Disclaimer: Avengers não me pertence, esta é apenas uma fanfic com intenção de divertir. Além do mais, se Os Vingadores fossem meu Loki teria se tornado o governante da terra e seria amigo do Tony que já estaria casado com a Pepper.
Capítulo II - Proteja Jane
Ainda algumas horas antes... Orfanato
Então ali estava ela, de volta ao orfanato. Sempre que passava por aqueles portões de ferro seu estomago se agitava e ela tinha a ideia de sair correndo sem nunca mais olhar para trás, então se lembrava que não tinha para onde ir e se fosse embora quem cuidaria das demais crianças que viviam ali?
Durante o dia havia as duas assistentes sociais, Alice e Samantha, e a cozinheira/faxineira, Carmem, mas ao cair da noite, quando todas elas teriam ido embora para as suas casas, o religioso Sr. Jones se tornaria um monstro.
Já era praticamente noite, se não corresse se atrasaria para o jantar e ela estava faminta. Tomou cuidado em esconder o livro entre suas coisas antes de entrar na casa e subir as escadas até o quarto que dividia com Jane.
No passado havia outra menina que dormia com elas, mas a mesma tinha sido recentemente adotada. Maria ficava feliz por ela, mas triste por si mesma, já tinha passado há muito tempo da idade de ser adotada, não que ela tivesse procurando por isso, mas seria bom ter uma família novamente.
Família.
Ela mal se lembrava como era ter uma. Ás vezes ela tinha medo que acabaria esquecendo até mesmo como sua mãe era.
Ela estava só e presa aquele lugar. Aquele orfanato tinha se tornado sua prisão. Aprisionando dentro de si mesma, zombando dela sempre que ela pensava em fugir, a recordando que aquele era o único lar que tinha.
Ir para longe ás vezes parecia um sonho quase distante, mas ela sabia que seria necessário. Em breve ela completaria dezoito anos e então teria que partir. Para onde ela iria? Tudo que ela tinha estava dentro das paredes daquele quarto: alguns conjuntos de roupas doadas pela caridade, alguns poucos livros que tinha recebido ou conseguido comprar com alguma grana que juntava nos trabalhos de verão, duzentos e cinquenta dólares escondidos para uma emergência, algumas poucas fotos de sua família e um velho colar que tinha pertencido a sua mãe. Não era muito, mas era o pouco que tinha conseguido juntar durante todos aqueles anos.
Olhou ao redor para ter certeza que ninguém a estava observando e retirou o livro de dentro de sua mochila, olhando com curiosidade e fascinação para o mesmo. Por que ele não se revelava para ela? Quando ela poderia lê-lo em vez das páginas em branco? Por que ele a tinha escolhido, mas ainda permanecia silencioso?
Por alguns segundos sentiu vontade de rir dela mesmo, rir do caminho que seus pensamentos a estavam levando. Ela realmente estava acreditando em toda aquela história louca da mulher cega de antes?
"Isto é loucura Maria" Disse a si mesma... Mas então por que de alguma forma sabia que era real? Por que se sentia tão atraída assim por aquele livro?
Suspirou frustada e passou a mão por seus cabelos, foi quando ouviu passos e por alguns segundos temeu ser o Sr. Jones, sem pensar duas vezes empurrou o livro para debaixo de sua cama enquanto procurava acalmar seu coração, se ele a visse agitada desconfiaria de algo.
Respirou aliviada quando viu que era apenas Jane. A garotinha correu em sua direção e pulou em seus braços. Maria sorriu e começou a depositar beijos sobre o rosto da menina que gargalhava.
"Já tomou banho porquinha?" Perguntou erguendo uma sobrancelha. Sabia bem como Jane adorava fugir dos banhos, mas a morena sabia bem como convencer a pequena.
"Ainda não" Admitiu a menina abrindo um sorriso de lado envergonhada.
"Como não? Agora mesmo pro banho mocinha" Disse a morena piscando para Jane que começou a rir.
"Você vem comigo?"
"Aham, pra ter certeza que você vai tomar banho direitinho mocinha".
Dar banho em Jane parecia sempre tão divertido, mas Maria sempre acabava completamente molhada devido as estripulias da pequena. Quando finalmente terminou de banhar Jane olhou para as suas roupas e notou que estava quase que completamente molhada.
Envolveu a pequena numa toalha e ajudou a se secar. Sim, Maria amava crianças, sempre tão puras, inocentes, com o mundo todo em seus olhares, ela sonhava com um dia que teria seus próprios filhos, mas parecia um sonho tão distante agora.
Abriu um sorriso ao ouvir Jane contar animada sobre seu dia. Ela daria tudo que tinha se pudesse manter a jovem sempre assim, sorridente, pura e inocente. Como ela havia sido um dia.
Balançando a cabeça procurou afastar seus pensamentos tristes enquanto penteava os cabelos de Jane.
"Maria" Começou a pequena tímida a encarando pelo reflexo do espelho.
"Sim Jane?"
"Você pode ser minha mamãe?" Pediu a garotinha se virando em direção a Maria e a encarando. "Eu não tenho mamãe, nem papai. Você pode ser minha mamãe né? E me adotar quando sair daqui?"
Maria encarou Jane sem saber ao certo o que dizer. O que ela poderia fazer? Respirando fundo, decidiu seguir seu coração.
"Eu não posso ser sua mamãe Jane, eu adoraria, mas eu não posso ser sua mãe." Respondeu Maria suave encarando os olhos da pequena "Eles não me deixariam adotá-la porque sou nova demais e não tenho nem mesmo minha própria casa" Disse de modo honesto.
"Mas quando você for embora eu vou ficar sozinha aqui'' Disse Jane caindo em lágrimas.
"Shiu pequena, não chore sim" Disse a morena secando as lágrimas de Jane. "Eu prometo que sempre que der venho te visitar. E que eu nunca vou te esquecer." Disse séria olhando em seus olhos.
"Promete?"
"Sim, eu prometo" Disse Maria firme.
"Eu não posso ir mesmo com você?"
"Você tem um lar aqui Jane, quando eu for embora não terei para onde ir"
"Você vai morar na rua?" Perguntou a pequena preocupada.
"Não se preocupe ok? Eu vou encontrar um lugar. E quando eu tiver minha casa você poderá ir me visitar, que tal?" Disse animada.
"Eu adoraria" Respondeu a garotinha animada.
Maria sorriu e continuou a pentear os cabelos de Jane, mas verdade seja dita, ela estava preocupada. Ela não estava tão confiante como tinha demonstrado a menina.
"Para onde eu irei?" Pensou comigo mesma terminando de arrumar Jane e indo para o banheiro tomar seu banho. A água quente ajudou a relaxar seus músculos e aliviar um pouco da tensão, se ao menos pudesse lavar seus problemas juntos.
Arrumou-se rapidamente e se juntou as demais crianças e adolescentes para o jantar, estava faminta, mas quando se sentou a mesa algo chamou sua atenção e seu apetite e fome foram esquecidos e deixados em segundo plano. O reitor estava olhando para a mesa das garotas mais novas com um olhar que Maria reconhecia perfeitamente... Ele estava pensando em algo sujo e impróprio.
Se Maria não tivesse rodeada de pessoas ela teria vomitado ali mesmo. O que aquele monstro pretendia fazer? Seu corpo se arrepiou de medo e ela sentia a tensão no ar tão espessa que poderia ser cortada com uma faca.
"Não, não. Eu não vou permitir" Pensou consigo mesma tentando esconder sua agitação. Suas mãos tremiam e para disfarçar escondeu as mesmas debaixo da mesa. Ela sentia seu coração bater acelerado, a palma de suas mãos suando... Medo. Ela estava tremendo de medo.
Quando finalmente a refeição acabou Maria notou que não havia comido praticamente quase nada, mas tinha se mostrado uma tarefa difícil quando sua garganta parecia ter sido fechada por medo e o mais simples e leve alimento parecia demorar séculos para ser engolido.
Ela queria correr escadas acima assim que percebeu que outros jovens já haviam se retirado e não seria mais tão suspeito, mas a morena sabia que precisava ficar atenta e prestar atenção ao velho Sr. Jones.
Cada segundo, cada simples tic-tac do relógio parecia durar uma eternidade quando ela observava o modo que o homem cercava a pequena Jane. Tentando controlar sua fúria manteve-se atenta ao mesmo tempo que fingia ler um livro qualquer, seus olhos, sempre atentos, sempre fixos no diretor.
Para muitos as ações do homem poderiam passar completamente despercebidas, mas não para a garota que havia aprendido a reconhecer durante todos aqueles anos a malicia e a maldade escondida atrás de cada pequeno ato do homem.
Não, Maria não era tola. Ela sabia que havia muito além do que ele estava demonstrando. E qualquer um poderia notar isto se olhassem em seus olhos e não para o sorriso gentil em seus lábios. Ali, no seu olhar, estava marcada sua maldade e crueldade e Maria preferia cortar o próprio braço antes de permitir que ele tocasse em Jane.
Quando finalmente Jane mostrou sinal de sono e quis subir para o quarto Maria respirou aliviada e seguiu a menina ansiosa para escapar para longe daquele monstro. Só respirar o mesmo ar que aquele homem a sufocava.
Jane, alheia ao que perigo que tinha corrido, parecia ressoar tranquila em poucos minutos para alegria de Maria, que tentava inutilmente dormir sem sucesso.
Um pouco mais tranquila se lembrou do livro de horas antes e ajoelhando-se em frente a sua cama puxou o mesmo de seu esconderijo e dedilhou com cuidado a capa do velho livro. Sabendo que não conseguiria dormir facilmente decidiu descer e fazer um copo de leite quente com canela para si esperando que a ajudasse a dormir tranquila.
A casa estava completamente silenciosa naquela noite, todos já dormiam provavelmente aquela hora e no silencio da noite era possível ouvir até mesmo sua respiração. Maria gostava desses momentos, parecia haver uma certa paz e tranquilidade no silencio que aliviavam a garota e a deixavam mais calma.
Mais tranquila após tomar um gole de leite quente olhou ao seu redor. Tudo estava muito silencioso... E havia sido isso que tinha deixado a garota nervosa.
"Jane" Sussurrou a si mesma.
De alguma forma ela sabia e sentia que a menina estava em perigo e precisava de sua ajuda.
Corra.
Vá rápido.
Salve-a.
Parecia que ela podia ouvir toda a casa gritando em sua direção enquanto deixava seu corpo alcançar velocidade. Quando finalmente chegou a porta de seu quarto ela ofegava alto, as palmas de suas mãos suadas e o coração batendo tão alto que quase podia ouvi-lo ressoando contra seus ouvidos.
Sem pensar duas vezes adentrou ao quarto e a cena a sua frente fez a bile subir ao seu estomago.
Uma assustada Jane com lágrimas em seus olhos tinha sua boca tampada enquanto Jones passava a mal por seu corpo. Era nojento e perturbador.
Normalmente Maria era contra qualquer ato de violência, mas naquele momento ela não pensou duas vezes em avançar com seus punhos fechados contra o diretor.
"Deixe-a em paz seu cretino" Dizia enquanto o socava com toda a força que tinha, mas ele se desvencilhou dela com facilidade a jogando com força contra o chão "Não... Deixe a em paz. Eu imploro... Eu... Eu vou no lugar de Jane" Disse Maria com lágrimas nos olhos encarando o homem a sua frente.
"Ahh, então é isso. Está com ciumes minha garotinha" Disse o diretor rindo enquanto acariciava o rosto de Maria que tentou escapar de seu toque virando seu rosto de lado "Está com ciumes porque eu não estou lhe dando atenção né?" Continuou o mesmo enquanto depositava beijo em seu pescoço.
Maria apenas encarou Jane e sussurrou para a mesma sem voz "Se esconda" enquanto era puxada para fora do quarto pelo diretor, não queria correr o risco do homem mudar de ideia e tentar avançar contra Jane novamente.
Quando finalmente foi puxada para dentro do quarto do diretor, Maria sentiu-se zonza e cansada. Era ali que iniciava seu pesadelo. Respirou fundo e tentou não chorar, estava fazendo aquilo por Jane, lembrou a si mesma enquanto sentia as mãos do homem sobre seu corpo.
Ela nem mesmo sentiu o colchão sobre suas costas, naquele momento Maria estava longe dali. Seu corpo poderia estar a merce daquele homem, mas sua mente e alma estava escondidas dentro de si mesma, seus olhos fixos num ponto qualquer da parede enquanto tentava convencer a si mesma que aquilo não estava acontecendo.
Ela aquentou a tudo calada sem dar um único pio, se chorasse ou berrasse ele ficaria furioso e seria ainda pior. Sentia as mordidas sobre seu corpo, ele investindo seu membro com força e o hálito de vodka dele sobre seu rosto.
"Acabe logo, por favor" Implorava silenciosamente em sua mente.
Não pode evitar suspirar de alivio quando ele finalmente teve seu prazer e retirou o seu corpo do cima do dela.
"Você é tão linda. É uma pena."
"Como?" Sussurrou enquanto arrumava sua roupa.
"Você está ficando velha Maria... Agora vá embora."
Sem esperar por uma segunda ordem a morena forçou suas pernas a correr para longe daquele quarto, as ultimas palavras atormentando sua mente.
Quando finalmente chegou a seu quarto olhou para Jane que esperava por ela acordada e assustada, naquele momento mais do que nunca ela odiava aquele homem, porque dessa vez ele havia tirado a inocência de outra garotinha.
Jane assim que viu Maria se aproximar não pensou duas vezes e correu em direção a garota envolvendo seus bracinhos ao redor do pescoço da morena e começando a chorar.
"Está tudo bem, está tudo bem" Disse Maria baixinho sem saber ao certo a quem estava tentando convencer: Jane ou a si mesma.
Depois do que pareceram horas Jane finalmente se acalmou e voltou a dormir e foi nesse momento que Maria se encolheu no canto do quarto e deu vazão as suas lágrimas.
Continua...
Nota da autora: Desculpem a demora em postar. Faculdade está tomando muito do meu tempo. Bom esse capítulo eu tentei escrever o meu melhor, antes de mais nada sou contra o estupro ou qualquer violência, mas ele era necessário para o entendimento da fic. Ademais, vocês foram avisados desde o inicio sobre a classificação.
