N/A: DESCULPEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM A DEMORA, SÉRIO, EU TAVA EM SEMANA DE PROVAS, E DAI TAMBEM TEVE AQUELE FERIADO E EU NEM LIGUEI MEU COMPUTADOR GENTE. Ok, eu sei que não justifica, mas pelo menos ajuda, né? O cap não tá lá grandes coisas, eu escrevi porque recebi muitas reviews fofas e lindas e eu queria agradecer de alguma forma. Mas eu acho que gostei desse cap hm Mas vou trabalhar bastante no próximo ok? Prometo.

Disclaimer: Nada é meu, tudo o Rick Riordan.


Capítulo 3 - Vejo um menino-bode encharcado na minha porta

Fiquei deitado em minha cama olhando o céu pela janela, coisa que eu não gostava muito de fazer, já que o céu era um lugar do qual eu preferia manter distância. Fiquei simplesmente ali, parado, sem mover um simples músculo, esperando por um incentivo divino que me desse coragem suficiente para ligar para Annabeth. Esse é um dos momentos os quais minha mãe entraria no quarto me oferecendo panquecas e um pedaço de bolo, dizendo que não era nada de mais e que se eu não ligasse para Annabeth, ela mesma ligaria. Porém, minha mãe estava bem longe. Junto de Paul. Em algum hotel no interior da Suíça. Só os deuses sabem da onde veio esse dinheiro que pagou a viagem para a Suíça. Depois de muito tempo olhando pro nada, fazendo nada e pensando em nada, eu peguei no sono. Quando acordei (prefiro não citar o horário, basta dizer que já havia passado e muito a hora do almoço) e vi que não havia nada para comer na geladeira e eu decidi que não queria sair de casa para comprar algo, mesmo com o dinheiro que minha mãe havia deixado exclusivamente para isso na primeira gaveta da cozinha. Eu fui até a sala, liguei a TV e assisti a reprise completa da última temporada de American Idol. E não me venham com gozações, porque um ser humano (ou um semi-deus) não conhece o poder de prender atenção de American Idol até assistir três episódios seguidos numa noite entediante de sexta-feira. Sério, eu até comecei a achar Clarisse uma pessoa melhor depois de conhecer aquele Simon.

Finalmente senti que era a hora de ligar para Annabeth. Segurei o telefone e o encarei. Comecei a discar o número do telefone dela vagarosamente. Disquei. Coloquei o telefone na orelha e fiquei esperando que ela atendesse. Foram uns dos segundos mais agonizantes da minha vida. Eu estava com vontade de matar o inventor da linha de espera, pois aquela musiquinha estava acabando comigo, literalmente. Foi então que ela atendeu.

- Alô?

- Annab... Annabeth?

- Percy? Oh, Percy, que saudades! Como você está?

- Bem, eu... Estou bem. E você?

- Ah, você sabe, o de sempre.

- Certo, o de sempre.

- Como passou o ano? Muita confusão por aí? Ora, não vá me dizer que você se meteu em confusões de novo...

- Não, nada de confusões. - Por mais incrível que pudesse parecer, era a verdade. - Er, Annabeth...

- Ah, Percy, quase me esqueci de lhe dizer. Groover tem um telefone agora! Na verdade eu dei a ele. A gora vocês podem se falar! Foi meu presentinho de natal para vocês.

Certo, se antes estava bravo com Annabeth por ter dado o telefone a Groover e não ter se dado nem ao trabalho de me ligar no meio de tudo isso, agora eu estava com vergonha de ter ficado bravo. Ela havia dado o telefone a Groover para que a gente pudesse conversar. Isso era tão... Tão... Tão... Legal. Annabeth era tão legal.

- Isso foi um... Ótimo presente, Annabeth. Sabe, eu estava querendo te perguntar se...

- Percy! Quase ia me esquecendo de dizer. Você não sabe o que aconteceu comigo semana passada quando eu...

Foi então que o telefone ficou mudo. E as luzes se apagaram. Ao mesmo tempo. O microondas desligou, a TV também. Por alguns segundos eu senti um arrepio, mas não sei ao certo o motivo. Talvez fosse porque tudo havia ficado escuro de repente. Ou talvez fosse porque não consegui dizer o que tinha de dizer a Annabeth. Tudo o que eu sei é que havia acabado a energia, que eu estava sozinho em casa e que faltavam dois dias para o Natal.

DIN DON.

Maldita campainha. Eu nunca assustei tanto com o som da campainha em toda a minha vida. Não que eu já tenha me assustado antes, eu garanto que essa foi a primeira, única e última vez que me assustei com esse som. Não sabia se abria ou não a porta. Tudo o que sabia era que queria e não queria abrí-la ao mesmo tempo. Fiquei durante alguns segundos de pé no meio do caminho do sofá até a porta, até que segui em frente e abri.

-Percy! Oh, espero que não se incomode, eu não aguentei esperar até o natal e vim passar uns dias com você antes de irmos, você sabe, passar o natal com Rachel e coisa e tal. Olha só o que eu trouxe pra você!

Era Groover. Ele estava encharcado, bem na minha porta, segurando um embrulho mal feito vermelho. Eu nunca fiquei tão feliz em ver um menino-bode encharcado na minha porta. Nunca mesmo.