Notas da Autora
Após anos, o treinamento quase insano devido a severidade e exigência termina.
Nisso, Kami-sama confessa a ela que...
Uma carta deixada por um ente querido da saiyajin a faz se emocionar, sendo que era de...
Capítulo 3 - Carta
- Vejo que acordou cedo, Sakura. – Kami-sama fala enquanto sorria orgulhoso e maravilhado pelo fato dela ter se tornado mais poderosa do que imaginava.
- O céu está lindo e resolvi exercitar um pouco – nisso, o sorriso dela fraqueja, de repente – É verdade que o meu treinamento já terminou?
- Sim. Não tenho mais nada para ensina-la. Agora, deve viajar pelo mundo para adquirir ainda mais conhecimento e experiência de batalha, através de diversos lutadores... Bem, é o conselho que posso te dar.
- Verdade... É que fiquei tantos anos aqui, que a despedida se tornou algo consideravelmente difícil – ela confessa, sorrindo tristemente, para depois olhar para as suas roupas e para ele – E essa roupa especial de treino, assim como tornozereiras e munhequeiras. Tenho que devolver ao senhor?
- Não. São seus e os pesos automaticamente irão se acostumar a sua força até certo ponto. Afinal, se ficar musculosa demais, acabará sacrificando a velocidade e ademais, acredito que perante a sua raça em matéria de músculo, não pode superar um homem, pois, geneticamente, os homens tem maior condicionamento para massa muscular e creio que isso se aplique a sua raça. Mas, lembre-se, que pode equilibrar com velocidade e inclusive, usa-la em conjunto com a força para ampliar o efeito do golpe.
- Verdade... Essa foi uma das primeiras coisas que o senhor me falou e concordo, plenamente.
- Isso é bom. – Mister Popo comenta – Para ser uma mestra de artes marciais, o que precisa agora é de experiência de batalha e igual conhecimento de luta. Kami-sama deu-lhe o básico, agora, deve aprimorar-se ainda mais, viajando pelo mundo.
- Com certeza farei isso... E estou ansiosa para saber que aventuras irei encontrar em minha jornada – ela fala ficando animada ao olhar para o horizonte.
- Quero dizer-lhe que estou profundamente admirado por sua capacidade e pelo fato de presenciar uma evolução tão magnífica como vivenciei ao treina-la, pessoalmente, por todos esses anos. Sempre que quiser, pode visitar-me, pois irei recebê-la de bom grado. Inclusive, faço questão, disso.
- Muito obrigada... Então, é mesmo um adeus.
Ela fica levemente triste e então, Kami-sama a segura pelos ombros, enquanto entregava o cajado a Mister Popo.
- Eu tenho que lhe agradecer... – isso faz a jovem ficar embasbacada – Suas palavras há anos atrás deram-me a força que precisava para conviver com o que fiz ao dividir-me em dois. O que disse para este Kami-sama teve o efeito de dissipar o intenso pesar e culpa que vivia em meu coração e em minha alma. Você me liberou e me resgatou. Serei eternamente grato a você, Sakura, e espero um dia poder retribuir a salvação que me proporcionou. Kami-sama está em débito com você.
Nisso, ela sorri e não se segurando mais, acaba abraçando Kami-sama, que se surpreende e fica sem reação por algum tempo, até que retribui.
- Muito obrigada, sensei... Espero poder ver o senhor e Mister Popo o mais brevemente possível. Talvez no meio da minha jornada.
- Estarei esperando de braços abertos... Desejo-lhe sorte em sua jornada. – ele fala e nisso se afastam com a jovem secando as lágrimas de felicidade pelas palavras sinceras.
- Adeus, Mister Popo. – se despede dele, abraçando-o e sendo correspondida pelo mesmo – Sentirei saudades de você. Além do mais, é um excelente cozinheiro.
- Mister Popo fica feliz que tenha gostado da comida e também deseja sorte em sua jornada.
- Muito obrigada.
Então, secando as lágrimas, acena para eles e nisso, voa dali em direção ao chão, permitindo então que a culpa que lhe acossava a tomasse, não conseguindo mais represa-las, desde que Kami-sama pronunciara tais palavras sinceras.
A sua culpa consistia no fato de que cumprira o que tinha em mente, sendo algo que com certeza desagradaria e muito o Deus da Terra.
Então, espanta esses pensamentos quando percebe que se aproximava do templo de Karin-sama e nisso, flutua na frente do mesmo e depois pousa, enquanto continuava procurando o ki deles e não encontrando. Quanto à Karin-sama, sabia que ele era perito em ocultar o seu ki, assim como Kami-sama e Mister Popo, tal como ela, também.
Portanto, era algo esperado não sentir o ki do sennin daquela torre.
Nisso, ouve um som conhecido de cajado batendo no chão e então o sennin surge das escadas, enquanto ela fechava efetivamente a sua mente para evitar qualquer leitura mental.
- Sakura! Que bom revê-la!
- Também acho, Karin-sama. – ela sorri e se aproxima dele, com a face confusa – Não sinto o ki de meu avô, de Mutaito e de Inochi kachô.
- Eles foram embora ontem. Muten conseguiu pegar a jarra e em seguida, subiu para o Tengoku. Eu encolhi a nyouboi e ele deve estar subindo nesse exato momento.
- Não percebi! – exclama surpresa.
- Provavelmente, porque estava ansiosa demais para reencontra-los e ademais, durante a fase de transição do Tengoku para o mundo humano, aqueles que não estão muito familiarizados com grandes mudanças de ki podem acabar não detectando um ki conhecido. Provavelmente, essa série de fatores a impediu de perceber o ki dele.
- Entendo... Provavelmente, foi isso mesmo. – ela imaginava se a culpa que lhe acossava e seus pensamentos, a haviam distraído do ambiente a sua volta.
- Imagino que Kami-sama e Mister Popo a tenham orientado a partir em uma jornada de conhecimento para enfim torna-se uma mestra de artes marciais por completo.
- Sim... Espera... E o meu avô e Inoshi kachô? – ela pergunta alarmada – Eu os trouxe aqui.
- Calma... Eu usei meus poderes e os levei para o chão, além de fornecer uma nuvem voadora como empréstimo para leva-los até o antigo doujo dele, destruído, conforme pedido do mesmo.
- Então, eu deveria me juntar a ele e ajuda-la a reconstruir o dojo.
- Ele não quer reconstruir o doujo. – isso faz a saiyajin ficar boquiaberta, enquanto olhava para o sennin - Na verdade, irá se mudar para o Monte Paouz com Inoshi kachô. É um conjunto de montanhas não muito longe daqui. Ele herdou de seu pai uma casa bem simples nessas montanhas e nunca a usou. Ele também tem as suas cicatrizes causadas por Piccolo Daimaoh. E disse, que o que deseja é viver em paz, fazendo os seus treinos matinais e só.
- Não imaginava que meu jii-chan sentia tanta dor assim. – ela fala olhando tristemente para o horizonte.
- Mas, já adianto que ele não iria querer que você sacrificasse seu sonho por ele. Pois, viver isolado foi uma escolha dele.
- Como assim?
Ela arqueia o cenho e nota que ele mexe levemente o cajado nodoso e nisso, aparece uma folha de papel escrita no ar e o sennin pega e entrega á ela, que lê, atentamente.
"Querida Sakura
Deixarei essa carta com Karin-sama com instruções de entregar a você quando terminasse o seu treinamento com kami-sama.
Deixe-me falar novamente que sempre me orgulhei de você e que agora, não poderia ser diferente. Ademais, também tenho conhecimento de seu sonho. O sonho de superar-me e de também ser uma Mestra em artes marciais, assim como este Mutaito, algo que me deixou imensamente feliz.
Porém, tudo o que desejo é a sua felicidade e sei que almeja mais do que nunca ser uma mestra. Afinal, derrotar aquele monstro foi uma forma de superar-me. Agora, o que lhe resta, é o título de mestra.
Aviso-lhe que existe uma espécie de disputa anual entre artistas marciais e o vencedor será declarado Mestre de artes marciais. Ganhei o meu título assim e com o advento das décadas, o consolidei.
Ele é realizado na Ilha Papaya. E espero que permaneça assim, pois, parece que os responsáveis pela organização, tem outra ideia para essa disputa.
Receio que esse torneio e a sua finalidade que existe há séculos não dure muito tempo. Por isso, recomendo procura-lo no máximo em dois anos, pois temo que não existirá mais... Ou melhor, será alterado e temo no que irá se transformar.
Bem, desejo-lhe boa sorte em sua jornada. Persista no seu sonho. Lute e o alcance, pois, estarei sempre torcendo por você, assim como estarei ao seu lado, lhe apoiando e dando-lhe forças. Sempre.
De seu avô, Mutaito."
No final da carta, Sakura chorava e abraçava o papel, enquanto murmurava o nome de seu "jiichan" e "muito obrigada", pois, ler aquela carta lhe dera forças e determinação na busca do titulo que tanto almejava e após alguns minutos se acalma, passando a guardar a carta em seu bolso com extremo carinho.
- Muito obrigada por guardar a carta, Karin-sama.
- Por nada.
- Ele cita um torneio nessa tal Ilha Papaya.
- Sei qual torneio é. O Torneio de Mestre em Artes Marciais e é realizado anualmente, há quase seiscentos anos. Reúne centenas de artistas marciais que passam por eliminações, até que restem dezesseis artistas marciais que irão enfrentar-se para que no final, o vencedor receba o título e aviso-lhe que daqui a três meses irá acontecer o evento e prevejo que somente irá durar mais três anos. Depois disso, será substituído por que se chamará Tenkaichi Budokai, pelo que percebi, observando aqui do alto os organizadores.
- Tenkaichi Budokai... Torneio abaixo do Céu.
- Isso mesmo. E o motivo desse nome, é porque, segundo os organizadores, quem vencer será o guerreiro mais forte embaixo dos céus... Feh!
- Que absurdo! Acabar com um torneio secular para por um torneio, almejando aquele que é mais poderoso, em vez daquele que receberá o titulo de mestre. – ela fala irritada.
- Bem, agora, qualquer um poderá se autodenominar mestre, quando esse torneio de mestre de artes marciais acabar. Afinal, não quer dizer que é forte, que é um mestre. E será aberto para todos, sendo o contrário do torneio de mestres em artes marciais, onde o guerreiro tem que provar que é um artista marcial e que possuí, pelo menos, cinco anos de prática em um doujo com um mestre de artes marciais. No seu caso, você tem de sobra.
- Bem, os tempos mudam, né? – ela comenta tristemente – Meio que isso irá se transformar em uma espécie de festival com o advento dos anos. Pelo menos, é o que prevejo.
- Também acredito nisso.
- Bem, onde ficar essa tal de Ilha Papaya?
- Dei a sua kinto-un a localização da mesma. Basta chama-la daqui a dois meses e ela o levará até o torneio.
- Dois meses é pouco tempo. – comenta preocupada.
- Nem tanto. Você tem uma experiência considerável, só precisa lapida-la um pouco mais, por assim dizer. Dois meses será tempo suficiente. Oriento a ir para uma cidade há dois quilômetros daqui. Poderá começar a sua jornada nesse lugar e advirto-lhe para que evite voar na frente de testemunhas. Chamar a kinto-un e voar com ela, tudo bem, mas, não sozinha. As pessoas podem se assustar, pois não estão preparadas, ainda, para verem tal técnica. Aliais, duvido que algum dia elas estejam completamente preparadas.
- Muito obrigada, Karin-sama.
- Tome. Leve essas senzus para emergência.
Nisso, ele entrega algumas senzus e ela põe essas sementes no pequeno saquinho que ainda trazia consigo, desde antes da batalha final contra Piccolo Daimaoh e que ainda continua algumas senzus.
- Bem, vou indo. Muito obrigada por tudo, Karin-sama.
- Até mais, Sakura! Volte para me visitar!
- Claro que sim!
Ela sorri e nisso, se despede, acenando, para depois voar dali rumo a sua jornada, decidindo que após esse torneio, conseguindo, se pudesse o título de mestra de artes marciais, partiria para cumprir o que ansiava há anos.
