Capítulo 2

— Um momento. Espera um momento — disse Katherine Davenport enquanto depositava a caneca de café que ainda não tinha provado, sobre a mesa da cozinha de Rin. — Está pensando em ter um filho sozinha, sem marido!

— Kat, estamos no século vinte e um, pelo amor de Deus. Tenho um bom trabalho e uma boa casa e serei capaz de trabalhar o quanto seja necessário.

— Minha irmã de alma perdeu a cabeça. Sente aqui — disse-lhe, arrastando-a até a mesa.

— Deduzo que não aprova.

— Não tenho direito de fazê-lo, mas pensa nas consequências.

— Já o fiz. Desde que deixei Eric no ano passado.

— Não a merecia.

— Deus meu, fala como meu pai. Amava-o, Kat. Queria-o mais que a qualquer outro homem. E pensava que queríamos as mesmas coisas até que acreditei estar grávida e contei a ele — disse Rin, remoendo a dor da traição. — Acho que nunca tinham me deixado plantada tão rápido. Foi um recorde.

Eric tinha ficado furioso pelo sucedido. Acusou-a de ter preparado uma armadilha e foi-se antes que ela soubesse com certeza se realmente estava grávida ou não. Apesar do mau comportamento, ela concluiu que ele também tinha participado e que o incidente a tinha ajudado a compreender o egoísta que era. Teria sido um pai péssimo. — Não a merecia, e seu comportamento o demonstrou.

— Eu sei, mas meu coração demorou muito para compreender.

— Sesshoumaru sabe o que aconteceu?

— Sim — esboçou um sorriso. — Quis dar-lhe uma surra e contentou-se em dá-la numa partida de beisebol.

— Que diria Sesshoumaru da inseminação artificial? — perguntou Kat enquanto sentava-se em frente a ela e tomava o café.

— Sesshoumaru não vai saber.

Kat arregalou os olhos.

— Não fala sério. É teu melhor amigo.

— Não ouviu tudo o que tenho que dizer.

Kat inclinou-se sobre a mesa e apertou a mão de Rin.

— Conta-me tudo, coração.

Rin tinha prometido a si mesma que não diria a ninguém, mas o segredo se agitava em seu interior como uma garrafa de champanhe esperando que a abrissem. E podia confiar em Katherine.

— Não quero dizer a ele e você tem que me prometer que não contará.

Kat selou o juramento com os dedos nos lábios.

— A não ser que me torturem, não sairá nada de minha boca.

Rin sorriu.

— Minha decisão não o agradaria muito. Não mesmo. Foi abandonado, foi obrigado a viver na rua até que as autoridades o recolheram e o levaram para um orfanato — disse, recordando o primeiro dia que o viu, vestido com um jeans usado, uma camiseta apertada e um par de sapatos que quase não tinham sola. Ele parecia estar irritado com todo mundo. — Irrita-se bastante quando se trata de crianças. Não quer que nenhuma tenha que passar pelo que ele passou. Suponho que por isso formou-se médico. Quando vê que abusaram de um... — Rin mexeu a cabeça. — Nem sequer quer ter filhos, Kat. O que acha?

— Tem medo de fazer o mesmo que fizeram seus pais.

— E não o faria, eu o conheço. Conheço-o melhor do que ele conhece a si mesmo – suspirou. — Mas não há maneira de convencê-lo e isso não tem nada que ver com minha decisão. Sesshoumaru tem sua vida e eu tenho a minha. E ainda que não queira que se irrite comigo, isto é algo que para valer me importa. É minha decisão. Se tivesse sido mais ambiciosa, teria utilizado meu título de psicologia para algo mais que dar conselhos de amor numa rádio local — fez uma pausa para dar um gole no café. — Não me interprete mal. Encanta-me meu trabalho e as vantagens de ser uma celebridade, mas deixaria tudo para me apaixonar pelo homem adequado e ter filhos — ao ver que Katherine a olhava fixamente, acrescentou: — Parece tão antiquado que a deixei sem fala?

Katherine piscou e engoliu saliva.

— Sei o que quer dizer — disse com voz rouca.

— Quero ser mãe — disse Rin, olhando-a aos olhos. — Quero um filho.

Preferiria ter um marido que pensasse que sou a pessoa certa, a melhor de todas as mulheres, e uma certidão de casamento que o provasse. Mas não é um requisito imprescindível. Vou ter minha própria família.

— Suponho que, tendo pais tão bons como os seus, é natural.

Rin deu de ombros.

— Pode ser que isso tenha algo a ver. O Senhor sabe que amo meus irmãos e irmãs e meus sobrinhos. Mas não é bastante. Estou preparada para amar, Kat. Estou pronta.

— Pronta para que?

Ambas as mulheres levantaram a vista. Sesshoumaru estava de pé no vão da porta. Rin empalideceu, perguntando-se quanto teria escutado.

— Para as férias — mentiu sorrindo.

— Bom, conta comigo, Rin — disse, entrando na cozinha. Deu-lhe um beijo na bochecha e olhou Katherine. — Olá, Kat. Está muito bonita.

— Obrigada, céus, é bom ouvir dos lábios de um demônio tão bonito como você — disse Katherine, erguendo a caneca vazia como brinde.

Rin esticou o pescoço para olhá-lo. Reconheceu a tensão em suas feições.

— Quer que falemos disso?

— Não. Só me deixaria mais tenso — contestou, e depois cheirou o ar teatralmente. — Que está cozinhando?

Rin levantou-se.

— Ah, por isso passou por aqui. Para suplicar que o alimentássemos, não é?

— Esperava que se apiedasse de mim.

— Sinto-me tão útil...

— É mais ou menos a melhor cozinheira que conheço.

Ela foi para o forno e o olhou pôr cima do ombro.

— Fora eu e minha mãe, quantas mulheres tem cozinhado para você?

Ele meditou a resposta.

— Nenhuma, na verdade.

— Então suponho que terá que te conformar com o chili do jardim de meu pai, Taisho — disse ela, mexendo o chili e baixando o fogo.

— Espero que tenha trazido bicarbonato — disse Kat.

— Conheço um médico que tem — replicou ele, olhando fixamente a panela no forno. — Alimenta-me, mulher, rogo a você. Rin deu-lhe uma cotovelada, sorridente.

— Olha por aonde vai, tonto.

Sesshoumaru fez-lhe graça, por seu pequeno tamanho. Observou-a mover-se pela cozinha e ajudou-a pôr a mesa enquanto Katherine punha o pão no forno. Rin deu-se conta de que a cozinha era muito pequena para os três, deu um refresco para cada um e os mandou ao pátio traseiro.

Sesshoumaru apoiou-se na varanda e olhou Katherine Davenport. A conheceu no instituto, pouco depois de conhecer Rin. Ainda que fosse só um pouco mais velha que Rin, e ele costumava chamá-la fraternalmente de galinha choca, Kat era a síntese da graça sulina: bonita, educada, usava o cabelo avermelhado preso num laço e as roupas de uma cor discreta e feitas sob medida. No entanto, nenhum homem se deixaria intimidar por sua elegante austeridade. Sesshoumaru apostava seu salário que sabia exatamente que garfo devia utilizar num banquete, mas também a tinha visto esfolar um coelho mais depressa que o pai de Rin.

Katherine tinha ficado viúva recentemente e era a proprietária de uma empresa chamada Wife Incorporated, situada nos arredores de Savannah, que oferecia esposas de aluguel de forma temporária. Suas empregadas se faziam de donas de casa, ajudantes de um viúvo, assessoras de casamento, até babás de crianças para mães ocupadas. Tinham talento para essas atividades que costumam ser implícitas depois de assinar o registro civil após se casar. O negócio era um sucesso. Kat e ele conversaram um momento, e lhe ocorreu de repente algo, mas não pôde pensar muito. Sua atenção dirigia-se constantemente para Rin. Olhou-a fixamente através das portas de vidro enquanto punha o pão tostado sobre a mesa. Estava tão encantadora com seus jeans curtos e uma baby look, tão diferente da mulher sexy vestida de negro da noite anterior... A lembrança acordou-lhe o desejo e soube que precisava se afastar dela durante uma temporada até que pudesse controlar seus sentimentos e entendesse o que acontecia com ela. Especialmente quando tinha passado toda a noite pensando no que Randy Costa estaria fazendo, e no meio da noite reconheceu afinal que estava com ciúmes.

Era uma emoção perigosa que tinha que enfrentar pela primeira vez.

Ademais, perguntou-se por que ocorria então, quando ela estava tão perto dele durante quase toda sua vida. E sabia que o que sentia ia além da atração sexual. Não podia entender.

Seu olhar posou sobre ela, que enchia os copos de água. Tinha pensado muito sobre o que ela disse na noite anterior com respeito às mulheres com quem costumava sair. Admitiu que Diane não o apoiasse muito e que não se tinha dado conta de que sua carreira era tudo para ele. Estava farto de que lhe rompessem o coração porque não entendiam isso, e decidiu ficar só durante um tempo, para averiguar por que escolhia sempre à mulher errada. Para comprovar se Rin estava certa.

Como se intuísse que pensava nela, Rin levantou a cabeça e sorriu. Algo o golpeou no centro do peito. Devolveu o sorriso, convencido de que precisava imperativamente se afastar de Rin.

Devia deixar de passar por ali, mendigando comida e contando-lhe seus problemas.

— Me dê um dos cartões da empresa, Kat — disse, afastando o olhar abruptamente. Tomou o cartão, colocou no bolso da camisa e deu um gole no refresco, sem responder à expressão interrogativa de Kat. Uma esposa de aluguel teria todas as vantagens de uma esposa, bom, menos uma, sem nenhuma dor no coração, sem sentir-se atarefada e o afastaria de Rin antes que cometesse alguma estupidez e destruísse a única relação que o manteve sensato durante quinze anos. Se não bastasse ter completado trinta anos com a realização de uma grande festa orquestrada por Sesshoumaru e sua família, Kat acabava de lhe dar uma ideia.

— Trata-se de uma brincadeira cruel? — perguntou-lhe da cozinha de Sesshoumaru.

— Vamos, Rin, sabe que nunca faria isso, carinho. Ele solicitou nossos serviços faz alguns dias e você queria algo que fosse perto.

— Nos arredores, não perto de minha casa!

— Era o único trabalho disponível cujo horário se encaixa — repôs Katherine com calma. — Isto é perfeito. Quem mais o conhece tão bem? Pode fazê-lo sem que saiba que é você.

Katherine continuava otimista como sempre, pensou Rin.

— Eu sei, mas... — vacilou, pensando no dinheiro para a clínica.

— Posso conseguir outra coisa pela região, Rin, mas poderia levar algum tempo.

Rin suspirou, olhando ao redor.

— Ao menos não é um completo desastre — murmurou. — E sei onde estão as coisas.

— Maravilhoso, então cobrará bem por pouco trabalho.

Rin mostrou-se conformada e despediu-se. Pesquisou na despensa que tinha embaixo do tanque em busca de produtos de limpeza, e depois na geladeira e no congelador, bastante desprovidos, em busca de algo para o jantar. Deus meu, pensou, não era de estranhar que passasse por sua casa com frequência. Pobrezinho, nem sequer sabia fazer compras. Na sua idade! Rin colocou a carne congelada sobre a pia e depois se pôs a limpar. Não era estranho para ela, mas tirar as pelugens pensou que era um desafio. Acabou nas primeiras horas da tarde, exausta, mas satisfeita. Um frango e algumas coxas de pato coziam no fogo baixo numa caçarola de barro que tinha encontrado ainda embalada. Não pôde evitar dar um toque pessoal ao lugar. Além de tudo, era a casa de Sesshoumaru. Merecia algo especial.

Algumas horas mais tarde, Sesshoumaru entrou em sua casa e inspirou fundo. Algo cheirava maravilhosamente bem. Comida quente pensou sorridente.

Deixando sua maleta na porta, pesquisou rapidamente por toda a casa e imediatamente notou que o corrimão da escada brilhava e que o piso reluzia. A casa cheirava a limão e a frango cozido, e ficou com água na boca. Tinha vinho resfriando, e sua «esposa» havia enchido a geladeira de comida. Não seria difícil se acostumar àquilo. Todas as vantagens e nenhuma das obrigações.

Afrouxou a gravata e entrou em seu quarto, sentindo-se invadido quando viu a roupa limpa bem dobrada nas gavetas e as camisas passadas e penduradas no armário. Mas era um alívio não ter que ir à caça de alguma limpa ou lembrar-se de ir à tinturaria buscá-las. Era como viver num hotel. Até sua máquina de barbear, a espuma e a loção estavam colocadas em ordem. Pensou que não era normal que uma mulher da limpeza fizesse esse tipo de coisa, mas o que ele saberia, afinal de contas.

Devia uma a Katherine. Voltou à cozinha, serviu-se do jantar e ligou a televisão, depois tirou os sapatos e acomodou-se no sofá para comer.

Aquilo era o paraíso de um solteiro, pensou. Mas na metade de seu jantar, Sesshoumaru deteve-se e olhou ao redor. Sentiu-se de repente terrivelmente só, e esticou o braço para o telefone por instinto. Deteve-se. Ainda que quisesse falar com Rin, o mais provável era que estivesse dormindo, já que trabalhava na rádio desde as doze até as cinco da manhã. Ademais, o motivo para alugar uma esposa tinha sido para colocar uma distância entre eles.

No entanto, não pôde deixar de pensar nela. Recordou a noite em que ela saiu com Randy, em com estava vestida. Ao pensar nela com Randy lhe encolheu o estômago.

Sentindo-se vazio e aborrecido, deixou o prato sobre a mesa. Rin tinha estado ali durante a maior parte de sua vida, excluindo o tempo que esteve como residente interno num hospital da Califórnia. Mas mesmo assim estavam sempre em contato, além de se verem nas férias.

Ainda assim, durante os dois últimos anos desde que voltou para casa, Sesshoumaru tinha se sentido diferente. Não era consciente dessa mudança até na noite anterior, quando a viu se preparar para seu encontro.

Pela primeira vez viu-a como uma mulher, não como uma amiga.

Genial. Tentado evitar essa situação desde o instituto. Se controlando e flertado com ela só de vez em quando, se sentindo honrado por sua amizade. Seu rosto veio à mente, seu sorriso, a curva generosa de sua boca. Perguntou-se como seria beijá-la profundamente, sentir seu corpo junto ao seu, provar o sabor de sua pele. Sesshoumaru inclinou-se sobre os joelhos e apoiou o rosto sobre as mãos.

Aquilo não estava bem. Não podia arriscar sua relação com ela. Porque Sesshoumaru sabia que estragaria tudo se tentasse, perderia algo mais que a sua melhor amiga. Perderia à única família que tinha tido desde o dia em que sua mãe o deixou no colégio e nunca voltou para buscá-lo...

— Obrigada por seu telefonema.

— Não, eu é que agradeço — disse a mulher do outro lado da linha antes de desligar.

Rin sorriu. Ao menos essa noite ajudava alguém com sua vida amorosa.

— Estão escutando AJ a meia-noite na corrente KROC. Aqui é Rin Okawa acompanhando-os até que o sol volte a brilhar sobre o horizonte — girou o dial, colocou uma canção country e a luz se apagou em sua mesa de controle.

«Um momento», pensou, «só preciso um momento para relaxar».

Reclinou-se no assento e fechou os olhos, esgotada pela dupla jornada de trabalho. Ser esposa temporária para poder ser mãe estava sendo duro. Era quase irônico, pensava. Mas não era o trabalho em si, senão as horas. Dormia pouco mais de quatro horas ao dia. Precisava do dinheiro e precisava dormir mais. Tinha recusado dois encontros nessa semana porque sabia que não passaria dos aperitivos, e dar com a cara no prato não causaria uma boa impressão. Ainda que também não lhe importasse muito. Passava o tempo todo que estava com outro homem comparando-o mentalmente com Sesshoumaru, o que resultava irritante. Seria porque o único homem que confiava, além de seu pai, era Sesshoumaru? Ou simplesmente que a este último já o conhecia, e com os outros tinha que mostrar ainda sua boa cara, e vice-versa? Estaria o problema em seu coração? A espiral inesperada de pensamentos e sentimentos, todos com um mesmo desenlace, a preocupavam. Sobressaltou-se ao ouvir um toque no vidro. Endireitou-se rapidamente e olhou ao jovem produtor, David, que a olhava em seu cubículo com o cenho franzido, depois, acendeu o intercomunicador, já que a canção estava ainda no ar.

— Acorda Rin. Tem dois minutos.

Ela assentiu entre bocejos.

— O que acontece? Tens um aspecto péssimo.

— Vá! Sempre posso contar com você para um elogio ou dois, Dave?

— Queria dizer que... — se desculpou o jovem.

— Tranquilo. Sei o que queria dizer. Eu me olho no espelho de vez em quando, sabe?

Rin tomou um gole de café, e voltou a reclinar-se no assento, justo quando a canção terminava. Falou no microfone, com voz suave e grave, para tranquilizar aos que a estivessem ouvindo àquelas horas. Quando acabou seu turno, deixou o estúdio e conduziu com cuidado até sua casa para tomar uma ducha reconfortante. Ainda tinha que arrumar a casa de Sesshoumaru antes que ele voltasse do trabalho. Como já levava duas semanas fazendo, estava bastante limpa, e só tinha que mantê-la assim. Também deixaria uma mensagem em sua secretária eletrônica dizendo que amanhã não iria trabalhar. Era a vez de comida chinesa e vídeos com ele. Era uma das poucas vezes que podia vê-lo e, ademais, precisava descansar.

Algumas horas mais tarde, tinha terminado. Estava rabiscando um bilhete, tentando disfarçar sua letra, quando ouviu o motor de seu carro.

O medo de ser descoberta a invadiu. Guardou os rascunhos do bilhete no bolso, recolheu suas coisas e saiu correndo pela porta de trás. Deu tempo de ouvir sua chave na fechadura antes de fechar a porta. Não respirou com tranquilidade até que se encontrou conduzindo mais duas ruas abaixo.

Sesshoumaru entrou na cozinha e franziu o cenho ao detectar uma fragrância que era vagamente familiar. Estava ficando louco. Quem era ela?

Quem era a mulher que cozinhava seus pratos favoritos e que sabia que vinho preferia? Olhou à mesa, onde a baixela estava posta elegantemente para um. Parecia ridículo que se preocupasse tanto por ele. Dobrava as toalhas pequenas e os guardanapos em forma de cisne, empilhava as cartas cuidadosamente em seu escritório, deixava tigelas de incenso com aroma de canela em lugares discretos... Até suas caixas de cereais estavam ordenadas segundo seu tamanho. Isso o fazia sorrir. Não achava que tivesse ninguém no mundo que o fizesse salvo Rin e ele.

Viu a nota, leu-a, e pensou que amanhã teria que se arranjar sozinho.

Não importava. Iria jantar com Rin. A noite de comida chinesa e vídeos era o único momento da semana quando podiam falar e ficar juntos. Mas enquanto servia-se da comida que sua esposa de aluguel havia deixado quente, Sesshoumaru pensou na prudência de estar a sós com Rin. Na escuridão. Num sofá.

Não podia permitir que Rin notasse a mudança de seus sentimentos para com ela. Sua amizade corria perigo.