... Não fuja de mim ...
Capitulo II – Ele.
Que diferença fazia que dia ou estação do ano fosse agora, eles pareciam sempre os mesmos. Não suportava mais as confusões da metrópole em que vivia, os engarrafamentos, as filas, o ar sujo e sufocado, a correria e as mesmas pessoas. Agora decidira viver.
Sim, se ainda havia algum tempo ele seria bem aproveitado.
Como?
Fazendo tudo que sempre quis e nunca teve oportunidade.
Na semana em que descobriu o problema passou três dias trancados no quarto pensando em uma solução, mas de nada adiantaria passar o resto dos seus dias confinados ali. Então seguiu o conselho da madrasta para fazer o que lhe deixasse feliz. E saiu sem rumo, viajando e conhecendo pessoas e lugares onde nunca esteve e nunca esperava estar. Por fim, foi parar ali em Yama, onde jamais achou que iria retornar.
Havia apenas duas semanas que Sesshoumaru Tashio havia descoberto os dias que lhe restavam, vitima de Leucemia Aguda, aquilo não poderia estar acontecendo com ele. O advogado mais conhecido de Londres, defensor de casos tão importantes, não poderia estar morrendo. Deixou tudo para trás e resolveu seguir como novo. Jornais especulavam seu desaparecimento, havia sido visto em diversos lugares mais afinal, ninguém sabia onde estava, nem mesmo sua família. O meio-irmão Inuyasha, a cunhada Kagome e a madrasta Izayoi.
Sesshoumaru optara por não iniciar tratamentos, o que desesperou a todos e por fim fora embora.
O Centro de Tratamento de Yama não fora uma opção, foi uma conseqüência. O lugar era calmo e tranqüilo, passaria mais alguns dias ali antes de partir novamente. Sono, mais uma vez era tudo que sentia.
- Bom dia mãezinha. Olha que surpresa que eu trouxe comigo hoje. – dizia Rin que trazia Sango consigo já pronta para ir à escola.
- Nossa essa é realmente uma grande surpresa. – respondeu Maeda. – Sente-se bem Sango? Já de pé tão cedo?
- Não, mas a Rin não me deixou dormir mamãe. Ela me jogou travesseiros e fez cócegas e me deu banho frio. – respondeu Sango chorosa.
- Oh Rin quanta maldade com sua irmã. – disse irônica a mãe. – Olha o que a mamãe fez pro seu bebê, bolo de laranja o que acha?
- Bom muito bom. – disse Sango animando-se.
- Então trata de comer logo. – disse Rin – Hoje quero bater mais um recorde, deixar você na escola no horário.
E ela conseguiu, deixou Sango na escola as 07hr15min, horário do início das aulas. Passou na padaria pegou o jornal, encontrou umas amigas e voltou para casa, como todas as manhãs.
- Bom dia a todos. – disse Rin calorosa. – Mais um dia de sol para aproveitarmos.
- Rin. – disse a mãe enquanto lavavam os pratos depois do café. – Eu é que estou começando a ficar preocupada com aquele homem lá em cima. Será que ainda está lá, será que sofreu algum ataque?
Então Rin lembrou-se do hóspede misterioso.
- Não sei, mas vou até lá conferir. – disse ela largando o pano que enxugava os pratos.
- Não Rin, ele nos pediu privacidade. – repreendeu a mãe.
- E se ele estiver morto lá em cima? E se tivermos um cadáver em casa e não soubermos ou se estiver tendo um ataque. Sinto muito, mas eu vou sim.
E subiu as escadas silenciosamente, desejando que ao menos ele estivesse acordado e lhe dissesse alguma coisa. Explicasse sua situação. Bateu na porta levemente, nenhuma resposta foi ouvida. Bateu outra vez e nada. Então abriu uma pequena parte da porta e entrou.
As janelas estavam fechadas assim como as cortinas, tornando pouca a iluminação. ' Que desperdício de manhã ' pensou ela. Olhou ao redor e então o encontrou. O desconhecido estava deitado preguiçosamente sobre a cama, o lençol cobria-o da cintura para baixo e os cabelos prateados estendiam-se desordenadamente sobre o travesseiro. As costas largas nua, a pele clara, a respiração lenta. Rin ficou parada alguns segundo sem poder se mexer, ele era tão lindo, aproximou-se lentamente para ver se estava tudo bem, observou seu rosto de traços fortes e decidiu sair. Foi andando de costas ainda olhando o homem adormecido, quando esbarrou em algo e caiu.
O momento seguinte foi muito rápido, pois de repente o estranho estava de pé olhando-a furiosamente e confuso.
- Ora, o que está acontecendo aqui? – perguntou entre os dentes.
- Me desculpe senhor, ah... – ela não soube o que dizer levantando-se sem graça – Meu nome é Rin, Rin Higurashi. Eu trabalho aqui.
- E o que está fazendo no meu quarto? – perguntou ele com os olhos cerrados, as mãos massageando as têmporas.
- Vim ver se o senhor estava bem, parece que não se alimenta desde ontem, nem sai do quarto, minha mãe estava preocupada. – respondeu ela também com tom preocupado.
- Deixe-me em paz, pedi que não fosse incomodado, preciso descansar. Não necessito de pessoas preocupadas que invadem o quarto dos hóspedes sorrateiramente enquanto eles dormem e fazem bagunça.
Rin mudou de cor.
- Eu não baguncei nada. Creio até que o senhor deveria sentir-se feliz por alguém se preocupar com você, não agir com grosserias.
- Certo, certo – disse ele abanando as mãos ainda de olhos fechados. – Como é mesmo seu nome?
- Rin.
- Pode me fazer um favor Rin? Saia do meu quarto e deixe-me em paz. Quero voltar a dormir. – disse ele abrindo os olhos.
Ela nada respondeu saiu batendo furiosamente a porta.
- Grosso, arrogante, homem de gelo. – gritava na cozinha. – Como ele pode mamãe, eu só queria ajudar.
- Eu lhe avisei que não fosse até lá. Aqui vivemos para as vontades dos hóspedes, não a nossa, se ele quer sossego dê-lhe sossego. – disse a mãe.
Rin seguiu suas atividades normais, sem esquecer o novo hóspede. ' Grosso. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento ' pensou enquanto limpava as janelas.
Foi buscar Sango e de tarde a levou para dar uma volta no parque, aproveitaram para ver as flores da Tia Kaede. Quando o celular tocou eram 16:00 hr.
- Rin, onde você está? – a mãe parecia nervosa.
- Na casa da tia Kaede. O que aconteceu?
- É a Lily, está passando mal outra vez. Os médicos estão vindo, preciso que venha pra casa.
Rin, então saiu em disparada com a tia e Sango de volta para casa. Embora os pacientes aceitos na casa estivessem em processo de cura avançado e só precisassem de repouso, ás vezes, sofriam recaídas.
- Lily, fale comigo Lily. – chamou Rin segurando nas mãos de uma jovem com cerca de vinte e quatro anos.
- Oh Rin, que bom que está aqui. – disse Lily abrindo os olhos. – Dói tanto.
- Vai ficar tudo bem, os médicos já estão chegando. – Rin estava muito preocupada.
Os médicos decidiram levar Lily para que passasse alguns dias no hospital até se recuperar completamente.
- Vou acompanhá-la até o hospital e acomodá-la. Pode preparar o jantar? – perguntou Maeda.
- Sim, sem problemas. – respondeu Rin sem ânimo.
- A Kaede vai ficar um tempo para ajudá-la. Até logo. – ela se foi beijando a filha na testa.
Rin começou a preparar o jantar, distraidamente, espalhando um cheiro gostoso por toda casa. Não percebeu sua entrada.
- Estou com fome. – disse ele.
- O jantar será servido em meia hora. – respondeu ela reconhecendo a voz.
Ele nada respondeu, passaram-se alguns minutos, nos quais Rin permaneceu com sua atenção voltada ao jantar. Cortando, mexendo, provando, mas por dentro estava inquieta, nervosa.
- Pode servir-me no quarto? – perguntou ele, não havia emoção alguma.
- O jantar é servido na sala de refeições. Há alguma razão pela qual deva lhe servir no quarto?
- Não me sinto bem.
Essa era a chave para tirar sua concentração em tudo. Todos tinham que estar bem, se não estavam ela também não estava. Ergueu lentamente a cabeça tentando examiná-lo. Ainda estava vestido com a calça moletom que vira mais cedo, e com uma camisa pólo branca.
- O que sente? – perguntou calmamente.
- Eu não sei. Febre talvez.
Ela deixou a colher e aproximou-se devagar tentando manter uma distância considerável. E percebeu quão alto ele era, quão forte ele era, quão serio ele era. Pois a mão em sua testa e um arrepio lhe percorreu, como uma corrente elétrica. Retirou-a rapidamente.
- Sim está, com um pouco de febre. Vou servir seu jantar, assim que servir a todos. Pode esperar em seus aposentos. – manteve-se firme. – Pode me contar o que lhe traz aqui? Que doença você tem? Como se chama?
- Não. Você fala demais, faz perguntas demais. – olhou-a profundamente – Aguardo minha refeição. – ele se foi.
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Oiee..
Demorei?
Acho que não, não gosto de ficar martirizando vocês muito tempo, afinal o capítulo já estava pronto mesmo. Então é melhor dar o prazer da leitura.
O Sesshy dodói, ai que pena. Se ele quiser eu vou lá cuidar dele com prazer.
Rsrsrsrs...
Bom, espero novamente e nervosamente reviews.
Por favor!
Por favor!
Kissus, até mais
\O/
Neko.
~*
Espaço da Beta: Oi pessoal,
A historia tá massa né !
Esse segundo capitulo já foi cheio de emoções, é Sesshoumaru aparecendo, brigando com Rin, a Rin nervosa e preocupada, e pelo jeito muita água vai rolar por baixo dessa ponte, rs rs rs.
Vou está aqui esperando ansiosa pelo próximo capitulo.
Até lá então, bjos!
