Capítulo III

Uma semana já havia passado desde a chegada de Sakura a Londres, porém Tomoyo mostrava-se bastante aborrecida e nem mesmo depois do magnífico baile na residência dos Baudellaire a jovem havia se animado.

A morena acordou bastante cedo e encarou ao lado da penteadeira seu melhor vestido de baile, sorriu frustrada imaginando toda a preparação e ansiedade em que estava em poder encontrar Jeremy no baile de Sunny e ao chegar lá ter a decepção de saber que ele estava viajando. Era mesmo muita má sorte.

Chateada não percebeu quando Sakura entrou no quarto.

"Bom dia Tomoyo, dormiu bem?"

"Bom dia querida, receio dizer que não muito..." a jovem sentou-se na cama enquanto via a prima acomodar-se diante dela.

"O que houve? Estava tão animada ontem pelo baile. O que houve?." A loira sorriu.

"Acredito que minha indisposição seja pela falta de lorde Dunstan ontem no baile, eu ansiava muito vê-lo.." a morena sorriu timidamente.

"Ora Tomoyo – Sakura meneou a cabeça – Em vez de aproveitar o baile ficou sonhando com um homem que nem sabe que você existe? É muito tola sabia?" Sakura sorriu marota.

"Não devia falar dessa forma - Tomoyo pareceu magoada - A festa de Lady Baudelaire foi realmente muito bonita, mas Edward e aquele odioso visconde Ashlock não saíram do meu lado. Graças a Anne e a Condessa Dure a noite não foi tão aborrecida." A jovem bufou desanimada.

"Deveria ficar feliz por ter tido como companhia os mais cobiçados solteiros de Londres" Sakura sorriu constrangida.

"Isso é verdade, é uma pena que um seja meu irmão e o outro um homem extremamente repulsivo. Anne riu quando lhe disse isso."

"Talvez ela tenha percebido algo que você não percebeu, mas diga-me como foi o resto?"

"Lady Baudelaire decorou a casa com tons de rosa e vermelho, tantas rosas deixaram um ar fabuloso no salão de bailes. Lady Marie Craven estava deslumbrante com um vestido de Paris, ela voltou da lua de mel recentemente e nunca vi uma moça tão feliz. Mamãe e Lady Cassandra, a mãe de Anne e condessa Dure conversaram a noite toda." A jovem alisou o queixo tentando lembrar de mais algo.

"Ah, houve uma hora em que Lorde Baudelaire pediu que Edward dançasse com Sunny, a filha casadoura deles. Tive que me segurar para não rir naquele momento, meu irmão pode ser muito cínico algumas vezes."

"O que houve?"

"Sunny pisou nos pés de Edward tantas vezes que mamãe me reprimiu pelo descontrole, ora Sakura... querer dançar com Syaoran... sem saber dançar? É uma tolice." A jovem riu gostosamente.

"Não entendo... o Duque é tão altivo a ponto de troçar de uma jovem assim?" Sakura disse incomodada.

"Sakura, você precisa entender uma coisa – a jovem acomodou-se diante da prima – Syaoran é um bom homem, mas em nossa sociedade as pessoas só prezam o estatus social dele. Por isso ele é tão arredio com as jovens casadouras. Elas só querem o título de duquesa e somente isso.."

"Tomoyo, isso não é desculpa para falta de cortesia."

"Eu também acho, mas se ele está feliz assim eu só posso desejar que continue sendo como é, Syaoran é meu irmão querido, só quero o bem dele".

"Mas não deveria aceitar que ele faça chacota de outras moças, gostaria que fizessem com você?"

"Não gostaria, mas o que posso fazer se Edward é um cabeça dura? Nem mamãe consegue pará-lo quando toma suas decisões."

"Se ele não fosse tão aterrador eu mesma iria chamar-lhe a atenção." A jovem disse irritada, Tomoyo riu.

"Eu gostaria muito de ver essa cena..."

"Não duvide de mim Tomoyo – a jovem sorriu zombeteira – E o que houve mais?"

"As coisas costumeiras, dancei com vários nobres, revi vários pessoas que quero apresentá-la também."

"Deve ser mesmo um sonho – Sakura olhou de soslaio para o vestido branco – eu queria ter usado um desses e ter dançado até não agüentar mais, mas meu pai sempre privou mamãe e eu dessas 'frivolidades' como ele denominava."

"Não sabe dançar Sakura?"

"Receio que muito pouco, por isso nunca poderia dançar com Lorde Lilgen - Ela murmurou chateada - Mas para uma solteirona isso não será problema." A jovem sorriu fracamente.

"Não seja boba Sakura, vou conversar com Edward a respeito de te dar aulas." Tomoyo encarou a prima maliciosamente.

"Não ouse Lady Lilles!"


Syaoran estava sonolento quando Madame Sophie entrou pelo quarto muito bem decorado, sorriu ao encarar o jovem um tanto desnorteado.

"Bom dia milordy, está se sentindo melhor?" Ela sorriu.

"Acho que sim, perdoe-me por te dar tanto trabalho Sophie" Ele pareceu constrangido com a bela mulher a sua frente.

Sophie Burke era uma mulher extremamente atraente, possuía uma cabeleira dourada e reluzentes olhos castanhos, era uma mulher de pouco mais de 30 anos, mas mesmo assim poderia encantar a qualquer homem por sua intensa beleza. Sophie era uma pessoa extremamente calma e muito amistosa, mas na hora certas podia virar uma leoa se mexessem com sua família ou com as pessoas que lhe eram mais caras.

As más línguas diziam que Sophie era uma mulher do mundo por ter uma casa de jogos no subúrbio de Londres, mas isso nunca a afastou de sua gentileza e nem elegância. Era uma mulher forte que havia criado os irmãos e a filha sozinha quando o marido morreu deixando-a a mingua. Syaoran a admirava pela coragem que possuía e não fazia caso omisso pela condição dela. Sabia que era um trabalho incomum, mas era justo.

Não se assustou ao ver Caroline adentrar o quarto agitada.

"Bom dia senhor Edward, dormiu bem?" A pequena pulou na cama animada.

"Caroline, que modos são esses?" Sophie exclamou horrorizada com os modos da pequena de 5 anos.

"Mas mamãe... eu estava preocupada com o senhor Edward, ele chegou machucado ontem..." a menina mostrou-se bastante assustada, Syaoran riu afagando a menina carinhosamente.

"Eu estou bem Caroline, não estava machucado... um pouco triste seria melhor." O jovem encarou a mulher que corou constrangida.

"Não fique assim não senhor Edward, se quiser pode brincar comigo e com minhas bonecas, quando eu fico triste elas me animam." A menina sorriu meigamente.

"Obrigado!"

"Vamos Carol, está na hora de ir tomar o seu café!"

"Sim mamãe – a menina voltou ao chão e reverenciou o jovem – até mais tarde senhor Edward!" Ela sorriu e saiu correndo pelo quarto.

Sophie encarou o jovem decepcionada.

"O que houve com o senhor? O estado que chegou ontem aqui foi deprimente."

"Estou com problemas Sophy - ele desabafou - lembra-se de Cecília Stanhope?"

"E como não? Era muito falada no salão de jogos."

"O Inspetor da Scotland Yard ainda não conseguiu uma pista sequer a respeito do assassinato da mulher, ele pediu minha ajuda, mas... eu não sei por onde começar." O jovem murmurou.

"Se quiser eu posso sondar os meus clientes, sabem como são os bêbados que freqüentam aquele lugar. Na certa alguém falara sobre algo."

"Poderia fazer isso por mim Sophy?"

"Mas é claro que sim, depois do que fez ajudando Thomas durante aquela emboscada, serei grata a ti pelo resto da vida!"

"Obrigado - ele sorriu - e falando nele, como está?"

"Recebi uma carta dele dizendo que está fazendo fortuna em Nova Orleans. Conseguiu sociedade com um comerciante de madeira... se não me engano chamasse Avalon ou algo parecido."

"Avalon?"

"Sim, lhe é familiar?" A mulher o encarou curiosa.

"Um pouco – o jovem voltou-se à mulher – Diga-lhe que estou muito satisfeito pela conquista dele e que o espero em breve em minha residência." O jovem levantou-se já vestindo-se.

"Thomas ficará muito feliz... a propósito o senhor vai tomar café conosco?" Ela corou.

"Seria uma grande honra" ele sorriu.


Por mais que tentasse se concentrar no relato de Sonomi sobre o baile dos Baudellaire Sakura não conseguia entender uma palavra do que a mulher dizia, estava muito preocupada com o sonho que havia tido na ultima semana. Sabia que algo ruim aconteceria, mas quem acreditaria em um pesadelo bobo?

Não percebeu quando a tia a encarou preocupada.

"Sakura querida, não está prestando atenção?"

"Oh tia, estou sim - ela sorriu educada - Eu gostaria muito de ter visto Tomoyo dançando com o Lorde Baudellaire, ela me contou que ele é muito influente na sociedade londrina." A jovem sorriu.

"De fato, apesar de ser somente um conde é um homem muito famoso. Os convites para as festas dos Baudellaire são os mais cobiçados da temporada." a mulher sorriu divertida.

"É uma pena que Sakura não tenha ido..." Tomoyo murmurou sonhadora.

"Não tem problema algum, pois fiquei aqui lendo um ótimo livro." A jovem sorriu recebendo um olhar de desagrado da tia.

"Sakura, não deveria passar tanto tempo enfiada naquela biblioteca - Sonomi pareceu preocupada – Daqui a algumas semanas sairá do luto e precisamos começar os preparativos para o seu debute em sociedade londrina." A mulher reforçou.

"Tia, agradeço toda a atenção que tem me dado, mas... eu não acho necessário um debute em sociedade, já estou velha e com certeza serei rechaçada pela nobreza inglesa." Sakura rebateu astuta.

"Não diga tamanha bobagem Sakura, não tem mais de 22 anos e possui uma beleza de dar inveja até na mais bonita jovem de Londres. Somente um tolo poderia fazer tal coisa." Sonomi sorriu.

Sakura e Tomoyo entreolharam-se quando Mary bateu a porta com uma mensagem nas mãos.

"Milady, uma nota de Lady Spencer."

"Traga-me aqui Mary, faz muito tempo que chegou?" Sonomi pareceu exasperada.

"Não milady, o mensageiro acabou de sair, deseja algo mais?" A mulher encarou a outra que lia a nota rapidamente.

"Sim, diga a Mark para preparar a carruagem, vamos sair daqui a pouco." Ela sorriu e fitou o olhar surpreso das duas moças.


Depois de passarem pelo curioso olhar dos pedestres que aproveitavam a agradável tarde de maio, Lady Lilgen e companhia pararam diante da agora precária Weathervane house, a mansão da família Stanhope.

Sonomi apeou da carruagem sendo seguida pelas duas jovens, Sakura parou atordoada com a aura pesada que aquela casa emanava e teve que ser amparada por Tomoyo.

"O que houve?" a jovem sussurrou.

"Uma sensação ruim" Sakura respirou fundo e continuou a andar sob o amparo de Tomoyo que fingiu um divertido comentário.

"Vamos meninas, lady Spencer não gosta de atrasos para a hora do chá" Sonomi adotou o ar arrogante de duquesa que só ela e Syaoran poderiam ter.

Um mordomo de meia idade abriu a porta dando passagem as três, o homem um tanto arrogante conduziu as três mulheres até uma sala onde uma senhora vestida de negro os aguardava ansiosamente. Era uma mulher alta e bastante esbelta, possuía um semblante estranho próximo ao de um pássaro e levava nos cabelos um toucado da mesma cor do vestido fazendo-a parecer mais a um urubu. Ao fitar Sonomi a mulher levantou-se com um meio sorriso e estendeu as mãos em direção a mulher.

"Lady Lilgen, que prazer revê-la nesta casa - a senhora tomou as mãos da mulher e a conduziu até o sofá - E vocês duas não fiquem aí paradas... acomodem-se logo" a mulher alfinetou.

"Há quanto tempo não é mesmo Agnes?"

"Depois que a minha irresponsável sobrinha faleceu nunca mais nos falamos, é muito bom ter um rosto amigo por aqui. Geralmente só aqueles odiosos investigadores vem nos perturbar." A mulher murmurou irritada.

"Eu sinto muito..." Sonomi comentou fitando Sakura e Tomoyo.

"Mas me diga quem essa moça que lhes acompanha. Nunca a vi em Londres - a mulher pegou o pequeno monóculo e fitou Sakura – Venha até aqui menina, deixe-me examiná-la melhor!" ela mandou fazendo Sakura levantar-se abruptamente.

"Ela é filha de minha irmã com o conde Ravenscar, chama-se Esmerald Avalon." Sonomi apresentou.

"É bem vistosa não, quantos anos possui?"

" Vinte e dois milady"

"Já aviso de antemão Sonomi, terá problemas com essa menina..." Agnes despejou severa. Sonomi sorriu.

"Não seja tola Agnes, Esmerald é uma boa moça, foi criada no campo com a melhor educação possível."

"Não me refiro a isso..." Agnes encarou Sakura friamente.


"Que mulher mais grossa! - Sakura bufou - Nunca fui tão humilhada em toda a minha vida como fui hoje. O que acontece com ela?" Sakura despejou irada diante da ordem da mulher que deixassem ela e Sonomi sozinhas. Tomoyo sorriu conformada.

"Vamos Sakura, acalme-se, Lady Spencer é assim mesmo, muitos a temem por esse gênio e a falta de cortesia, mas acredito que ela explicara com detalhes o que houve com Lady Stanhope."

"Acha mesmo?" Sakura parou abruptamente encarando a prima que admirava uma bonita rosa.

"Com certeza, Lady Agnes é a maior fofoqueira de Londres, creio eu que ela ficou muito satisfeita com a morte de Lady Stanhope."

"É pavoroso o jeito que fala Tomoyo" um sorriso irônico brotava nos lábios vívidos da jovem.

"Não tão pavoroso quanto o jeito que age senhorita Avalon." Tomoyo riu.

Sakura parou de falar abruptamente e encarou uma jovem de madeixas vermelhas que parecia bem interessada na conversa das duas. A jovem corou violentamente ao perceber que havia sido descoberta.

"Oh, sinto muito por atrapalhá-las, eu estava colhendo algumas rosas quando ouvi risos. Aposto que minha tia as enxotou da casa não é?" A jovem sorriu.

"Como faz com todas as mocinhas de nossa idade - Tomoyo ofereceu as duas mãos em direção a Melanie que a cumprimentou saudosa – Como está querida Melly? Faz mais de uma semana que ansiávamos fazer-lhe uma visita."

"Estou muito grata pela visita, depois que mamãe se foi ando bastante solitária nessa casa. Tia Agnes é muito severa." A jovem pareceu desabafar sem perceber a presença de Sakura.

Sakura por sua vez não deixou de observá-la.

Melanie era uma moça de pouco mais de dezoito anos, possuía uma vasta cabeleira ruiva, um nariz arrebitado e brilhantes olhos azuis, podia-se ver que fora criada no campo pela liberdade que ela emanava, mas também uma tristeza que Sakura conhecia melhor do que ninguém.

Melly a encarou com um bonito sorriso.

"Acredito que seja a prima de Madison não é mesmo?"

"Perdoe-me por meus modos, sou Esmerald Avalon, prazer em conhecê-la." A jovem fez uma leve mesura.

"Igualmente" a jovem a fitou encantada.

"Esmerald chegou há uma semana e não via a hora de conhecê-la" Tomoyo comentou ajudando Melanie a sentar-se.

"Creio que já soube da violenta morte de minha mãe..."

"Eu sinto muitíssimo por Lady Stanhope, sei como é doloroso perder uma pessoa querida..." a jovem sorriu fracamente.

"Obrigada, é muito difícil acreditar que ela se foi tão recentemente - a jovem suspirou melancólica - E pensar que há três meses essa casa era cheia de convidados e muitas risadas ecoavam soltas" a jovem comentou como se fosse uma coisa totalmente inocente.

"Não via problema nisso Melly?" Tomoyo mostrou-se chocada.

"De forma alguma, por alguma razão mamãe não deixava que eu descesse e os cumprimentasse, mas só de ouvir as risadas dela isso me deixava muito feliz." A jovem comentou inocente.

Por um momento Tomoyo viu um semblante sombrio em Sakura, desviou a atenção para a ruiva que sorria ao lembrar-se da mãe.

"Acho melhor voltarmos, Lady Spencer não gosta de atrasos na hora do chá" Tomoyo sorriu preocupada.

"Tem razão!" a ruiva sorriu ajeitando o vestido escuro.

Sakura encarou Tomoyo frustrada.


As pesadas cortinas de veludo verde cobriam em parte o belo entardecer daquele dia. Syaoran estava exausto e ao mesmo tempo irritado por mais um dia fracassado na investigação da morte de Cecília. Estava claro que seria trabalhoso, ainda mais sem provas e com quase a metade de Londres como suspeitos, mas ele não poderia desistir, não naquele caso e nem naquele momento. Ergueu os olhos ao encarar Wei fitá-lo com uma nota nas mãos.

"Milorde?"

"Entre Wei, o que houve?"

"Sinto incomodá-lo, mas está nota chegou a pouco e o mensageiro disse que tinha pressa em entregar à vossa excelência."

"Obrigado Wei..." o jovem agradeceu e viu o velho mordomo retirar-se, não se surpreendeu ao ver a letra de Sophie na nota.

Excelentíssimo Duque Lilgen

Como o senhor me pediu, investiguei em meu estabelecimento os possíveis freqüentadores da casa de Lady Stanhope. As informações ainda são imprecisas, mas acredito que sejam úteis ao senhor..

Que Deus o proteja.

Julian Baldem

Lorde Hemish

Lorde Dowenn

Estephen Macdowell

Lorde Foreman

Lorde Lamberth

Philipe Dunstan

Alphonse Dunstan

Espero que seja de alguma ajuda.

Sophie Burke

O jovem pareceu perturbado com os nomes que seguiam na lista, nomes renomados e muito influentes na sociedade e que ele nunca imaginaria que poderia se envolver em tal escândalo amoroso.

"Mas quem diria... nem eu poderia imaginar" o jovem sorriu divertido.


Oi gente, quanto tempo não?

Espero que tenham gostado desse cappie, as coisas começam a esquentar com nossas queridas heroínas e a morte de Cecília Stanhope começa a causar preocupação em Syaoran, o que acontecera?

Obrigada a todos que leram e me mandaram reviews, saber que vocês estão gostando me deixa muito feliz, por isso não esqueçam de mandar suas dúvidas, críticas e sugestões... sou toda ouvidos!

E A Cerejeira e o Lobo está sendo finalizada, acredito quem em breve ( até o fim de Fevereiro) eu publique, pois aconteceram tantas coisas comigo nesse final de 2011 que só por Deus.

Obrigada!