Disclaimer:Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Arlynn Presser , a mim só pertence a adaptação.


Capitulo 3 - A primeira noite de Bella

Edward eu tomamos os nossos milk-shakes até a última gota enquanto rodávamos rumo á escola. Eu estava justamente terminando o meu quando ele parou o jipe no estacionamento de lá e desligou o motor. Pegou sua sacola de ginástica e saltou para fora do veículo.

— Encontro você mais tarde— gritou por cima do ombro, já correndo em direção á porta do vestiário.

Andei até as arquibancadas e procurei um local em que pudesse tomar o suave sol do fim da tarde. Dali eu também tinha uma boa vista do treino de rúgbi.

Onde está ele? Onde está ele? Meu coração batia acelerado enquanto eu protegia meus olhos da luz do sol com a mão direita e esquadrinhava o campo. Nada. E então, de repente, captei um relance fugaz de um uniforme azul, e lá estava ele. Emmett Cullen, o garoto dos meus sonhos parisienses em carne e osso.

Ver Emmett ao vivo depois de um ano inteiro olhando somente para seu retrato elevou a minha pressão sanguinea á estratosfera. Ele estava muito mais bonito agora do que um ano antes — algo em que eu teria achado difícil de acreditar se não tivesse visto com os meus olhos. Parecia um pouco mais alto e, embora fosse difícil dizer ao certo, já que ele estava com seu estofado uniforme de rúgbi, ainda mais musculoso. Seu rosto ficara mais magro, mais amadurecido. Mesmo sendo um sênior — só um ano mais velho que garotos da minha turma —, ele já parecia mais um de faculdade do que de colegial.

Fiquei observando Emmett lançar alguns passes longos. Poucos minutos mais tarde, Edward, vestindo seus calções de corrida e uma camiseta regata, surgiu correndo na direção de seu irmão. Ele parecia tão magro e elástico perto de Emmett!

Fique calma, pensei. Eu não podia deixar Emmett ler o desejo em meus olhos. Isso arruinaria tudo. Lembrei a mim mesma que eu não era mais Isabella, aquela menina de quinze anos desesperada por qualquer demonstração de atenção da parte de Emmett, qualquer migalha que ele quisesse lançar. Agora eu era Bella, uma tentadora jovem de dezesseis anos capaz de nocautear qualquer garoto, inclusive Emmett Cullen — desde que ele pelo menos olhasse na minha direção.

Edward estava dizendo algo a Emmett, e então apontou para mim. Dei um pequeno aceno. Pensei em tentar o meu sorriso misterioso, mas achei que a distância era grande demais para que ele pudesse surtir qualquer efeito. Seja paciente, disse a mim mesma. Logo, logo, você vai ter sua chance.

Não precisei esperar multo. O treino tinha terminado, e Emmett veio subindo pelas escadas da arquibancada. Ele tirou o capacete de proteção e penteou os cabelos molhados de suor com os dedos.

Fiquei feliz por estar sentada, porque Emmett estava ainda mais bonito de perto que de longe? — e muito mais bonito do que na noite anterior à minha partida para Paris, quando beijara Tanya Denali na beira da piscina...

Expulsei aquela imagem da minha mente e me concentrei em Emmett Culen tal como ele aparecia agora — agora que ele ia ser meu. Seu rosto, com aqueles deslumbrantes olhos verdes, era perfeito. Seu corpo era musculoso, sem nenhum vestígio de gordura. E seu cabelo, há várias semanas precisando de um corte, era sedoso e castanho. Qualquer garota daria tudo para poder passar seus dedos por eles.

— Mas esta não pode ser a Isabella Swan que eu conheci certa vez — disse Emmett com um sorriso.

Me senti como se fosse começar a derreter. Mas meu plano exigia que me mantivesse firme.

— Oi, Emmett — cumprimentei num tom sereno e descontraído. E então dei a ele o meu sorriso misterioso. — Pode me chamar de Bella.

— Bella? Claro. Um belo nome — replicou Emmett, sentando-se no banco em frente ao meu. — E fica muito bem em você.

Pude sentir que, sutilmente, ele estava me avaliando. Provavelmente não queria ser cru e me olhar descaradamente de alto a baixo como faziam alguns dos garotos mais grosseiros da escola. E pude sentir também que ele gostou do que viu.

— E então?... Me conte de Paris. Eu sempre quis ir, mas nunca houve uma boa chance. É mesmo uma cidade tão bonita quanto dizem?

— Ainda mais — respondi, dando outro sorriso misterioso.

Então lhe contei tudo sobre Paris e sobre minha viagem á Grécia. Emmett ficou me ouvindo sem dizer uma palavra, como se eu fosse a garota mais linda e mais interessante sobre a face da Terra. Ele riu quando contei que tinha pedido miolos de bezerro por engano em um restaurante. Estar com ele era ver meu sonho se tornando realidade. Gianna tinha razão: Emmett Cullen ia ser meu.

— Ah, eu recebi aquele cartão que você me mandou — disse ele, quando eu já tinha contado tudo o que tinha para contar. — Foi muito legal da sua parte se lembrar de mim, especialmente considerando que você estava tão ocupada. Mas eu não sou nenhum grande escritor de cartas, sabe...

—Você é mais um homem de ação — sugeri atrevidamente.

— É, gosto de pensar que sim. — Ele hesitou por um instante, e então falou de novo. — Você gostaria de ir ao cinema comigo hoje á noite?

— Adoraria — respondi com um sorriso.

Meu plano estava funcionando a perfeição.

1º de setembro

Forks, Washigton

Querida Gianna,

Merci! Merci! Merci!

Nem tenho palavras para agradecer. Você estava tão absolutamente certa sobre tudo! Fazia menos de um dia que eu havia chegado aqui e já tinha um programa marcado com Emmett Cullen.

No começo fiquei decepcionada por ele não ter ido me esperar no aeroporto, mas seu irmão, Edward, estava lá. Acho que falei do Edward para você algumas vezes, não foi?

Edward me levou para tomar um milk-shake e depois fui com ele até a escola, onde Emmett estava treinando com um time de rúgbi. Ele mal me reconheceu. Eu havia vestido aquele tailler preto que nós compramosjuntas na Printemps e tinha me maquiado do jeito que você me ensinou.E tenho certeza de que meu look estava fantástico, graças a você.

Dei a Emmett o meu sorriso misterioso, e ele imediatamente me convidou para sair. Tão fácil quanto você disse que seria.

Não consigo acreditar na baita sorte que tive de ter você como monitora. Você não só me ajudou a passar em todas as provas da escola como mudou a minha vida! Vou ser eternamente grata.

Milhões de beijos e amor,

Bella

PS: Gostaria tanto que você estivesse aqui agora pra me ajudar a escolher a roupa pra sair com Emmett hoje à noite! Vou escrever logo contando como correu tudo.

Terminei a carta para Gianna e me joguei na minha cama.

O que eu deveria vestir?

Com certeza uma das minhas roupas parisienses. Na verdade eu não podia nem me imaginar usando alguma das minhas velhas roupas americanas. Elas eram todas muito Isabella. Só as minhas roupas francesas pareciam adequadas a Bella, à nova eu.

Finalmente me decidi por um dos meus conjuntos preferidos de Paris, uma saia curta preta com uma colorida camiseta bordada e um cinto bordado com as mesmas cores da camiseta. Passei um pouco do pó que Gianna tinha comprado para mim e um batom vermelho claro. Gianna me dissera para eu me concentrar sempre em apenas um ou dois elementos — os lábios, as maças do rosto ou os olhos. Ficava mais natural e mais expressivo do que usar um monte de maquiagem tentando realçar tudo ao mesmo tempo.

A campainha soou, e eu desci apressada. Antes de abrir a porta, parei por um segundo e respirei fundo, me esforçando para esconder a excitação que naquele momento tomava conta de mim completamente. Abri.

— Oi, Emmett.

Emmett ficou lá de pé no nosso patamar de entrada, estático. Ele vestia calça cor-de-oliva e uma camiseta pólo bege. Seu cabelo estava molhado, e eu pude sentir um doce aroma de xampu. Ele estava simplesmente perfeito.

— Bonjour! — replicou Emmett com os olhos cintilando. — Você está linda.

— Obrigada — eu disse, com a cabeça rodopiando.

Tive vontade de me beliscar para ter certeza de que não era um sonho. Eu estava realmente, de verdade, saindo com Emmett Cullen!

Peguei minha bolsa e segui Emmett até o Miata vermelho conversível de sua mãe, um carro esportivo e sensual, perfeito para alguém como ele.

— Você se importa se a gente andar com a capota abaixada? — A noite está tão bonita...

— Claro — respondi. — Adoro sentir o vento batendo no meu rosto.

Isso sem falar no meu cabelo. A brisa com certeza o jogaria para trás dando a Emmett perfeitas condições de visibilidade para admirar as minhas madeixas castanhas. E além do mais eu estava louca para que alguém da escola me visse com Emmett. Afinal, quem não repararia em um conversível vermelho berrante?

Sorri ao ver que Emmett estava dando a volta para abrir a porta para mim.

— Achei o carro um pouco lento hoje — comentou, se inclinando para checar os pneus traseiros. — Quero ter certeza de que não vamos ser surpreendidos por um pneu furado.

Fiquei olhando ele apertar a borracha do pneu com o dedo.

— Nada — disse ele, se levantando e voltando para a sua porta sem se lembrar de abrir a minha. — Parece que está tudo em ordem.

— Hum... ainda bem — comentei, levemente decepcionada com o esquecimento dele.

Mas desencanei imediatamente. Afinal, o que havia demais em abrir eu mesma a porta do carro? Eu era uma mulher sofisticada agora. Podia me dar ao luxo de dispensar certas formalidades machistas. Sorri para mim mesma. Programa número um com Emmett Cullen, lá vamos nós! Me ajeitei no assento e saímos rodando rumo ao Multiplex, o maior complexo de salas de cinema de Forks.

No caminho Emmett me entreteve com histórias da Forks High School que tinham ocorrido no ano em que eu estivera fora: o rato na cantina, os extremamente públicos divórcio e re-casamento de um dos diretores da escola com uma jovem professora-assistente, e a segunda vitória de Forks Warriors — o time de rúgbi de Emmett — no campeonato contra o Saint John, o nosso velho arqui-rival.

Enquanto ouvia as histórias de Emmett me dei conta de que ele não só era o garoto mais bonito de Forks como também o mais divertido e agradável. Não surgia nenhum daqueles típicos momentos constrangedores em que ninguém tem nada a dizer e de repente os dois começam a falar ao mesmo tempo e a discutir sobre quem deve falar primeiro.

Quando paramos no estacionamento do Multiplex, eu já estava plenamente convencida de que sempre tivera razão — mesmo com Alice Brandon, minha melhor amiga sobre a Terra, tentando o tempo todo me convencer do contrario: Emmett e eu éramos feitos um para o outro. Íamos ser o casal número um de Forks naquele ano, e todas as garotas da Forks High School me invejariam quando Emmett encostasse seu carro todas as manhas no estacionamento da escola comigo no assento do passageiro. Eu mal podia esperar para ver a expressão de perplexidade no rosto de Tanya Denali.

Emmett me deixou escolher o filme, e optei por um francês que tinha assistido em Paris. Era um filme muito romântico, perfeito para a nossa primeira saída. Quando eu o vira pela primeira vez, imaginara que Emmett e eu éramos os jovens amantes protagonistas afastados pela Segunda Guerra Mundial e finalmente reunidos após muitos dolorosos anos de separação. Nos sentamos na última fileira. Logo que os trailers começaram, Emmett sussurrou no meu ouvido.

— Não consigo acreditar que você estava tão perto durante todos esses anos, literalmente no fundo do meu quintal, e que tenha levado todo esse tempo pra gente encontrar um ao outro.

Demorou todo esse tempo pra você me encontrar, corrigi mentalmente.

Quando as luzes se apagaram, Emmett escorregou seu braço pelo encosto da minha poltrona. Durante os comerciais senti sua mão roçar levemente em meu ombro. No primeiro momento me enrijeci com o toque. Eu tinha esperado praticamente a minha a minha vida toda por aquele momento, e estava nervosa demais para me sentir totalmente á vontade em um programa real com Emmett Cullen. Agora que ele entrara em ação e começara a conquistar terreno, eu me sentia petrificada.

Mas logo me dei conta de que aquilo era apenas a velha Isabella reagindo.

Tentei imaginar como Gianna se comportaria numa situação parecida. Ela provavelmente já estaria esperando que seu companheiro a tocasse. E desejaria que ele o fizesse. Relaxaria ao toque e curtiria o momento. E foi exatamente o que eu tentei fazer.

Me inclinei contra o ombro de Emmett e ele, parecendo encorajado pela minha reação, começou a brincar com o meu cabelo. Fique feliz por ter deixado meu cabelo secar naturalmente depois de tê-lo lavado com xampu e condicionador: agora ele estava suave e sedoso em vez de duro e grudento por causa de algum gel ou mousse. Os dedos de Emmett começaram a acariciar meu pescoço e logo deslizaram mais para baixo, para esfregar meus ombros em uma delicada massagem.

Apesar do muito que eu tinha sonhado sobre como seria um romance entre mim e Emmett, nunca poderia ter imaginado que me sentiria como agora, que a coisa estava acontecendo de verdade. No primeiro instante seu toque foi como um cabo de alta-tensão na minha pele nua. Me fez estremecer dos pés á cabeça e colocou meu coração em disparada. Mas depois, quando relaxei, foi como estar deitada numa praia com o suave calor do sol acariciando todo o meu corpo.

O filme começou, e nos sentamos direito para assistir. Mas as pessoas que estavam sentadas na nossa frente eram muito altas, e não conseguíamos ler as legendas. Emmett não sabia o que as personagens diziam, e comecei a sussurrar uma tradução simultânea no ouvido dele. Seu cabelo ainda cheirava a xampu, e também pude captar um vestígio de loção pós-barba em seu rosto. A um certo ponto ele virou a cabeça justo quando eu me inclinava para traduzir uma cena de amor, e seus lábios roçaram nos meus. Não foi exatamente um beijo. Foi mais um acidente, as nossas bocas passando pelo mesmo lugar ao mesmo tempo.

Me pegou com a guarda baixa, totalmente desprevenida, e fiquei tão atordoada que não consegui sentir nada. Eu sempre tinha imaginado que meu primeiro beijo com Emmett seria um evento apoteótico, algo assim como um terremoto de oito graus na escala Richter. Mas não fora nada parecido. Talvez as minhas expectativas fossem grandes demais. Claro, aquilo não tinha sido um beijo de verdade, lembrei a mim mesma quando Emmett voltou o rosto de novo para a tela. Tentei não ficar decepcionada. Mas fiquei.

— E então, o que você achou do filme? — perguntei quando os créditos já rolavam pela tela do cinema.

— Acho que teria feito mais sentido se eu entendesse francês — respondeu ele com um sorriso.

— Minha tradução não estava boa o suficiente?

— Tenho certeza de que estava. Só que simplesmente eu não conseguia me concentrar no filme com você respirando no meu ouvido.

— Sinto muito se distrai você — repliquei brincando. — Da próxima vez vamos nos sentar perto da tela pra você poder ler as legendas.

— Não se eu puder evitar — devolveu ele com um sorriso malicioso, quando já entravamos no conversível.

Fiquei pensando a respeito de como os nossos lábios haviam se tocado. Como é que eu podia não ter sentido nada? Emmett era lindo de morrer, incrivelmente charmoso, e eu fora apaixonada por ele praticamente desde sempre. Devia ter sido culpa minha. Com certeza eu ainda não estava pronta para aquilo. Mas da próxima vez estaria.

— O que você acha de um sorvete no Depot? — ele sugeriu.

— Ótima idéia.

Por alguma razão eu não quis dizer a Emmett que tinha ido ao Depot com seu irmão naquela mesmíssima tarde. Eu não sabia por que, pois não havia nada de errado em dois amigos — vizinhos — irem tomar um sorvete juntos. Acho que simplesmente eu não queria mencionar o nome de Edward enquanto estivesse com Emmett. Não queria que ele me visse como a garotinha que havia brincado com seu irmão desde pequena. Aquela era Isabella, e agora eu era Bella.

O Depot estava lotado, para variar. Reconheci algumas pessoas e, claro, todos os que eram do nosso colégio tinham que vir dizer um oi a Emmett. Um garoto ficou me encarando enquanto eu passava até sua parceira lhe dar um cutucão com o cotovelo para chamar sua atenção de volta para ela. Reparei que um par de meninas, duas seniores, me olharam com inveja.

Quatro rapazes do time de rúgbi devoravam sundaes duplos.

— Ei, Emmett, cara! — disse um deles, vindo para cima de Emmett. — Quer se sentar com a gente?

Senti o meu território ameaçado. Era a minha primeira saída com Emmett, e eu queria que fosse a nossa noite. Emmett e eu, sozinhos. Não queria de jeito nenhum dividir aquele momento com um bando de atletas brutamontes falando o tempo todo de bloqueios, passes e pancadas.

Felizmente Emmett pareceu ler os meus pensamentos.

— Fica para outra vez, parceiro. A gente se vê amanhã — disse ele, me conduzindo em direção a uma mesa que acabava de ficar vaga no fundo da lanchonete.

Demorou pelo menos quinze minutos para a garçonete vir nos atender. E eu sabia que seria no mínimo mais meia hora até os nossos sorvetes chegarem.

Mas e daí? Eu estava exatamente onde queria estar: No meu primeiro programa com Emmett, o garoto mais lindo e atraente do estado de Washington.

— E aí, como foi? — perguntou Alice no dia seguinte.

Era sábado de manhã, e eu podia visualizá-la deitada em sua cama com o telefone sem fio apertado forte contra a orelha.

— Como foi? Bom, tomamos os nossos sundaes e depois ele me levou de volta pra casa — respondi com uma risadinha maliciosa.

— Não me venha com essa, garota! — ralhou Alice, também brincando. — Ele beijou você ou não?

— Fora aquele semibeijo no cinema, não.

— Ah... — disse Alice, parecendo decepcionada.

— Acho que ele até queria quando chegamos na porta da minha casa, mas não dei chance. Parte do meu plano é bancar a difícil. Além do mais, eu temia que se começássemos a nos beijar eu pudesse perder o autocontrole, e ai a sofisticada Bella desapareceria numa nuvem de fumaça deixando no lugar a simples e velha Isabella.

— E quando você vai ver ele de novo? — perguntou Alice.

— Bom, ele me convidou para sair de novo hoje, mas eu disse que queria passar a noite com o meu pai. Acho que isso o chocou. Provavelmente Emmett nunca teve um convite seu recusado por uma garota.

— Uau! Mal consigo acreditar que a minha melhor amiga está saindo com Emmett Cullen.

Eu ri.

— Dá um tempo, Alice, assim você faz a coisa soar como se eu estivesse saindo com uma estrela de cinema ou algo parecido.

O bipe do telefone soou — o som de outra chamada na linha — e pedi a Alice para esperar enquanto eu alternava para a outra chamada. Era Emmett. Voltei para Alice e me despedi dela rapidamente.

— Bella — começou ele com uma voz ainda mais sexy que de costume — eu se que há esse jantar com o seu pai hoje, mas não consigo tirar você da minha cabeça. Fiquei pensando se não estaria a fim de dar uma passada aqui depois do jantar, só para me dizer boa-noite. Não importa a hora.

— Mas Emmett, eu nem sei a que horas a gente vai voltar do restaurante, e...

Bancar a difícil estava ficando cada vez mais difícil.

— Não tem importância. Vou ficar esperando.

Papai me levou ao meu restaurante chinês favorito. Foi uma delicia me sentir de volta em casa e estar com meu pai, mas minha mente continuava vagando de volta á imagem de Emmett me esperando na varanda da piscina. Era tarde quando chegamos em casa, e papai foi direto para a cama. Eu subi as escadas como se estivesse indo dormir e esperei até que ele apagasse a luz do quarto. Então passei rapidamente um pouco de batom, ajeitei o cabelo e me esgueirei para fora da casa.

Encontrei Emmett esperando por mim em uma das espreguiçadeiras ao lado da piscina. A única luz era a que vinha da lua e das velas que ele tinha colocado sobre uma das mesas.

Emmett se levantou de u salto quando me viu.

— Estou contente por ter vindo — ele disse, pegando a minha mão.

Uma música lenta e suave escoava dos alto-falantes embutidos no deque.

— Eu adoro essa canção. Você gostaria de dançar?

Fiz que sim com um gesto de cabeça. Emmett me puxou para perto de seu corpo, e começamos a dançar.

— Você é tão linda, Bella — murmurou Emmett no meu ouvido. — Nunca senti nada assim por nenhuma garota.

Ele estava dizendo exatamente o que eu queria que dissesse. O que eu sempre tinha sonhado ouvir dele. Por fim eu estava em seus braços, dançando ao luar. As velas tremeluziam com a brisa. Era muito mais romântico do que eu jamais poderia ter imaginado. Levantei a vista para os olhos verdes de Emmett e senti meus joelhos amolecerem. Ele ergueu meu queixo com a mão e se inclinou para mim. Pude sentir seu hálito de menta uma fração de segundo antes de seus lábios tocarem os meus.

Mas subitamente a varanda foi banhada por uma luz intensa.

— Ooops! Hã... me desculpem.

Era Edward.

Emmett ficou tão surpreso quanto eu. Ele se distanciou um pouco do meu corpo e logo senti seus braços se soltarem de mim.

— Edward! Qual é o problema, cara?

— Escutei vozes e pensei que podiam ser ladrões — respondeu Edward. — Desculpem se eu interrompi alguma coisa.

Emmett lançou ao seu irmão o olhar mais maligno de que era capaz, mas Edward pareceu indiferente á hostilidade estampada no rosto de Emmett.

— Oi, Bella — cumprimentou ele com um sorriso.

— Oi, Edward.

Emmett me enlaçou novamente com seus braços, mas de alguma forma as luzes intensas e a súbita aparição de Edward tinham mudado o me estado de espírito. Um momento antes Emmett estivera a ponto de me beijar. Chegara até a mordiscar meus lábios. Eu tinha esperado uma eternidade por aquele instante, e podia dizer com toda a segurança que Emmett estava pronto para retomar de onde tínhamos parado — mesmo com Edward de pé lá olhando. Mas eu me sentia envergonhada por Edward ter pego a gente em flagrante, invadida por um fluxo de emoções que não conseguia compreender. Mesmo estando louca para beijar Emmett como estava — e para que ele me beijasse — eu não gostava nem um pouco da idéia de ter um público, muito menos Edward.

— Te-tenho de ir agora — gaguejei, me desvencilhando dos braços de Emmett.

Então me virei abruptamente e corri para casa.

Quando cheguei no meu quarto, no andar de cima, mantive a luz apagada e olhei pela janela. Ouvi Emmett e Edward discutindo, mas não dava para escutar o que eles diziam. De repente a discussão parou e Emmett, enfurecido, entrou tempestuosamente na casa. Edward se deitou em uma das espreguiçadeiras. Eu vesti o meu pijama e fui para o banheiro escovar os dentes.

Edward ainda estava deitado na varando da piscina quando eu fui para a cama.


N/A:Ah Edward, meu heroi...

Salvou a Bellinha de beijar o Emm, apesar o semi-beijo no cinema :/

Gente, próximo capitulo é cheeeio de emoções com esse triangulo amoroso

Vai ter beijos, baile e um novo casal a bordo...

Queria mandar um beijão pra 1 Lily Evans, aldmere, ferpbiagi, Jana Pepita, La noite e suelly por favoritarem a fic e

Lari SL e a Mel Cullen Malfoy que adicionou nos alertas ( não citei todas por que a maioria tem nos favoritos)

Meninas, voce são demais mesmo ^^

-X-

Fah Monteiro: Ahh, o Aro você manda, mas nem pra me mandar um Edward? Eu aprovitaria mito mais ...*risos* Vixi Fah, a belita é meio obcecada pelo Emm por enquanto, eu sei, tambem acho irritante, mas de qualquer jeito, ela não arrasa corações? E nossa, seria muito engraçado a Bella de cherleader, por que ela OdeiA a Tanya, imagina as duas junto? ASHUAHUASHSAH, não sobraria membros intactos.

Lih: Pois é , eu se fosse ela esqueceria rapidinho, imagina o Edward todo lindo a fim de mim, e o melhor, não é galinha igual o Emm.

Lari SL:Essa obsessão ainda vai render muitos capitulos, mas nos sabemos que um ia ela abre os olho, neah? Bjcas pra você tambem :*

nataalya13: Aposto que tambem gostou desse neah? O Edward entrou pra salvar nessa, mas o próximo, como eu tinha dito, é bem cheio, e um dos maiores das fics que eu ja adaptei, e vai ter mais pessoas aparecendo nele, você vai adorar ^^

-X-

Gente, eu tô muito feliz com essa fic, ela é otima, e eu já tenho o próximo capitulo adaptado. Então, se eu tiver 10 reviews eu posto até sexta ok? E se tiver até quinta vai ser quinta, etc. Tudo depende de vocês meninas. Espero voces até lá.

Bjcas,

Days3.