Disclaimer: Harry Potter não me pertence.

Aviso: isso não foi betado. Possíveis erros de digitação/português.

Boa leitura!


- Oh, ele está tirando a roupa.

Eu engasguei e enfiei o rímel em meu olho com um movimento brusco.

- Porra. - Eu gemi.

Marlene não pareceu se importar e sequer se virou para mim. Ela continuava inclinada à janela espiando a vida da vizinha no pequeno prédio ao lado enquanto usava um panfleto para se abanar. Tudo isso, porque James Potter estava lá. Tirando a roupa, aparentemente.

Com meu olho ardendo e uma mancha preta enorme em minha pálpebra, eu procurei um de meus lencinhos para maquiagem. Mantive o olho fechado, que agora começava a lagrimar.

- Vaca. - Marlene murmurou entediada.

- Mrs. Mason? - Eu pressionei devagar o lencinho contra o olho - Qual é o problema? Ela é uma boa e adorável velhinha.

- Que tem uma neta bronzeada que está claramente interessada em deixar James explorar seu short minúsculo.

- Você diz Corine?

Perguntei retirando o lencinho para abrir o olho e descobri-lo vermelho.

Infernos.

Comecei a refazer a maquiagem repudiando toda e qualquer coisa relacionada à James tirando a roupa para a neta bronzeada de nossa vizinha.

- Eu tenho certeza que isso foi um plano da velha. - Marlene disse digitando agora um pequeninho relatório para Doe em seu celular. - Só falta ela puxar as calças dele. Deixe só Dorcas descobrir isso.

- Pelo amor de Deus. Você não tem nada para fazer?

- Ei, estou tentado proteger o seu homem, Evans. Seja mais grata. - Ela se fez de magoada.

- Lene, você está aqui porque Sirius está há dez passos no apartamento de Potter.

- Você não vai fazer nada? - Marlene me ignorou perguntando.

Eu tentei ajeitar o lado esquerdo de meu penteado que estava um pouco Orgulho e Preconceito demais e tirei um dos grampos para mudá-lo de lugar.

- Porque eu faria alguma coisa? - Respondi e o grampo escapou de minhas mãos - Argh.

Abaixei-me em minha lingerie roxa para pegar o grampo que havia quicado para debaixo da mesa de maquiagem

- Porque você está morrendo para saber se os boatos sobre James ser um Deus do sexo são reais, não? - Ela disse virando-se para mim.

- Perdeu a razão? - Eu disse batendo a cabeça na mesa ao levantar.

Caralhos, lá se foram horas de trabalho.

- Oh, por favor. Não se iluda, Evans. Admita, você quer James Potter e quer agora.

- Ele é tentador. Eu nunca neguei. - Falei revirando os olhos e tentando salvar o penteado. - Mas é apenas isso.

- Asneiras. - Ela se recostou à janela fazendo um coque rápido. - Desde o dia que você foi fazer aquele bolo para Emme, fica nervosa toda vez que falamos dele.

- Oh, isso são asneiras.

- Merda, Lily, você até comprou o livro dele. Você. A única pessoa no mundo que dizia repudiar qualquer coisa que viesse dele.

- Eu me equivoquei. Reconheço que ele é um ótimo escritor. E você tem o livro dele.

- Não é tal fato que estamos discutindo. - Ela moveu a cabeça para dar uma espiadela na janela da vizinha.

- Perdão, achei que fosse sobre o quão desequilibrada você fica quando se interessa por um livro.

- Nós não estamos, em definitivo, discutindo isso. Você prometeu nunca mais fazer menção ao assunto!

- Qual assunto? - Fingi ignorância.

- Você sabe muito bem qual. - Lene cruzou os braços envergonhada.

- Oh, diz quando você guerreou com três outras mulheres na Foyles para obter a edição limitada de um dos livros de James?

- Estava autografada! E tinha extras. - Marlene exclamou - Uma mulher é capaz de dar qualquer coisa por isso.

Eu ri e ela continuou inflamada:

- Eu não sabia que você viria a ser vizinha dele. O que, devo acrescentar, não me causou nenhum benefício. Cadê as partes exclusivas? Pedaços do livro inéditas que ele ainda irá lançar? Não estou ganhando nada com sua amizade.

- Eu acho que é por isso que se chama amizade e não interesse. - Falei indo até o quarto pegar o vestido que eu havia separado para o jantar.

Lene veio atrás de mim ainda reclamando sobre o quão iníquo é ela conhecer James Potter mas não ter acesso à seus rascunhos. O que não é culpa minha, francamente. Não é como se eu fosse fazer um favor à ele apenas para ver suas anotações. Ele pediria algo em troca, eu posso afirmar com convicção.

- O que está fazendo? - Marlene perguntou quase ofendida.

Eu me virei para ela desentendendo a afronta.

- Perdão?

- Você não vai usar isso, vai?

Olhei para o vestido puritano em minhas mãos. Qual é o problema dele? É certamente adequado para o jantar. Ele é preto com flores amarelas, o decote é alto e é comprido o suficiente para chegar aos meus joelhos. É praticamente meu vestido de igreja. Aliás, ele é bem bonito.

- Devo usar um longo? - Perguntei transtornada.

- Evans, sou sua melhor amiga. - Ela pôs uma das mãos no peito - Para seu bem, não permitirei que você entre na mesma sala que James Potter usando esse vestido. É meu dever ajudá-la a tomar as decisões corretas, principalmente quando você está claramente fora de si.

- Oh. - Exclamei protegendo o vestido do olhar cruel de Lene - Por que não? É perfeitamente aceitável.

- Você só pode estar brincando.

Eu não entendo a causa de tanto ultraje. Digo, infernos, é um jantar formal. Faz tanta diferença assim se James estará lá ou não? Ademais, qualquer coisa que me ajude a repelir Caiden - ou a decrescer suas persistentes e enfadonhas investidas - é deveras bem-vinda.

- James irá acompanhá-la, você não pode agradecê-lo usando isso. - Ela arrancou o vestido de minhas mãos.

- James irá unicamente permanecer ao meu lado. Se for viável nem tocaremos um ao outro. Quero somente afastar Caiden, você sabe disso Marlene! E isso é um CH.

- Lily, você não está deixando esta casa neste vestido. Ponto.

Lene dirigiu-se à meu armário e abriu a porta dos vestidos, recolocando o que eu pegara no lugar, e procurando por outro. Ela não precisou nem de dez segundos, e já tinha puxando um vestido preto de paetês que tenho.

- Você vai quebrar pescoços com esse! - Ela sorriu marota.

- Não vou usar tal vestido para um jantar formal! Você sabe quantos velhinhos estarão lá?

- Meu amor, posso te assegurar que caso vá com aquele vestido que escolheu primeiro, pelo menos um deles terá um AVC de indignação. Perceba, se eu tivesse suas pernas eu não usaria calças nunca. É praticamente um crime contra humanidade.

Revirei os olhos e virei para o espelho desmanchando meu penteado para começá-lo novamente.

- Recuso-me. - Falei tirando os outros grampos.

Ela revirou os olhos e bufou.

- Okay. Mas eu tenho que aprovar o seu vestido.

- Perdão? Não estou morando mais com minha mãe sabia? - Eu ri.

- Evans, não vou deixar você estragar a chance de sexo com Potter. Eu serei jogada no inferno por isso.

- Você é tão dramática. - Sorri - E deixe-me lembrá-la mais uma vez que não haverá sexo algum.

- Eu avisei você quando nos conhecemos. Seja minha amiga por seu próprio risco. - Ela falou para acrescentar - Com esse vestido não haverá sexo mesmo.

Eu comecei o trabalhoso penteado novamente e Lene me parou gritando:

- Pelos céus, você não vai com o cabelo preso.

- Certo, qual é o problema do cabelo preso?

Ela empurrou-me no pequeno banco de tecido em meu quarto e começou a fazer meu cabelo.

- Vou fazer apenas uma meia-lua, seu cabelo fica solto. - Lene ordenou.

Cruzei os braços.

- Deixando bem claro que você não vem para minha casa da próxima vez que eu tiver um jantar.

Ao final da tarde, eu - que tinha me comportado como uma Barbie ruiva em tamanho real - estava totalmente pronta. Marlene fez até minha maquiagem e checou se eu havia depilado as pernas antes de por um vestido. Metade de meu armário foi movido para achar o vestido ideal:

Um Dolce & Gabbana que eu havia ganhado de mamãe. Ele é preto com um decote discreto em V, possui mangas ¾ de renda e é todo de botões. De acordo com ela, é o vestido que causa fantasias em qualquer homem.

Não que eu queira fazer James Potter fantasiar comigo. Por que eu não quero.

O sonho absurdamente erótico com James me veio a cabeça e corei de forma exagerada.

- Lily? Está tudo bem? - Lene perguntou fechando o estojo de maquiagem - Será que passei blush demais?

Levantei abanando o rosto.

- Está um pouco abafado aqui dentro, não acha?

Marlene me olhou um tanto desconfiada, mas concordou levantando-se e ajustando o ar-condicionado.

- Lily, você precisa de ajuda para ir até a casa de seus pais? - Ela perguntou para depois acrescentar maliciosa - Ou James irá com você?

Revirei os olhos calçando minhas sandálias.

- Obrigada, Lene, mas o motorista de papai virá me buscar. Ele vem com Lorraine para carregar a sobremesa.

- Falando nela... - Marlene me olhou com sua famosa cara de pidona.

Todos acham os olhos do Gato de Botas irresistível, não? Acredite quando digo que ele aprendeu tudo o que sabe com Marlene. Tratando-se de livros e doces ela sempre os usa contra Emmeline e eu. E sempre consegue o que quer.

- Okay - Eu falei levantando uma das mãos - Pode separar uns para você.

Ela riu e me abraçou cuidadosamente para não me desarrumar.

- Você sabe que eu não resisto aos seus Summer Puddings.

- De fato, mas seja franca, à que doce você resiste? - Eu sorri.

- Tudo bem, tenho uma tara por doces eu admito. E daí? Você tem uma por escritores aparentemente.

- Okay, Malcolm escreve artigos políticos para revistas e Gordon faz anúncios para jornais e outdoors. Eles não são escritores, você tem que superar isso.

Marlene abanou uma das mãos em descaso.

- Todos eles escreviam algo. E com James não é diferente.

Respirei fundo para não entrar no assunto e deixar passar a insistência absurda de Lene em dizer que James e eu temos - ou teremos, ou deveríamos ter - um "rolo".

- Só pegue sua sobremesa. - Eu disse me dirigindo a porta ao ouvir a campainha - Você está com sua chave, não?

- Sempre. - Ela falou já atacando um potinho - Não se preocupe, não tenho planos de entrar na sua casa de surpresa e pegá-la com James te empurrando contra sua janela.

Eu lhe lancei um olhar chocado antes de abrir a porta para Ray e Lorraine. Eles entraram com um sorriso e indiquei à eles os delicados potinhos com meu pudim na cozinha. Os dois começaram a levá-los para o carro e eu me virei para Lene que terminava o seu.

- Não me interessa o que for fazer com Black, desde que seja na casa de James. - Eu lhe apontei um dedo - Meu sofá, meu quarto, minha casa está fora de cogitação.

Marlene riu.

- Acha mesmo que eu vou pegar Black assim que você sair?

- Não assim que eu sair. Em uns quarenta e cinco minutos.

Ela me deu um tapa no braço e eu ri.

- Pois saiba que eu tenho autocontrole, Evans.

- Estou apostando que não. - Falei com um sorriso pegando minha pequena clutch amarela e tirando meu celular de dentro.

- Apostando? - Ela estreitou os olhos.

- Sim, Doe disse que você não aguentaria quinze minutos. Hesty bota muita fé em você e apostou em uma hora e meia.

"Estou saindo de casa. Esteja lá, Potter."

Eu digitei.

- É espantosa a confiança de vocês em mim. - Ela passou a mão pelos cabelos jogando-os para trás. - Quarenta e cinco minutos hein?

James respondeu de imediato.

"Minha reunião está quase acabando. Logo estarei lá."

"Não ouse se atrasar. Você prometeu."

"Simsim, eu sei, ruiva."

- Posso saber qual o motivo de tanta precisão?

Revirei os olhos para a mensagem de James. Ele e sua maldita mania de me chamar de ruiva.

- Por favor, sou sua melhor amiga. Te conheço melhor que você mesma. - Respondi.

"Espere. Reunião? Isso não estava nos planos."

"Sim, com o departamento de Marketing. Chato como o inferno."

- Esclareça. - Lene exigiu divertida.

- Bem, quarenta e cinco minutos é o tempo ideal para você tomar um banho, vestir a lingerie sexy e limpíssima que eu sei que você tem na sua bolsa, escovar os dentes duas vezes e arranjar a desculpa perfeita para Sirius abrir a porta sem que fique óbvio que você está se coçando para transar loucamente com ele.

"Chato não seria a melhor definição para inferno."

"Como pode saber? Nunca esteve lá."

Marlene me encarou calada.

"Estou lá todos os dias, você é meu vizinho, Potter."

"Se você queria um pedaço meu era só pedir. Não precisava sofrer, Evans."

Como ele consegue distorcer tudo - caralhos - que escrevo? Oh bem, benefícios de ser um escritor.

- Eu odeio você. - Ela falou.

- Eu sei que você me ama.

"A última coisa que quero é um pedaço seu, Potter. A não ser que seja para jogar aos leões."

Lene riu.

- Quanto?

- 250 pounds.

"Estamos de bom humor hoje huh?"

"Você não tem decisões para tomar? Do tipo: fonte Cambria ou Calibri?"

- Você também carrega lingerie limpa na sua bolsa.

- Não com o seu objetivo.

- Não, mas válido para ele.

Eu tive que concordar.

"Trocar elogios com você é deveras interessante."

"Você precisa seriamente reavaliar suas escolhas de palavras"

"Não acho. Está de vestido? Qual é a cor?"

- O que esta fazendo? - Ela perguntou inclinando-se sobre meu ombro.

"Porque, infernos, isso interessaria a você?"

"Sou seu acompanhante"

Milésimos depois outra mensagem chegou:

"E eu quero adivinhar a cor da sua lingerie."

Uma hora e meia mais tarde - depois de recuperar meu ouvido do gritinho histérico de Marlene ao ler a mensagem de Potter - eu recebia os convidados junto com meus pais. Foi quando vi Caiden Pearce vindo em minha direção. Sorri educadamente como fui ensinada a fazer, mas tive vontade de sair correndo. Se existe alguém que tenha um ego maior do que o de James, esse é Caiden. Conversar com ele é torturante, mas como sou uma boa pessoa que está em constante busca por minha evolução como ser humano, eu me dou a tarefa de conversar com ele. E ser gentil. E fingir prestar atenção, claro.

É bom que meu lugar esteja guardado no céu.

- Lily! - Ele sorriu e apressou-se para beijar-me o rosto colocando uma das mãos em minha cintura.

Opa, opa.

O cara acha que pode sair beijando? Meu rosto é área restrita. Venho trabalhando há anos na teoria de "o que você não pode alcançar é sempre mais desejável do que o que você tem à mão" e sempre procuro me colocar na categoria "inalcançável". Por pura questão de preservação. Certo, um pouco de diversão também. Perceba, homens não se interessam por aquilo que se consegue de forma fácil. Oh, não. Você tem que parecer difícil, instigar o instinto predatório que eles têm em si. Ser vista como o prêmio supremo.

Qual é mesmo a graça daquelas que são fáceis demais? Nenhuma. É como uma bolsa barata, você usa, abusa e deixa de ser legal. Depois parte para outra e descarta com facilidade a antiga. Já com aquela bolsa totalmente desejada, onde você precisou lutar duro, dar o sangue, aguentar horas extras e sofrer quando via outra pessoa na rua com ela, é um pedaço do céu quando se consegue. Ela se torna sagrada, você não empresta - talvez apenas após um contrato assinado a sangue de que ela retornará da maneira que foi encontrada - e cuida dela como parte de si.

É basicamente assim que os homens nos veem.

- Caiden.

- Adorável surpresa quando sua mãe me ligou para convidar-me para o jantar.

Nem me diga.

Aceitei uma taça de vinho de um dos garçons.

- Oh, sua família é sempre ótima companhia.

O que não é mentira. A família dele é, mesmo que ele seja um babaca irritante. Sua irmãzinha Peyton é a coisa mais encantadora do mundo. Como ela consegue conviver com Caiden, é um mistério.

Ele fez uma careta.

- Meus pais são um tanto entediantes, eu admito.

Controlei-me de forma absurda para não gargalhar. O que mostra que eu tenho muita força de vontade. E medo da repreensão de meu pai.

- De forma alguma. - Sorri divertida - Eu os acho fascinantes.

Caiden revirou os olhos.

- Não pode estar falando sério. Temos viajado quase todos os feriados juntos para "manter a família unida". Agora que Pey iniciou a faculdade e eu comprei meu próprio lugar eles têm se sentido sós.

- Entendo. Minha mãe vive aparecendo de surpresa, mas eu adoro tê-la por perto.

- Comprei um ótimo apartamento na 47 Park Street.

- Jura? Que bom. - Tomei um gole de meu vinho com desinteresse.

- Achei que fosse me custar mais, mas fiquei surpreso. - Ele sorriu com seus dentes perfeitos.

- Imagino que sim. - Eu olhei pela sala atrás de qualquer modo de escapar da conversa que eu sabia que estava por vir.

- O apartamento é muito espaçoso, acho que-

- Oh, e como vai Peyton? - Eu o interrompi - Ela está fazendo Economia, não?

Caiden pareceu um pouco desconfortável com a mudança de assunto.

- Fez apenas um ano, nada demais.

- Soube que suas notas são excelentes.- Falei genuinamente interessada - Ela está na LSE certo?

Um discreto barulho avisou-me que eu tinha nova mensagem. Quase joguei as mãos para o alto agradecendo aos céus. Abri a pequena bolsa agarrando meu celular e a tela brilhou para mim.

"Estou preso no trânsito."

Perdão?

Ele está preso no transito? Eu estou presa com Caiden.

Ele não tem consciência da gravidade de minha situação?

"Largue a droga do carro em qualquer esquina e ande até aqui. Você prometeu que viria."

- ... Com dois quartos de sobra e uma vista espetacular.

- Uhum. - Eu murmurei.

"Está louca? Está chovendo o Atlântico inteiro."

Mulherzinha.

- Eu posso pegar algo para você, Lily? - Caiden se ofereceu vendo meu copo já vazio.

- Sim, por favor. Whisky. - Sorri.

Eu vou precisar.

"Caiden já me achou. Estou sendo torturada!"

Ele respondeu logo em seguida.

"Porque você não vai bater papo com algum velhinho ou algo assim?"

Digitei furiosamente.

"E matá-los de tédio com descrições do novo apartamento de Caiden? Eu acho que não. Prefiro sofrer só."

"Não entendo. Você nunca é altruísta comigo. Afinal mesmo que eu esteja aí com você vou ouvi-lo falar por mais de duas horas você sabe."

"Você não merece compaixão, Potter."

"Se eu lembro bem, ajudei você com a surpresa para sua amiga loira."

"É o mínimo que você poderia fazer, não? Pare de digitar e dirija."

Eu olhei um pouco ao redor da sala e vendo Caiden fazer seu caminho até mim decidi me juntar a mais alguém. Foi quando vi Peyton parada próximo à janela olhando para algo lá fora com grande interesse.

- Peyton!

Ela se virou para mim em seu vestido cor-de-rosa, e sorriu.

- Lily, como vai?

- Oh, você sabe, a vida está um pouco agitada agora.

Meu celular apitou.

"Eu acho que isso é amor, Evans."

Corei de forma exagerada.

- Perdão. - Eu disse para Peyton antes de responder.

Ela sorriu compreensiva.

- Não se preocupe.

"Sim, amor-próprio."

Caiden nos alcançou assim que eu enviei a mensagem, ele entregou-me o copo e sorriu para a irmã no que eu juro que foi um sinal para: dê o fora.

- Peyton! Eu estava falando sobre você momentos atrás com Caiden.

Peyton sorriu envergonhada e disse:

- Oh, e eu sobre você com Mr. Morris.

Tomei um gole do whisky e perguntei surpresa:

- Jura?

- Sim, você é tão linda, Lily. - Ela disse sorrindo. - Eu gostaria de ser tão encantadora quanto você.

Peyton olhou novamente para a janela, ligeiramente sem-graça aparentemente procurando por algo.

- Linda, realmente. - Caiden disse. - Semana que vem os Domvilles vão à Queenwood jogar golfe e minha família e eu vamos juntos. Comemoraremos o aniversário de Ernie. Podemos ir juntos, o que acha?

Ernie?

Ernie?

Eu conheço Mr. Domville desde que tinha 3 anos e eu nunca o chamei de Ernie.

Claro que meus pais e eu havíamos sido convidados, mas Caiden não precisava saber disso. Sorri, pronta para inventar uma desculpa quando os olhos de Peyton se arregalaram e suas bochechas coraram de forma impressionante.

Confusa, parei com minha boca entreaberta pronta para dizer algo, mas minha cintura foi agarrada por uma mão grande e gelada. Só tive tempo de ver os cabelos molhados de James antes que ele fechasse sua boca contra a minha.

O beijo durou um segundo. No máximo.

Entretanto minhas pernas pareciam geleia.

- Perdão, hon. - Ele disse - Eu fiquei preso no trânsito.

Louco. James Potter é louco.

Caiden nos encarou tão confuso quanto sua irmã. Eu tive certeza de que a expressão em meu rosto era cômica.

James apenas sorriu para Caiden e estendeu sua mão.

- Prazer. James Potter.

Caiden apertou sua mão em um gesto automático.

- Sou Peyton Pearce! - Ela apressou-se em dizer, sorrindo de forma encantadora. - Prazer.

James sorriu daquele jeito que só ele sabe sorrir. Aquele sorriso que faz corações explodirem.

- Oh Lily, você não disse que está namorando Mr. Potter.

- Por favor - James disse ainda sem largar minha cintura - Apenas James.

Peyton corou novamente todo o caminho até seu pescoço.

- James. - Ela disse tímida - Vocês devem ser o casal mais belo de Londres.

Caiden ainda parecia um tanto chocado quando perguntou:

- E desde quando estão juntos?

- Faz uma semana. - Falei recuperando-me com um sorriso.

- Um mês. - James disse ao mesmo tempo que eu.

Levantei meu olhar para James nervosa, mas ele apenas olhou-me de forma carinhosa e disse:

- Um mês que persigo, Lily. Infelizmente faz apenas uma semana que nos acertamos.

Você está morto, Potter. Morto. Eu vou acabar com você.

- Oh, que romântico. - Peyton derreteu-se com a mentira absurda de James.

- Hon - Ele disse rouco e baixo ao se virar para mim - Estou encharcado, podemos ir até seu quarto para eu trocar de roupa?

- Claro... - Tentei sorrir de forma natural - Amor.

James sorriu para Caiden e Peyton.

- Minhas sinceras desculpas, mas vou roubar Lily por uns instantes. - Ele piscou safado.

- Voltamos logo. - Falei para Peyton.

Sua mão achou a base de minha costa, guiou-me - sim, na casa de minha mãe - até a porta que separava as salas dos quartos e murmurou antes mesmo que estivéssemos fora do alcance de Peyton e Caiden:

- Talvez não "logo".

Demonstrei muita força de vontade para não acertar a costela de James com meu cotovelo. Ou talvez fossem meus lábios que ainda ardiam que me deixaram meio desorientada. Assim que ele entrou em meu antigo quarto - todo em tons bege e dourado - fechei a porta a trás de nós.

- O que você fez? - Reclamei virando subitamente e ao ver James - já sem o sobretudo - tirando o colete molhado - quase me atirei com força na parede contrária - O que está fazendo?

Ele riu sacana, seu riso que faz - eu quase tive que segurar as minhas - calcinhas caírem e colocou o colete na poltrona junto ao espelho.

- Tirando a roupa. Achei que você fosse familiar com a ação, Evans.

- Sinto muito, está a confundir-me com Corine. - Escapou antes que eu pudesse refrear.

Caralhos, você tem que se queimar não é Lily? Você é masoquista ou o que? Precisava agir como uma ciumenta louca?

James, que começava a tirar a gravata borboleta, pausou as mãos - não que eu esteja prestando atenção onde as mãos dele estão, porque não estou - e olhou-me interessado.

- Perdão?

- Porque está a tirar a roupa? - Perguntei em desespero tentando desviar o assunto.

Nota-se que só porque perguntei em desespero, não quer dizer que eu tenha mostrado tal emoção. O que senti foi interno, não é como se eu estivesse morrendo para deixar James saber o quão nervosa estou. Você sabe, coloquei uma das mãos na cintura e alisei algum amassado inexistente em meu vestido soando indiferente.

Potter retomou os movimentos com as mãos - novamente, não que eu me importe - e desatou a pequena gravata.

- É um tanto óbvio, não acha?

Arqueei uma sobrancelha do modo que Dorcas costuma fazer.

- Sinto muito que tenha se molhado, mas que roupa pretende colocar, amor? - Fiz questão de frisar o apelido carinhoso.

Ele riu rouco.

- Oh, eu não pretendo colocar roupa alguma, hon. - E lançou-me um olhar tão absurdamente íntimo que fez o beijo que ele me deu parecer um simples aperto de mãos. E não daqueles calorosos.

Arrumei minha postura e andei até a janela de meu quarto procurando criar o máximo de distância entre nós.

- Você não será de utilidade alguma para mim nu.

- Posso achar algumas.

- James, você poderia levar isso a sério? - Perguntei lentamente.

- Eu acabei de encenar para aquele babaca. Explique-me como não estou levando isso a sério.

- Eu só quero desencorajar as investidas de Caiden.

- Permita-me dar um murro nele. - James murmurou um tanto mal-humorado - Ele mudará de ideia de imediato.

- Por que está com raiva? - Perguntei ligeiramente irritada.

- Não estou com raiva. - Ele falou - Você está muito tensa.

- Bem, você está tirando as roupas em meu quarto. - Falei com obviedade - Como gostaria que eu reagisse? Tirasse minhas roupas também?

Mais calmo, ele veio a dar um sorriso.

- Não, isso eu quero fazer.

Revirei os olhos ignorando-o.

- E, você não precisava ter me beijado.

- Oh, eu sinto muito, Evans. - Ele começou a desabotoar a camisa branca molhada - Mas eu costumo beijar as mulheres com quem saio.

- Não sou uma das mulheres com quem você sai. Achei que isso fosse perceptível.

- Estamos fingindo um ter relacionamento, não? É apenas natural cumprimentar minha namorada.

- Poderia apenas ter tocado minha cintura! - Eu disse coerente - O beijo foi desnecessário. Não o faça de novo.

James levantou o olhar de seus botões para mim, sem parar o que fazia.

- Chama aquilo de beijo?

Arfei ultrajada e caminhei para próximo dele.

O que ele acha que foi?

- Sua boca tocou a minha. É uma definição aceitável.

- Evans, se eu começar a beijar você, você não vai querer parar.

Escutei uns passos no corredor e baixei a voz para não ser ouvida do lado de fora.

- Procure outra pessoa. Esses lábios - apontei para minha boca - estão fora de limites para você.

James revirou os olhos.

- Certo, esqueci que sou a pessoa mais odiada de sua lista negra.

- Não se trata disso.

- Não? Porque você poderia ser mais grata. - Com o abdômen perfeito exposto, ele começou a puxar a camisa de dentro da calça.

- Com licença? - Eu reclamei tentando desviar a atenção de seu tronco, o que não é exatamente simples. Não quando sua visão periférica insiste em funcionar com perfeição - Não é como se fosse um sacrifício muito grande. Você viria de qualquer forma.

- Está engada. Eu tinha planos para ficar em casa e escrever.

Mordi os lábios sentindo-me levemente culpada.

- Podia ter me avisado. - Eu expliquei - Eu conseguiria outra pessoa para vir.

- Diz Ladett? - Sua camisa escorregou com alguma dificuldade por causa da água pelos ombros enormes.

Pelos céus, anjos e tudo o que é divino. Concentre-se Lily!

- Digo outra pessoa. Por que você sempre põe Hugh no meio?

- Por que você mencionou Corine mais cedo?

- Eu certamente não estava no apartamento de Hugh me despindo para ele.

- Oh, está com ciúmes?

- De você? Está louco. - Cruzei os braços rindo como se fosse a coisa mais absurda que já tivesse ouvido.

James apenas riu baixo, divertindo-se aparentemente, e começou a desabotoar a calça.

Descruzei os braços nervosa, meu coração saltou desesperado e lutei para respirar normalmente.

- Pelo amor de Deus, pare de tirar suas roupas, Potter.

- Nervosa?

- Já disse que você não tem roupa alguma para usar.

Ele deu um passo a frente e curvou-se de leve abaixando o rosto para perto do meu quando murmurou como se fosse um segredo:

- Não se preocupe, tenho planos de permanecer entre suas cobertas. Você pode ficar em pé se quiser, mas posso garantir que será mais divertido se você se juntar a mim.

- James. - Arfei - Você não pode. Nós temos que voltar para o jantar.

James sorriu maroto.

- Não é esse o melhor modo de afastar Camden? Deixá-lo imaginar o que estamos fazendo?

- Caiden. - Eu o corrigi.

- Tanto faz.

- Ele e o resto do salão?

Potter fez um gesto de desinteresse com as mãos.

- Ninguém nos viu saindo.

- Mas todos o viram chegando! Assim que perceberem que não estamos lá será um tanto óbvio.

- Estou secando minhas roupas. - Ele sugeriu.

- Suas calças não estão tão molhadas. - Falei depressa - Você pode ficar com elas.

- As barras estão encharcadas. - James riu de meu - agora - aparente desespero.

Com o botão da calça já desabotoado, ele desceu as mãos novamente para o cós com a pretensão de abrir o zíper. Eu não podia permitir isso. Simplesmente não podia. Digo, infernos, já era possível ver a roupa de baixo dele.

Eu teria uma síncope.

Definitivamente.

Dando um passo em sua direção, agarrei a frente de sua calça impedindo-o. De repente o quarto pareceu muito mais quente.

- Fique com a calça. - Encontrei controle para falar - Deixe-me primeiro ver se papai tem alguma coisa que você possa usar. Ele é apenas uns centímetros mais baixo que você de qualquer forma. E ele também é magro. Não se importará de...

- Lily - James murmurou rouco, quase como uma carícia.

Um arrepio delicioso percorreu meu corpo.

Pisquei algumas vezes ainda olhando para minhas mãos, que seguravam sua calça e lentamente levantei - sim, após secar o peitoral absurdamente impressionante dele - o olhar para James.

Ele tinha a cabeça abaixada para mim e a expressão mais deliciosa.

Eu desci meu olhar devagar para seus lábios e levantei novamente para ele. Os lábios de James esmagaram os meus com uma ferocidade indescritível. E eu fui aos céus e voltei. E ele ainda nem tinha usado a língua.

Assim que separamos por uns segundos para entender o que estava acontecendo - não que eu tenha usado o meu tempo para isso, eu estava ocupada demais pensando incrédula: esse é James Potter? Que faz meu corpo pegar fogo? - ele colocou as duas mãos em meus quadris e colou nossos corpos com um empurrão selvagem para descer a boca sobre a minha novamente. Seu corpo, antes gelado, agora queimava como o sol. Eu soltei um gemido alto e aproveitei o apoio que ele me dava com as mãos para enroscar minha perna direita em seu quadril.

O gemido sexy e rouco de James preencheu o quarto. E eu não estava nem começando. Ele apertou minha bunda com a mão esquerda enquanto minha mão viajava até seu peitoral, arranhando-o levemente. Seus lábios me levavam a loucura e quando ele introduziu sua língua em minha boca eu quase desfaleci. Puta merda, James Potter é o melhor beijador do Universo. Levantei minha outra perna, tendo agora as duas enroscadas em seu quadril. Uma posição deveras confortável, eu já podia sentir o quão excitado ele estava. A mão livre de James escorregou por minha coxa nua com uma pegada possessiva que me deixou louca.

Os beijos de James só ficavam cada vez mais rápidos e intensos. Eu agarrei sua língua e a suguei quando ele puxou meus cabelos para trás. Embora estivesse me carregando, ele permaneceu em pé como se eu não pesasse nada. Oh, como eu amo homens fortes. Liberando sua boca, ele escorregou os lábios pelo novo espaço achado em meu pescoço, e tudo o que pude fazer foi movimentar meus quadris contra ele em súplica.

Caralho, se eu soubesse que ele é bom assim, eu o teria atacado naquele dia do incêndio quando ele tinha apenas o lençol nos quadris.

Porque eu não ouvi Lene quando ela disse que ele é conhecido como o Deus do sexo?

Os lábios de James não pareciam ter a intenção de deixar meu pescoço, então eu corri minhas unhas por sua costa com vontade. Ele arfou por um instante, permitindo com que eu trilhasse um caminho de beijos de seus ombros até o pescoço. Mordi levemente a pele sensível, sentindo com deleite, um arrepio correr-lhe o corpo. Soltei uma pequenina risada maliciosa subindo minha língua até sua orelha, onde mordisquei seu lóbulo. James fez um barulho muito sexy e encostou-se na parede próximo a porta agarrando meu traseiro de modo agressivo.

Eu estiquei-me um pouco inclinando-me para trás, e ele aproveitou a chance para descer beijos até o limite de meu decote. Desconectei nossos quadris, praticamente escalando James, e abraçando seu abdômen com minhas pernas agora. Frustrado, ele se virou empurrando-me contra a parede agora. Ele levantou seu rosto para mim, e minha boca achou a sua invadindo-a com minha língua loucamente. Toda vez que eu achava estar no comando, James beijava-me deu uma forma diferente me levando para o fim do universo. Ele ditava o ritmo de uma maneira tão masculina e primitiva que eu não podia evitar senão sentir-me mais excitada ainda.

- Cama... - Eu ofeguei entre beijos - Minha cama... Agora.

Ele riu de meu desespero e eu já tentava empurrar suas calças com meus pés. James me deitou na cama, colocando-se por cima. Suas mãos invadiram meu vestido, enquanto ele traçava um torturante caminho de minhas coxas à base de minhas costas, eu me arqueava contra ele à procura de seu corpo quente. Quando sua boca deixou a minha para atacar a curva de meu pescoço, virei nossa posição na cama, ficando por cima. Eu me acomodei em cima de seus quadris, arrancando um grunhido puramente masculino de James. Ouvi minha risada marota e James, por vingança, agarrou meus quadris subindo as mãos de modo sugestivo. Em delírio, arqueei o corpo, jogando minha cabeça para trás e sentindo James começar a trabalhar nos botões de meu vestido. A cada pedaço de pele que ele descobria, James roçava seus dedos de uma forma quase inocente. Quase.

Deixei o vestido escorregar por meus ombros, parando de forma inevitável em meus quadris. James se levantou, sentando ainda comigo em seu colo, as mãos já estava em minha cintura de forma possessiva enquanto ele descia beijos molhados de meu pescoço para o limite que meu sutien apresentava. Agradeci à Deus rapidamente por ter escolhido o conjunto roxo. Minhas mãos alcançaram seus cabelos malditamente perfeitos, e ele subiu as suas para abrir meu sutien.

Dei-lhe um beijo enlouquecedor, enquanto ele desenganchava lentamente minha lingerie. Doce tortura. Quando senti a peça se afrouxar mordi seu lábio inferior provocante puxando-o. James começou a escorregar as alças por meus ombros quando ouvi um pequeno gritinho. Em um susto, James colou meu corpo no seu protegendo-me do olhar embaraçado de Peyton que estava a porta.

- Perdão. - Ela virou de costas e encolheu os ombros - Oh, meu Deus. Eu sinto muito.

James ainda respirava pesado, mas com muito controle respondeu:

- Tudo bem, devíamos ter trancado a porta.

Acertei-lhe o ombro com um pequeno tapa.

- O que foi? - Ele perguntou confuso.

E eu tive a maior vontade de continuar de onde paramos.

- A Mrs. Evans pediu que eu viesse para avisar que o jantar será servido em instantes. Estamos esperando por vocês.

- Obrigada, logo estaremos lá, Peyton. - Falei da forma mais normal que pude.

- Oh - Ela disse instantes antes de ir, e virou-se parcialmente com um sorrisinho divertido - A Mrs. Potter também já está aqui.

James escondeu o rosto em na curva de meu pescoço gemendo.

- Oh meu Deus, levante-se! Seus pais estão aqui! - Falei enganchando novamente o meu sutien e levantando de seu colo para sair da cama.

Fui até a penteadeira e vi a confusão que James havia deixado meu cabelo e minha maquiagem. Com um gemido, soltei o pequeno penteado que Lene havia feito e abri a gaveta de maquiagens para ver como eu poderia salvar minha cara. Quando senti os lábios viciantes de James trilharem pequenos e enlouquecedores beijos por minha costa ainda nua, já que o vestido estava seguro apenas em meus quadris.

- James! - Eu sussurrei sem folego virando para ele.

- Hum? - Ele grunhiu para abaixar a cabeça e entreabrir os lábios capturando-me em mais um beijo.

Minha boca se abriu automaticamente e quando dei por mim, meus braços já tinham circundado seu pescoço. Seu corpo quente roçando no meu fez com que eu me odiasse por ter fechado meu sutien, pois eu o queria o mais longe o possível agora. James agarrou minha coxas pondo-me sentada na penteadeira e se colocando entre minhas pernas.

Quando ouvimos um limpar de gargantas.

James separou os lábios dos meus apenas para falar:

- Já vamos, Pey.

- Oh, mas vocês podem demorar mais um pouco, caso necessário.

James e eu olhamos em direção à porta chocados.

Dorea Potter nos encarava divertida.


Olá queridos!

Passando rapidinho para pedir que não se preocupem, eu não desisti de nada, só estou com pouco tempo mesmo para escrever. Beijos! (responderei as reviews, se possível, por PM)

Meninas, amo vocês duas, obrigada por tudo!

Lalah-Chan.