Disclaimer: Os personagens do mangá/anime Inu-Yasha, e todos os seus créditos, são de Takahashi-sensei, eu só estou tentando escrever uma fic!!!

Novamente, valeu à queenrj pela paciência com a minha fic, hehehe.

CAPÍTULO 3 – REMÉDIOS, ESPADAS E LOBOS

- Sesshoumaru-sama, Jaken-sama!!! O Jinenji-san irá conosco!!! – Rin comemorava.

Sempre que novas pessoas se incorporavam ao grupo, a garota de 9 anos regozijava-se em felicidade; tal comportamento fazia Sesshoumaru pensar cada vez mais se ela não estaria precisando se relacionar mais, se deveria enviá-la para uma vida normal entre humanos. Talvez fosse mais fácil para ela viver assim. No entanto, ele mesmo sabia que muitas vezes, o mais fácil e cômodo não é o melhor; com a morte do pai, Inu-Taisho, ele poderia ter se conformado em ficar nas Terras do Oeste e assumir sua liderança sem pensar em conquistar algo mais, sem dar vazão à sua ambição. Se tivesse feito isso, com certeza teria perdido grande parte do aprendizado que obtivera ao longo de suas viagens e aventuras.

A mãe de Jinenji insistira em acompanhar o filho, mas ele mesmo disse a ela que alguém deveria ficar para atender a quem precisasse de cuidados médicos; ela pediu a Jaken que cuidasse de Jinenji, e por incrível que pareça, foi Sesshoumaru que se pronunciou, assegurando à mulher que protegeria o hanyou. Ela ficara muito grata, e presenteara Rin com uma nova variedade de flor, pela qual a menina logo se encantou. Antes de ir embora, ela pediu para falar com Sesshoumaru a sós; o diálogo foi rápido, mas deixou o grande youkai preocupado – apesar dele não ter demonstrado isso aos seus companheiros.

Voltaram, assim, para a "base de operações": Jinenji e Jaken viajando em Ah-Un, e Sesshoumaru levando Rin em suas costas. A menina ora se empolgava, ora se encolhia devido à velocidade de seu senhor; logo ficou quieta, surpresa por descobrir algum calor em Sesshoumaru. A única vez que ele a tocara – com ela estando consciente – fora quando eles haviam voltado do inferno, e ele tocara o rosto dela com sua única mão. Rin estava meio zonza no momento, não pudera percebê-lo direito. Mas agora, pendurada em suas costas, podia sentir que ele era mesmo um ser vivo.

Com as pernas enlaçando o corpo dele, ela podia sentir que ele possuía um físico forte e firme, que sua pele emanava calor, mais até que um humano normal – podia comparar com a sua própria pele, ao enlaçar o pescoço dele – e seu cabelo comprido era macio, apesar de nunca tê-lo visto se banhar ou se pentear. Jaken-sama a avisava sempre quando isso acontecia para que ela respeitasse o espaço dele, e sua privacidade. Como se ela, Rin, fosse fazer algo para atrapalhá-lo!

Enquanto isso, Sesshoumaru divagava em pensamentos. Pensara no que acabara de prometer e nas voltas de sua vida. "Primeiro protejo uma humana, agora, um hanyou. Eu realmente devo ter mudado." No fundo, ele sabia que suas mudanças não eram sinal de fraqueza, mas haviam o tornado mais maduro, apesar de saber que havia muito o que descobrir ainda. A voz de seu pai veio à sua cabeça:

"Você tem alguém a quem proteger?"

Ele tinha, cada vez mais, e aprendia um pouco mais com cada pessoa, sabia que fazia parte da sua busca por poder. Só não contava com a observação feita pela mãe de Jinenji; se ela estivesse certa, Rin estaria fazendo 10 anos logo, e precisaria ainda mais da proteção dele.

"Preciso me apressar para ir ao encontro de Toutousai. Inu-Yasha que me espere, e nem pense em contar à miko o motivo de minha ausência. Terei que contar a ele sobre Rin. Que constrangedor!!!" – pensava o inu-youkai. Logo seu raciocínio foi interrompido ao sentir a respiração da menina em sua nuca, e a mão dela deslizando por seu cabelo prateado. "O que ela está fazendo?"

- Rin.

- Sim, Sesshoumaru-sama?

- Fique quieta, ou pode cair das minhas costas.

- Oh, tudo bem, Sesshoumaru-sama, me desculpe!!!! – ela tornou a colocar o braço em volta do pescoço dele, parando de afagar seu cabelo.

O resto da viagem seguiu tranqüila, e depois de garantir que tudo estaria bem, e que Jaken se encarregaria de defender o local enquanto os outros não chegassem, Sesshoumaru partiu novamente.

--------------------------------------------------------------------------------

- Vovó Kaede, Kagome, Sango, vamos logo! – dizia Shippou, entediado, enquanto se apoiava em Kirara, e alisava a pelagem dela.

- Já estamos indo, Shippou, você poderia ajudar um pouco, não? – respondeu Sango.

O kitsune levantou-se do chão, já havia um bom tempo que elas estavam ajudando Kaede a organizar as coisas; a velha sacerdotisa deixou ordens e recomendações o povo da aldeia, para que se defendessem enquanto ela estivesse fora, e para que atendessem ao chamado de socorro, caso fosse necessário. Agora, estavam empacotando os vidros de ervas e remédios que ela fazia, e seus instrumentos para o preparo dos mesmos. Shippou suspirou, e transformando-se em uma espécie de balão, pediu para que colocassem as coisas sobre ele, pois seria muito peso para Kirara carregar.

Antes de irem embora, passaram pelo túmulo de Kikyou, agora extremamente protegido com poderes espirituais. Kagome pediu para ficar um pouco sozinha ali, tinha algo para dizer:

- Kikyou, sei que tivemos nossos contratempos, mas gostaria de lhe agradecer por sua confiança em mim, e por ter transferido seus poderes a mim, quando me deixou seu arco. Saiba que protegerei Inu-Yasha, e caso ele morra, eu continuarei a proteger a Shikon no Tama, na minha era. Isso, se não for possível purificar a jóia. Mas nunca, nunca deixarei Naraku triunfar. – ela enxugou as lágrimas de seu rosto.

- Eu amo Inu-Yasha, Kikyou, e farei o que for preciso, não se preocupe. Adeus, e fique em paz.

Assim sendo, ela saiu do local, sem olhar para trás; viu que Kaede carregava um grande livro antigo, e levava seu arco e algumas flechas. Era uma senhora admirável, Kagome esperava um dia poder ser forte como ela. Como se ouvisse os pensamentos da garota, Kaede se dirigiu a ela:

- Temos pouco tempo para trabalhar nisso, mas acho que o principal você já aprendeu. – deu um sorriso significativo para Kagome.

Alçaram vôo, as três mulheres em Kirara, e Shippou em forma de balão levando as coisas de Kaede; ele volta e meia reclamava, mas a pessoa que mais poderia se aborrecer com isso estava concentrada em outras coisas. Sango havia conversado com Kagome na ida, e a amiga concordara em ajudar Kohaku em sua concentração para manter o seu fragmento purificado, e sua mente livre das manipulações de Naraku. Mas pelo que estava percebendo, provavelmente isso teria que ser colocado em segundo plano, já que a amiga teria que treinar com Kaede. Estava tão absorta em seus pensamentos que não percebera a inquietação de Kirara, e por isso não pôde evitar o que se interpôs em seu caminho. Quando caiu em si, era tarde demais.

- Byakuya! – gritou, ao visualizar o kugutsu pronto para atacar.

-----------------------------------------------------------------------------

- Feh! Já estou cansado de andar nesse ritmo, desse jeito não chegaremos à aldeia dos youkais- lobo ainda hoje! – resmungava Inu-Yasha, irritado.

- Calma, amo Inu-Yasha, a paciência é uma virtude, e você poderia aprender muito com ela. – dizia Myouga, confortavelmente instalado no ombro do hanyou.

- Feh! Você diz isso porque não é você quem está habituado a andar em passo rápido. Queria chegar logo para começar a escalar aquela montanha o mais cedo possível.

- Inu-Yasha, já que está tão irritado, leve Kohaku nas costas, depois volte para me levar também. – sorriu Miroku, despreocupado. Kohaku riu.

- Não seria uma má idéia. Aí poderia provocar um pouco aquele lobo fedido. – riu Inu-Yasha, irônico.

Nisso, uma fortíssima rajada de vento passou pelo grupo, e logo Kouga se revelou aos olhos deles:

- Ora ora, se não é o cachorrinho. Que está fazendo por aqui?

- Feh, seu lobo fedido, cale a boca. Não viria atrás de você à toa!

- Não me diga que finalmente a Kagome se deu conta que você é um perdedor e resolveu casar-se comigo! Eu sabia que ela cairia em si! – ele sorriu, arrogante.

Inu-Yasha partiu para cima de Kouga, mas foi impedido por Miroku e Kohaku. Depois de se acalmar, Inu-Yasha suspirou e decidiu ir direto ao ponto:

- Eu vim buscá-lo...porque chegou a hora. – encarou o youkai-lobo – Você e sua tribo estão preparados?

Kouga assumiu uma postura mais séria, devido à situação:

- Sim, depois que eu, Ginta e Hakkaku voltamos, quando meus fragmentos foram absorvidos por Naraku, montamos um esquema de alerta na tribo, e mantivemos um depósito de armas e comida. Também treinamos a todos, inclusive as crianças.

- Certo, você considera que estejam todos preparados?

- Olhe, cachorrinho, fizemos o nosso melhor, treinando principalmente agilidade e velocidade nas lutas, é o forte dos youkais-lobo. Ayame conseguiu e manteve uma trégua nos conflitos entre tribos, para que pudéssemos lutar todos juntos contra Naraku. A menina conseguiu uma façanha. – reconheceu Kouga.

- E ela lutaria conosco? – perguntou Miroku, procurando evitar "outros" pensamentos em relação à moça.

- Tenho certeza que sim, embora eu preferisse que não, ela não é madura o suficiente e poderia só atrapalhar.

Inu-Yasha sorriu ironicamente; percebeu pelo tom de voz de Kouga que não era só isso. Uma hora teria que confrontar o youkai-lobo seriamente e entender o que se passava com ele. Uma coisa era certa, ele estava preocupado com o papel de Ayame nessa história.

- Acha que podemos levá-los, cara de cachorro? Eu levo o menino, você o seu amigo monge?

- Feh! Vamos logo, temos mais o que fazer. – nisso, Miroku subiu nas costas de Inu-Yasha, e Kohaku nas de Kouga, para que chegassem logo ao vale escondido na montanha.

- Um tempo depois...

- Estou impressionado, lobo fedido. Temos que organizar um plano de ataque, e seria bom que as crianças fossem poupadas. Além do mais, os lobos brancos vêm ajudar, certo?

- Enviei Ginta e Hakkaku à tribo dos lobos brancos. Logo teremos uma posição deles.

Nesse meio tempo, Miroku e Kohaku conversavam; Miroku comentava com o rapaz seu estranhamento em relação ao comportamento de Inu-Yasha e Kouga, um com o outro – teriam eles combinado uma trégua, ou a urgência da situação colaborara para que parassem de tentar se matar, apesar das provocações costumeiras? Para ver como alguns conflitos podem tornar o motivo de outras brigas pequeno, perto de sua magnitude e perigo.

- Kohaku, ouvi a Sango comentando sobre um treinamento que você pediria a mim, mas que ela resolveu ver com a Kagome. Do que se trata?

- Bem, preciso preparar minha mente e fortalecer minha força de vontade, para evitar que o Naraku me faça de marionete outra vez. Não me perdoaria se durante a luta, passasse a lutar contra vocês, ou ferisse minha irmã, como já aconteceu.

- A cicatriz nas costas, não é? – comentou Miroku, casualmente.

- Sim...ei, como você sabe dessa cicatriz? – Kohaku encarou o monge, que enrubesceu.

- Não é isso que está pensando...nunca vi sua irmã nua...mas já ouvi comentários de Kagome e Shippou a respeito, e da própria Sango, claro! – ele riu, mas logo pensou: "Não é como se não gostaria de ver com meus próprios olhos!"

- Sei... – desconversou o garoto – Mas por que queria saber sobre o treinamento?

- Posso ajudá-lo com isso. Kagome-san provavelmente se preocupará em fortalecer seus poderes espirituais para purificar a jóia. Mas como monge, posso ajudá-lo a selar um pouco a ansiedade que o enfraquece, e orientá-lo quanto ao auto-controle mental.

Kohaku encarou Miroku; ele podia ser safado, mulherengo, ter quantos defeitos tivesse, mas ele amava Sango, estava claro. Ajudando a ele, Kohaku, o monge poderia amparar Sango, de algum modo. Assim sendo, o menino tomou sua decisão:

- Aceito sua oferta, houshi-sama.

---------------------------------------------------------------------------------

- Sesshoumaru? O quê o traz aqui? – perguntou Toutousai, surpreso.

- Escute, velho, preciso que ponha seu cérebro, se é que tem realmente um, para elaborar três espadas. Trata-se de duas katanas e uma naginata.

- E por que faria isso? Para quem? Sabe que não posso simplesmente sair fabricando espadas por aí.

- Você sabe que estamos prestes a atacar Naraku, e que tudo pode acontecer. Juntos, eu e Inu-Yasha temos mais chance que isolados, pois a Tenseiga funciona de modo mais eficaz quando age em conjunto com a Tessaiga. No entanto, se algo der errado, Inu-Yasha quer que a miko dele e o garoto-raposa possam se defender apropriadamente. – com isso, Sesshoumaru retirou dois caninos do bolso direito. Toutousai arregalou os olhos:

- Isso é... – ele apontava temerosamente para os caninos na mão do inu-youkai.

- Não vê? São os caninos de Inu-Yasha, ele mesmo os arrancou durante a nossa noite de guarda, quando tivemos essa idéia. Você irá fazer?

- Depende da energia sinistra emanada e da força da mesma, no corpo de Inu-Yasha. Mas pelo que você disse, falta uma peça a ser mencionada.

- A outra peça é uma naginata, deve ser leve mas forte e resistente, visto que será feita para uma menina que ainda aprenderá a lutar. – Sesshoumaru levou a mão à boca e de uma vez, retirou um de seus próprios caninos. – Aí está a matéria-prima de que precisa.

Toutousai olhava chocado para Sesshoumaru, que limpava o próprio sangue, escorrendo um pouco pelo queixo dele. Aquilo estava mesmo acontecendo? Resolveu confirmar, a custo:

- Sesshoumaru, por acaso, a naginata feita a partir do seu canino... vai para aquela menina que o acompanha? Rin, o nome dela?

O filho mais velho de Inu-Taisho encarou o velho ferreiro, com seu jeito estóico de sempre. Virou-se de costas para ele, e disse:

- Para quem mais seria, velho ignorante?

Toutousai não queria acreditar. Agora sim, o mundo estaria prestes a acabar. No fundo, sentiu uma certa alegria, sabia que o pai de Sesshoumaru ficaria orgulhoso do filho. Deu um sorriso satisfeito, e se pronunciou:

- Muito bem, eu farei as espadas. Mas você precisará ficar aqui, para me ajudar com os detalhes que preciso saber durante a forja.

Sesshoumaru consentiu com a condição imposta, apesar de se perguntar que detalhes seriam necessários para a confecção das armas.

- Só uma coisa, Toutousai, essas armas devem estar prontas logo; e feitas decentemente. Você conhece a gravidade dos fatos, portanto, sabe que a qualquer erro, eu o matarei. Sem hesitação. – estalou os dedos.

Toutousai engoliu em seco, guardou os caninos dos irmãos em separado, e dirigiu-se ao seu local de trabalho, juntamente com Sesshoumaru.

--------------------------------------------------------------------------

Enquanto isso, Rin e Jinenji conversavam sobre ervas, poções e remédios; ela estava realmente empolgada com o potencial terapêutico das plantas que estava habituada a ver e recolher pela floresta. Jinenji comprometeu-se a ensinar o que sabia à garota, percebia que fora os youkais que estavam com ela, ninguém poderia auxiliá-la em algum caso de doença ou ferimento mais grave, acometido sobre ela.

Talvez, com a ajuda de Kagome e da outra miko que estaria se dirigindo ao local onde estavam, poderia instruir aquela pequena garota, que logo estaria se tornando uma adolescente. Os humanos envelheciam muito rápido, em relação aos youkais e hanyous, mas parecia que a maturidade deles demorava mais para se manifestar; aquela garota era o retrato da inocência, e Jinenji sabia, pela semelhança que tinha com ela, que dependendo das circunstâncias, aquilo não seria exatamente vantajoso para ela.

O que mais o surpreendia era que a companhia constante de youkais, cuja natureza é espontaneamente maliciosa, não havia maculado a alma dela. Pelo contrário, pelo pouco que ela se lembrava, parecia que os humanos que haviam a exposto aos males da vida. Ele entendia isso também; em sua natureza ambígua, percebera que youkais simplesmente o ignoravam. Já os humanos o humilhavam ou agrediam, por medo do que não podiam compreender.

Nisso, ele sentiu uma variação na energia ao redor, e levantou-se. Logo Jaken uniu-se a eles, com o Bastão de Duas Cabeças a postos. Dava para sentir a energia sinistra de miasma, contrastando com a energia espiritual que provavelmente fora lançada para neutralizar a energia maligna. Jaken subiu em Ah-Un, enquanto Jinenji dava instruções para que Rin se escondesse em um dos cômodos da casa, para sair correndo na direção que Jaken tomara, em seguida.

Chegando na área de onde a energia emanava, pôde perceber Jaken queimando vários ramos que cresciam na terra, prontos a agarrar qualquer vítima distraída. Kagome e uma senhora, vestida de sacerdotisa, procuravam atingir uma figura masculina que flutuava em um tsuru gigante com suas flechas purificadoras; Sango lutava com um monstro de terra, lançando seu Hiraikotsu, e tentava cortar os ramos que buscavam alcançá-la, com sua espada. Algumas ervas invocadas da terra emanavam miasma, ele reparou, pela energia no ar, e por ver Sango usando máscara; resolveu intervir, lançando uma substância que carregava em um dos vários frascos que trazia nos bolsos. Com isso, as plantas pareciam enfraquecer, e foram todas queimadas por Jaken e Kirara.

Kagome e Kaede purificaram a área do veneno de miasma, e Byakuya aproveitou para fugir. Kagome ficou aliviada ao ver que estavam todos bem; Jaken resolveu tentar seguir Byakuya, voando com Ah-Un. Jinenji aproximou-se, e ao contrário do que esperava, ninguém se assustou com ele, pelo contrário, Kagome o cumprimentou e lembrou-se de perguntar sobre Shippou. O hanyou disse que não o vira.

Resolveram voltar para o "quartel-general" , mas por uma rota alternativa, para despistar. Sango e Kagome repararam que Byakuya era uma espécie de espião de Naraku, cuja função era espreitar e passar informações. Recomporam-se, e seguiram caminho.

----------------------------------------------------------------------------

O tempo passou, Miroku instruía Kohaku a meditar, a concentrar a energia de sua mente a seu favor, e a manter seus sentimentos puros, para não macular o fragmento de jóia. Kouga e Inu-Yasha observavam, e o hanyou contou a Kouga sobre a situação de Kohaku; na verdade a própria Kagome já havia contado ao youkai-lobo a mudança pela qual o menino passava qundo controlado por Naraku, o garoto poderia sim tornar-se uma ameaça. Decidiu ficar de olho nele, por conta própria.

- Acho que seus amigos lobos perderam o rumo de casa, ou se cansaram muito rápido, lobo fedido. Estou ficando entediado aqui.

- Odeio concordar com você em algo, mas você está certo. É possível que tenham sido atacados?

Nesse momento, um alvoroço foi percebido, e logo Ginta e Hakkaku se apresentavam, cansados, sujos e ofegantes. Haviam algumas marcas, já cicatrizadas, em seus braços. Caíram no chão, ao lado de Kouga.

- Onde vocês estiveram, por que a demora? – esbravejou o moreno.

- Puf, puf...nós fomos à tribo dos lobos brancos...como você pediu, puf, puf... – dizia Ginta.

- Puf...encontramos Ayame nee-chan, ela precisava resolver umas burocracias e nos forçou a ir com ela...puf...você não tem idéia, Kouga...puf! – completava Hakkaku.

- Será que alguém pode me explicar direito o que houve? – Kouga estava impaciente.

Nisso, um tornado rodeado de folhas foi se aproximando em alta velocidade, parando na frente do grupo; o vento foi se dissipando para revelar a figura de Ayame, que segurava uma bolsa enorme, e sorria largamente, com os cabelos ruivos ainda dançando ao vento.

- Yo, Kouga-kun. Sentiu minha falta? – perguntou ela ao rapaz.