Gina andava sozinha pelas ruas de Wiltshire, após cumprir suas obrigações com o Ministério, que lhe dera o trabalho de conter o que parecia ser uma pequena revolta de alguns bruxos do sangue puro. Mantinha a cabeça baixa e absorta em seus pensamentos e lembranças.

*Flashback*

Gina sentiu-se humilhada quando Draco agiu daquela maneira. Ele não tinha o direito de brincar com ela desse jeito, mas ela tinha o dever de se manter longe dele, afinal era uma Weasley.

Um mês havia se passado e Draco não havia feito nada por ela. Ainda eram visíveis os roxos no pescoço dela, os "chupões" do Malfoy.

A tarde era bela, mas na parecia nada além de vazia, afinal, estava sozinha. Se sentira assim desde que ele havia feito "aquilo" e agora mesmo rodeada de seus amigos e colegas da Armada Dumbledore.

Via Draco sorrir com os amigos, um sorriso superior...

- O que você tem, Ginny? – perguntou Lunna. – Tu ta tão tristonha ultimamente. Está com saudades de Harry?

- É. – respondeu com uma inverdade quase visível.

- Não se preocupe, logo chegará o natal e iremos para casa ver nossos pais. – disse Lunna tentando acalmar a amiga. – Como estão os machucados? – referindo-se aos roxos no pescoço de Gina.

- Estão melhores. – disse Gina ajeitando o lenço que usava para disfarçar.

*Flashback finalizado abruptamente*

- Hã... Desculpe. – disse ela de cabeça baixa sem se quer olhar para a pessoa a sua frente.

- Olá Gina. – disse a voz preguiçosamente harmoniosa, que ela tanto queria ouvir.

- Draco. – Gina olhou-o surpresa.

- O que faz por aqui?

- Trabalho.

- Eu estou indo para a Mansão Malfoy. – disse sem que Gina tivesse perguntado.

- Ah... bem, então... Tchau.

- Gina, espere. – ele segurou-a pela mão, aquele contato a fez lembrar-se de algo, a vontade de chorar era visível.

- Por favor, tenho que ir para casa. – disse ela escondendo o rosto.

- Eu não esqueci. – disse ele baixinho.

- Mas foi você quem me fez esquecer.

Draco passou um dos braços pela cintura de Gina puxando-a para mais perto de si.

- Não parece ter esquecido tudo o que passamos juntos. – Draco sussurrou, olhando-a nos olhos. Os olhos de Gina pareciam estar molhados, contendo um choro que estava guardado ali há muito tempo. Draco mergulhou nos lábios de Gina que não conseguia impedi-lo, tamanha vontade que ela sentia por isso. - Fique comigo esta noite. Irá cair uma nevasca e precisamos conversar.

- Mas... – Gina não encontrou argumento algum para negar o convite dele. Afinal, estar casada com Harry nunca foi desculpa para eles. Harry estaria fora de casa, estava em viajem de trabalho, Lilly estava na casa de Lunna e Tiago e Alvo estavam na escola.

- Não farei nada contra a sua vontade. – prometeu ele.

Draco e Gina entraram em uma casa, a qual Gina não conhecia. Era pequena, mas bonita e o melhor de tudo, era aconchegante.

- Essa era uma casa onde minha tia morava. – esclareceu Draco antes mesmo que Gina perguntasse de quem era.

- Tia? Irmã de sua mãe?

- Não, a irmã renegada de meu pai. Meus avós colocaram-na aqui assim que ela... bem isso não vem ao caso. – ele virou-se em direção da lareira e começou a acender. Depois saiu da sala e voltou trazendo dois copos e uma garrafa de vinho. – Aceita? Ajuda a esquentar o corpo.

Gina pegou o copo em suas mãos e levou a boca. Draco tomou um gole e perdeu-se no fogo.

*Flashback*

Ele esperava-a escondido em uma das estatuas. Sabia que ela viria pois ficara esperando até que ela demonstrasse sinais de que iria sair da biblioteca. Os passos delicados de Gina aproximaram-se e Draco a puxou sem dar tempo de ela respirar ele tapou a boca da garota com um beijo profundo e saudoso. Gina tentou se soltar mas não conseguiu, por fim desistiu. Quando Draco soltou-a ela não saiu dali, ficou apenas olhando para ele.

- Desculpa... – ele murmurou.

- Não entendi. – disse ela parecendo ofendida.

- Desculpa Gina, eu... não consigo. – repetiu.

- Não consegue o que, Malfoy?Me humilhar mais do que tu já me humilha? Pensar em como torturar a pobrezinha da Weasley? O que isso é para você? Por que me humilhar e humilhar a minha família te faz se sentir tão bem?Será que você não é feliz com o que tem que precisa provar pra si mesmo que é melhor do que eu?

- Gina, eu não consigo mais ficar longe de você. – ele passou as costas da mão no rosto de Gina em caricia.

- Não acredito em suas mentiras, Malfoy. – vociferou ela esquivando-se da mão de Drco.

- Eu não estou mentindo. Por que eu me sinto tão real quando estou contigo?

- Me deixa sair daqui Malfoy. – ela conseguiu sair da cadeia de braços de Draco.

- Gina, espere. – ele segurou a mão dela. – Eu preciso provar para você que não consigo mais viver assim. Quando eu te vejo conversando com aqueles idiotas. Aquele Neville, eu tenho vontade de socar ele. Não suporto que ele toque você, que suas palavras cheguem até ele. Eu quero você, Gina.

- EU JÁ DISSE QUE NÃO ACREDITO EM VOCÊ. – disse ela se soltando, deixando Malfoy parado ali.

- Palavras não vão fazê-la acreditar em nada do que diz, Senhor Malfoy. – a voz era de uma garota mais nova, provavelmente Lunna Lovegood, amiga de Gina. – Ela vai acreditar apenas em gestos. Gina tem chorado muito ultimamente, eu pensava ser por Harry, mas acabei de ver que nada ter com ele.

- O que você sabe sobre isso, esquisita? – respondeu Draco, grosseiramente.

- Sou a melhor amiga de Gina. – ela deu as costas e saiu, já estava há uma distancia quando se virou, sorriu e mandou 'tchauzinho'.

- Espera Lovegood. – Draco correu atrás dela. – Você sabe como fazer Gi... Quero dizer, a Weasley me perdoar?

- Eu não sei o que você fez a ela, mas você só irá conseguir mostrando a ela que a ama.

- Para de falar códigos, isso não me diz nada. Eu tenho que saber como fazer isso.

- Isso só você mesmo pode descobrir. Só você e ela sabem o que aconteceu e eu não quero me meter nisso, afinal, se Gina não me contou é por que ela não quer que eu saiba, mas, você pode começar a ser mais protetor. Quem ama protege e Gina tem sofrido muito nas mãos dos Comensais.

*Fim do Flashback*

- O que quer falar comigo, Malfoy? – perguntou Gina bebendo mais um gole do seu copo.

- Faz mais de seis anos que nos vimos da ultima vez, não é Gina? – falou ele olhando para ela ao dizer o nome da ruiva. – Sente-se feliz com ele?

- Ele me respeita, ao contrario de muitos, para os quais eu só sirvo como um pedaço de carne.

- Quem é o idiota que pensa assim de você meu amor? - perguntou ele chegando mais perto dela, colocando um braço ao lado esquerdo do corpo dela e outro ao lado direito encarando-a. – Por que para mim você é tudo. – ele a beijou novamente colocando o copo dela com cuidado ao lado do seu e então fazendo com que Gina deitasse no chão.

- Se fosse assim estaríamos juntos ainda, Draco.

- Vamos esquecer isso por agora? – propôs beijou Gina profundamente e ela não quis resistir. Enquanto ele a beijava tirava os casacos com os quais o louro estava vestido. Draco fez o mesmo com ela arrumando um ninho com as suas roupas e logo depois trazendo Gina para cima do ninho. Não demorou muito para que os dois estivessem nus, a vontade e o desejo de terem um ao outro mais uma vez era impossível de segurar. Draco desceu os beijos até os seios de Gina e ficou brincando ali por algum tempo enquanto a ouvia gemer de leve, ele continuou descendo mais, deu uma mordida na barriga e foi até a intimidade dela onde começou com leves movimentos da boca, logo depois penetrando a cavidade intima de Gina com a língua. Ouviu Gina gemer chamando-o pelo nome e então começou a fazer cada vez mais fundo. Draco penetrava e às vezes lambia a intimidade fazendo com que Gina gemesse cada vez mais alto e pedindo por mais. Draco sentiu Gina segurar o seu cabelo com mais força e arquear o corpo de modo que língua e sexo ficassem mais perto, então ela gemeu mais alto o nome dele e ele sentiu o gosto dela mais uma vez. Levantou-se limpando a boca com a língua e então beijou Gina.

- Gina... – ele olhou-a nos olhos, ela consentiu. Draco começou a penetrá-la e então ele sentiu o maior prazer de toda a sua vida, algo que só sentira três vezes.

* Flashback*

Draco havia preparado tudo. Desde que ele e Gina haviam feito as pazes ele esperava por esta noite. Draco faria um jantar para Gina, e sabia exatamente o lugar onde seria o jantar, na 'Sala Precisa'. Chegou um pouco antes e esperou-a em frente ao lugar, ela não demorou muito a chegar, estava linda, com um vestido vermelho com detalhes em dourado, os olhos verdes de Gina estavam faiscando de alegria. Ela usou uma maquiagem fraca, mas que fazia-a parecer mais mulher. Draco teve que se segurar muito para se conter em frente à garota. Tinha vontade de ficar beijando-a e tinha vontade de ver o corpo dela novamente como naquela noite em que ele a recusara. Mas ainda assim não se sentia digno de possuí-la como um homem possui uma mulher.

- Espere aqui e não pense em nada. – disse ele deixando-a a uma distancia considerável da entrada.

Draco passou três vezes na frente de onde deveria formar uma porta, não demorou muito para que a maçaneta aparecesse na parede. Ele sorriu ao ver uma maçaneta prateada aparecer.

- Senhorita. – disse estendendo a mão para Gina.

Gina aproximou-se segurando o riso, não estava acostumada, colocou a mão sobre a mão de Draco e sentiu-se guiada para dentro da sala. Lá existia um lugar que era praticamente uma casa. O hall era lindo, com as paredes de um marrom avermelhado e um tapete vermelho vivo e uma escadinha graciosa de ter degraus que subia para uma saleta com uma mesinha redonda com duas cadeiras, uma de frente para outra.

- Os pratos já estão servidos, vamos comer logo ou eles esfriarão. – falou ele tranquilamente.

Gina colocou-se ao lado de uma das cadeiras, Draco puxou e a ajudou a sentar e depois sentou-se em frente a ela.

- O que é isso?

- Ovas de diabretes e batatas Irlandesas amassadas. – disse ele.

- Nossa. – Gina arregalou os olhos, parecia ser um prato muito delicioso.

Draco serviu uma taça de vinho branco para Gina e depois uma para ele. Os dois jantaram e conversaram sobre varias coisas, tentando manter-se ao máximo distante das guerras que estavam acontecendo.

Após o jantar Draco convidou Gina para admirar a lareira com ele, estava frio naquele dia, então ele se aproveitou e falou para que ela se aproximasse. Os dois continuavam a tomar vinho.

- Você é linda, sabia?- disse ele. – Duvido que o Potter já tenha dito isso pra você, mas pra mim você é a mulher mais linda do mundo.

- Draco, de que importam as coisas lá fora? Queria poder ficar aqui pra sempre assim poderíamos ser felizes.

Draco segurou o rosto delicado de Gina e selou seus lábios nos dela, ela passou os braços em volta do pescoço dele e então forçou para que os dois deitassem. Gina deitou no chão e Draco com a metade do corpo em cima dela, os dois beijavam-se calorosamente e as mãos dele passeavam pelo corpo dela enquanto a mão dela agarrava-se aos cabelos dele. Os dois deram uma pausa para respirar e então Gina tirou o paletó e a gravata de Draco e desabotoou a camisa dele. Então ela tirou o vestido.

- Gina... – Draco ficou um pouco assustado com a ação da garota.

- Draco, eu quero que você me faça mulher. – disse ela olhando nos olhos dela.

- Não posso, Gina...

- Você não sente o que sinto por você?

- Bem pelo contrário, eu queria poder ter você apenas para mim, queria te fazer minha mulher e tê-la só pra mim, queria que seus sorrisos, suas palavras, suas caricias, seus olhares e seus pensamentos me pertencessem mas eu não mereço isso, eu não sou puro como você.

- Eu te amo, Draco Malfoy e quero que seja com você.

- Eu te amo Ginevra Weasley – ela fez uma careta ao ouvir o nome dela pronunciado desse modo e ele riu – E quero que você seja apenas minha.

- Me faça sua Draco. – ela deitou e puxou a mão de Draco, pousando-a em cima do seu seio.

Draco voltou a fazer as caricias intimas que estava fazendo antes. Distribuiu beijos pelo pescoço dela arrancando suspiros da garota. Enquanto isso ele desceu uma das mãos até o sexo de Gina. Não demorou muito até o momento que Gina implorou para tê-lo ali, dentro dela.

- Fique calma. – disse ele.

- Eu te amo Draco. – disse ela com a voz tremula, estava nervosa por ser sua primeira vez.

Draco entrou lentamente para que Gina não sofresse, ele queria ser o homem perfeito dela. Ela suspirou e gemeu, ele olhou assustado para ela com medo de tê-la machucado e então encontrou o sorriso dela, era um sorriso calmo de felicidade.

- Draco... – ela gemeu – Mais rápido.

Draco apenas empenhou-se em dar prazer para a amada e quando ele a viu perto do ápice foi o bastante para ele sentir-se estimulado também.

- Ginaa...

- Dracoo...

Por fim caíram lado a lado abraçados dizendo juras de amor um ao outro e então adormeceram nos braços um do outro.

*Fim do Flashback*

Gina estava em cima dele e ele tinha a visão total do corpo perfeito da mulher, que mesmo sendo mãe de três crianças, ainda era incrivelmente linda. Ela ajeitou-se em cima dele e ele sentou-se abraçando ela deixando os corpos ainda mais juntos. Os dois moviam-se juntos em eximia sintonia como se fossem um só. Os gemidos dela eram como a melodia das sereias para ele, assim como os dele eram como uma sinfonia angelical.

- Draco... – ela sussurrou no ouvido dele sentindo que estava perto do prazer.

- Gina... – Draco sentiu que não agüentaria mais.

- Eu te amo. – os dois disseram juntos e por fim chegaram ao paraíso.