muito chegada.

-É a primeira a elogiar. – limitou-se a responder apenas isso.

-Não duvido.

Carlo nunca tinha conhecido alguém assim. Falava pouco, e o pouco que fala, limitava-se a ser curta e direta.

-Onde é meu quarto? – perguntou ao entrar na sala principal de câncer.

-Entre no corredor à frente. É a segunda à direita.

-Minhas malas?

-As servas devem estar trazendo todos os seus pertences. – Carlo sentou-se na poltrona existente na sala e passou a fitar sua nova hospede.

-Algum problema comigo? – indaga ao perceber o olhar analítico do belo homem.

-É italiana, não é? – perguntou Mascara.

-E você também é.

-Ficou ofendida com alguma coisa? – Carlo nitria um olhar intrigante. – tem certeza que as cabeças não te incomodam?

-Só tem uma cabeça que me incomoda aqui. E está presa a um corpo. – a italiana estava perdendo a paciência com o cavaleiro.

-Sua própria existência te incomoda? – Carlo estava sendo sarcástico como nunca.

-Seu... – Caroline deu uns passos à frente, mas as servas entraram nesse momento.

-As malas. – não levantaram as cabeças e pareciam aterrorizadas.

-Coloquem-nas ai mesmo. – Carlo nem as olhou. Continuava vidrado na novata. – podem se retirar.

As servas saíram tão rapidamente quanto entraram.

Caroline não deu mais bola para Carlo e rumou para seu quarto. Já estava devidamente vestida e dormia profundamente quando o cavaleiro de câncer adentrou silenciosamente.

- Linda, orgulhosa, irritadinha, vingativa.. todas as qualidades que uma mulher forte deve ter... – um sorriso sádico brotou na fase o italiano – e ainda é conterrânea minha. – deu mais dois passos diante da cama para observa-la melhor – vou adorar tê-la por perto...

---xXx---

Acabo! Gostaram? Heim Heim?

Espero que tenha captado todas as novas personagens xD