Capitulo II – Fantasma dos Natais Passados
Vou enfrentar a noite em péssima companhia por Sam, afinal meu irmão ficou tão feliz de ter mais gente aqui. Algumas vezes ele me lembra uma criança, birrenta e mimada, mas não posso reclamar fui eu quem o mimou. E essas são as minhas melhores lembranças.
Segui Anna até a sala, ela é muito gostosa, pena que não é humana. Ela virou a cabeça pra mim e sorriu. Ela esta lendo meus pensamentos. O que você esta procurando? Ela me deu outro sorriso. Ótimo, tudo o que me faltava.
Chegamos na sala e Castiel já estava confortavelmente sentado assistindo TV com Sam. Aquilo me tirou do serio.
- Ok podem parar com a palhaçada! O que vocês vieram fazer aqui. – cruzei os braços e esperei que pelo menos uma vez recebesse uma resposta direta.
- Não está claro? – perguntou Castiel inocente. Se ele ganhasse uma moeda por cada vez que ele usa essa tática...
- Viemos passar o natal com vocês. – completou Anna.
Eles não estavam brigados ou algo assim. Tipo, a Anna não serve mais os anjos e o Castiel ainda é um anjo de carteirinha. Ela me deu outro sorriso, mas dessa vez foi um sorriso sexy, excitante para ser realista.
- Querem tentar outra vez? – perguntei. Será que eu pareço idiota?
- É exatamente isso. Não viemos para fazer nada de mais, só queríamos passar um tempo aqui.
- Quer dizer então que vocês não têm trabalho hoje? Demônios, coisas pra possuir, nada?
- Podemos colocar dessa maneira, mas na verdade essa noite é neutra, não podemos contar como uma folga, mas não podemos avançar com os planos. – Anna explicou.
- Então quer dizer que se aquela vaca resolver aparecer aqui ela vai poder ficar e vocês não vão poder fazer nada? – eu estava me referindo a Rubi, a odeio.
- Dean! – adoro ouvir a voz dele quando ele me chama assim. – O nome dela é Rubi, não é vaca e se ela vier, eu vou querer que ela fique.
- Então eu vou trancar as portas e janelas. – ele me olhou com raiva.
A pior coisa que meu irmão tinha feito não era culpa dele, a culpa era daquela vadia. Tenho certeza que ela o enfeitiçou. Ele faz tudo o que ela quer e não percebe que ela é um demônio e só porque ela diz que "lembra de quando era humana" isso não a torna humana novamente. E ele está completamente apaixonado por ela.
E aqui está algo novo pra mim. Nunca pensei que o fato dele estar com outra pessoa me machucasse tanto. Talvez eu só estivesse despreparado, afinal eu nunca o vi com uma mulher que ele realmente gostasse. A única mulher que ele realmente amou foi Jesse, e nessa época eu evitava observar os momentos do casal.
Memórias ruins.
Todos estavam olhando pra mim como se um monstro estivesse brotando da minha testa. Ok, sujou.
- Não esta mais aqui quem falou. – merda.
Peguei minha jaqueta e a carteira.
- Vou dar uma volta e comprar refrigerantes. – sorri torto. – Ou será que os anjinhos podem tomar algo melhor?
- O que você tiver está ótimo. – Anna piscou pra mim. Como vou sair dessa agora?
- Ok. Que assim seja. – me sentei na poltrona e observei o cenário a minha frente. Vai ser uma longa noite.
Meia hora depois estávamos todos entediados e o clima na sala não era dos melhores. Sam ainda esta cozinhando, não sei o que ele tanto cozinha. Bobby estava tendo uma conversa com o Cas, nunca imaginei que ele aceitaria a situação tão fácil. E eu ainda estou nessa maldita poltrona de frente pra Anna e jogando conversa fora, falando sobre programas de TV.
- Não querendo, mas já me metendo na sua vida. Por onde você andou? – tive que perguntar essa, a curiosidade estava me matando.
- Literalmente. A curiosidade pode matar o gato. Entenda que ela pode matar você também. – ela sorriu sacana.
- Então você sabe de toda a minha vida, mas eu não posso nem saber onde você estava?
- Castiel ainda esta com eles e eu estou me escondendo deles. O que acha que acontecerá se eu disser onde estou? – me olhou como se eu fosse um aluno retardado.
Certo eu me senti meio retardado por não considerar essa possibilidade.
- Mas estou em divida com você e seu irmão, e se você precisar de mim descobrirá onde me encontrar.
Agarrei-me a deixa no fim da conversa e levantei-me, necessidades fisiológicas, meu objetivo era o banheiro, mas parei quando vi o enfeite no portal. Eu odeio esse enfeite há muito tempo.
Memórias ruins.
Era natal e eu tinha dez anos de idade. Estava olhando esse mesmo enfeite: um Noel minúsculo, mais ou menos dez centímetros. Meu pai me chamou da varanda. A casa estava cheia, todos os caçadores e caçadoras estavam lá. Jo também estava lá, isso me irritava muito, ela não saia do meu pé.
Cheguei à varanda e encontrei meu pai, Bobby e Ellen, sentados nas cadeiras e bebendo, minha família feita de recortes, gosto de me recordar dos tempos em que nos reuníamos todos assim, menos desse dia.
A família estava quase completa ali fora, mas faltava o mais importante Sammy, meu irmão. Ele estava dormindo no andar de cima, dormir era o que ele mais fazia na época, creio que fosse por causa da pouca idade.
- Hei garoto, venha aqui! – meu pai disse quando me viu os obsevando.
Sempre admirei meu pai como um herói,desses iguais aos que vemos em filmes e gibis, afinal ele salvou o resto da nossa família.
- Sente-se conosco. – ele disse – Faz tempo que não o vejo. Bob está cuidando bem de vocês?
- Não, eu é que tomo conta dele! – em parte era verdade, mas queria mesmo impressionar meu pai.
- Entendo, então meu garoto já é um homem feito. – era tudo o que eu esperava ouvir – E a nova escola? Muitas garotas?
- Sempre tem, até demais! – gargalhei achando que tinha dito algo realmente engraçado.
- Namorando muito? – ele perguntou como sempre.
- Papo de garotos, estou me mandando! – disse Ellen, por certo foi pegar mais cervejas.
- Não pai, não estou.- para mim era obvio que não podia estar namorando.
- Mas você já esta de olho em alguém, não está? – sorri como se estivesse escondendo um grande segredo. – Quero dizer, você gosta de alguém?
- Claro pai.
- Isso mesmo, viu Bobby, meu garoto não perde tempo.
- Sim, com certeza é o terror das meninas!
Sempre que penso no passado, sobre Bobby, em todos os momentos ele está apoiando meu pai, acho que é por saber a dor que ele enfrentou ao perder a
Mamãe.
- Herdou isso de mim!
- Se você diz. – essa foi a deixa que Bobby usou para rir dele.
- Então filho quem é essa menina que está na sua cabeça agora?
- Não há nenhuma menina.
Nesse momento Bobby engasgou e olhou pra mim quase como se seus olhos fossem cair do rosto. Meu pai abaixou o rosto à mesma altura em que o meu.
- Exatamente o que você está querendo dizer com isso? De quem você está falando?
- Do Sam, é claro. – de quem mais poderia ser?
Meu pai ficou visivelmente relaxado e se acomodou melhor na cadeira. E eu continuava sem entender.
- Ah, bom. – ele disse sorrindo – Mas não era dessa forma que eu estava perguntando?
- Então, eu não entendi. – Bobby continuava me encarando, acho que ele já tinha entendido o que eu ainda não tinha capitado.
- Eu queria saber se você esta querendo uma namorada, alguma menina para ser sua namorada. – ele me explicou.
- Eu gosto do Sam assim, ele é a pessoa que eu quero, vou namorar ele. – para mim era tão simples como dois mais dois, mas percebi que havia algo errado quando vi meu pai ficando vermelho.
Encontrei!
serio estava longe, muito longe, na minha antiga casa, não pergunte como faoi parar lá, é uma longa historia!
Espero que alguém ainda esteja lendo isso, sei que fui meio sem coração pela demora, mas não queria reescrever, pois ja tinha escrito e queria desse jeito, bom agora ta aqui, só falta mais um capitulo para terminar, ele ja esta escrito, mas so vou postar na quinta que vem e se houver alguém lendo, senão só Deus sabe.
Sei isso foi um golpe baixo, mas preciso saber se alguém ainda esta lendo.
Quanto a outra fic, tirei ela do FF para reescrever.
Agradecimentos
Alexia, Lidia Malfoy, Mary Spn, Dan Padackles, Kiara Uchiha Hiwatari XP, Miss Black-Lupin Potter-Malfoy, esquecialguém?
Desculpem o tempo de espera, mas tudo vai dar certo, agora tenho a fic em mãos só espero não ser tarde demais, e bom é isso, espero que não tenham feito como eu e abandonado isso aqui! Mas desde o começo disse que nunca abando no uma fic, não importa quanto tempo eu leve ou se terei que refazer, mas sempre terminarei.
t+
