Capítulo 3:

A few years had gone and come around
We were sitting at our favorite spot in town
And you looked at me, got down on one knee

Alguns anos depois:

Eu e Edward estávamos na nossa clareira em Forks. Ele estava encostado em uma das árvores e eu estava entre suas pernas.

Tinhamos dado um tempo no trabalho para passar o Natal e Ano Novo junto com nossos familiares na nossa antiga cidade. Desde que acabamos a faculdade, fomos morar em Los Angeles. Edward tinha acabado a faculdade primeiro e comprou um apartamento. Logo depois me juntei a ele.

No começo, meu pai quase morreu quando soube que eu ia morar com Edward. Quer dizer, a menina dele estava indo morar com o namorado e era informação demais pra ele. Ainda mais depois que Emmett soltou que não iriamos fazer nada que já não fizessemos. Aquele foi um dia cheio para o meu pai.

Ainda na faculdade, comecei a estagiar em uma empresa de arquitetura. Depois de formada, passei a trabalhar lá e é onde trabalho até hoje. Adoro aquele lugar.

Edward trabalhava no maior hospital de LA como neurocirurgião. Preciso dizer que Carlisle gostou? Emmett tinha se casado com Rose no verão passado. Foi uma surpresa quando ele a pediu em casamento. Todos pensavam que Jasper e Alice iam casar primeiro.

Ainda era cedo, aproximadamente 11h da manhã, quando Edward me levou para a clareira. Ele andava estranho. Cochichava com Alice ou Rose alguma coisa e sempre que eu chegava perto, eles se calavam. Aquilo já estava me dando uma agonia e se ele não me contasse logo o que era, eu ia forçá-lo a me dizer.

- Rose disse que acha que está grávida. – falei. Edward me olhou com os olhos arregalados.

- Sério? – ele riu depois. – Emmett vai surtar quando souber.

- Sim, ele vai. – ri com ele. – Mas nada de contar, Edward. Rose quer fazer surpresa.

- Alguma vez eu contei algo que você tenha me contado? – Eu ri do biquinho que ele fez.

- Não, mas não custa nada lembrar. – falei, mordendo seu biquinho. Ele sorriu e aproveitou para me beijar.

Eu podia namorá-lo à anos, mas nunca iria parar de sentir borboletas no estômago cada vez que estava perto ele, ou cada vez que ele me beijasse.

Quando nos separamos, recostei minha testa na dele aproveitando nossa bolha.

- Eu te amo. – falei.

- Eu te amo mais. – eu ri e dei lingua pra ele. – Sabe, uma vez me falaram que quem dá lingua pede beijo.

- Ah, é? – sorri marota e dei lingua pra ele de novo. Rapidamente, ele tomou minha boca de novo em um beijo. Esse mais apaixonado e profundo. Nos separamos sem ar.

Voltei à minha posição inicial, recostada em seu peito e suspirei feliz.

- Amor, por acaso você falou sobre sairmos e não voltarmos para o almoço com alguém? – perguntei.

- Não.

- Então, ninguém sabe que não vamos voltar para o almoço? – eu ri. Ele sabia que 'Ninguém' poderia ser considerado como nossas mães.

- Não. – ri mais ainda e ele me acompanhou. Elas iriam surtar. – Mas eu não estava me importando. Eu apenas queria sair da loucura que estava nossa casa com tanta gente preparando-se para o Natal e ficar sozinho com você.

Sorri, virando o rosto e dando um beijinho em seu queixo.

- Também não estou me importando com isso. Desde que esteja com você.

- Sempre.

Ficamos alguns minutos em silêncio até que, de repente, Edward colocou-me para o lado e levantou-se. O olhei meio atordoada e ele simplismente ofereceu a mão para me ajudar a levantar.

Edward respirou fundo como se estivesse temeroso por algo e se abaixou em um joelho. O encarei, o sangue fugindo do meu rosto.

- Eu pensei muito sobre isso e também pedi ajuda para Alice, Rose e até para Emmett e Jasper. Eles não me ajudaram muito, mas elas me disseram que eu deveria fazer o que meu coração mandava. E o meu coração tá dizendo que aqui é a hora certa para isso. Eu te amo mais do que pensei que fosse possível um dia, e eu quero saber se você gostaria de passar o resto da sua vida comigo. – ele retirou uma caixinha de veludo do bolso da calça e abriu revelando duas alianças de ouro branco. Uma com um grande diamante no centro e outros menores ladeando-o e descendo pelo comprimento. A outra era maior e toda lisa. Senti lágrimas se formando no canto dos olhos. – Então, Isabella Marie Swan, você aceita se casar comigo?

Eu pisquei, fazendo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Abri a boca, mas não consegui falar nada, então apenas acenei freneticamente, me jogando em seus braços.

Edward riu.

- Isso é um sim, certo?

- Isso é mais que um sim, amor! – falei, o beijando em seguida. Ele me abraçou apertado e me tirou do chão, rodando nossos corpos. Eu me separei dele e gargalhei.

Quando ele me colocou novamente no chão, tirou a aliança de dentro da caixinha e colocou no dedo anular da minha mão direita depositando um beijo em cima do anel.

Fiz o mesmo, incluindo o beijo no anel, e sorrimos um para o outro. Edward me puxou para outro beijo, o primeiro como noivos.

- Ok, agora precisamos voltar e contar para a familia. – ele disse.

- Tenho certeza que o Chefe Swan vai falar que você não fez mais do que sua obrigação, já que até moramos juntos. – sorri.

- É, tenho a impressão que será isso mesmo que ele dirá. – ele sorriu de volta.

Juntos, fomos em direção à estrada fora da floresta para pegarmos o Volvo alugado dele e irmos para casa, contar a novidade para todos. Ai, Deus, já podia ver todos surtando.

Take me back to the time when we walked down the aisle
Our whole town came and our mamas cried
You said I do and I did too
Take me home where we met so many years before
We'll rock our babies on that very front porch
After all this time, you and I

Era primavera. Eu estava em um quarto de hotel andando de um lado para o outro tentando me acalmar. Não estava funcionando.

- Que droga, Bella. Se acalme! – minha mãe falou. – Se você continuar andando assim, vai borrar a maquiagem que ainda nem foi feita.

- Ai, mãe! – me sentei do seu lado. – Mas... e se der tudo errado? E se eu cair com o salto? E se...

- Bella, querida, nada disso vai acontecer. – Renée colocou as mãos nos meus ombros e me puxou para um abraço reconfortante. – Você precisa se acalmar. Vai dar tudo certo. Eu já passei por isso também, filha. Mas você tem que estar confiante.

- Eu sei.

- Então por que você ainda está sentada ai? – me virei para ver Alice e Rose paradas na porta. A primeira estava carregando meu vestido coberto por uma capa e a outra carregava duas maletas.

- Allie, Rose! – eu berrei me levantando para abraçá-las. - Por que demoraram tanto?

- Rose demorou a encontrar seu estoque de maquiagem. – Alice disse depois de dar um beijo em minha mãe.

- Sim. – Rose falou falou dando um abraço em Renée e depois virando-se para mim. – Com a mudança, as maquiagens se perderam em algum canto da casa. Desculpe.

- Tudo bem. – eu estava começando a me sentir nervosa novamente. Droga, toda a sessão de massagem calmante ontem no spa tava indo para o espaço.

- Ok, vamos começar. – Alice pendurou o vestido e me fez sentar em uma cadeira. Ela ia fazer minha maquiagem e Rose, meu cabelo. – Bella, será que você pode parar de se mexer?

- Desculpa, mas eu estou nervosa. É o meu casamento! – arregalei os olhos e pulei da cadeira. – OMG! É o meu casamento!

- Sim, Bella, é o seu casamento. – Rose falou como se eu tivesse 5 anos e me tacou na cadeira novamente. – Agora fica quieta para podermos trabalhar em você!

Quando ela e Alice começaram, eu me desliguei da realidade. Fui parar em um mundo onde Edward e eu estávamos na nossa clareira, caminhando de mãos dadas. Reparei em um menino de aproximadamente 4 anos correndo à nossa volta. Ele tinha os mesmos cabelos e rosto de Edward, apenas os olhos eram da cor do meu. Reparei também na minha imensa barriga.

Fiquei nesse sonho por aproximadamente duas horas até que alguém me sacudiu delicadamente.

- Pronto, Bella, nós acabamos. – ouvi a voz de Alice e abri os olhos. Ela e Rose estavam paradas na minha frente, contemplando o trabalho feito.

Passou um segundo ou dois até que elas começaram a gritar e a pular.

- AHHH, VOCÊ ESTÁ LINDA!

- PERFEITA!

- AHHHHHHH!

Eu as olhei assustada, mas acabei rindo delas. Minha mãe parou do meu lado.

- Ok, queria. Cabelo e maquiagem prontos, mas ainda falta colocar o vestido e os acessórios.

- Sim, sim, vamos ajudá-la a colocar o vestido, venha. – Alice me puxou pela mão e foi em diração ao vestido tampado em cima da cama.

Confesso que estava temerosa em relação ao vestido. Alice disse que ia desenhar um vestido especialmente para mim já que ela era uma estilista famosa, não só nos Estados Unidos, mas no mundo todo, principalmente nos 'países da moda'. Ela disse que eu era a melhor amiga dela e esse seria o presente de casamento.

O problema era que, apesar da noiva ser EU, Alice falou que só ia me dar o vestido no dia do casamento. Eu estava esperando do fundo do meu coração que ela não tivesse feito algo muito exagerado e que seja algo que pareça comigo.

Parei junto dela perto da cama.

- Preparada para ver o seu vestido?

Respirei fundo.

- Sim. – e seja o que Deus quiser.

Alice abriu a capa que cobria o vestido lentamente. Aos poucos, foi sendo revelado o busto de seda branca adornado por pequenos cristais e a saia, também de seda branca. Fiquei olhando para o vestido mais lindo que já tinha visto, meus olhos se encherendo de lágrimas.

- Allie, - eu a abracei. – É lindo, eu amei!

- Ain, eu sabia que você ia gostar! – ela me apertou.

- Obrigada, Allie. – quando ela se separou de mim, reparou em meus olhos cheios de lágrima. Ela me deu um tapa no braço.

- Não chore! Você vai borrar a maquiagem!

Eu ri.

- Desculpe.

- Vamos te ajudar a colocar o vestido.

Depois de colocar o vestido, me olhei no espelho. Eu estava linda. Mas linda do que pensei que fosse possível. O vestido tinha modelado meu busto e minha cintura. A saia descia leve por todo o comprimento das minhas pernas. O penteado realçou meu rosto e a maquiagem deixou meus olhos expressivos.

Minha mãe apareceu atrás de mim e sorriu.

- Você está linda, Bella.

- Obrigada, mãe. – me virei e a abracei.

Alice e Rose tinham ido se arrumar junto com as outras duas madrinhas, Angela e Leah, mulher de um amigo de infânia, Jacob.

Eu e minha mãe estávamos esperando por meu pai, enquanto ela acabava de se arrumar. Renée estava linda, com os cabelos castanhos claros presos em coque e usando um vestido lilás, comprado por Alice.

Ela estava finalizando o blush quando a porta do quarto se abriu e Charlie entrou.

- Filha, Alice disse que... – ele parou e me olhou, sua boa se abrindo. – Bells, você... você... está linda.

Sorri feliz.

- Obrigada, pai. – o abracei apertado. – Mas o que você ia falar?

- Ah, sim. Alice disse que está tudo pronto. Você pode descer a qualquer momento.

- Certo. – droga, comecei a sentir o nervoso voltando.

Mas vamos lá, afinal, é o meu casamento.

Minhas madrinhas desceram da limosine e encontraram os padrinhos na frente da Igreja de Forks. Meus pais ainda estavam sentados do meu lado no carro e Renée se virou para mim:

- Não se preocupe, filha. Vai dar tudo certo. – ela falou. E depois sussurrou pra mim: - Pense que daqui a algumas horas você estará em um quarto de hotel. Com Edward. Sozinhos. – e balançou as sobrancelhas rindo.

- Mãe! – fiquei extremamente vermelha, mas sorri, ficando mais calma.

Quando as madrinhas e os padrinhos entraram na Igreja, foi a deixa para minha mãe sair do carro, me dando um beijo na bochecha.

Depois, meu pai e eu saímos da limosine indo para a entrada da Igreja. Uma das organizadoras falou algo em um fone preso ao lado de seu rosto e fez um sinal para os homens que abririam a porta.

- Bells. – meu pai me chamou e me virei para ele. Ele tinha lágrimas nos olhos. – Estou muito orgulhoso de você. Fico feliz por estar casando com Edward e não com um idiota. – eu ri. – Espero que seja muito feliz.

- Vou ser, pai. – o abracei novamente. – Te amo.

- Também te amo, filha.

Com isso, entramos na Igreja ao som da marcha nupcial. Eu estava com medo de cair por cauda do salto, mas quando eu vi Edward parado ao lado do altar, vestido com um smoking preto e elegante, os cabelos bagunçados, os olhos verdes brilhando felicidade e o meu sorriso torto nos lábios, eu esqueci de qualquer medo. Eu estava onde deveria estar. Me casando com o homem da minha vida.

- Isabella Marie Swan, você aceita Edward Anthony Cullen como seu legitimo marido? – a voz do padre se sobressaiu aos soluços de nossas mães e até de algumas outras mulheres, inclusive Alice e Rosalie.

- Eu aceito. – sorri para Edward, meus olhos nunca deixando os seus.

- Edward Anthony Cullen, você aceita Isabella Marie Swan...-

- Aceito. – Edward interrompeu o padre, sorrindo para mim. O padre suspirou, mas riu junto com os convidados. Balancei a cabeça, Edward seria sempre Edward. – Posso beijar a noiva agora, padre?

- Vá em frente, meu rapaz.

Sorrindo, Edward se inclinou e me puxou pela cintura delicadamente, unindo nossos lábios em um beijo calmo. Uma salva de palmas foi ouvida e nos afastamos.

Eu estava mais feliz do que poderia imaginar. Meu lugar era ali, junto de Edward. Eu estava feliz por isso e sabia que ele também estava.

7 anos depois:

- Emmett! Não faça isso com a Nessie!

- Ah, Bella, não seja chata. Ela gosta disso, não gosta princesa? – ele tacou Nessie novamente para o alto e ela berrou, gargalhando.

Balancei a cabeça irritada e divertida ao mesmo tempo. Minha filha estava brincando com outra criança.

Faltavam três dias para no Natal e tinhamos ido para Forks com nossas crianças para passar a data com nossas famílias. Ainda morávamos em LA e trabalhávamos no mesmo lugar. Quando fizemos 5 anos casados, descobri que estava grávida. De gêmeos! Renesmee e Robert. Ele tinha o mesmo cabelo que Edward e ela o mesmo que o meu, mas ambos tinham os olhos verdes vibrantes que ele.

Rosalie e Emmett tinham Sophie, a mais velha, uma linda menina loira de olhos verdes, que ia ser igual a mãe quando crescesse e Madeline, de cabelos enrolados e pretos como Emmett e olhos também verdes.

Alice e Japer tinham se casado um ano depois de Edward e eu, e Allie estava grávida de 7 meses de uma menina. A criança, coitada, seria uma Mini Barbie.

Edward me abraçou por trás, me prendendo entre a grade da varanda e ele.

- Você deveria deixar Emmett ser feliz sabia?

- Não adianta eu falar, Edward, ele não vai deixar de fazer mesmo. – eu ri. – Percebi isso na segunda vez que mandei ele parar.

- Emmett tende a obedecer apenas Rose, apesar de você ser a mãe.

Ri mais ainda. Mas fui interrompida por Robert que andava em nossa direção sonolento.

- Mamãe, eu quero nana. – ele ergueu os bracinhos. O peguei no colo e ele se aconchegou nos meus braços.

- Edward! – a voz grossa de Emmett ecoou na varanda. – Tá na hora da soneca. Toma que a filha é tua!

- Ah, pra fazer bagunça você é um padrinho excelente, mas pra colocá-la pra dormir, não? – Edward resmungou enquanto pegava nossa filha. Eu ri junto com Emmett.

- Já tenho uma pra cuidar, companheiro. Daqui a pouco Rose vai mandar-me cuidade de Mady. – o grandão falou. – Ou eu obedeço, ou ela fica de greve.

Gargalhei baixo com Edward enquanto Emmett entrava. Nos sentamos no banco grande que tinha ali na varanda e ficamos esperando nossas crianças dormirem.

Estávamos na nossa bolha particular e não sairiamos dali tão cedo.

Bella Cullen fechou o caderno. Tinha conseguido terminar a música que começara a escrever quando estava na faculdade e namorava Edward.

Finalmente, pensou. Não iria cantar a música já que não gostava de atenção, nem era cantora, mas só de ter um pouco da história deles escrita a deixava feliz.

Sorrindo, ela foi para a sala ficar com o marido, deixando o caderno na escrivaninha com intenção de mostrar a Edward mais tarde.

Edward. Suspirou feliz. Seu grande e eterno amor.

I'll be eighty-seven; you'll be eighty-nine
I'll still look at you like the stars that shine
In the sky, oh my my my...


Os links com o vestido e etc da Bella estão no meu perfil *-*

N/A: AI QUE LINDO! Terminei uma fic. To emocionada =') UHSUASHUHAS

Sério, gente, obrigada a todo mundo que leu, deixou review, adicionou aos favoritos/alerta. Fiquei muito contente!

Espero do fundo do coração que tenham gostado, porque escrevi com muito carinho ^^

Bom, é isso... to escrevendo uma fic nova, mas não devo postar agora, já que quero ela planejada antes =)

Beeijos gente e obrigada de novo :)