Capítulo 2 – Primeira Missão Parte I
3912, Algum lugar do mundo.
Dezoito anos haviam se passado e para seu próprio inferno pessoal a morte não chegara ainda para Kahlan. Ela ainda vivia apesar de seu corpo cada vez mais e mais enfraquecer, agora mal podia respirar. Comer e beber água era sempre uma luta, seu corpo sempre rejeitando tudo.
Em todas as suas encarnações seu parceiro só sobrevivera tempo suficiente para ela conceber a criança, e ao contrário do que todos acreditavam, o corpo de Kahlan por conta de suas mudanças espirituais e poderes não suportaria uma gravidez normal e longa, a primeira criança da relação nascia mais ou menos dois ou três meses depois de ser concebida.
A segunda criança nascia depois de mais três meses e a ultima criança nasceria somente depois de cinco meses. Por isso haviam tantas crianças, pois a cada reencarnação nasciam três delas. Todos os filhos de Kahlan eram homens, guerreiros em sua maior parte e todos tinham um parte do poder da mãe. Nem todos eram imortais como Kahlan, e nenhum deles passava pelo processo de reencarnação, pelo que ela agradecia.
O crescimento de todos eles ocorria de forma natural, e ela apesar de nunca demonstrar tinha muito orgulho de todos os seus filhos. Ela era fria e sempre exigia respeito deles, mas isso somente ocorria por suas lições passadas. Confiara cegamente em um filho, lhe ensinara quase tudo e o deixara fazer o que quisesse. Agora tinha toda uma guerra nas costas.
A verdade é que Kahlan se culpava por nunca ter visto o que Meldrem se tornaria, mas nenhuma mãe quer pensar mal de suas proles então porque ela – apesar de todo o poder e força – seria diferente? Meldrem fora um bebê lindo, talvez o mais lindo que tivera. Crescera para se tornar um garoto forte, rebelde e ainda assim devastadoramente lindo e devoto à mãe.
Tudo que Meldrem viera a saber fora ensinado por Kahlan, ele fora seu primogênito e um de seus maiores orgulhos, sempre a fizera sorrir.
Enquanto lentamente voltava ao presente, a Fênix suspirou. Para os de fora, seria ouvida aquela respiração que pessoas idosas dão antes de morrer, mas para a Fênix era só mais um estágio antes de sua morte. Kahlan conhecia de longas eras o processo de reencarnação e apesar de cada vez ser diferente da outra, eram sempre as mesmas bases.
- Kahlan? Eles estão prontos. – Ela ouviu ao longe a voz de um de seus filhos, não quis identificar o que viera roubar sua paz, mas então o que ele disse fez sentido para seu cérebro ancião e ela abriu os olhos.
Os mesmos olhos vermelhos de outrora, mas agora tão carentes de vida que chegavam a ser frios, e com um fardo tão grande que, antes sábios, agora pareciam simplesmente cansados. O tipo de olhos que viram muito, e a maioria das coisas vistas não eram agradáveis.
Kahlan se levantou, tomando seu tempo para que seu corpo voltasse a responder a suas funções básicas. Ela movimentou-se lentamente com o caminhar de uma velha. Apesar do rosto continuar o mesmo jovem, forte e arrogante de sempre, ela estava diferente.
Em breve a Fênix arderia em chamas pronta para renascer.
Ela caminhou até chegar à praça central do acampamento onde todos moravam, o mundo antes tão moderno e cheio de tecnologia agora era novamente um lugar primitivo onde as pessoas eram separadas por clãs, raças, hierarquias. Toda a tecnologia fora destruída em uma grande explosão milhares de anos antes, quase toda a raça humana fora morta junto da tecnologia na explosão.
Na praça central encontravam-se quase todos os seus filhos. Sirius, James e Remus estavam parados no centro sob um palanque, suas expressões não revelavam nada, somente uma máscara severa ante o desafio que viria.
Todos os filhos de Kahlan passavam por uma missão de teste antes dela poder decidir o que este filho faria e ver seu destino. Não importava que ela já soubesse o lugar de James, Sirius e Remus, eles tinham que se mostrar merecedores de sua missão.
- Estão prontos? – Perguntou com a voz forte, prática, como um general falando com seus soltados. Completamente ao contrário de seu interior.
O olhar de nenhum deles vacilou por um segundo sequer e responderam juntos uma coisa somente.
- Sim.
Buscando forças dos recônditos de seu ser, Kahlan olhou em volta confiante, a missão deles teria de ser maior e mais perigosa do que a de qualquer outro filho seu. Eles tinham de ser os mais fortes, mais bravos, mais corajosos, mais inteligentes. Isso, é claro, se quisessem sobreviver.
- Todos antes de vocês passaram por uma missão. É algo que testara todas as suas habilidades. Em qualquer momento vocês podem ser testados, até mesmo agora pode ser um teste. Quem e o que vocês são será decidido nessa missão. Fracasso não é aceito, não tolerarei erros por menores que sejam. Cada momento de vocês a partir do segundo que entrarem naquela floresta será vigiado.
Kahlan os observou calmamente vendo que efeito suas palavras trariam para eles. Era quase invisível, mas para ela era fácil de se observar a excitação e a antecipação nos rostos fortes e jovens. A Fênix observou seus filhos atentamente, vendo suas fraquezas e seus pontos somente nessa breve observação.
Sirius era o mais velho, mas certamente não era o mais responsável. Tinha uma natureza tão imprevisível quanto o mar e estava sempre se metendo em problemas. Sirius também era devastadoramente bonito, um tipo de beleza completamente máscula e levemente selvagem. Com olhos azuis piscina e cabelos negros e longos Sirius atraia todo o tipo de mulher.
James era o filho do meio e era tão responsável quanto o irmão mais velho, ambos sempre que podiam se metiam em todo o tipo de problemas. James também era bonito, mas ao contrário do irmão não tinha o mesmo charme e a graça do outro. Seus cabelos ao contrário eram sempre uma massa desalinhada, mas que lhe dava certo charme e seus olhos eram de uma cor exótica, um avelã forte e com um risco de verde musgo correndo por ele.
Remus, o filho mais novo, era mais centrado e responsável que os irmãos, mas ainda assim vivia em problemas com eles. Remus, na verdade, era o mais destoante dos filhos de Kahlan, a bruxa não entendia ainda como ele pudera nascer daquela forma. Tão incrivelmente cheio de poder, é verdade, mas ainda assim amaldiçoado. Nunca ocorrera antes, e Remus com seus cabelos dourados de anjo e olhos tão dourados quanto os cabelos não aparentava ser o que era: uma criatura amaldiçoada.
Todos eles eram o encaixe de uma mesma peça, a chave do enigma. Sirius era a fúria apaixonada, a parte mais instável da missão; James era o que garantia a segurança de todos, o que seria no fim o controle necessário para que tudo fosse até o fim; Remus, por fim, era o perigo disfarçado por sobre a camada de refinação.
- A cada tarde vocês vão encontrar na clareira água limpa, terão de dividi-la e vão caçar para se alimentarem ou irão ficar com fome – ela continuou explicando todo o processo para eles. – O primeiro teste acontecerá ao anoitecer de hoje. E depois do fim dele a qualquer momento pode vir o segundo e o terceiro testes. Vocês têm três dias para completar a missão ou falhar perante seus irmãos e a mim.
- Não iremos falhar. – Sirius disse mal contendo seu sorriso e sua animação. Kahlan balançou de leve a cabeça apesar de por dentro se divertir com a natureza juvenil e brincalhona de seus últimos filhos.
- Eu realmente espero que não.
Então a Fênix fechou seus olhos e ergueu as mãos para o céu e começou a cantarolar em um idioma tão antigo e ancestral que feria os ouvidos dos animais que estavam ali perto. Todos os filhos de Kahlan fecharam os olhos e se balançaram no ritmo da voz da poderosa bruxa. Sirius, James e Remus tremeram de leve ante todo o poder que pulsava em volta de Kahlan.
- Vão – a voz dela era firme e clara enquanto dizia e os olhos vermelhos brilhavam como dois rubis na luz do sol.
Os três jovens bruxos correram em direção a floresta rápidos como o vento e logo desapareceram sob a mata. Alguns minutos depois deles terem entrado na floresta, mais dez dos filhos da Fênix foram atrás deles. A missão dos escolhidos começara.
James, Sirius e Remus pararam de correr depois do que pareceram horas e se apoiaram em seus joelhos enquanto tentavam retomar o fôlego. Sirius olhou em volta procurando perigos imediatos e ao não ver nada riu com sua risada mais parecida com um latido.
- Finalmente chegou nosso dia!
Remus revirou os olhos e se endireitou, passando a mão nos cabelos loiros e os tirando de seu rosto. A face dourada do loiro estava suada e ele aparentava um leve cansaço. Seus olhos dourados, entretanto eram tão animados quanto os de Sirius, apesar de ele ter sido mais contido ao demonstrar isso.
- Só você podia estar ansioso pra isso Sirius – disse James divertido, passando a mão nos cabelos rebeldes. Sirius revirou os olhos e empurrou o ombro do irmão de brincadeira.
- Como se você não estivesse tão ansioso quanto eu com tudo isso!
James riu e deu de ombros sabendo ser verdade. Apesar dele e de Remus reclamarem, os três garotos falavam dessa missão desde que tiveram conhecimento dela. Era algo que esperavam e pelo que treinaram por toda a vida.
Se conseguissem completar a missão com êxito seriam heróis, mostrar-se-iam dignos de serem filhos da grande e poderosa Fênix, mas se falhassem a vergonha mancharia seus nomes para sempre. Era o ultimo ritual necessário para que fossem declarados homens, para que finalmente pudessem saber e aprender os segredos por trás da magia ancestral da mãe. Para que aprendessem a controlar os dons que tinham.
- O que vocês acham que vamos ter que fazer? – Remus perguntou, olhando com mais atenção que Sirius para tudo à volta deles. Sirius deu de ombros, parecendo animado demais para pensar em problemas, consequências ou nas advertências da mãe.
- Ela disse que deveríamos tomar cuidado e que os testes poderiam ocorrer a qualquer minuto – James lembrou pensativo. – Eu só queria saber se vamos ser testados sozinhos ou juntos.
Remus parou para refletir no que o irmão falou e coçou o queixo enquanto pensava.
- Acho que vão ser uma mistura de ambas, James.
Sirius sentia sua nuca coçar e olhava em volta a todo instante. Ele sabia: estavam sendo observados. Puxou Remus pelo braço para cima forçando o loiro a levantar e fez o mesmo com James, ambos o olharam interrogativamente, mas Sirius fez um gesto de silencio e logo fechou os olhos, tentando apurar os ouvidos e ouvir algo que indicasse onde estava a pessoa os observando.
Nada. Absolutamente nada.
- Vamos sair daqui – disse nervoso, sentindo necessidade de se mover. Os outros concordaram tão desconfiados quanto Sirius, então os três se enfiaram ainda mais na floresta.
Já anoitecera e nada ainda havia acontecido. James acendera uma fogueira para afastar os animais selvagens e para que eles pudessem ter uma visibilidade maior de qualquer um que tentasse se aproximar. Sirius estava resmungando consigo mesmo e jogando pedrinhas e lascas de madeira na fogueira. Remus tinha seus olhos fechados em concentração enquanto tentava meditar.
De repente, um barulho ligeiro de passos é ouvido por eles. Os três se levantaram e com movimentos sincronizados se colocaram em posição defensiva. ao mesmo tempo em que olhavam tudo a sua volta tentando captar o mínimo movimento, ver algo além da densa escuridão da floresta.
- Boa defesa – veio a voz que eles não puderam reconhecer por soar abafada, como se algo pressionasse a boca de seu dono, os três procuraram de onde ela vinha.
- Não tão boa assim – ouviram outra voz negar o que a primeira disse. Sirius rosnou irritado com essa crítica.
- Apareçam e nos enfrentem como homens! – O mais velho rosnou irritado com aquela enrolação.
Risadas vieram de todas as direções da floresta, deixando os irmãos tensos pela provável quantidade de pessoas em volta deles. Segundos depois uma pedra atingiu a nuca de James que praguejou altamente enquanto tentava novamente descobrir de onde vinham todas aquelas vozes.
Remus se mantinha de olhos fechados, completamente concentrado, então ouviu com sua audição aguçada: um batimento de coração à sua direita. Sem precisar abrir os olhos correu naquela direção atacando a pessoa ali.
Sirius e James viram o momento em que Remus achou um e logo tudo desandou. Vários homens entraram na pequena clareira que os irmãos estavam e imediatamente começaram a atacá-los. A causa da voz abafada deles era que todos usavam mascaras, representando diferentes animais.
- Ora, ora... Não é que eles sabem lutar Cain*?
O provocador atacava Sirius impiedosamente e o moreno devolvia o ataque na mesma altura. James e Remus também lutavam perto do irmão, mas de formas extremamente diferentes. Remus mantinha seus olhos fechados e usava uma técnica de luta onde ele acertava principalmente os órgãos e músculos mais importantes do inimigo.
- Eu acho que eles foram bem treinados Hefestos**! – respondeu o que lutava com Remus, um deles que se contentava em provocar os garotos riu.
- Exibidos – resmungou o chamado de Hefestos. – Vamos ao que interessa.
Sirius, James e Remus prestaram uma atenção redobrada em tudo ao deixarem de ser atacados. Ao verem Hefestos sacar uma espada, ficaram alertas. Kahlan não permitira que eles usassem armas durante a missão, mas nunca dissera nada sobre os outros.
Um deles, com a mascara representando um corvo bufou audivelmente e se sentou em uma pedra que estava ali, tirou de um bolso uma maçã e uma adaga e se pôs a descascar a maçã metodicamente. Remus sem nenhum tipo de explicação fixou seu olhar no que parecia ser o mais inofensivo de todos os homens.
- Porque não pulamos logo para o teste Hefestos, essa enrolação me cansa. – o homem da maçã disse. O chamado Cain riu alto.
- Sempre impaciente, Ulisses***?
O chamado Ulisses deu de ombros prestando total atenção em sua maçã como se ela fosse seu bem mais precioso. Sirius estava impaciente novamente, seu sangue ainda quente pela recente luta, pedia por mais ação. James não estava em um estado diferente e Remus ainda olhava com curiosidade para Ulisses.
- Certo, vamos direto ao ponto então – um dos homens não nomeados disse parecendo entediado.
- Como Kahlan disse vocês tem a primeira parte da missão agora. É a luta, o desafio de força. Se vocês passarem nós deixaremos vocês irem e indicaremos o caminho certo, se não... – Outro homem não nomeado falava monotonamente, e deu de ombros no final, rindo sombriamente.
- Se não o que? – exigiu Sirius irritado.
O chamado Ulisses por fim se levantou e deu uma mordida em sua maçã, a adaga ainda em sua mão. Olhou diretamente dentro dos olhos de Sirius e disse calmo.
- Eu vou poder brincar com vocês – os olhos de Ulisses eram frios como gelo em uma cor azul pálida quase branca, olhos que penetravam fundo e viam sua alma, viam seus mais profundos segredos. Eram olhos capazes de congelar o inferno.
Inconscientemente Sirius estremeceu e o sorriso de Ulisses aumentou ao perceber essa reação. Remus estreitou os olhos e mexeu os pés impaciente, James contava mentalmente as chances dele e seus irmãos ganharem e revivia em sua mente a luta anterior tentando descobrir fraquezas dos "inimigos".
- Vamos começar então. – Remus exigiu. – Vocês pararam por estarem cansados e quererem recuperar suas forças.
Hefestos olhou para Remus e fez um aceno que supostamente deveria ser respeitoso, mas da forma que ele o fez o que disse depois mostravam toda a zombaria por trás do gesto.
- Acha que precisamos estar descansados para vencer vocês? – O "vocês" foi proferido de forma que fazia parecer que o homem não achava Sirius, James e Remus grande coisa.
- Chega! – James disse se jogando em cima de um dos homens que ele ficou sem saber o pseudônimo.
Logo a luta recomeçou. Ulisses, o homem da maçã, manteve-se à parte dela, somente observando os movimentos de James, Sirius e Remus. Seus olhos frios e inteligentes prestavam atenção até no mínimo gesto e nada passava despercebido por seus perspicazes olhos.
Passaram-se horas e a luta parecia nunca acabar, logo o sol começou a amanhecer, no entanto nenhum dos lados desistia. Até que o barulho de ossos se quebrando destruiu o barulho da luta silenciosa. Um grito masculino logo foi ouvido, e todos pararam de lutar para ver um dos homens sem nome segurar com força o braço e olhar com ódio para Sirius que riu em sua risada-latido.
- Nunca falamos que lutamos justo, companheiro.
Ulisses ergueu a sobrancelha e um sorriso de canto de lábio apareceu em seu rosto, agora a luta era de certa forma igual. Três contra três, o homem ferido viera para o lado de Ulisses e se sentara no chão, avaliando o dano ao braço e descansando da longa batalha.
Suor escorria dos seis rostos dos lutadores, todos ofegavam altamente, mas ninguém parecia disposto a desistir. Um sorriso meio louco estava nos lábios de Sirius, James e até mesmo Remus. Depois de mais algum tempo James segurou a cabeça de seu oponente e levantou seu joelho acertando o queixo dele e o deixando desacordado.
Remus rodeou seu oponente que cansado demais não conseguiu impedir o loiro de agarrar seu pescoço. Remus apertou a garganta de Cain com força até esse não ter forças para lutar contra o aperto então o loiro o soltou e chutou o estomago de Cain que caiu a dez pés longe de Remus e ficou no chão.
Só faltava um agora, Sirius deu soco atrás de soco mais motivado ao ver que este era o ultimo oponente. até que o homem que lutava contra ele caiu, também desacordado.
Ulisses bateu palmas para os três irmãos ofegantes e riu, então em movimentos lentos e talvez ensaiados tirou a mascara revelando um rosto cheio de cicatrizes com o par de gelados olhos azuis e cabelos da cor de palha um pouco longos.
- Alastor! – disseram os três juntos, surpresos.
Por mais que soubessem que eram os irmãos debaixo das mascaras e da falsa identidade de "inimigos", ainda era difícil acreditar que Alastor, o Olho Tonto Moody, fosse participar de algo assim. Um sorriso de puro orgulho estava estampado no rosto do Olho Tonto.
- Parece que fazer os três idiotas desobedientes treinarem até cair deu certo no final das contas! – A voz de trovão de Alastor que até pouco tempo atrás estivera abafada e levemente rouca voltou ao normal.
- Então nós passamos? – Remus perguntou quase surpreso.
Alastor jogou a cabeça para trás e riu do jovem e inocente espanto de seus irmãos mais novos.
- É claro que passaram, garoto! Vê mais algum oponente aqui? – Remus, Sirius e James deram sorrisos tímidos e então seus sorrisos aumentaram conforme a enormidade do que fizeram os atingiu.
- Nós conseguimos! – Gritou Sirius animado e em sua empolgação de um pulo socando o ar.
Alastor revirou os olhos para o irmão.
- Sempre o mesmo.
James suspirou e se esticou, estava totalmente dolorido. Remus esfregou a coluna, sentindo-se em frangalhos. Sirius então bocejou, pensando que poderia dormir por um mês inteiro e ainda assim estar cansado.
- Vocês conseguiram passar pra próxima fase, eu já vou entregar a água para vocês e levá-los pelo caminho certo.
- Você vai conosco? – James perguntou levemente esperançoso. Alastor sorriu de lado e deu de ombros.
- Só parte do caminho. É um caminho longo. – Sirius novamente sendo Sirius disse confiante para o irmão mais velho.
- Nós chegaremos até o fim dele.
Alastor gargalhou.
- Eu espero.
Jogou um odre contendo água fresca para cada um deles e começou a andar. Ao ver que nenhum dos irmãos o seguia, Moody gritou com sua voz de trovão.
- Vocês pretendem chegar ao final parados? – Logo os três jovens se colocaram a seguir Alastor.
* - Cain o irmão malvado que matou Abel, segundo a bíblia.
** - Hefestos é um Deus Grego filho de Zeus, é o Deus ferreiro, ele quem criou a armadura de Atenas, o raio de Zeus, a carruagem de Apolo entre outras coisas.
*** - Ulisses é um dos heróis Troianos, ele quem teve a ideia do cavalo.
N/A: Não matem a autora pela demora! Matem a beta dela! *pisca* Que acharam da aparição dos Marotos? Espero que gostem e se a Nanda betar os capítulos em tempo semana que vem tem mais um! Suasuahhusa Ameei a quantidade de comentários que recebi, estou ficando muito feliz com a repercussão que essa fanfic está tendo, ela é minha menina dos olhos de verdade. Logo, logo as Bloowari aparecem. E desculpem a autora pela falta de 'ação', mas rapidinho os Marotos e as Bloowari vão se encontrar e vocês vão perceber o quão insana eu consigo ser! Bem, comentem amores.
A proposito, deixo desde já meu pedido de desculpas se ofender alguém por causa das referencias bíblicas e tals. A verdade é que eu não acredito nela, então tenho tendências a ser sarcástica sobre o assunto, qualquer um que se sentir ofendido me perdoe, por favor.
Agora deixo vocês com a nota da beta mais enrolana e perfeita do mundo: Nanda Evans!
Beeijos
1 Lily Evans.
N/B: Hey, povo! Então, podem continuar a me culpar, sou uma preguiçosa cara-de-pau que enrolou a Catita (1 Lily Evans) até não poder mais pra betar esse capítulo, mas o fiz antes que perdesse o posto novamente. Acontece que agora que engajei na leitura, percebi que sentia falta do FF! Então me usando da maravilhosa fic da minha Catita, faço a propaganda de que talvez em breve eu volte a habitar esse site! (Nenhum de vocês deve me conhecer, mas deixa a criança sonhar, certo?) Sem mais delongas, comentem em mais esse maravilhoso capítulo ou farei vocês sentirem uma dor dos infernos essa noite! *sorri resplandecentemente* Baci, baci! ('beijos' em italiano, caras-pálidas - sou um doce, né?)
Nanda Evans
Sorry lindas, sem resposta das reviews. Prometo que no próximo respondo todas! Beeeijos,
1 Lily Evans.
