N.A. - Mais um capítulo, espero sinceramente que gostem.
Obrigada as pessoa que deixaram review, responderei amanhã, ok? Tico e Teco foram dormir uma meia hora atrás. x.x
Capítulo corrigido e repostado. Respondendo reviews...
O Aniversário
Parte III
#Secretária Eletrônica de InuYasha#
#E ai, Inu? É o Miroku. Como vai? Espero que bem. Escuta, eu não faço idéia do que você fez para a Kagome, mas será que dá para se desculpar de uma vez? Ou pelo menos levá-la a um bom terapeuta? Eu não me importo que ela fique ligando durante o que deveria ser minha Lua de mel, mas estou ficando com medo das ameaças de vestidos assassinos possuídos vindo matar a gente. Você sabia que ela rogou uma praga em mim? Para que você sabe o que não funcionasse? Vou te dizer, não é muito inspirador. Qual o problema afinal? O seu não está funcionando e por isso ela quer se vingar em todos os casais que conhece?#
oOoOoOoOoOo
'Tudo bem. Tudo bem. Tudo bem. Vai ficar tudo bem.'
É o que tenho repetido a mim mesma desde ontem a noite. - E daí se me deixei enganar pela Sangô ontem? - Estou ignorando totalmente a última mensagem que ela me deixou. Que tipo de sugestão foi aquela? Eu disse que PRECISAVA de ajuda! Conversar com uma amiga. ISSO não quer dizer que enlouqueci e preciso de um psiquiatra!
Estou tentando falar com o InuYasha a manhã toda, e ele simplesmente ignora minhas ligações. - Preciso dizer que isso não faz com que eu me sinta melhor. - Qual o problema dele, afinal? Eu já fiz coisas piores do que expulsar ele do meu quarto! – Muito piores, para ser sincera. – E ele nunca reagiu dessa forma.
Meus pensamentos são interrompidos quando vejo Kagura entrar na sala, carregando uma pilha de livros nos braços. Lentamente baixo o telefone para o gancho e a fito confusa quando ela deposita aquilo sobre a minha mesa e eu reconheço o título de alguns mangás.
- O que é isso?
- Material de pesquisa.
Pisco, sem saber o quê, ou como responder. 'Será que ela enlouqueceu? Desde quando mangá é considerado material de pesquisa?' Ela parece perceber minha confusão porque continua.
- Para sua amiga com problemas com o namorado.
- Ah! – 'Certo, ela realmente enlouqueceu.' – Não acho que é necessário.
- Então o cara se declarou? – Ela soa desapontada enquanto senta à própria mesa.
- Não exatamente...
- Não conseguiu convencê-la da minha brilhante idéia?
'Sim... Brilhante...' Giro os olhos, esperando que ela não perceba minha reação.
- Ainda não consegui falar com ela.
- Sei...
- Verdade! Ela tem andado muito ocupada!
- Com o que?
'Não é da sua conta!' Tenho vontade de dizer, mas consigo engolir a resposta malcriada. Acho que a culpa disso é minha por, no auge do desespero, ter inventado essa amiga para poder contar meus problemas para alguém. Só posso culpar minha momentânea burrice por escolher Kagura para ouvinte.
Na verdade... A culpa é da Sangô por ignorar minhas mensagens. Eu não teria que lidar com Kagura se Sangô fizesse a gentileza de falar comigo!
- Viagem de negócio.
- Entendo. – Kagura sorri de uma maneira irritante, como se não acreditasse em uma palavra do que digo e isso é realmente frustrante. – Bem, fique com eles e entregue para ela quando conseguir encontrá-la.
Olho para a pilha de mangás sobre minha mesa sem saber o que dizer. Ela não espera realmente que eu carregue isso por aí, espera?
- Kagura, eu...
- Você veio de carro, certo? É só deixar no porta-malas até encontrá-la.
- Mas acabei de voltar do almoço! Não posso sair de novo agora...
- Eu levo para você, me dá a chave.
Respiro fundo, contando até dez só para não atacá-la com as porcarias dos mangás. Ao invés disso, reviro minha bolsa e jogo as chaves do carro em sua direção, tentando convencer a mim mesma que só estou fazendo isso para não passar vergonha, caso o chefe venha até aqui e veja minha mesa cheia de mangás. Sinceramente não saberia como explicar a razão de estar com aquilo ali, ou estar atacando minha colega de trabalho com eles...
- Você ao menos sabe onde meu carro está?
- Claro que sim. – Ela continua sorrindo enquanto pega a pilha de volta e corre para a saída.
'Só espero não ter deixado nada comprometedor no carro.'
'Você matou alguém na minha ausência? Como pode ter algo comprometedor no carro?'
'Não matei ninguém... Mas aposto que ela vai aproveitar para fuçar tudo e... Droga!'
'Sim?'
'Estou falando sozinha de novo.'
'Teoricamente você não está falando e sim pensando, e isso todo mundo faz.'
'Certo, não é sinal que enlouqueci.'
'Claro que não, querida. Você sempre foi louca.'
'Puxa... Obrigada pelo consolo.'
oOoOoOoOoOo
#Secretária eletrônica de Sangô e Miroku#
#Miroku, cuida sua própria vida e me deixe em paz. Não preciso de seus conselhos sobre como tratar minha namorada, mas imagino que pela sua preocupação com a 'praga' de Kagome, você deve estar com dificuldade para cuidar da sua mulher... Qual o problema? Não está levantando mais? Talvez você precise ir ao médico e conseguir uma receita de Viagra.#
oO Algum tempo depois Oo
#Secretária eletrônica de Kagome Higurashi#
#Kagome, por que diabo o InuYasha deixou mensagem falando pro Miroku tomar Viagra? Não adianta negar, eu sei que isso de alguma forma é culpa sua! Faça ele parar, acho que deixei muito claro que esse tipo de papo está afetando o Miroku.#
oOoOoOoOoOo
Quando sai do serviço e ouvi a mensagem de Sangô no meu celular fiquei tentada a passar pela casa de InuYasha, já que ele continua sem atender minha ligações. Pela mesma razão resolvi ir direto para casa, não estava disposta a descobrir o que havia feito com que ele deixasse a mensagem falando de Viagra para o Miroku, mas algo me dizia que eu provavelmente não gostaria de descobrir a resposta.
Certo, InuYasha não é a pessoa mais agradável da face da Terra. – A quem estou tentando enganar? Ele é uma das piores pessoas que conheço. Acho que os outros diriam que estamos empatados nesse quesito. Quer dizer... Se eu não me esforçasse tanto para mentir e esconder a maioria dos meus pensamentos nada agradáveis. – Mas tenho certeza de que ele não perderia seu tempo, ligando para os dois, e deixando uma mensagem tão... Inusitada sem uma boa razão.
Sangô tem razão – E eu a odeio por isso. – Deve ter a ver com algo que fiz, embora não consiga imaginar nada que pudesse ter provocado tal reação.
Cheguei em casa cedo. - Cedo demais para dormir.- Apenas Vovô estava em casa e isso me fez correr para o refugio do meu próprio quarto, antes que ele inventasse alguma história estranha para me contar. Tenho meus próprios problemas para pensar e duvido que tivesse paciência o suficiente para suportar com a costumeira expressão interessada aquela loucuras que ele chama de histórias verídicas.
Só posso culpar o tédio por pouco tempo depois ter corrido para o carro e pego todos aqueles mangás idiotas que Kagura deixou no meu porta-malas.
'O que você chama de tédio eu chamo de ato insano.'
Tive que usar toda minha força de vontade para não responder a, cada vez mais irritante, voz da minha consciência. Aliás, estou pensando em lhe dar outro nome. Afinal quem tem uma voz da consciência como essa?
Fiz questão especial de não ouvir a resposta por esse pensamento.
Olhei para a pilha de volumes por um bom tempo antes de finalmente me decidir a realmente a abrir um. E juro por todos os deuses que estou pensando seriamente em usá-los para matar a Kagura!
Quer dizer... Eu não sei qual diabo é o problema dela, mas nada aqui é útil.
Acabei fazendo uma lista, só para ter motivos de acertá-la com os mangás amanhã. Vou usá-los de munição para praticar tiro ao alvo.
Alvo: Kagura.
- Garota inocente quase sendo violentada e sendo salva no último momento pelo rapaz.
Tá bom que eu vou sair por aí procurando alguém pra me agarrar. Nem consigo imaginar se InuYasha realmente apareceria para me salvar. Provavelmente não. Apenas riria do grau da minha estupidez.
- Garota inocente se declara primeiro.
Ok, isso seria possível, mas eu quero que ele fale primeiro!
Não quero correr o risco dele rindo de mim por me declarar. Não tenho certeza de que ele acreditaria em mim ou acharia que estou mentindo devido... ao meu histórico.
- Rapaz viaja para algum lugar distante e quando volta tudo dá certo.
Eu não vou fazer o InuYasha viajar sei lá pra onde diabo e esperar pacientemente que ele volte e tenha adquirido algum tipo de sensibilidade.
Depois, duvido muito que conseguiria convencê-lo a viajar para longe sem nenhuma boa razão.
E mais um monte de baboseira que eu não devo ter visto. Cansei e parei na metade, confesso. Apenas porque acabaria destruindo algo por pura frustração.
Eu quero matar aquela louca. Tipo, qual o problema dela para achar que qualquer coisa escrita aqui me serve para algo? Ela só pode estar brincando comigo.
O mais frustrante disso é que não vou poder fazer nada, porque teoricamente o 'material de pesquisa' deveria ser para a minha 'amiga'. E tem a grande chance de tudo não passar de uma grande piada.
Particularmente acho Kagura mil vezes mais má e cruel que InuYasha no que se diz em pregar peças. Ironicamente, sou sempre a primeira vitima que escolhem.
'Eu me odeio.'
oOoOoOoOoOo
É quase nove da noite quando voltei para o quarto. Apesar de Mama e Souta estarem presentes, eu não consegui ser rápida o suficiente e Vovô conseguiu me pegar para ouvinte para mais uma de suas histórias mirabolantes. Admito que dessa vez não foi totalmente desagradável, eu nem cheguei a pensar em mandá-lo calar a boca. – Coisa que admito fazer várias vezes quando ele começa a contar suas experiências, lutando contra yokais malignos que tenho quase certeza de só existirem na cabeça dele. - Imagino que tenha a ver com o fato de estar muito ocupada pensando em maneiras de me vingar de Kagura por me fazer perder tanto tempo com bobagens.
Enquanto subia a escada, tentava decidir se deveria ligar para Sangô e deixar mais algumas ameaças em sua secretária eletrônica, ou tentar minha sorte e ligar para InuYasha. Quando parei em frente à porta do quarto ainda não havia decidido. Provavelmente porque a distância entre a sala e o quarto não seja gigantesca como eu precisava para tomar decisão tão importante. - Eu sei. Preciso urgentemente arrumar um hobby se passo meu tempo livre com questões tão importantes ocupando meu pensamento. - Ao abrir a porta, estava decidida a empacotar todos aqueles mangás antes que alguém os encontrasse, mas tive um vislumbre da cortina branca se movendo com o vento, e por alguns segundos me lembrei da última vez que empurrara Houjo pela janela, pensando que o vestido de casamento tinha feito amizade com a cortina e estavam planejando me assassinar.
'Aaah! Bons tempos!'
- Você certamente parece muito satisfeita consigo mesma.
Meu olhar foi direto para a origem da voz, e foi quase com pavor que reconheci a figura de InuYasha, sentada em minha cama confortavelmente, com um dos volumes estúpidos de mangá em suas mãos. Eu tinha certeza de que havia deixado aquela estúpida lista dentro de um deles, mas não podia ter tanto azar para que InuYasha a encontrasse, podia?
Para contar o que aconteceu a seguir devo lembrar a todos que não sou a melhor pessoa para agir em situações de stress. Eu acabo tendo reações absurdas, e admito que todas elas demonstram o que InuYasha adora me lembrar: Eu não penso antes de agir.
Certo, tendo isso claro, vamos voltar um pouquinho.
Eu observava InuYasha, sem saber o que dizer, francamente prestando muito pouca atenção ao que ele tinha dito para conseguir elaborar uma resposta. Tudo o que podia pensar era que se ele continuasse mexendo naqueles mangás acabaria encontrando aquela maldita lista, e eu não queria ter que lidar com mais problemas ao inventar outra mentira para explicar minhas anotações. Principalmente a de mandar ele para fora do país por um tempo.
- Achei que tinha dito que não lia esse tipo de coisa. – InuYasha falou, deixando o mangá cair sobre a cama e estendendo a mão para apanhar outro.
Foi nesse momento que reconheci um pedaço de folha de papel branco saindo de dentro dele, e fiz o que qualquer pessoa insana e culpada faria. Voei em cima dele e arranquei o mangá de seu alcance. Ignorei o olhar ligeiramente chocado, e derrubei todos os volumes para o chão, tendo o cuidado de chutar aquele com a folha de papel para baixo da cama.
- Kagome... – Ele começou, me agarrando pela cintura quando eu quase cai da cama - O que diabo está fazendo?
- Achei ter visto uma aranha.
- E resolveu esmagá-la com o seu corpo?
Certo, admito que minhas mentiras estão piorando. Claro que não ajuda quando a pessoa para quem estou mentindo não acredita em noventa por cento do que digo. Quer dizer... Para que se preocupar com uma mentira bem elaborada se tenho certeza de que ele não vai acreditar?
Essa é uma das razões para que eu queira que ele diga primeiro que me ama. Parte de mim acredita que a reação dele seria. "Certo, agora conte a próxima piada."
- Na verdade eu só queria tirá-la da cama. – Respondi com a maior dignidade que consegui juntar. – O que... O que está fazendo aqui? – Finalmente perguntei, tentando mudar de assunto, enquanto me ajeitava na cama, sentando-me no espaço livre em vez de continuar jogada sobre ele.
- Você me ligou tantas vezes hoje que resolvi vir checar qual era o problema.
- Oh! – Estou mesmo tentando me lembrar qual era o problema, mas minha mente parece ter tirado férias e eu simplesmente não consigo lembrar qual era. É por isso que se deve deixar mensagens na secretária eletrônica da pessoa. Há uma grande chance dela ao menos se revoltar, ligar para brigar e acabar dizendo qual era o motivo inicial.
Preciso me lembrar disso no futuro, com certeza me pouparia um grande tempo.
- Você não consegue se lembrar, consegue? – InuYasha parece sério, quase desapontado, mas percebo uma ponta de humor em sua voz. Isso me deixa confusa porque não sei como reagir.
- Acho... Que estava preocupada com ontem à noite. – Falo a primeira coisa que me passa pela cabeça. – Você sabe... Expulsar você daqui.
- Ah... Isso.
- Sim, isso. – Franzo a testa, um pouco irritada com a aparente falta de interesse dele. – Não te incomoda o fato de ser expulso?
- Bem... – InuYasha se ajeita na cama, sentando-se direito agora que parece ter certeza que não vou pular sobre ele novamente. – Podia ser pior.
- Como... – Faço uma pequena pausa para respirar fundo e, com sorte, não demonstrar minha crescente irritação. – Como poderia ser pior?
- Você poderia me jogar da janela.
Sinto minhas bochechas esquentarem instantaneamente. Que grosseria da parte dele ficar me lembrando desses detalhes.
- Eu não atiro todo mundo pela janela.
- Apenas Houjo.
- Eu não sabia que era ele quando o empurrei da janela.
- Claro.
- É verdade! – Bufo. – Eu pensei que fosse um ladrão.
- E um fantasma.
- Exato!
- Você sabe... – Ele começa lentamente – Se fosse realmente um fantasma você passaria através dele e cairia pela janela.
- Detalhes. – Falo entre dentes. Profundamente incomodada com o rumo da conversa.
Odeio quando ele é tão racional.
Faz com que eu perceba quão irracional sou.
- Ainda acho que estava só querendo uma chance de bancar a enfermeira quando ele se machucasse.
- Você só pode estar brincando.
- Não tem uma fantasia de enfermeira escondida no armário, tem?
- É claro que não!
InuYasha ri da minha irritação e eu percebo, tarde demais, que ele só estava tentando me chatear. - Como sempre. - Estou tentando não rir nos longos minutos que se seguem quando ele faz um movimento que chama minha atenção.
- Quer me explicar o que é isso?
Pisco, fitando um volume de mangá que permaneceu sobre a cama, mesmo com todo o esforço que fiz para jogar todos para o chão.
- Material de pesquisa.
- Shoujo mangá? Sério? – Ele não parece acreditar em mim, e sinceramente não posso culpá-lo por isso.
- Foi o que Kagura disse.
- Hum... – Ele folheia o mangá antes de perguntar. – Pesquisa para que?
Suspiro baixinho, sabendo exatamente o que ele está pensando: "Minha namorada enlouqueceu." O que devo admitir, parece mais verdadeiro a cada minuto.
- Cheguei à conclusão que ela só estava tentando me pregar uma peça.
- Compreensível que você pense assim. – Ele soa tão calmo que está começando a me irritar. Estou com uma vontade gigantesca de arrancar esse mangá da mão dele e espancá-lo com o próprio. – Kagome?
- Sim? – Sorrio adorável e inocentemente.
- Por que Miroku acha que estamos brigando?
- Como?
- Ele deixou uma mensagem na secretária eletrônica dizendo que eu devia consertar as coisas com você para que ele não fosse mais o alvo de suas pragas.
Engasgo com saliva quando ele termina de falar, e começo a repetir mentalmente. 'Volte a falar do mangá! Volte a falar do mangá! Esqueça o Miroku e volte a falar do mangá, InuYasha!' Na esperança que ele realmente esqueça de Miroku.
Eu sabia que não gostaria de saber sobre isso.
- Eu não roguei praga nele.
- Não?
- Não. – Consigo parecer bem sincera porque ele parece decepcionado quando joga o mangá para mim.
- Pena, porque foi engraçado.
Ele parece tão decepcionado comigo, que me faz rir. InuYasha sorri, e isso faz com que eu me sinta mais calma.
- Você não foi melhor, dizendo que ele devia tomar Viagra.
- Bem, foi só um conselho. – InuYasha continua sorrindo. – Ele parecia tão preocupado que sua praga arruinasse a Lua de mel.
- Só estava querendo ajudar.
- Claro, para que servem os amigos?
- Sim, claro.
Ainda estou rindo quando baixo os olhos para o mangá sobre minhas pernas. Todas as minhas dúvidas parecem tão absurdas... Qual o problema comigo afinal? Por que estou tão obcecada com um detalhe tão pequeno quanto uma declaração? Minha vida parece tão perfeita... Ou quase isso.
- Então não estamos brigados?
- Não.
- Ótimo. – InuYasha levanta de um pulo, tão inesperadamente que chega a me assustar. – Preciso ir para casa e dormir um pouco.
- Já?
- São quase dez, Kagome. – InuYasha sorri – E não acho que seu avô vá gostar de me encontrar aqui, ou descendo pela janela.
- Por que não usa a porta como uma pessoa normal?
- E como explicaria sair quando ninguém me viu entrar?
- Não precisaria explicar nada se tivesse usado a porta para entrar também.
- E qual seria a graça? – Ele se abaixa e deposita um beijo rápido sobre meus lábios. – Como iria assustá-la se soubesse que eu estava aqui?
- Isso não é engraçado. – Resmungo emburrada.
- Claro que é. – InuYasha ainda está rindo enquanto se afasta e sai pela janela. – E, Kagome?
- Sim?
- Feliz aniversário.
oOoOoOoOoOo
#Secretária eletrônica de Sangô e Miroku#
#Sangô... Não é meu aniversário ainda, certo?Eu não adormeci, estive em coma ou qualquer coisa do tipo e perdi a noção de tempo, não é? Por favor, diga que eu não enlouqueci e esqueci quando é a droga do meu aniversário!#
