Capitulo Três

Um dia depois da consulta de Booth com Sweets, apartamento da Dr. Brennan.

Brennan POV

Truz, truz, truz.

Oiço tocar à porta. Pouso o artículo que estava a ler acerca de uns cadáveres humanos recentemente descobertos em África, que podem ser o nosso antepassado mais antigo que se conheça. Levantando-me com um esforço desnecessário. Não sabia quem era e não estava com muita paciência para ninguém neste momento, a não ser que…

Booth: Bones! Sou eu, o Booth. Passei pelo laboratório e a Cam disse-me que tinhas vindo para casa. Abre-me a porta, por favor – a sua voz revelava alguma urgência fora do normal.

Ao ouvir a sua voz, corro em direcção à porta, o meu coração a começar bater mais em resultado da adrenalina crescente que pulsava pelas minhas veias e aumentava os meus reflexos, como medo que algo de mal lhe tivesse acontecimento, mas também com um enorme alivio por ouvir a sua voz.

Abro a porta.

Brennan: Como é que correram as coisas com o Dr. Sweets? – pergunto, tentando disfarçar a falta de ar que sentia nos pulmões, derivado das emoções de que recentemente fora alvo.

Mas Booth permanecer especado à porta, a olhar para mim enquanto eu lhe olho de volta, com um olhar expectante. Quando um pensamento relâmpago passou pela minha cabeça:

Outra vez não.

Booth: Temperance… – Desabafa Booth, como a um suspiro.

Um sorriso caloroso se forma nos seus lábios e os seus olhos brilham, devido à dilatação das pupilas, um sinal muitas vezes interpretado como atracção sexual. Tomando-me nos seus braços. Apesar da sua reacção inesperada ao ver-me, eu sabia que era o meu Booth. Gostando da forma como ele tinha encarado a minha presença. Apertando com força os meus braços à sua volta do seu corpo musculado e definido, sendo-me quase incapaz de por os meus braços à sua volta. Quase… e tal facto reconfortava-me.

Brennan: Isto significa que estás curado? Olha que da última vez que o Dr. Sweets assumiu tal coisa, isto aconteceu – Digo, quando o abraço acaba.

Booth: Bem… É por isso que estou aqui, há uma coisa que tenho de te dizer.

Brennan: Foi o Sweets que te mandou dizer, porque olha que já não confio muito nele.

Booth: Não foi algo que ele me disse para dizer, mas sim para fazer. Confia em mim, acho que ele desta vez está certo. Espero – acrescenta ele, mais para si do que para mim.

Brennan: Então é algo para fazer ou para dizer?

Booth: Não interessa. Deixa-me apenas falar, e depois podes replicar à vontade.

Brennan: É algo de que vou ou não gostar?

Booth: Não sei, é esse o motivo… Deixa-me só explicar – pede-me, fazendo-me um gesto que tinha vindo a reconhecer como: espera.

Anui, curiosa sobre o que seria.

Booth: Não me interrompas – pede-me, mais uma vez ao que eu assinto. – Desde que acordei do coma, há algo que te tenho vindo a querer dizer. Já tentei, mas fiquei com medo e nessa altura ainda não estava muito seguro dos meus sentimentos. Não te queria magoar nem queria ser magoado novamente. Pouco depois do nosso primeiro caso, depois de eu acordar do coma, eu disse-te que te amava, palavra que depois destorci para que significasse algo que não significava. Mas era a verdade. Eu amo-te, Temperance, a sério que te amo e eu precisava de te dizer o que sinto porque este fardo tem-me vindo a esmagar, a asfixiar.

Eu amo-te, Temperance – repete Booth mais uma vez, perante o meu espanto e surpresa que me haviam paralisado. – E quero que formemos um casal.

Pela minha cabeça passam um variado tipo de respostas, sentimentos e emoções que provocam a aceleração do meu ritmo cardíaco, que fazem com que as paredes à minha volta parecessem estar a rodopiar, apesar do absurdo de tal pensamento.

Brennan: Preciso de pensar, Booth – digo, vomitando aquelas palavras de uma maneira quase inatingível. Booth, como se já soubesse o que eu iria fazer, afasta-se da porta enquanto eu a fecho à sua frente.

Quando me encosto à porta, quase que oiço um dos seus suspiros e ainda um punho a esmurrar a parede antes de não ouvir nada além de silêncio.