FORGIVEN

Cap. 2 – Meu Brinquedo

Ruki se encontra ofegante, enquanto caminha pelos corredores, sendo arrastado por Reita... E toda aquela eletricidade que transpassa seu corpo não o deixa recuar, pelo contrário... Apenas se deixa levar mais e mais. No fundo, tudo que iniciou quando o amigo segurou sua mão e o puxou para a pista de dança, agora parece parte de algo fora de foco, uma realidade alternativa que ele não esperava chegar a esse ponto, mas agora não consegue dizer que não deseja o que vai acontecer em seguida.

O baixista abre a porta com um empurrão nervoso, porque ela simplesmente não abre como deveria, apenas com o cartão sendo passado pela fechadura de segurança. Afinal, essas coisas sempre encrencam nessas horas. Segura firme a mão de Ruki, tão excitado que mal consegue pensar direito, suado e levemente trêmulo, como se esta fosse sua primeira vez... O que não é o caso.

O chibi ri por ver que o outro não consegue abrir a porta direito, passando a língua nos lábios, percebendo como Reita também está nervoso, mesmo que saiba das aventuras do amigo. Mesmo ele sendo altamente discreto... Sabe porque o conhece, ficando sempre mais misterioso e esquivo conforme esteja saindo com alguém, mas jamais teve a coragem de conversar com o mesmo sobre isso, temendo algo que nunca entendeu em si mesmo.

Akira puxa o chibi para dentro, envolvendo-o delicadamente pela cintura, trancando a porta, não sem antes pendurar o aviso de 'não perturbe' na maçaneta. Caminha até que o encosta na parede, aproximando seu corpo do dele, prensando-o de forma que não escape, colocando o pequeno entre seus braços e quadril.

Um frio se apossa do estômago de Takanori ao se ver dentro do quarto escuro, suspirando de surpresa ao ser enlaçado pela cintura, ouvindo o click da porta se fechando e então nota que está contra a parede, o corpo deliciosamente maior colado ao seu, imprensando-o de um jeito absurdamente excitante e quando pensa em falar algo... Sente aquela boca tomando a sua em um beijo voraz e faminto.

- Huummm... – Ruki não consegue evitar o gemido ao ter aquela língua brincando com a sua de modo instigante, percorrendo seu interior, atiçando todos os seus hormônios de um jeito enlouquecedor...

Aquele é o MELHOR beijo que Ruki já deu em sua vida, ficando com as pernas bambas. Jamais esse toque de lábios lhe pareceu tão excitante, nunca os terminais nervosos de seu corpo inteiro foram despertados como nesse instante.

- Você... Não sabe... Como eu desejava fazer isso! – Reita diz ofegante.

- Ahmm... – O pequeno mais uma vez geme, totalmente ofegante e amolecido nos braços dele, as pernas parecendo gelatina, o baixo-ventre formigando.

"Oh! Como ele pode me excitar tanto só com um beijo?" – O vocalista não consegue evitar o pensamento. E ele namorou muitas garotas... As vantagens de ser um músico, mesmo que sua timidez natural sempre acabasse com esses relacionamentos rapidamente, pois elas queriam estar com o Ruki, não com o Takanori.

"Tão lindo!" – O baixista pensa, fascinado.

- Hummm... Rei-chan... – Ruki morde o lábio inferior, puxando o baixista para si de novo, beijando-o, só que de maneira mais calma... E altamente erótica, mordiscando e chupando a boca dele, deslizando as unhas por sobre a blusa, apertando o corpo maior contra o seu.

Os orbes escuros de Akira observam o pequeno derretendo-se em seus braços, a boca sedutoramente tímida correspondendo plenamente aos seus avanços, os olhos fechados como se desejasse aproveitar cada instante como se fosse um sonho. Deseja-o há tanto tempo que nem sabe dizer quanto, talvez desde que se conheceram e isso é muito mesmo. Nem sequer consegue se lembrar da época em que ainda não o conhecia.

Quando Aoi e Uruha resolveram namorar, algo dentro dele lhe dizia que fizesse a mesma coisa, que pelo menos se declarasse para Ruki, ainda que a resposta fosse negativa. Mas como sempre pensou demais e o momento passou, como tantos outros que surgiram, ficando sempre na profunda solidão que construiu para si mesmo. Houve alguns homens na sua vida, todos esquecíveis, apesar dele ter desejado que não fosse assim, porém com o destino se encarregando de afastá-los de qualquer forma. E no fim, sempre era Ruki que estava ali, ao seu lado, a dualidade personificada no chibi que agora o acolhe junto ao seu corpo, que recebe sua língua atrevida, que se esfrega quase inconsciente contra si...

- Uhmmm... Taka... – Pensa em tanta coisa a ser dita, mas nada consegue dizer.

Quando seus lábios se separam mais uma vez, Ruki se encontra realmente ofegante, corado de excitação, os lábios inchados e vermelhos, os olhos escurecidos por detrás da lente azul que usa, puxando o ar com força para dentro dos pulmões, ouvindo aquela voz grave e rouca que apenas envia arrepios mais intensos para seu baixo-ventre.

- Aki, eu... Humm... Eu não sei se... Devíamos nos beijar desta forma e... – Lambe os lábios, ainda desnorteado, tentando recuperar o fôlego e organizar seus pensamentos que parecem se dissolver como fumaça ao vento. – Como... Como você consegue... Ahm... Me deixar assim?

Esse jeito dele de dizer 'não', resistindo a tudo que o beijo desperta, mas com a expressão dominada pela sensação de prazer, e o 'sim' estampado em seu rosto... O conquista por completo. Se Reita tinha alguma dúvida sobre o que vão fazer agora, essa se dissipa como névoa, se afastando dele devagar, observando como Ruki tenta retê-lo, os olhos se descerrando e o encarando interrogativamente.

- O que você quer, Ruki? – Pergunta provocativo, um leve sorriso cínico em seus lábios avermelhados pelo delicioso beijo.

- E-Eu? – O chibi indaga, assustado, sentindo o frio na barriga aumentar e seu coração disparar, não sabendo o que falar.

Ruki vê o sorriso de Reita se alargar e seus olhos descem para aquela boca tão tentadora, mordendo o lábio inferior ao vê-la tão convidativa.

- Eu quero... Bem... É... – O chibi tenta falar alguma coisa, mas sua mente não raciocina... Não enquanto olha para aquela boca e imagina qual seria a sensação de tê-la deslizando pela sua pele, seu pescoço, mordendo e chupando e... Seu rosto começa a queimar e Ruki se sente completamente envergonhado, desviando o olhar, abaixando a cabeça. – Eu acho melhor, eu... Hã...

- O quê? – Reita olha malicioso para o nervosismo que o domina. – Não vou te deixar fugir.

Aquela sentença faz Ruki estremecer da cabeça aos pés, algo dentro dele se agitando com a mera noção de que Reita não o deixará escapar de suas mãos... Que o prenderá ali e fará o que quiser com seu corpo. E aquilo apenas o excita mais! Oh Céus... O que está acontecendo com ele?

Akira se afasta dele, desabotoando a própria camisa devagar, percebendo sua reação a cada botão que abre, sorrindo mais ao vê-lo engolir em seco, o suor descendo por seu rosto.

- Ahhh... Espera! Você... Você não pode... – Anda para o lado, se virando e o fitando, ficando de costas para a cama, fascinado com o pedaço de pele que se desnuda a sua frente e abre a boca, mas novamente as palavras não saem.

Com um ar malicioso Reita sabe que o tem em suas mãos, mas não pretende ser apressado... Precisa brincar com ele, fazê-lo sentir-se seduzido. Seus dedos percorrem devagar os botões, terminando de forçá-los para fora, expondo toda a sua pele. Respira fundo, a fim de disfarçar seu próprio nervosismo, procurando passar um ar de completa segurança em seus atos.

A respiração do chibi vai se acelerando à medida que observa o corpo perfeito se mostrando, os músculos delineados, os braços fortes...

"Oh! Ele é lindo demais!" – Inconscientemente lambe os lábios, desejoso do mais velho, sentindo pontadas gostosas em seu baixo-ventre, encantado e deliciado com aquela aura sexy que vem dele.

Reita finalmente termina sua tarefa, deixando o tecido fino escorregar por seus ombros e braços, caindo a seus pés, enquanto o encara mais uma vez. Na sua atitude há provocação e desafio, como se seu corpo fosse a isca para aprisioná-lo em definitivo nesse quarto.

- Ah, Reita, você é tão... Hum... – Geme baixinho, mordendo o lábio inferior, sua expressão se tornando um pecado de tão sexy... Mostrando bem o desejo que sente.

- Eu sei que você me quer... – O mais velho fala avançando em sua direção, vendo satisfeito como isso o faz recuar. – ... Como eu te quero.

Cada passo de Reita é nervoso, inseguro, mas ainda assim avança, desejando que o amigo não se assuste e todo esse sonho se desvaneça como poeira no vento. Mas o faz com firmeza, excitado com a possibilidade de tê-lo ali, desmanchando-se de paixão.

Ruki pensa em abrir a boca pra reclamar ante as palavras dele, mas ao ver o passo do mesmo em sua direção estremece, caminhando para trás, sentindo o coração bater cada vez mais forte, até suas pernas tocarem a cama e cair sentado, sua respiração se descompassando.

- Re-Reita... – Sua voz sai mais rouca e falha que o normal, a respiração rápida saindo por entre os lábios avermelhados... E ele apenas segura na colcha, de pura e simples expectativa.

Vendo-o cair sobre o colchão Reita respira fundo, pois esse é o instante de decidir o que virá a seguir. Curva-se devagar sobre ele, as mãos de cada lado de seu corpo, notando-o ofegante demais, entreabrindo a boca com sua aproximação. Toca de leve os lábios ainda hesitantes, mas que logo se tornam mais receptivos, como se desejassem por mais, gemendo baixinho ao ter sua língua atrevida invadindo-o. Uma de suas mãos toca o rosto pequeno, os dedos se entrelaçando em seus cabelos, acompanhando a curva de sua orelha e descendo pelo pescoço, notando como o toque de seus dígitos sobre a pele do outro, mesmo que tão suave, o arrepia completamente. E sentir o quanto Ruki se mostra mais ansioso dentro do beijo após isso é inevitável.

- Uhhmmmmm... – Ruki geme, suas mãos agarrando os ombros dele, os dedos entrelaçados aos fios loiros da nuca do baixista, até que o ar falta em seus pulmões e se separam.

Akira desce pela camisa entreaberta, acompanhando o tecido fino, mas tocando de propósito a pele arrepiada e decide então abri-la, revelar o corpo que tanto deseja, mas quer continuar com a provocação. Brinca que conta cada botão, abrindo-os bem devagar, cada vez mais próximo do seu verdadeiro objetivo.

- Hehe... Quantos botões eu contei mesmo? – Um risinho maroto se esboça em seu rosto. – Perdi a conta... Devo começar a contar de novo?

- O... O que? – A mente entorpecida do vocalista não o ajuda a compreender o que ele quer dizer... Seus olhos mais uma vez se fixam naquela boca e...

- Esquece, chibi! – Reita diz, passando a língua nos lábios.

"Oh! É tão bom beijá-lo!" – Takanori pensa ainda em transe, focando-se apenas naquela boca e em tê-la novamente unida a sua.

"Ele é gostoso demais!" – O baixista pensa ao terminar de abrir a blusa do vocalista.

- Humm... Rei-chan... – Ruki sussurra, simplesmente o puxando, tomando a iniciativa de beijá-lo, nem sequer notando onde as mãos dele estão ou o que ele queria dizer com as palavras ditas anteriormente.

Sentir o chibi tomando a iniciativa provoca Reita, excita cada neurônio de seu cérebro, cada pêlo de seu corpo se arrepiando... Deita-se cada vez mais sobre ele, uma das mãos se colocando sob a nuca de Ruki, enquanto a outra desce e se põe sobre a calça dele, sentindo comoela contém o membro que já se retesava.

- Uhhmmmmmm... – Ruki geme dentro do beijo, arqueando ao sentir a mão dele sobre seu membro, massageando de leve, deixando-o ainda mais duro dentro daquela calça que já fica insuportavelmente apertada, os músculos de seu abdômen se contraindo com o prazer que a carícia lhe proporciona.

- Humm... Como você está rijo, Taka-chan! – Diz entre beijos, querendo instigá-lo a demonstrar o que realmente quer. – Será que é por minha causa?

Akira quer despertar aquela dualidade... Estar tanto com o tímido Taka que conhece há tanto tempo quanto com o atrevido Ruki, que surge no palco, diante dos holofotes. Quer ter os dois em sua cama, quer que ambos o enlouqueçam até o ponto que ninguém mais conseguiu.

- Ahm... Nã-Não fala assim, eu... – Takanori cora violentamente, sentindo as bochechas pegarem fogo, sentindo mais daquela pressão gostosa e... – Aahhhmm... H-Haaaiiiiii...

Quando aquela resposta abandona seus lábios Ruki se desnorteia, porém ainda sente aquela massagem delirante e... Oh, por Kami! Está morrendo de tesão! Como Reita pode fazer aquilo com ele? Deixá-lo a ponto de explodir com apenas alguns toques? Tal fato chega a ser quase... Quase revoltante.

- Ruki... O que você quer? – As palavras escorrem por seus lábios como mel, a voz rouca e lenta, os lábios ainda roçando a boca linda. – Quer que eu... Te alivie?

- Uhhmmmmm... Eu quero... – Takanori sussurra, mordendo o lábio inferior, sua mão segurando os fios loiros com força. – Aahmmm... Haaaiii... Me toca... Não pare, Rei-chan...

Aquelas palavras são como um fogo que se alastra pelo corpo do baixista, ativando cada reação possível e até aquelas que nem imagina, tomando aquela boca pecaminosa com mais ardor, enquanto seus dedos habilidosos abrem o botão da calça de Ruki, invadindo-a sorrateiramente, tocando-o sobre a cueca, sentindo como se excita ainda mais. Satisfeito, massageia devagar sobre o tecido de algodão, o percorrendo por inteiro.

Ruki corresponde com paixão, suas mãos afoitas deslizando pelas costas dele, puxando-o para mais perto, se perdendo no prazer que é tê-lo junto a si daquela forma, nem sequer notando que ele abre o botão da sua calça e desce o zíper... Só realmente se dando conta do que acontece quando os dedos impudicos tocam seu baixo-ventre, massageando-o... Apertando-o daquele jeito delicioso...

- Aaahmmmm... – Ruki geme alto, arqueando e caindo na cama, se contorcendo de prazer com aquela massagem sensual, sentindo-se ainda mais rijo do que estava, se é possível, o ar faltando em seus pulmões.

Uma onda de prazer indescritível percorre o corpo de Ruki, alastrando-se por todo ele, despertando completamente para a verdade de suas sensações, para os choques que o fazem movimentar-se de forma espasmódica. Jamais um toque assim foi capaz de trazer um incêndio ao seu físico, jamais tais sentimentos puderam perturbar sua alma.

- É bom não é? – O baixista pergunta, sedutor.

- Aahmmm... Re-Rei-chan... Huummmm... – Ele geme, puxando-o pelos cabelos, fazendo-o cair sobre seu corpo, gemendo deliciado no ouvido dele, uma pequena parte de sua mente o alertando sobre o que aconteceria ali e... – Aahmm... Espera, eu... Hummm... Aahh.. Aki... Kimochiiiiii...

- Hummm... Ruki... – Reita geme, lambendo os lábios, deliciado com os gemidos lânguidos do menor.

O prazer entorpece sua mente, o peso do corpo dele sobre o seu o seduz, aquela mão ainda dentro da sua calça oblitera qualquer nascer de pensamento... E Ruki não quer mais pensar em nada. Mordendo o lábio inferior, o chibi ondula o quadril contra a mão dele, arranhando-lhe as costas, passando-lhe a língua no lóbulo da orelha, gemendo baixinho.

- Aahhmm... Gostoso! Tão gostoso... Faz mais... – Sua voz rouca é depositada ao pé do ouvido dele, sensual, instigante, altamente morosa. – Huuummmm... Me morde... Me lambe... Me devora todinho... Eu quero!

Cada movimento ou reação daquele corpo que se remexe sob o seu, aquelas palavras... Todo aquele conjunto faz Reita perder razão! Já não é o seu amigo de anos que está ali, mas o homem que sempre desejou sem nada dizer. Toma seu corpo com a delicadeza com que toca seu baixo, dedilhando a cueca opressora de Ruki, descendo-a de leve e abrindo-lhe a calça, até ter o membro teso totalmente liberto. E apesar do beijo que ainda os liga, seus olhos recaem sobre seu objeto de desejo.

Ruki sente um arrepio descer por sua coluna quando os dedos de Akira o tocam de forma suave, libertando sua ereção, fazendo-o gemer dentro do beijo, até que seus lábios são abandonados. O pequeno tenta controlar a respiração, olhando-o perdido, vendo que os orbes escuros descem, mirando sua ereção e morde o lábio inferior, sentindo um frio na barriga.

- Você quer isso mesmo? – Seus lábios se afastam de leve, os olhos se encontrando, Reita ainda nervoso. – Eu... Quero... Muito...

- Eu... Q-Quero... – Ruki sussurra ainda balançado, porém está tão excitado que não consegue se impedir de querer mais... De desejar outros toques. Quer sentir as mãos dele em seu corpo, os lábios deslizando por sua pele, os dentes deixando marcas por cada pedaço.

- Ruki... – O vocalista ouve o sussurro de Reita e seu corpo apenas clama por ser tomado e seduzido, conduzido ao sexo diante de sua inexperiência, mas que é irrelevante perante a luxúria que o assola.

- Me faz derreter em suas mãos... – O pequeno pede, corado, segurando o rosto de Reita, beijando-o sofregamente.

- Ah... – Por mais que pense em falar algo para fazê-lo sentir tudo que passa em seu peito, o baixista não consegue. - Taka...

Seus dedos envolvem o pênis rijo, massageando-o devagar, passando o polegar pela glande, sentindo como esse toque a umedece... E isso o delicia e o fascina, parecendo infinitamente melhor que em seus devaneios e sonhos mais sórdidos.

- Aahmmmm... – Ruki geme, arqueando o corpo ante o toque quente em seu membro, estremecendo e ofegando, cheio de tesão, mordendo o lábio inferior para conter o desejo intenso que o abate... Sem sucesso.

Em resposta àquelas reações, os lábios de Reita procuram a pele macia, aspirando seu perfume, se deliciando com o gosto delicioso, para então cravar seus dentes no pescoço que se arrepia...

- Aahhh... Por Kami, Reita! - O chibi deixa um gritinho escapar ao ser mordido, o ato enviando correntes elétricas para seu membro, fazendo-o pulsar entre os dedos de Reita.

Lambendo-o com volúpia, Akira desce até chegar à camisa, levantando os olhos para ele, sorrindo de forma quase maldosa.

- O... O que? – O chibi sente o coração falhar uma batida ante o sorriso malicioso dele.

- Isso não está certo, não é? – Reita sabe que Ruki entende sua intenção, mas adora ver como ele se surpreende.

Ruki morde o lábio inferior, sentindo um frio percorrer seu estômago e com as bochechas rubras, o pequeno leva os dedos aos botões da blusa, abrindo-os um a um, se expondo a Reita, desviando o olhar, envergonhado.

- A-Assim... Ficou certo, Aki-chan? – Indaga o pequeno, sem fitá-lo, molhando os lábios que estão secos devido à ansiedade.

- Não... Não... – Ele sente certo prazer em ser malvado com o chibi envergonhado sob si. – Vou ter que te punir... Menino mau...

- Hã? – O chibi pisca os olhos, não entendendo o que ele quer dizer com aquilo, um frio passando por sua barriga ante a menção da palavra 'punição'. Como assim ia ser punido?

Reita se levanta devagar, vendo como a confusão se apossa do pequeno e sabendo que ele nem imagina do que está falando. Ri deliciosamente ao soltar o membro ainda pulsando por seu contato, a decepção indisfarçável nos olhos súplices.

O chibi o fita com quase desespero ao vê-lo se afastar, o coração batendo forte, imaginando se ele o deixaria sozinho ali para se livrar daquela ereção e se apóia nos cotovelos, olhando-o quase... Quase decepcionado, sua feição parecendo a de um cachorrinho abandonado.

- Quero que você me ajude a tirar isso aqui. – Indica a própria calça, sentindo-se tão apertado nela que chega a doer. – Mas faça direitinho!

- Oh... – É tudo o que Ruki diz, mordendo o lábio inferior e corando, se sentando na cama, o tecido da própria calça incomodando, mas não se importa.

Se ajoelhando, Ruki se aproxima de Reita, corado e excitado, só agora reparando melhor na ereção dele presa dentro da calça e molha os lábios sem nem se dar conta, levando suas mãos pequenas ao cinto do baixista, desafivelando e se livrando do mesmo, abrindo o botão da calça, tremendo e segurando o zíper. Seus olhos, então procuram os do mais velho, inseguro, mas desejoso demais para recuar.

A respiração do baixista quase pára ao vê-lo ajoelhado a sua frente, tão submisso, tão servil, como nunca imaginou, mas isso o excita ainda mais. Sabe como o amigo luta contra a própria timidez, tendo quase certeza que Takanori jamais esteve assim com outro homem. Deseja sorrir, tomá-lo em seus braços e demonstrar todo o carinho que sente por ele, mas... Algo dentro de si o impede. Deseja que Ruki faça aquilo que pediu, deseja vê-lo obedecer a sua ordem.

- Eu... Estou fazendo certinho, Rei-chan? – Pergunta em tom baixo, quase submisso e ainda de joelhos abaixa a cabeça, levando a boca até o membro ainda oculto, mordendo por cima do tecido, se sentindo eletrizar com isso.

- Você está fazendo... Uhmmmm... Certo. – Fecha os olhos ao sentir os dentes roçarem seu membro por cima da cueca.

Ruki segura o zíper com a boca, descendo lentamente, erguendo o olhar para fitá-lo enquanto faz isso, suas mãos descendo a calça justa, livrando-o dela em um movimento fluido e sensual.

- Era assim que você queria, Rei? – Sua voz sai sexy e sedutora, e ousadamente Ruki toca o membro de Reita por cima da boxer, apertando-o suavemente.

- Simmm... – Aquela voz, aquele toque, aquela ousadia... Fecha os olhos para não desmaiar. – Bom menino!

A mão grande se coloca sobre a cabeça do chibi, afagando-lhe os cabelos como se fosse um garotinho bem comportado, vendo como o pequeno ronrona. Seus dedos então se colocam por trás da nuca de Ruki, percebendo como o pênis ainda preso do chibi pulsa sob o tecido fino da calça, a pele completamente arrepiada. Aproxima-lhe o rosto de sua pélvis, abrindo os olhos e observando os olhinhos que o encaram.

E os olhos claros devido à lente se erguem, encontrando os do amigo e atual parceiro, estremecendo ao ter seu rosto puxado de encontro ao baixo-ventre dele, seu coração disparando...

- R-Reita?! – Chama, a respiração descompassada, imaginando o que se passa na cabeça dele.

- Taka... Me chupa. – Sorri, mas seu tom não é súplice, mas superior, não pedindo, e sim ordenando. – Eu quero...

- O que? – Takanori pergunta, chocado, mas ao mesmo tempo seu membro pulsa ante aquela perspectiva, seus olhos descendo para o órgão rijo ainda dentro da peça íntima e o pequeno morde o lábio inferior.

Ruki jamais foi para a cama com um homem, então tudo é novo para ele e o pequeno se sente inseguro, meio perdido, no entanto, quem está ali é Reita e a forma como o baixista fala... Ah! Não tem como negar que é excitante. Molhando os lábios, o chibi respira fundo, segura na barra da boxer e lentamente vai descendo-a, liberando por completo o órgão teso de Reita, impedindo que um gemido escape, surpreso e excitado ao ver o tamanho do amigo.

- ...! – Erguendo o olhar, o mais novo mira mais uma vez o rosto de Reita, sentindo as bochechas queimarem, mas algo dentro de si quer saber qual seria a expressão dele quando o sugasse...

E pensando assim, o pequeno envolve a base do pênis com seus dedos delicados, aproximando o rosto e, entreabrindo a boca, coloca a língua rósea para fora, lambendo-lhe a glande em um movimento longo e lento.

- Hummmm... – Geme baixinho, beijando a glande, dando uma pequena chupadinha sobre a mesma, corado e excitado por fazer isso, mirando os olhos dele.

- Humm... Ahmmm... Ta-ka... – A luxúria toma conta por completo do baixista.

Ouvir aqueles gemidos vindos dele, a expressão de êxtase... Oh! Aquilo é excitante demais... Delicioso demais! E isso apenas o faz se sentir mais empolgado e inclinado a continuar, só para ver aquele rosto expressando prazer... Ouvir os gemidos deleitosos que certamente sairão daqueles lábios.

- Taka-chan... Hummm... Isso é... De-delicioso... – Toca o rosto do chibi com todo o carinho de seu coração. – Você não precisa... Se não quiser...

O interior de Reita entra em ebulição, dividido pela sensação luxuriosa de tê-lo ali, tomando-o dessa forma, mas sentindo-se culpado por estar talvez indo além dos limites de alguém de nunca esteve com outro, fazendo apenas para agradar. Mas seu corpo luta com sua mente, os dois em duelo diante da figura mais maravilhosa de joelhos a sua frente, a expressão inocente e sexy como sempre sonhou, mas nunca imaginou ver.

Ao sentir o toque em seu rosto e ouvir aquelas palavras, o peito de Ruki se aquece, percebendo naquele gesto o carinho que Reita sente por ele... E isso apenas o motiva a continuar, a dar prazer àquele que lhe é tão especial e importante! Suspira e então sorri, se afastando minimamente.

- Eu... Nunca fiz isso, mas... Eu quero dar prazer a você, Rei-chan! – Fala o pequeno, olhando-o enlevado. – Eu quero tentar...

Sorrindo, o pequeno volta a fitar o membro de Reita, passando os dedos por ele lentamente e então se aproximando para beijar mais uma vez a glande, deslizando os lábios pela extensão, passando a língua, deixando os dentes arranharem de leve até chegar à base. Volta à cabeça avermelhada do pênis na qual começa a dar várias chupadinhas, molhando-a, rodopiando a língua por sobre a abertura pequena, não achando o gosto ruim, apenas diferente...

- Huummm... Me diga se estou fazendo certo... – Sussurra, deixando seu hálito quente tocar a glande de Reita.

Aquela entrega é demais para o loiro, que fecha os olhos, erguendo a cabeça como se olhasse para o teto, tentando segurar a excitação que se apossa dele apenas por pensar em como o ser amado está disposto a tal ação apenas para lhe dar prazer. Não consegue segurar os leves gemidos que saem de sua boca ao sentir o toque tímido, mas tão delicioso, que experimenta aos poucos... Tentando como uma criança aprender... E como resistir a uma sensação dessas? Volta a olhar para ele ao ouvir a pergunta sussurrada, aquele hálito causando-lhe arrepios que percorrem suas costas.

- ...Me guie. – Ruki murmura, olhando-o e simplesmente engole a glande, passando a sugá-la, deixando o membro rijo entrar cada vez mais em sua boca.

- Você é perfeito... Huuummmm... – Sorri, sentindo uma profunda alegria por ver que o chibi parece estar apreciando. – Eu que devia... Ahmm... Estar te mostrando como isso é bom.

Ruki sorri com o elogio dado por Reita, rodopiando a língua mais uma vez sobre a glande, sentindo o coração aquecer por dentro, seu baixo-ventre pulsando à menção dele em lhe dar prazer e apenas suspira, enlevado, continuando o que faz, engolindo-o cada vez mais, testando apenas, vendo até onde consegue ir.

- Ahhhhh... Hummm... Eu... – Não consegue dizer nada, tocando seu rosto.

- Uhmmmm... – Ruki apenas geme, o som reverberando sobre o pênis rijo.

- Eu te quero... Agora! – Reita o puxa para si, tomando seus lábios com ânsia, pisando suas calças para ver-se livre dela... Embriagado pela urgência de senti-lo.

- Hummm... – O pequeno geme quando é puxado para cima, os olhos piscando várias vezes, pensando se fez algo errado, porém antes que possa falar alguma coisa, é beijado... E apenas corresponde com avidez!

Reita empurra Ruki na direção da cama, deitando-o devagar, as bocas ainda ligadas, as línguas brincando uma com a outra. Afasta-se ligeiramente, puxando a calça justa do amigo, deixando-o quase nu.

- Aahmm... – O chibi geme dentro do beijo, deitado na cama, ofegando quando suas bocas se afastam... Apenas o observando.

Não demora muito e Ruki fica apenas com a camisa aberta cobrindo os seus ombros, respirando de forma descompassada. Em seguida, Reita deita sobre ele, procurando a boca, o pescoço, o mamilo... Tudo com uma ânsia avassaladora.

- Ahmmm... Rei-chan... - Suspira Ruki ao sentir os beijos em seu pescoço, descendo por seu mamilo e ele se remexe, arqueando na cama, seu membro pulsando forte quando o morde mais forte.

A boca atrevida de Reita passeia pela pele deliciosa, dentes e lábios brincando com as reações que provoca no corpo do chibi... Mas também no seu próprio. Sabe que é tão prisioneiro dessas sensações quanto Takanori.

- Uhmmmm... Gostoso! Faz mais... – Pede o pequeno, levando os dedos à boca, mordendo a falange do indicador, levando a outra mão aos cabelos dele, puxando suavemente.

Reita ataca o lóbulo de sua orelha com paixão, sugando-o, brincando com os dentes, introduzindo a língua nas reentrâncias da orelha bonita.

- Aahmm... Hummmm... Akira... – Ruki se senta cada vez mais excitado e enlouquecido com o que Reita faz com ele. Jamais esteve com um homem antes, mas está pegando fogo sob os toques de um... E esse 'um' é nada mais nada menos que o baixista de sua banda, seu amigo e... Oh! Precisa admitir... Está amando isso!

As palavras gemidas de Ruki o enlouquecem, prendendo agora o mamilo entre os dentes e o puxando devagar, mas dando a nítida impressão de que pode puxá-lo com força a qualquer minuto. Brinca então com ele, lambendo e mordendo de leve, para depois sugar com força, passando então para o outro, fazendo o mesmo, para em seguida abandoná-lo.

- Uhmmm... Ai, não, Rei-chan... Ahmmm... – O pequeno se contorce, estremecendo quando a língua dele alcança o outro mamilo, arqueando fortemente na cama, perdido naquele prazer intenso que ele lhe proporciona, seu membro pulsando cada vez mais forte, já úmido de pré-gozo.

Akira desce pelo ventre com mordidas e lambidas, até chegar ao umbigo. Ali se delicia, circundando-o com a língua e penetrando, simulando o ato sexual em si, claramente provocando o chibi, voltando os olhos para o rosto repleto de prazer e sorrindo novamente maldoso.

- E se eu parasse agora? – Pergunta, cessando qualquer movimento.

- O... O que? – Indaga o chibi quando ele pára, erguendo a cabeça, fitando-o com os olhos brilhando de tesão, a face afogueada mostrando o quão excitado ele está. – Não pare! Não ouse parar...

Ruki leva a mão aos cabelos de Reita, segurando, olhando fundo dentro dos olhos dele, sua respiração ofegante sendo feita pelos lábios entreabertos. Ele se apóia no cotovelo, puxando o ar com força para dentro dos pulmões.

- Eu quero que você faça amor comigo, Akira... – Ruki pede em um doce sussurro, lambendo os lábios, para em seguida mordê-lo, mostrando-se inseguro. E se ele quisesse mesmo parar?

- Mas você sabe que se eu começar... Vou até o fim. – Reita deseja vê-lo implorar por isso, ter a certeza que Ruki não está se deixando levar e depois irá se arrepender, estragando a amizade.

Ajoelha-se no chão, ficando entre as pernas do amigo, apoiando suas mãos e queixo sobre a ereção pulsante, sentindo como isso o excita mais.

- Hummm... – Ruki geme ao tê-lo apoiado em sua intimidade daquela forma e seu membro pulsa mais uma vez com a pressão exercida sobre o mesmo, fazendo-o arfar.

Ainda na mesma posição o baixista olha para seu rosto com aquele ar interrogativo, exigindo uma resposta dele.

- Eu quero ir até o fim... Quero sentir você em mim, mesmo que eu nunca... Nunca tenha feito isso... – Revela o chibi, corando em seguida, mas desejoso demais para simplesmente recuar. – Então, por favor... Faz comigo... Me mostra como é... Me tome pra você!

Reita sorri satisfeito, afastando as mãos bem devagar, libertando a ereção até então presa, mas sem recuar um centímetro o seu rosto. O membro de Ruki fica então bem diante dele, que o toca com a ponta do nariz e depois o empurra de leve. Gosta de como o outro estremece, dando então uma forte lambida que vai da base até a glande.

Ruki suspira sentindo-o se afastar e então tocar em seu membro, fazendo-o estremecer e se arrepiar todinho... E um gemido alto sai de sua boca ao ter o pênis lambido daquela forma, arqueando as costas na cama, segurando com força os lençóis, sua respiração falhando completamente.

De imediato o baixista toma a glande em uma forte sugada, passando dela para o membro inteiro, tomando-o em sua boca, diversas vezes, deliciando-se com o sabor, com a textura, com exatamente tudo. Jamais provara alguém tão delicioso e pode dizer que já teve algumas experiências, porém nunca se sentiu tão repleto desse sentimento, dessa necessidade de tê-lo depressa, levado pela ânsia, mas querendo fazer exatamente o contrário, tudo por ele... Para que o prazer fosse de ambos.

- Aaahhhhmmmmm... – Ruki geme alto, suas costas fazendo um arco na cama quando é engolido por completo, as fortes sucções causando tremores deliciosos em seu corpo, deixando-o desorientado de prazer.

- HUMMMM... Que delícia! – Deixa o pênis, lambendo-o de novo, dessa vez descendo da glande até a base, sugando de leve os testículos. – Taka-chan... Quero mais!

- Aahh... Por Kami... Reita... Uhmm... – O pequeno sente tremores de puro prazer percorrer seu corpo, gemendo longamente ao ter os testículos sugados daquela forma.

- Hummm... Ahhh... Ainda não provei tudo... – Akira diz colocando as pernas pequenas sobre seus ombros, descendo com a língua pelo períneo e se aproximando devagar de seu real objetivo.

- Re-Reita... – Ruki sente a face corar fortemente ao sentir a língua dele mais abaixo, seu corpo se arrepiando e involuntariamente se contraindo, sentindo um misto de medo e prazer pelo toque tão íntimo.

- Vou ter você somente pra mim. – Sua voz sai meio abafada, sua língua trabalhando no períneo e nas áreas próximas, mas nunca chegando ao local que realmente quer. – E você vai ser bonzinho, não vai?

- Hummm... V-Vou... – O pequeno sussurra, baixinho, levando o dedo a boca, mordendo, suas bochechas completamente rubras e apenas espera... Aguarda o próximo passo dele...

- Então... – A voz dele sai erótica, mas autoritária. – Fica de quatro!

- Co-Como? – Indaga Ruki, sentindo as bochechas queimando somente por se imaginar de quatro sobre aquela cama com Reita atrás dele, estocando-o... No entanto, aquela mesma imagem mental faz seu corpo tremer de pura e simples excitação.

O baixista se ergue devagar, vislumbrando a confusão e o prazer no rosto que o observa, aquela sensação de poder sobre ele fazendo-o ficar ainda mais excitado. Estende a mão na direção dele, oferecendo-se para ajudá-lo a se erguer, percebendo como a expectativa do que irá fazer o deixa um tanto trêmulo.

Sem pensar uma segunda vez, Ruki segura à mão do mais velho, se deixando erguer por ele, seus corpos ficando a centímetros um do outro, o medo sumindo ante o tesão do momento... Ante a expectativa de simplesmente ser dele.

Puro êxtase se apossa de todo o seu ser ao vê-lo apertando sua mão, ainda temeroso, e é com prazer que percebe o temor desaparecendo dos olhos artificialmente azuis no instante em que ficam tão perto um do outro que Reita pode sentir a respiração ofegante... O hálito quente do tesão quase o levando à loucura.

- Vou fazer com você algo... – Seus olhos estão quase travessos. – Ah... Não vou contar!

- Hum... Você é malvado, Rei-chan! – Ruki diz, manhoso, levando as mãos aos ombros, retirando a blusa, fazendo-a deslizar por seus braços.

- Eu gosto de ser malvado... Com você... Taka-chan... – Dá uma risadinha, enquanto vislumbra a camisa do chibi cair, lambendo os lábios a fim de conter o que sente. – Agora... Vai lá... Fica de quatro pra eu poder te ver...

Sem delongas, Ruki fica na ponta dos pés, dando um beijo cheio de desejo em Reita. Então se afasta e se vira, apoiando um joelho na cama e depois o outro, inclinando-se para frente, colocando as mãos sobre a colcha, logo engatinhando até o meio do colchão, sentindo as bochechas queimarem de vergonha e excitação por estar naquela posição.

Poder acompanhar aquele corpo delicioso deslizar por sobre a cama era delirante! E Reita tem que conter-se para não pular sobre ele e começar a fazer sexo da forma mais selvagem possível. Mas esse não é qualquer um, alguém que conheceu nesta noite e trouxe para o quarto de hotel... Ali sobre os lençóis está o seu amigo de longa data, aquele que divide os seus sonhos, a quem muitas vezes falou sobre como se sente, mas sem jamais revelar seus verdadeiros sentimentos.

- Assim que você quer, Rei-chan? – Indaga, olhando-o sobre o ombro.

- Sim... É assim mesmo que eu quero. – Aproxima-se da cama, esticando o braço e tocando de leve na nádega nua.

Ruki espera, continuando a olhá-lo da mesma forma, vendo Reita se aproximar mais e o tocar, fazendo-o estremecer em expectativa, sua respiração acelerando enquanto sente o calor daqueles dedos em contato com sua pele.

- Mas eu quero que você feche os olhos. – O baixista fala ainda autoritário, reparando que Ruki lambe os lábios ao ouvir suas palavras... E a primeira reação do chibi é estremecer, percebendo que um mundo de dúvidas e medos percorre a mente dele.

- Fechar? – Ruki indaga, sentindo um frio na espinha, pensando no porquê dele ter pedido aquilo, mas... Como confia em Reita resolve acatar o pedido.

Virando o rosto para frente, ele fecha os olhos, abaixando um pouco a cabeça, aguardando o que Reita vai fazer, sentindo-se ainda mais ansioso, molhando de novo os lábios.

- Bom menino! – Reita sussurra e lambe os lábios.

- Você... Pode fazer o que desejar, Rei-chan... – Sussurra, sentindo o coração bater forte. – Só seja gentil comigo...

Até então Reita deixou-se levar por desejos que sempre teve, por coisas que sempre sonhou fazer com seu chibi, mas e agora? Geralmente seus sonhos acabavam nesse ponto, quando seu inconsciente o fazia acordar ou aquele seu vizinho barulhento. Pensa um pouco, ainda querendo saber o que fazer, mas de repente se dá conta que... Está pensando demais! Deixar-se levar pelo tesão que o está sufocando é a única forma de ter e dar prazer para o seu chibi.

- Confia em mim... Vou abusar de você... – Fala quase em um sussurro. – Mas vai pedir por mais...

- Não faz assim... – Ruki diz, envergonhado.

O coração de Takanori bate rápido, sua respiração acelerada devido à ansiedade que o toma... Enquanto aguarda o toque. Tem apenas uma leve noção de como é o sexo entre dois homens e o fato de nunca ter se relacionado daquela forma o deixa temeroso, porém tenta espantar aquela sensação, suspirando mais uma vez.

Reita avança sobre a cama, colocando um dos joelhos sobre ela, as duas mãos tocando lentamente o quadril do chibi, que tem um leve tremor. Aproxima-se, lambendo sua pele com suavidade, dando mordidinhas, distraindo-o nessa brincadeira de lamber e morder.

- Hummm... – Ruki geme ao sentir o toque, se retesando num primeiro momento, mas ofegando em seguida ao sentir lambidas e mordidas em suas nádegas... E isso apenas o deixa mais corado.

Reita então o lambe da forma mais íntima, fartando-se, arrancando um gemido alto e o segurando firme quando Ruki instintivamente tenta se esquivar, talvez por se sentir desnorteado ou um pouco receoso, mas não permite que se afaste.

- Aahhhhh... – Ruki geme mais uma vez ao sentir a língua do baixista entre suas nádegas, tentando se afastar por se sentir perdido naquelas sensações, mas as mãos fortes o mantém quieto, fazendo-o se contrair algumas vezes, seu rosto queimando de vergonha. – Re-Reita...

- Não. Fica quietinho... – Diz com muita calma. – Vou dar apenas o que você quer.

Ruki se mantém parado conforme pedido por Reita, sentindo o coração bater ainda mais rápido, adrenalina percorrendo suas veias, enquanto tenta se acalmar, porém parece impossível... Está tenso demais, porém não menos excitado.

Reita leva os dedos de uma das mãos à boca, umedecendo-os o máximo que pode, lambendo-o mais uma vez e somente então introduzindo devagar o médio no interior de Ruki, sentindo cada reação do corpo, cada tremor, as contrações espasmódicas de prazer e dor, todas misturadas, mas tão envolventes que o alucinam.

- Ahm... Reita... – Ruki geme, sentindo-se penetrado, uma dor fina o atingindo, quase fugindo, mas permanece no mesmo lugar, seu canal se contraindo, tentando expulsar o intruso sem sucesso, porém há também um prazer sutil, mas muito gostoso mesclado à sensação desagradável.

O dedo atrevido se movimenta, entrando com gentileza, sentindo como os gemidos acompanham os seus movimentos, complementando-os. E Reita não pára, apreciando o ato tanto quanto Ruki, que relaxa mais a cada minuto, facilitando o vai-e-vem de seu dígito no interior apertado.

- Humm... Aki... Ahhhmmm... – Morde o lábio inferior, a sensação gostosa se tornando mais forte e experimenta movimentar o quadril, estremecendo de prazer.

Reita continua com seus movimentos, mantendo-os em uma velocidade compassada até que sente seu dedo intruso tocar o ponto mais sensível do pequeno, dobrando-se sobre as costas dele para tentar conter a onda elétrica que quase faz Ruki se erguer.

- AAAHHHH... REITA!!! – Ruki arqueia e tenta se mover quando aquela avalanche forte de prazer percorre seu corpo, causando espasmos de prazer, mas seu amante mais uma vez o mantém no lugar. – Oh, Deus, Rei... Ahhhm... Eu...

- Se acalma... É só o começo. – O envolve pela cintura com um dos braços, beijando suas costas com ardor, enquanto continua a mover o dedo. – Estou aqui com você...

O chibi se sente perdido, os braços e pernas amolecidos, devido à sensação extasiante que o acomete, estremecendo e se contraindo repetidas vezes sem poder evitar, sentindo-o tocar naquele mesmo ponto de novo.

- Aahmm... Rei-chan... Rei... Aahhh... – Ruki geme, manhosamente, mordendo o lábio inferior, se contorcendo de prazer, arqueando e estremecendo com as mordidas gostosas que sente em suas costas. – Ahmmm... Gostoso... Isso é tão gostoso... Faz mais...

O pequeno pede, ondulando o quadril contra o dedo dele, querendo mais daquilo... Daquela sensação deliciosa, seu corpo quente implorando por mais... Mais de Reita dentro dele.

- Aahmm... Mais... Coloca mais, Rei-chan... – Pede manhoso. – É tão booommm...

O pedido enfático de Ruki soa para ele como a concretização de seus desejos... Vê-lo assim tão envolvido pelo prazer e ainda mais sendo sua primeira vez... Traz uma importância ímpar a cada movimento seu, temendo errar e magoar o chibi.

Ruki geme, se sentindo cada vez mais mergulhado naquele prazer insano, que o deixa ainda mais louco. E cada ir e vir daquele dedo o faz tremer gostosamente, percebendo que dois e então três dedos estão em seu interior e o pequeno franze o cenho, ofegando devido à dor que o atinge, porém a mesma está mesclada ao prazer.

- Sente como é gostoso... Taka... – Akira murmura malicioso, ainda abraçado a ele, dando mordidas e beijos em suas costas, a mão descendo por seu abdômen.

- Aaahhh... Sim... Gostoso... Gostoso demais! – O chibi geme, estremecendo com as mordicadas, sentindo a mão dele descendo, fazendo os músculos de seu abdômen se retesarem com a passagem daqueles dedos. – Aaaahhhhhhhhh... Reitaaaaaaaaa...

– Logo vou ser eu... – Toca seu membro rijo e úmido, envolvendo-o com sua mão grande. – Continua com os olhos fechados.

Os dedos de Reita se movem vigorosamente, sentindo que cada vez que entra mais profundamente, preparando o caminho para a sua penetração, o rapaz fica mais elétrico, ondulando o corpo de forma frenética, mas sendo seguro com firmeza por seu corpo maior.

Ruki agora quase grita de prazer, entregando-se completamente àquele momento... Entregando-se a Reita! Sente a mão dele em seu membro, masturbando-o gostoso ao mesmo tempo em que os dedos entram mais fundo... E ele quer mais! Precisa de mais. E com isso em mente, começa a mover o quadril com força e rapidez, percebendo que Reita segura-o e isso o deixa mais enlouquecido.

- Pensa como vai ser delicioso me sentir dentro de você... – A voz de Reita não é mais que um sussurro no ouvido dele. – Entrando e saindo... Tocando esse seu ponto com força...

- Aaahhhmmmm... Simmmm... Delicioso... Uhhmmmm... – Ruki fecha os olhos, jogando a cabeça para trás, mordendo o lábio inferior de um jeito erótico, imaginando como seria sentir Reita entrando e saindo de si, tocando em seu ponto de prazer... E ele só pode pensar em quão delicioso isso seria... – Eu quero... Eu quero você dentro... Ahmmm... Agora...

E sem qualquer aviso Reita retira os dedos e o penetra devagar, percebendo que está pronto, mas ainda assim causando uma reação de repulsa, com o chibi tentando fugir, seus gemidos doloridos excitando ainda mais o loiro, desejando ir até o fim, entrar completamente, porém segurando esse seu desejo.

- Aaahhhhhhhhhhhh... - Ruki grita ao ser penetrado lentamente, seus dedos se fechando nos lençóis, uma dor forte o invadindo, fazendo-o arfar e fechar os olhos com força, trincando os dentes, tentando fugir, porém o mais velho o segura firme mais uma vez, mantendo-o no lugar.

- HUMMM... Taka... Como você é... – Não consegue expressar em palavras a sensação que o envolve nesse momento. – Quero mais... Quero você todinho pra mim...

Sua mão continua a massagear o pênis do pequeno, movimentando com força, ainda mais excitado, ainda mais enlouquecido com o oceano de reações que tudo isso desencadeia em seu próprio corpo.

Ruki geme baixinho, num misto de dor e prazer, sentindo Reita entrando cada vez mais em si, porém a mão dele em seu membro, masturbando-o forte o deleita e começa a apreciar... Até aquela dor lhe é gostosa... E lentamente o loirinho começa a ondular o quadril, mordendo o lábio inferior, gemendo...

- Ahmm... Vem... Coloca tudo... – Pede o pequeno, enrouquecido.

Aqueles movimentos de quadril avançando de encontro ao seu corpo, o gemidinho, o pedido feito daquela forma tão... A voz de Ruki ecoa ainda em seus ouvidos como um mantra proferido para libertar o mais profundo de sua sexualidade, aquilo guardado apenas para alguém por quem sentisse algo de verdade... Alguém como o chibi... Deixa-se então levar pelo desejo contido por tanto tempo e entra por completo, numa estocada só, deliciando-se com o profundo gemido vindo dele, o leve tremor do corpo que ainda mantém firme no lugar, o pulsar do interior quente que o recebe, o pré-gozo que molha sua mão enquanto massageia seu membro.

- Aaaahmmmmmmmm... – Ruki geme alto e arrastadamente, arqueando as costas, jogando a cabeça para trás, uma lágrima escorrendo de seus olhos... Mas não é apenas dor que sente... Há dor, mas também um enorme prazer! – Re-Reita... Uhhmmmmmmm...

- Eu vou me fartar nesse corpo delicioso... – Gostaria de dizer algo bonito neste momento, mas seu tesão pede isso, exige que seja rude... Ele mesmo não consegue entender. – Estou tomando posse de você... Agora é meu e faço o que eu quiser.

Ao ouvir aquela voz profunda, Ruki sente seu membro pulsar e contrações involuntárias o assolam, fazendo-o estremecer, ficando mais ofegante com aquela demonstração de possessividade... E isso apenas o excita mais, fazendo-o morder o lábio inferior com força.

- Huummmm... Então faça... Faça como quiser, só... Continue me devorando... – Sussurra o vocalista, lambendo os lábios, arriscando ondular o quadril, mesmo que ainda exista dor... Estava começando a pensar se era algum tipo de masoquista, porém os pensamentos se evaporam antes mesmo de se formarem de verdade.

Reita sente que já não é o mesmo cara tímido que sempre fôra, agora é um homem possessivo, que toma aquilo que deseja, sem meias medidas ou cuidados excessivos. Sente que Ruki deseja sua rudeza, que isso o excita tanto quanto a si mesmo, arremetendo então sem pudor, indo e voltando com tanta força que pode ouvir o ruído dos quadris se chocando, atingindo o ponto mais sensível do chibi com intensidade.

- Aahmmmmm... – Ruki geme alto, ainda sentindo aquele misto de dor e prazer, ofegando em seguida, abaixando a cabeça, mordendo o lábio inferior, até que sente seu ponto sensível ser tocado com força entre o vai-e-vem selvagem de Reita e não pode controlar a voz...

O amante delira ao ouvi-lo gritar mais do que Uruha fizera na noite anterior, satisfazendo o desejo que o assombrara aquela noite inteira e tivera que se aliviar sozinho.

- REITAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! – Grita, arqueando e perdendo o ar por um momento, estremecendo forte, seu canal se contraindo repetidas vezes devido à onda de prazer.

- Isso... Grita... Faz todo mundo ouvir... – Akira diz rouco e ofegante. – Que tenham inveja... Apenas eu tenho... Você... Só pra mim.

- Aaaahhhhh... Reita... Isso... Faz de novo... Mais!!! – Pede o pequeno entre gemidos e quase gritos de prazer, ondulando contra Reita, gritando cada vez que ele toca seu ponto sensível. – Mais... Mais forte... Aahmmmm... Por favor...

E seus gritos insistentes aumentam a reação do corpo maior já tomado pelo instinto animal, estocando-o cada vez mais forte.

- AAAAAHHHH!!! – Ruki grita, arqueando as costas, jogando a cabeça para trás ao senti-lo atingindo bem fundo, entorpecendo seus sentidos, mordendo com força o lábio inferior devido ao prazer insano que percorre cada músculo.

A mão grande de Reita trabalha, ao mesmo tempo, no pênis deliciosamente úmido e latejando em reação aos seus toques, deixando claro que o orgasmo está muito próximo.

- Akira... Akira... Aaahhhh.... Aahmmm... Mais... Faz mais!!! – Ruki pede, se sentindo ainda mais excitado e enlouquecido com aquela possessividade dele, seus músculos se contraindo ao redor do pênis que o atinge fundo, várias vezes, sempre gemendo... Gritando... Implorando desesperadamente por mais.

- Goza pra mim... Meu... Brinquedo... – Sussurra no ouvido de Takanori de forma quase gutural. – Quero sentir seu gosto.

Ruki se sente no limite, a mão que o masturba com rudeza o enlouquecendo mais um pouco... E ele já não suporta mais aquela intensa carga de prazer. Tenta se segurar, porém é inútil... E as palavras roucas de Reita são seu fim.

- Aaahhhhhhhhhhhhhhhh Akiraaaaaaaaaaa... – Ruki grita, se perdendo completamente em prazer, se contraindo repetidas vezes enquanto se derrama na mão dele, gemendo e se contorcendo naquele mar de êxtase em que está agora mergulhado.

Ainda absorto nos movimentos que faz, no vai-e-vem vigoroso que atinge repetidamente o ponto de prazer de Ruki, o baixista sente sua mão ser molhada pelo líquido morno, o odor do sêmen chegando aos seus sentidos aguçados pela luxúria. Aproxima seu rosto do dele, lambendo-o devagar, sentindo mais uma vez o sabor de sua pele...

- Uhmmmm... – Ruki geme manhosamente, ainda sentindo os movimentos do baixista em seu interior, prolongando seu prazer, puxando o ar com mais força ao senti-lo lambendo seu rosto.

- Abre os olhos... – Diz imperioso, com ansiedade de satisfazer mais essa sua fantasia.

E quando os olhos do chibi se abrem, ainda nublados e perdidos no êxtase que o envolve, e se voltam em sua direção, Reita leva devagar a mão à boca, chupando dedo após dedo, apreciando com uma expressão indescritível o esperma que goteja.

O chibi sente arrepios em seu corpo ao vê-lo lambendo os dedos, fazendo correntes elétricas percorrerem seu baixo-ventre, todo seu corpo ainda sensível demais devido às sensações intensas...

- UHMMMMM... Você tem um gosto muito bommmmm... – Akira fala com uma voz tão estranhamente manhosa que até ele mesmo sorri. – Quer provar?

Oferece o dedo médio para o chibi, introduzindo-o devagar em sua boca, mesmo que não tenha aceitado ainda, observando a expressão dele.

- Gostou? – Ele ri ao perceber que Ruki sente inicialmente certa repulsa. – É seu sabor... Aquele com o qual você me presenteou.

- Humm... – Geme, achando o gosto esquisito, franzindo o cenho, percebendo os movimentos insinuantes que ele faz com o dedo dentro de sua boca, terminando por lambê-lo, arfando quando o dígito é retirado. – É... É estranho...

O baixinho o olha perdido, ainda corado e ofegante, sentindo que o baixista ainda está dentro dele, quente e pulsante, porém parado e isso o intriga. Lambe os lábios, piscando os olhos, erguendo a mão e tocando o rosto dele de leve, acariciando-o.

- Me beija... – Pede, se remexendo e mordendo o lábio inferior ao sentir pequenos espasmos causados pelo membro em seu interior, que roça novamente em seu ponto sensível. – Você... Não vai continuar?

- Você quer um beijo? Quer que eu continue? – Reita permanece próximo de seu rosto. – Então me implora? Eu quero te ouvir humilde e servil... Você é o meu gatinho e eu sou seu dono.

A voz de Reita soa tão rouca e erótica que lhe causa arrepios... E sim, ele quer. Quer mais beijos e também que continue, afinal, já chegou ao orgasmo, porém o baixista não… E isso não lhe parece muito justo. Abre a boca, sentindo-se aturdido quando se dá conta do que aquelas palavras significam, porém ainda assim aquele jeito possessivo o atiça e corado o pequeno suspira, se preparando para pedir.

- Eu quero, Aki-chan... Eu quero seus beijos... Quero que continue... – Sussurra corado, olhando-o languidamente. – Por favor... Continue se movendo. Eu quero... Sentir você.

Todo aquele empenho em agradá-lo, em alimentar seu fetiche de ser o mestre, acende ainda mais o fogo que já é intenso no ser de Reita, que arremete com tanta força que até pára de respirar, tal a sensação em seu corpo inteiro.

- Aaahhhhhhhhhhh... – Ruki, por instinto, tenta se afastar ante a investida brusca e profunda, porém o prazer que a mesma causa em seu sensível corpo é tão intenso que faz sua cabeça rodar e seu membro pulsar, ficando semi-rijo, e ele quase se engasga com a própria saliva.

E a reação do pequeno, o modo como mais uma vez tenta fugir, mas geme com um prazer tão grande o enlouquece de vez... E depois de mais duas penetrações em que aplica toda sua força, sente que já está perdido, o orgasmo começando em seu peito, mexendo com os músculos do ventre, das coxas e finalmente estourando na maior onda de êxtase que já sentiu em toda a sua vida. Já tivera amantes profissionais, mas nenhum deles foi capaz de despertar o senhor selvagem presente dentro dele... Nenhum o fez se sentir tão pleno como o inexperiente Takanori.

- Uhhhmmmmm... Rei-chaaannnnn... – Ruki geme, ofegando e estremecendo ao sentir-se preenchido pelo prazer de Reita, a sensação apenas o deixando mais excitado, enquanto aproveita as últimas investidas dele.

- AHHHHHH... Taka... Taka... – Abraça-o com força, sua cabeça indo para trás, cada músculo retesado como uma corda de violino. – Te... Amo...

- Aahmmm... – As palavras de Reita aquecem o coração de Ruki, fazendo-o ofegar e estremecer.

Depois daquela declaração, as pernas de Reita fraquejam, deixando-se cair na cama, ao lado do chibi, ainda de quatro, puxando-o para seus braços, pensando em ajudá-lo a relaxar, para aproveitar o melhor da noite, que é o depois, ouvindo o pequeno gemer por ter abandonado seu interior, logo caindo na cama ao seu lado.

Ruki ainda está trêmulo, a mente nublada e o corpo excitado. Isso ao mesmo tempo em que o fascina, o assusta, pois nunca ficou daquela forma com sexo 'normal'. Nenhuma mulher o fez se sentir daquela maneira... E sem pensar muito o baixinho se aproxima, tocando o rosto de Reita, beijando-o, colando seu corpo no dele, ondulando de leve o quadril, gemendo baixinho.

Reita sente um forte calor invadir-lhe o peito quando Ruki aconchega-se junto ao seu corpo, quase ronronando, beijando-o gostoso e se esfregando. É nítido que o chibi continua excitado, querendo mais e, apesar da exaustão o impedir de tentar uma segunda rodada, mais uma vez percebe nisso uma forma de concretizar algo que sempre desejou ver o amigo fazer.

Ruki abandona a boca deliciosa de Reita apenas quando o ar falta em seus pulmões, olhando-o completamente ofegante, respirando fundo ao tentar se controlar, sentindo-se quente, apesar do cansaço presente em seu corpo.

- Você quer mais, meu gostosinho? – Diz com uma voz carregada de malícia. – Senta na minha frente e... Uhmmm... Se masturba pra eu poder ver.

- E-Eu... – Ruki cora, só então se dando conta de que está excitado mais uma vez e isso apenas o deixa mais vermelho. O que Reita pensa? Que ele é um pervertido? – Você quer que... Eu me toque?

Ruki o fita aturdido, porém não menos excitado, sentindo o coração bater forte, se imaginando como seria se masturbar pra que Reita visse e isso o deixa muito envergonhado… Porém atiçado, só pra ver no rosto dele o prazer enquanto o observa... E no fundo isso aumenta sua libido, afinal, não se toca no palco apenas para agradar as fãs, mas porque gosta de ver todos enlouquecidos enquanto olham para ele.

- Vai lá... Faz isso pra mim... Ruki. – Sim, apenas o vocalista faria o que o Takanori não teria coragem. – Mostra quem é o seu mestre!

Ruki morde o lábio inferior, ouvindo as palavras de Reita e vendo-o sentar-se com as pernas abertas, baixando o olhar, sentindo um misto de vergonha e excitação, o coração batendo forte dentro do peito. Lentamente lambe os lábios, suspirando de forma profunda, se movendo na cama, ficando entre as pernas de Akira, de frente pra ele, sentando sobre os próprios pés, abrindo um pouco as coxas roliças, ofegante.

- É... O que você quer? – Sussurra baixinho, mordendo mais uma vez o lábio inferior, deslizando a mão pelo peito até chegar ao membro, tocando-o, gemendo bem baixinho, fechando os olhos, começando a deslizar os dedos por toda a extensão do pênis rijo. – Hummm... É assim que você gosta, Rei-chan?

- Sim... Uhmmm... Pressiona um pouco mais forte... – Reita precisa controlar a respiração para não desmaiar, tanto prazer sendo indescritível. – Geme gostoso pro seu dono.

- Aahmmmmm... – Ruki geme ao fazer exatamente o que Reita ordenou, pressionando com seus dedos o próprio pênis, apertando de leve a glande, estremecendo de prazer, mordendo os lábios de um modo erótico, ondulando de leve o quadril.

Akira nem pode crer que aquele a quem sempre desejou está ali, diante dele, tão obediente, fazendo tudo o que pede, vencendo a timidez apenas porque o amante exigiu isso. Se deixasse a vontade comandar seus atos, o baixista o atacaria agora, enchendo-o de beijos e dizendo como o ama e sempre amou... Mas não pode deixar-se levar, pois talvez esse momento não se repita, pois momentos passam e não voltam mais.

- Hummm... Rei-chan... É tão bom... – Ronrona o pequeno, mirando-o nos olhos, seus orbes escuros transmitindo toda a luxúria presente em seu ser. – Você gosta de me ver, não é? O que você quer que eu faça? Diga... Manda...

"Manda..." – Akira engole em seco com essa palavra, sentindo uma excitação tão grande que é quase incapaz de se conter.

- Eu gosto de te ver... Meu brinquedo... – Fala sem demonstrar toda a necessidade de beijá-lo que toma conta do seu ser.

Ruki por um momento se sente desconcertado ao ouvi-lo falar 'meu brinquedo', mas então pensa que é uma brincadeira e sorri, lambendo os lábios lentamente, gostando muito da forma como é observado pelo mais velho, que parece quase incapaz de se segurar e não agarrá-lo.

- Me excita quando você me obedece... – A voz de Reita sai tremida, mas ainda autoritária. – Geme mais... Aumenta a intensidade porque eu quero...

- Uhmm... – O pequeno geme, aumentando a velocidade e pressão sobre o próprio membro, abrindo um pouco mais as pernas, ondulando o quadril. – Aahmmm... Aahh... Akira... Uhmmm... Gostoso... Ahh...

O pequeno joga a cabeça para trás, perdido em sensações, sua glande molhada, adornada por gotículas peroladas, mostrando seu grau de excitação, enquanto o chibi geme cada vez mais alto, se descontrolando aos poucos.

- Aahhh... É tão bom... Tão gostoso... Uhmmm... – Abre os olhos, fitando-o langorosamente. – Me beija... Por favor... Eu preciso... Hummmm...

Reita se prepara para beijá-lo e fazer o chibi perceber a intensidade de seus sentimentos, mas antes que possa fazê-lo, ouvem a voz de Uruha gritando a palavra 'mentiroso'.

No primeiro momento eles paralisam. Ruki se sobressalta, parando o que faz no mesmo instante, olhando assustado para a parede que faz divisa com o quarto dos guitarristas, temeroso com o que possa acontecer, fazendo menção de se levantar... Mas Reita o segura pelo braço.

- Mas... – Ruki pergunta quando se sente puxado, caindo nos braços de Reita, de lado em seu corpo, sentindo os dedos longos envolverem seu pênis com intensidade, fazendo-o estremecer.

- Não, meu brinquedo! Deixa aqueles dois brigarem... – Mesmo preocupado com os amigos, não pode conceber que esse ato maravilhoso termine assim. – Essa noite você é somente meu... E ninguém vai nos atrapalhar!

Reita continua o movimento intenso, pressionando forte, vendo como o chibi reage, tão excitado quanto ele mesmo.

- Aaahmmm... Reita... Es-Espera, eu... Aahh... – Ruki arqueia, gemendo cada vez mais alto, sentindo os músculos do abdômen se contraírem, o calor se intensificar em seu baixo-ventre e... Ele não pode se segurar nem mais por um momento. – Aaaahhhhhhhhhhh... Akiraaaaaaaaa...

O corpo pequeno arqueia mais e Ruki joga a cabeça para trás, se desfazendo nos braços de Reita, sua mente mergulhada naquele êxtase intenso, esquecendo de tudo ao redor, ondulando o quadril, gemendo baixinho, até amolecer por completo, permanecendo ofegante, derretendo-se por completo.

- Não falei que você era meu? – O baixista fala num sussurro junto de sua orelha, abraçando-o com força. – Agora descansa... Dorme um pouco.

- Rei-chan... – Sussurra o pequeno, mirando os olhos dele, abraçando-o, ainda entorpecido pelo êxtase.

O baixista não diz mais nada, deitando e levando consigo o chibi em seus braços, tão entregue, tão... Seu. Uma alegria indescritível se apossa dele, desejando muito beijá-lo, mas tão exausto que consegue somente fechar os olhos e adormecer, ainda com o calor do corpo pequeno junto do seu embalando seu sono.

- Hummm... – Ruki ronronou como um gatinho, se aconchegando ao mais velho, vendo-o fechar os olhos e faz o mesmo.

Lamenta apenas que seus lábios não foram beijados, mas essa sensação se desvanece quando entra no mundo de Morfeu... Apenas sonhando com uma manhã romântica ao lado daquele que tem sua atenção... Toma seu corpo... E agora envolve seu coração.

ooOoo

- O Aoi está demorando hoje, não é? – Kai diz observando pela janela, já preocupado com o estado emocional do amigo.

- Aham... – Uruha finge nem se importar, afinando sua guitarra pela décima vez desde que chegou.

O clima no grupo anda muito tenso desde aquele dia, não apenas entre os dois namorados, mas também entre Reita e Ruki. No dia seguinte, após aquela noite de amor, o vocalista acordou bastante cedo, estando na mesa do café antes mesmo que ele... E Kai sempre é o primeiro a descer. O baterista notou a agitação do chibi, ainda mais quando o outro chegou um tanto nervoso, os dois pouco se falando desde então.

- Não adianta ficar na janela esperando... Mamãe. – Reita diz para provocar o moreno, que o olha feio.

Ele não tem culpa de se sentir meio que responsável por todos, pois isso faz parte de sua personalidade... Sempre foi assim. E ter uma carinha de bebê com covinhas não ajuda muito a compor outra imagem que não seja essa... Fofa... Que muitos atribuem a ele.

Nota que mais uma vez Ruki se esquiva quando Reita se aproxima e balança a cabeça, pois sabe que algo rolou entre eles e não parece ter tido um bom resultado.

Akira senta no canto da sala, verificando algo no seu baixo, mas na verdade pensando na manhã que se seguiu à noite fabulosa com Ruki. Acordou sozinho na cama, o chibi mal conseguindo encará-lo na mesa do café... No momento foi incapaz de entender, pois uma real decepção o tomou de assalto, mas agora, depois de uma semana para pensar, encara a triste realidade de que o pequeno se arrependeu. Tem fugido dele por vergonha da forma como se deixou levar... Não conseguindo lidar com o fato de ter tido um relacionamento homossexual... E Reita sente o quanto é responsável por isso... A culpa é sua, pois o levou a fazer aquilo...

Então o guitarrista moreno chega, cabisbaixo, amarfanhado, como se cuidar de si mesmo não fosse sua prioridade ultimamente.

- Oi pessoal... – Diz desanimado como os amigos nunca o viram.

- Dormiu demais, Aoi? – Ruki brinca com ele, mas logo percebendo pelo sorriso sem graça que a coisa é muito séria.

- Kai, podemos conversar? – Aoi, que acaba de chegar ao estúdio, procura evitar os olhares dos demais, sua expressão fechada, falando em tom formal.

- Claro! – O baterista abre um sorriso meio sem jeito. – Senta.

Ele aponta a cadeira a sua frente, mas percebe que o guitarrista não faz menção de sentar, permanecendo de pé, muito sério.

- Pode ser em particular? – Não há qualquer emoção em sua voz que denuncie sua intenção.

O líder da banda se levanta, caminhando até a sala de gravação, único lugar onde podem ter alguma privacidade neste último dia antes das férias começarem. Desde o dia do último show as coisas se deterioraram dentro do grupo. Aoi e Uruha não mais se falaram, o amigo tendo dormido no chão de seu quarto naquela última noite. E hoje o rosto de Shiroyama está particularmente sisudo e triste. Fecha a porta assim que seu amigo entra.

- Muito bem... O que está acontecendo? – Pergunta de chofre. – O pólo norte é mais quente que a relação de vocês dois na última semana.

- Você se importa se não falarmos neste assunto? – Sua cabeça permanece baixa, sentando-se em um dos banquinhos, totalmente desanimado. – Quero falar de algo mais importante.

- Você quem sabe... – Kai sabe que na verdade o assunto é doloroso demais, não que seja menos importante. – Pode falar.

- Não volto no fim das férias. – Evita levantar o rosto, pois a expressão de incredulidade de Kai pode fazê-lo desistir.

- Como assim? – O baterista esperava qualquer coisa, menos isso. – Você quer dizer que vai deixar a banda?

- Isso mesmo. – Fala tão baixo que quase não se ouve. – E não vou mudar de idéia, se pretende me convencer do contrário.

Kai senta diante dele, decidido a fazer algo antes que o amigo cometa o maior erro da sua vida.

- Espera aí! Não vem com essa de que não adianta dizer nada. – Fala em um tom indignado. – Esse é um direito e um dever meu. Primeiro porque sou seu amigo e... Se não queria que eu falasse porque veio me falar pessoalmente? Anunciava nos jornais e eu ficava sabendo assim.

Aoi se espanta com suas palavras, incomuns no sempre tranqüilo Kai. Levanta a cabeça, evidenciando como essa decisão é mais difícil do que pode parecer.

- Não posso ficar. – Tem dificuldade para falar. – É muito doloroso estar perto dele.

- Ah, vai... Você se uniu ao Ruki, Uruha e Reita para formar o GazettE e batalhou muito para chegar até aqui. E agora vai desistir?– Kai se sente ofendido pela falta de amor próprio demonstrada por ele, coisa totalmente incomum em seu amigo. – E tudo porque seu namoro com o Uruha não deu certo? Esse é um risco que todos corremos quando entramos de cabeça em um relacionamento.

- Eu sei, mas... – As palavras quase não saem.

Tem consciência da verdade nas palavras do baterista, mas é diferente pensar sobre isso e ter que enfrentar. Ainda mais quando tem que ver todos os dias o rosto amado tão frio, o peso da acusação injusta sempre presente naqueles olhos que antes o observavam com um brilho intenso.

- Não dá mais... – Engole em seco toda a mágoa. – Prefiro deixar o grupo...

- Posso propor algo? – Ele se levanta e coloca a mão sobre seu ombro. – Por que não vai pra casa da sua família... Pensa... E me fala da sua decisão depois de pensar com calma e sangue frio?

Aoi observa o sorriso gentil de Kai, suas covinhas em destaque no rosto bonito. Pensa no carinho do amigo e em tudo que passou para que a banda chegasse a esse ponto. E apenas isso planta a semente da dúvida em sua mente, pensando seriamente em como se sentiria se o GazettE deixasse de fazer parte de sua realidade.

- Ok... Vou aceitar sua sugestão. – Se esforça para sorrir, tentando tranqüilizar o outro que o observa com atenção. – Hoje vou buscar minhas coisas na casa do... Combinamos que ele não estaria por lá. Depois viajo pra ver meus pais... Satisfeito?

- Só vou ficar quando não vir mais vocês dois assim. – Ele sorri compreensivo ao perceber a tristeza de Aoi. – Mas já é um começo...

Ambos saem, mas o guitarrista nem sequer olha para os demais, passando por eles de cabeça baixa, um leve vislumbre do loiro disfarçando desinteresse, mas acompanhando sua saída. E quando ele fecha a porta e parte, Kai senta-se diante do grupo, sendo fuzilado pelos olhares curiosos.

- E aí? – Ruki não suporta a curiosidade.

- Aí o que? – O baterista não sabe se devem falar sobre esse assunto.

- Não se faz de desentendido, Kai! – O vocalista dispara, começando a ficar preocupado com a expressão séria dele. – O que o Aoi queria conversar?

Uruha evita olhar para o líder do grupo, imaginando que tenham falado dele e da separação abrupta dos dois. Mas e se não for? Kai e Aoi se tornaram ainda mais amigos desde que o seu namo... Ex-namorado incentivou-o a confessar a paixão que sentia... Talvez tenham conversado sobre a fulaninha, com o baterista então sendo cúmplice da traição. Também podem ter conversado sobre...

"Ah, sei lá! Melhor nem ficar imaginando..." – Seu pensamento não consegue deixar de imaginar como Aoi tem passado os últimos dias, pois para ele foram terríveis.

- Ele me disse que vai deixar a banda... Não volta após as férias. – Racionalmente decide que é preciso algo drástico para fazer os dois se entenderem e talvez essa seja a solução.

- O-o quê? – Por mais que Kouyou não quisesse demonstrar qualquer emoção, essa notícia o abala demais.

- Mas ele está maluco? Sair só por que... – Ruki não consegue segurar, mesmo que Reita o belisque insistentemente às escondidas.

Os olhares dele e de Uruha se cruzam, pois o vocalista também é um amigo íntimo do Shiroyama e tem sido a quem confessa toda a dor que vem sentindo. Há um ressentimento entre eles, algo palpável, pois Ruki não consegue entender como o loiro pode acreditar nas mentiras de Kaoru e desconfiar daquele que só tem olhos para ele.

- Não interessa porque ele tomou essa decisão. Não nos cabe julgar. – Kai procura encerrar a questão antes que os ânimos se exaltem entre eles. – O importante é que o Yuu é nosso amigo... Viveu o sonho dessa banda fazer sucesso como nós... E estamos deixando ele partir. É bom repensarmos, pois todos nós estamos errando com relação a ele, não é... Takashima?

Uruha se levanta ainda abalado pelas palavras de Kai, que saiu de sua imparcialidade para um ataque, mesmo que não o esteja acusando diretamente. Ambos se encaram, temendo que este seja o fim da banda, mas o loiro vê que os olhos do baterista não são acusadores, mas suplicam que veja a verdade, que perceba como deixar a banda não seria a atitude de alguém culpado de traição, pois os traidores não têm consciência, não se preocupam com os sentimentos de quem magoam.

"Será que eu fiz a maior burrada da minha vida?" – Pensa, uma dor imensa corroendo-lhe as entranhas. – "E se... Mas as fotos... E se forem uma farsa?... Yuu..."

Ele sai sem dizer nada, esquecendo-se de suas coisas, como se nem sequer pensasse que não voltaria no dia seguinte. Kai as junta, vendo como ele deixa o prédio apressado, a moto serpenteando imprudentemente pelo trânsito.

- Espero que ele chegue a tempo. – Sussurra para si mesmo.

ooOoo

Aoi abre a porta do apartamento devagar, certificando-se de que Kouyou não está mesmo presente, mas percebendo imediatamente como esse cuidado é idiota, pois o loiro ainda estava na gravadora e veio direto de lá para pegar suas coisas. Caminha pelo corredor e jamais andar foi tão penoso, cada canto do lugar fazendo-o lembrar dos pequenos detalhes que fizeram de seu relacionamento tão especial. Eram as brincadeiras de criança, jogar videogame até tarde comendo pipoca, cozinhar juntos, se lambuzar comendo chocolate... Tudo que faziam, mesmo que não envolvesse sexo, pois um namoro não se limita a isso.

Mas isso o faz sofrer ainda mais, pois como admitir que, se havia algo tão especial, Kouyou pudesse acreditar que o trairia? O que poderia tê-lo abalado tanto a ponto de agir da forma que fez naquela noite na boate? Uruha jamais faria um escândalo daqueles, ainda mais em público. E mesmo que tenha desconfiado dele com Kaoru na hora da raiva, depois de pensar percebeu como aquilo era um absurdo. O maldito advogado fez algo que convenceu seu namorado de sua culpa... E daí deixou que o monstro do ciúme fizesse o restante do trabalho.

Vê que suas coisas estão arrumadas ao lado do sofá, o mesmo em que tantas vezes fizeram amor. Junta tudo na mochila que trouxe e a coloca nas costas, mas decide ir até ao quarto, desejando despedir-se... Tomado por um desejo insano de que tudo seja um sonho e ainda estejam deitados abraçados na cama macia. Logo que entra sente aquele vazio apertar-lhe o peito, os lençóis arrumados como se Uruha nem sequer tivesse deitado sob eles.

- Ah... Kouyou... – Sua voz soa triste cortando o silêncio. – Devia saber que nunca existiu ninguém além de você...

Seus olhos negros pousam então em algumas coisas sobre a mesinha ao lado da cama. Anda até ela e vê diversas fotos sobre um envelope amassado, percebendo como a pessoa nelas parece...

"Eu?!" – Pega-as nas mãos e senta-se ainda surpreso. – "Mas como...?!"

Percebe que só podem ser falsificações, pois jamais esteve com essa moça. Agora entende melhor a raiva de Kouyou, pois...

- É quase impossível perceber a manipulação feita nessas fotos! Mas... – Observa bem as imagens em suas mãos. – Eu realmente estive nesses lugares... Com o Kouyou.

Como o loiro esperava encontrar o tratamento da imagem sobre a figura de Aoi, com certeza não olhou para a moça, onde se nota leve distorção... Onde foi apagada a presença dele mesmo. Tudo ali é real, mas a pessoa com quem estava foi trocada. E a presença da moça na boate naquele mesmo dia...

- Aquele maldito! – A raiva cintila nos olhos negros. – Vou matar aquele Kaoru!

Sai do quarto, jogando a mochila sobre o sofá, decidindo ficar e esclarecer essa situação o quanto antes. Passa por sua cabeça certa mágoa, pois Kouyou não confiou nele, mesmo o conhecendo há tanto tempo. Mas... Sabe que até ele mesmo seria enganado por aquela imagem quase perfeita, ao se colocar na mesma situação...

"Também não desconfiei quando o vi com Kaoru?" – Sente raiva de si mesmo, pois não deveria ter julgado a situação por uma partícula da ação que viu. – "Eu devia ter avançado naquele safado e dado mais uns tapas pra ele aprender."

A campainha toca e ele se levanta, ato quase que automático mesmo não sendo seu apartamento. Pára uns instantes, temendo que seja a imprensa ou algo assim, pois um papparazzi insistente vem seguindo os dois desde aquele beijo que Uruha lhe deu no palco quase sem pensar nas conseqüências. A assessoria de imprensa do grupo negou tudo, demonstrando como foi apenas uma simulação, um bom fanservice para atiçar a imaginação das fãs, mas o homem tornou-se a sombra dos dois, aparecendo nos locais mais inusitados, fazendo Aoi temer que tivesse flagrado algo...

- Espera aí! – Pega as fotos que trouxe consigo para a sala. – Não era um papparazzi! Ele tirou essas fotos... Pro Kaoru!

Sua raiva aumenta, ainda mais que a campainha se torna persistente, irritando-o e forçando a atender. Depara-se com um homem franzino, uniforme da UPS, com uma caixa na mão, que parece assustado ao ser recebido com a expressão mais pavorosa do Shiroyama.

- Que foi? – Fala sem qualquer educação, pensando apenas no miserável que ainda tenta destruir suas vidas.

- Tenho uma entrega para Yuu Shiroyama. – O homem diz quase sussurrando, parecendo temer sua reação.

- Sou eu mesmo. – Pega o pacote das mãos do entregador. – Tem que assinar algo?

- Na nota colada na caixa... – O suor escorre pela testa careca do sujeito. – O senhor destaca e me entrega.

- Ok... – Aoi se volta para colocar a caixa sobre a mesinha da entrada, onde Kouyou costuma deixar as chaves da moto.

Nesse momento o guitarrista paralisa, pois percebe que não há uma razão para entregarem uma encomenda para ele no apartamento de Uruha. Essa constatação somente pode significar uma coisa.

- Kao... – Não consegue terminar de falar, pois alguém o abraça por trás e sua boca é coberta por um pano.

Ele se debate, tentando resistir, Kaoru apertando ainda mais o abraço e o outro homem o segurando pelas pernas. Logo está no chão, sendo contido pelos dois, mas perdendo as forças, vencido pelo clorofórmio que vai tirando sua consciência até o ponto em que desmaia.

- Caramba! – O homem uniformizado senta no chão completamente exausto. – Pensei que ele nunca ia desmaiar. Você podia ter atirado nele, seria mais fácil.

- Ele é forte e obstinado... – Kaoru vasculha os bolsos dele a procura do celular. – Um miserável que não merece nem morrer rápido... Tem que ser lento... Sujar a honra do senhor 'perfeito'.

- Nossa! Você odeia mesmo o cara! – Passa a mão pela careca suada. – Foi ele que deixou essas marcas no seu rosto?

- Não te interessa! – Kaoru se levanta ao encontrar o que procurava. – Te pago pra me ajudar, não pra fazer perguntas.

Coloca o pé sobre o corpo inerte do músico, sorrindo por ver que tudo corre perfeitamente como nos seus planos. Era apenas deixar o idiota que contratou virar a sombra de Aoi que uma hora ou outra ele viria aqui sozinho buscar suas coisas. Sorte que julgou bem a força do ciúme de Uruha, pois ele lhe deu a desculpa para o 'namoradinho' desaparecer.

- Com ele fora do caminho... – Seu pensamento divaga e acaba saindo alto demais. – O Uru logo volta pra mim.

- Que foi? – O careca não entende, mas fica curioso com a expressão feliz de Kaoru.

- Nada, nada... – Percebe que é hora de partir. – Vamos tirar ele logo daqui, antes que alguém nos veja.

O celular de Aoi toca em sua mão, vendo que é Uruha, um sorriso sádico lhe passando pelo rosto. Abre o flip, encostando o aparelho junto ao ouvido.

- Yuu... Onde você está? – A voz do loiro soa triste do outro lado da linha. – Estou no seu apartamento.

- Cansei de você... – Kaoru sussurra de forma quase inaudível. – Bye!

Desliga imediatamente, antes que o outro possa dizer qualquer coisa, fechando a porta e ajudando seu capanga a carregar o corpo de Aoi. Descem até a garagem, pois o advogado ainda tem o cartão de segurança que sempre usava ao vir visitar o namorado. Assim saem sem que ninguém os veja, sua risada ecoando no carro, esperando que seu plano continue perfeito como tem sido até agora.

Continua...

ooOoo

Inicialmente a lemon entre Reita e Ruki ficaria apenas como um fato acontecido, citado pelos personagens e com reações posteriores, mas... Uma amiga querida demonstrou como seria bastante excitante mostrar o que acontece entre eles. E com a ajuda imprescindível dela, pois eu jamais havia trabalhado com estes dois juntos, consegui compor essa lemon. Só que logo Reita assumiu o comando e... Vocês viram no que deu, modificando totalmente as conseqüências posteriores para os dois. Yume Vy, minha amiga do coração, sem você essa lemon jamais sairia... Mil beijos.

Os pedidos da minha amiga Kaline continuam a ser atendidos, com Kai tendo uma participação importante. Mas o que Kaoru pretende fazer com Aoi? Uruha chegará até ele antes do inevitável? Reita e Ruki conseguirão se entender?

Agradeço mais uma vez a minha amiga e beta Samantha Tiger Blackthorne por ter lido e betado essa fic. Também agradeço a minhas amigas Yume Vy, Scheilla, Eri-chan e Annek-chan por terem lido e me ajudado a ser fiel aos GazettEs.

Relembro que esta fic é um presente especial para minhas queridas amigas Yume Vy e Samantha Tiger Blackthorne.

Agradeço de coração aos reviews que me incentivaram a continuar essa fic... Desculpe a demora, mas espero que compense.

Espero que gostem e COMENTEM!!!!!!!!!!!!

07 de Junho de 2009

02:57 PM