O corpo dele estava quente.

Seus músculos se flexionavam e sua pulsação estava acelerada.

Seu coração batendo forte em seu peito.

O suor escorria de seu corpo molhando o moletom cinza e velho que usava.

Ele respirou fundo, controlando sua respiração.

Aumentou seu ritmo estava quase chegando, deu mais uma volta e fez a curva, depois diminui o ritmo da sua corrida conforme chegava mais perto de sua casa.

Sua casa era bem parecida com as outras da rua.

Simples de dois andares com uma varanda pequena e no fundo tinha um quintal com algumas flores e hortaliças.

Parou totalmente quando chegou a menos de dois metros de distancia dela e andou tranquilamente até a porta de entrada.

Pegou o jornal do chão.

Estava cansado, mas se sentia melhor, como sempre depois de mais uma corrida matinal que fazia todos os dias.

As noites eram sempre difíceis e a corrida logo de manhã cedo, parecia funcionar melhor que o sono para seu corpo.

— Edward, querido? — ouviu uma voz de mulher perguntar, enquanto ele fechava a porta de sua casa.

— Bom dia mãe — ele disse e foi até sua mãe dando um beijo em sua testa, o nome dela era Esme Cullen, ela tinha cabelos do mesmo tom do filho e olhos cor de cobre muito bonito.

Ele era Edward Cullen.

Um ex militar que foi para a guerra do Iraque, ficando por lá por cinco anos.

Ele havia se alistado ao exercito quando fez 18 anos, era um dos seus sonhos lutar na guerra, mas logo viu que aquilo não era bem o que ele queria.

Ele estava planejando pedir licença quando fizesse 21 anos, mas isso foi bem na época que teve o atentado a 11 de setembro.

Aquilo mudou a vida de Edward.

Ele começou a viajar em missões para a Ásia, servindo seu país e naquilo que acreditava. Quando fez 23 anos os Estados Unidos da América invadiram o Iraque e ele estava lá, ele presenciou tudo, ele foi um coadjuvante.

E foi um dos poucos que lutou a guerra quase toda e conseguiu sobreviver.

Sobreviver.

Era exatamente isso que ele fazia agora.

Ele não vivia sua vida, ele apenas sobrevivia, dia após dia.

Viveu muitos horrores na guerra e foi obrigado a fazer muitas coisas que ele achava errado, às vezes ainda tinha pesadelos sobre isso.

Como se uma parte dele não quisesse dizer adeus aquela sua vida, como quisesse fazê-lo lembrar, das pessoas que foi obrigado a matar, das granadas que foi obrigado a lançar.

Mas ele que havia escolhido aquilo.

Entretanto, estava cansado de pensar naquilo, de reviver diariamente aqueles momentos, estava decido a fechar essa pagina da sua vida e seguir em frente.

Agora, pouco depois de voltar da guerra estava com seus 30 anos, cabelos de um tom estranho de bronze e olhos incomuns verdes azulados, sua família brigava sobre a cor dos olhos deles, cada um achava uma cor.

Edward às vezes achavam que tinha dias que eles estavam mais azuis, outros eles estavam verde que nem a grama. Suas irmãs morriam de inveja dele, já que ele foi o único que puxou a cor clara dos olhos do pai e as duas tinha os olhos da mãe.

— Meu pai já foi?

— Não ainda está se arrumando — disse — Estou preparando o café da manhã, logo estará pronto — falou e Edward assentiu indo para seu quarto.

A casa que eles moravam era bem simples, mas confortável, tinha três quartos e dois banheiros, uma sala, cozinha e um jardim pequeno ao fundo.

Ouviu um barulho e viu que o banheiro estava ocupado, provavelmente era Alice uma de suas irmãs mais nova.

Eles dividiam o banheiro, seus pais tinham um próprio, ele ainda tinha outra irmã Rosalie, mas essa havia se mudado e morava junto com o namorado um advogado chamado Emmett McCarty.

Rosalie era enfermeira numa clinica psicológica, Alice havia decidido seguir os passos do pai e decidiu ser uma professora. Seu pai dava aulas no ensino médio antigamente, mas havia se tornado diretor de uma escola tempos atrás.

Eles eram uma família humilde, seus pais nunca foram cheios da grana e criaram os três filhos com aperto, mas nunca nenhum deles havia passado fome ou deixado de ganhar um presente por mais simples que tenha sido.

Agora com todos já grandes e tomando rumo na vida, eles tinham mais conforto, mas nem sempre havia sido assim.

Edward mesmo havia começado a trabalhar cedo, com onze anos, entregando jornal na rua, com uma bicicleta emprestada. Ele se lembrava de que o primeiro dinheiro que tinha ganhado ele gastou tudo com doces e comeu com suas irmãs escondidos dos pais que os encontraram depois com as bocas meladas e quase tendo uma overdose de açúcar.

Foi um momento divertido, seus pais por mais que quisessem brigar com os filhos, principalmente Edward por ter gastado todo seu dinheiro em doces, se juntaram com eles e comeram algumas balinhas que tinha sobrado.

Esme fez questão ainda de pegar sua velha câmera e tirar uma foto dos filhos todo melado de doce.

Depois claro, Carlisle conversou com Edward e tentou fazê-lo entender que dinheiro era importante e que ele não podia gastar com besteira assim, que ele precisava pensar em seu futuro. Depois disso Edward sempre passou a ajudar seu pai como conseguia, ainda mais depois que sua mãe parou de vender os bolos que ela fazia.

Ele decidiu fazer algumas flexões e abdominais enquanto esperava sua irmã sair, havia também um saco de pancadas e ás vezes Edward descontava sua raiva lá.

Seu quarto era simples, tinha um armário, uma cama de solteirão e paredes rosa decoradas com flores.

Sim.

Obra de sua irmã Rosalie que ficou ali enquanto ele lutava na guerra.

Quando ouviu o barulho da porta, ele tirou sua blusa suada e a calça de moletom que usava, colocando no cesto de roupa suja.

Tomou um banho revigorante e fez sua higiene matinal.

Sua barba estava feita então ele pulou aquela etapa.

Quando terminou saiu com a toalha enrolada na cintura, feliz por não ter ninguém no corredor para encara-lo, só seus pais sabiam sobre as cicatrizes que estavam marcadas ali.

Lembranças eternas da guerra.

Em uma de suas missões, ele e outro soldado foram capturados pelo grupo inimigo, eles foram torturados, para dizerem informações, o outro soldado acabou morrendo, Edward estava resistindo fielmente, tentando ser leal ao seu país, mas felizmente, sua equipe conseguiu descobrir a onde ele estava e invadiram o lugar resgatando Edward que por pouco não foi enterrado vivo como estavam pensado fazerem com ele.

Não gostava de ficar pensando nisso.

Vestiu um dos únicos ternos que tinha, feliz por ainda caber nele, apesar de ter ficado justo em seus bíceps que havia aumentado e a calça um pouco justa nas suas coxas.

Mas se desse certo, o emprego ele compraria outro terno.

Desceu com a gravata frouxa e o paletó preto na mão.

— Uau, onde meu irmão gato vai assim? — Alice disse quando ele apareceu na cozinha, já estavam todos ali, na mesa. Sua irmã era baixa, ela brincava dizendo que seus irmãos mais velhos haviam roubado todo seu tamanho, já que ambos eram altos. Ela era muito parecida com a mãe e não tinha quase nada do pai, a não ser o formato do nariz que era todo de Carlisle.

— Tenho uma entrevista de emprego — ele disse apenas se sentando e se servido com um copo de café com omelete e bacon.

— Que bom filho, espero que dê tudo certo — Carlisle falou sorrindo para Edward.

Ele acenou com a cabeça para o pai.

— Vai precisar do carro?

— Não pai vou de ônibus mesmo, sem problemas — Edward disse depois de engolir o leite.

Ele terminou de comer rapidamente com medo de perder o ônibus e chegar atrasado, sua mãe arrumou sua gravata desejando boa sorte.

A parada era na rua de baixo e Edward chegou três minutos antes do ônibus chegar.

Foram vinte minutos até as Industrias Swan, era um prédio bem imponente, não era muito alto, mas sua arquitetura era bem moderna e chamava atenção.

Ele entrou pela porta giratória indo até a recepção, a mulher que estava ali olhou para ele descaradamente e Edward tentou não ser gentil de mais.

Sabia que ele era bem bonito e isso sempre atraia olhares de mais para ele.

Ele não se sentia muito confortável com aquilo.

Tinha mulheres que não aceitavam ser recusadas e isso era uma dor de cabeça para ele.

Não que ele não gostasse de mulher, ele só não queria um relacionamento naquele momento.

Ou então ainda não havia encontrado a mulher certa.

Sabia que sua mãe estava torcendo muito para que ele achasse alguém, ela estava louca por netos, dizendo que não queria ficar velha de mais para curti-los.

Era mais fácil sua irmã Rosalie dar isso a ela do que ele, que não tinha ninguém.

A recepcionista lhe entregou um crachá e informou à sala que seria entrevistado.

Edward entrou no elevador apertando o andar que foi informado.

Foi fácil achar a sala havia outra moça ali que informou para ele esperar ser sentado, havia só mais dois caras ali. Um forte de mais, que pelos formatos dos músculos Edward teve certeza que ele usava anabolizantes e outro que ficava no meio termo dois, que tinha um rabo de cavalo puxado para trás.

Edward se sentou no sofá da recepção junto com os outros dois caras, esperando ser chamado.

Não chegou ninguém depois dele o cara forte foi primeiro e a entrevista dele pelo jeito foi rápida ele saiu com uma expressão infeliz de dentro. O outro homem demorou mais e saiu com uma expressão indecifrável no rosto.

Finalmente ele foi chamado e Edward suspirou entrando na sala que logo percebeu ser de reunião.

Havia uma grande mesa em formato de L e apenas um cara sentado.

— Charlie Swan, sente-se — ele disse.

— Edward Cullen — Edward falou se sentando na frente do homem.

— Sim, estava ansioso para vê-lo, Sr. Cullen, o seu currículo é o melhor — Charlie falou parecendo animado.

Edward apenas acenou com a cabeça sem saber mais o que falar.

— Você já trabalhou como segurança antes?

— Não senhor, mas já fui segurança do meu general na época da guerra, não acho que pode ser muito diferente disso.

— Sim é claro, você lutou na Guerra do Iraque, isso é impressionante, tem experiência como atirador de elite e sabe lutar, com essas características você deveria ir para o serviço secreto — o homem falou.

— Não almejo isso, sr. Swan — ele disse honestamente.

Até porque ele realmente havia recebido uma proposta de trabalhar no serviço secreto, mas morar longe de sua família novamente estava fora de questão.

Mas depois de viver os horrores da guerra, tudo que ele queria era uma vida mais tranquila, demorou meses depois que foi dispensado com honras para achar um emprego certo.

Então achou o anuncio nos classificados do jornal semanas atrás.

Achou perfeito.

Afinal o que teria de mais ser segurança de uma empresária?

— E o que almeja sr. Cullen? — perguntou Charlie curioso.

Afinal qualquer homem acharia uma honra servir o presidente de seu país.

— Não sei ao certo, mas quero uma vida mais tranquila para mim e viver perto da minha família, serviço secreto não é mais para mim.

Charlie suspirou assentindo, gostando da resposta.

— Olha vou ser honesto com você, você tem um currículo excepcional, mas eu quero alguém que realmente proteja minha filha. Preciso que fique ao lado dela, em qualquer lugar que ela for.

— Ela está sendo ameaçada? — Edward perguntou curioso.

— Sim, não sei a certo quem, mas não posso correr o risco de perde-la — ele disse, naquela simples frase percebeu o quanto ele amava a filha.

— Eu cuidarei dela, se deseja, seria sua sombra e não deixarei nada ruim aconteça a ela — Edward prometeu.

— Ótimo, então está contratado — Charlie falou.

— Sério? — Edward falou surpreso.

— É claro, não sei rapaz, mas sinto algo bom vindo de você. Pode começar agora? Depois mandarei arrumar as coisas no RH.

— Como o senhor desejar — Edward disse ainda sem conseguir acreditar naquilo.

— Ótimo, vamos subir para você conhece-la.

Ele apenas assente se levantando e vai rumo ao caminho que mudaria totalmente sua vida.


Nota da Autora:

Oii amores, passou rápido a semana né?

Eu achei que não kkkk

então amooores, o que acharam do Edward?

Já se apaixonaram? Ou não gostaram dele?

e a família Cullen?

Bom, ansiosa para os comentários de vocês.

No próximo, Edward vai conhecer Bella, como será que vai ser haha?

Palpites?

Comenteeeem,

beijos

e boa semana!