Hi gafanhotos, tudo bem? Vamos há algumas explicações:
1 - No prólogo nós vimos a Kagome 'nascendo', confere?!
2 - No capítulo 1, as coisas acontecem 30 anos ANTES do nascimento da Kagome.
3 - No capítulo 2 (esse) as coisas acontecem cinquenta ano depois dos acontecimentos do capítulo 1, ou seja 20 anos depois do nascimentos da Kagome, então no cap. 2 a Kagome está aí com uns 20 anos de idade.
Entenderam? Qualquer dúvida só perguntar ;)
Ah, sim. Nesse capítulo quando a Kagome diz que o Naraku tirou sua 'virtude' não quer dizer virgindade viu gente, a virtude de uma estrela não tem nada a ver com a virgindade, mas com sua energia e seus poderes...enfim isso será explicado melhor no decorrer da história ;) espero que gostem!


Capítulo 2

Japão meados de 1517 - Cinquenta ano depois

Templo das Estrelas

Akemi tentou levantar-se, mas a dor nas costelas fez com que desse um grito desabando no chão, havia sangue por todo lado, corpos de garotas mortas espalhados à sua volta. Akemi queria gritar, de raiva, frustração e ódio, aquelas meninas eram responsabilidade sua, era seu dever cuidar delas e falhára. Rastejou pelo chão, sabia que algumas de suas costelas estavam quebradas tamanha a dor que sentia até mesmo ao respirar, mas não parou de rastejar, precisava chegar até a sala da Jóia, deixara Kagome sozinha lá e precisava proteger Kagome acima de qualquer outra.

- Onde você pensa que vai? –perguntou o homem parando ao lado dela. – Você não irá a lugar algum – disse pisando em suas costas, apertando ainda mais suas costelas já quebradas. Akemi gritou.

- Tire suas mãos dela seu nojento –gritou Kagome apontando uma flecha para ele.

- Ora, ora, o que temos aqui?

- Fuja kagome, vai embora daqui – gritou Akemi – Leve-a com você.

- A Jóia? – disse Naraku reparando na pequena jóia pendurada no pescoço da garota – Me dê a Jóia sua tola, ou eu a matarei sem dó nem piedade. – falou pisando mais forte nas costelas quebradas de Akemi que gritou em agonia.

Kagome não pensou duas vezes e atirou a flecha, esta brilhou e por pouco não o acerta em cheio. Naraku conseguiu desviar a tempo de evitar a flechada, embora ela o tenha pego de raspão no braço que começava a queimar.

- Vá Kagome –gritou Akemi ao ver seu inimigo desestabilizado.

Kagome correu como nunca havia corrido, desceu as escadas sem nem perceber que pulava os degraus de dois em dois, precisava fugir e se esconder.

- Não tão rápido garota! – Vociferou Naraku aparecendo no alto da escada. Kagome tentou abrir as pesadas portas do templo, sem sucesso, estava cansada e seus braços mal a obedeciam. – Não adiante tentar fugir! Você não irá a lugar algum.

Kagome correu para uma das janelas, tentou abrí-la, mas da mesma forma que aconteceu com as portas, estas também eram pesadas demais para seus braços finos e cansados, queria gritar, mas antes que pudesse fazer sentiu os cacos do vidro da janela cortando seus braços, Naraku a havia explodido com a força de seu pensamento. Akemi a alertara de que ele podia fazer coisas desse tipo.

Afastou-se da janela, seus pés pisoteavam por cima do vidro estilhaçado, cortando-os, havia sangue em seus braços, e pode perceber que havia um corte no rosto, já que o mesmo começava a arder.

- Eu não deixarei você fugir garota, entregue-me a Jóia e talvez eu deixe você viver. –disse sem emoções.

- Nunca! –disse ela convicta. – Se quiser a Jóia terá de me matar primeiro, ou me levar junto, por que eu nunca te entregarei.

- Se é assim que você deseja. – disse ele avançando para cima dela, Kagome tentou gritar, mas antes que pudesse abrir a boca tudo ficou negro e ela perdeu a consciência.

Mais tarde ao recuperar a consciência, Kagome se viu presa numa espécie de calabouço. Seus braços estavam presos por grilhões, logo acima de sua cabeça, os pulsos doloridos. Tentou se mexer e quase perdeu o fôlego ao sentir as costas, ardiam como se estivessem em brasa, percebeu que seu vestido estava rasgado em diversas partes. Tentou mexer os pulsos, ignorando a dor e a dormência, girou-os para todos os lados balançando as correntes, sem sucesso não havia como escapar. Tentou se concentrar, Akemi sempre dizia que se concentrasse de verdade poderia fazer o que quisesse, mover objetos com a mente, abrir portas e janelas, assim como Naraku fizera ao explodir uma das janelas do templo, tudo isso era possível se se concentrasse, se usasse sua virtude e energia. Respirou fundo ignorando toda a dor que sentia, tentou limpar a mente, esquecer por um minuto do massacre que ocorrera no templo, mas não conseguiu. Tentou de novo, dessa vez por um tempo maior, tentou sentir aquela coisa, aquela excitação que sempre sentia quando estava prestes a usar seus poderes, nada. Foi então que percebeu, não conseguia sentir sua virtude, sua energia havia desaparecido, estava sem seus poderes, Naraku havia feito coisa pior do que matá-la.

Pela primeira vez em muito tempo Kagome se permitiu chorar, de dor, raiva, chorou ao pensar em suas irmãs mortas e em Akemi, que depositará sua confiança nela. Kagome havia falhado.

.:.

A bruxa olhou toda a destruição à sua volta, quem quer que fosse que tivesse atacado o templo havia sido bem sucedido. Tudo estava um caos, havia janelas quebradas, com vidro espalhado pelo chão, a porta parecia arrombada, caindo das dobradiças. Havia sangue, muito sangue, espalhado pelo chão, nos degraus das escadas, nos quartos. A mulher, Akemi estava deitada no chão coberta de sangue, seus olhos estavam fechados e ela respirava com dificuldades, poderia acabar morrendo daquele jeito. Não que ela se importasse, a bruxa caminhou para além dos jardins do templo, que por sinal também estava em estado lastimável, passou por ele e foi direto ao que lhe interessava, o cemitério das cinzas.

Andou por entre algumas coisas parecidas com lápides, na verdade pareciam miniaturas do templo, parando em frente à que lhe interessava, os restos mortais de Kikyou estavam dentro de um vaso de porcelana, pegou-o e partiu dali, o amanhecer estava perto, logo os humanos perceberiam o massacre ocorrido no templo, e ela não gostaria de estar ali quando eles chegassem.