CAPÍTULO DOIS

Quem sou eu? Então ela não se lembrava? Edward continuou ali, onde estava, os pés gru dados no chão, as mãos segurando aquela ridícula bacia com firmeza. A moça não sabia quem era. O que mais estava para lhe acontecer? Era o que lhe faltava na vida. Uma desconhecida com amnésia em seu chalé.

Finalmente, conseguiu destravar a língua.

— Você bateu a cabeça e isso deve ter afetado sua me mória. Mas não se preocupe. Essas coisas são sempre pas sageiras. Daqui a pouco você se lembrará de tudo, embora talvez continue um pouco confusa a respeito do que lhe aconteceu momentos antes do acidente.

Se é que ela sofrerá mesmo um acidente. Edward estava começando a duvidar do fato.

— Mas o resto... meu nome, por exemplo... Será que vou conseguir me lembrar?

— É claro. Fique tranqüila. Relaxe e tudo vai acabar bem, você vai ver.

Ele gostaria de ter toda aquela certeza. A moça olhou para a bacia em suas mãos.

— Você... é médico? Edward balançou a cabeça.

— Não.

Ela mordeu os lábios.

— Por acaso é meu irmão... ou coisa do gênero?

Ele poderia ter dito que sim. A moça teria aceitado. Por alguma razão misteriosa, talvez porque ela tivesse tão pou cas opções, acreditava nele.

Edward, porém, não conseguiria mentir. Para ela e muito menos para si próprio.

— Também não. Mas não precisa se preocupar. Sou um homem decente e honesto, que nunca foi condenado por estupro.

Ela tentou sorrir, apesar da precária situação em que se encontrava. E foi só naquele momento que Edward reparou que seus olhos eram de um chocolate puro. Como aquela moça era linda...

— Bem —- continuou ele, entregando-lhe a bacia. — Fique à vontade. Se precisar de ajuda, é só chamar.

Edward levou a bacia ao banheiro e voltou à sala a fim de examinar a beldade que dormia em sua sala. Ela era, sem dúvida nenhuma, a mulher mais bonita que já vira na vida. A mais bonita... e também a mais misteriosa.

Tentando encontrar alguma pista que pudesse identifi cá-la, resolveu dar uma olhada nos bolsos da calça de seda que ela usava no momento em que a encontrara.

Encontrou bem mais do que procurava. Além de uma pulseira de outro com um nome gravado, uma corrente, um relógio e uma chave, havia um saquinho bem no fundo do bolso direito.

Cheio de pó branco.

Daquela vez, ela acordou sentindo-se mais leve, quase feliz, lembrando-se imediatamente de onde estava.

Ainda não conseguira lembrar seu nome. Mas se lem brava bem do dele.

— Edward?

O anfitrião apareceu à sua frente quase que no mesmo instante.

— Oi. Está melhor?

Ele usava jeans, uma camisa azul e havia um pano de prato preso à sua cintura, como se tivesse sido colocado ali e esquecido completamente. Aquele toque doméstico e ines perado num homem de aparência tão masculina fez com ela sorrisse.

— Estou.

Melhor na verdade, ela constatou, ao se mexer e testar as reações de seu corpo. A cabeça ainda doía, era evidente, mas era uma dor suportável. Seu corpo estava tenso, como se ela tivesse passado muito tempo deitada numa só posição.

Respirou fundo e sentiu um delicioso aroma.

— Posso tomar uma xícara de café?

Ele hesitou.

— Bem... acho que um cafezinho não vai lhe fazer mal.

Você toma com ou sem açúcar?

— Eu... não sei. Não deixava de ser engraçado. Ela não sabia como Tomava seu café, mas assim que o delicioso aroma invadira-lhe as narinas, percebera que queria uma xícara. Deu um sorriso e continuou:

— Vou tentar tomar sem. Vamos ver se eu gosto.

— Você não me parece muito aborrecida por causa da falta de memória.

Ela não estava aborrecida mesmo e aquilo, com certeza, era muito esquisito. Entretanto, era bom ficar ali, deitada naquele sofá confortável, na companhia de um homem tão simpático. Bom demais para estragar o momento com pre ocupações que não iriam levar a nada. Ele mesmo lhe dis sera: "Relaxe e tudo vai acabar bem".

— E verdade. Estou feliz por estar me sentindo melhor. Quanto à minha memória, sei que ela vai voltar mais cedo ou mais tarde.

— Você precisa comer alguma coisa. Espero que goste de ovos mexidos com queijo.

Ela gostava de ovos mexidos com queijo? Gostava de ovos em geral? A idéia de comê-los não a desagradava, então era provável que gostasse.

— Eu aceito, obrigada. Edward desapareceu de seu campo de visão, um homem forte, viril e bonito, apesar das cicatrizes impressio nantes em seu rosto. Será que ele morava sozinho naquele chalé? Ou será... que era casado? Por alguma estranha ra zão, o fato de ele não ser um homem livre a deixou um pouco desapontada. Só que aquilo era completamente ridí culo. Ela própria também poderia ser casada.

Edward voltou à sala momentos depois, trazendo uma ban deja nas mãos. O delicioso aroma dos ovos mexidos fez com que ela sentisse água na boca. Estava mesmo com fome.

— Você prefere comer aí no sofá ou acha que já está em condições de se levantar?

Ela ainda se sentia muito fraca para uma tarefa tão complicada.

— Eu prefiro comer aqui mesmo.

Edward apanhou uma almofada, colocou-a atrás da cabeça da moça e ajudou-a a recostar-se no sofá.

— Pronto. Está confortável assim?

— Sim, obrigada.

Ele sentou-se na poltrona ali em frente e observou-a co mer com vontade.

— Gostou dos ovos?

— Se eu gostei? Isso aqui é a verdadeira oitava maravilha do mundo, pode acreditar!

Ele deu um sorriso.

— Pelo menos é um alívio saber que alguém gosta da minha comida.

O prato foi esvaziado em alguns segundos. Então, a moça levantou a cabeça e olhou nos olhos de seu anfitrião.

— Edward?

— Sim?

— Nós já nos conhecíamos antes?

— Bem... Nós nos conhecemos agora.

A resposta era vaga e pouco esclarecedora. Mas não tinha importância. Dentro de pouco tempo, sua memória ia voltar e ela se lembraria de tudo. Pelo menos, era o que esperava.

— Agora que já comi, será que posso Tomar aquela xícara de café que você me prometeu?

— Claro.

Edward levou a bandeja para a cozinha, de onde voltou com uma caneca de barro.

— Muito obrigada — disse ela, Tomando um gole da be bida forte e quente.

Assim que a caneca foi esvaziada, ela voltou a recostar a cabeça na almofada.

— Edward... eu queria lhe dizer obrigada. Muito obrigada mesmo por tudo que está fazendo por mim.

Ele não disse nada. Continuou ali sentado, encarando-a com seus olhos de um verde penetrante.

Ela mordeu os lábios,

— Onde foi que você me encontrou?

— Na Old Baldly. No meio de uma tempestade horrível.

— O que é a Old Baldly?

— Uma montanha. Você se lembra de algo a respeito?

— Não. Eu só me lembro de você.

E daquela ridícula bacia. Que vergonha...

— Tem certeza? Não está se lembrando de mais nada? Vamos, pense um pouco...

Por mais que ela pensasse, não conseguia se recordar de coisa alguma.

— A única coisa de que realmente me lembro é de ter acordado nesta sala. Onde estamos?

— Nas Montanhas Davis, não muito longe do Observa tório MacDonald.

— Perto do Forte Davis?

— Exatamente.

Ela sabia onde aquilo ficava. No Texas. Teve uma grande sensação de alívio, de familiaridade. O forte Davis ficava a sudoeste, uma área pouco habitada, metade deserto, metade montanhas. Montanhas perigosas e traiçoeiras, morada na tural de cobras, javalis, ursos, onças... e até de leões.

As tempestades, ali, costumavam ser impiedosas.

Uma verdadeira cortina de água tapava-lhe a visão. Pedras deslizavam debaixo de seus pés e ela corria com desespero....

— Não! — ela gritou, e aqueles estranhos pensamentos desapareceram de sua mente quase como por magia. — Não!

Edward levantou-se, visivelmente preocupado.

— O que aconteceu, Bella?

Ela abriu os olhos, os quais não se lembrava de ter fechado.

— C... como foi que você me chamou?

— Havia uma pulseira no bolso de sua roupa. O nome Bella estava gravado num dos lados.

Ela tentou reagir ao nome, tentou encontrar algum sinal de reconhecimento no fundo de sua alma. Sem sucesso.

— Você acha que eu me chamo Bella?

— É provável. O nome lhe diz alguma coisa?

— Não. E como se minha cabeça... estivesse cheia de nuvens. — Ela fez uma pausa. — A sensação é horrível.

— Posso imaginar.

— Bem, mas enquanto minha memória não volta, pode me chamar de Bella. E um nome bonito, não é?

— Sem dúvida e combina com você. Agora trate de descansar um pouco, Bella. Você vai ver como estará melhor quando acordar.

—- Certo. — Ela se ajeitou no sofá. — Muito obrigada de novo, Edward. Muito obrigada mesmo.

Quando a hóspede de Edward acordou novamente, no fim da tarde, caía uma chuvinha fina e fria que não pa recia querer parar. E ele estava ficando preocupado de verdade.

Geralmente, o mau tempo não o aborrecia. Nem quando a tempestade bloqueava a estrada que levava ao chalé. Nem mesmo quando estava precisando comprar alimentos ou ou tras coisas do gênero. Importava-se, sim, em se manter afas tado da civilização.

Porém, geralmente, não tinha uma mulher machucada e sem memória deitada em seu sofá, usando apenas seu pijama velho.

Droga. Ele não precisava daquilo. Gostava do silêncio. Da solidão. A última coisa que queria na vida era ser res ponsável por outra pessoa.

Olhou para a porta aberta. Olívia estava no terraço, num canto protegido da chuva. O fato de ser responsável pelo cachorro já era suficiente. Mais do que suficiente. Ele não queria a mulher no chalé.

Mas ela estava ali e nenhum dos dois tinha muita coisa a fazer a respeito. Edward deu um suspiro e olhou para um livro na estante à sua frente: "A História do Texas". Adorava ler sobre o Texas, mas, naquele momento, não conseguia se concentrar no que quer que fosse.

— Edward?

A voz dela interrompeu-lhe os pensamentos. Sua estranha hóspede tinha acordado. Levantou-se e aproximou-se dela.

— Olá. Como está se sentindo, agora? Ela olhou para ele e deu um sorriso.

— Cada vez que eu acordo, sinto um cheirinho delicioso de comida. E impressão minha ou você preparou uma canja de galinha?

A moça tinha um nariz muito apurado.

— Preparei, sim. Você gosta?

— Devo gostar. Pelo menos, estou gostando do cheiro.

— Então vou lhe trazer um prato.

— Não. Primeiro... eu gostaria de ir ao banheiro. Ele fez menção de se afastar.

— Vou buscar a bacia.

— De jeito nenhum. Eu me recuso a usá-la novamente. Onde fica o banheiro?

— Ali, logo atrás daquela porta.

— Ótimo. Se você me ajudar, eu chego lá sem problemas. Edward duvidava um pouco.

— Deixe-me ao menos levá-la no colo.

Ora, mas que bobagem. Você não vê que eu já estou bem melhor?

O que eu vejo é que você ainda está muito pálida, isso sim. Vamos, Bella. Seja boazinha e deixe-me ajudá-la.

Ela não tinha outra alternativa, senão concordar. Edward Tomou-a nos braços e levou-a até o banheiro. Ele não queria que ela ficasse ali sozinha, mas concordou, com certa relu tância, em deixar a porta aberta e esperar do lado de fora.

Na verdade, ele estava vivendo um drama de consciên cia. Não podia negar que Bella, se é que aquele era seu verdadeiro nome, era uma mulher muito atraente, mais do que atraente. Ela era linda. E o corpo, então. Firme, macio, sensual... Não podia negar outra coisa também. Estava começando a desejá-la. Sabia, porém, que aquilo era péssimo. Por uma infinidade de razões. Primeiro: era muito provável que ela fosse casada. Segundo: não sabia de nada a seu respeito. Aliás, nem ela mesma sabia. Ter ceiro: aquele maldito pó branco podia ser cocaína. E a moça, uma traficante de drogas. Quarto: ele próprio, Edward Cullen, havia se transformado num monstro, exatos dois anos e um mês atrás. Ou um ano e nove meses, dependendo se contasse a partir do acidente ou da data em que tivera alta do hospital.

Ele respirou fundo e entrou no banheiro. Que o bom Se nhor o ajudasse.

Encontrou-a sentada na beirada da banheira.

— Ei! Posso saber o que você está fazendo aí?

Ela abriu um largo sorriso. Tão largo quanto permitia sua cabeça dolorida.

— Pensando em tomar um banho. O que você acha?

— Uma péssima idéia.

— Ora, Edward, relaxar na água quente vai me fazer muito bem.

Edward percebeu que não adiantaria demovê-la.

Bella ficou ali, onde estava, observando-o abrir as tor neiras e encher aquela banheira enorme. Que tinha espaço suficiente para duas pessoas. Como seria bom se ele...

Não. Não podia sequer pensar naquilo. E se Edward fosse casado? E se ela própria fosse casada? Nenhum dos dois usava aliança, mas o fato não significava nada.

Edward arregaçou as mangas da camisa e testou a temperatura da água. Será que estava quente demais?

Ela era tão macia... tão delicada... Talvez devesse adicionar um pouco de água fria e...

— Meu banho está já pronto, Edward?

O banho, sim. Ele é que não estava pronto para vê-la nua de novo. Era provável que nunca estivesse. Aquela mu lher estava mexendo com a sua cabeça e com suas emoções. Sinal certo de desgraças e aborrecimentos.

— Já.

— Ótimo. Pode deixar que eu entro na banheira sozinha.

— De jeito nenhum. Você pode acabar escorregando. Eu ajudo você.

O quê? Então ela ia ter de se despir na frente dele? Bem, grande coisa. Edward já a havia visto nua. Claro, alguém trocara suas roupas molhadas por aquele pijama quente. E esse alguém não podia ser outro senão seu amá vel anfitrião.

Percebendo que ela ficara embaraçada, Edward continuou:

— Confie em mim, Bella. Não vou tirar proveito de você. Ela abaixou os olhos e começou a se despir.

— Eu confio.

O corpo de Bella era ainda mais bonito do que ele se lembrava. Seios firmes, cintura fina, pernas longas e bem-feitas. Tentando disfarçar o desejo fora de hora que lhe invadia a alma, tomou-a nos braços e colocou-a na banheira.

O gemido de satisfação que ela deu ao sentir a água quente envolvendo seu corpo deixou-o ainda mais louco. Mandava o bom senso que saísse de lá o quanto antes.

— O sabonete está aí ao lado, Bella. Quando terminar o banho, é só me chamar.

Ela agradeceu e começou a se ensaboar. Um minuto de pois, estava cantarolando. Uma música country, reconheceu Edward, atrás da porta. Ela deveria ser mesmo do Texas, a julgar pelo sotaque e o modo como reconhecera o sol. Todo mundo do estado conhecia alguma canção típica e...

O barulho forte de alguma coisa caindo na água interrompeu-lhe os pensamentos. Entrou imediatamente no banheiro.

Bella não estava em canto algum.

— Bella!

Ela emergiu das profundezas da banheira um segundo depois.

— E-está tudo bem, Edward. Eu só me inclinei para molhar os cabelos e perdi o equilíbrio.

Ele reparou que ela estava um pouco pálida.

— Tem certeza?

— Claro. E, já que você está aí, será que poderia me emprestar um pouco de xampu?

— Ora, Bella, será que não percebe que não está em condições de lavar os cabelos?

— Por favor, Edward! Posso ter perdido a memória, mas não a vaidade.

— E não perdeu outra coisa também. A teimosia.

— Por favor, Edward. Meus cabelos estão cheios de terra e de sangue. Eu realmente preciso lavá-los!

— Tudo bem, tudo bem, você ganhou a parada. Mas sou eu quem vai dar um jeito neles.

Ela abriu um lindo sorriso.

— Obrigada. Muito obrigada mesmo.

Edward tirou de um pequeno armário debaixo da pia um vidro quase cheio de xampu. Sabia que estava cometendo um erro. Um grande erro.

Tinha que acabar logo com aquele martírio. Ajoelhou-se em frente à banheira, jogou um pouco do xampu amarelado nos cabelos da moça e começou a massageá-los.

Ah, há quanto tempo não fazia aquilo... Há quanto tempo não chegava assim tão perto de uma mulher...

Sim. Cometera um erro. Um erro imperdoável. Não co metia um igual havia anos. Sentia-se excitado como um adolescente... Mas tinha que fingir que nada estava acon tecendo. Uma tarefa um tanto complicada.

— Pronto. Agora é só inclinar a cabeça e enxaguar os cabelos. Vamos, eu ajudo você.

Sua voz alegre e despreocupada soou falsa até para seus ouvidos. Acabou de enxaguar os cabelos de Bella rapidamente, procurando não olhar para aqueles seios maravilho sos que estavam, agora, literalmente, bem debaixo de seu nariz.

Edward Cullen jamais havia sido um homem virtuoso. Nem o foi naquele momento. A visão do corpo quente e molhado de Bella acelerou-lhe a respiração e ele teve de fazer um esforço enorme para se conter. Não podia nem pensar em molestar a moça. Afinal de contas, ela não sabia quem era, muito menos o que fora fazer ali, naquele fim de mundo.

Isto é, se ela estivesse falando a verdade.

Achava que estava. Não era possível que alguém pudesse mentir de forma tão convincente num estado tão deplorável quanto o dela. De qualquer maneira, não custava tomar cuidado. Mais um motivo para manter-se afastado.

Ajudou-a a levantar a cabeça, então apanhou uma toalha.

— Hora de sair do banho, mocinha. A água já está es friando. — tomou-a nos braços novamente e cobriu-a o mais depressa possível. — Como está se sentindo?

— Muito bem. Completamente revigorada. — Ela co meçou a se enxugar sozinha. — Muito obrigada de novo, Edward.

Ele engoliu em seco. Há quanto tempo uma moça tão linda como aquela não se enxugava na sua frente...

— Vou pegar uma roupa limpa para você vestir. Volto em um instante.

Edward Cullen era um homem bonito, apesar das marcas e cicatrizes de seu rosto. Atraente. Charmoso. Sensual. Mui to sensual, na verdade. Deitada no sofá, vestindo uma de suas camisas largas, tomando um prato de canja, ela não conseguia parar de pensar nele. Como fora maravilhoso sen tir aquelas mãos suaves e fortes ao mesmo tempo massageando-lhe os cabelos... Não podia negar. Ela queria que tudo aquilo acontecesse de novo. Ela o queria.

Bella fechou os olhos. Será que era o tipo de mulher que ia para a cama com todo mundo? O tipo que achava graça em todos os homens que apareciam pela frente?

Ou será... que só queria Edward?

— Você ainda não terminou sua sopa. Não está gostando? Ela abriu os olhos, um pouco assustada.

— Hã... está uma delícia, mas estou sem muito apetite. Ele estudou seu rosto com cuidado, então apanhou a ban deja que estava em seu colo.

— Você ainda está pálida. Não gostaria de descansar um pouco?

— Não estou com sono, Edward. Passei quase que as úl timas quarenta e oito horas dormindo.

— Mas não se esqueça de que esteve inconsciente du rante quinze dessas quarenta e oito horas. Não sou mé dico, mas salta aos olhos que a batida na sua cabeça foi bem grave.

— Você pode não ser médico, mas parece saber o que está fazendo.

Ele hesitou, e então acabou contando:

— É que fiz um curso de primeiros socorros há alguns anos. Bella passou a mão pelos cabelos úmidos.

— Que engraçado. Eu acho que... Parou de falar um pouco assustada.

— O que foi, Bella? Você acha o quê? Ela piscou os olhos.

— Eu ia dizer que achava que tinha feito um curso pa recido com esse no passado. A lembrança veio à minha men te durante alguns segundos, depois desapareceu.

"Graças a Deus."

— Mas, mesmo assim, pelo menos por um instante, você se lembrou de alguma coisa. Isso quer dizer que sua memória não vai demorar a voltar. — Edward colocou a bandeja em cima da mesa e ajeitou-lhe as cobertas. — Agora, trate de relaxar. Tudo vai acabar dando certo, você vai ver.

Bella fechou os olhos, tentando dormir. O sono, porém, custou a chegar. A verdade era que ela estava apavorada. Não porque perdera a memória. Mas porque poderia recu perá-la a qualquer momento.

O que estava acontecendo com ela? Que tipo de pessoa seria? Estava louca de vontade de ir para a cama com um homem que mal conhecia. E daria tudo para que aquela estranha situação em que se encontrava ainda durasse por um bom tempo.


Meninas, esta fic está totalmente pronta e definitivamente louca para ser postada todinha!!! Devo dizer que vocês devem nos adicionar no seu Author alert, pois além de saber que os capítulos irão sair voando, ficam sabendo de todas as fics que serão postadas aqui essa semana!!!

Reviews são boas e nossos egos agradecem !!!

Beijos Xarol e Gabii !!!