N/A: Aqui vos deixo o 2º capitulo! Espero que gostem! ;)

Eram somente 7:30 horas da manhã, quando senti uma fadinha saltar em cima de mim, gritando um – "ISABELLA CULLEN, É FAVOR ACORDAR!". Conseguem imaginar melhor maneira de acordar? Pois, eu imagino.

-Bells! - Gritou eufórica. – Acorda! O sol já nasceu, e com ele trouxe um novo dia… QUE PROMETE MUITA DIVERSÃO! – Alice pulava em cima da cama onde eu estava dormindo. Uma pequena parte de mim, desejou pegar no travesseiro e jogar contra ela. Mas outra grande parte de mim, sabia que depois a vingança seria terrível, então virei de lado e ignorei a gritaria.

-Isabella! Você tem dois minutos para abrir os olhos e saltar dessa cama, senão vou buscar um jarro com água BEM gelada!

Sem puder contrariar, abri os olhos e olhei o relógio em cima do criado-mudo., que marcava as 7:30 horas.

-Não precisamos entrar com chantagem. Mas caramba..! Você viu que horas são? Faz assim, se deita, dorme e daqui a umas 3 horinhas agente acorda e vamos fazer o que você quiser! Ok?

-NÃO! Já é até bastante tarde! Toca a acordar… AGORA!

Resmunguei baixinho, e amaldiçoei a fadinha. Meio grogue segui até ao banheiro e tomei um duche de agua quente e me vesti. Depois desci, e junto com Alice tomamos o café da manhã. Seguimos para o shopping e após uma longa manhã entrando e saindo de lojas, almoçamos no MacDonald. Já cansada da correria das compras, decidi dar a ideia de irmos ao cinema. Alice, com a sua energia natural, aceitou a ideia e correu para junto das tabletas rectangulares que anunciavam os filmes que estavam em cartaz. Discutimos algum tempo sobre o filme que iríamos ver e por fim decidimos assistir "O estranho caso de Benjamin Buttons" , que se tornou uma boa surpresa. O enredo era bastante bom, e os actores também, visto que o ator principal era Brad Pitt. Alice surtou quando ele tirou a camisa, e eu tive de a agarrar para ela não gritar, porque o diretor do cinema já olhava feio para nós. No fim, foi uma tarde bem passada.

Fiquei feliz, havia bastante tempo que eu não me divertia assim.. Meu mundo se havia focado em Edward, em cada paço, em cada suspiro… E era isso que me estava matando. Mas hoje não. Hoje fui eu mesma. Isabella Swan. Aquela garota tímida, que cora com tudo, mas que está sempre a sorrir, nem que seja só para agradar aqueles que ama. Fiquei feliz porque me abstrai dos pensamentos sobre Edward. Fiquei feliz porque, por um dia, me senti livre da obcessão por Edward. Era pedir muito, que esta felicidade premanece-se? A resposta veio mais tarde.

Era..

Mas então, o dia correu, e eram sete horas quando cheguei a casa. Abri a porta silenciosamente, e sgui para a cozinha. Ainda sorria pensando no que Alice me tinha dito – " Você é incrível do jeito que você é. Não deixe que "uma" pessoa arruíne o seu mundo!". Eu estava decidida, mais do que nunca a seguir o seu conselho. Mas meu sorriso murchou, quando reparei quem me olhava á porta da cozinha.

Edward Cullen.

Meu melhor sonho, mas ainda assim, meu pior pesadelo.

Sem o olhar segunda vez, girei os calcanhares, fui até ele e passei recto, saindo da cozinha. Nenhuma palavra foi pronunciada, mantendo assim o silêncio constrangedor. Subi a escadaria e quando entrei no meu quarto, fechei a porta e me deitei na cama por cima das cobertas.

Porque tinha que ser tão difícil? Porque eu não conseguia simplesmente esquece-lo e seguir em frente? Porque eu não conseguia seguir o caminho mais fácil?

Estava farta de ser feita de boneca, alguém que ele usa quando quer e joga fora no minuto a seguir. Alguém a quem usar e abusar sem se importar com sentimentos ou arrependimentos. Porque no fundo eu me sentia uma boneca. Mas essa boneca fartou!

Essa boneca decidiu tentar andar para a frente e esquece-lo, por mais dor que isso lhe possa trazer, ou por mais feridas que isso vá abrir. – Era tão fácil falar para Alice que eu iria tomar uma posição em relação a tudo o que se estava passando. Mas como agir? Como diferenciar os atos que já eram tão monótonos? Como fugir a todo este sentimento que existe dentro de mim?

Ao tentar fugir de pensamentos escuros, liguei meu notebook e decidi fazer um trabalho para a escola, que tinha em atraso, para Inglês, sobre Shakespeare. Quando acabei, desci e preparei um jantar rápido, de modo a não ter que me cruzar com pessoas indesejadas. Comi rapidamente, enfiando pequenas porções de comida rapidamente na boca, e subi para o meu quarto como uma boa boba que eu era.

Eu estava fugindo. Não parecia ser a melhor solução, mas sim a única. Mas como fugir de alguém que partilha connosco o teto e faz parte da sua família? Não, definitivamente não era a melhor opção. Mas as ideias eram poucas, e eu estava definhando. Orando para não cruzar com ele. Porque o que eu mais desejava era esquece-lo. Arranca-lo da minha cabeça e de meu coração o mais rápido possível. O que eu realmente desejava era poder respirar em paz sem ter este fantasma me assombrando.

Respirei pesadamente, vesti um short e uma camisa de alças, confortável, e me deixei embalar por os sonhos de uma vida melhor.

Estava sonhando que estava numa capina, florida e verde. Estava deitada e sorria para o amor da minha vida, ele beijou soavemente minha testa e sussurrou meu nome, mas então senti meu corpo ser abanado e trazido para a realidade.

-Bella ..-Repetia a voz de Edward, baixinha em meu ouvido.

-Edward? – Sussurrei de volta.

Mas a resposta não veio, em vez disso, senti seus lábios se colarem nos meus, e sua língua entrando em minha boca, fazendo uma dança gostosa que beirava a luxúria.

Seu corpo foi se juntando ao meu, até que ficou complemente deitado sobre mim. A pouca sanidade que restava se evaporou quando meu seios roçaram seu peito másculo.

Nossas línguas travavam uma luta gostosa e suas mãos já estavam em meu traseiro, quando o ar acabou, sua boca deixou a minha para me beijar o pescoço. Como era habitual, eu estava rondando a loucura, até que uma voz muito doce, que eu reconheci como sendo de Alice, me chamou á atenção mentalmente. Suas palavras se repetiram em minha mente, e eu cai na realidade. Eu estava uma vez mais sendo usada por o meu errático primo. Estava pronta para me afastar, mas ao sentir sua mão subir por baixo da minha blusa e tocando meu seio, a tarefa tornou-se complicada. Uma luta se travara dentro de mim. Meu lado racional com o meu lado "Foda-se". Mas então, várias consequências começaram a girar em minha mente, assim como imagens que em nada me agradavam. Lentamente fui parando nosso beijo. Respirei fundo e contei até três, me preparando para o que estava para vir.

-Edward, Pará! – Falei seriamente, mas como eu contava, ele ignorou.

-Sim.. Como você quiser. Agora me beija.

-Não, Edward! Chega! Vai embora …- Falei soltando dele. Peguei na camisa que já estava no chão, e atirei em seu peito. –Fora daqui.

Quando ele percebeu que eu não estava a brincar, sua expressão passou de brincadeira para confusa.

-O que? Você não estava se divertindo, caríssima prima? –Disse ao chegar a meu lado e me beijando o pescoço.

-Não! FORA!...E nunca mais, -falei furiosa.- nunca mais repita a ceninha… Agora SAIA!

-O que se passa, Isabella? Você jamais me recusou! Porque agora? Logo agora que as coisas se estavam tornando interessantes?

-Saia. Desapareça da minha frente! AGORA! – Meu peito estava estilhaçando, e uma dor enorme se estava formando em mim, somente esperando Edward partir para se apoderar de mim. Incontrolavelmente, uma lágrima caiu, e rolou por a monha face até cair no chão, assim como meu orgulho.

-Você está chorando? – Perguntou, com algo indecifrável no olhar

Rapidamente passei a mão pelo rosto para limpar o rasto da pequena lágrima.

- Não quer sair? Otimo! Saiu eu… Eu só não aguento mais isto! – Gritei para ele e segui até a porta do meu quarto. Mas antes que conseguisse sair, um par de mãos me alcançaram-

-O que você quer agora? –Perguntei furiosa. Não era justo. Não bastava já o que eu estava sofrendo ele ainda me queria infringir mais dor?

-Você não vai embora! Não antes de me explicar o que se está passando!- Dizia abanando a cabeça. Era perceptível a confusão em seu olhar.

-O que se passou aqui? –Perguntei cínica. –O que se passou aqui foi que enquanto eu estava dormindo, teve um garoto que se lembrou que estava em abstinência sexual e me acordou para o servir. Mas esse garoto esqueceu que eu tenho a porra de sentimentos e que também tenho direito a ter opinião. Pior, esse garoto cínico vem me fazendo de parva faz muito tempo. E como se isso não chegasse ele mora debaixo do mesmo teto que eu e é MEU PRIMO!

-Ahh, Bella! Essa historia de ser primo, comigo não cola! Fala sério..

-Não quer acreditar? Exelente pra você! Agora me solta!

-NÃO! –Rosnou.- Eu não solto você enquanto você não me explicar o porque de estar agindo assim…

-Agindo assim? Eu devia ter agido assim no primeiro dia que você me tentou pegar! Nós somos primos! Sangue do mesmo sangue! Vivemos na mesma casa, você e seus pais são a única família que me resta, porque se você bem lembra, eu sou órfã! Eu não tenho mais ninguém.. E no que eu acreditava ser o melhor, já me decepcionou e desiludiu bastante. Não quero mais isto Edward! Porque você não vê… Você já sofreu. Mas minha vida também não é fácil!

Ele não referiu mais nada e saiu do quarto com uma expressão pensativa. Será que eu tinha conseguido fazer alguma coisa chegar na cabeça dele? Provavelmente não, mas tinha dado um chega em toda esta situação ridícula. Não era fácil para mim. Não era nada fácil, e assim que ele abandonou meu quarto, as lágrimas ganharam a luta que há algum tempo travavam e eu as deixei cair. Uma dor indescritível se apoderou de mim, e a única coisa que me apetecia era gritar aos sete ventos o quão doloroso estava sendo. Mas me mantive calada. Completamente anestesiada de dor, minhas costas bateram contra a parede e se deixaram cair. Envolvi os jolehos com os braços e chorei tudo o que meu coração tinha acumulado.

Quando menos esperei, ouvi o despertador. O sol já raiava na rua, e pessoas já circulavam levando a sua vida normalmente.

Me levantei e fui até ao banheiro me arranjar para mais um dia de escola. Meus olhos estavam inchados do choro, e grandes olheiras se haviam formado. Coloquei alguma maquilhagem e coloquei uns óculos de sol para disfarçar. Vesti uma blusa larga e umas jeans. Não era a melhor roupa, e eu sabia disso, mas era ali que eu me escondia. Porque eu tinha medo de tudo. Medo do desconhecido e era em meus óculos de sol e em minhas roupas largas que eu me escondia. A minha cabeça era uma caixinha de surpresas e eu nunca sabia muito bem o que esperar de mim mesma, do meu coração e dos meus sentimentos Mas de uma coisa eu tinha certeza, eu amava o idiota e gostoso do meu primo. Mesmo que ele não merece-se!

N/A: Espero que tenham gostado deste segundo cap! Comentem MUITO e eu brevemente postarei o 3º!

Clahh Cullen