Cap 3: a ideia de cathy e albus

Cathy passou as aulas da manha de terça-feira pensando no que ela deveria fazer aquela tarde... Queria falar com Dumbledore, pedir um conselho de pai, ele sempre foi bom em ajuda-la a tomar as decisões certas.
Finalmente, o almoço! Falaria com Dumbledore logo depois.

Subindo para a sala de Dumbledore, ela não podia se impedir de rever mentalmente sua ideia louca para fazer desse casamento algo suportável... Definitivamente, aquilo era loucura...

- Entre, disse Dumbledore
- Boa tarde Professor Dumbledore
- Ah Cathy, como vai indo?
- Ainda estou digerindo a ideia, me desculpe por aparecer aqui assim do nada
- Querida, quando lhe disse para vir quando precisasse eu falava a verdade, agora diga-me, o que te preocupa?
Nossa, aquilo iria ser mais difícil do que imaginava, ela não tinha ideia do que iria falar para ele, então, acabou soltando de uma vez:

- Dumbledore, eu não quero ser infeliz pro resto da minha vida.
- Mas Cathy você não vai...
- Não! Me ouça, eu sei o que vai me dizer, são só algumas noites e eu ainda terei uma vida normal, bla bla bla, eu não quero isso para mim!
Dumbledore, sempre pensei que se eu fosse me casar, seria com alguém que eu gostasse e que me tratasse bem, mas eu e o professor Snape não conseguimos ficar no mesmo quarto por 2 minutos sem se xingar... E é isso que eu quero mudar.
- Minha cara, eu não quero ser negativo, justo quando você parece tentar fazer o melhor da situação, mas se você espera que Severus passe a te amar...
- Não quero que ele me ame, por enquanto só preciso que ele não me odeie.
- O que pretende fazer?
- Isso é o que eu vim fazer aqui professor, seria muito suicídio mandar uma carta para ele, pedindo uma conversa civilizada para a gente bolar algum tipo de acordo?
Ele para de ser tão insuportável e de falar mal do meu pai, e ele me diz o que exatamente que eu faço para ele me odiar tanto.
-Bom... Sabe que eu não posso te impedir de fazer isso, e se você faz muita questão que vocês se deem bem, essa parece um bom começo, sinto que é meu dever alerta-la: Ele não vai reagir bem a uma aproximação.

Dumbledore estava um tanto duvidoso, mas decidiu-se por continuar a falar

- Querida, acho que está na hora de você saber um pouco mais sobre seu noivo... Severus é um homem muito reservado, que passou por muitas dificuldades na vida, passou por coisas horríveis e viu atos de crueldade nojentos, chegou até a praticar esses atos, esse tipo de coisa, o embruteceu, fez dele uma pessoa mais fria, mais distante, mais dura e inflexível, fez dele o "professor Snape" que você conhece hoje. Ele não tem ninguém próximo na vida particular dele, ele está sozinho a muito tempo, e se acostumou a isso, por isso, ele provavelmente não vai reagir bem a alguém tentando invadir sua zona de conforto.
- Mas eu não quero invadir nada, eu só...
- Mas é como uma invasão que ele verá.
Após algum tempo pensando, Cathy quebro o silencio,
- Eu não vou desistir, mas também não quero obriga-lo a nada, o que eu faço para ele não sentir como uma invasão?
- Bem, levar isso com muito cuidado e bem devagar é o mais importante, e acho que algo como uma carta pode assusta-lo e causar uma explosão, sei que como professor eu não devia estar dizendo isso, mas já considerou tomar uma detenção?
- Como disse?
- Querida, conheço seu histórico e sei que nunca deu motivos para ninguém te dar uma detenção, mas essa pode ser a ocasião perfeita para vocês terem um momento sozinhos, em que vocês trocam um dialogo mais inofensivo, longe de qualquer assunto mais serio, e ele não vai se dar conta de que você está se aproximando
- ÓTIMA IDEIA DUMBIE!
Depois de um beijo e abraço, Cathy saiu da sala do diretor de Hogwarts bem mais leve do que entrou.

Cansada e com medo Cathy adormeceu com seu perigoso plano em mente, e sonhou com a cara de desgosto de Ron ao vela num vestido branco e um véu negro.
Ela havia decidido por não contar nada a eles por enquanto, não havia nenhuma data marcada, ela e o Snape não teriam que fazer nada por enquanto, não havia porque gerar problemas com Ron e Hermione, pelo menos não ainda. Mas Cathy sabia, que pelo menos á Hermione ela teria de contar, de outra forma seria impossível que ela não reparasse que Cathy não estava mais dormindo nos dormitórios.

Na manha seguinte, Cathy mal conseguiu tomar seu café da manha direito, fazer bagunça na aula de poções de Snape era, para qualquer aluno, assinar atestado de suicida, mas para ela era ainda pior, pois mesmo quando não fazia nada levava bronca, imagine só se ela fizer realmente algo.
A aula começou como sempre, Snape fazendo uma entrada dramática que causava um arrepio coletivo, todos ficavam anormalmente quietos e a aula seguia. A poção de hoje era particularmente difícil, e se algo fosse misturado um minuto mais tarde, o caldeirão podia até explodir. Por isso, e pela agradabilíssima mania de Snape de ficar bufando em cima dos alunos, todos estavam mortalmente concentrados, até uma rude e alta batida na porta.
- Entre quem quer que seja o imbecil
- Desculpe pelo atraso professor
-Potter! Eu já devia saber que era você, sempre procurando uma maneira de chamar atenção, sente-se logo, ah, e acho que vou tirar 50 pontos da sua casa pela sua falta de pontualidade

Cathy se sentou rapidamente e começou a fazer a poção, o plano havia dado errado, ela achou que ele iria dar-lhe logo a detenção pelo atraso, mas parece que teria de fazer mais para merecer o castigo.
Felizmente a oportunidade se apresentou alguns minutos depois na forma de Draco Malfoy.
- Hey potter, como vai a mamãe e o papai?
- Cala boca Malfoy; disse Cathy baixinho
- Silencio Potter!; Snape ouvira, maldita super audição

-Soube que você chutou aquele traidor de sangue no final do ano passado, não foi Potter?

- O que foi? Você cansou dele não te fuder e deu o fora nele foi? Ou foi o contrario? Ele te fudeu e quando viu que não era nada de mais te mandou pastar? Foi isso cicatriz?
Não precisou de muito mais.
No final do ano passado, Cathy havia terminado com George, o irmão mais velho de Ron, e teria sido uma separação tranquila, se não fossem os comentários maldosos de toda a casa da Slytherin, comentários esses que acabaram distanciando ela e George. Mas voltando a sala de poções, quando Cathy ouviu aquela última parte, o resto do instinto de sobrevivência para não bagunçar na frente do Snape, se lembrou que na verdade queria uma detenção. E sem hesitar, fez o pior que um grifinório podia fazer na aula de Snape:
-Malfoy, sua doninha infeliz e mal amada, cale já a sua boca se não EU VOU ATÉ AI CALAR PARA VOCÊ! ENTENDEU?
- senhorita Potter? Perguntou Snape suavemente
- Professor, ele me...
- Calada! Detenção. Hoje. Ás 17h.

Felizmente, Cathy conseguiu esconder o sorrisinho que surgiu em seus lábios.