Capítulo 3 – Que Hay Detrás (O que há atrás)

(/NA: RBD)


Seth P.O.V.

Eu perdi a filha do Edward... Eu sou um lobo morto!

Corri em volta do parque e nada de achar Nessie. Como eu consegui perdê-la? Edward vai me matar, Bella também... Jacob e Rosalie... Prefiro não pensar no que pode acontecer.

Tentei seguir o cheiro de Nessie, mas a chuva havia apagado todos os rastros dela. Enquanto ia até o carro, para ver se ela estava lá, passei em frente ao banco onde Marie e eu estávamos sentados. Mesmo sabendo que Edward, Jacob, Bella e Rosalie vão me matar. Eu estava feliz, havia conhecido minha impressão.

Vi que tinha algo em cima do banco. Aproximei-me e notei que era o livro que Marie estava lendo, ela o esqueceu aqui. Peguei o livro, e não conseguindo resistir, o abri. Dentro dele havia uma dedicatória escrita com uma fina e bela caligrafia. Não é nada elegante ler dedicatórias feitas para outras pessoas, mas o que pode acontecer de mal se eu lê-la?

Não resistindo comecei a ler a dedicatória.

"Em tantos anos de solidão, não consegui acreditar quando um anjo entrou em minha vida. Muitos não entenderam como eu me sentia, às vezes, nem eu mesmo entendia. Você me mostrou um mundo novo, me provou que magia existe... Me mostrou que amor existe. Você me amou e deixou eu te amar. E a prova desse nosso amor são as três meninas que tivemos juntos. Não há nada mais importante no mundo para mim do que vocês".

Eu te amo...

Taylor Scott

Ela tem alguém...

Quando eu finalmente acho minha impressão, ela já tem alguém... Sentei-me no banco aonde achei o livro... Por que isso tinha que acontecer? Pelo visto minha família é amaldiçoada quando o assunto é amor.

Continuava chovendo e eu continuava sentando. Será que ela desistiria de tudo por mim? Desistiria da família? Das filhas?

Não posso fazer isso. Não tenho o direito de mudar o mundo dela. Não posso ser tão egoísta. Quero fazer parte da vida dela, mas não quero que ela a mude por mim.

Senti meu coração quebrando em milhões de pedaços. Sentia-me caindo em um penhasco, mas era um penhasco sem fim. Então as meninas que estavam com ela, eram as filhas dela.

Não posso mais pensar nisso. Não quero começar a sofrer logo agora.

Olhei em volta, não sei quanto tempo passei sentado ali. A chuva que antes castigava o parque, agora era uma fina garoa. Passei a mão no meu rosto e notei que estava estranhamente molhado. Eu estava chorando, compulsivamente, diga-se de passagem.

Sinto que estou esquecendo de alguma coisa... Nessie!

Levantei-me em um pulo e fui em direção ao carro. Entrei e sentei no banco do motorista, colocando o livro ao lado. Agora tenho que me organizar. Para quem eu conto primeiro?

Edward e Bella? Não. Eu perdi a filha deles. Eles vão me matar.

Rosalie e Jacob? Vai ser muito pior se eu contar pra eles primeiro.

Chefe Swan? Ele tem uma arma. É melhor pensar em outra pessoa.

Dr. Cullen? Até agora é a melhor opção. Talvez ele me defenda? Bem, eu perdi a neta dele. Ele pode até não me defender, mas ele não vai me matar... Eu espero...

Liguei o carro e fui em direção ao hospital. O caminho não era longo. Cheguei rapidamente e estacionei o carro. Estava totalmente disperso enquanto fazia o caminho até a entrada. A única coisa que escutei foi uma brusca freada, também pude sentir algo se encostando à minha perna. Virei-me para ver o que era.

Eu quase fui atropelado!

- Ai meu Deus, eu atropelei um homem! – pude escutar a mulher gritando dentro do carro, ela estava ao celular e com os olhos fechados. – Taylor!

- Ane... Acalma-se... – a voz de um homem tentava acalmá-la. – Abra os olhos...

Por que ela estava com os olhos fechados?

- Eu o matei, Taylor! – ela já chorava. Matou quem?

- Amor... Você não matou ninguém... – espere um pouco, ela pensou que tinha me matado? Ela vai precisar de mais que um carro para poder fazer isso – Abra os olhos.

Logo após escutei os gritos da mulher de dentro do carro.

- Idiota, você quer morrer!? – o que? – Eu poderia ter te matado, sabia disso? – não poderia não... – Sai da minha frente se não eu passo por cima! – ela é doida?

- Me desculpe – gritei para a mulher. É melhor eu sair daqui. Já tenho problemas demais. Pude escutar a mulher dizendo algo como: "Eu deveria ter matado ele". Ela não era uma pessoa muito calma.

Corri até a entrada do hospital. Entrei rapidamente e fui em direção à recepcionista. Na plaqueta pressa à blusa dela, pude ver que seu nome era Lilian Kent.

- Oi Lilian. – falei com ela, dando meu sorriso simpático. – Você poderia me dizer onde o Dr. Cullen está?

- Oi... – ela disse meio arfante. Ela passou um tempo me encarando, mas rapidamente ela recobrou as feições, e tentou mostrar seu profissionalismo. – O Dr. Cullen está... – ela não pode terminar de falar, pois foi interrompida por uma voz, já conhecida por mim.

- Seth? – Dr. Cullen me olhou de maneira suspeita. – Aconteceu alguma coisa?

- Grande C. Oi... – não sei da onde tirei esse apelido, mas eu sempre o usava, e aparentemente ele nunca se incomodou. – Bem, como posso dizer isso? – como dizer para um avô que eu perdi sua neta? – Eu perdi sua neta! – é melhor eu contar de vez.

Olhei para o Dr. e ele parecia em choque, estava paralisado. O que eu fiz?

- Grande C... ?

- Como assim perdeu? – ele perguntou após alguns segundos.

- Eu estava no parque com ela, acabei me distraindo. – me lembrei de Marie, queria contar sobre ela, mas esse não é o momento certo. – Bem... Resumindo, quando dei por mim, eu já a tinha perdido.

O Dr. fechou os olhos, como se estivesse se concentrando em algo.

- Já falou com Edward e Bella? – ele me perguntou.

- Não... – respondi de cabeça baixa. – Como dizer que eu perdi a filha deles?

- Eu não faço idéia. – ele deu uma olhada em volta. E depois me encarou. – Você estava chorando?

- Não! – respondi nervosamente, mas ele continuou me encarando. Pelo menos consegui disfarçar. Não quero nem pensar no que poderia acontecer se Jasper estivesse ali. – O que eu faço Grande C? – perguntei ainda nervoso.

- Vá para a casa, conte para eles. Darei um jeito para sair daqui. – ele deu um leve tapinha no meu ombro e saiu pelo corredor.

Agora é hora!

Corri até o carro e fui em direção à casa dos Cullen. O caminho não foi tão longo como pensei. O caminho todo, Marie não me saia da cabeça. E a dor no meu coração voltava com ela. Não posso mais pensar nisso!

Quando dei por mim, já estava em frente à residência dos Cullen. Desci do carro e adentrei a casa sem nem ao menos bater na porta.

Edward, Bella e Jacob estavam sentados na sala e conversavam animadamente. É agora que eu morro.

- Oi, Seth. – Bella me cumprimentou. Ela olhou em volta, procurando a filha. – Cadê a Renesmee? – me perguntou.

Eu a perdi. Simplesmente pensei.

- Você o que? – Edward se levantou em um salto, e quando percebi ele já estava na minha frente, me encarando com uma cara assustadora. – Como você pode?

- Foi um acidente... – tentei me defender.

- Cadê a minha filha, Seth? – perguntou Bella, se aproximando de mim.

- Eu a perdi. – respondi com temor.

- O QUE?! – Bella gritou nervosa. – Como você pode?

- Eu fiquei distraído. Foi um acidente.

- Você tem noção que agora você é um lobo morto? – Jake me perguntou seriamente.

- Sim. – respondi abaixando a cabeça.

- Eu vou te matar! – Bella gritava exasperada. – Como você pode se distrair?

- Eu conheci minha impressão. – não queria mentir para eles.

Houve um silêncio constrangedor, após algum tempo Bella se lamentou com Edward.

- Que droga, não consigo brigar com ele...

- Nem eu... – Edward falou.

- Isso é ótimo, Seth. – Jake disse com um ar um pouco mais feliz.

- Não é! – respondi.

- Por que não? – Bella me perguntou.

- Ela é casada. E tem três filhas. – todos ficaram chocados com o que eu disse. Andei até uma poltrona e me sentei. – Sem contar, que ela acha que eu sou um doido do parque. – falei com rispidez. Fechei os olhos e coloquei as mãos na cabeça.

- Tudo vai se resolver, Seth... – agora quem estava me consolando era Edward.

- Claro, claro... – disse indiferente. Não quero pensar nisso agora. – Vamos... Eu perdi a Nessie, agora vou achá-la. – disse determinado.

- Reúna o bando e os mande olhar pela floresta. – Jake falou com a sua voz de Alpha.

- Certo. – sai da casa em direção a floresta.

Não foi difícil chamar os lobos, todos colaboraram e me certificaram que iriam procurá-la em toda a floresta. Mas Leah, bem... Leah é a Leah...

- Por que eu tenho que procurá-la? – ela me perguntou secamente.

- Por favor, Leah, agora não... – essa não era a melhor hora para uma discussão.

- O que aconteceu com você? – ela se aproximou de mim, colocou a mão no meu rosto e o virou para que eu a encarasse. – O que aconteceu com você, irmãozinho?

Aquele era um lado de Leah que eu pouco via. Aquele lado de irmã mais velha, que ela não usava há muito tempo. Leah sempre foi muito perceptiva, sempre que acontecia algo comigo era como se estivesse acontecendo com ela própria. Encarei seus grandes olhos castanhos, ela estava aflita, ela realmente queria saber o que se passara comigo.

- Eu tive minha impressão. – se existia uma pessoa que sempre me pegaria contando uma mentira era Leah. Por isso não havia o porque de mentir para ela.

- Oh... – ela parecia um pouco triste por causa disso. – Parece que eu serei a única solitária no bando. – ela me deu uma risada fraca. – O que isso tem relacionado com a meia-coisa? – ela me perguntou.

- Nessie... – eu a corrigi.

- Que seja.

- Bem, quando eu conheci minha impressão eu estava cuidando da Nessie, eu fiquei distraído e acabei perdendo ela. – disse resumidamente.

- Mais um bobo apaixonado... – conclui ela com uma voz quase inaudível. Ela se aproximou de mim e segurou meu rosto com as duas mãos, para que eu a encarasse. – Você deve saber como eu me sinto sobre essa coisa de impressão...

- Sim. – concordei com um breve aceno de cabeça.

- Bem... – ela respirou fundo para continuar. – Mas eu estou feliz por você. – ela disse acariciando meu cabelo. Isso me surpreendeu Leah nunca mostrava esse lado sentimental.

- Sério? – ainda estava meio incrédulo pela atitude dela.

- Você é meu irmão. Por que eu não estaria feliz por você? – ela me disse sorrindo. Aquele sorriso que há anos eu não via, eu senti falta dessa Leah. Apenas, a abracei forte.

- Que bom que você voltou. – eu disse.

- É bom estar de volta. – ela disse me abraçando. – Mesmo não querendo muito, eu vou ajudar a procurar a meia-coisa. – ela falou enquanto se soltava do abraço.

- Nessie... – ela fez uma careta quando eu a corrigi de novo. – Obrigada Leah.

- O que eu não faço por você... – ela sorriu enquanto adentrava a floresta.

Enquanto voltava para a casa dos Cullen pensava em tudo que aconteceu hoje. Minha impressão, eu ter perdido a Nessie, minha irmã voltou ao normal. Até que não foi o pior dos dias. Cheguei rapidamente a casa Cullen e entrei sem nem ao menos bater. Já me sentia em casa.

- Por incrível que pareça, Leah está ajudando. – contei ao entrar na casa. Parei e vi que Nessie estava no colo de Jake. O que aconteceu? Nessie me encarou por um instante e olhou para algo atrás de mim. Eu segui seu olhar para ver o que era.

Meu Deus... É ela!

- Marie... – eu sorri abertamente para ela. Percebi que ela também sorria para mim, como se ela não conseguisse evitar.

- Doido do parque... – ela murmurou ainda sorrindo, eu a encarei por um tempo. – Quis dizer, Seth... – Todos riram com a cena.

- Você foi quem encontrou a Nessie? – eu a perguntei.

- Sim. – ela respondeu. – Você foi quem a perdeu?

- Acho que sim... – eu disse rindo. Ela estava aqui! Não podia acreditar. Perdi-me em pensamentos, quando dei por mim ela estava perto com uma mão levantada em minha direção, como se quisesse me tocar.

Ela rapidamente abaixou a mão e deu dois passos para trás, ela não parecia consciente do que estava fazendo.

A porta da frente se abriu. Quem entrou por ela foram: Sra. Cullen, Rosalie e Emmett. Assim que entraram, todos se voltaram para Marie. Já ela não conseguia desviar os olhos dele. Por alguma razão isso me irritou profundamente.

- Esme, Rosalie, Emmett... Que bom que chegaram. – disse o Grande C. A Sra. C correu em direção dele e o abraçou, já fazia um tempo que os três haviam saído para caçar, eles deviam estar com saudades.

Olhei para Marie e ela ainda encarava Emmett. O que ele tem de tão bom? Olhei para ele e percebi o que Marie tanto olhava. Emmett estava sem camisa e sua calça estava com vários rasgos e suja de sangue. Por que ele sempre tinha que brincar com a comida?

Todos olharam na mesma direção que Marie. Eles rapidamente perceberam o estado de dele. Rosalie segurou na mão do marido e subiu as escadas correndo.

O que será que ela está pensando? Como eu queria ter o poder de Edward nesse momento. Ela parecia estar em transe. Também, não é para menos, o estado de Emmett era lamentável.

- Já está na hora de irmos embora. – Marie disse rapidamente. – Vamos meninas... – ela disse para as filhas.

- Já? – eu a perguntei.

- Sim. – ela andou até a porta, mas notou que uma das filhas não a seguia. – Vamos, Prue!

- Só mais um pouco – a pequena pediu.

- Prudence Melinda Winchester! Agora. – ela ordenou duramente. Prue foi até a porta e então segurou na mão da irmã. – Me desculpem pelo transtorno novamente. Adeus!

Dei um passo à frente para falar com ela. Não queria que ela fosse embora. Mas ela não me deu chance de falar, saiu porta à fora, levando as três filhas consigo. Um silêncio se estabeleceu na sala. Ninguém sabia o que falar ou o que fazer. A porta se abriu e por ela entraram Jasper e Alice.

- Nossa... O que aconteceu aqui? – Jasper indagou. – Parece que o clima não está muito bom.

- Tia Alice, tio Jazz. – Nessie disse enquanto corria em direção a eles. – Eu senti saudades. – Nessie pulou no colo de Alice e a abraçou, depois abraçou Jasper e ele a segurou.

- O que aconteceu? – Alice perguntou enquanto abraçava Esme e Carlisle.

- Seth conheceu a impressão dele. – disse Bella. Vi que Nessie colocou a mão no rosto de Jasper, provavelmente contando tudo.

- Entendo. – Jasper disse.

- E ela esteve aqui. – completou Edward. - Ela não é normal. – ele falou. Virei-me rapidamente para encará-lo.

- O que você disse? – perguntei em um tom desafiador.

- Me perdoe pela honestidade, mas é verdade. – ele respondeu.

- Você não sabe de nada...

- Você sabe? – o que ele queria dizer com isso.

- Na verdade não... – respondi tristemente. – A única coisa que sei é que nós nunca ficaremos juntos. – lamentei enquanto me sentava.

- Por quê? – Alice perguntou.

- Ela é casada, Alice. E tem três filhas. – respondi para a pequena vampira.

- Mas a Phoebe viu vocês se casando. – Nessie me disse.

- O que? – perguntei.

- Quando estávamos na casa dela, Phoebe tocou na tia Marie e viu você dois se casando. – ela respondeu alegremente.

- Como assim viu? – Jasper perguntou.

- Ela teve uma visão...

- Quer dizer que as filhas dela têm poderes? – perguntei para Nessie.

- Não... – Nessie disse gargalhando. – Prue, Piper e Phoebe não são filhas dela. São sobrinhas. – ela continuava gargalhando.

- Seth, como você descobriu que ela era "casada"? – Esme perguntou amavelmente.

- Havia uma dedicatória no livro que ela estava lendo. – respondi.

- Você pensou na possibilidade do livro não ser dela? – Alice me perguntou.

- Não... – todos me olharam incrédulos. Espera um pouco. – Pensem bem, na dedicatória falava das três meninas e ela estava com as três meninas, foi escrita por um homem e ela me rejeitou.

- O que você disse para ela? – Bella me perguntou.

- Eu disse que a amava. – qual era o problema?

- É claro que ela te rejeitou cachorro, você a assustou. – Rosalie disse descendo as escadas junto com Emmett. Por que eles demoraram tanto?

- Você não pode dizer tudo isso para ela de uma vez só, Seth. – Alice me advertiu.

- Você sempre faz isso. – eu a lembrei.

- É diferente. – ela se defendeu. – É mais forte do que eu. Mas isso não vem ao caso. – ela andou em direção de Jasper, ele ainda segurava Nessie. – Nessie você disse que Phoebe tem visões... São como as minhas?

- Não exatamente. – Nessie disse. – Ela tem que tocar em alguma coisa ou em alguém para poder ver. E ela pode ver o passado, futuro de todo mundo, inclusive o meu. – ela finalizou rindo.

- E as outras meninas? – eu perguntei.

- Prue pode mover as coisas com a mente e Piper pode congelar as coisas. – ela falou sorrindo.

- Que legal! – Emmett gritou animadamente. Todos o encararam, ele tentou refazer suas feições, deixando-as mais sérias.

– Mas o coração delas bate... O que elas são? – Jake disse, todos olharam para Nessie novamente, esperando que ela respondesse.

- La tua cantante. – Grande C sussurrou.

- Pai? – Edward indagou. – Como assim?

O que eles estavam falando.

- Elas são bruxas. – Grande C afirmou.

- Mas elas são bruxas boas. – Nessie falou em protesto. – Elas não machucam as pessoas, elas ajudam.

- Mas o que La tua cantante tem a ver com isso? – Alice perguntou.

O que era La tua cantante? Edward me encarou, provavelmente lendo meus pensamentos.

- É o nome que damos para as pessoas que cheiram como a Bella cheirava pra mim. Nós a chamamos de minha cantora, porque o sangue dela cantava para mim.

Obrigada! Agradeci mentalmente.

- Continue, Grande C. – pediu Jake.

- Fazia pouco tempo que eu havia chegado à América, estava em Lawrence, Kansas por volta de 1713. Então, eu a conheci, La mi cantante: Melinda Winchester uma bruxa e caçadora.

- Caçadora? Mas do que? – Jasper perguntou.

- Sim, caçadora... Da nossa espécie. Uma talentosa bruxa, ela era muito eficiente no que fazia... – Grande C foi interrompido.

- Igual à Buffy? – todos se viraram para encarar Emmett. Por que ele sempre tinha que fazer esses comentários? – Foi só uma pergunta... – ele tentou se defender.

- Sim, Emmett... Igual a Buffy, só que muito mais forte... – Grande C falou rindo.

- Obrigado, pai... – Emmett agradeceu fazendo uma cara de desolado, Rosalie o abraçou dizendo algo como "Não fique assim, ursão...".

- Como eu dizia... – Grande C continuou. – Melinda era La mi cantante. Na primeira vez que eu a vi foi... – ele parou por um momento, como se estivesse se lembrando do dia. – Eu nunca havia desejado tanto o sangue de alguém. Eu quase a matei. – ele falou com uma voz quase inaudível. – Ela percebeu o que eu era, e usou os poderes contra mim, ela ia me matar naquele exato momento, mas então ela percebeu a cor dos meus olhos. Ela disse que nunca havia visto olhos como aquele antes. – ele parou novamente, como se estivesse editando a história. – Eu a contei que eu era diferente, não caçava humanos. – ele deu uma leve risada. – Ela não gostou nada quando disse que me alimentava de animais. Mas ela teve uma visão e viu como eu realmente era.

- Ela se apaixonou por você, não foi? – Sra. C perguntou em um sussurro.

- Sim. – ele respondeu. – Mas eu nunca senti o mesmo por ela. – completou. – Passei um tempo com ela. Melinda sabia mais sobre vampiros do que eu, me ensinou muitas coisas também. Ela se surpreendeu quando eu disse que era médico. – ele falou com um triste sorriso. – Mas o tribunal da Inquisição a pegou, e ela foi queimada.

- Mas se ela era tão poderosa assim, por que não fugiu? – Rosalie perguntou.

- Prudence... – ele refletiu, parecia estar revivendo tudo aquilo que aconteceu há séculos atrás. – Ela tinha uma filha, Prudence. Se Melinda tivesse usado os poderes, se ela tivesse fugido... Prudence não escaparia da fogueira, os poderes dela haviam despertado há pouco tempo, e ela não os controlava bem. Melinda deu a vida pela filha. – Grande C disse enquanto apertava a Sra. C em seus braços. – Ela pediu que eu cuidasse de Prudence, assim eu o fiz. Quando Prudence fez 20 anos foi embora para o Brasil. Ela só deixou uma carta pedindo para que eu não fosse atrás dela e... – ele parou novamente.

- O que foi Carlisle? – perguntou a Sra. C.

- Na carta... – ele disse sorrindo. – Ela dizia que um dia nós voltaríamos a nos encontrar. – ele encarou a janela por um tempo. – Um dos poderes dela era ver o futuro. – ele disse com uma voz baixa. – Ela viu isso... Sempre tive esperança de ver a própria Prudence de novo, mas não era dela quem ela falava e sim das suas descendentes.

- Como você sabe Melinda e a Marie são da mesma família? - perguntei.

- Eu não havia percebido. – ele disse. – Mas quando Marie disse o nome: Prudence Melinda Winchester... Tudo fez sentido. Mesmo com todos esses anos as Winchester continuam com o cheiro parecido.

- Parece que a mãe das três meninas não tem muita criatividade para nome... – Rosalie disse, todos riram com o comentário.

Bruxas... Quem diria. Nós não somos os únicos especiais nesse mundo. Quer dizer que se eu contar para ela o que eu sou, talvez ela não se assuste tanto.

- Você acha que é uma boa idéia, Seth? – perguntou Edward. Ele estava na minha cabeça de novo.

- Como você mesmo pode ver, eu não consigo tirar ela da cabeça. Eu tenho que contar.

- Se elas são realmente caçadoras, virão atrás de nós. – Jasper disse com uma voz firme.

- Não tio Jazz. Elas não são más. – Nessie disse. Jasper olhou para ela e depois para Edward, ele parecia pedir algo mentalmente para ele. Edward fez um sinal para Bella, que foi em direção a Jasper e pegou Nessie do colo dele.

- Vamos... – Bella disse.

- Mas, mamãe... – Nessie protestou.

- Sem, mas, Renesmee. – Bella cortou enquanto subia as escadas com a menina em seu colo.

- Eu não queria falar isso na frente dela... – Jasper sussurrou. – Se elas vierem atrás de nós, teremos que estar prontos.

- Do que você está falando, Jasper? – perguntei.

- O que você escutou na mente dela? – Jasper perguntou para Edward.

- Para falar a verdade... Nada. – ele respondeu.

- Como assim? – Rosalie perguntou.

- Eu escutei um pouco, mas ela só pensava nas meninas e... Nessie havia contado meu poder para ela, então de repente eu não podia escutar mais ninguém. Foi como se ela tivesse removido meus poderes.

- Ela pode remover poderes? – Emmett perguntou.

- Pelo visto é esse o poder dela. – Edward comentou.

- Se Nessie contou o seu, é provável que tenha contado os nossos também. – Alice falou. Edward concordou. – Qual o nome da mãe das meninas?

- Anabelle Winchester. – Edward respondeu.

- Anabelle? – Grande C falou. Todos olharam para ele.

- Tem alguém que o senhor não conheça? – Emmett e seus comentários.

- Eu já a vi no hospital. Ela é casada com um médico intensivista, Taylor Scott.

- Taylor Scott? – me lembro desse nome. – É o nome do livro. – meu coração se encheu de esperança. – Então Taylor não é marido dela, é o cunhado.

- Que lindo, o cachorro ficou feliz agora. – Rosalie disse.

- Ela é casada com um humano? – Jacob estava tão quieto que eu nem havia percebido que ele continuava ali.

- Pelo que podemos ver... Sim. – Grande C respondeu.

Um silêncio desconfortável se instalou na casa. E agora... O que fazer?

- Então...? – Alice tentou começar.

- Temos que ficar prontos para recebê-las. – Jasper falou com um tom de militar.

- É melhor você não pensar em machucá-la. – disse para ele.

- Não pretendo atacá-la, Seth. – Jasper disse. – Mas se ela vier nos atacar. Não irei hesitar em atacá-la também. – uma raiva se apoderou de mim, mas rapidamente foi substituída por uma onda de calma. – Fique calmo. – Jasper me ordenou. Como se ele já não tivesse feito isso.

- Vou avisar o bando. – Jacob disse enquanto saia da casa, em direção a floresta.

- Nada de ataques. – Grande C disse. – Nada de atirar primeiro e perguntar depois.

Agora é só esperar para ver o que acontece.


Respondendo Reviews:::::

Milla Mansen Cullen: eu tbm amo... por isso a homenagem à elas... Seth tbm é um dos meus preferidos... que bom que está gostando... BJOS!

' wondeer fuol .: que bom que você está gostando... tbm amo o Seth... ele merecia msm... BJOS!