Usagi andava pela rua totalmente desnorteada, como ela poderia ter pensado que Mamoru iria beijá-la? E pior se insinuado para ele daquela forma, agora se sentia uma tola e frustrada ao mesmo tempo. Uma tola por ter quase beijado seu chefe, como ela iria encará-lo nos dias seguintes, e frustrada por não tê-lo beijado, pois seu corpo doía de desejo pelo corpo de Mamoru.

Mamoru ficou um tempo olhando por onde Usagi havia ido embora sentindo raiva de si mesmo. Raiva por quase ultrapassar os limites que ele mesmo havia imposto pra si, e pelo desejo quase enlouquecedor que sentia por sua bela e tentadora assistente pessoal. Só podia ser carma, todas as suas assistentes tinham que ser lindas e sensuais? E ele tinha que se sentir atraído sexualmente por elas?

Ao chegar à sua casa Usagi correu para sua banheira, seu refugio onde ela sentia todo cansaço e problemas se esvaírem. Precisava pensar raciocinar com clareza, pois precisava agir com mais cuidado de agora em diante, não poderia perder a cabeça e ainda mais com seu chefe, tudo que ela menos queria era ser tratada como uma excelente funcionaria só porque ia pra cama do chefe, ela queria ser reconhecida pelo seu esforço e próprio trabalho. Saiu da banheira e foi direto para cama, estava ate sem vontade de comer depois de tudo que aconteceu naquela noite.

Mamoru demorou mais que o normal para chegar a casa, mas ficar dando voltas de carro pelas ruas vazias da cidade não estava ajudando em nada. Por fim parou em um bar talvez uma bebida o ajudasse a esquecer do fiasco que ele havia proporcionado naquela noite. Depois de uns três drinques Mamoru decidiu ir embora, beber não estava ajudando dessa vez, pelo contrario o fazia querer ir ate o apartamento de Usagi e fazer amor com ela pelo resto da noite, era melhor ir pra casa tomar um banho e ir dormir, precisava estar bem concentrado no dia seguinte para fazer a coisa certa e se manter afastado de sua assistente sexy.

Na manhã seguinte Usagi sentia-se constrangida enquanto arrumava as planilhas sobre a mesa de Mamoru, a simples lembrança do sonho que havia tido com ele durante a noite era o suficiente para ela corar. Se já era difícil encarar o chefe depois da noite passada, imagina olhar pra ele e lembrar o sonho hentai que havia tido.

Mamoru estava tomando o café da manha quando percebeu que sua agenda tinha ficado no escritório e ele não se lembrava do local da reunião matutina que teria com seus chefes, resolveu então ligar pra sua sala e pedir a Usagi que olhasse sua agenda.

Perdida nas lembranças do sonho da noite anterior Usagi quase caiu ao se assustar com som estridente do telefone.

_ Escritório do Senhor Mamoru, Usagi falando.

_ Usagi sou eu Mamoru, preciso que você olhe a minha agenda e me diga em qual hotel será o encontro com os acionistas de nossa empresa com a empresa que estamos fazendo negocio, na pressa não trouxe minha agenda pra casa.

_Claro só um instante.

Ambos sentiam o momento de tensão pelo telefone.

_ É no hotel Mercury.

_ Obrigada e a proposito Usagi te peço desculpas pelo acontecimento de ontem à noite, se eu te dei a impressão errada peço que me perdoe, não tive a intenção.

Mamoru se sentia miserável por mentir, ele teve a intenção sim, e não havia dado a impressão errada de forma alguma na verdade sentia uma vontade imensa de perguntar pra Usagi com que roupa ela estava e qual lingerie usava e pedir pra que ela esperasse por ele para fazerem amor ali mesmo no chão, na mesa, por toda sua sala.

_ Tudo bem Sr. Chiba eu também peço desculpas por ontem, eu não sei o que me aconteceu, realmente não costume me envolver emocionalmente com meus chefes.

"Não costumo me envolver com homens em geral, alias só você que me deixa ardente de desejo e toda molhada" pensou Usagi.

_ É bom saber que você não se envolve com chefes porque eu tampouco me envolvo com minhas assistentes. À tarde estarei no escritório.

Era a segunda vez que ele mentia naquela manhã, mas não podia deixar de fazer o comentário já que o que Usagi falou o atingira como um soco no estomago, afinal tudo o que ele queria era ter sua belíssima assistente na sua cama.

_ Tudo bem Sr. Chiba.

_ Usagi, por favor, me chame apenas de Mamoru.

_ Tudo bem.

Usagi tentou se manter ocupada durante toda manhã para evitar assim as lembranças de seu sonho com Mamoru, mas mesmo assim às vezes sua mente se voltava pras cenas que pareciam reais a ela na noite passada, os beijos, as caricias, o sentimento de satisfação que se apoderou dela quando Mamoru a penetrou... Ele a estava levando a loucura e ela precisava frear todo esse frenesi ou acabaria na cama de seu chefe.

Mamoru por sua vez tentou se concentrar ao máximo na reunião, mas era difícil não imaginar como seria delicioso fazer amor com Usagi ali mesmo, na frente de todos. Os pensamentos de Mamoru estavam voando alto quando ele se recriminou por tal e decidiu ignorar Usagi o máximo possível, pois aquilo já estava passando dos limites, estava virando obsessão, ele estava perdendo o controle, é isso definitivamente não era nada bom.

Na hora do almoço Usagi se reuniu com as amigas para se descontrair um pouco e esquecer o maior de seus problemas, seu chefe, a sua tentação, a tentação do desejo.

_ Novidades Usa se tiver pode me contar porque quero saber de tudo.

_ Não tenho novidade nenhuma não Mina. Do que você está falando?

_ Tem sim, está estampado na sua cara que tem novidade, você está diferente.

_ Não estou nada, isso é conversa de vocês.

_ Conversa coisa nenhuma até um dia desses você ainda tinha cara de adolescente, agora você está com cara de mulher, pode confessar quem é o felizardo.

_ Felizardo coisa nenhuma, é coitado na verdade, vai ter que ensinar tudo pra Usagi, afinal ela tem vivido como uma freira.

_ Rey, por favor, quer para de falar da minha vida amorosa assim.

_ Não estou falando nenhuma mentira Usagi, mas mesmo assim fico feliz por você, já estava na hora da senhorita sair do casulo.

_ Ai vocês não dão uma folga mesmo hein, às vezes acho que o prazer de vocês é ficar falando da minha vida amorosa.

_ Usagi não faz drama e conta logo.

_ Tudo bem vou contar sim, mas só porque eu preciso desabafar senão vou explodir, e como vocês são minhas únicas amigas de verdade...

_ Não enrola Usagi – o coro foi unanime.

_ Ta bom, ta bom. Bem na verdade não aconteceu nada ainda e seu espero sinceramente que nada venha acontecer.

_ Ah não Usagi você mal começa a se interessar por alguém e já quer pular fora do barco? Como é que você pode ser tão covarde assim, pare de fugir do amor, seja feliz pelo menos uma vez na vida.

_ Como se fosse fácil assim eu ir pra cama com meu chefe e depois fingir que nada aconteceu e continuar trabalhando com ele normalmente. O que foi por que vocês ficaram tão caladas de repente?

_ Olha eu sempre soube que você era sem noção das coisas, mas nunca pensei que fosse burra.

_ Quer parar Rey, senão for pra ajudar prefiro que você fique calada!

_ Mas ela tem razão, se envolver com o chefe é pedir pra ser despedida.

_ Eu sei Amy, por isso o problema é maior, eu não posso me envolver com Mamoru, mas cada parte do meu corpo o quer, é como se estar perto dele acendesse todo o meu corpo e eu ficasse em chamas.

_ Então o problema é mais sério do que imaginamos primeiro você não se interessava por ninguém, e agora sente uma atração irresistível pelo chefe, situação complicada essa viu, tinha que ser pelo chefe né Usagi.

_ Eu sei Lita, eu sei, por isso preciso de toda a ajuda de vocês preciso sair dessa enrascada.

O inicio da tarde estava bastante tumultuado para Usagi, além do trabalho que ela tinha pra fazer Mamoru não saia da sua cabeça. Estava muito quente e Usagi resolveu beber um copo de suco, saiu de sua sala e se dirigiu a copa daquele setor.

Ao chegar à empresa Mamoru foi diretamente para sua sala, na verdade ele se dirigiu a sala de Usagi primeiro, pois ele queria vê-la, mas ao chegar lá só encontrou a sala vazia e o perfume dela no ar. Ele ficou uns instantes observando aquele lugar e sentido o doce aroma que predominava no local. Ao sair da sala de Usagi ele nem percebeu que sua assistente vinha com um copo de suco que derramou completamente em sua camisa ao se esbarrar com ela.

_ Sr. Chiba me desculpe eu não sabia que o senhor já havia chegado.

_ Tudo Usagi sei que foi um acidente, mas, por favor, pare de me chamar de sr. Chiba, vou pra minha sala.

_ Me desculpe Mamoru, e, por favor, tire a camisa pra que eu possa lavar antes que manche.

Mamoru não pensou duas vezes antes de fazer o que Usagi sugeriu e começou a desabotoar os botões da camisa que usava. Usagi olhava aquela cena e ficava cada vez mais deslumbrada com o que via seu chefe era lindo e tinha um corpo maravilhoso.

_ Usagi você está bem?

Não estava nem um pouco bem, parada ali admirando o chefe sem camisa, com a mesma estendida em direção a ela para que pudesse lavar.

_ Me desculpe Mamoru eu estava distraída.

_ Eu percebi, mas porque você está ficando corada?

_ Nada me desculpe.

Ela tirou rapidamente a camisa da mão dele e saiu da sala sem olhar pra trás. No banheiro antes de molhar a camisa Usagi não resistiu e aproximou a peça para sentir o perfume de rosas de Mamoru.

O resto da tarde Mamoru ficou trancado em sua sala trabalhando, pois não poderia sair dali sem camisa, e Usagi por sua vez também ficou o restante da tarde trabalhando em sua sala, ela não queria ceder à tentação e ficar perto do chefe sem camisa era tentação demais, quase insuportável.

No final do expediente Usagi entrou na sala de Mamoru com a camisa seca.

_ Sua camisa já secou, eu realmente peço desculpas pelo incidente.

_ Você está mais que desculpada, sei que foi um acidente. Por favor, Usagi deixe a camisa na cadeira estou ocupado com algo importante, e me ajude aqui.

Usagi deixou a camisa de Mamoru na cadeira de frente à mesa e deu a volta se posicionando ao lado da cadeira em que ele estava sentado.

_ Não consigo achar o erro dessa planilha, já refiz varias vezes e não encontro o problema.

Usagi se inclinou na direção de Mamoru que perdeu o folego na hora que a sentiu tão perto, ela analisou os dados no computador e nem percebeu que seu chefe estava totalmente hipnotizado pela sua presença.

_ Encontrei o erro, essa tabela foi processada errada, deixe corrigir.

Mamoru continuava absorto pela presença dela que quase a puxou de encontro a si quando ela quase sentou em seu colo para mexer em seu computador.

_ Pronto já está corrigido, o erro era na configuração de uma parte da tabela.

Ela falava enquanto olhava e apontava pra tela do computador quando sentiu algo passando em sua perna e no susto se desequilibrou e caiu no colo de Mamoru.

_ Que susto, eu senti algo passando na minha perna e pensei que fosse uma barata, mas acho que deve ter sido impressão.

"Impressão ou não você acaba de realizar meu desejo Usagi, eu realmente estava morrendo de vontade que você sentasse em meu colo" – pensou Mamoru.

O momento era simplesmente mágico, os dois não conseguiam mudar de posição e nem desviar o olhar, os olhos de ambos fitavam o outro com tanto desejo que era impossível escapar daquela atmosfera. Era como se os dois fossem dois grandes imãs que se atraiam e seus rostos iam se aproximando lentamente. Quando os lábios deles se tocaram levemente foi como se pequenas explosões estivessem acontecendo no universo, mas apenas roçar os lábios suavemente não era suficiente para aplacar o desejo que os consumia, o beijo então se tornou mais exigente e profundo. Eles se beijaram ate sentirem necessidade do ar, e quando se separaram sentiram necessidade do corpo um do outro, então outro beijo se fez presente, que imediatamente foi seguido por outro e por outro, ate que eles ouviram batidas na porta e assustada Usagi levantou do colo de Mamoru e procurou se recompor, ele por sua vez pegou a camisa do outro lado da mesa e começou a vesti-la.

_ Pode entrar.

_ Nossa Mamoru que demora essa pra autorizar um amigo entrar na sua sala, espero que você e sua bela assistente não estavam fazendo nada demais aqui dentro, já pensou se o diretor geral entrasse aqui de repente ele não costuma bater nas portas.

_ Deixa de ser inconveniente Andrew, não estávamos fazendo nada além de trabalhar.

_ Com licença senhores.

_ Pode ir Usagi e obrigada.

_ Ela me parece um tanto corada e desconcertada, olha desde que você chegou aqui nos tornamos amigos e se estiver acontecendo alguma coisa entre vocês pode me contar.

_ Não está acontecendo nada Andrew deixa de besteira.

_ Besteira é você não dar uns pegas nessa sua assistente sexy, você já reparou em como ela é linda e gostosa?

_ Já eu já reparei e com certeza ela é tudo isso que você falou, mas ela é minha assistente e não posso me dar ao luxo.

_ Você tem razão, mas ela não é minha assistente e eu sim poderia me dar ao luxo.

_ Nem pense nisso, fique longe dela.

_ Ops, alguém está com ciúmes.

_ Chega Andrew e me diga afinal o motivo de você ter vindo aqui.

_ Ah sim, os rapazes vão pro happy hour e eu vim te chamar pra irmos também.

_ Passarei por lá mais tarde, sairei uns vinte minutos depois do horário.

_ Ok, nós encontramos lá então.

Depois de tudo o que aconteceu nem Usagi nem Mamoru saiu de suas salas. Ao final do expediente Usagi demorou um pouco para organizar suas coisas e sair da sala, sua intenção era ir embora sem falar com Mamoru ela não tinha forças para encara-lo naquele momento.

Ficou esperando o elevador durante alguns minutos e de repente sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo quando Mamoru se posicionou ao seu lado.

Os dois entram em silêncio. E quando o elevador começou a descer Mamoru resolveu puxar a conversa.

_ Usagi eu quero realmente pedir desculpas pelo que aconteceu, foi um... Erro.

_ Sim um erro, não devíamos ter deixado aquilo acontecer.

Usagi estava de cabeça baixa, não queria que ele visse as lagrimas que começavam a rolar por sua face, ela sabia que tudo era realmente um erro, mas ouvir isso da boca dele era difícil.

_ Você está chorando Usagi? Não chore quando eu disse que foi um erro era porque somos chefe e assistente, e não porque eu não desejo você, porque eu desejo e muito, você e muito desejável adorável Usagi. Não chore.

Ele havia se aproximado dela e no momento em que iria beijá-la as portas do elevador se abriram, eles haviam chegado à garagem.

_ Eu deveria ter ficado no térreo, não venho de carro para o trabalho. Olha Mamoru obrigada pelo que você falou, e quero que você saiba que apesar de saber que tudo foi realmente um erro, eu também desejo intensamente você, mas é melhor pararmos por aqui, não vamos complicar nossas vidas.

Levou alguns segundos para Mamoru processar a informação de que ela também sentia desejo por ele. Era o gatilho que faltava ser apertado para que ele mandasse tudo pro inferno e saciasse todo o desejo que consumia seu corpo, ainda bem que ela só tinha se distanciado poucos metros dele. Ele correu na direção dela e a segurou pelo pulso a obrigando a virar-se para ele, prendendo-a contra a parede próxima.

_ Pro inferno a complicação que estaremos trazendo pra nossas vidas, eu te desejo e você então iremos satisfazer esse desejo.

Ele a beijou sem dar margem pra recusa era um recado dizendo que ambos saciariam seus corpos.