Fanfic dedicada a PATRICIA MORAIS
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Eros: o Deus do Amor
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Capítulo 3
X.X.X.X.X.X
*RONC*
Pois é… Continuo viva, só que com fome. Lembrei há pouco que não tinha comido nada o dia inteiro.
Andei vagando pelo bosque até altas horas da noite e agora não vejo nada. Que medo! Neste momento, estou procurando por alguma árvore alta e forte para eu subir e dormir nela. Sem correr o risco de ser assaltada por um ladrão ou ser comida por um lobo.
PLOFT
Tropecei pela vigésima terceira vez na última meia hora. Nada mal para o meu recorde. Porque raios as árvores têm que ter as raízes levantadas durante a noite? Uma pessoa não pode andar descansada…
BRUM
Espera! Acho que encontrei alguma coisa!
Apalpei o que colidiu de frente comigo e achei uma árvore, bastante forte e segura por sinal. Subi até ao ramo mais alto que conseguisse aguentar meu peso e me instalei lá. Minha mala estava um pouco em mau estado, deve ter sido daquela vez que rolou numa descida de lama e eu tive que ir correndo atrás, feita mula. Mas o que importa é que não se perdeu nada e minhas roupas bem como minha comida continuam limpinhas.
- Minha comida… – Fiz cara de pensativa. - Minha comida…
Minha comida! Lembrei que a Sango tinha colocado comida na trouxa! Graças a deus que existem pessoas como a Sango! Quando regressar tenho que lhe agradecer. Comi tudo o que tinha e um pouco mais tarde devo ter adormecido, já deviam ser umas 3 da manhã.
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Acordei quando senti alguma coisa me tocando. Não sei bem o que era, mas era desconfortável. Machucava. Abri os olhos e olhei para todos os lados, foi quando os vi…
Cerca de 10 matulões com caras sujas e alguns sem dentes. As roupas todas rasgadas, armas presas em todas as partes do corpo, grandalhões, com sorrisos nojentos olhando para mim. Credo! Bandidos!
Reparei que dois deles tentavam espetar uns pauzinhos em meu traseiro ou em minhas pernas para me acordar ou me atirar para baixo, o que acontecesse primeiro. Me endireitei de um salto.
- Q-quem são v-vocês?
- Bom dia, mocinha! - falou o mais velho, aparentava uns trinta anos. - Não se assuste, mas estávamos passando por aqui quando vimos toda essa beleza descansando na árvore e ficamos encantados. - mal acabou de falar os outros riram. Senti náuseas.
- Tá bom então. Já que me acordaram e disseram bom dia, podem ir descansados.
- Ora, está nos mandando embora? Mas ainda nem nos conhecemos melhor… Porque não desce um pouquinho para conversarmos, hein? - mais risos.
- O que é isso, não se incomode. Podem seguir seus caminhos em paz que eu já vou seguir o meu. - dei o meu melhor sorriso.
- Uma moça com um sorriso tão bonito não deveria andar assim na floresta. Pode ser perigoso, sabia?
- Sei sim senhor, aliás, eu não faria isso se não soubesse os perigos a que estou sujeita.
- Nós poderíamos escoltá-la até onde mora, deve estar perdida. É muito raro encontrar uma mulher por esses lados.
- Eu já disse que estou bem, obrigada.
- Por favor, não nos faça uma desfeita… - colocou a mão no peito, fingindo mágoa - Só queremos o seu bem. Desça um pouquinho para nós nos divertirmos… - dessa vez todos os homens, incluindo ele, se riram. Sei muito bem que tipo de brincadeira eles queriam…
- Não, eu não posso descer porque… estou presa aqui em cima. Não consigo descer. - fiz cara de triste, como se tivesse pena de não poder ir ter com eles.
- Não tem importância… - mal acabou de falar, saltou para o tronco e se agarrou com força. Estava trepando!
Ouvia os outros homens rindo e mandando bocas lá de baixo. Alguns motivando o homem que subia, outros me chamando de gostosa.
- Socorro! Socorro! - gritei. Ele estava quase me alcançando. Sem pensar duas vezes, comecei a subir também. Quanto mais o fazia, mais os ramos eram frágeis e se partiam com o meu peso. Quando cheguei ao topo (amarrada ao tronco principal) tive que parar (mais por falta de escolha do que vontade).
- Te peguei!
Gritei a plenos pulmões quando ele me agarrou pela perna e me puxou até ficar presa contra o peito dele. De um salto, caímos os dois pela árvore abaixo até chegar ao chão. Deus! Como é que ele fez aquilo? A árvore era enorme!
- Me solta! Me solta!
- Agora vamos nos divertir! - riu com os outros homens. Senti meu estômago revirar.
Ele me prendeu contra uma árvore e me beijou o pescoço, ao mesmo tempo que as suas mãos me percorriam as pernas. Senti vontade de chorar, gritar, socar o canalha, mas não conseguia fazer nada. A minha mente estava a mil, ao mesmo tempo que não pensava em nada. Um dos colegas dele chegou perto e tirou um gancho de ouro que eu tinha no cabelo. Outro rasgou minha saia até ficar acima dos joelhos, mostrando como minhas pernas eram bonitas.
- Parem! Parem! Não façam isso, por favor! Me soltem!
Quanto mais eu gritava, mais eles se riam. Aquilo era algum tipo de diversão para eles, de certeza. Não consegui aguentar mais e dei uma joelhada nos países baixos do homem que me prendia na árvore. Quando ele se agachou por causa das dores eu dei um murro certeiro nos poucos dentes que lhe restavam e comecei a correr como se a minha vida dependesse daquilo (e de facto dependia).
- Vagabunda! Vadia! Quando te pegar vou te matar!
- Cala a boca, otário! - gritei de volta.
Desviei dos ramos baixos das árvores para não me machucar muito e continuei correndo. Acho que nunca tinha chegado àquela velocidade na minha vida. Quando eu tinha que fazer prova física no Castelo para meus músculos não se prenderem eu nunca havia corrido tanto. Acho que meu pai tinha que ter colocado um bando de homens nojentos e irados correndo atrás de mim para eu correr também. Era o medo que me fazia mexer as pernas naquele ritmo.
Cheguei a um local onde as árvores faziam um círculo perfeito e as ervas atingiam uma altura maravilhosa para eu me esconder no chão. Talvez eu fizesse isso, se não estivesse com a mente bloqueada devido ao medo de ser pega.
De repente, alguma coisa me agarrou pelo tornozelo e eu caí de cara no chão. Tentei me virar para ver no que é que eu tinha tropeçado e foi aí que algo grande e pesado subiu para cima de mim e me tapou a boca com uma mão.
Nunca tinha vista tanta beleza na minha vida. Juro. Aqueles olhos dourados eram a coisa mais esquisita, mais rara e mais bela que eu já vira. Era um homem. Mas não qualquer tipo de homem. Era O homem. Nossa! Fiquei engasgada só de ver os seus olhos analisando meu estado. Ele tinha uma expressão de irritação e de horror quando viu minhas pernas quase nuas e sujas de terra. Foi com um movimento da cabeça dele que eu reparei que ele tinha cabelos compridos e… prateados? Eu devo estar sonhando! E aquilo eram orelhas de cachorro no topo da cabeça? Ok, definitivamente, eu estava perdendo o juízo.
- Por onde é que ela foi? Quando a pegar eu vou…
Quando o bandido acabou a frase, o homem que me prendia ergueu uma sobrancelha e estreitou os olhos em direcção a ele. Eu não percebi muito bem o que ele tinha dito, mas boa coisa não era de certeza.
- Deve de estar deitada no chão, essas ervas são muito altas. - falou outro.
Senti que uns passos muito próximos pisavam o chão com força, como se quisessem esborrachar algo. Ou alguém. Virei a cabeça para trás a tempo de ver uma lâmina de espada pousar dois centímetros à frente de meus olhos. Tremi e quase gritei.
Quase.
A mão daquele homem continuava na minha boca. Olhei para ele suplicante. Não era nenhum dos seus aliados, senão eu já tinha sido entregue. Mas então, porque não me levava dali para fora? Sempre pensei que os cavaleiros nobres que salvavam as donzelas em perigo mostravam coragem e derrotavam os vilões. Então, porque diabo ele não fazia isso? Eu era uma donzela em perigo, ele só podia ser meu cavaleiro mas onde estava a espada?
Foi aí que eu reparei que ele não tinha arma. Nenhuma. Estávamos apenas esperando que os bandidos desistissem para que eu ficasse livre e sozinha com ele. Espera! Sozinha? De certeza que ele era outro tipo de bandido! Droga! E eu aqui feita parva olhando para ele! Idiota, idiota, idiota!
Do nada, me soltei e me levantei. Grande erro. Os homens nojentos e desdentados começaram a correr atrás de mim, de novo. Porcaria!
Gritei e corri desesperada para o meio da floresta, quando algo rápido se prostrou na minha frente e eu bati nele. Au! Meu nariz!
- Não sabe ficar quieta? - uma voz grave e extremamente sexy sussurrou no meu ouvido calorosamente. Meu deus! Que voz! - Eu pensei que seria mais fácil te salvar, mas vejo que você é difícil. - sinto minhas pernas tremendo, meus olhos fechando lentamente, minha anca sendo rodeada por um braço quente… - Não faça mais nenhuma asneira e fica quieta. - acenei lentamente com a cabeça. Sentia um estado de transe me tomando. A partir dali eu faria qualquer coisa que aquela voz mandasse. Era impossível resistir.
Ele me largou no chão com todo o cuidado e avançou para os bandidos. O que eu conseguia ver era apenas uma mancha prateada passando velozmente por eles fazendo com que caíssem no chão, derrotados. Fiquei sem palavras, ele era tão rápido que não cabia na cabeça de ninguém! Os bandidos gritavam e pediam clemência, mas ele os ignorava.
Quando todos estavam estirados no chão, desmaiados, ele veio ter comigo. Só aí eu o vi de corpo inteiro pela primeira vez.
Tinha umas calças negras e uma camisa branca desabotoada, deixando ver o início do peito, tinha cabelos longos e prateados, olhos dourados e um sorriso rasgado lindo. Suspirei, deleitada.
- Vem, já está a salvo. - disse ele me estendendo a mão com umas afiadas cinco garras.
Aceitei quase que automaticamente. Era como se aquele olhar me hipnotizasse e meu corpo obedecesse a tudo o que ele mandasse.
- Porque está nesse bosque, não sabe que é perigoso? Por muito corajosa que você seja, há mais perigos do que pensa. Acaso não tem amor à vida?
- C-claro que sim. Eu estava me safando muito bem até então. Não havia necessidade de me salvar. - disse voltando as costas para ele e cruzando os braços. Agradecimentos nunca foram o meu forte.
- Puxa, mas que mal agradecida! Para a próxima deixo você correndo feita maluca pelo bosque com um bando de canalhas atrás. Deveria treinar mais seus agradecimentos. É só preciso dizer uma palavra. O-bri-ga-do. Repita, não deve custar muito, princesa.
P-princesa? Como é que ele sabe? Virei para ele com os olhos arregalados, vendo-o sorrir abertamente.
- Como é que…?
- Não se espante nem leve como uma ofensa, mas… o jeito como você consegue correr com esses sapatos te denuncia. Eu pensei que fosse cair, mas você quase não parou e por isso tive que te agarrar. - piscou o olho e virou costas, começando a andar.
E ali fiquei eu, completamente no vazio e com cara de tacho, esperando que a minha mente começasse a desenvolver para poder reagir. Ele descobriu que eu era princesa só porque eu conseguia correr de sapatos? Que estupidez! Deveria ter me livrado deles antes de fugir.
Abanei a cabeça e corri para trás da árvore onde ele tinha ido. Foi lá que me deparei com um lindo cavalo branco. Parecia de outro mundo de tão lindo que era. O estranho percebeu a minha presença e olhou para trás. Quando viu a minha expressão alheada soltou uma gargalhada.
- O que foi, princesa? O gato comeu sua língua? - chegou perto do cavalo e passou a mão no dorso. - Lindo, não é? Meu pai me deu de presente. Se chama Entei.
Me aproximei devagar e estendi a mão para poder tocar nele, mas tive medo. Ele parecia tão frágil e ao mesmo tempo tão forte que eu tinha medo de machucar um de nós ao tocá-lo. A mão do homem pegou na minha com delicadeza e a pousou no dorso do animal. Eu tinha a sua permissão para poder apreciá-lo.
A pele dele parecia veludo branco e a crina, bem como a cauda, era uma seda negra como a noite. Passei minha mão em toda a extensão até chegar na enorme cabeça e olhei em seus olhos. Eram de um profundo mar negro. Era tão lindo! Ele abanou a cabeça e remexeu a crina, logo de seguida me lambeu o rosto. Relinchou para acompanhar a minha gargalhada, enquanto eu limpava a baba na manga de meu vestido.
Acabei por me lembrar da presença do homem quando ele esclareceu a garganta.
- Bom, princesa. - disse - Foi um prazer conhecê-la e, consequentemente, salvá-la, mas… tenho um longo caminho para percorrer antes de chegar em casa e preciso ir. - subiu no cavalo e pegou nas rédeas.
- Espere! - segurei as calças dele - Eu não sei seu nome.
- Pois não.
- E não me vai dizer?
- Hmm… - fez cara de pensativo - Não.
- Porque? Eu tenho direito de saber quem me salvou!
- E sabe. Fui eu.
- 'Eu' quem? - estava a começar a me irritar.
- Acho que não estou autorizado a dizer. Pelo menos por enquanto.
- Isso quer dizer que nos vamos encontrar de novo?
- Claro. - os olhos dele pareciam ouro líquido e quente nesse momento. - Mas você não vai saber.
- Porquê?
- Não vai me reconhecer. - disse dando de ombros.
- Aposto que vou.
- Ah é? - riu um pouco e se abaixou no cavalo até seu rosto ficar perto do meu, me fazendo corar. - E como vai fazer isso?
- Seu cabelo. - apontei. - É uma boa pista. Além disso, suas orelhas não me vão deixar dúvidas.
- Pois claro que não. - ergueu-se de novo e sorriu calorosamente. - Mas apenas esperando para ver. Estou ansioso por nos encontrarmos de novo! E sabia que você fica uma gracinha quando cora? - deu uma gargalhada ao ver meu rosto enrubescer ainda mais e bateu suavemente com os pés no cavalo para ele começar a andar rapidamente.
- Espere! Espere! Não me vai levar com você?
- Ainda pode caminhar, Alteza. Deixe de ser preguiçosa. - e se afastou rindo alto da minha expressão furiosa.
- GROSSO! - gritei o mais que pude, vendo-o desaparecer no meio das árvores.
Logo a seguir, ficou um imenso silêncio. Nem um único pássaro cantava para aliviar a tensão. Não havia vento para fazer barulho ao passar por entre as folhas. Não havia nada. Apenas eu e minha raiva. E minha trouxa também.
Ai meu deus! Minha trouxa! Ficou na árvore!
Corri para trás, passando fininho pelos homens desmaiados (não vá um deles acordar e me agarrar de novo), e cheguei lá num instante. Olhei para cima e tive que colocar a mão na testa para tapar a luz do sol que me cegava. Ali estava ela! A minha querida trouxa! Vi, então, um esquilo a cheirá-la e a tentar arrastá-la com ele. Ah não! Minha trouxinha não!
Nunca gostei de esquilos. Acho que é porque uma serva do meu castelo, Eri, tem uns dentes tão grandes que se assemelham a um deles. Pobre rapariga.
Abanei a cabeça e olhei para o cimo da árvore com determinação. Ele não ia levar a melhor! Não mesmo! Cuspi nas mãos e me agarrei ao tronco para começar a subir. Realmente, aquele novo tipo de saia dava jeito. Quando cheguei lá em cima enxotei o esquilo com um dedo e agarrei nos meus pertences ao peito como uma mãe ursa. Tenho a certeza que quando o pequeno animal me olhou viu em meus olhos a palavra 'MEU!', soube que estava em perigo. Fugiu dali a correr e eu fiquei toda contente com a minha grande vitória.
Quando desci, tropecei e as minhas coisas caíram ao chão. Sujei-as por completo, exceptuando um vestido pérola magnífico que eu adorava. Que bom! Não há duvida que para fazer besteira só mesmo eu… Pelo menos pude trocar de roupa.
- Ahh… E agora o que eu faço? - suspirei. - Não há nada por aqui e estou muito longe de casa. Ainda bem! Espero que meu querido noivo esteja morrendo de tédio e meu pai de vergonha e culpa!
De repente, lembrei que o estranho tinha tomado uma direcção específica. "Tenho um longo caminho para percorrer antes de chegar em casa e preciso ir." Aquilo significava que a casa dele era na direcção que ele tinha tomado. AH! Ele que me espere! Vou fazer uma surpresa para ele! Não vai se livrar assim de mim! Pelo menos quero saber o seu nome!
Cuspi nas mãos (péssimo habito que tenho quando estou determinada em fazer algo…), levantei minhas saias, atirei meus sapatos para um canto qualquer e comecei minha caminhada.
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- Acha que ela vai me seguir, Entei? - disse o homem. Em resposta recebeu um relincho e um abanão de crina. - Você gostou dela, não foi? - sorriu, passando a mão pelo pescoço do majestoso animal. Mais um relincho. - Ainda bem. Espero que desta vez todos gostem dela. Especialmente a mamãe.
Olhou para o céu e o vento passou por ele, levantando seus cabelos. Estava no cimo de uma colina verdejante, avistando um castelo lindíssimo. Fechou os olhos e inspirou profundamente.
- Já chegou, Zéfiro? - outra brisa forte passou por ele, mas nem se mexeu. - Óptimo. Quando ela chegar, leve-a com cuidado para meu castelo. Como fez da outra vez. Agora que a encontrei, tenho a certeza que é mesmo ela. Só que mais bela e pura que antes.
Outra brisa passou de novo, ao mesmo tempo que ele instigou o cavalo para a frente, obrigando-o a correr até ao castelo.
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- InuTaysho! - uma voz bela e suave ecoou pelo recinto vazio. - InuTaysho! Onde você está?
- Aqui, meu amor. - respondeu a voz grave, pertencente a um homem maduro bastante bonito.
- Óptimo. Posso falar com você? - uma exuberante mulher apareceu e aceitou as mãos estendidas do homem.
- Mas é claro. Sobre o quê? - sentou a mulher no seu colo e a beijou na nuca com delicadeza.
- Sobre Kikyou e a sua reencarnação. - o homem revirou os olhos e ela estreitou os seus. - É sério! Acha que ela vai ser como antes? As lendas que contam por aí não são verdade! Nunca tive ciúmes da sua beleza! Eu só quero que meu filho seja feliz, mas com a mulher certa.
- Izayoi, querida, confie mais em nosso filho. Ele sabe o que quer. Se ele se apaixonou por Psiké no passado, não temos culpa e muito menos ele.
- No lhe chame Psiké! Eu nunca a considerei parte de nossa família para a podermos chamar por um nome divino! Eu a odiava!
- Eu sei que ela fez muito mal para Inuyasha, mas eles se amavam. Não deve interferir no assunto.
- Eu sou Afrodite, querido. Sou uma deusa e além disso sou mãe! Sei o que é bom para meu filho e lhe digo uma coisa…
- O quê?
- Se a reencarnação de Kikyou for fútil e só querer saber de Inuyasha pela sua condição de deus, eu a mato, ouviu?
- Querida, não leve as coisas a esse ponto. Se quiser fazer alguma coisa, fale com nosso filho Sesshoumaru, ele é que é o deus da Guerra. Sua reputação não iria ficar muito boa se você matasse alguém inocente. Mas e se a nova Psiké for diferente? E se você gostar mesmo dela?
- Hmm… Acho difícil, mas não é impossível. Se ela for diferente e eu sentir o seu amor por Inuyasha, eu posso começar a gostar dela. Assim não tenho nada contra eles.
- Acho bom. - disse a beijando. - Agora, se não se importa, eu tenho que ir para uma reunião com o resto do pessoal do Olimpo. Ser Zeus não é nada fácil, sabe?
- Uhum - acenou positivamente com a cabeça. - Eu sei que não. - deu-lhe mais um beijo e sorriu. - Te vejo logo à noite, está bom?
- Está óptimo… - disse ele para a mulher que saia sorridente do pátio luminoso e cheio de nuvens a formar as paredes.
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- Ah! Que lindo! - exclamei ao ver aquela paisagem. Depois de umas poucas horas, cheguei a uma colina repleta de plantas e árvores. Acho que nunca vi nada assim tão bonito e natural! Sem mencionar o imenso castelo que avistava ao fundo. Parecia que tinha saído dos livros de contos de fadas da biblioteca do meu castelo. Era encantador!
De repente, senti uma brisa suave passar por mim, trazendo consigo o cheiro das flores do campo. Eram flores de laranjeira, violetas, rosas, flores de cerejeira e mais algumas que não consegui identificar. O resultado era um aroma inebriante que me colocava em estado de torpor e leveza. Parecia que as minhas pálpebras pesavam uma tonelada e eu tive que as fechar. O estado de leveza se intensificou até que me ergueu no ar. Estava voando, eu sabia, mas não conseguia parar.
O vento me arrastou durante alguns minutos. Mas não sabia para onde. Provavelmente para o vale abaixo da colina. Seja para onde for, eu sentia uma sensação de paz e relaxamento. Era óptimo para renovar as energias e o espírito de quem correu de um bando de ladrões e caminhou por toda a manhã.
Senti, finalmente, o chão debaixo do meu corpo e o aroma inebriante me abandonar. Dali a uns instantes, abri os olhos e me deparei com o esplêndido castelo. Por todos os deuses! Era ainda mais espectacular visto de perto!
Será que devo entrar? A porta está fechada e parece ser tão pesada que não a conseguiria abrir sozinha. Será que aquele grosso estava lá dentro? Valia a pena tentar…
TOC TOC TOC
- Oi! Está alguém aí?
TOC TOC TO--
A porta abriu-se de repente, mostrando uma pequena silhueta. Parecia um menino de aparentes 9 anos.
- Que bom que chegou, senhorita Kagome! Estávamos esperando por você.
- Es-estavam? E como sabem meu nome?
- Ora, aqui nós sabemos muita coisa! Não tenha medo. O que quer fazer primeiro? - de repente olhou para mim com cara de espanto - Me desculpe! Eu aqui falando e nem me apresentei! Me perdoe a falta de maneiras, por favor! - ele se ajoelhou em minha frente. Sinceramente, aquele tipo de reverência me irritava. Em meu castelo era sempre a mesma coisa quando me viam.
- Não precisa fazer isso! - disse o levantando - eu não gosto que me tratem com tanta formalidade.
- Mas esse é o meu dever! Fui criado assim!
- Esqueça que eu sou princesa. Faça de conta que sou … que sou sua irmã mais velha, tá bom?
- Porque não pode ser minha mãe? Eu nunca conheci ela… - disse num tom despreocupado que me surpreendeu.
- Ah, bom, sabe… eu sou muito nova…
- Oh… Então esqueça, se você não quer eu não peço mais… - o olhar dele entristeceu e só me apeteceu dar um estalo em mim própria por ser a culpada.
- Não, não! Tudo bem! - abanei as mãos em forma de defesa, não ia ele chorar. Eu sou muito emocional. Quando alguém chora eu desabo em lágrimas também. - Se é o que você quer…
- Sério? Ah! Que bom! Tenho uma mamãe! - ele começou aos pulinhos.
Fiquei vendo ele naquela dança maluca e cómica durante uns minutos até que ele parou e corou ao notar o que tinha feito.
- Desculpe. A propósito, meu nome é Shippou, muito prazer!
- O prazer é todo meu. - soltei uma risadinha despreocupada. Ele era tão fofo!
- Vem! Quero te apresentar todos os cómodos! - puxou minha mão e me arrastou até chegarmos ao salão enorme. - Esse é o salão principal, onde se dão as festas e essas coisas todas. Nunca gostei disso, tenho sempre que usar fato e não posso brincar. Bah!
- Ahn… Shippou?
- Vem, por aqui é a cozinha. Hoje é um dia especial, você está aqui, por isso o jantar vai ser feito por uma velhota que…
- Shippou!
- Oi?
- Eu estou um pouco perdida… Onde, exactamente, eu estou? Que lugar é esse?
- Ah sim! Ainda não a tinha apresentado formalmente! Peço perdão! - afastou-se de mim.
- Como? - quando se virou para mim, ele tinha um ar divertido e relaxado.
- Princesa Kagome, seja bem-vinda ao Castelo de Eros, o deus do Amor!
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Continua...
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Obrigada por continuarem lendo essa fic e peço, desde já, imensas desculpas pela demora.
Não tenho muito tempo para fazer agradecimentos em particular por isso…
Obrigada a quem manda reviews e a quem leu!
Continuem acompanhando a fic e não se esqueçam das minhas reviews! Ò.Ó
A propósito, a fic vai ter uns 5 capítulos mais ou menos, decidi prolongar um pouco a história, sabe, colocar mais uns detalhezinhos, uns diálogos tchun e mais umas 'coisas'…
A FIC VAI TER HENTAI! Só para quem quiser saber.
Só isso!
Ja ne, minna!
