Por favor, quem lê a fic, eu gostaria de pedir que comentasse pelo menos uma vez, para eu ter certeza que não escrevo a fic à

Por favor, quem lê a fic, eu gostaria de pedir que comentasse pelo menos uma vez, para eu ter certeza que não escrevo a fic à toa.

Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, quanto aos originais, passem o nome da fic pra eu ler e colocar os créditos e tá tudo acertado xD.

A Ninfa da Lua

Capítulo 3:

Sentimentos e Carinhos

And for tonight

(E à noite)


the moment is over

(O momento está acabado)

Drift in a lullaby

(Atraído em uma canção de ninar)


Here where the stars reside

(Aqui onde as estrelas residem)

Haviam terminado de comer. Mime olhava para Monique sem entender o porque de tamanho silêncio. Para sua sorte, a italiana estava de costas, lavando os pratos, vasilhas e panelas, ou com certeza teria fugido do local.

Quando a jovem terminou de lavar a louça, virou-se para o Guerreiro Deus e perguntou-lhe se não queria tomar um banho. O rapaz disse que sim e Monique lhe indicou a última porta do corredor, entregando-lhe um embrulho de roupas.

Ao constatar que Mime fechara a porta, Monique suspirou pesadamente. Nunca imaginara que fosse tão difícil a convivência com um homem. Poucas vezes conversara com um homem. Essa poucas vezes tratavam-se, no essencial, as Festas Afrodisíacas de Afrodite e os guardas do Santuário, mais silenciosos do que jamais vira alguém ser.

Foi até a sala e deixou-se cair no sofá, apoiando a cabeça para trás. Ficara muito nervosa antes, durante e depois do jantar. O olhar de Mime, tão penetrante e interessado sobre si, a incomodava, não sabia porque. Pegou uma mecha do cabelo prateado e começou a penteá-la com os dedos, nervosamente e rapidamente. Sempre o fazia quando ficava muito nervosa.

Levantou-se e desceu as escadas, abrindo a porta que dava para o templo, ao olhar o calendário pendurado na parede. A lua se tornaria cheia naquela noite, quando teria mais luz, dia de sacrifícios em honra à Ártemis. Tinha que preparar o templo e o altar, logo os sacerdotes iriam chegar com os animais para o sacrifício. Tinha também que preparar a Corça de Ártemis, esta sempre presenciava os sacrifícios.

Andou pelo corredor, até chegar à pedra que havia colocado para impedir que a corça fugisse durante a noite. Concentrou seu cosmo de ninfa e a pedra sumiu.

Selene (N/A: Filha dos titãs Hipérião e Téia, deusa da Lua e irmã de Hélios, o Sol, e Éos, a Aurora) já percorrera um terço de seu percurso. Tinha ainda três horas antes do sacrifício para preparar tudo. A noite estava brilhante e a tempestade de mais cedo sequer dava sinais de ter ocorrido. As poucas nuvens brancas meio azuladas passeavam ao sabor do vento.

Porém, não sabia estar sendo observada.

XxXLendo Nuvens

Lento Movimento

E tu vens

Vens de vidas já vividas

Estava lá, observando a entrada do templo de sua tia. Estava fechado. Sabia bem quem vivia naquele templo, quem cuidava do templo. A reencarnação de uma ninfa, que desde que chegara naquele Santuário, era observada pelo deus de longas asas azul-noite. Os olhos azul-noite escuro brilhavam a luz de Selene, esperançosos. Os cabelos negros e em cachos bagunçados balançaram quando a brisa de Zéfiro (N/A: Deus do vento oeste, liderado, assim como os outros deuses do vento, por Éolo, o deus superior do vento), parecendo querer levar todos os pensamentos do deus em relação à italiana embora. O filho de Afrodite e Ares, irmão de Eros e Harmonia, parecia ter sido flechado por uma de suas próprias flechas.

Escondido por entre aqueles rochedos do Santuário localizado em Chipre, somente do alto era possível ver o deus do amor incorrespondido. Anteros não compreendia o porque de um templo dedicado à Ártemis no Santuário de sua mãe, quando, na verdade, deveria encontrar-se nas ruínas de Éfeso, na atual Turquia.

Quando a pedra sumiu, soube que ela apareceria. Seu rosto iluminou-se com um enorme sorriso ao ver aqueles olhos cinzentos e cabelos ondulados e prateados. Ao ver o que mais queria, achou melhor voltar para o Olimpo, antes que seus irmãos viessem atrás de si.

XxX

Eu sei, nada vai mudar


Mas tenho tanta coisa pra falar


Sobre você (sobre você), sobre mim, sobre nós


Tente me ouvir agora (tente me ouvir agora)

Milena, ao voltar ao templo dedicado à Afrodite, dirigiu-se rapidamente aos seus aposentos. Thor estava demasiado distraído e não percebeu a sacerdotisa entrar. Percebeu-a no local somente quando a porta foi batida com força tremenda, fazendo com que todas as paredes tremessem de forma assustadora.

Thor: Caramba... – murmurou com medo que ela viesse socar-lhe, porém, para sua surpresa, passou direto, indo para o próprio quarto, batendo com força a porta deste, e pó caiu do teto.

Milena: Ele não tem o direito de falar comigo do jeito que falou! Não tem! – os olhos marejaram. Apesar do que Thor falara, sabia que Eros gostava de brincar com as sacerdotisas da irmã de vez em quando e dessa vez, ela tinha sido a vítima. Deixou-se cair na cama, sentindo que as lágrimas que tentava segurar com tanto afinco haviam conseguido escorrer-lhe pelos olhos e morrendo no lençol. Nascera em Chipre, era filha de uma criada das guardiãs, porém, órfã. E ainda por cima, era filha de um adultério. Sempre soubera disso, e por isso quem era o marido de sua mãe se enforcara pouco tempo depois de seu nascimento, e seu pai biológico fugira de Chipre para algum outro lugar do mundo. Fora criada em meio às sacerdotisas, fora treinada para ser uma prostituta sagrada, mas não gostava da vida que tinha.

Queria voltar o tempo. Conseguiria fugir do teste final para ser sacerdotisa, não indo para o templo de Ártemis, mas escondendo-se em algum lugar onde jamais pensariam em procurá-la... Um lugar onde somente as sacerdotisas iniciantes tinham permissão de entrar. Mas era tão inexperiente que o primeiro lugar que lhe veio à cabeça foi o Templo de Ártemis, onde sua melhor amiga vivia.

Levantou-se, limpando o rosto e indo até a janela. Viu Cristine e Caroline treinando com Carya, a Líder de todo o Santuário. As duas viviam ali praticamente sua vida toda. Caroline era filha de uma sacerdotisa, e Cristine, ela nascera no Santuário de Eros, em Corinto, mas devido à uma romã nas costas, o sinal das Guardiãs Reais de Afrodites, fora enviada para Chipre. Conhecia as duas. Olhou mais adiante e viu que três estranhas chegavam ao santuário. Franziu o cenho e achou prudente ir até lá, ver do que se tratava.

Ao chegar, reparou melhor que eram jovens em missão, e a líder do Santuário já falava com elas. Caroline e Cristine conversavam com duas das três. A mais velha, aparentemente, com cabelos no meio das costas muito negros e cacheado e olhos negros, usando uma armadura com longas asas prateadas, um capacete do bico de um falcão, uma armadura inteiramente negra e um colar com o símbolo do Vento. Soube imediatamente que se tratava da Guerreira do Vento de Zéfiro, o vento Oeste. As outras duas, uma Flautista de Gaia, a Flautista da Epigéia Africana, e uma Vulcana de Hefesto e de Héstia, usando a Lava Gêmea de Salamandra.