A Teoria do Caos
Autora: Lab Girl
Categoria: TBBT, Shamy, 6a temporada, romance
Advertências: Spoiler do episódio 6x01 (The Date Night Variable)
Classificação: PG-13
N/A: Alô, pessoal. Esta sou eu correndo contra o tempo para conseguir postar mais um capítulo da fanfic (e por sorte tenho conseguido a incrível marca de um cap por semana). Bem, quero agradecer o incentivo dos comentários/reviews de vocês, seja em que idioma for (embora eu só domine de verdade inglês e espanhol além do meu idioma natal, mas se quiserem mandar em outra língua recorrerei ao google tradutor xD ). É muito bom e especial para mim saber que minha escrita tem alcançado pessoas dos mais diversos lugares. Fico até emocionada, confesso. Graças a esse retorno eu tenho me esforçado para seguir com a fanfic, mesmo quando entro em desânimo por esse ou aquele motivo, ou quando a falta de tempo me faz querer arrancar os cabelos. Então vamos adiante com isto! Ainda temos capítulos pela frente e mais dois meses de hiatus... precisamos de algo para sobreviver até lá.
A Teoria do Caos
Capítulo 3
Na manhã seguinte, Amy desperta sentindo uma dor latejante no braço direito, culminando em sua mão. Ela sente a cabeça doer também. Gemendo, ela tenta sentar-se sobre o que parece ser sua cama. Engraçado, ela não se lembra de ter chegado em casa. Então vê a mão imobilizada.
"Ah, não" ela protesta, lembrando-se de sua parada no hospital depois na noite passada.
Ela tem apenas flashes entrecortados de imagens... um jantar num restaurante elegante... Sheldon... ela brava com ele por algum motivo... ela saindo do restaurante em disparada e atravessando a rua para pegar o carro... um hospital com médico e enfermeiros ao redor... os rostos de alguns de seus amigos e uma bolsa branca sendo agitada no ar junto com um chicote, mas ela já não está certa se estas últimas imagens são mesmo lembranças ou algum sonho estranho que teve.
Ela ergue o braço direito e olha novamente para a mão imobilizada numa tala especial até o polegar, em seguida vê os curativos espalhados pelo braço e ombro esquerdos. Oh, não… como ela vai fazer para trabalhar assim? Como ela vai se virar sozinha com tantos machucados? Pior, com a mão direita praticamente inutilizada?
Amy sente uma súbita vontade de chorar. Só então percebe que está usando um blusão velho de moletom. E vê sua roupa da noite – o vestido azul marinho, a camisa floral e o suéter de lã – cuidadosamente colocados sobre a cadeira do quarto. E ela se dá conta de que, na condição em que se encontra, não poderia ter tirado a roupa sozinha e vestido aquele blusão antes de se deitar.
Então, ela tem uma espécie de estalo mental. E seu coração pulsa uma batida mais rápido. Olha para a porta do quarto, aberta. Tem vontade de se levantar, mas quando tenta sentar-se sobre o colchão, além da dor na mão direita aumentar, ela sente uma leve tontura. Suspirando, Amy fecha os olhos e coloca devagar as pernas para fora da cama. Quando ela consegue sentir o equilíbrio retornar, abre devagar os olhos. Pisca algumas vezes antes de virar-se para a mesinha de cabeceira, encontrando os óculos de grau. Com cuidado, estende o braço esquerdo para pegá-los e os ajeita no rosto. Em seguida, ela se levanta, mas tropeça no par de chinelos e, tentando recuperar o equilíbrio, apoia a mão não machucada sobre a mesinha de cabeceira, mas acaba derrubando o despertador no chão.
Quase de imediato, Sheldon aparece na porta do quarto, a expressão um misto de susto e preocupação.
"Amy?!"
Ela sente o coração pular de novo. Ele está mesmo ali. Então foi ele quem cuidou dela durante a noite... foi ele quem a despiu.
"Sheldon" ela murmura, sem conseguir ser mais simpática do que isso com a dor que está sentindo.
"Você está bem?" ele pergunta, receoso.
Ela repara, então, que ele está todo amarrotado, ainda vestindo as roupas da noite passada, a camisa de botões e a calça social cinzas, com exceção do paletó, os cabelos em desalinho. E a simples lembrança da noite anterior a faz ficar com raiva dele novamente.
"Eu estou ótima" ela mente, virando-se para procurar seu roupão sobre a cadeira do quarto, mas lembra-se de imediato que a peça está no guarda-roupa.
Na intenção de caminhar até o armário, Amy tropeça no meio do caminho, mas é sustentada por um par de mãos enormes em sua cintura. Ela sente um suspiro perto de seu pescoço e escuta a voz dele bem de perto.
"Amy!" Sheldon exclama.
Ela fica sem graça com o calor que sente subir por seu corpo. Seus batimentos ficam agitados. Sheldon a endireita e a ajuda a sentar-se na beirada da cama.
"Do que você precisa? É só me dizer que eu posso pegar" ele diz.
Ela se atreve a olhar para ele e vê que Sheldon está sendo realmente solícito e preocupado. Ela morde os lábios e, então, faz o pedido. "Pode pegar o meu roupão, por favor?"
"Ok. Onde está?"
"No guarda-roupa. Porta do meio."
Sheldon pega o roupão e o coloca sobre as pernas dela, que murmura um "Obrigada" sem sequer olhar para ele.
Não demora muito para ambos perceberem que Amy não vai conseguir vestir o roupão sozinha, então, depois de alguns segundos de silêncio constrangedor, Sheldon faz a oferta, "Posso ajudar você a se vestir?"
Amy ergue os olhos para ele, surpresa com a pergunta.
"Você não parece ter tido problemas para me despir na noite passada" ela diz, sem conseguir evitar.
Sheldon fica vermelho. "Eu... você... você não podia dormir vestida..."
Amy suspira, sem paciência para esperar que ele encontre as palavras para completar o pensamento.
"Vamos, me ajude logo com isto."
"Muito bem" ele meneia a cabeça e se aproxima da cama.
Com todo o jeito que consegue encontrar, Sheldon a ajuda a vestir o roupão. Em seguida, ele fica de pé diante dela, observando-a com atenção.
"O que foi?" Amy pergunta, incomodada.
"Está sentindo dor? Pelo receituário médico, você deveria tomar os analgésicos novamente pela manhã."
"Sim, está doendo" Amy diz, numa voz quase infantil. "Mas eu preciso me alimentar antes. Não é bom tomar remédio com o estômago vazio."
"Prudente" ele balança a cabeça. "O que você prefere comer?"
"Qualquer coisa, Sheldon. Eu só preciso comer alguma coisa."
"Está bem" ele diz, "Vou preparar o desjejum." Antes de deixar o quarto, porém, ele volta para trás. "Você prefere ficar na cama esperando ou prefere ir para a sala?"
"Eu vou para a sala" Amy responde, levantando-se com cuidado da cama.
Sheldon se aproxima e estende os braços de maneira protetora na intenção de conduzi-la até a sala, mas ela o repele com um gesto de braço.
"Eu consigo caminhar sozinha."
Ele encolhe as mãos e murmura, "Certo."
Os dois deixam o quarto, Amy na frente e Sheldon logo atrás. Na sala, ela vê o sofá bagunçado, com a manta que sempre fica sobre o encosto toda embolada e as almofadas fora de lugar.
Sheldon se apressa em dar explicações. "Desculpe pela desordem, estava dormindo e acordei há pouco com o barulho vindo do seu quarto" ele explica.
Amy lança um olhar enviesado para ele.
"Não que eu esteja me queixando de ter acordado por sua causa, de forma alguma" Sheldon emenda, correndo a ajeitar o sofá para que ela se sente.
E, ao sentar-se, Amy deixa escapar um leve gemido. Sheldon se preocupa, ela certamente está sentindo dor.
"Já estou indo providenciar o desjejum para que você tome os remédios."
Ele corre até e cozinha e estuda o conteúdo da despensa. Não há muitas opções, então pensa em preparar torradas e pega uma garrafa de suco de laranja na geladeira. Após colocar as fatias de pão na torradeira e os talheres à mesa, ele espia na direção do sofá. Amy está muito quieta. Então, ele se aproxima.
"Você está bem, Amy? Precisa que eu afofe as almofadas? Quer ver televisão?"
"Não" ela responde de maneira curta e objetiva, perguntando-se se ele está tão solícito por estar se sentindo culpado pelo desastre da noite passada. Mas, então, ela pensa que ele não deve ter nem ideia de como aquela noite era importante para ela... e acabou da pior forma possível.
Amy olha para os braços machucados e suspira, tentando não chorar. Ela olha para a harpa encostada a um canto e lamenta nem mesmo poder tocar sua tristeza.
"O café da manhã já está quase saindo" Sheldon diz, voltando à cozinha.
Ele despeja o suco de laranja que deixou sobre o balcão dentro de uma jarra – a mesma em que Amy colocou o Nesquick de morango naquele jantar que tiveram numa de suas Noites de Encontro. E ele se lembra de como se sentiu bem naquele jantar. Coisa que ele foi incapaz de fazer por ela na noite passada.
Sheldon retorce os lábios com culpa. Ele olha para Amy no sofá, só consegue ver o topo da cabeça dela, e sente-se bem mal por não ter agido um pouco melhor com ela. Ele leva a jarra de suco à mesa, assim como os pratos que faltam.
"Amy, você vai preferir suas torradas com geléia ou manteiga?"
"Tanto faz, Sheldon" ela responde, apoiando a cabeça no encosto do sofá, suspirando.
"Ok" ele murmura, frustrado por não conseguir arrancar uma reação positiva dela.
Ele pega tanto a manteiga quanto a geléia, terminando de pôr a mesa.
De repente, Amy ergue a cabeça do sofá e começa a fungar. "Sheldon, você não está sentindo?"
Só então ele se dá conta do cheiro de queimado...
"Ah, Senhor!" ele corre até a torradeira e vê a fumaça se levantando no ar.
Pegando um pano sobre a pia, ele abana freneticamente enquanto desliga o aparelho. As torradas estão... carbonizadas! Sheldon geme em frustração. O café da manhã está destruído.
Ele se vira para Amy, pesaroso. "Você se importa de comer cereal?"
continua
