Notas: Postando o capítulo um pouco mais cedo. Porque eu sou boazinha e mereço reviews! ºSai assoviandoº this kiss, this kiss, unstoppable...this kiss, this kiss...

Razão e Desrazão - by Blodeu-sama

Cap. II

Aparatei em Hogsmeade quando o relógio batia por volta das três da tarde. Havia deixado em casa comida para dois dias e um bilhete dizendo que tinha ido ver McGonagal, e que voltaria no dia seguinte. Rezei para que Ron não ficasse muito bravo por causa da minha 'fuga'. Cumprimentei algumas pessoas enquanto andava pelas ruas de Hogsmeade, não tinha idéia que havia tantos antigos colegas morando ali. Só sabia que Neville substituíra Sprouch quase imediatamente após se formar, e que era um professor muito querido entre os alunos por ser jovem e divertido.

Passar pelos portões de Hogwarts foi como voltar pra casa. Respirei fundo o ar límpido e fresco de fim de verão na Escócia, sorrindo. Por mais que tivesse tentado me enganar todos aqueles três anos, eu amava aquela escola.

Hogwarts não mudara, então caminhei diretamente para a gárgula onde ficava a entrada do escritório de Dumbledore... de Minerva, lembrei-me de corrigir. Eu não era mais aluna ali, as coisas haviam mudado um pouco afinal. Parei em frente ao escritório e me lembrei, finalmente, que não sabia a senha.

- Por favor, posso falar com a diretora McGonagal? Estou sendo esperada. – Falei meio hesitante para a gárgula. Ela abriu o bico de pedra e olhou feio para mim.

- Sem senha, sem conversa.

Fechei a cara para a gárgula. E botei o meu tão falado cérebro pra trabalhar.

-... ahn... seria Transfiguração?

- Não.

- Então talvez seja Disciplina?

- Não.

- Ordem? Justiça?

- Não.

Que grande porcaria de cérebro, o meu! Tinha me virado para procurar alguém que soubesse, quando algo me ocorreu.

-... Dumbledore?

A gárgula girou e começou a subir, revelando os degraus de pedra. Sorri superior para ela e subi as escadas. Bati levemente na porta pesada de madeira.

- Entre – respondeu uma voz cansada.

Entrei e sorri para Minerva McGonagal, que estava sentada onde eu me acostumara a ver Dumbledore. Ela, ao contrário do mesmo, tinha uma aparência decididamente correta e pouco amalucada, e, ao contrário de Snape, aparentava cada um dos seus muitos anos no rosto.

- Hermione! Quando Severus avisou que vinha, eu não acreditei!

Ela se levantou e ofereceu-me uma cadeira, com um sorriso.

- Obrigado professora... bem, ele mencionou o motivo da minha vinda, espero.

- Ah sim, e acredite querida, você caiu do céu para mim. Estava mesmo começando a reunir currículos para o meu cargo. Mas é claro que se você está disponível, eu não me darei ao trabalho de procurar.

- Oh, obrigado professora McGonagal, mas se há mais pessoas qualificadascreio que...

- Ninguém mais qualificado, posso dizer com certeza.

Até me espantei com sua convicção.

- Está tão certa assim?

- Oh, claro. Bem, no primeiro ano aqui dará aula somente até o terceiro ano, tempo em que pode concluir seus estudos superiores. Como Neville fez, deve ter ouvido falar. Mas me livrar dos menores já vai ser bastante bom, e você se acostuma com a rotina nesse tempo...

E quando eu menos esperava, tinha ganhado o emprego.

Minerva e eu ainda ficamos conversando por um longo tempo, e ela disse que sentia muito pelo que tinha acontecido comigo. Não sabia que ela sabia daquilo.

- Talvez tenha sido melhor – disse em voz baixa.

- Querida... espero que Hogwarts não seja uma fuga.

- Eu sempre amei Hogwarts, e acho que poderia fazer algo útil aqui. – Minha voz não saiu tão convicta quanto eu esperava.

- Que bom, Hermione... porque não importa onde você esteja, sua vida sempre vai achar você, de um jeito ou de outro. A propósito, quem lhe contou a senha?

- ... eu descobri.

Ela apenas sorriu, tristemente.

Minerva me ofereceu seu antigo quarto, que eu ocuparia quando as aulas começassem, em uma semana. Era grande, como um quarto de hotel, e ficava perto da sala de transfiguração, escondido atrás de uma tapeçaria de um jovem flautista. Havia uma ante-sala pequena, com muitas estantes e dois sofás pequenos e velhos. No quarto propriamente dito, uma cama de casal de madeira maciça, uma lareira e um guarda roupa. Eu tinha meu próprio banheiro, com uma banheira cheia de torneiras como a dos monitores. Uma elfa doméstica (ou eu ao menos jurava que fosse uma fêmea) se apresentou para mim como Lynn, e disse que estaria ao meu dispor com um estalar de dedos. Revirei os olhos... ainda tinha idéias a respeito do F.A.L.E. mas não perturbaria a elfa naquele dia com discursos sobre igualdade de direitos, afinal eu também estava cansada. Mas me recusei a pedir que me trouxesse algo. A pobre criaturinha parecia cansada e velha.

Tomei um bom banho e vesti-me para o jantar, que já devia estar sendo servido. Entrei no Grande Salão com um sentimento de nostalgia. Pareciam séculos desde a última vez que eu estivera ali. As mesas das casas estavam vazias e polidas, mas a dos professores já estava cheia. Perguntei-me se todos eles viviam na escola em tempo integral. Neville ergueu a cabeça e me viu, e então acenou entusiasmadamente.

- Mione! Quanto tempo! – Ele se levantou e me abraçou, antes de oferecer um lugar ao seu lado, que eu aceitei antes de começar a me servir.

- Oh, desculpe Neville, eu devia manter mais contato...

- Ah, tudo bem, eu sei que os últimos meses tem sido difíceis pra você. Ginny me contou – acrescentou quando viu meu olhar.

- Bem, eu estou melhor... na verdade, vou ser sua colega no próximo ano.

- Ta brincando?! Ah, a Minerva finalmente pediu os pontos hã? Ela tem andado reclamando mesmo... mas vai ser ótimo, Mione! Vamos ser os dois professores mais jovens! E eu nunca imaginei que seria tão bom ser professor aqui, você vai ver, vai amar.

- Sim, tenho certeza que eu vou amar...

Não cheguei a completar a frase, distraída ao ver Snape entrar por uma porta lateral naquele momento, vestido com suas usuais vestes negras e parecendo-se mais com 'um Snape' do que da última vez que o vira. Ele olhou diretamente para mim por um segundo ou dois e então se sentou bastante afastado. Neville sussurrou.

- Okay, vou ser sincero, ele ainda me dá arrepios.

Eu ri, e começamos a conversar animadamente sobre o passado e o futuro, ignorando solenemente o presente. Relembrei porque gostava tanto de Neville, ele conseguia ser sensível o suficiente para nunca tocar em qualquer ponto delicado da minha vida. Porém o modo como Snape me encarava disfarçadamente entre um gole de vinho e outro me enervava. Antes de terminar de comer, porém, ele já havia se levantado.

A conversa com meus velhos professores e com Neville estava bastante animada, porém eu me sentia exausta. Talvez o longo período dentro de casa houvesse me tornado uma jovem que dormia cedo, então simplesmente pedi licença e me levantei, pronta para vestir minha camisola e dormir. Estava caminhando para esse agradável destino quando esbarrei em alguém que virava o corredor.

"Mas que raios!" pensei, me levantando um pouco tonta do tombo. Uma sombra negra começou a se mexer do chão também, e um familiar aroma de camomila me alertou que era Snape. "Mas que raios..." pensei outra vez, só então me dando conta de que eu não queria vê-lo.

- Está ficando desastrada como seu marido – ele resmungou.

- Vai me tirar pontos, professor? – Perguntei com um sorriso de escárnio, realizando que agora éramos iguais. E isso não deixava de ser extremamente interessante.

- Hoje não, Granger.

- Weasley.

- Ah sim, Weasley. É que não julgaria você como o tipo que se misturaria tanto com aquele tipo esquentado e estúpido do Weasley.

- Dobre a língua quando fala do meu marido, Snape. – Retruquei irritada.

- Dobre a língua quando fala comigo, mocinha. Pode ser minha colega, mas ainda não passa de uma jovenzinha de vinte anos que não tem idéia do que pode encontrar. – Ele alisou as vestes negras e virou as costas, o cabelo negro muito liso o seguindo no movimento irritado.

- Ninguém tem idéia não é Snape, já que você não deixa nem um cachorro gostar de você. No entanto, você passa as suas férias passeando entre turistas trouxas em dias ensolarados.

Quando ele se virou novamente para mim, senti uma satisfação infantil em notar que havia conseguido irritá-lo bastante.

- Não ouse... comentar aquele encontro com alguém, Weasley. Você não sabe o que eu fazia lá.

- E porque não me cont...

Calei-me ao ouvir passos e risadas no corredor adjacente. Snape segurou meu cotovelo e me arrastou pelo caminho oposto, resmungando entre dentes.

- Quando efetivar-se aqui, espero que tenha o bom senso de não discutir com seus colegas no meio do corredor.

- Não se preocupe, discutirei com eles em particular no futuro – resmunguei, tentando puxar meu braço da mão forte que o segurava. Ele estava me machucando.

Ele me soltou somente quando já estávamos bem longe das vozes. Na verdade, estávamos nas masmorras, em frente ao quadro de uma bruxa sentada em baixo de um salgueiro, chorando.

- O que é isso? – perguntei, esfregando o braço.

- Não ofenda Lady Chorosa, ela é temperamental – ele murmurou, e então disse para ela – Milady?

O quadro ergueu os olhos molhados.

- Oh Severus... - seu tom era apaixonado. Tive vontade de rir.

- AquaSolitude – ele disse, e o quadro torceu o rosto para mim antes de revelar uma porta negra, que ele tocou com a varinha antes de abrir.

- Seu quarto é bem mais protegido que o meu. – Aleguei curiosa.

- A senhora não é uma ex-espiã da Ordem da Fênix, é? – Ele retrucou, mal humorado, fechando a porta atrás de si. – Vai poder protegê-lo o quanto quiser quando for realmente seu.

Eu dei de ombros, olhando ao redor para a ante-sala de Snape. Havia prateleiras e sofás, como a minha, mas as prateleiras estavam cheias e o sofá muito mais puído e atravancado de coisas. Não que Snape fosse desorganizado, de modo algum. Eu reparara que os livros e potes viscosos nas prateleiras pareciam catalogados por assunto, época e tamanho. O problema era que as prateleiras disponíveis não eram o suficiente para aquele homem de interesses tão vastos. Uma coleção de capa dura inteira sobre poções africanas descansava do lado direito do sofá menor porque não havia outro lugar para ela, e a mesa de centro continha uma bandeja de delicados frascos em vários tons de azul, que eu desconfiava seriamente não serem de licor de amoras. Snape livrou o sofá maior de meia dúzia de pergaminhos abertos com um toque de varinha e o ofereceu a mim. Sentei com receio de que cobrinhas saíssem daquele sofá, se não por causa das poções, ao menos por culpa da idade do móvel.

- Certo, agora estamos em plenas condições de discutir o quanto quisermos.

- Não quero discutir Snape. Você sabe o que quero. – Disse polidamente.

- Oh sim, quer saber tudo de tudo, como sempre.

Apenas sorri, pois isso parecia irritá-lo.

- Eu estava em Londres naquela manhã visitando minha irmã e meu sobrinho.

Fiquei chocada. Então Snape não era um solitário convicto afinal!

- Não sabia que tinha parentes. – Murmurei.

- Apenas esses. Trouxas. Minha irmã é filha apenas de meu pai... que graças às suas pesquisas do sexto ano, se bem me lembro, você já sabe ser trouxa.

- Sim, eu me lembro... – murmurei constrangida pela primeira vez de invadir a vida particular dele. – E eles sabem que você é bruxo? – Mas não tão constrangida.

Snape estalou os dedos enquanto balançava afirmativamente a cabeça. Lynn apareceu imediatamente.

- Precisa de Lynn mestre Snape, senhor?

- Traga-nos chá... e suco de abóboras para sua nova senhora.

- Não Lynn, obrigado, eu não quero nada. A quantos senhores você serve, Lynn? – perguntei chocada como a velha elfa parecia cansada, e ignorando o revirar de olhos do meu novo colega.

- Lynn é o elfo dos professores, mestra. Lynn os serve em tudo que precisam, senhora.

- Todos os professores?!

- Ora Hermione, deixe a criatura trabalhar e fazer o que gosta! Vá Lynn, e volte rápido. – Snape a dispensou com um gesto de descaso.

- Sim mestre Snape, Lynn volta rápido, senhor. – E aparatou.

Voltei meus olhos chocados para Snape, o acusando silenciosamente. Ele apenas deu de ombros.

- Ela está aqui há mil anos, desde quando comecei a dar aulas, e nunca reclamou.

- Ora, vocês a proíbem! É um absurdo o descaso com que os bruxos tratam as outras criaturas mágicas, os desprezando como seres inferiores...

-... Que é o que eles são. Não seja tola Hermione, elfos não querem ser libertados.

Calei-me. Mas calei-me apenas porque ele usara meu primeiro nome. Era estranho vê-lo usando meu primeiro nome. Ele também parecia achar isso, pois desviou os olhos para as prateleiras, procurando por algo. Seus olhos bateram em um livro de capa branca, que ele convocou.

- Aqui. Propriedades Mágicas dos Pêlos de Unicórnio. Acho que ajudará na pesquisa que está fazendo... e já que foi contratada, sugiro que leia este também.

Outro livro voou até meu colo, e não consegui segurar uma gargalhada ao ler o título do livro trouxa. "Pedagogia – Como Tratar Seus Alunos"

- Hahahahahahahahahaha... duvido que você o tenha lido, Snape! – Não consegui evitar de comentar.

- Ganhei de Mila a muitos Natais e não, não me dei ao trabalho de lê-lo. – Eu poderia jurar que ele estava se segurando para não rir. – Mila é minha irmã. – Acrescentou depois.

- E como se chama seu sobrinho? – Sorri ao perguntar. Ele corou levemente, como se não esperasse pela pergunta.

- Se chama Sev. Apenas Sev.

Baixei o livro e olhei para ele profundamente, grata que ele retribuísse meu olhar em desafio, e não o desviasse como Ron fazia constantemente. Estava surpresa, primeiro pelo fato de que ele tinha uma família que devia gostar dele, e segundo porque ele conseguia corar de vergonha. Era provavelmente a coisa mais humana que eu já o tinha visto fazer.

- Sev... uma homenagem bonita, Severus.

- Não acho que reduzir meu nome de imperador a essa absurda partícula e depois o incutir num pobre garotinho seja algo bonito de se faze... Lynn, finalmente.

Ele aceitou o chá enquanto eu me acabava de rir, me perguntando onde estava o homem assustador que costumava colocar seu enorme nariz em minhas poções achando os mínimos erros para me castigar. Olhando para ele, nem mesmo achava que era tão feio quanto eu pensei durante tantos anos. Não, seu nariz nem era tão grande, era apenas imponente, como Ramsés II. Mas todo o rosto dele estava escondido atrás da xícara de chá de camomila, desconfio que para disfarçar a vermelhidão.

- Afinal, por que você fica tomando esse chá de camomila o tempo todo?

- Porque preciso relaxar o tempo todo devido a essas bestas humanas que as pessoas têm coragem de chamar tão carinhosamente de crianças. Sinceramente senhorita... senhora Weasley, foi você minha única aluna que valeu a pena desde o começo. Até mesmo o jovem Malfoy me decepcionava constantemente... tsc, e tinha genes tão promissores... espero que os filhos dele não me causem tamanho desgosto.

- Malfoy já tem filhos?! – Perguntei antes de me conter.

- Apenas um, com a herdeira Greengrass, nasceu há dois meses. Um garoto chamado Scorpius. Sou padrinho dele assim como de Malfoy.

- Até mesmo você tem uma família completa... – Murmurei, antes de baixar o rosto.

Snape ignorou o quanto a frase havia sido grosseira, o que me surpreendeu. Mas o que mais me fez perguntar o que raios estava acontecendo foi quando ele disse numa voz baixa.

- Sinto muito pelo seu bebê. Não havia como saber sobre a saliva de dragão...

- Não, não havia. Mas Ronald parece pensar que foi minha culpa. Eu não consigo parar de pensar que foi minha culpa, que eu deveria saber... que talvez eu soubesse, mas tenha ignorado porque eu não tinha certeza se estava pronta para aquilo tudo...

As palavras saíam de minha boca com uma tristeza profunda, num fluxo que eu não conseguia conter. Severus sentou-se ao meu lado e então, num gesto que parecia difícil para ele, me abraçou. Deixei-me aninhar nos braços dele, lágrimas quentes molhando meu rosto. Minerva estava certa, não haveria nunca como fugir da minha própria vida. Mas o fato dela vir bater na minha cara quando estava justamente com Snape era embaraçoso.

Ergui o rosto, pronta para me desculpar, e me deparei com os olhos negros dele. Negros como dois poços profundos e misteriosos, de onde absolutamente qualquer coisa poderia sair. No momento, aqueles dois poços pareciam expelir fogo, e fiquei hipnotizada por eles. Não havia como escapar, eu só conseguia me aproximar mais daqueles olhos, como uma mariposa da luz. Mais e mais...

Nossos lábios se tocaram. Apenas se tocaram. Minhas pálpebras tremeram antes de se fecharem. Meus dedos apertaram a frente da camisa dele quando nossas línguas entraram em contato. Seus braços fortes fecharam-se ao redor da minha cintura, e um barulho rouco saiu de sua garganta enquanto eu me entregava ao beijo mais impróprio e absurdo da minha vida. O ar saía de meus pulmões e eu pouco me importava em repô-lo, respirar parecia desnecessário. Eu mesma deixei escapar um gemido baixo por entre os lábios macios que cobriam os meus.

Então me afastei, congelada de susto pelo que havia feito. Severus tampouco parecia acreditar, me olhava com olhos do tamanho de pires, lembrando bizarramente aos elfos domésticos. Mas eu não conseguia rir. Não conseguia sequer pensar.

Minhas pernas pensaram por mim. Num átimo de segundo, eu havia atravessado a sala toda e corria como uma verdadeira insana pelos corredores conhecidos, até encontrar a tapeçaria do flautista e me jogar dentro de meu quarto como um vendaval. Não olhei para trás nem mesmo um instante para saber se havia sido seguida.

Em profundo estado de choque, fiquei acordada até a manhã seguinte, quando arrumei minhas coisas e fui para casa antes de encontrar qualquer um que pudesse olhar em meu rosto e dizer, acusador, que eu havia beijado Severus Snape.