Hellow, honey! Comment ça va? Tudo em cima? Bem, eu estava vendo o numero de visitas e vi que só tive 1 review... fiquei triste, mas tudo bem... eu também sou difícil de deixar reviews nas historias dos outros autores...

Vocês devem estar estranhando e se perguntando: o que essa louca ta fazendo que não ta cumprindo o cronograma? Simples! Semana de páscoa, e como não da pra mandar chocolate, eu posto capítulos fresquinhos sempre que da!

Ah, outra coisa... eu to prensando em fazer um jogo, o que voces acham? Aquele que, até um dia antes de postar o capitulo final da fic, deixar o maior numero de reviews, recebe, antes de todo mundo, o capitulo final E o 1º capitulo da nopva adaptação!

Gostaram? Então reviews, please!

Bjus e inté!

Obs.: não comentei no resumo nem no 1º capitulo, mas essa historia tem cenas de sexo, então se vocês não gostarem... é só pular!

Capítulo 2

— Outro golfinho está na praia.

O olhar de Bella caiu sobre Jessica, a ofegante assistente que se encostava contra a porta do laboratório.

— Mais outro? Só um? Onde?

Jessica assentiu, inclinou-se e apoiou as mãos sobre seus joelhos.

— Só um. No mesmo lugar que ontem. Corri logo que o avistei.

— Agarra a grua e vamos levá-lo acima, rápido!

Três horas mais tarde tinham o golfinho no tanque com os outros.

— Este é enorme, não? — perguntou Jess.

Ela assentiu.

— Sim. Tem que medir ao menos treze ou quatorze pés.

Era precioso. Comprido, lustroso, claramente irritado mais do que doente. Era bastante curioso, e este não tinha cicatrizes. A maioria dos golfinhos estavam infestados de cicatrizes e marcas, mas este era quase perfeito. E não exibia nenhum dos sintomas dos outros.

— Não acredito que este esteja doente —disse Bella, extraindo uma amostra de sangue e acariciando o lombo do golfinho—. Acredito que estava procurando os outros e esteve parado para encontrá-los. Deve ser o macho dominante da manada.

— Então é um menino condenadamente valente para seguir os outros até a praia —Jess olhou por cima do tanque e sorriu.

— Sim, é-o — algo neste golfinho a abalou. Possivelmente sua vontade de lançar-se ele mesmo à praia em um esforço por estar com sua manada?

Realmente era uma imagem para contemplar. Forte, musculoso e também são. Depois de comprovar seus sinais vitais, estava convencida que não tinha a mesma doença que os outros.

— Ouça, amigo — disse ela, esfregando sua palma da mão contra o lombo do golfinho—. Só queria estar perto de seu clã, verdade?

Ele respondeu a seu toque nadando mais perto de sua mão.

— Você gosta da atenção, não é assim? — quando ela se inclinou e beijou seu focinho, os olhos dele seguiram seus movimentos. Então a olhou fixamente de um modo que ela somente podia descrever como... incomum. Quase como se alguma inteligência espreitasse dentro dele, e, se ela o desejava suficientemente, lhe falaria.

Se realmente o pudesse. Ela pensaria que tinha morrido e ido ao céu. Os golfinhos tinham dez vezes mais personalidade que qualquer homem com o que ela saiu, e muito mais carisma também.

Que estranho comparar um golfinho com um homem. E além disso, considerando os homens com os que ela tinha estado em sua vida, preferia passar seu tempo com os golfinhos. Ao menos tinham personalidade, não como os aborrecidos cientistas com os que se relacionou. Não era estranho que preferisse seus vibradores ao sexo real.

Era bom que seu trabalho a mantivesse tão ocupada. Não tinha tempo de pensar no fato de que tinha trinta anos e ainda não tinha encontrado um homem que a atraísse tanto como o mar e todas as suas criaturas. Possivelmente estava feita para viver no oceano em lugar de na terra.

Possivelmente o homem de seus sonhos espreitava sob o mar.

Ela bufou. Para ser uma cientista, tinha algumas ideias loucas. Deveria ter deixado seus sonhos infantis em sua juventude, onde pertenciam.

O golfinho elevou sua cabeça contra sua mão como se estivesse procurando seu toque.

Lhe sorriu abertamente.

— Apostaria que tem um montão de coisas que gostaria de me contar, não, amigo?

— Dra. Swan, o que está acontecendo aqui?

O som da voz de Aro lhe fez desejar poder transformar-se em golfinho e nadar longe com esse perfeito nariz de garrafa. Se tão-somente os desejos se fizessem realidade.

— Estou trabalhando — ela escutou os sons de suas passadas no cimento úmido e desejou que seus caros sapatos italianos se empapassem de água salgada.

— Estão curados já os golfinhos?

— Não.

— Quando o estarão?

— Não tenho nem idéia.

— Necessito uma data, agora.

Bella resistiu à urgência de lhe dizer que metesse seu calendário pelo cu. Mas os golfinhos a necessitavam mais do que ela precisava dizer isso a seu chefe.

— Logo que saiba algo, você saberá.

Era evidente que ele se estava aproximando, porque sua colônia alagou o ar. Era surpreendente como uma colônia tão cara podia cheirar tão asquerosamente. Ela preferia o aroma da água salgada do oceano e das criaturas que o habitavam aos machos humanos como Aro.

Aparentemente o golfinho sentia da mesma forma, porque emitiu um profundo som de exalação quando ele se aproximou, enquanto suas aletas batiam de lado a lado. Claramente se estava agitando perante a chegada do administrador.

— Sei exatamente como se sente, amigo — murmurou ela ao golfinho.

Para irritar mais, agarrou uma parte de calamar do cubo que estava a seus pés e alimentou com a mão o golfinho. Depois que ele engolisse, ela acariciou sua suave língua.

— Me diga que esse não é outro golfinho — disse, enrugando seu nariz quando viu os pedaços de calamar.

Bom, ao menos deveria-lhe dar um pouco de crédito por ser capaz de ver que este exemplar de nariz de garrafa era algo diferente em sua aparência aos outros.

— Não é outro golfinho. É a corcunda de uma baleia.

Realmente tinha querido acrescentar um "buh" à sua resposta. Não o fez. Mas, maldição, certamente queria fazê-lo.

— E suponho que também resgatou este da praia.

Não, nadou da praia e se meteu sozinho no tanque, parvo de merda.

— Sim, assim o fizemos.

— Dá-se conta do que nos custa alojar, alimentar e tratar todos estes golfinhos?

Ela moveu sua mão como ausente pelo focinho do golfinho.

— Considerando que não comeram, e que não sabemos o que é o que está mal neles, deveria dizer que não nos hão custado muito.

— Ainda.

Ela encolheu os ombros. Como queira.

— Está jogando muito rápido com o pressuposto do aquário e o está perdendo, Dra. Swan. Vamos ter que fazer algo com isto.

— Como o quê? — possivelmente ele se despediria a si mesmo. Com segurança isso economizaria muito dinheiro do pressuposto, considerando a escandalosa soma de dinheiro que recebia. Essa idéia lhe agradava muito. E provavelmente também à direcção. Se não fosse pelas conexões familiares, Aro Volturi não estaria na posição em que estava agora. De fato, não tinha nem a menor ideia de como dirigir um aquário. Tudo o que queria fazer era dar boa imagem perante seu papaizinho, lhes economizando dinheiro. Como se o aquário não estivesse já perto do colapso por culpa de sua mesquinharia.

Ele inclinou seu queixo para baixo de maneira que pudesse olhá-la por cima de seus óculos, um movimento destinado a intimidar. Bella tentou ocultar seu sorriso. Ela tinha sido objeto de desaprovação por melhores pessoas que ele.

— Têm que ir embora. Vou ter que discutir isto com a direção.

— Faça-o, Aro. Enquanto isso, eu tratarei destes golfinhos — ela se voltou, mas ele agarrou seu braço. Antes que ela pudesse afastar-se, o nariz de garrafa fez uma série de ruídos rangentes e empapou sonoramente Aro, disparando um grande jorro de água com seu focinho.

A resposta mordaz que ela quis dar morreu em seus lábios quando olhou ao agora totalmente empapado Aro. Bella não pôde evitar a risada nervosa que escapou de sua garganta só imaginando o custo da limpeza em seco do traje do Aro, agora totalmente arruinado com água salgada. Virou-se para o golfinho e piscou.

— Hora de ir-se, amigo.

Aro chapinhou, a fúria evidente em sua cara. Por um momento, entretanto, pareceu haver ficado sem palavras.

— É melhor que se troque antes de pegar um resfriado de morte — por outro lado...

— Não terminamos, Dra. Swan. Farei que vá a uma reunião da direção em poucos dias.

—Faça o melhor que possa, querido.

Ele saiu furioso e ela se voltou.

— Bastardo arrogante —murmurou, e logo acariciou de novo o golfinho—. Te devo uma, amigo.

Bastardo arrogante era correto. Se Ed tivesse podido, se transformaria em sua forma humana e tinha chutado firmemente o traseiro desse menino de papai daqui até o outro lado do mundo.

Feios vergões sulcavam o braço de Bella onde Aro a tinha agarrado. Não havia nada pior que um macho que sentia prazer em machucar fêmeas. Eram a mais baixa de todas as formas de vida, em opinião de Edward.

Algum dia, Aro Volturi pagaria por ferir Bella.

Não que Edward sentisse nada por ela. Simplesmente era uma fêmea e por isso mesmo necessitava amparo.

Ok, possivelmente se tinha surpreso pela maneira em que tinha reagido ao seu toque, à sua suave voz, ao cuidadoso modo em que o tinha examinado. Se tivesse estado em sua forma humana, teria que conter firmemente para não tomá-la em seus braços e saboreá-la.

E isso não lhe assentava nada bem. Ele não tinha desejos. Não por uma mulher em particular, ao menos. Se queria fazer sexo sabia onde consegui-lo. E nem uma só vez tinha dado um segundo olhar a algum duende da água depois de terminar. Algo que não lhes importava, de qualquer forma, porque eles também se focavam principalmente no prazer.

— Parece tão zangado como eu —disse Bella, acariciando sua pele de golfinho de um modo que o fez desejar sentir seu toque em seu corpo humano.

Seus olhos chocolates o hipnotizaram, piscinas da mesma cor do saboroso doce. Brilhantes, redondos, com escuras pestanas, que se chocavam contra sua testa apesar de ela não levar nenhuma da maquilhagem que as mulheres terrestres tanto apreciavam. Sua pele estava bronzeada, seu corpo ágil e atlético, apresentando compridíssimas pernas e o traseiro mais perfeito que ele tinha visto.

Não era nada parecida com Tânia, que era loira e voluptuosa, com olhos e cabelo como o sol de meio dia. E ele amava o corpo de Tânia, cada polegada dele. Bella era como uma elegante sereia, com seu cabelo Castanho avermelhado voando atrás dela na brisa do oceano.

Suas mãos eram a perfeição. Compridos dedos que ele podia imaginar muito bem rodeando seu...

Nada bom. Para nada. Com uma chicotada rápida de sua cauda nadou para o outro lado do tanque, procurando alguma distância com a mulher pela que não tinha nenhum sentido que sentisse algum tipo de atração.

Merlin jazia apático ali.

— Não há progressos? — perguntou ao ancião golfinho.

— Sempre o mesmo. O que acha da doutora?

— Não posso dizê-lo.

— Então precisa recuperar sua forma humana e descobrir. Estamos ficando mais doentes a cada dia que passa, Edward.

— Sei —a frustração ante sua impotência emanava dele. Sabia que estavam doentes, e mesmo assim ninguém na Oceana podia-os ajudar. O que os fazia pensar que um humano poderia?

— É especial, essa doutora Swan.

— Por que diz isso? —Edward a olhou com atenção, observando a maneira em que Bella manipulava um dos golfinhos. Sua voz baixa e sensual chegou até ele, impregnando seus sentidos e enchendo sua mente de pensamentos que não tinham sentido.

— Porque sei, Edward. Posso senti-la. Parece uma de nós.

— Ridículo. Ela é uma humana terrestre.

— E isso o que quer dizer exatamente? Que ela não pode amar o mar tanto como você?

Ninguém que vivesse na terra poderia amar o mar tanto como a gente e as criaturas da Oceana.

— Sim, isso é o que quero dizer.

— Simplesmente guarda ressentimento de todas as mulheres por culpa de Tânya.

Todo mundo o ia recordar constantemente de sua desastrosa relação com ela?

— Isto não tem nada que ver com ela.

— Cada movimento que faz tem que ver com Tânya. Precisa deixá-la ir, Edward. Deixa-a ir. Comece a viver o presente e olhe para diante. Nunca sabe quando seu futuro pode estar justo diante de ti —Merlin inclinou seu focinho para o outro lado do tanque.

Casamenteiros por toda parte.

— Por que pensa que até uma pessoa se emparelhar não é feliz? Estou perfeitamente contente com minha vida tal e qual como é. O que significa que não preciso lhe acrescentar ninguém mais.

— Sim, tem que fazê-lo.

— Não, não tenho.

Merlin tossiu, acabando sua amistosa discussão.

— Vou à superfície e me transformarei. Verei o que posso encontrar. Possivelmente dê à doutora uma dica na direção correta uma vez que descubra o que é que está fazendo.

Ele a viu atender os golfinhos e desejou estar fazendo algo, exceto o que tinha que fazer. Telepaticamente mandou uma mensagem a Emmet para que ocupasse o seu lugar como golfinho essa noite. Uma vez que a mudança parecesse, apresentar-se-ia a si mesmo à doutora Swan.

E apostaria todos os tesouros do naufrágio do Afrendi que ela não estaria nada feliz de o conhecer.