N.A.: Olá, pessoas. Bom, eu vi que a fic teve MUITOS hits, mas somente uma review. Bom, eu tinha dito que sabia que perderia MUITOS leitores por ter demorado muito pra postar, mas é uma consequência. Obrigada Marcia, que comentou. MUITO OBRIGADA MESMO!

Agradeço também que leu e não comentou, se quiserem, podem comentar dessa vez. *-* E o nome do capítulo novamente é o nome de uma música do novo cd - Ceremonials - de Florence and the Machine.

Sem betagem, sorry!

Boa Leitura!

Não ganho nada com essa fic ou com essas personagens. Apenas me divirto horrores e tento fazer isso com outras pessoas.


Capítulo 2 - Remain Nameless

Algumas notícias espalham-se como fogo em mato seco. Sim, algumas notícias parecem que são como uma praga, pegam pessoas de todos os cantos, de todas as religiões, crenças, níveis sociais, pensamentos, ideologias e idades. Notícias de paz, notícias de Guerra. Notícias de que o mundo tornava-se o caos, a dor e a morte. Notícias de que havia um salvador. Um maldito herói.

Essa foi a notícia que chegou aos ouvidos de Lucius Malfoy no dia seguinte que soube do ataque aos Death Eaters. O Death Eater que fora encontrado com um estranho sintoma, sem memória, praticamente um vegetal, morto, pelo que lhe dizia respeito. Recostou-se na cadeira de couro de seu escritório, uma edição do dia do The Daily Prophet aberta em sua mesa. Vira a matéria sobre como bruxos estavam com dificuldades em algumas cidades muggles, pois alguns deles ainda resistiam.

Não entendia. Se os muggles resistiam, lutavam, significava que havia uma força unida contra eles, e isso apenas significava que a tal notícia de um herói, apenas lhes daria mais força. Suspirou enquanto passava a mão pelo rosto, passando os dedos finos e envelhecidos pelos cabelos claros demais, que começavam a ficar brancos, não mais platinados. A idade avançava, e agora, ainda mais rápida. Tudo parecia que lhe pesava mais, todas as mortes, as vinganças, os ataques, questionamentos, traidores, aliados, Voldemort; pareciam pesos que ele já não conseguia carregar.

Levantou-se devagar, pegou sua bengala, apoiou-se nela, os olhos cinzentos observando o material escuro e prateado em sua mão, a lembrança de que fora Narcissa que lhe dera aquela bengala. A lembrança da morte de sua esposa. Da traição de Draco. De como Voldemort o queria fazendo algo de errado, deslizando em algo, para que tivesse a desculpa de matá-lo sem que precisasse que alguém o fizesse. Respirou fundo enquanto andava na direção da porta, ser o homem que todos os bruxos obedeciam - de certo modo - era um peso grande. Ser o homem que ordenava mortes, ataques, corrompia leis, era um peso grande demais. E ser o braço direito de Voldemort, era um peso que ele teria que aguentar até o fim de sua vida.

E pela primeira vez na vida, Lucius desejou que ela se findasse em breve.


Segurou o rosto de Potter por entre seus dedos, as unhas cravando na pele alva. Ele estava sentado no chão do box da casa velha, água quente caia por seu corpo. A nudez de seu corpo já não importava, tinha decorado o corpo dele com os olhos, com a boca, com a ponta da língua e com a ponta dos dedos. Sabia que ele estava cansado, conseguia ver o brilho que sempre estava ali nas íris verdes quando estavam juntos, apagando-se lentamente.

Porém, algo mais estava ali. Algo mais estava apagando o brilho de Potter. E eram as tentativas. Tentativas de localização de Voldemort. As lembranças do Death Eater foram valiosas, e combinadas com as informações que Severus passara antes de morrer, apenas faziam com que fosse mais fácil localizá-lo. Entretanto, usar as memórias de alguém, especialmente, após extraí-las daquele modo, era cansativo, perigoso. Mas Potter parecia não importar-se com isso. Ele parecia não ligar para os riscos, usando a memória do Death Eater cada vez mais, várias e várias vezes ao dia.

"Você vai se matar, seu imbecil! E será antes da hora!"

Harry olhou Malfoy, os olhos sérios e cinzentos do loiro lhe observavam. Sentia as unhas dele em sua pele, machucando-o. Não disse nada, apenas o olhou. Estava cansado. Estava com sono. Sentia-se imundo. Sentia-se cada vez menos humano, e mais máquina. Uma máquina programada para encontrar e matar Voldemort. Com esse propósito. Apenas isso.

Segurou Draco pela nuca, puxando o loiro para dentro do box, molhando sua única roupa. Pouco importou-se, o loiro também não havia se importado. Fez com que ele se ajoelhasse por entre suas pernas, os lábios próximos ao seu, a água quente caindo por eles.

"O que ainda faz aqui, Malfoy?"

"Deixando que você me arraste para o morte com você."

A respiração se mirturava e Harry adorava a sensação do hálito quente de Draco em seu rosto. Era uma das poucas coisas que lhe fazia sentir a pele como sua, não apenas algo que cobria o sangue de vilão que ele carregava.

"Porque morrer comigo, Draco?"

"Não é isso que queria desde o início? Minha morte?"

Negou com a cabeça, os lábios roçando levemente pelos lábios finos e frios de Draco. Vendo o loiro estremecer enquanto soltava seu rosto.

"Não sua morte, queria que sofresse."

"Pois bem, você elevou o jogo, Harry."

Draco abriu a própria camisa molhada, jogando-a para trás, no chão do banheiro. Seus dedos seguiram por sua barriga, abrindo a calça, descendo-a. Viu Harry olhá-lo profundamente nos olhos. O brilho apagado, as íris verdes que pegavam fogo quando estavam juntos, ainda não estava ali.

"Você pode ir embora, vá... sobreviver."

O loiro inclinou-se, os dedos de Harry ainda enroscados em sua nuca. Os olhos dele observavam cada movimento seu. E Draco sentia certo prazer em vê-lo lhe vigiando, como se o medo se misturasse com prazer. Sorriu brevemente, como há muito não fazia. Viu o moreno olhar atentamente sua boca.

"Sobreviver pelo que, Harry? Por quem? Narcissa está morta, Lucius me quer morto... o mundo bruxo está em Guerra, o mundo muggle nunca me aceitaria após os ataques." Sentou-se entre as pernas dele, tirando o resto da calça, ficando nu como o moreno. Seus sexos se tocaram, e instantaneamente Malfoy sentiu prazer. "O que tenho, e é apenas uma mera sombra do que foi um dia, é você, Potter."

A declaração não passou desapercebida pelos ouvidos de Harry, que agora olhava Malfoy com outros olhos. Via dentro das íris cinzas - agora chumbo - que aquilo era real. Aquelas palavras eram verdadeiras, o verdadeiro significado do que Draco tinha no momento na semi-vida. A única coisa que ele tinha era a si, e isso lhe espantava. Isso lhe deixava em dúvida. Se o loiro estivesse consigo quando fosse morrer, teria coragem?

Teria realmente coragem de morrer, olhar nos olhos dele e simplesmente deixar de existir? Parar de respirar sabendo que Malfoy também o faria logo após? Destruir seu corpo, sabendo o quanto Draco o queria? Desistir do corpo dele? Abandonar os olhos cinzas, na Terra, sozinho?

Engoliu em seco, os olhos correndo o rosto de Malfoy, seus dedos fechando-se com ainda mais força nos fios loiros molhados. Viu-o fechar os olhos, seus peitos tocando-se brevemente, a água quente molhando seu rosto. Onde fora que se perdera? Onde fora que deixara de lado os motivos para morrer, e achara a luxúria, o desejo e felicidade momentânea no corpo do inimigo?

"Só tenho você, Malfoy... não me faça... não me peça para ficar aqui."

Draco abriu os olhos, as íris verdes estavam fechadas, mas a mão livro do moreno descia seu peito, segurava seu membro com força. Porém, Draco apenas prestava atenção nas palavras de Harry que ainda ecoavam em sua mente. Aquilo havia sido uma declaração, ele conseguia sentir.

Aproximou-se, o beijou, deixou que ele lhe excitasse ainda mais. Correu suas mãos pelos ombros dele, escorreu ambas por entre as pernas, segurou-o nas palmas da mãos, movendo-as rapidamente. Aquele era o momento, antes de Potter arrastá-los para a morte certa, para o sofrimento e para o fim. Ele tinha que dizer, ele nunca havia proferido aquelas palavras, ele nunca as dissera nem para os próprios pais. Ele nunca quisera dizer a ninguém, ninguém fora digno delas. Até agora. Até Potter entrar em sua vida e lhe fazer querer morrer por ele, ou lutar por ele, com ele.

Correu a língua pelos lábios molhados do moreno, gemeu alto ao senti-lo lhe apertar na palma da mão, inclinou a cabeça e disse alto, pouco importando-se se mais alguém além deles e Deus, fosse ouvir.

"Eu te amo, Potter." Sentiu o moreno apertá-lo ainda mais na palma da mão, causando-lhe certa dor. "Sei que me ama, consigo ver isso em seus olhos, Potter."

Observava-o declarar coisas que ele sabia sentir, mas escondia. Estava escondendo, precisava esconder. Puxou Malfoy para seu colo, inclinando o corpo dele levemente para trás, entrando nele devagar, sem pressa alguma. Não precisava ter pressa ali, não precisava fingir que não queria estar ali, que não gostava de Draco, que não o queria por perto. Não, ali Harry poderia ser ele mesmo, o resto dele que ainda habitava aquele corpo. Ali ele poderia deixar todos seus sentimentos sairem por seus poros. Poderia beijar Draco, poderia abraçá-lo, poderia amá-lo sem precisar se preocupar quanto tempo estava passando ali dentro.

Não, Harry não precisava se preocupar, ele apenas precisava ficar ali, movendo-se devagar contra o loiro, sentindo o corpo dele movendo-se contra o seu, apertando-o, querendo-o ainda mais. E Harry queria. Queria cada resquício de Draco. Queria a alma, os olhares, os sentimentos, a respiração, tudo. Porque nada duraria tempo suficiente para que eles não pudessem se amar, mas duraria tempo suficiente para que ele soubesse quando o fim fosse certo. Quando não houvesse escapatória.

Beijou os lábios de Harry, sugou o inferior até ouvi-lo reclamar. Os dedos dele afundando em sua cintura, o corpo batendo de encontro ao seu. E era divino como sentia-se bem com ele a sua mercê, e estar a mercê dele. Era como se fossem pessoas diferentes e iguais ao mesmo tempo. Era como se pudessem se completar e se odiar ao mesmo tempo. Todos os sentimentos do mundo passavam-se por eles quando estava juntos. E Draco nunca mais conseguiria afastar-se de Harry.

Acelerou os movimentos do quadril ouvindo o moreno gemer mais alto e mais rápido em sua boca. E quando ele o segurou novamente na palma da mão molhada, pensou que talvez a morte estivesse chegando de modo diferente do que imaginara. Empurrou com mais força o quadril contra o dele, jogando a cabeça para trás, os olhos fechados com força enquanto ouvia Harry dizer:

"Eu também te amo, Draco. Mas vamos morrer..."

E veio na mão dele, onda após onda de prazer quase o derrubando, quase fazendo-o deitar no chão gelado do box. Porém, Harry o segurou, o trouxe para seu colo novamente, sentado. E Draco observava os olhos verdes flamejantes agora. E era um novo brilho. Draco não sabia explicar, mas o brilho que via nos olhos de Harry demonstravam apenas que ele sabia o que sentia, e sabia que não duraria eternamente como jovens casais juravam um para o outro. Segurou-o pelo ombro, moveu o quadril mais rápido e viu, Potter teve seu clímax dentro de si, os olhos colados nos seus, a boca retorcendo-se de prazer, a mente esvaziando e as chamas verdes brilhando ainda mais intensamente.

Se abraçaram deixando a água quente cair por ambos os corpos. E ali ficaram por algum tempo, sem saber precisar exatamente quanto. Mas fora o suficiente para que Harry tentasse acalmar Draco, que chorara dizendo não querer morrer e não querer vê-lo morto. Não naquele dia, não quando haviam acabado de se encontrar, de verdade.

E Harry não soube o que dizer, porque sabia que qualquer resposta, seria mentira.


"Você o viu?"

O rapaz balançou a cabeça, assentindo, e sorriu; não lembrava-se qual fora a última vez que sorrira de verdade nos últimos meses. Não havia muitos motivos para se sorrir naqueles tempos.

"E onde ele está agora?"

"Eles fizeram aquele negócio de desaparecer, sabe? Estava ele e uma garota de cabelo cacheado."

"Você tem certeza?"

Irritou-se, odiava que duvidassem dele, principalmente se estava falando sobre aquilo.

"Sim, caramba, ele veio ver aquela casa no final da rua... aquela casa que tem sempre gente deles entrando e saindo."

Ambos rapazes ficaram em silêncio, cada um com uma idéia do que poderia estar acontecendo. Sabiam que o rapaz vira era o tal herói que tanto falavam, tinha aquela cicatriz na testa, mas o que exatamente ele fazia na casa junto daquele homens estranhos que matavam qualquer coisa que se movesse perto da residência?

"Mas será que ele..."

"Não, ele com certeza vai acabar com tudo ali." Assentiu e sorriu para o amigo, afastando-se brevemente e olhando pela janela, a rua estava vazia e a escuridão tomava conta de tudo. Aquilo era tão estranho. "Deveríamos ajudá-lo. Caso ele venha uma próxima vez, vamos oferecer ajuda, que acha?"

O outro concordou balançando a cabeça avidamente. Eles queriam ajudar, mas pouco sabiam que Harry, o tal herói que eles tanto aclamavam, entraria naquela rua da próxima vez, para morrer.


continua...