Hello, gente! :)
Não me matem por ter passado tanto tempo fora...A preguiça infelizmente foi mais forte.
Mas voltei!
E desculpe, Becca, por ter sido tão lerda...Bem, mas essa aqui eu vou acabar de todo jeito. Prometo.
Boa leitura!
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Expedição
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Capitulo 3: Culpa sua, idiota.
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Itachi abriu os olhos vagarosamente, com ombros doídos e cabeça latejante e pesada.
- Que dor é essa? – Ele resmungou, colocando os dedos na testa, junto com a mão inteira. Quantas doses tinha bebido mesmo? Tinha perdido as contas depois das duas garrafas de meio litro de vodca e dos três copinhos de tequila com limão e sal. Depois disso, não se lembrava de nada, só de coisas abafadas e confusas.
Vagarosamente, ele se levantou, sentindo cada mísero músculo de seu corpo doer como se um caminhão tivesse lhe atropelado. Então, foi para o banheiro para tomar um banho, mas nem precisou tirar as roupas, pois reparou que estava pelado.
Depois de passar sabão e usar o xampu e o condicionador com cheiro de laranja fornecidos pelo hotel, se enrolou na toalha e pegou a sacolinha com itens de higiene pessoal que tinha deixado no balcão da pia do banheiro antes de sair para beber na noite anterior. Dela tirou a escova de dentes e a pasta, e quando abriu a boca, pôde sentir o cheiro forte de álcool que saia dela.
Depois de escovar os dentes, saiu do banheiro. Iria agora tomar um remédio para dor de cabeça, se vestir e descer para tomar café da manhã.
Mas então seus pés travaram ao chegar no meio do quarto. Seus olhos não se arregalaram, mas uma sobrancelha arqueou.
Sai estava sentado na cadeira da escrivaninha, enrolado num lençol branco do hotel. Sua cabeça encostava na mesa e seu tronco se dobrava. Quando acordasse iria ficar com dores horríveis no tronco, Itachi pensou. Ele havia dormido de um jeito péssimo.
Mas então o Uchiha refez o raciocínio e tentou se lembrar do que acontecera na noite passada. Sua cabeça não se lembrava de nada, então ele bufou dando de ombros. Quem liga, ele pensou. Os funcionários do hotel deveriam tê-lo pedido que levasse o bêbado até seu quarto e ele provavelmente teria ficado para olhá-lo e ver se não vomitava no quarto inteiro. Mas Itachi não vomitava quando estava bêbado. Era uma coisa rara. Então Sai deveria ter cochilado na cadeira enquanto esperava que ele fizesse alguma coisa. E o lençol deveria ser porque o ar-condicionado marcava dezessete graus, o que já era o suficiente para usar um lençol.
Itachi até pensou em acordar Sai, mas ao vê-lo com feições tão calmas, desistiu.
Quando dormia nem parecia a peste falsa que realmente era.
E o Uchiha foi até a sua mala e pegou uma muda de roupas. Ao se levantar, passou por um espelho e não pôde deixar de reparar em arranhões e marcas escuras por todo seu corpo. E arranhões, vários. Então automaticamente ele deixou cair a toalha que lhe cobria de cintura abaixo.
E então tudo ficou claro na sua cabeça, e principalmente quando constatou nas roupas de Sai espalhadas pelo chão e aquela marca roxa instalada bem abaixo da orelha do colega de viagem, justamente o lugar onde mais gostava de mordiscar.
"Merda. Dormi com o Sai."
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- Olha só querido! – Mikoto apontou, com os olhos brilhando como diamantes lapidados. – Cangurus de verdade!
E então Fugaku balançou a cabeça para cima e para baixo.
- Sim, querida.
- Oh, amor, mas você está tão desanimado...
E estava mesmo. Na verdade a sensação de impotência como pai havia perturbado o sono do Uchiha e parecia não querer abandoná-lo. Razão pela qual desistira de procurar Itachi hoje. Não se sentia bem o suficiente.
Mas Sasuke não se importou. Saiu logo de perto, e foi para a jaula dos aligátores australianos; os monstros de toneladas que poderiam estrangular uma vaca adulta como se fosse feita de isopor.
E ele chegou na hora dourada. A hora da alimentação.
Enquanto um dos tratadores do zoológico jogava pedaços enormes de carne, Sasuke assistia aos crocodilos se jogando para cima e disputando a carne.
Era fascinante. Um sonho de infância que se realizava. Desde pequeno assistia ao Animal Planet esperando um dia poder vê-los. E lá estavam. Mais pesados e mais agressivos do que jamais imaginara.
Seus olhos estavam bem abertos e ouvidos bem atentos. O momento não poderia ser mais emocionante e perfeito.
Então ele sentiu uma pressão forte em seu ombro. Alguém tinha esbarrado e batido em seu ombro.
- Sorry... – A pessoa falou, enquanto ele se virava para olhar. Então seus olhos encararam os azuis da pessoa. E uma imensa surpresa veio à tona. -...Sasuke?
- Naruto? – Ele murmurou, com olhos arregalados e o coração disparando como um raio.
De repente o momento perfeito passou a ser o momento catástrofe.
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Calmamente, Itachi colocou a sua camiseta, a última peça de roupa restante.
Depois, pegou na mesa de cabeceira um cigarro do maço que havia comprado. Havia se prometido que iria parar, mas quem não se engana de vez em quando?
Então ele passou suavemente a mão a centímetros da cabeça escorada na mesa de Sai, aonde seu isqueiro estava. Então ele conseguiu pegar o objeto com sucesso, mesmo sentido o cabelo bagunçado do outro roçando em sua mão.
E acendeu seu pequeno vício em formato de rolinho branco. Tragou-o ansioso, deixando a fumaça sair. Aquelas benditas coisas o matavam lentamente, sabia. Mas a satisfação que sentia ao tragar um cigarro lhe fazia se sentir melhor. E principalmente em ocasiões como aquela.
E foi com o cheiro forte de nicotina que Sai acordou, atordoado. Seu traseiro ardia como o fogo dos infernos.
- Ai... – Resmungou ao se mexer na cadeira. Suas costas também doíam. Dormira de uma maneira péssima. Então seus olhos encontraram o rosto de Itachi e passaram a mirá-lo, com uma expressão raivosa.
- Bom dia, flor-do-dia. – O Uchiha cumprimentou, com um sorrisinho meio sarcástico.
E então houve silêncio.
Com seus olhos inchados, Sai encarou-o por mais alguns instantes com um olhar desagradável para Itachi. Sua irritação era evidente.
- Não vai falar comigo? – O Uchiha perguntou, meio chocado. Esperava um sorrisinho sem emoção e falso de um comentário e um fora secular.
- Não. – Ele respondeu num tom obviamente irritado, com os olhos estreitos e um bico que para Itachi ainda era desconhecido.
Ah, então Sai acorda de mau humor, Itachi reconheceu.
- Por que? – Ele perguntou, dando uma baforada no cigarro.
Sai então se levantou. O lençol caiu no chão e o rapaz virou de costas e apontou para o seu traseiro cheio de marcas roxas, inchado e que latejava.
- Por causa disso, seu imbecil. – Ele murmurou. E Itachi teve de reconhecer que fizera um estrago muito maior do que o previsto. Muito.
Então o rapaz entrou no banheiro e se trancou lá dentro.
O Uchiha então fechou os olhos com força. Preferiu então sair para comer o café da manhã.
Ao passar pelos corredores, sentiu uma coisa vibrar no bolso.
O celular que passara séculos desligado agora tinha sido recarregado e estava lá no seu bolso. Colocara lá dentro junto com o isqueiro e o maço de cigarros.
Abriu o aparelho e desbloqueou a tecla.
Uma mensagem.
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Chegou em terra, não foi?
Soube que seu papai saiu do Japão até aí atrás de você.
Chuchuzinho, prepare os ouvidos.
Ah, e aquele seu colega de viagem é bonitinho.
Ele é gay?
Se for, eu quero o número dele.
Não morra no mar, por favor.
Beijinhos,
Titio Maddy.
OBS: Quanto ao seu amiguinho, falei sério, viu?
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Era ele.
E então Itachi tomou uma decisão séria. Em momentos drásticos, medidas drásticas devem ser tomadas.
Então ele apertou o botão verde e colocou o aparelho ao lado da orelha.
- Madara?
- Itachizinho! - A voz do outro lado da linha respondeu. - Chegou a Austrália?
- Sim.
- Ah! Quanto tempo! Como vai você?
- Bem. Madara, eu quero te perguntar uma coisa. Posso?
- Claro, amorzinho.
- Como é que se volta a falar com um cara depois de estuprá-lo?
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- Sasuuukeee! – O garoto loiro agarrou o Uchiha chocado pelo pescoço. Abraçou-o com força e saudade. O moreno mau conseguiu se movimentar. – Cara, como é que a gente não se encontra no Japão mas se encontra logo aqui!?
- Hn. – O moreno murmurou enquanto ele lhe largava. Bem, não se encontravam no Japão simplesmente porque ele tinha parado de ir para todos os lugares que Naruto costumava freqüentar. Sorveterias, parques de diversão, praça, shoppings e qualquer outro local que apresentasse o risco de um futuro encontro. Na verdade, era por culpa daquela coisa amarela e laranja que ele tinha trocado de e-mail, MSN, Facebook, número de celular e qualquer meio de contato pessoal. E era por isso que ele tinha convencido seus pais a se mudarem de casa. As goteiras que faziam Fugaku perder a paciência tinham sido apenas um pretexto bobo.
- Ah, cara, você ainda fica fazendo esses sons estranhos, né? Você nem sonha em como eles me fizeram falta! – O loiro sorriu, com outro daqueles sorrisos dignos da propaganda da colgate.
Sasuke olhava para ele. Será que ele tinha esquecido de tudo o que ele tinha feito para humilhá-lo? Do jeito que se afastara? Das coisas rudes que tinha dito? Pois daquela maneira que o encarava era como se aquilo nunca houvesse acontecido.
- Oh, Naruto-kun! – Mikoto deixou escapar surpresa ao reparar quem era aquela criatura que tagarelava sem parar com seu filho. Porra, pensou Sasuke. Agora, provavelmente Naruto iria convidá-los a ir pra algum lugar e a sua mãe ia topar.
- Mikoto-san! Como está a senhora? Mas quanto tempo, não é? – Ele perguntou, enquanto fazia uma breve reverência. Deu um aceno para Fugaku.
- Oh, sim, meu filho, estou ótima. E vejo que você também. Mas quanto tempo mesmo! Pena que você e Sasuke-kun perderam contato não é mesmo? Vocês eram amigos tão bons. Pena que o contato de vocês acabou e você teve que voltar pra a Austália.
- Pois é, pois é. O que é que vocês estão fazendo aqui em Darwin?
- Passeando, sabe como é. E você também, querido?
- Sim, sim! Tenho família aqui aí a gente veio visitar. Já vim aqui outras vezes, mas nunca tinha vindo ao zoológico, sabe? Ah, dona Mikoto, posso roubar o Sasuke um instantinho? Sabe como é, eu tô meio desligado do que acontece com a galera lá no Japão e vou ter que colocar os assuntos em dia com o Sasuke. Posso?
Ela riu.
- E você ainda pergunta? Claaaro! – Fez feliz, embora que Sasuke estivesse lhe lançando um olhar que dizia "diga que não". E então o loiro agarrou o braço de seu filho e passou a tagarelar enquanto o arrastava pelo zoológico.
- Mas esse rapaz é tão bonzinho, né amor? Nem sei porque ele e o Sasukinho deixaram de ser amiguinhos tão rápido... – Mikoto comentou, com um suspiro. O complexo anti-social de Sasuke era realmente coisa séria.
- Sim, querida. – O marido tornou a responder, olhando para algum lugar no horizonte em tom sem emoções.
- Agora vamos ver os avestruzes!
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Itachi olhou para as próprias mãos, se sentindo um idiota. Numa delas uma caixa de chocolates - que lhe custara uma nota. Na outra um ursinho de pelúcia marrom com uma fita azul amarrada no pescoço – que lhe custara outra nota. E depois olhou para frente. A porta do quarto de Sai estava trancada, e ele jurava poder sentir um ar pesado e hostil vindo pelo vento que escapava pelas suas frestas.
Dentro do cômodo, o jovem se sentava de bruços para baixo na cama, enquanto desenhava. Na verdade preferiria estar sentado na escrivaninha, mas aquela posição era a única que lhe permitia desenhar e manter o saco de gelo em cima da sua bunda sem derrubá-lo ao mesmo tempo.
E aquela tarde estava calma e ótima – seu traseiro doía menos e o silêncio estava lhe permitindo trabalhar sem muitos incômodos. Até que duas batidinhas educadas ecoaram na porta. Ele perguntou quem era, e uma voz meio rouca masculina gritou "serviço de quarto". Levantou-se então e foi até a porta, achando que talvez fossem toalhas limpas.
Do outro lado da madeira, Itachi suspirou e esperou pelo tapa na cara que talvez viesse em apreensão por ter se fingido de funcionário do hotel. E foi quase isso, pois no momento que Sai abriu a porta ele teve que encostar o pé nela para que não se fechasse. E então o outro lhe perguntou asperamente, quando viu que ele não desistiria tão fácil:
- O que inferno você quer, Itachi?
- Oh. Só quero entrar aí dentro. – Ele disse, mostrando a caixa de bombons e o bichinho sintético. Reparou então que a sua frase teve um duplo sentido. Ou queria entrar no quarto ou queria entrar no próprio Sa...
Seus pensamentos então foram interrompidos quando a porta foi escancarada e a cara mau-humorada de Sai lhe fitou intensamente. Ele entrou e foi direto.
- Me desculpe pela sua bunda. Meu tio bissexual psicopata disse que talvez você gostasse disso como desculpas e talvez esquecesse de que eu quase te estuprei ontem à noite. – Disse estendendo os braços com os presentes. Encarou sem expressão ele enquanto a resposta era proferida:
- Você realmente sabe piorar as coisas quando elas já parecem ser o pior possível. – Falou lentamente, com um sorriso obviamente forçado. Itachi olhou para ele, engolindo saliva. Era o pior e mais falso sorriso que já vira sair de seu rosto.
Sai estava realmente no seu pior humor.
- Então...Quer? – O Uchiha perguntou, sacudindo os presentes. O mais jovem pegou-os de jeito grosseiro e disse com um sorriso ainda mais falso e tom sarcástico:
- Obrigada.
Então, ele voltou para a cama. Deitou-se de bruços mais uma vez e colocou o saco de gelo em cima do seus glúteos. Sua bermuda preta já estava empapada com a água vinda do saco. Pegou o lápis profissional e voltou a rabiscar como se nada houvesse acontecido.
Itachi então foi com passos lentos até a cama. Sentou-se em sua borda e passou a observar Sai que apenas ignorava.
O silêncio era profundo e o ar pesado. Então algo inesperado saiu da boca do mais velho.
- Desculpa.
Sai então olhou um pouco assustado por cima do ombro.
- Eu tô escutando direito? – Perguntou-lhe, surpreso. Na sua cabeça, a ideia de Uchiha Itachi engolir seu orgulho simplesmente não existia.
- Você sabe o que eu disse. E eu acho essa história de ursinho e chocolate uma idiotice. Na verdade meus planos eram falar o que eu acabei de dizer e te dar isso aqui. – Ele disse, sem muita paciência, enrugando as sobrancelhas. Jogou a cartela de analgésicos em cima do caderno de desenhos do outro e esperou a reação.
O rapaz então olhou para o remédio.
As pílulas brancas como neve eram redondas e divididas em três fileiras de cinco pílulas. E por cima de tudo uma fitinha vermelha que em seu meio tinha um laçinho feio e desgrenhado obviamente feito por Itachi. Era o jeito de pedir desculpas mais estranho que já vira em toda a sua vida.
- Isso é tão...imprevisível da sua parte. – Ele disse, examinando o remédio. – Mas deixa pra lá. – Mandou apontando para a caixa de chocolates. – Me dê.
- Ainda bem que você me perdoa. – Murmurou, pegando o objeto quadrado.
- Quem foi que disse que eu perdoaria, Itachi-kun? – Ele perguntou com um sorriso falso.
Os dois então se encararam tensamente.
– Saia de cima da minha cama. E vá embora.
- Sai você não está... – Começou Itachi, achando que aquilo era algum tipo de piadinha. Mas ele se calou ao ver o olhar ameaçador que o mais jovem lhe lançava. Não falou mais nada. Se levantou da cama e foi embora.
Exatamente como o ordenado.
O Uchiha fechou a porta do quarto e se encostou do lado de fora. Que inferno.
Então, sentiu seu celular vibrar mais uma vez. Desbloqueou o aparelho e leu a mensagem na tela.
Me encontre na sorveteria da esquina do seu hotel em quatro horas.
Precisamos conversar.
Aquela mensagem era tão...curta. Não se lembrou de imediato de ninguém que escrevesse desse jeito. Sem falar que não continha nem abreviações e nem erros comuns em mensagens de celular.
Então olhou o remetente.
"Ah. Isso justifica bastante coisa."
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O tempo então passou. Mais exatamente quatro horas.
Já havia passado a hora do jantar, e turistas a estas horas se ocupavam em procurar programas tradicionais da vida noturna da cidade. Aborígenes contando histórias tradicionais que não eram bem tradicionais na frente de uma fogueira, bares, boates. A não ser é claro que os turistas fossem familiares. Pai, mãe e filhos. Esse tipo de público se continha em ficar no hotel dormindo e era exatamente o que a família Uchiha fazia. Em primeiro lugar por serem anti-sociais com exceção é claro de Mikoto. E em segundo porque Fugaku estava chocado demais pra qualquer coisa. E em terceiro porque estavam muito cansados pra curtir qualquer atividade que fosse.
E foi por isso que Sasuke saiu. Porque sabia que seus pais dormiam cedo e que não iam incomodar mais. E então foi para a sorveteria. Pediu apenas uma água e ficou esperando sentado numa mesa mais exatamente doze minutos, até que Uchiha Itachi dobrasse a esquina e entrasse ali com um sorrisinho sarcástico na face.
- Sasukinho, sentiu saudades?
- Cala a boca, imbecil. – E então o Uchiha mais velho reconheceu que seu familiar estava realmente em péssimo humor, pois numa ocasião normal ele só murmuraria qualquer coisa e lhe lançaria um olhar frívolo e seco.
Então sentou-se na mesinha de madeira. Pediu um sorvete. Duas bolas, chocolate e morango.
- Então...? – O mais velho começou, olhando seu irmãozinho querido. Ele rodou os olhos e falou, como se realmente fosse doloroso como engolir cacos de vidro:
- Eu preciso de um conselho seu.
O velejador arqueou a sobrancelha e repetiu como se aquelas palavras tivessem o delicioso sabor de um cigarro:
- Você precisa de um conselho meu.
- Sim, eu preciso de um conselho seu.
O sorvete de chocolate e morango chegou.
- Porque o grande e onipotente Sasuke iria precisar de um conselho do burro, idiota e maluco do seu irmão mais velho estupidamente chamado Itachi? – Ele disse, pegando seu sorvete com deleite. Recebeu então uma resposta bem espinhenta.
- Ora, seu idiota. Me poupe do seu sarcasmo estúpido e do senso de humor negro. – Sasuke disse, lançando um olhar raivoso. - Só estou pedindo a você por que sei que só você pode entender.
- Por que não fala com a mamãe? Ela entende tudo o que eu entendo sobre você, não é mesmo?
- Itachi, eu encontrei o Naruto hoje no zoológico. E ao que parece ele ainda vai me procurar. Mamãe não entende isso. – Sentenciou o mais jovem tomando um gole de água.
- Ah.
- Que "ah" o quê? Eu quero que você me diga o que eu tenho que fazer.
- Uh. Bem, você vai ter que resolver as coisas então.
- Que coisas?
- Bem, Sasuke, você pode odiar a ideia de ter se apaixonado pelo seu melhor amigo. Eu não sei se você acha que a culpa é dele por ter nascido homem ou se é sua por ser gay, mas parece que agora você entendeu porque eu disse que cortar todas as suas ligações com ele não ia adiantar. – O mais velho disse seriamente. Agora tinha parado com as brincadeiras sarcásticas e todo o resto. – Eu sabia que vocês iam se encontrar de novo. O jeito que aquele menino chorou naquele dia quando você gritou com ele na formatura do terceiro ano não foi o de alguém que chora porque perde um amigo. É o de quem perde um amor.
-....
- E além do mais ele mesmo dizia o tempo inteiro "Eu sou Uzumaki Naruto. E eu não desisto nunca". Eu acho que mesmo que ele perdesse interesse por você ele ia te perseguir de algum jeito, porque do jeito que ele é te encontrar de novo ia se tornar satisfação pessoal. Ele ia continuar te perseguindo pra provar que ele não mente pra si mesmo.
-...Hunf. Ele quer me encontrar amanhã de novo. O que eu faço?
- Não sei. – O mais velho disse, dando de ombros. – O que você acha que realmente deve fazer Sasuke?
O jovem olhou para o lado, com uma careta. Respirou fundo como se o peso do mundo todo estivesse nas suas costas.
- Hunf...
- Não resmungue como você fosse o único com problemas em suas relações interpessoais, otouto. Não foi você que praticamente estuprou seu colega de viagem.
Silêncio.
Sasuke então olhou para ele com receio. Suspirou devagar, juntou coragem e disse, lentamente, como ele seu irmão fosse algum tipo de débil mental:
- Itachi...Você pode ter sido o laureado. Você pode ter sido primeiro lugar geral. Seu QI pode ser de gênio. Você pode falar cinco línguas. Mas nada disso importa, porque você realmente, realmente é um grande, imenso, colossal e gigantesco idiota.
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E no meio do escuro quarto, Sai se remexeu. Deitava-se agora de barriga para cima. Já parara de colocar gelo lá atrás, e também de desenhar. Agora pensava.
Não foi por Itachi ter praticamente lhe estuprado que ele estava bravo.
Não foi pelo sexo.
Foi porque Sai sabia, tinha certeza de que aquilo que nascia entre eles não era só sexo. Nem só amizade.
Era algo mais.
Era algo muito mais intenso e assustador.
E todo aquele mau-humor se devia ao fato de ele estar com medo.
Medo da loucura que estava prestes a viver.
Medo daquilo que sabia que iria viver.
Medo de realmente estar apaixonado por Uchiha Itachi
Bem Becca, aqui está o capitulo. A fic vai sair maior que o previsto, mas eu estou tentando caprichar. Me perdoe...Mas eu não consegui evitar de fazer um SasuNaru! É A MINHA OBSESSÃO! AHHHHHHHH!!!!
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Bem, respondendo reviews:
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Yeahrebecca:
Não me mate. Por favor, não me mate.
Bem, ainda bem que gostou! Vou tentar adiantar as coisas aqui. Tomara que você goste.
Tomara mesmo.
Beijos!
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Doris Black:
Err....Bem...Não foi 'sou-tão-grandão-que-pra-ler-você-vai-demorar-um-horão', mas eu tentei fazer uma coisa decente.
Hohoho. Eu ADORO fazer essas maldades. É por isso que eu terminei nessa parte. Mas neste capitulo, fui boazinha, nem deixei o final tão malvado assim.
Espero que goste.
Abraços.
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Uchiha Kazeninaru:
Uhm, pedido atendido! Voltei, embora que meio tarde....
Bem, espero que você não me mate e que isso aqui atenda as expectativas.
Kissus!
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sz'Mari-chan:
O suspense nem foi tanto assim nesse capitulo...Mas eu estou postando, e espero que esteja bom.
Beijos!
Becca, e aqui está mais um pedacinho desse presente que começa a se arrastar de novo. POR FAVOR NÃO ME MATE PELA DEMORA COLOSSAL.
Beijos,
Mei. em 22.01.2010
