Todos os nomes de personagens de Crepúsculo pertencem a Stephanie Meyer.

Todo o resto, minhas lindas, a propriedade intelectual, as caracterizações, a trama e os detalhes pertencem a Mim !

Plágio é roubo, e é muito feio, então... por favor não cópiem.

Muito obrigada !

Agosto de 2010.


Bella é uma mulher batalhadora que sonha em ser mãe e ter uma escolinha. Mas depois que Edward e os Cullens entram em sua vida, tudo muda drasticamente. Rated M, pela linguagem e lemons.


Dedico este capítulo a Gby00, obrigada pelos comentários linda !

É muito bom saber que alguém lê o que eu postei.

Preste atenção, pois agora que a estória começa a esquentar !

Então...vamos lá ! Espero que goste !

Beijos pra você !

Mary


VOCÊ É MEU DESTINO !

Chapter 3

Bella

Abri meus olhos, tentando me concentrar em algum ponto, enquanto minha cabeça girava, aos poucos fui tomando consciência de onde estava e de tudo que tinha ocorrido. Eu me sentia tão desorientada que demorou pra eu perceber que não tinha sido um pesadelo, era real, todas as imagens horríveis e a dor, era tudo real. Pisquei várias vezes, tentando desesperadamente por em ordem as imagens sem foco que surgiam em meu cérebro. Só então percebi que eu estava em um hospital. Olhei ao meu redor, e vi que eu estava sozinha no quarto, automaticamente passei a mão em minha barriga, uma forte dor ultrapassou minha alma e coração. O que tinha acontecido ? E meu bebê ?

Desesperadamente apertei o botão de emergência acima da cama para chamar a enfermeira. Dr. Withlock tinha de me contar o que estava acontecendo com meu bebê.

Dong

Dong

Dong

Com rapidez a porta se abriu e duas enfermeiras entraram correndo no quarto.

"Ms. Swan ! Em que podemos ajudar?"

"Oi...E..eu..eu...preciso ver o Dr. Withlock é urgente." Fui gaguejando até completar a frase toda.

"Sim...claro. Vamos chama-lo, já voltamos." Elas saíram pela porta e antes de deixar o quarto se entreolharam com um olhar de pena que me arrepiou inteira.

Os minutos pareciam horas, e quando finalmente meu médico chegou no quarto, eu já estava com lágrimas nos olhos e trêmula.

"Hey, Swan!" Dr. Hale me olhou com pena nos olhos e um sorriso fraco nos lábios.

"Bella...me chame de Bella, por favor" Foi tudo o que eu poderia dizer.

"Ok..Bella..." Ele começou, me olhou nos olhos e parou.

"Dr. ...por favor... só me diga se vou conseguir levar a gravidez até o sétimo mês, só faltam dois meses, passa tão rápido, né? Eu só quero saber se preciso ficar aqui, eu ficarei se for necessário, pode me dizer, eu vou fazer o que for preciso por meu bebê." Eu o interrompi e comecei a falar rapidamente.

"Bella...Eu sinto muito…"- Foi tudo o que ele disse...e assim nessa simples frase meu mundo caiu.

"O que ? Não...não…não..não" Eu gritei, balançando minha cabeça.

"Bella...seu útero está perfeito, você é jovem poderá tentar de novo em breve, basta tomar todos os medicamentos, continuar o tratamento e você poderá ter quantos filhos quiser, o que aconteceu com você poderia ter acontecido com qualquer mulher, foi um aborto espontâneo." Ele parou e se aproximou de mim pegando minha mão trêmula. Eu não conseguia respirar e nem pensar direito, eu estava tão triste.

"Bella...você não está sozinha! - Ele falou baixinho me abraçando gentilmente enquanto minhas lágrimas caiam de meus olhos.

Lembro de chorar até dormir, não sei dizer se Dr. Withlock ficou ali comigo até isso acontecer, mas também isso não importava, eu teria de passar pelo pior, voltar pra casa e ver toda uma vida planejada correr por entre meus dedos como um punhado de areia.

Fiquei parada olhando para o teto na cama, pensando, tentando retomar minha vida, pedindo por algum tipo de milagre. Não sei dizer se passaram dias,horas ou meses, eu fiquei ali naquela cama, mergulhando na tristeza, sofrendo a dor da morte de meu filho, eu sabia que eu precisava disso, tinha acontecido antes, na morte de Charlie. Mas eu também sabia que quando eu me levantasse, eu estava pronta para recomeçar a viver.

Numa manhã, acordei mais conformada e forte, tomei minhas últimas forças, vesti um roupão do hospital e sai pelo corredor, eu precisava visitar uma ala.

Eu tinha que passar pelo berçário, meu lado masoquista gritava pra mim, e meu peito doía na esperança de que tudo não passava de um terrível pesadelo.

Cinco meses. Meu bebê. Morto. Merda de vida !

Parei no vidro, onde pais, avós, tios, olhavam para seus bebês e se alegravam, e eu fiquei ali olhando para os anjinhos que estavam ali, tão pequenos e indefesos.

De repente encostei a testa no vidro e comecei a chorar, chorar copiosamente, desesperadamente. Coloquei as mãos nos vidros, e meu peito doía, eu me sentia tão sozinha, vazia, eu queria alguém pra me abraçar apertado e me dizer que estava tudo bem,eu pedia a Deus um anjo que me ajudasse a sair dessa tristeza. Parecia que uma adaga estava encravada bem no meu coração e minha mente não conseguia processar nada, só a dor.

Com um turbilhão de emoções passando por mim, senti quando um par de braços me segurou firme, e me deixei levar pela dor, eu chorei, lamentei e me desesperei, eu não conseguia ouvir nada, ver nada, mas estranhamente me senti segura. Fiquei ali, naqueles braços, com os olhos fechados, soluçando e exorcizando meus fantasmas.

Após meu choque, meus sentidos foram voltando pra mim, e percebi que eu ainda estava em frente ao berçário, abraçada com alguém, que ainda me segurava firme.

Abri meus olhos, e aspirei, respirei fundo e senti um perfume mais terno e delicioso que já havia sentido em toda minha vida, cheirava a lar, isso mesmo, eu estava segura, assim como só me sentia com Charlie.

Afastei-me da pessoa e me virei, eu queria olhar no rosto do anjo que me aparou quando eu estava mais fraca e vulnerável em toda a minha vida. Meu anjo.

Diante de mim era a pessoa mais bonita que eu já tinha visto, pele pálida, mandíbula perfeita, olhos verdes profundos, hipnotizantes e muito reconfortante, sem contar o cabelo bagunçado glorioso. Ele sorria pra mim, era o sorriso mais lindo e terno que eu já tinha recebido de um adulto e não pude deixar de retribuir o sorriso. Um anjo...

"O que?" - Ele perguntou sorrindo.

Demorei pra perceber que havia dito isso em voz alta.

Então corei ."Oh...sinto muito...por tudo...você deve pensar que eu sou louca, né ?" - Eu disse tentando consertar meu erro estúpido.

"Oh...não... tudo bem." Ele sorriu.

De repente o silêncio era desconfortável. Eu olhava para minhas mãos sem saber o que fazer ou dizer.

"Você está bem ? Você parece um pouco fraca!"- Ele perguntou parecendo preocupado.

"Oh...está tudo bem..er...dentro do possível, é claro!" - Sorri sem humor pra ele.

"Você parece muito pálida, acho que devemos chamar um médico."- Ele disse agora muito preocupado, me olhando com expectativa.

"Olha..er..."- Eu queria saber seu nome pelo menos.

"Edward Cullen" - Ele respondeu e esticou sua mão.

"Isabella Swan" - Peguei a mão dele e sorri.

"Sr. Cullen...eu sinto muito se atrapalhei sua vida, ok...eu não sei ..me sinto tão em órbita...me desculpe ...eu nem sei o que dizer." Eu olhava para minhas mãos enquanto falava com ele.

"Edward, me chame pelo meu nome. Não se desculpe Sra. Swan...por favor...não há motivo pra isso." - Sua voz era calorosa e me fazia sentir tão seguro, não pude deixar de olhar em seus olhos novamente.

Estendi a mão pra ele e disse..."Me chame de Isabella." - Isabella ? Sério, Bella ? Só Charlie me chamava assim, o que deu em mim ? "...e...Obrigada...Edward" - Eu disse com todo meu coração e esperava que ele pudesse sentir.

Me virei e voltei ao vidro do berçário, coloquei minhas mãos no vidro como se pudesse senti-los em meus braços.

Senti um corpo bem ao meu lado e olhei para ver Edward olhando para o bebê que estava bem em nossa frente.

"Ela é tão linda !" - Suspirei ao dizer isso.

"Sim, ela é. É tão pequena e indefesa, e já terá que lidar com as dificuldades da vida." Ele disse com dor nas palavras.

"O que ela tem ?" - Não consegui conter minha curiosidade.

"Ela perdeu a mãe no parto, ainda está em recuperação, e agora precisa de uma ama de leite, pra ficar bastante forte pra sair daqui e enfrentar o mundo aí fora." - Ele suspirou alto e pude sentir a angustia em sua voz.

"Pobre Anjo." - Eu disse ainda olhando a lindo bebê no vidro.

"Eu tenho leite em meus seios desde os três meses de gestação, vou me voluntariar pra ser ama de leite dela, vou dar a ela o que não pude dar ao meu filho falecido." - Eu disse sentindo a dor no meu peito me consumir de novo.

"Isabella..você não precisa fazer isso, é... muita coisa passando em sua cabeça.." - Ele estava realmente preocupado comigo.

"Edward...nem sei quanto tempo estou neste hospital, desde o aborto, você é a primeira pessoa com quem eu falo, estou apenas tentando juntar os cacos que restou de mim, eu vou ficar bem sabendo que posso ajudar uma família."

"Vou pedir ao Dr. Withlock ...ele vai me ajudar..vou pedir autorização da família, do hospital e ser ama de leite dela, se meu leite for aceito pelo bebê, ela poderá sair daqui o mais rápido possível, e terá uma vida feliz e completa com sua família." - Eu estava ofegante...eu realmente queria ajudar aquele bebê.

"Er...eu..." - Vi Edward lutar com as palavras e seu rosto estava confuso eu não conseguia entender.

"Edward...o que foi ? Me diga!" - eu pedi baixinho.

"Er...Isabella...este bebê, ela é minha filha". - ele disse olhando para o chão e coçando a nuca.

De repente me senti uma idiota, senti meu rosto esquentar de vergonha, o homem tinha perdido sua esposa e sua filha acabara de nascer, tudo ao mesmo tempo, ele devia estar com tanta coisa em sua mente, e eu estava aqui divagando..."Oh... Meu Deus...me desculpe...eu sinto muito, sinto muito mesmo por sua perda !" - Foi frustante ver seu olhar confuso.

"O que ? Não entendi !" – ele falava sério.

Agora eu estava confusa, o que ele quer dizer com isso?

" Eu sinto muito pela perda de sua esposa." – eu disse baixinho, esperando que ele não surte ou algo assim.

"Minha esposa ?" - Ele disse parecendo mais confuso que antes, de repente como um click, ele continuou...

"Oh, não ! Eu e Tanya, a mãe de Marie, nós tivemos um caso rápido e...aconteceu." – falou tranqüilamente.

"Marie ?"– Eu disse sorrindo, ele disse isso mesmo ?

"Sim, eu sempre gostei desse nome, é delicado, combina com ela." – ele disse simplesmente.

Deus ! Ele disse que gosta do meu nome ! Que é delicado. Minha Nossa, senti meu rosto queimar na hora, ele sorria pra mim, que sorriso...ele é lindo! Cale seus pensamentos, Bella !

"Engraçado isso, Marie é o meu nome do meio." – eu disse orgulha.

"Oh !" – foi tudo o que ele disse sorrindo pra mim e me fazendo sentir estranha. Que diacho é isso ?

Tentando me livrar desse sentimento, voltei minha cabeça ao vidro, e olhei para Marie, o lindo bebê, que de repente começou a chorar no quarto.

Edward imediatamente se pôs ao meu lado olhando pra dentro da sala, quando as enfermeiras começaram a correr em direção ao seu bercinho, haviam umas três mulheres em cima da criança, um médico entrou e logo um pequeno aparelho, uma das enfermeiras fechou a cortina na nossa frente. Escuridão.

"O que está acontecendo? - Edward gritou e bateu no vidro a nossa frente, desespero em seu rosto.

Corremos em direção a porta da frente e vimos o bebê sendo carregado em um pequeno aparelho em direção ao corredor. Corremos atrás, e chegamos a tempo de vê-los chegando na ala da UTI, onde é proibida entrada de visitas. Uma das enfermeira nos parou.

"Senhores...vocês não podem entrar aqui, por favor". - Ela disse calmamente.

"O que esta acontecendo com minha filha ? Eu quero saber agora !" - Edward gritou para a mulher.

"Ela estava tendo uma convulsão, e eles a levaram para a UTI Neo-Natal. Tenho certeza de que o médico logo estará aqui para lhe falar com mais detalhes, fiquem calmos, e a Sra. não deveria estar de pé. Após um parto, não é aconselhável ficar andando por aí, sua pressão ainda está instável e o repouso é fundamental para o equilíbrio do ao quarto e descanse, traremos notícias de seu bebê em breve." - Ela disse olhando bem em meus olhos no final, e eu tremi da dor emocional.

"Senhor ? Leve sua esposa para o quarto, ela precisa descansar, olhe para ela, seus olhos estão fundos, e ela está realmente muito pálida."- Ela disse franzindo a testa dando-lhe um olhar acusador. Edward olhou em confusão e antes que ele pudesse falar algo, eu comecei a falar.

"Só queremos saber do bebê, ela está bem ?" - Eu disse olhando bem nos olhos dela.

"Eu sei, volte pro quarto e em breve prometo que levaremos noticias." - Ela saiu pelo corredor e nos olhamos em confusão e impotência.

E então o celular de Edward tocou e ele se afastou de mim para atender. Fiquei ali olhando para o chão, e pedindo a Deus que tome conta da vida daquela pequena menininha.

Quando Edward voltou, ele parecia preocupado - "Isabella...é melhor voltar para o quarto...você realmente não parece bem."

"Er...realmente, eu não queria deixar você sozinho...mas...tudo bem, eu vou indo...eu preciso comer algo, e descansar...me sinto tão cansada...você me leva notícias do bebê depois? Estou no quarto 16 A, ficarei esperando."- Perguntei tentando não parecer muito ansiosa.

"Claro...Fique tranqüila..descanse...Isabella." - Ele disse ainda olhando pra mim e me hipnotizando com seus lindos olhos verdes preocupados.

Eu ainda olhava profundamente em seus olhos -"Edward... obrigada por estar comigo quando eu mais me senti sozinha, foi um dos piores momentos de minha vida... me senti perdida em minha própria dor... eu achei que ia quebrar...a dor era tão insuportável...eu...obrigada !"-suspirei antes de continuar...

"...eu...eu sei que ela vai ficar bem... Marie vai ficar bem e você também ! Eu vou aguardar notícias dela...seja forte, ok !"

Houve um momento de silêncio confortável entre nós, nossos olhos falaram tudo o que podia ser dito.

Eu rapidamente me virei, caminhando em direção a saída do berçário, para ir pro meu quarto, mas antes de virar o corredor bati de frente com o Dr. Withlock.

"Bella...por Cristo..achei que você tinha fugido...eu já estava me desesperando...o que você está fazendo aqui?" - Ele estava bravo eu podia ver em seus olhos.

"Dr. Withlock...eu sinto muito lhe preocupar." – eu tentei meu melhor não parecer tocada por sua gentileza e amizade.

"Bella, você deve me chamar de Jasper. Sei que você não conhece ninguém na cidade, eu quero ser seu amigo, vou te apresentar a minha família e sei que podemos ser grandes amigos, e amigos se chamam pelo primeiro nome, certo ?"- seu sorriso era amistoso e ele era tão paciente.

"Obrigada, Dr. Withlock!"

"Jasper !" – ele disse firmemente.

"Oh...é mesmo! Jasper." – eu sorri de volta e percebi uma mulher pequena olhando com expectativa pra mim.

"Bella, como seu amigo e seu médico, posso dizer que você ainda está fraca e sensível, tanto fisicamente, como psicologicamente, não devia ter vindo ao berçário, é muito cedo." – seus olhos estavam me fitando com solidariedade.

Dr. Withlock...Jasper…eu…er…" - Engasguei...o que dizer?

Ele suspirou alto, e apontou para uma pequena mulher que sorria e pulava em minha frente. - "Bella, esta é minha mulher, Alice."

"Olá Bella ! É um prazer conhece-la, vamos ser grandes amigas ! Você é muito bonita !" – ela me abraçou e eu fiquei sem saber o que fazer por alguns segundos, optando por abraça-la também. Ela parecia ser uma boa pessoa e seu jeito me fez sorrir pra ela imediatamente.

"Oh...obrigada Alice ! É um prazer conhecê-la também e acho que não preciso dizer o quão bela você é, seu espelho deve lhe dizer a toda hora." – Ela gargalhou e eu a acompanhei, era fácil ser assim com ela.

De repente, tudo aconteceu muito devagar, no final do corredor vi a enfermeira sair da sala, provavelmente com notícias da neném, algumas pessoas vieram pra conversar com Edward, eu olhei para Jasper e percebi que seu sorriso havia desaparecido e ele me olhava com expectativa, virei para Alice e sua boca se mexia, mas eu não conseguia ouvir nenhum som, eu estava sonhando? As imagens ficaram retorcidas, parecia que uma nuvem de fumaça tinha invadido o hospital, tudo parecia flashs de um sonho...eu me sentia fraca das pernas, sem reação.

"Bella...tá tudo bem !" – Alice ? Ela estava me chamando?

"Bella...Bella...vai ficar tudo bem !" Ouvi Dr. Withlock lá no fundo, enquanto fui perdendo a noção de tempo e espaço.

Escuridão. De novo.


Aaaawwwwww...eu amo o Edward !

Tadinha da Bella, mas acho que agora ela ganhou alguns amigos, e vocês o que acharam ?

Mandem os comentários, quero saber !

Beijos no seu coração...

Mary