Hades Legendary Journeys

Na época dos Deuses Antigos... Opressores... E... Reis... Uma terra sem lei, clamava por um herói... Hades... Um poderoso Rei, forjado no calor da batalha... A força... A paixão... O perigo... A coragem dele mudará o mundo. 3. A Forsaken Past

Estávamos viajando agora, finalmente, para Athenas, a cidade que eu particularmente odiava. Mas, Athenas era a cidade com mais problemas no mundo inteiro... Ladrões, estupradores de todos os gêneros, assassinos e vários outros problemas políticos.

Também já desejei conquistar Athenas no passado, queimei praticamente toda a cidade, mas esta já está totalmente reconstruída de meus ataques.

Lutei contra Athena, ela se "importa muito" com esta cidade e então decidiu me enfrentar, eu não era tão cavalheiro nesta época então lutava contra mulheres.

Foi uma luta difícil, eu teria vencido se Zeus não tivesse interrompido tê-la-ia derrotado.

Tive que abandonar a cidade, mas eu deixei uma marca irreparável nela... Incrível como me lembro tão claramente daquele dia, me lembro como se fosse ontem, provavelmente as pessoas iriam me reconhecer e iriam me chamar de o "O Conquistador" ou "Cavaleiro das Trevas"; para mim tanto faz, criaram até uma música para as minhas conquistas.

" Ó Grande Deus Hades...

O Grande Conquistador...

Cavaleiro das Trevas...

Por sua bravura...

Por sua força...

Príncipe de Tróia...

Destruidor de Nações...

Ó Grande Príncipe...

Nosso Deus...

Em suas mãos estamos...

Vós guerreais com a força de mil homens..."

Bom... Lântin estava bem mais habilidosa agora, suas habilidades estavam se aprimorando rapidamente. E... Bem mais bonita... Comprei uma roupa adequada pra ela...

Lântin parece gostar de arco e flecha e de lançamento de facas, ela está mais... Para uma... Assassina profissional... Não queria que ela se tornasse isso... Mas algo me diz que devo permitir que ela siga seu caminho, não sou pai dela ou algo do tipo...

Ainda estou preocupado com outra coisa... Thanatos.

Lembrei-me de algo que acontecera... Algo familiar... Entre eu, Thanatos, seu irmão e Lântin...

Ω 100 Anos Atrás Ω

Em 100 a.C; eu ainda conquistava o mundo com meu exército, mas eu precisava de duas pessoas... Para me aconselhar. Procurei em todos os lugares, ninguém era o que eu esperava... Desisti. Um dia estava passando por árvores densas, elas eram tão altas que cobriam a luz, Apolo deveria ter ficado irritado com isso. Olhei em volta. Nada. Apenas tinha o sopro do vento, ele era frio e senti pela primeira vez, medo. O medo atingiu meu corpo, como uma adaga. Pareciam lâminas cortando tudo em volta. Acho que estava de noite... Acendi uma lareira... Olhei ao redor, parecia que a floresta me observava ou algo me observava. Fiquei atento por um momento. Mas quanto mais eu ficasse lá, mas meu corpo ficava pesado e cansado... Estava adormecendo e me petrificando aos poucos... Mas resisti... Por um tempo... Depois disso já estava dormindo, porém, podia ouvir passos se aproximando, mas por qualquer outro motivo não consegui acordar... Ouvia vozes... Elas sussurravam ao meu redor... Eles conversavam algo que não podia distinguir, pois, elas falavam muito baixo... Porém depois falaram mais alto...

— Ele é bonitinho... — Deu uma leve risadinha, tinha certeza de que estava me flertando.

Uma mão gélida tocou meu rosto, parecia sem vida, meu corpo começou a ficar gelado, sentia frio, como se nunca mais fosse acordar... Jamais senti uma sensação dessas...

Parece que a pessoa que tocou minha pele disse...

— É... Bem bonito... E jovem... Gostei dele... Mas, ele sabe que nós estamos aqui, mas, não faz a menor ideia de quem somos... Dane-se... Ele deve morrer... — Fiquei um pouco mais rígido e a voz que disse que eu deveria morrer deu uma leve risada e disse num tom sarcástico e fez algumas ironias...

— Se você, meu queridinho, não percebeu, está dormindo, mas a sua consciência ainda funciona, mas não pode mover um músculo diante de nós... Relaxe... Não vai doer nadinha... Apenas vai ver sua vida se apagando lentamente...

Bem, não deveria me preocupar eu era um deus... Não podia morrer... Parece que depois de várias tentativas a pessoa desistiu de tentar me matar e disse bem irritado...

— Acorde este infeliz! — De repente pude abrir de leve meu rosto mas logo pus minha mão na minha espada que estava ao meu lado e dei um pulo juntamente com uma cambalhota para frente e fiquei em posição de defesa.

Pude ver os rostos das tais vozes, eram dois homens, um loiro e outro moreno mas tinha o cabelo tingido por cinza...

Os olhos do velhinho a minha esquerda eram... Sem-vida, não tinham nenhuma cor, era apenas a cor cinza...

Pareciam ser gêmeos, porém tinham algumas outras diferenças, o cara a minha direita tinha cabelos e olhos dourados e era de uma aparência um tanto jovem, segurava um livro na mão e parecia estar um tanto assustado, já o seu irmão-gêmeo fazia uma aparência rígida e era bem forte, usava um casaco que ia até o chão, juntamente com botas de couro pretas, com uma calça e blusa colada ao corpo, as mangas do casaco cobriam praticamente todo o seu braço e usava um brasão na couraça que estava usando por cima da blusa, era um lobo, o homem estava de braços cruzados.

As roupas do outro irmão eram bem diferentes, ele não tinha um armamento pesado, apenas havia duas adagas colocadas dentro de sua bota e creio que mais outras duas em suas mangas...

Usava um casaco que cobria até a parte do joelho e parecia que iria para um lugar frio e gélido.

O cara que estava a minha esquerda disse:

— Diga-nos seu nome. — Guardei a espada na bainha e cruzei os braços, dizendo no mesmo tom arrogante.

— Me obrigue. — E simplesmente acrescentei um ar irônico, ele pareceu estar furioso e enrijeceu mais os músculos e bufou.

— Se quer que eu te obrigue, vamos ver se sabe lutar vadio. — Ele deu alguns passos a frente e foi sem qualquer arma, se ele iria sem arma também iria. Questão de cortesia.

— Essa é por conta da casa... — Disse num tom irônico jogando minhas armas ao chão...

Ele pareceu ficar mais furioso ainda, o irmão dele subiu numa árvore e sentou-se para assistir...

— Vamos fazer uma aposta: se eu vencer, você me diz quem é você; se você vencer eu digo quem nós somos. — Assenti com o olhar.

Ele e eu nos olhamos por vários momentos até que ele tentou me acertar com um soco e eu desviei... Tentei provocar.

— Você é bem lerdinho hein? — Tentei descobrir o ponto fraco dele, provavelmente irritá-lo seria mais provável, dei uma leve olhada para seu irmão e pude ler sua expressão: "É você já descobriu a fraqueza dele agora use-a"

Sorri como forma de agradecimento, o outro irmão já estava furioso de tanto eu desviar de seus ataques dei uma cotovelada em suas costas, ele quase caiu... Veio com mais força, ele acertou uma árvore e a derrubou. Ele com certeza não era uma pessoa normal.

Ele já estava cansado de se esforçar a toa. Pulei em cima dele e usei o tórax dele como apoio, como se fosse o chão, fiquei de pé em cima dele dizendo...

— Parece que temos um vencedor... Não é? — Ele pareceu bufar de tanta raiva, comprimiu os lábios e depois soltou todo o ar pela boca e disse numa forma arrogante.

— Eu... Sou Thanatos, Deus da Morte e aquele ali é meu irmão-gêmeo Hypnos, Deus do Sono.

Ele tentou se levantar mas eu ainda estava em cima dele e minha espada Nocturne, apareceu em minha mão, com um simples leve toque de mágica. Ajoelhei-me ainda usando o seu tórax como apoio e perguntei.

— Onde eu estou? Por que me fizeram adormecer? Responda logo. — Dei um leve sorrisinho sarcástico e ele logo respondeu...

— Está na floresta da Morte, todos que adentram aqui morrem. Hypnos te fez adormecer por que queria ver mais de perto quem você era... Eu vim aqui ver o que ele estava fazendo aqui e encontrei você, como um peso-morto.

Olhei ao redor e arregalei os olhos quando finalmente percebi cadáveres pendurados nas árvores... Era uma tamanha atrocidade. Cabeças esmagadas, partes do corpo faltando... É... Mas não me recordo de tê-los vistos no tribunal infernal. Sai de cima dele e este se levantou rapidamente. Guardei Nocturne na minha bainha e disse.

— Meu nome é Hades, mais conhecido como, O Conquistador ou Cavaleiro das Trevas, Destruidor de Nações... Chame-me do que quiser... Não me importo.

Ele respirava de forma ofegante, apenas cruzei os braços e fiz uma pergunta ao Thanatos...

— Por que essas pessoas não foram ao tribunal? — Ele me olhou de forma sarcástica.

— Todas as suas almas estão presas no meu corpo para sofrerem e se arrependerem de terem atravessado essa floresta sem minha autorização, simples assim.

Hypnos disse de forma bem sábia.

— Não nos culpe, esse foi o trabalho que nos foi encarregado...

— Fazer atrocidades com pessoas, não é bem um trabalho.

— Você não é diferente de nós, sei o que você fez, mata pessoas por diversão e as tortura... Mata ou tortura mulheres para seu próprio divertimento ou as estupra... Mas mesmo assim o seu destino não é esse...

Quando percebi Hypnos já estava logo atrás de mim pondo as mãos em meus ombros e me olhando da cabeça aos pés...

— Confuso... — Disse ele — Não te imaginava assim, forte, sério e... bonito.

Ele estava girando ao meu redor girei em torno dele também... Dizendo.

— Como pode me conhecer tão bem? Nunca nos falamos. Isso é impossível... Como...

— Eu vejo você, te observo, sei de coisas inimagináveis... Sou filho da noite com o titã da escuridão, sou bem mais sábio que Athena ou até mesmo o próprio Zeus... Sei reconhecer meus inimigos...

— Eu sou um inimigo pra você? Não lhe fiz mal...

— Essa é a questão. Não fez mal ainda... Mas fará...

— Você é vidente ou algo do tipo?

— Depende... Mas o seu destino está traçado para outro caminho, o caminho da luz... Você não vai estar aqui quando o seu destino estiver concluído...

— Qual é meu destino? Estou cansado disso...

— Terá que escolher entre fazê-lo por si próprio ou deixar que os outros o façam...

Estava começando a ficar totalmente maluco com esta conversa... Este papo de destino, escolhas...

— Não se acanhe... Nós dois devemos te acompanhar se... Aprender conosco, vai se tornar o melhor guerreiro de todos... Está disposto a largar tudo e vir conosco?

Thanatos e Hypnos rodeavam ao meu redor podia ver seus rosto em qualquer lugar que eu olhasse... Fiquei tonto e desabei, Thanatos se ajoelhou e disse bem perto do meu ouvido...

— Vou cuidar muito bem de você, Sr. Bonitão. — Desmaiei totalmente.

Apenas senti alguém me carregando e me colocando em algum lugar...

Apaguei totalmente.

Depois de um tempo acordei, minha armadura não estava mais comigo estava apenas com uma calça uma blusa fina branca e uma bota... Nocturne estava encostada na parede... Depois me sentei pus a mão em minha testa e estava doendo... Tentei levantar, mas cai, algo me segurou vi e era Thanatos e ele disse em um tom sarcástico.

— Calminha ai, heroizinho... Precisa descansar mais... Se quiser faço uma massagem em você...

Estava tonto de mais pra responder, ele deitou juntamente a mim na cama e sussurrou coisas amorosas no meu ouvido, parecia que estive bêbado por um tempo. Mas quando percebi, ele já estava com a mão em minha parte genital, falando coisas carinhosas como...

— Ele é... Um bom garoto. Grande e forte... Igual a você...

Eu sentia-me, por incrível que pareça... Confortável com aquilo, apesar de ser um homem, sabia que podia contar com ele...

Comecei a me relaxar... Ele beijou suavemente meu pescoço e desceu para meu tórax e depois voltou.

Por impulso beijei sua orelha e comecei a beijar ainda mais... Paramos quando alguém bateu na porta, rapidamente nos recompomos e eu disse...

— Pode entrar.

Era uma criada entrando para me entregar o café, ela pôs o café na cama e rapidamente saiu.

Peguei a xícara de café que estava na bandeja e tomei um gole, Thanatos me puxou para trás e "lambeu" meu pescoço até a orelha, quase engasguei pela surpresa.

— Ei... Calma ai... Quase engasguei... — Tossi um pouco e depois coloquei a xícara na bandeja... Ele pareceu ter dado uma risada, mas parecia uma risada alegre e contente.

— Tudo bem... Mas você fica fofo, quando... Está bravo... — Deu uma fina risada e eu olhei para trás com uma cara de sério mesmo...

Suspirei.

— Sobre... Você conquistar terras... — Começou a iniciar uma conversa um tanto irritante...

— Que é que tem? — Já comecei cortando a conversa pela metade, antes que ele começasse a me perguntar sobre meus feitos.

— Ouvi dizer que... Matou mais de milhões de nações, mas... Por que não mata mulheres e nem crianças? — Essa era uma pergunta um tanto usual, ninguém sabia o porquê deixava as mulheres vivas... E especialmente crianças...

— Porque eu nasci de uma mulher, fui uma criança e vi o que os homens são capazes de fazer... Com as mulheres e crianças... Mas nem todos os homens são ruins.

— Você... Acho que teve uma vida bem melhor que a minha... — Ele parecia inconformado com isso e perguntei.

— Por quê? Viver numa floresta não é tão ruim.

— Bom... Desde que me conheço por gente nunca vi a luz do sol ou ouvi as pessoas cantarem ou dançarem apenas... Mato elas... Se tocar na pele e... — Já sabia o que ele estava querendo dizer...

— Qual o nome dela, ou dele? — Se ele estava querendo ter relações amorosas comigo...

— O nome dela... Era Pamela... Eu a ficava observando de perto e quando tomei coragem pra falar com ela... Usei até mesmo luvas para poder tocá-la e... E quando ela me beijou... Ela...

— Não precisa falar... Sei do que está falando... Já passei por isso uma vez... — Coloquei uma de minhas mãos em cima da mão dele...

— Já... Passou por isso? — Ele gaguejou um pouco e depois percebi que ele precisava de uma lição de moral.

— Posso saber de uma coisa?

— Claro...

— Mata por causa dela, por diversão ou... Por que precisa de algum motivo pra viver? — Estava pondo minhas luvas, havia achado minha armadura no guarda-roupa, ele parecia estar pensando na pergunta que eu havia lhe feito.

— Não sei... Responder... É difícil... Apenas sei que... Zeus...

O interrompi quando ouvi esse nome.

— Pera ai. Você disse Zeus?

— Sim... Ele prendeu a mim e ao meu irmão nessa floresta... Mas ele nos disse que era para um trabalho... Matar ou adormecer qualquer intruso que adentrasse essa floresta... Você foi o primeiro que conseguiu sobreviver... De acordo com meu irmão você tem um grande destino e devemos te acompanhar...

Enfureci-me ao ver que Zeus poderia cometer várias atrocidades...

Respondi de forma sincera e fiz uma promessa.

— Vou tirá-los daqui... E terei uma conversinha com Zeus... A respeito disso.

— Como? É praticamente impossível, apenas...

— Apenas o que? Diga-me.

— Apenas um deus poderia nos retirar daqui... Alguém de fora... Mas... Por que faria isso? — Mordi meu lábio inferior por costume, mas creio que tenha mesmo me sentido atraído por ele...

— Gostei de vocês... Estava procurando alguém exatamente igual a vocês no mundo afora e, não encontrei ninguém.

— Eu... Não faço nada direito...

— Você pode esmagar a cabeça de homens com as próprias mãos, seu irmão pode conhecer bem o inimigo, ele sabe de alguma coisa sobre mim... E eu quero descobrir o que é.

— Ele não sabe lutar... Muito bem... Ele é um bom menino.

— Percebi... Mas mesmo assim é um homem interessante... — Queria provar minha teoria.

— O que é um homem interessante pra você? — Senti um ar de ciúmes.

Dei uma risada bem baixinho depois formei um sorriso no canto do lábio e continuei pondo a minha armadura... E respondi tentando... Deixa-lo irritadinho.

— Um homem interessante? Bom, digamos que eu particularmente gosto de homens irônicos, bem inteligentes e bem inocentes...

— Inocentes...? — Ele se levantou da cama e creio que estava andando de um lado para o outro.

— É... Você sabe... Homens bem decentes... — Sorri e dei uma olhada para trás e o vi de costas parecendo aflito, cheguei sorrateiramente atrás dele e toquei em seu ombro, chegando bem perto de seus ouvidos...

— Depende... Se o homem for ciumento de mais e ficasse aflito ou bravo por causa de outro... Gosto mais desse jeito. Gosto do seu irmão, mas não do jeito que você pensa.

Pude sentir o calafrio que percorreu sua pele, ele rapidamente se virou e disse.

— Homens iguais a mim? — Sorri no canto do lábio.

— Não existem homens iguais a você, apenas existe você.

Ele parecia querer dizer alguma coisa, mas estava perplexo. Coloquei alguns dedos em seu rosto e fiquei brincando por alguns momentos. Mas depois quando vi que ele estava distraído o bastante, o beijei de forma gentil e delicada, eu pude sentir que ele punha as mãos em minhas costas e eu apenas coloquei uma de minhas mãos em sua perna, indo diretamente para cocha.

Ele entre o beijo disse.

— Por que pôs a armadura? — Nesse momento já estava sem a armadura...

Ele arregalou os olhos e depois se voltou para mim.

— Incrível.

Levantei as duas sobrancelhas e depois o beijei novamente, descendo minha boca até o pescoço... Suavemente coloquei-o na cama. Ele estava retirando a sua camisa nesse momento...

Beijava toda a sua face até seu ombro... Podia sentir o prazer que ele estava sentindo, o beijava sorrindo.

Retirei a minha camisa e ele veio ao meu encontro, beijando o meu tórax por completo até encontrar minha boca.

Fiquei embaixo dele, parecia ter esquecido de tudo... Com ele sentia-me assim... Era incrível... A cada toque era mais prazeroso.

Finalmente ele chegou a minha calça... Não parei de me mover, segurei a coberta com a maior força que eu tinha... Com minha outra mão alcancei o cabelo dele e o massageei suavemente...

Ele fazendo aqueles movimentos com a sua língua estavam me deixando completamente maluco, ainda deitado levantei apenas meu tórax... Mas não queria deixar de sentir aquela sensação prazerosa...

Ele subiu novamente para meu tórax e depois ficou me olhando...

Eu o respondi com meu olhar...

— Você é mesmo um homem e tanto... Hades...

Fechei meus olhos e suspirei, ele me beijou com bastante intensidade. Foi bom.

Paramos para poder pegar fôlego, mas não queria parar de beijá-lo daquela maneira... Mas enquanto isso, acariciamos um ao outro... Brinquei com seus cabelos e ele com os meus... Encostamos nossos lábios uns nos outros, mas sem se beijar, o que foi uma tortura...

Nossas pernas se encostaram e eu logo o puxei para me beijar...

— Não tenho paciência nesses momentos... — Disse... Implorando para continuarmos...

Ele sorriu e logo depois algumas outras sensações que ficaram para sempre em minha memória... Estávamos transando. Eu penetrava com toda a força que eu tinha, mas não queria machuca-lo daquela forma, seria uma forma cruel.

Depois de uma tarde inteira de prazer dormimos... Bem abraçados...

Quando acordei era noite... Olhei para o outro lado da cama e não encontrei Thanatos... Fiquei um tanto confuso...

Chamei por seu nome.

— Thanatos?! — Eu ouvi passos e eu o vi saindo do banheiro... Ele estava com as roupas da parte de baixo e apenas uma camisa, sem calça... Ele disse num modo bem fofo...

— Oi... Boa Noite... — E pulou na cama ao meu lado.

— Boa Noite — Disse sorrindo e lhe dei um beijo.

Eu ainda estava sem camisa, ele me envolveu em seus braços e estava arranhando minhas costas...

Literalmente. Ele estava arranhando as minhas costas, podia sentir gotas de sangue em minhas costas.

Parei por um instante e me concentrei na dor, enquanto isso, ele beijava meu tórax...

Coloquei-o em cima de mim e ele parou por uns instantes e disse...

— Já recebeu bastante por um dia não é? Vem, Hypnos me disse para nos reunir num local ao anoitecer... E já estamos bastante atrasados...

Coloquei minha calça e andei na direção dele puxando-o pela cintura e disse...

— Um deus chega na hora certa... Ele jamais se atrasa.

— Sabe... É o primeiro homem por quem eu me apaixono... Não sei por que mas te conheço de algum lugar... É estranho...

— Também é estranho pra mim... Sinto que já te toquei antes...

Nesse momento alguém abriu a porta, era Hypnos entrando com um livro e alguns pergaminhos em mãos, ele disse numa voz irônica.

— Será que os pombinhos vão descer logo, ou terei que fazer o modo dois? — Modo dois? Que bosta era essa?

Fiquei confuso. Thanatos pareceu revirar os olhos e disfarçou o olhar, depois ele rapidamente se vestiu, eu ainda estava tentando compreender o que era o "modo dois"... Mas me vesti do mesmo jeito...

Saímos da casa. Estava frio, até para eles, estava mais frio do que o normal... Perguntei aonde iríamos.

— Tem certeza mesmo, que devemos seguir nesse frio? E aonde vamos?

— Num local especial e relaxe, lá não é tão frio. E ela só aparece à noite.

Fiz um olhar para que Thanatos viesse para perto de mim... O abracei e continuei andando, ele estava tremendo. Fiquei com pena deles dois, viverem sozinhos e aqui nesse lugar horrendo... Deveria cumprir minha promessa.

Caminhamos na imensa densidão da floresta, nada se ouvia apenas o bater do vento nas árvores, eu e Thanatos mesmo tendo dormido toda à tarde, já estávamos com sono, pude perceber que Hypnos também estava...

Logo meus músculos estavam ficando completamente cansados... Não conseguiria resistir por muito mais tempo, pude sentir isso nos dois deuses que me acompanhavam...

— Vai demorar muito...? — Perguntou Thanatos, com uma expressão cansada — Já estou cansado, Hypnos... — Ele pareceu ser um menino mimado, ou uma criança de cinco anos de idade, dei um leve sorriso, por que achei isso fofinho.

Mordi meu lábio inferior, olhando diretamente pra ele... Que estava agarrado em mim. Para deixar de lado o tédio e o cansaço tentei puxar algum assunto.

— Hypnos... Quem é "ela"? — Essa era uma pergunta em que eu realmente queria saber... Por que ninguém não tinha me dito absolutamente nada a respeito...

Hypnos deu uma olhada para trás e revirou os olhos como se eu parecesse um idiota.

— Ela é minha filha. Ela sabe de muitas coisas... Ela é igual á mim... — Igual a ele? Ele queria dizer loura e de olhos dourados, deve então ser uma deusa do sono ou algo do tipo...

— Ela é minha sobrinha favorita! — Disse Thanatos alegremente.

Fiquei contente em vê-lo sorrindo, ele ficava bem sorrindo, mas também adorava quando ele ficava com aquela aparência séria, ciumenta, brava... Era muito atraente.

Dei de surpresa, vários beijos em sua nuca... Ele parecia ter gostado disso...

Hypnos cessou o andar.

— É aqui. Pode parar de se esconder Lântin... Viemos lhe mostrar... Hades... Precisamos saber qual é o destino dele...

Ω Voltando ao Tempo Original Ω

Como assim? Despertei-me de minhas lembranças... Como assim? Já havia conhecido Lântin antes...? O que aconteceu? Por que quando ouvi esse nome não me lembrei disso... Como pude ter esquecido essa memória...

A única pessoa neste universo que poderia me explicar seria Hypnos, mas como iria encontra-lo? Apenas...

Suspirei... Meus pensamentos estavam me deixando com dor de cabeça, teria que perguntar para Thanatos aonde estaria seu irmão... Ele com certeza iria tentar me matar, se eu fosse para uma conversa amigável... Mas se Lântin fosse talvez ele deixasse eu me aproximar.

Por que eu perdi minha memória, justamente aonde conheci Lântin... Por quê? Quem fez com que eu esquecesse minha memória...? E por quê? Aonde estaria Hypnos...?

Minha cabeça estava totalmente confusa, perguntas e mais perguntas se formavam dentro dela, hipóteses e teses... Independente do que sejam... Minha cabeça estava uma bagunça... E também estava doendo, estava tentando analisar muitos fatos de uma só vez... Isso... Significa alguma coisa...