Capítulo 03 – Incubus
O som alto e metálico de guitarra e baterias junto à voz estridente e constante o perturbava, e ele tinha quase certeza de que a música era uma tentativa de mantê-lo longe, mas Sam estava determinado a não sair dali tão cedo.
Seus olhos se prenderam por alguns instantes nas pernas do irmão, única parte de seu corpo que não estava debaixo do Impala, para em seguida buscar a garrafa de cerveja aberta perto de seus pés.
Anos vivendo juntos, anos vivendo separados, tanta coisa pelo que passaram, que Sam simplesmente não esperava por aquela sensação.
Vazio e distância.
Era como ver o mundo por trás de uma névoa. Uma parede sólida que o jogava para uma dimensão paralela em que estava intocável. E não podia tocar nada. Nem seu próprio irmão.
Ele havia conseguido superar a própria fúria, o desejo por poder, seus medos, a dor. Aquela prisão não era para ele. Adam não conseguira, mas ele saiu de lá. Vivo. Talvez não inteiro, mas vivo.
Muita coisa havia ficado naquela cela. Muita coisa havia ficado nele. E ele ainda não sabia como agir quando o mundo decidiu que não podia esperar que ele se adaptasse a tudo aquilo.
O apocalipse acabara, Lúcifer em sua jaula, mas os demônios, as pragas, a guerra, ainda estavam pela Terra, e talvez ele fosse a pessoa mais preparada para enfrentar tudo isso, e já não tinha mais nada a perder, sabendo que seu irmão, seu único elo com o mundo, estava salvo, vivendo, em paz.
Exceto pelo detalhe de que Dean não queria essa vida.
o0o
Harry piscou, despertando aos poucos. Não estava confortável. Não se sentia bem. Seu corpo doía e ele estava deitado sobre algo duro e frio. O ambiente entrou em foco conforme se sentou no chão em que estivera deitado e ele percebeu que não conhecia aquele lugar.
E parecia hostil.
Uma sala redonda com paredes metálicas e aparentemente grossas, uma porta de ferro que poderia guardar um banco, desenhos que o faziam pensar em runas antigas e uma hélice girando sinistramente sobre sua cabeça na passagem de ar.
Levantou-se, notando que já não estava mancando, a dor em seu corpo parecia ser pela posição incômoda em que dormira, associada ao fato de que seus dedos pareciam em carne viva. No canto da sala, - se é que tem cantos em uma sala redonda – havia uma pia e, para sua felicidade momentânea, água corrente.
Lavou o sangue seco das unhas quebradas, o rosto e o que conseguiu de seu corpo. Tirou a blusa rasgada e verificou que os hematomas haviam desaparecido. Ele se lembrava da sensação quente e reconfortante das mãos do anjo Castiel sobre sua pele, mas não havia acreditado realmente que aquilo iria funcionar. Ele perdera a consciência antes do anjo terminar e, bem, funcionara, ele estava são, exceto por seus machucados mais recentes.
Olhando mais atentamente, notou a cama desarrumada no centro da sala, os lençóis jogados no chão, um armário virado do outro lado, e marcas de sangue perto da porta. Bem, ele já sabia que não havia sido deixado deitado no chão, que o demônio acordara primeiro que ele e que não conseguiu sair dali.
Sorriu. Os tais Winchesters sabiam o que estavam fazendo.
Recolheu um pouco das coisas jogadas e sentou-se sobre a cama com as pernas dobradas, esperando. Não demorou muito e o barulho de ferrolhos e trancas o avisou que haviam percebido que acordara. Uma pequena janela de comunicação se abriu na porta e os olhos verdes de Dean o encararam.
- Bom dia. – disse, baixo.
A porta se abriu e ele e Sam entraram empunhando espingardas e empurrando um carrinho com alguns utensílios e comidas.
- Quem está aí? – Dean perguntou em tom de riso.
- Harry. Quem mais seria? – o garoto perguntou, também brincando, sabendo que agora ele deixara de ser "um garotinho dramático".
- Bem, ainda não sabemos, ele não quis conversar muito. Estava possesso, na verdade. – Sam explicou, sentando-se ao seu lado e passando um óleo sobre sua testa, falando algumas palavras em uma língua estranha, baixo – O que é raro, sabemos que demônios não curtem ficar presos, mas em geral eles tentam negociar antes de colocar a casa a baixo.
- Eu consegui prender ele por um tempo e não houve negociação, talvez ele tenha se assustado um pouco com tudo isso. – Harry explicou, começando a se servir do café da manhã que os dois trouxeram – Ele machucou alguém?
- Você. – Dean constatou, olhando as mãos do garoto.
- Eu não conto. – Harry sorriu, tomando um pouco de água e tossindo – Hum. Isso parece tequila.
- É água benta. – Sam explicou, esperando pela reação dele.
- Eu já tomei antes. – Harry explicou – Na igreja. O demônio não gosta, mas não chega a se incomodar muito. É forte, denso, pesado e me deixa desnorteado.
- Em geral é como ácido para demônios, não tequila. – Dean parecia indignado, Harry deu de ombros, mordendo um sanduíche.
- O que é esse óleo que você passou em mim? – se voltou para Sam.
- Castiel quem deu, não sei o que é, disse que pode te manter consciente por mais tempo. Aliás, você tem uma cicatriz bem diferente aí.
- Não é coisa de demônio, essa foi marca de um outro bruxo, mas a história é longa. Ficar consciente é bom. Eu me sinto melhor, agradeça a ele.
- Ah, ele sumiu. – Dean explicou, pegando um pouco de sal grosso e colocando sobre o colo de Harry, que o olhou confuso - Acho que está pesquisando a outra coisa que tem dentro de você.
Dean o olhou atento por um momento, como quem espera algo. Como só silêncio se seguiu, ele gaguejou e se viu obrigado a falar algo com relação ao sal para Harry.
- Você poderia espalhar o sal, por favor, Harry?
- Espalhar? – Harry tocou o sal, brincando com ele em cima da cama – Espalhar como?
- Deixa para lá. – Sam trocou um olhar com Dean, que xingou baixo – Já terminou de comer? Deixe eu fazer um curativo nos seus dedos.
- Depois disso, vamos tentar te exorcizar novamente, ok?
- Ok. – Harry disse quase alegre.
o0o
Bobby veio da cozinha ao ver os dois irmãos reaparecerem da passagem que levava à sala do pânico.
- E aí, como ele está?
- Dormindo. – Dean caiu sentado no sofá, suspirando cansado – Água benta e sal não funcionam. Tentamos cinco rituais de exorcismo diferentes, sendo um em sânscrito e um em enoquiano, e nada. Ele grita e sente dor, mas o demônio sequer se manifesta. E, sim, nós fomos até o fim em todos.
- Com o que, afinal, estamos lidando? – Bobby perguntou, assustado.
- Você tem certeza de que é um demônio? – Sam perguntou, pensativo.
- Bem, ele fica preso na armadilha, não? – Bobby ponderou – Nós testamos antes de levá-lo para lá, e é uma armadilha para demônios, qualquer outra criatura sairia dali. E aquele tipo de acesso de fúria que ele teve quando acordou a primeira vez me pareceu bem demoníaco.
- Ainda temos a faca.
- Não, espera. – Dean sentou mais reto no sofá – Eu não vou matar um adolescente porque não consigo expulsar um demônio do corpo dele! Sério, que tipo de caçadores nós somos? Ele está sob controle, podemos pensar em algo. E, além do mais, não é só um demônio, tem aquela outra coisa que nem o Cas identificou. E se a gente tentar atacar o garoto e a coisa se voltar contra nós? Como... como o arcanjo do Chuck!
- Ok. – Sam concordou – E o que fazemos?
- Deixa ele lá. Está bem assim, não está? – Dean deu de ombros.
- E pegue a faca e leva o almoço para ele. – Bobby avisou, voltando para a cozinha – Está quase pronto.
- Leva água benta também, ele vai gostar. – Dean relaxou no sofá e riu – Tequila!
- Estão dando uma festa e não me chamaram? – uma voz nova soou na sala, sobressaltando os três homens.
- Você precisa entrar assim? – Bobby protestou, olhando de forma reprovadora Crowley se aproximar sorrindo.
- Dá mais impacto. – o demônio riu baixo e deu um selinho rápido no homem mais velho – Mas, bem, vejamos... – ele inspirou fundo – o maldito anjo não está, mas andou muito por aqui e... – ele franziu a testa – temos convidados?
- O menino está possuído, pensei que poderia ajudar. – Bobby informou, dando de ombros.
- Pensando em mim ultimamente? – o demônio perguntou insinuante.
- Ah, por favor vocês dois! – Dean chamou a atenção, rindo da cena de quase casal entre Bobby e Crowley.
- Você precisa se divertir mais, garoto. Mas vamos ver o visitante, então. As coisas ainda estão meio agitadas no inferno, talvez seja alguém conhecido...
- Ele não responde a água benta, sal, exorcismo, nada. Não tentamos a faca porque o garoto ainda está muito fraco, mas acho que talvez seja nossa única opção. – Bobby explicava enquanto desciam até o quarto do pânico.
- Resistente esse aí, não? – Crowley respondeu, rindo – Têm certeza de que estão fazendo certo?
Dean se aproximou da porta e abriu a janela de comunicação. Harry estava de pé no meio da sala. O corpo rígido e ereto, a cabeça erguida com os olhos verdes brilhando de forma assustadora, um pequeno sorriso dúbio nos lábios.
- Bem, aí está ele. – o homem se abaixou, pegando uma faca para apagar parte da armadilha traçada no chão de forma que Crowley pudesse entrar na sala blindada, mas uma mão no seu ombro o impediu.
- Não faça isso. – Crowley disse, sério – Ele vai fugir.
- Enfrentando nós quatro? – Dean riu, mas parou ao ver o quanto o rosto do demônio estava perturbado.
- Ele é tão poderoso que eu acho que não ousaria olhar para ele mais uma vez, garoto. – Crowley disse baixo – Feche isso e vamos sair daqui.
- O que você acha que ele é? Algum tipo de deus, talvez? – Bobby tentou.
- Eu não sei. – Crowley ainda estava perturbado. Ele parou, olhando para Bobby, pedindo baixo – Saia daqui. Se ele ainda não matou vocês é porque não quis. Acredite, eu nunca vi nada igual ao que vi nos olhos dele. Ele é simplesmente... superior.
E o medo de Crowley pareceu injetar preocupação nos outros três.
o0o
Castiel apareceu no meio da sala, sobressaltando os três homens que liam, cada um em um canto, livros empilhados por toda a volta.
- Eu acho que descobri algumas coisas. – ele parou, como se sentisse algo no ar – Crowley esteve aqui. - declarou meio contrariado, jogando uma pasta sobre a mesa e indo para a estante pegar alguns livros enquanto os três se reuniam para ver do que se tratava.
- Esteve. – Bobby confirmou.
- Ele tem medo do Harry, Cas, mas não sabe o que ele é. O que isso significa? – Sam perguntou, mas Castiel somente indicou a pasta.
- Onde você estava? – Dean perguntou.
- Inglaterra. Tentando descobrir quem é Harry Potter. Eu já tinha ouvido falar dele, em junho, mas apesar dos grandes feitos, ele não estava relacionado à minha missão na Terra.
- Grandes feitos? Ele é só um garoto. – Sam riu.
- Vocês vão encontrar a história completa na pasta, eu consegui reunir alguns documentos e notícias de jornal para não perder tempo. Até junho, a vida de Harry Potter não nos diz respeito, o que aconteceu depois é que é importante.
- E isso é... possessão?
- Sim. Em julho ele era um rapaz tranquilo vivendo com uma família bruxa no interior do país, com namorada e um futuro brilhante. Em setembro, quando ele volta para o colégio para terminar os estudos, acaba acusado de quatro estupros em dois meses. Todos homens e fisicamente mais fortes que ele, sendo que um deles era seu melhor amigo. Então ele desapareceu.
- Foi o melhor amigo que tentou ajudar fazendo sexo com ele? – Sam perguntou, virando as páginas de notícias sobre "O menino que sobreviveu".
- Não, foi o irmão do amigo. Eu encontrei o corpo em uma casa abandonada, a mãe dele deve sonhar com o local nesta noite para ir buscá-lo. Estava protegida por magia e parece que foi abandonada duas semanas antes de ele aparecer aqui. Nesse meio tempo, houve 35 ataques de sucubus só em Londres.
- Sucubus? Eu pensei que isso fosse uma lenda. – Bobby encarou o anjo, surpreso.
- Ah, grande. Eu nem sei o que é. – Dean olhou o anjo, interrogador.
- Eu acredito que seja um incubus que está possuindo o Harry, a versão masculina do sucubus. E agora prestem atenção, porque isso diz respeito a vocês também.
Os dois irmãos sentaram-se, demonstrando total foco no anjo.
- Quando Deus criou o universo, ele criou o homem e a mulher iguais e à Sua imagem.
- Nós conhecemos essa história. – Dean interrompeu, mas Cas continuou, sem dar atenção.
- O primeiro homem se chamava Adão, a primeira mulher Lilith. Eles viviam no Éden.
- Lilith? – Sam se endireitou, surpreso.
- Sim. Isso é uma lenda, é bíblico, mas é algo anterior à minha criação, então eu só sei a história pelo que é contada. Lilith se voltou contra Adão e rogou a Deus para que, já que eram iguais, ela, como mulher, não precisasse se submeter ao homem. Deus negou e ordenou que vivessem em paz. Então ela deixa o paraíso e passa a peregrinar pela Terra. Foram enviados três anjos para convencê-la a voltar. Ela os seduz e tem um filho com cada um deles e os anjos são condenados a viverem como humanos. Seus filhos são amaldiçoados, destinados a viverem na Terra como sombras que seduzem os humanos pela fraqueza de sua mãe: o sexo. Esses são os três sucubus.
- Mas, Cas, Lilith é o primeiro demônio. Nós matamos ela por isso, lembra-se? – Sam tentou argumentar.
- Quando o número de humanos começa a aumentar, Lúcifer questiona a valorização que Deus dá para suas criaturas. Ele e Michel acabam brigando e Lúcifer é expulso do céu. Ao cair na Terra...
- Terra? Ele não é aprisionado no inferno? – Dean interrompeu novamente o anjo.
- Não existia inferno ainda. E isso é um dado importante, porque, se o sucubus é anterior ao inferno, ele não foi condenado a ele, logo, não pode ser enviado para lá.
- E é por isso que nenhum exorcismo funciona. – Bobby constatou, recebendo um aceno afirmativo de Cas.
- Lúcifer cai na Terra e encontra Lilith, a primeira mulher, prometendo a ela que, se ela o ajudasse a se vingar, a faria sua amante e preferida. Eles voltam ao Éden e ela faz com que Adão traia Eva enquanto Lúcifer a tenta com a sabedoria e o conhecimento de cultura e existência. E assim o homem é expulso do paraíso e Lúcifer aprisionado com os 666 selos no inferno por ter corrompido a criação divina. Ele leva Lilith com ele e a transforma no primeiro demônio.
O anjo respirou fundo, abrindo o livro em uma página com ilustrações de almas no inferno.
- Isso também é importante. Os demônios contra os quais vocês costumam lutar são almas maculadas. Seres que já foram humanos que são atraídos para o mal, infringem as leis de Deus e acabam condenados ao inferno. E o inferno as transforma em demônios. O sucubus não. Ele é um demônio filho de um anjo com uma humana que nunca foi condenado ao inferno. Sua maldade está na maldição, não em sua natureza. Ele é parte divino e parte pecado, e sua origem está perto demais do momento da criação. As armas que vocês costumam usar, como água benta, a faca, o colt, não podem atingi-lo, só vão irritá-lo e machucar Harry.
- Ok, e o que podemos fazer, então? – Dean perguntou, tentando ser objetivo.
- Eu ainda não sei. – a calma com que Cas disse isso quase o desesperou – Mas tenho mais alguns dados em que precisamos pensar. Apesar de não saber como matar um, o sucubus tem alguns pontos fracos que o diferencia dos outros demônios.
- Como gosto por tequila?
- Não. – Castiel olhou confuso para Dean – Ele não gosta de luz. É algo incômodo e pode até feri-lo em grandes intensidades, apesar de não ser letal. E o principal é que ele precisa se alimentar.
- O que ele come? – Sam perguntou, assustado – Sangue de bebês?
- Não, Lilith comia sangue de bebês. Ele se alimenta de libido humana. Qualquer contato físico-erótico com ele serve como alimento. É como ele mata as vítimas, sugando sua energia através do ato sexual.
- Agora as coisas começam a fazer sentido. – Sam riu, amargo – Como o cara que pensou que expulsaria o demônio transando com o Harry ou o fato de ele não querer ser tocado. Você acha que o Harry sabe que é um incubus?
- Eu acredito que sim, pelos dados que colhi na Inglaterra. Mas ele não faz idéia do que significa ser um incubus.
- O que acontece se ele não se alimentar? – Bobby perguntou.
- Isso nunca aconteceu antes. – Castiel parecia preocupado – Como eu disse, só existem três no mundo, e não há notícias deles há muito tempo. Eles são discretos e seus atos muitas vezes passam como acidentes. Durante muito tempo o mito do sucubus foi usado para justificar gravidezes indesejadas ou abuso sexual. Então eles se diluíram na história. Mas eu arriscaria dizer que ele não fica tempo o suficiente em um receptáculo para isso. Ele se apodera de pessoas no momento de sua morte e as usa para se alimentar por um período curto, em geral não mais de uma semana, e então abandona o corpo.
- Mas então o que esse cara está fazendo com o Harry? – Sam perguntou, assustado.
- E o verdadeiro Harry está morto? – Dean pegou a faca de cima da mesa, como um ato premeditado de defesa.
- Esses são os motivos que tornam esse um caso muito mais confuso. Harry não está morto. Ele passou por uma experiência de morte, mas estava vinculado por magia a um ceifeiro e lhe foi concedido voltar à vida. – Castiel os acalmou – Vocês podem entender melhor isso lendo os jornais. Mas ele ficou alguns segundos morto, e eu acredito que tenha sido nesse momento que o incubus se apoderou dele. Desde então, ele está oscilando entre a vida e a morte conforme o incubus se fortalece.
- Mas por que todo esse tempo? – Bobby perguntou.
- Eu não sei. Pelo que eu vi, Harry conseguiu prender o incubus por um período relativamente longo, negando alimento para ele. Eu receio que isso quase tenha matado o próprio Harry, já que o incubus passou a se alimentar do receptáculo na impossibilidade de caçar, e só não morreu porque o homem que propôs ajuda surgiu, fortalecendo o incubus e permitindo que ele fugisse. Mas isso nos levanta duas questões: o que aconteceria se Harry tivesse morrido e por que o incubus não simplesmente deixa o corpo dele? E eu suponho que isso tenha interferência da outra entidade que não sei o que é.
Os quatro caíram em silêncio reflexivo por alguns segundos antes de Dean se voltar para Castiel.
- Ok, nós estamos com o filho de Lilith aqui, preso no corpo de um adolescente que parece ter tantas possibilidades de morte quanto qualquer um de nós, não sabemos o que fazer e o único controle sobre tudo isso é algo que não tem nome, mas é poderoso. – ele fez uma pausa – Eu vou pegar uma cerveja, alguém quer?
- Eu. – Sam e Bobby disseram em uníssono.
-:=:-
NA – Oi, xuxuzes.
Capítulo postado rapidinho hoje que tenho que arrumar a casa pro dia dos pais :S
Espero que gostem ^ ^
E, cara, preciso voltar a escrever :S
Enfim, beijos e até o/
